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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

0 Economia de Guerra em Portugal, a MISÉRIA pegada ...

Portugal é um país desesperado. O oficial de desemprego se aproxima de 20%, tem diminuído ao longo dos últimos dois trimestres "em favor" de um declínio na força de trabalho. Este é o resultado da emigração em massa que flui atingir ou exceder as do 60 que tinha visto um grande êxodo de Português, fugindo da pobreza, a ditadura ea guerra colonial (1). Metade dos desempregados não recebem subsídio de desemprego e que existem milhares de pessoas excluídas do apoio ao rendimento, os abonos de família ou complemento social velhice.
É que, embora eles não estão em guerra, Portugal, sob a égide da troika, em seu terceiro ano de economia de guerra, apesar (ou por causa) os resultados das políticas económicas desastrosas cometidos por três anos. Porque Portugal é um país onde podemos dizer, com a precisão de um experimento de laboratório, os bilhões de sacrifícios impostos à população não teve nenhum efeito sobre a dívida cujo progresso é vertiginoso ou sobre o déficit revisado sistematicamente para cima para cada avaliação da troika.
No entanto, é fornecido com os resultados deste experimento que Lisboa introduziu o orçamento mais austero na história da democracia desde 1977. O ajuste fiscal representa 2,3% do PIB e é principalmente por meio de dreno direto sobre salários e pensões do serviço público dos funcionários públicos.
Nestas condições, só o governo pode fingir acreditar que, apesar da redução drástica do novo rendimento disponível que conduzirá inevitavelmente a "sua" orçamento, o consumo privado e do investimento vai estar lá para apoiar sua hipótese de crescimento 0,8%. Especialmente desde a violenta carga tributária de 2013 será mantida e que 2014 vai ver novas reduções nos gastos com educação, saúde e transferências sociais. Descanse as exportações, mas estes são dependentes da demanda externa.
Como em qualquer economia de guerra que prevalece em Portugal não só perdedores. Enquanto apenas funcionários e público aposentado de contribuir 82% para o esforço de guerra, em 2014, ele é convidado bancos e monopólios de energia uma contribuição excepcional de 4%, eo governo tenha ainda dado ao luxo de imposto de cólon menor em empresas que tem como objectivo reduzir para 19% ou 17%, em 2016, em conformidade com o princípio sacrossanto da criação de um clima neoliberal propício ao investimento. Há outros vencedores da crise, começando com os credores a quem se destina, em 2014, a título de juros, um "ninho de ovos" equivalente ao orçamento da saúde. É por estes credores são sacrifícios exigidos ao povo de uma das UE mais pobres e desiguais. É para eles que as escolas, como as drogas são racionados, o que limita o acesso a parte de cuidados de saúde da população e que são vendidas em leilões de bens públicos está fechada .
Políticas de austeridade violentas manter-se: eles geram sua própria intensificação suposto déficit de remédio que eles ajudaram a cavar. Cada euro "salvo" em Portugal déficit resultou em uma perda de € 1,25 do PIB e um aumento de 8,76 euros de dívida que é a forma como os credores são sempre garantia de uma dívida ao financiamento.
Como os de outros países sob a intervenção "eficaz" pela troika, para falar deles, a dívida Português não seja razoavelmente reembolsável. Não é o resultado de deriva de um povo que viveram além de seus meios, mesmo que os especialistas do FMI sublinham a necessidade de reduzir o salário mínimo em Portugal é de 485 euros brutos por mês, um dos mais baixos na zona do euro e na UE.
Os países semiperiféricos, com uma economia de baixo valor acrescentado e altamente dependente de fora de Portugal "pago" membro da zona do euro, uma quase estagnação da economia, para que a dívida pública tem experimentado uma trajetória ascendente desde a crise financeira e as transferências significativas do orçamento do Estado para apoiar a economia e salvar os bancos. Incapaz de voltar-se para o Banco Central Europeu (BCE) para financiamento, Portugal tornou-se, depois da Grécia e Irlanda, a terceira vítima da especulação nos mercados financeiros, o que abriu o caminho para a intervenção Troika.
Depois de dois anos e meio e bilhões de euros de sacrifícios impostos sobre sua população, Portugal é um país pobre, ele voltou para a taxa de natalidade do final do século XIX ea emigração em massa de era da ditadura. Sua população, uma das mais antigas nas reduções da UE. A dívida em relação ao PIB aumentou em quase 25 pontos eo déficit não está contido. Credores representados pela Troika já avisaram a quantidade de cortes de gastos que são necessários em 2015 como o "Memorando" termina em Junho de 2014.
Seja na forma de um novo plano de "resgate" ou de outra forma, no quadro actual das instituições europeias, Portugal permanecem sob o domínio da troika e do seu povo será submetido a novos testes. Já existe um outro na Grécia e se houver dúvida permaneceu, a imagem das mães portuguesas forçadas a abandonar as suas crianças em instituições sociais, enquanto os recém-chegados a entrar no clube dos milionários, seria demonstrar .
(1 ) O número de Português que emigrou em 2012 é estimado em 120.000, ou um êxodo de 10.000 pessoas, em média, por mês, com uma população de cerca de 10,5 milhões de pessoas.

FONTE 

Texto original :

Economie de guerre au Portugal

 Le Portugal est un pays exsangue. Le chômage officiel, qui approchait les 20%, a diminué ces deux derniers trimestres «à la faveur» d’une baisse de la population active. Celle-ci est le fruit d’une émigration de masse dont les flux atteignent, voire dépassent, ceux des années 60 qui avaient vu un grand exode des Portugais, fuyant la misère, la dictature et la guerre coloniale (1). La moitié des chômeurs ne bénéficie pas d’allocation chômage et on compte par milliers les exclus du revenu minimum d’insertion, des allocations familiales ou du complément social vieillesse.

 

C’est que, bien que n’étant pas en guerre, le Portugal est, sous l’égide de la troïka, dans sa troisième année d’économie de guerre, malgré les (ou à cause des) résultats économiques calamiteux des politiques commises depuis trois ans. Car le Portugal est ce pays où l’on peut dire, avec la précision d’une expérience menée en laboratoire, que les milliards d’euros de sacrifices imposés à la population n’ont eu aucun effet sur la dette dont la progression est vertigineuse ni sur le déficit, systématiquement revu à la hausse à chaque évaluation de la troïka.
C’est pourtant muni des résultats de cette expérimentation que Lisbonne vient de présenter le budget le plus austère de l’histoire de la démocratie depuis 1977. L’ajustement budgétaire représente 2,3% du PIB et se fait essentiellement par la ponction directe sur les salaires des fonctionnaires et sur les retraites de la fonction publique.
Dans ces conditions, seul le gouvernement peut feindre de croire qu’en dépit de la nouvelle réduction drastique du revenu disponible des ménages à laquelle conduira inévitablement «son» budget, la consommation privée et l’investissement seront là pour soutenir son hypothèse de croissance de 0,8%. Ceci d’autant plus que la ponction fiscale violente de 2013 sera maintenue et que 2014 verra de nouvelles réductions dans les dépenses de l’éducation, de la santé et des transferts sociaux. Reste les exportations, mais celles-ci sont tributaires de la demande extérieure.
Comme dans toute économie de guerre, celle qui a cours au Portugal ne fait pas que des perdants. Alors que les seuls fonctionnaires et retraités de la fonction publique contribuent pour 82% à l’effort de guerre de 2014, il n’est demandé aux banques et aux monopoles de l’énergie qu’une contribution exceptionnelle de 4%, et le gouvernement s’est même donné le luxe de baisser de deux points l’impôt sur les sociétés qu’il vise à ramener à 19%, voire 17%, en 2016, dans le respect du sacro-saint principe néolibéral de création d’un climat propice à l’investissement. Il y a d’autres gagnants de la crise, à commencer par les créanciers auxquels il est destiné, en 2014, au titre des intérêts, un «magot» équivalent au budget de la santé. C’est pour ces créanciers que des sacrifices sont demandés au peuple de l’un des pays les plus pauvres et les plus inégalitaires de l’UE. C’est pour eux que l’on ferme des écoles, que l’on rationne des médicaments, qu’on limite l’accès aux soins de santé d’une partie de la population et que l’on vend aux enchères des biens publics.
Les politiques d’austérité violentes s’entretiennent d’elles-mêmes : elles génèrent leur propre intensification, censées remédier aux déficits qu’elles ont contribué à creuser. Chaque euro de déficit «économisé» au Portugal s’est traduit par une perte de 1,25 euro du PIB et une augmentation de 8,76 euros de la dette ; c’est ainsi que les créanciers sont assurés d’avoir toujours une dette à financer.
A l’instar de celles des autres pays qui sont sous l’intervention «effective» de la troïka, pour ne parler que d’eux, la dette portugaise n’est raisonnablement pas remboursable. Elle n’est pas le résultat de dérives d’un peuple qui aurait vécu au-dessus de ses moyens, même si les experts du FMI insistent sur la nécessité de baisser le salaire minimum du Portugal qui est de 485 euros brut par mois, soit l’un des plus bas de la zone euro et de l’UE.
Pays semi-périphérique, doté d’une économie à faible valeur ajoutée et très dépendante de l’extérieur, le Portugal «a payé» son adhésion à la zone euro, par une quasi-stagnation de son économie, si bien que la dette publique n’a connu une trajectoire ascendante que depuis la crise financière et les importants transferts du budget de l’Etat pour soutenir l’économie et sauver les banques. Ne pouvant se tourner vers la Banque centrale européenne (BCE) pour assurer son financement, le Portugal est devenu, après la Grèce et l’Irlande, la troisième victime de la spéculation des marchés financiers, laquelle a ouvert la voie à l’intervention de la troïka.
Après deux ans et demi et des milliards d’euros de sacrifices imposés à sa population, le Portugal est un pays plus pauvre, il a renoué avec les taux de natalité de la fin du XIXe siècle et l’émigration de masse de l’ère de la dictature. Sa population, l’une des plus vieilles de l’UE, diminue. Sa dette rapportée au PIB a augmenté de près de 25 points et son déficit n’est pas contenu. Les créanciers représentés par la troïka ont déjà averti du montant des coupes de dépenses qu’il faut opérer en 2015, alors que le «mémorandum» prend fin en juin 2014.
Que ce soit sous la forme d’un nouveau plan de «sauvetage» ou autre, et dans le cadre actuel des institutions européennes, le Portugal restera sous la domination de la troïka et sa population sera soumise à de nouvelles épreuves. Il est déjà l’autre Grèce et, si un doute subsistait, l’image de ces mères portugaises contraintes d’abandonner leurs enfants aux institutions sociales, alors que de nouveaux venus font leur entrée dans le club des millionnaires, serait là pour le démontrer.
(1) On évalue à 120 000 le nombre de Portugais qui ont émigré en 2012, soit un exode de 10 000 personnes en moyenne par mois, sur une population de quelque 10,5 millions d’habitants.

 

 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

0 Video : Jovens atiraram ovos contra Durão Barroso!






Dois jovens presentes no debate em Liège, no leste da Bélgica, lançaram ovos contra Durão Barroso em protesto contra as políticas europeias!



domingo, 19 de maio de 2013

0 AUSTERIDADE É DESCULPA PARA ESCRAVIZAR E ROUBAR AS SUAS REFORMAS E IMPOSTOS, PARA A BANCA

Não deixe de ver este video... Não feche os olhos à verdade, o mundo, o país e todos nós, dependemos da responsabilidade que cada um sente em ajudar o todo. "É urgente que percebam isso. Temos que expulsar os bancos internacionais dos nossos países."
Descubra para onde são desviados os seus impostos, tornando vãos os seus sacrifícios.
Para além dos desvios levados a cabo pela corrupção politica, que já conhecemos, há ainda a máfia da banca, nacional e não só.
Quer saber porque sobem os impostos e os governos continuam a dizer que não há dinheiro?
Quer saber porque pagamos cada vez mais e temos cada vez menos serviços sociais?
Quer saber porque pagamos mais e mais portagens?
Quer saber porque pagamos mais taxas moderadoras?
Quer saber porque estamos cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos?
Quer saber porque o terão de cortar nas suas reformas?
Quer saber porque estão a tentar privatizar as reformas, com a desculpa de as assegurar?
Quer saber porque a banca pede emprestado a 1% e  empresta ao estado a 6 e 7%?
Quer saber porque o governo cumpre instruções da UE, inclusive aplica mais austeridade que a exigida, e tudo funciona ao contrário do que nos dizem?
Porque estamos a descontar para a banca e não para o estado. 
Porque a banca domina os governos e ele obedecem.
Já engoliram os países do 3º mundo agora estão empenhados em fazer o mesmo à UE e EUA.

Ao minuto 10, o autor do video explica, o que nos espera, quando todos perdermos a soberania e os direitos. 
Todos devemos sentir-nos igualmente responsáveis pelo mal que causamos sendo ausentes e ignorando. Assim como pelo bem que fazemos quando tentamos ajudar.

No parlamento Europeu já há quem denuncie a banca e os seus esquemas devastadores, que já há muito tempo deveriam ter sido detidos pelos governos. Godfrey Bloom denuncia o esquema por detrás do Imposto de Transacções Financeiras

"O mundo em que vivemos hoje é o resultado da nossa consciência colectiva  e se quisermos um mundo novo, cada um de nós precisa assumir a responsabilidade de ajudar a criá-lo." Rosemary Fillmore Rhea

"Estamos a viver um novo tipo de ditadura"
Os políticos, aqui, não contam. A finança, decide tudo sobre a vida de todos nós.
Marc Tourneuil, torna-se presidente de um dos maiores bancos europeus. A escolha prende-se com o facto de alguns accionistas encararem-no como uma peça facilmente instrumentalizável para atingirem os seus objectivos." COSTA-GAVRAS fonte

E não pensem que é impossível sair deste circulo de destruição... não pensem que o poder destes senhores é incontornável, pois lembrem-se que há países cujos governos não são traidores, cujos governos não venderam os seus países à banca, e que por isso permanecem no seu caminho tranquilos e longe de todo este caos. Exemplos disso são a Suécia, Suiça, Noruega, Finlândia  Nova Zelândia, etc etc





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

0 Onde ir buscar os 4 mil milhões que querem cortar aos portugueses.

OS 4 MIL MILHÕES DO FMI, ESTÃO AQUI NA GALILEI!!!
O FMI aponta como caminho para os 4 mil milhões novos cortes inteligentes. Mas existem alternativas.
Uma delas é ir directamente ao espólio da Galilei.
A Galilei Grupo é o novo nome da antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e a SLN era a detentora do BPN, os tais amigos não-presos de Cavaco.

O BPN que faliu e ofereceu aos contribuintes portugueses um buraco de 9 mil milhões. Mas a GALILEI existe, funciona tem dinheiro e é uma das
empresas portuguesas mais ricas em PATRIMÓNIO.
Tudo isso deve voltar para as mãos do Estado!
Os contribuintes têm o direito de exigir!
Partilhem!!!


A bomba atómica dos impostos dos portugueses
A SLN e o BPN geriam várias empresas, cerca de 200. As que davam lucro ofereciam os lucros à SLN e aos accionistas as que davam prejuízo desfalcavam e deixavam buracos nas contas do BPN, pois iam-se financiar ao BPN, sem garantias, muitas vezes. 
Quando a situação  ficou insustentável, para o BPN e já o buraco era demasiado visisvel, este foi nacionalizado, ofereceram-no aos cidadãos, e a SLN seguiu a sua vida. Agora mudou de nome, chama-se Galilei, tem negócios de castanhas em trás os montes, negócios na praia dos salgados, etc etc.
O BPN foi comprado, pelo Mira Amaral/ BIC mas todas as dividas e desfalques que ele possuía, muitos dos quais ainda se vão descobrir, ficaram para os portugueses irem pagando à medida que aparecem. Criaram a PARVALOREM, é o banco que assume as dividas do BPN e oferece ao zé povinho. 
O BPN possui um buraco de cerca de 2 mil milhões só de terrenos que falsamente  foram dados como garantia de milhares e não valiam mais de 100. Por esquemas que eles faziam em que iam à câmara valorizar o terreno, alterando o PDM.
Também usavam a artimanha de financiar o mesmo bem em duplicado, tudo servia para retirar dinheiro do banco. 
Cavaco Silva é economista, ele sabia que o BPN servia para lavar dinheiro.

Video onde Paulo Portas, o falso, finge defender o interesse nacional, e ataca impiedosamente Victor Constâncio .. mas este é um fenómeno que apenas se verifica em políticos na oposição. Assim que os colocam no poleiro com direito a também mamarem, ficam logo tranquilos, e de bico calado!


domingo, 6 de janeiro de 2013

0 Porque não há emprego em Portugal? (Anedota)

O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o ZÉ decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL…

O Ministério da Economia estima que se cada um consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 A crise europeia vista pelo NY Times

Europe’s Debt Crisis: No Relief on the Horizon

European Union officials have struggled to turn things around — debating new treaties, shoring up banks, securing more funding. Looking ahead to 2013, the European Commission offered nothing close to good news: “The economic and employment outlook is bleak.” — Text by Suzanne Daley
Samuel Aranda for The New York Times
When the economic crisis erupted in 2008, many Europeans assumed they were facing a couple of bad years. But the crisis, now in its fifth year, seems to go on and on, using up unemployment benefits, eating through savings accounts and dashing dreams of an easy retirement.
Over the past year, the countries hit hardest by the crisis — Greece, Spain, Portugal and Ireland — have struggled to bring down their debts. They have raised taxes, laid off workers, reduced services and have begun charging for medical care that had been free for decades. Each country had its own formula. But they were joined in the misery of trying to make do on less — and then even less.
No amount of cutting seemed to be enough. Businesses continued to fail at a rapid pace. Even many of those Europeans who thought they were safe lost their jobs. Those who had work saw their salaries reduced. Parents watched their children fly off to other countries looking for employment — or welcomed them back into their childhood rooms because they were losing their homes to foreclosure.

Spain

Samuel Aranda for The New York Times


Spain abandoned housing projects, where rotted, waist-high weeds sprouted from cracks in the sidewalks. Soup kitchens strained to feed all who arrived. A growing number of people have turned to scavenging outside supermarkets and wholesale food distribution centers looking for edible throwaways. One Spanish town, Girona, found the practice such a health risk that it issued an ordinance to lock the city’s garbage bins.
Spain continued to wrestle with the collapse of its housing boom. Its banks tried yet again to get a handle on their true loses, and the government worked to negotiate a bailout for them. But even that brought bad news. The European Commission approved a payment of $49 billion to four Spanish banks, but only on the condition that they lay off thousands of employees and close offices as part of their restructuring, a move that only contributed to a growing unemployment rate.
Spain’s regional and municipal governments continued to struggle with their own debts, making relationships with the central government tense. One of Spain’s richest provinces, Catalonia, began threatening a referendum on independence, which many see as a way of pressuring Madrid to give the region back more of the money it earns.

Portugal

Mauricio Lima for The New York Times
For a time, Portugal was seen as a role model in the grinding crisis. In return for an international bailout, its government cut services and raised taxes while its citizens patiently endured the hardships.
But that ended in 2012, when the government appeared to make one demand too many. After Prime Minister Passos Coelho offered a plan to shift the burden of social security payments from employers to workers, tens of thousands took to the streets.
Although the measure was meant to lower labor costs, the protest from workers was so ferocious that Mr. Coelho was soon forced to withdraw it.
In Spain, it was the pain of hundreds of thousands of mortgage holders that often made headlines. Some committed suicide as the police arrived to move them out.

Greece

Adam Ferguson for The New York Times


In Greece, it was another year of often violent demonstrations as a new government was elected and a fragile coalition worked to satisfy the requirements of the nation’s creditors, who pressed relentlessly for more cuts. Greece once had an extensive public health care system that ensured near-universal coverage. But reducing costs yet again, public hospitals instituted new fees and co-payments that many poor and unemployed residents could not afford. At the same time, several drug companies, tired of not getting paid, stopped supplying some of their drugs to the country’s hospitals. Many cancer patients could not afford the expensive drugs they needed.
Meanwhile, with Greece’s unemployment rate hitting 25 percent, and exceeding 50 percent for young people, social tensions were on the rise — between generations, public and private-sector workers, and the haves and have-nots. Illegal immigrants, blamed for taking jobs, became the target of attacks, particularly by members of an extreme right-wing group, Golden Dawn. Those attacks only fed the popularity of the party, which was seated in Parliament for the first time.

Ireland

Adam Ferguson for The New York Times
Ireland continued to struggle, too. The proportion of households without a working adult was the among highest in the European Union, and yet the government, under pressure from its creditors, undertook a series of cuts that reduced aid to the poorest, including child support payments. At the same time it increased property taxes.
Hunger became an issue in several countries. In Greece, the government passed a law allowing supermarkets to sell expired food at discounted prices, while in Portugal and Spain soup kitchens strained to feed all who arrived.
Cutbacks were felt in the schools, too. Some classrooms bulged with 50 or 60 students. Others suffered from a lack of heat and supplies. In Greece, one school district advertised for anyone willing to make donations for textbooks or a copying machine. Protests grew almost everywhere, with many people saying they could take no more.

Latvia

Andrea Bruce for The New York Times
One country that offered a somewhat rosier picture was Latvia, which four years ago was as desolate as the others. Now, however, some experts are hailing its progress as proof of the healing properties of austerity measures.
At one point, Latvia which suffered many of the problems seen in other troubled nations — a growing hole in government finances, a banking crisis and falling competitiveness — laid off a third of its civil servants and slashed salaries and services. Its economy shriveled by more than 20 percent.
But in 2012 its economy rebounded to grow by about 5 percent, making it the best performer in the 27-nation European Union. That figure, however, was hardly enough to improve the lot of the average Latvian. Some 30 percent of the population is “severely materially deprived,” according to 2011 European Union statistics.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

0 No jantar de Natal do FMI houve tudo menos austeridad

Repasto oferecido para 7 mil funcionários e convidados em Washington durou das 20h até à 1h da madrugada, custou 380 mil euros e tinha menu de quatro páginas, com entradas de caviar, salmão e ostras, cozinha de cinco países, bebidas à discrição.

O FMI ofereceu na noite do último dia 15 na sua sede de Washington um jantar de Natal onde houve tudo menos austeridade. Já sabemos que a entidade lucra tanto mais quanto melhor esmaga os países que caem na rede dos seus empréstimos (só com a Grécia, este ano, espera obter de juros 899 milhões de dólares, lembra o diário americano Washington Post), mas começa a ser marca registada do Fundo deixar bem vincado que aqueles que forçam os outros a ser austeros distinguem-se por fazer exatamente o oposto.
O menu de 4 páginas, divulgado pelo Washington Post, indica que as entradas foram servidas entre as 20h e as 21h30 no 1º andar da sede e incluía uma lista de seis acepipes onde não faltaram os tradicionais “Caviar Crème Fraiche”, as ostras e o salmão defumado.
Os comensais podiam depois escolher entre as “estações” indiana, tailandesa/vietnamita, mediterrânica e do Médio Oriente, espanhola, mexicana e até “americana”, espalhadas pelos diversos andares e salões de dois edifícios.
Os cocktails especiais tinham nomes como “Cumprimentos do Paraíso”, ou “Mr. Grinch” (?). E as sobremesas foram as mais variadas, de fina pastelaria francesa, bolos e frutas.
Segundo o jornal norte-americano, o jantar terá custado 500 mil dólares.
Funcionários do Fundo estão habituados a vida faustosa
Não é novidade que o Fundo se reja por regras opostas àquelas que prescreve para os que supostamente ajuda. Veja-se o caso do alto funcionário Poul Thomsen, dinamarquês que já chefiou a missão do FMI para Portugal e agora está à frente da missão para a Grécia. O homem que mais defendeu a proposta de aumentar o horário de trabalho em meia hora e insistiu no corte da TSU em Portugal, o homem que foi mais longe na defesa do despedimento de funcionários públicos, ganha mais de 309.000 dólares por ano, de acordo com o nível B05 do FMI, de acordo com o jornal grego Eleftheros Typos, que assinala que, como funcionário do FMI não-americano residente nos Estados Unidos, grande parte dos seus rendimentos são livres de impostos – uma das benesses garantida pelo FMI aos seus funcionários. Thomsen terá tido um aumento no seu vencimento, em 2011, de 4,9% – garantido pelo FMI.

domingo, 16 de dezembro de 2012

0 ANGELA MERKEL - O BODE EXPIATÓRIO

A fúria que muitos sentem relativamente à chanceler alemã Angela Merkel é compreensível. Mas não foi Angela Merkel a responsável pelo estado a que chegámos, pela crise em que nos mergulharam, pelo enorme endividamento das famílias ou pelos esquemas de corrupção que exauriram as contas públicas.
Por:
Paulo Morais, Professor universitário
In Correio da Manhã, 13/11/2012



 
Foi Cavaco Silva, e não Merkel, que enquanto primeiro-ministro permitiu o desbaratar de fundos europeus em obras faraónicas e inúteis, desde piscinas e pavilhões desportivos sem utentes, ao desnecessário Centro Cultural de Belém. Foi o seu ministro Ferreira do Amaral que hipotecou o estado no negócio da Ponte Vasco da Gama.

Foi António Guterres, e não Merkel, que decidiu esbanjar centenas de milhões de euros na construção de dez estádios de futebol. Foi também no seu tempo que se construiu o Parque das Nações, o negócio imobiliário mais ruinoso para o estado em toda a história de Portugal.
Foi mais tarde, já com Durão Barroso e o seu ministro da defesa Paulo Portas, que ocorreu o caso de corrupção na compra de submarinos a uma empresa alemã. E enquanto no país de Merkel os corruptores estão presos, por cá nada acontece.

Mas o descalabro maior ainda estava para chegar. Os mandatos de José Sócrates ficarão para a história como aqueles em que os socialistas entregaram os principais negócios de estado ao grande capital. Concederam-se privilégios sem fim à EDP e aos seus parceiros das energias renováveis; celebraram-se os mais ruinosos contratos de parceria público--privada, com todos os lucros garantidos aos concessionários, correndo o estado todos os riscos. O seu ministro Teixeira dos Santos nacionalizou e assumiu todos os prejuízos do BPN.

Finalmente, chegou Passos Coelho, que prometeu não aumentar impostos nem tocar nos subsídios, mas quando assumiu o poder, fez exactamente o contrário. Também não é Merkel a culpada dessa incoerência, nem tão pouco é responsável pelos disparates de Vítor Gaspar, que não pára de subir taxas de imposto. A colecta diminui, a dívida pública cresce, a economia soçobra.

A raiva face aos dirigentes políticos deve ser dirigida a outros que não à chanceler alemã. Aliás, os que fazem de Angela Merkel o bode expiatório dos nossos problemas estão implicitamente a amnistiar os verdadeiros culpados.                                                 

                                                *
Esta grande charada fez-me lembrar o antiquíssimo mas sempre actual provérbio português….”……a quem dinheiro emprestaste e  ajudaste, inimigo ganhaste e dinheiro perdeste…… “….

sábado, 24 de novembro de 2012

0 Governo rejeita cortes aos políticos. Carreira política precisa de incentivos

Sacrifícios? Nós? Jamais, isso é coisa da plebe. Nós estamos acima da crise.
E claro, não podemos deixar os comparsas que  nos angariam os votos, zangados. Sem a ajuda deles, quem é que organizava os autocarros cheios de pessoal, encaminhado até ás urnas, com bandeirinhas do partido em que TÊM QUE VOTAR?
Esta é a interpretação mais plausível que se poderá fazer da noticia que se segue.
Mais uma vez o incrível abuso. Mais uma vez os políticos a protegerem-se a eles e aos seus interesses, penalizando o povo que representam, mesmo quando já não há dinheiro para comer. Sem dó nem piedade decidem cortar onde mais lhe convém... e ponto final.

"Iniciativa do BE para cortar 50% no financiamento do Estado às campanhas eleitorais foi chumbada há duas semanas, com votos do PSD, PS e CDS. Dias depois o CDS propôs o mesmo.
CDS queria cortar para metade o financiamento do Estado na campanha eleitoral das autárquicas, mas o PSD vetou essa ideia. A ser aprovada, essa medida significaria uma poupança de 24 milhões de euros na propaganda das eleições locais do próximo ano.
Mas, há menos de duas semanas, o CDS juntou-se ao PSD e ao PS para chumbar uma medida parecida.
"Razões que a razão desconhece", diz o BE
"Os factos falam por si", diz ao Expresso Luís Fazenda, líder parlamentar do BE. "Apresentámos uma proposta de corte de 50% do financiamento público e dos gastos das campanhas eleitorais, sendo que o nosso corte seria permanente, e não temporário. E o CDS, que aparentemente veio depois apresentar essa ideia ao PSD, votou contra."




Sacrifícios? Nós? Jamais, isso é coisa da plebe. Nós estamos acima da crise.
E claro, não podemos deixar os comparsas que  nos angariam os votos, zangados. Sem a ajuda deles, quem é que organizava os autocarros cheios de pessoal, encaminhado até ás urnas, com bandeirinhas do partido em que TÊM QUE VOTAR?
Esta é a interpretação mais plausível que se poderá fazer da noticia que se segue.
Mais uma vez o incrível abuso. Mais uma vez os políticos a protegerem-se a eles e aos seus interesses, penalizando o povo que representam, mesmo quando já não há dinheiro para comer. Sem dó nem piedade decidem cortar onde mais lhe convém... e ponto final.

"Iniciativa do BE para cortar 50% no financiamento do Estado às campanhas eleitorais foi chumbada há duas semanas, com votos do PSD, PS e CDS. Dias depois o CDS propôs o mesmo.
CDS queria cortar para metade o financiamento do Estado na campanha eleitoral das autárquicas, mas o PSD vetou essa ideia. A ser aprovada, essa medida significaria uma poupança de 24 milhões de euros na propaganda das eleições locais do próximo ano. 
Mas, há menos de duas semanas, o CDS juntou-se ao PSD e ao PS para chumbar uma medida parecida.
"Razões que a razão desconhece", diz o BE
"Os factos falam por si", diz ao Expresso Luís Fazenda, líder parlamentar do BE. "Apresentámos uma proposta de corte de 50% do financiamento público e dos gastos das campanhas eleitorais, sendo que o nosso corte seria permanente, e não temporário. E o CDS, que aparentemente veio depois apresentar essa ideia ao PSD, votou contra."

Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/#ixzz2DAMcezEL
Sacrifícios? Nós? Jamais, isso é coisa da plebe. Nós estamos acima da crise.
E claro, não podemos deixar os comparsas que  nos angariam os votos, zangados. Sem a ajuda deles, quem é que organizava os autocarros cheios de pessoal, encaminhado até ás urnas, com bandeirinhas do partido em que TÊM QUE VOTAR?
Esta é a interpretação mais plausível que se poderá fazer da noticia que se segue.
Mais uma vez o incrível abuso. Mais uma vez os políticos a protegerem-se a eles e aos seus interesses, penalizando o povo que representam, mesmo quando já não há dinheiro para comer. Sem dó nem piedade decidem cortar onde mais lhe convém... e ponto final.

"Iniciativa do BE para cortar 50% no financiamento do Estado às campanhas eleitorais foi chumbada há duas semanas, com votos do PSD, PS e CDS. Dias depois o CDS propôs o mesmo.
CDS queria cortar para metade o financiamento do Estado na campanha eleitoral das autárquicas, mas o PSD vetou essa ideia. A ser aprovada, essa medida significaria uma poupança de 24 milhões de euros na propaganda das eleições locais do próximo ano. 
Mas, há menos de duas semanas, o CDS juntou-se ao PSD e ao PS para chumbar uma medida parecida.
"Razões que a razão desconhece", diz o BE
"Os factos falam por si", diz ao Expresso Luís Fazenda, líder parlamentar do BE. "Apresentámos uma proposta de corte de 50% do financiamento público e dos gastos das campanhas eleitorais, sendo que o nosso corte seria permanente, e não temporário. E o CDS, que aparentemente veio depois apresentar essa ideia ao PSD, votou contra." 

Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/#ixzz2DAMV7dba



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Sacrifícios? Nós? Jamais, isso é coisa da plebe. Nós estamos acima da crise.
E claro, não podemos deixar os comparsas que  nos angariam os votos, zangados. Sem a ajuda deles, quem é que organizava os autocarros cheios de pessoal, encaminhado até ás urnas, com bandeirinhas do partido em que TÊM QUE VOTAR?
Esta é a interpretação mais plausível que se poderá fazer da noticia que se segue.
Mais uma vez o incrível abuso. Mais uma vez os políticos a protegerem-se a eles e aos seus interesses, penalizando o povo que representam, mesmo quando já não há dinheiro para comer. Sem dó nem piedade decidem cortar onde mais lhe convém... e ponto final.

"Iniciativa do BE para cortar 50% no financiamento do Estado às campanhas eleitorais foi chumbada há duas semanas, com votos do PSD, PS e CDS. Dias depois o CDS propôs o mesmo.
CDS queria cortar para metade o financiamento do Estado na campanha eleitoral das autárquicas, mas o PSD vetou essa ideia. A ser aprovada, essa medida significaria uma poupança de 24 milhões de euros na propaganda das eleições locais do próximo ano. 
Mas, há menos de duas semanas, o CDS juntou-se ao PSD e ao PS para chumbar uma medida parecida.
"Razões que a razão desconhece", diz o BE
"Os factos falam por si", diz ao Expresso Luís Fazenda, líder parlamentar do BE. "Apresentámos uma proposta de corte de 50% do financiamento público e dos gastos das campanhas eleitorais, sendo que o nosso corte seria permanente, e não temporário. E o CDS, que aparentemente veio depois apresentar essa ideia ao PSD, votou contra."

Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/#ixzz2DAMcezEL
Sacrifícios? Nós? Jamais, isso é coisa da plebe. Nós estamos acima da crise.
E claro, não podemos deixar os comparsas que  nos angariam os votos, zangados. Sem a ajuda deles, quem é que organizava os autocarros cheios de pessoal, encaminhado até ás urnas, com bandeirinhas do partido em que TÊM QUE VOTAR?
Esta é a interpretação mais plausível que se poderá fazer da noticia que se segue.
Mais uma vez o incrível abuso. Mais uma vez os políticos a protegerem-se a eles e aos seus interesses, penalizando o povo que representam, mesmo quando já não há dinheiro para comer. Sem dó nem piedade decidem cortar onde mais lhe convém... e ponto final.

"Iniciativa do BE para cortar 50% no financiamento do Estado às campanhas eleitorais foi chumbada há duas semanas, com votos do PSD, PS e CDS. Dias depois o CDS propôs o mesmo.
CDS queria cortar para metade o financiamento do Estado na campanha eleitoral das autárquicas, mas o PSD vetou essa ideia. A ser aprovada, essa medida significaria uma poupança de 24 milhões de euros na propaganda das eleições locais do próximo ano. 
Mas, há menos de duas semanas, o CDS juntou-se ao PSD e ao PS para chumbar uma medida parecida.
"Razões que a razão desconhece", diz o BE
"Os factos falam por si", diz ao Expresso Luís Fazenda, líder parlamentar do BE. "Apresentámos uma proposta de corte de 50% do financiamento público e dos gastos das campanhas eleitorais, sendo que o nosso corte seria permanente, e não temporário. E o CDS, que aparentemente veio depois apresentar essa ideia ao PSD, votou contra." 

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Esta é a interpretação mais plausível que se poderá fazer da noticia que se segue.
Mais uma vez o incrível abuso. Mais uma vez os políticos a protegerem-se a eles e aos seus interesses, penalizando o povo que representam, mesmo quando já não há dinheiro para comer. Sem dó nem piedade decidem cortar onde mais lhe convém... e ponto final.

"Iniciativa do BE para cortar 50% no financiamento do Estado às campanhas eleitorais foi chumbada há duas semanas, com votos do PSD, PS e CDS. Dias depois o CDS propôs o mesmo.
CDS queria cortar para metade o financiamento do Estado na campanha eleitoral das autárquicas, mas o PSD vetou essa ideia. A ser aprovada, essa medida significaria uma poupança de 24 milhões de euros na propaganda das eleições locais do próximo ano. 
Mas, há menos de duas semanas, o CDS juntou-se ao PSD e ao PS para chumbar uma medida parecida.
"Razões que a razão desconhece", diz o BE
"Os factos falam por si", diz ao Expresso Luís Fazenda, líder parlamentar do BE. "Apresentámos uma proposta de corte de 50% do financiamento público e dos gastos das campanhas eleitorais, sendo que o nosso corte seria permanente, e não temporário. E o CDS, que aparentemente veio depois apresentar essa ideia ao PSD, votou contra." 

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

0 Quase metade do empréstimo da troika é para juros e comissões

Portugal vai pagar um total de 34400 milhões de euros em juros pelo empréstimo de 78 mil milhões do programa de ajuda da "troika". Segundo dados do Governo, quase metade do que é emprestado pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional é para pagar à "troika". 



O total do crédito oferecido a Portugal no âmbito do programa de assistência da "troika" é 78 mil milhões de euros. Deste valor, quase metade, 34400 mil milhões são para pagar juros e comissões à troika, segundo o valor apresentado pelo Ministério das Finanças em resposta a uma questão de Honório Novo, deputado do PCP.
Durante o debate parlamentar do Orçamento Retificativo para 2011, no final de Outubro, o deputado comunista pelo Porto perguntou: "Quanto é que serão os juros globais desta ajuda? Quanto é que Portugal pagará só em juros para nos levarem pelo mesmo caminho que a Grécia, ao empobrecimento generalizado do país?".
A resposta do Ministério das Finanças, 34400 milhões de euros, corresponde ao valor total a pagar ao longo do prazo dos empréstimos.
Isto presumindo que Portugal recorre integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que "é utilizado na totalidade" o montante destinado às empresas do sector financeiro - os 12 mil milhões de euros reservados para a recapitalização da banca.
Na resposta do Ministério das Finanças a Honório Novo nota-se ainda que as condições dos empréstimos concedidos por instituições europeias são bastante mais favoráveis que as dos créditos do FMI.
Os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) têm uma maturidade (duração) média de 12 anos, a uma taxa de juro média de 4%.
Já os empréstimos do FMI têm uma maturidade média de sete anos e três meses, e uma taxa de juro média de 5% - mas neste caso "a taxa de juro é variável, à qual acresce um "spread" [diferencial] que depende do montante em dívida e pode chegar a perto de 400 [pontos base] depois dos três primeiros anos", lê-se no documento das Finanças.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

1 Dívida não baixa para os 60% do PIB antes de 2036


 O ministro das Finanças recusa o cenário de que Portugal enfrente um problema de sustentabilidade da dívida, mas reconhece que serão necessárias "algumas décadas" para colocar o atual nível de endividamento público abaixo do limite previsto no Tratado de Lisboa. No mínimo, serão precisos  24 anos e para isso é necessário manter o ajustamento após 2014 e assegurar um crescimento anual da economia na casa dos 2%.

Antes de 2036 Portugal não conseguirá reduzir a dívida pública para um valor equivalente a 60% do Produto Interno Bruto - próximo do nível em que esta se encontrava em 2005. Esta é a estimativa do economista Pedro Cosme Vieira, que admite que o cenário é "otimista mas não impossível de alcançar". Essa possibilidade depende   de um saldo estrutural médio de 0,5% - a nova regra "de ouro" da Europa, que o Governo não considera realizável antes de 2014 - e de um crescimento de 2% ao ano.
Ontem durante uma audição parlamentar para apresentação dos resultados do 5º exame regular da troika a Portugal, o ministro das Finanças afirmou que "vai demorar muitos anos a assegurar em Portugal uma posição orçamental prudente" e que só a partir de 2014 o país conseguirá começar a gerar excedentes primários capazes de reduzir a dívida pública. Por este motivo, serão "precisas algumas décadas para colocar a dívida" abaixo dos 60% do PIB - quase metade dos 117% previstos para 2012.
Perante a atual conjuntura, Vítor Gaspar salientou que "seria ilusório e enganador esperar uma solução rápida para este tipo de crise", mas sublinhou a necessidade de manter a trajetória do ajustamento orçamental até porque, referiu, estudos do FMI, dão conta de que a acumulação de cada 10 pontos percentuais de dívida pública, tem um impacto negativo de 0,2 pp sobre as perspetivas de crescimento económico.
O cenário de renegociação do prazo e juros do empréstimo da troika a Portugal centrou parte desta audição, com todos os partidos da Oposição a questionarem o ministro que, no entanto, reafirmou a indisponibilidade para o fazer. mas acabou por ser o corte da despesa de 4 mil milhões de euros e a necessidade de redefinir as funções do Estado a centrar o grosso das atenções e das críticas - chegando o deputado do PS Fernando Medida a a classifica-la de "disparate macroeconómico".
Ao longo do debate, o ministro das Finanças salientou por diversas vezes a necessidade desta reflexão sobre as funções do Estado contar com o contributo dos partidos (especialmente  do PS) e parceiros sociais, e disse que esperar que esta mudança possa ocorrer sem mexer na Constituição.
"A nossa hipótese de trabalho  para os cortes de despesa que estamos dispostos a discutir com todos os partidos e com os parceiros sociais, parte do princípio que será realizado no atual quadro constitucional", disse o ministro, recusando a ideia de que o objetivo seja atacar o Estado social. "Não se trata de atacar o Estado social, mas pelo contrário de o defender", referiu. Mas "se existe uma diferença" entre aquilo que os cidadãos esperam do Estado e aquilo que estão dispostos a pagar por isso, "temos um problema político que tem de ser resolvido pelo sistema político com  transparência".
As opções políticas de cortes que venham a ser feitas, disse ainda, serão apresentadas em fevereiro, no âmbito do 7º exame a Portugal e, disse ainda o ministro, esta reflexão contará com o resultado do trabalho que a missão técnica do FMI e do Banco Mundial está a fazer e que passa também por comparações internacionais que permitam identificar cortes na despesa e tornar o Estado mais eficiente.

domingo, 4 de novembro de 2012

0 Hotel de luxo para discutir austeridade

O Deutsche Bank, que anunciou o corte de 2.000 funcionários, convocou directores e administradores para uma reunião num dos mais caros hotéis de Berlim para decidir medidas de austeridade, noticia este domingo a Der Spiegel.


Segundo a revista alemã, a reunião começa na segunda-feira, prolonga-se durante três dias e vai decorrer no Hotel Adlon, junto às Portas de Bradenburgo, no centro da capital alemã, tendo o Deutsche Bank alugado todos os quartos do hotel que custam entre 320 a 15.000 euros por noite.
"Há poucas semanas os administradores do banco, Anshu Jain e Jurgen Fitscehn, filosofavam sobre mudanças no comportamento no sentido de se acabar com desagradáveis excessos do passado", escreve a revista Der Spiegel, que acrescenta que "pelos vistos não se pode levar a sério a promessa dos chefes".
A revista recorda ainda que, recentemente, os dois administradores anunciaram um "drástico programa de poupança" para o banco com o objectivo de reduzir a despesa em 4.500 milhões de euros até 2015.
A administração do maior banco alemão, que viu reduzido no primeiro semestre de 2012 os lucros em 2.063 milhões de euros - menos 39% do que no mesmo período de 2011 -- indicou em Julho a intenção de despedir 2.000 funcionários.
Na mesma altura, o Deutsche Bank comunicou que estava a rever a política de remunerações, assim como os códigos de conduta dos funcionários para "garantir a longa tradição de fazer negócios com padrões elevados".

0 Crise gerou reaparecimento de pinturas políticas nas ruas

A crise económica e social gerou um reaparecimento das pinturas políticas de rua, realizadas por autores com uma estética definida e distantes dos partidos, ainda que não acompanhados de novas formas de protesto, segundo vários investigadores.
Dos murais aos graffiti, o paralelo entre os momentos após o 25 de Abril e a situação atual em termos das pinturas de muros e paredes é recorrente, ainda que para alguns académicos esteja mais presente do que para outros.
De acordo com o professor da Universidade Aberta e doutorado em Antropologia Visual Ricardo Campos, a comparação entre os dois períodos relaciona "contextos socioculturais e políticos distintos e, portanto, grupos de pessoas com motivações e estratégias diferentes".
"Se no período do pós-25 de Abril grande parte dos murais pintados eram o resultado de estratégias de comunicação política dos partidos existentes [maioritariamente os de esquerda], aquilo que verificamos atualmente é que esta forma de comunicação partidária caiu em desuso e foi basicamente abandonada por parte da maioria dos partidos. Quem hoje faz murais políticos ou são, maioritariamente, cidadãos isolados ou são associações e coletivos não formais de cidadãos", disse à Lusa Ricardo Campos.
No mesmo sentido, o professor da Universidade do Porto Heitor Alvelos refere que "os protagonistas principais desta segunda leva de murais políticos são efetivamente setores muito específicos da população. Trata-se de gente de faixa etária mais jovem que está por si mesma muito familiarizada quer na teoria quer na prática com as subculturas da 'street art'", que, ainda assim, recebem a herança das décadas passadas.
Ricardo Campos referiu que "o muro tem ganho um relevo" que muitos não antecipavam, incentivado pela situação social e política, "por culpa de cidadãos que atuam à margem das organizações partidárias, mas que desejam ter uma voz no espaço público, manifestando as suas convicções políticas através do recurso mais acessível e democrático: a rua e o muro".
Heitor Alvelos não subscreve a certeza do ressurgir da ocupação do espaço público, uma vez que "as pessoas continuam a seguir o modelo tradicional de contestação", sem que haja uma "adesão massiva".
"Vejo autores específicos a desenvolver repertórios muito interessantes em termos estéticos e ideológicos. As pessoas partilham, fotografam, mas não estou a vê-las sair à rua com baldes de tinta", afirmou o também curador do festival Future Places, no Porto.
De outra perspetiva, Henrique Matos, professor do ensino básico e secundário, começou a fotografar murais políticos aos 20 anos em 1981 e possui um blogue sobre murais que já ultrapassou as 10.000 visitas.
Este professor de Artes constatou que os partidos de direita e o Partido Socialista abandonaram a pintura mural (ainda que o Partido Nacional Renovador tenha apostado no meio nas últimas eleições), surgindo agora "a pintura anónima de contestação social, não identificada com nenhuma força política e com muita criatividade".
Em termos de criatividade e de potencial político, Heitor Alvelos realçou à Lusa a importância do projeto Crono, que decorreu em Lisboa desde há dois anos, afirmando a sua presença em particular na Avenida Fontes Pereira de Melo.
O Crono surgiu em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a escolha dos edifícios "foi desenvolvida segundo critérios de adaptabilidade dos artistas, e de impacto urbano segundo uma lógica de acupuntura urbana onde com intervenções localizadas será possível desenvolver impactos a uma vasta escala urbana", explicou à Lusa, em 2011, o designer urbano Pedro Soares Neves.
"Isto quanto a mim é política. Pode não ser tão prontamente reconhecido, mas é política no melhor sentido do termo, no sentido em que é possível os cidadãos chegarem a um acordo sobre a forma possível e desejada, dentro do possível, de lidar com uma chaga social que são as casas devolutas", disse o professor da Faculdade de Belas Artes do Porto.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

0 Portugal "aguenta" mais austeridade, diz CEO do BPI

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, afirmou esta terça-feira que Portugal tem de aguentar mais austeridade e mostrou-se “chocado” com “pessoas com responsabilidade” que querem levar Portugal pelo mesmo caminho da Grécia.


“Não gostamos, mas [Portugal] aguenta, e choca-me como há tanta gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia”, disse o banqueiro, citado pela Lusa.

Fernando Ulrich, que falava na conferência III Fórum Fiscalidade Orçamento do Estado 2013, perguntou retoricamente se o País aguenta mais austeridade e a resposta foi “Ai aguenta, aguenta!”.

Na mesma ocasião, o presidente do BPI acrescentou que fica “absolutamente boquiaberto” perante pessoas com tanta responsabilidade, “raramente da maioria ou no poder”, que fazem recomendações e considerações que “terão como consequência levar Portugal, num tempo relativamente curto, para a situação da Grécia”.

O presidente do BPI exemplificou com dados estatísticos da Grécia, onde o desemprego “já está em 23,8%” e chegará aos 25,4% em 2013, frisando que, apesar disso, “os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos”.
Para o banqueiro, Portugal deve apresentar à Europa, “de uma forma credível”, um programa de longo prazo “em que eles também percebam que têm alguma coisa a ganhar”, porque “ir de mão estendida a dizer 'ajudem-nos', não vai a lado nenhum”.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

0 Deputados agredidos

Insultos, ameaças e agressão física. Deputados já sentem na pele o aumento da tensão social. Fora e dentro do Parlamento.
O protesto de um grupo de empresários do sector da restauração nas galerias da Assembleia da República, na quarta-feira – enquanto se discutiam propostas da esquerda para que o imposto sobre o IVA seja reposto nos 13% – é o episódio mais recente da contestação que tem afectado os deputados nas últimas semanas. Mas o confronto já passou a barreira dos insultos e os limites do Parlamento.
Um dos casos mais graves aconteceu com Duarte Pacheco, do PSD, à saída da Assembleia da República (AR), no dia em que Vitor Gaspar ali entregava o Orçamento do Estado, sabe o SOL. Com centenas de manifestantes a cercar o Parlamento, o deputado social-democrata viu o seu carro oficial ser atacado a murros e pontapés quanto tentava sair da garagem da AR. «Ficou um bocado amachucado», diz o secretário da mesa da AR.
Atrás, o carro oficial de Teresa Morais, secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares, tentava também sair da garagem, mas acabou por fazer marcha-atrás. Seguia-se José Luís Ferreira, deputado de Os Verdes, que foi avisado pela segurança do Parlamento de que o melhor era não sair. O deputado foi jantar e quando voltou às 23h, a situação ainda não era segura. Foi para casa «de transportes públicos» e deixou o carro na garagem da AR.
Estes incidentes ocorreram num ambiente de crispação colectiva, com a manifestação junto ao Parlamento. Porém, também o dia-a-dia de alguns deputados já começa a ser ameaçado por protestos e gritos de ordem contra a classe política.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

0 OS SALÁRIOS DOS NOSSOS POLÍTICOS

OS SALÁRIOS DOS NOSSOS POLÍTICOS COITADINHOS ... ANDAM APERTADINHOS COITADOS ... AINDA PARA MAIS PARA NOS ANDAREM A ROUBAR

0 Famílias estão a retirar idosos das instituições para ficarem com as reformas

A crise duplicou o número de idosos vítimas de violência no distrito de Bragança, com a maioria dos casos associados a famílias que estão a retirar os mais velhos das instituições para usufruírem das reformas.
Esta realidade foi detetada pelas autoridades “numa parte muita significativa” dos 29 casos de maus tratos denunciados até setembro de 2012, o dobro dos sinalizados em todo o ano de 2011, nesta região, segundo dados divulgados hoje, em Bragança, num seminário sobre a Violência na Terceira Idade.
“Muitos idosos, que estavam a frequentar respostas sociais, seja apoio domiciliário, seja centro de dia ou mesmo lar residencial, estão a ser retirados das instituições e levados para casa para usufruírem (as famílias) desses mesmos rendimentos”, constatou Teresa Fernandes, do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do distrito de Bragança.
Os que trabalham neste organismo têm observado nos últimos meses que “a sociedade mudou com a crise, as relações humanas são desprovidas de afetividades, sentimentos, companheirismo e solidariedade”, o que leva a que haja “idosos a viverem situações muito complicadas”.
À solidão e isolamento, típicos de uma região despovoada e envelhecida, junta-se agora outro tipo de violência, gerada pela crise que, segundo aquela responsável, “deixa de ser tão física e passa a ser mais psicológica e financeira, sobretudo financeira”.
Segundo adiantou Teresa Fernandes, os 29 casos que o núcleo distrital está a acompanhar estão todos relacionados com violência doméstica, não havendo registo de qualquer situação ao nível das instituições.
A maioria dos idosos vítimas de maus tratos são viúvos, que vivem sozinhos ou na presença de algum prestador de cuidados familiar, “mas que não é um prestador de cuidados muito assíduo e afetivo”.
“O que nos temos vindo a aperceber é que realmente toda esta conjuntura social e económica leva a que os prestadores de cuidados retirem muitas vezes os idosos das instituições e os levem para sua casa para usufruir dos seus rendimentos”, reiterou.
Os 29 casos sinalizados entre janeiro e setembro de 2012 chegaram ao núcleo distrital através das forças de segurança e denúncias anónimas ou de familiares e vizinhos dos idosos.
De acordo com a responsável por este organismo, todos estes casos encontram-se em fase de inquérito nos tribunais.
Todos os 15 casos registados em 2011 foram concluídos, a maioria com a aplicação aos agressores de penas de prisão suspensas ou pagamento de coimas.
Apenas “uma minoria” das situações que chegaram à Justiça foram arquivadas, segundo ainda Teresa Fernandes.

domingo, 21 de outubro de 2012

0 BANIF em risco de falir e se tornar num novo BPN

Banif chama trabalhadores para negociar pré-reformas
Balcão do Porto Moniz encerra ainda este ano. As pré-reformas avançam já hoje



 Trabalhadores do Banif convocados de urgência para despedimento



Li no Expresso, num texto das jornalistas Isabel Vicente e Anabela Campos que "cerca de 300 trabalhadores do Banif estão a ser contactados pelo banco para uma reunião de urgência a realizar esta sexta-feira. Em cima da mesa está um despedimento coletivo. Trabalhadores do Banif, cerca de 300 pessoas, estão a ser contactadas de urgência para uma reunião a realizar esta sexta-feira. O presidente do Banif, Jorge Tomé, já tinha admitido que iria encerrar 40 balcões. Os contactos estão a ser feitos telefonicamente, o que está a causar estranheza junto dos trabalhadores, e os encontros estão a ser agendados para várias unidades hoteleiras em Lisboa, Porto, Madeira e Açores. Estão a ser contactados todo o tipo de trabalhadores, diretores, administrativos e funcionários de agências. O Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos e Bancários, contactado pelo Expresso, adianta que já solicitou uma reunião com o Banif devido ao anunciado encerramento de agências. E alerta os trabalhadores para que não assinem, nem se veículem a quaisquer proprosta de despedimento feita pelo banco".



O BANIF (Banco Internacional do Funchal) está falido!

Depois destas notícias terem saído, como demonstra os excertos do Diário de Notícias da Madeira em cima, nunca mais deixaram que os cidadãos fossem informados. O próprio Diário de Notícias da Madeira não publica mais notícias do desenvolvimento da situação, porque foi admoestado para ficar calado, para que o pânico não se instale nas pessoas que lá têm as suas poupanças

Salvem o vosso dinheiro fechando as contas que lá têm, ou terão certamente a mesma “sorte” daqueles que foram clientes do BPN

Aqueles que conheçam algum funcionário de confiança (porque os funcionários estão proibidos de falar), que trabalhe numa agência ou sede do BANIF, podem inteirar-se da situação, nomeadamente das pressões que continuam a ser exercidas sobre todos os funcionários para que estes rescindam o contrato ou aceitem a pré-reforma, o que muitos já fizeram

23 anos depois!... E tudo se repete!!!

Para aqueles que não são de memória curta, devem lembrar-se da famosa Caixa Económica do Funchal que em 1989 abriu falência fraudulenta, transformando-se no BANIF de hoje por interesses do Governo Regional que detém uma percentagem em sociedades anónimas com José Manuel Rodrigues Berardo, vulgo Joe Berardo, Horácio Roque já falecido e que foi quem deu a cara como accionista e presidente, Jaime Ramos, grupo Sousa e tantos outros “compadres”.

Foi o BPN…agora é o BANIF…quais serão os próximos?

Os roubos são praticados em todos os sectores onde assenta a economia e continuam, sempre a ser executados pelos mesmos ladrões.

MAIS DOCUMENTAÇÃO NOS LINKS ABAIXO…

http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=608807

http://expresso.sapo.pt/gen.pl?num=10&words=Banif&p=kwds&npages=6

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=572167&tm=6&layout=121&visual=49

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

0 90% dos cortes na despesa são cortes de salários

Despesas de funcionamento do Estado subiram 1,2 mil milhões de euros até Agosto face a 2011. Corte nas 'gorduras' permanece adiado e poupanças resumem-se a corte de salários.


 O Governo continua a não conseguir travar a subida da despesa do Estado e as reduções que tem conseguido fazer nos gastos são quase, exclusivamente, à custa dos salários e subsídios dos funcionários públicos, revelam dados da Direcção-Geral do Orçamento (DGO).

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tem tentado centrar a razão da má execução orçamental este ano no desvio das receitas dos impostos e no aumento dos encargos com os juros da dívida. Mas essa é apenas parte da história. O não cumprimento das metas do défice orçamental e o recurso a novas receitas extraordinárias estão ainda a derivar da incapacidade do Executivo em cortar gastos correntes do Estado.

A execução orçamental de Setembro, publicada esta semana, mostra que a despesa corrente do sub-sector Estado (administração central sem a Segurança Social e serviços e fundos autónomos) subiu 2,6% entre Janeiro e Agosto face ao período homólogo, tendo o Estado gasto mais 739 milhões de euros que um ano antes.

Juros não explicam tudo

O Executivo coloca a tónica na subida dos encargo com juros da dívida (aumento de 18%) para justificar a derrapagem do lado da despesa. Porém, a realidade mostra que o grande desvio continua a ser no aumento dos pagamentos que o Estado faz para o funcionamento dos seus organismos e entidades centrais e locais.

As transferências correntes, rubrica que representa mais de metade de toda a despesa do Estado e que inclui parte das famosas ‘gorduras’, subiram 7,2% e custaram 1,2 mil milhões de euros mais que um ano antes. Custaram também o dobro da subida do encargo com juros (655 milhões).

Os dados da DGO mostram ainda que a quase totalidade da despesa que o Governo conseguiu cortar este ano é feita à custa dos salários dos seus funcionários. Medidas como a retirada do subsídio de férias este ano fez com que os gastos com pessoal do Estado recuasse 15,6% até Agosto face a um ano antes, resultando numa poupança de mil milhões de euros. As restantes reduções de despesa ( ver quadro) foram insignificantes: a aquisição de bens e serviços recuou apenas 76 milhões de euros. Contas feitas, 90% dos cortes de despesas de funcionamento do Estado tem sido até agora assente na redução de salários e subsídios e esta ‘poupança’ acabou, totalmente, anulada pelos encargos com juros, mas sobretudo por um crescente custo para manter a máquina do Estado a funcionar.

Sócrates 7 - Gaspar 3

«O combate às gorduras do Estado tem rendido ganhos apenas simbólicos e têm sido os trabalhadores, nos sectores público e privado, a suportar o grosso deste ajustamento», analisa Sérgio Vasques. O ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscai acrescenta que «o Governo tem sido vítima de si próprio: pelo irrealismo do que assumiu quanto à despesa e pela insensatez da política fiscal que tem seguido. O ir ‘além do memorando’ fez a execução orçamental quebrar em 2012 e o ano de 2013 não promete melhores resultados».

Nos primeiros oito meses deste ano, o Governo apenas conseguiu reduzir a despesa corrente do Estado em três deles. Esta performance contrasta com a conseguida no mesmo período em 2011 pelos executivos do José Sócrates, do Governo de gestão e os primeiros dois meses de Pedro Passos Coelho, quando a despesa corrente caiu em sete dos oito meses entre Janeiro e Agosto de 2011.

A execução orçamental de Agosto voltou a confirmar que as contas do Estado continuam a derrapar, tanto do lado da despesa como da receita. A aceleração na queda das receita do IVA – descida de 2,2% até Agosto – e a subida em 20% das despesas com o subsídio de desemprego – estão a aprofundar o buraco orçamental que o Governo terá de compensar este ano, mesmo com a nova meta do défice elevada de 4,5% para 5% – acordada com a troika na última revisão do memorando. O desvio ainda não foi revelado pelo Governo, mas o défice real estará entre 6,6% e 6,1%, o que obriga o Executivo a recorrer a medidas que compensem agora os cerca de dois milhões de euros que faltam para alcançar o défice de 5%.

«O que é trágico, passado um ano, é que estejamos a sofrer o maior choque fiscal da nossa história moderna ao mesmo tempo que desperdiçamos uma oportunidade irrepetível de reformar o nosso Estado e a economia», remata Sérgio Vasques.

0 Portugal vai ter mais de três milhões de pobres

Austeridade está a levar à "democratização da pobreza". Investigadores sociais consideram que medidas do limiar da pobreza "já não dão um retrato fiel da realidade".

O "Jornal de Notícias" escreve que o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza afirma que o Orçamento do Estado vai deixar Portugal com "mais de três milhões de pobres. É 30% da população, mas há quem defenda que será mais que isso.

Ninguém arrisca dizer qual o número de pobres que Portugal terá em 2013 porque, alerta Ana Cardoso, do Centro de Estudos para a Intervenção Social, "será maior do que os indicadores medem". Mais de três milhões? "É possível".

No Dia Mundial para a erradicação da Pobreza, assinalado hoje, a investigadora assegura que estamos a assistir à "democratização da pobreza", e que os mecanismos usados para a medir têm de ser revistos. "A privação económica daria um retrato mais fiel da realidade do que o rendimento auferido". A novidade desta crise, explica,"é a quantidade de pessoas que estão em processo de empobrecimento, apesar de terem qualificações, habitação própria ou outros níveis de conforto. O pobre já não é o grupo social que gozava de má imagem e a quem todos os pecados eram atribuídos".
 

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