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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

0 BPN: Impunidade continua !

Faz neste domingo três anos que teve início o julgamento do processo principal do caso BPN e, até agora, apenas foram ouvidas 63 das 300 testemunhas. Os negócios em torno do banco e da SLN continuam a lesar o Estado. Ex-donos mantêm negócios milionários. Alguns altos responsáveis do banco foram chamados ao governo Passos Coelho/Paulo Portas, com o apoio de Cavaco Silva.


Segundo a agência Lusa, no julgamento do processo principal do caso do Banco Português de Negócios (BPN) foram ouvidas 63 testemunhas de acusação, faltando ouvir os depoimentos em tribunal de 23 testemunhas arroladas pelo Ministério Público, sete das quais recentemente.
E, falta ouvir em tribunal os depoimentos de todas as testemunhas de defesa, entre as quais se destaca o fundador do BPN, José Oliveira Costa, a que se soma a empresa Labicer.
O processo está pois muito longe de ser concluído, faltando ouvir a maior parte das testemunhas. Neste processo, que corre nas Varas Criminais de Lisboa, estão em causa diversos crimes económicos, desde abuso de confiança a burla qualificada, passando por fraude fiscal, falsificação de documentos e outros.
Além deste processo principal, existem dezenas de outros processos relacionados com o escândalo BPN que correm em diversos tribunais do país, entre os quais os processos que envolvem Duarte Lima e Dias Loureiro, ex-dirigentes do PSD e figuras gradas do partido no tempo dos governos de Cavaco Silva. Duarte Lima foi então líder parlamentar do PSD e Dias Loureiro ministro.
Segundo a Lusa, atualmente os trabalhos do coletivo de juízes do processo principal incidem na empresa de cerâmica Labicer. Esta empresa é um dos casos mais ruinosos do grupo BPN, apontando-se para um prejuízo de cerca de 90 milhões de euros.

Negócios BPN continuam a lesar o Estado
O BPN foi nacionalizado em outubro de 2008 e reprivatizado em 2011, mas os negócios do BPN continuam a lesar o Estado e os prejuízos totais estão longe de estar terminados. Até final de 2012 o prejuízo total do Estado atingiu 3.400 milhões de euros, mas o montante global poderá chegar a 7.000 milhões de euros. (ver artigo BPN: o assalto laranja ao país)
Além disso, o governo continua a alimentar negócios ruinosos com o que resta do grupo BPN. Ainda esta semana, o Tribunal de Contas vetou negócio milionário entre o ministério da Saúde e o grupo Galilei, ou seja a ex-SLN (Sociedade Lusa de Negócios), dona do BPN. (ver artigo no esquerda.net: Tribunal de Contas veta negócio milionário entre ministério da Saúde e grupo Galilei, ex-SLN)
A reprivatização do banco ao BIC é mais um desses negócios ruinosos, que favoreceu o banco presidido por Mira Amaral, outro ex-dirigente do PSD e ex-ministro de Cavaco Silva. O BIC terá comprado o BPN com crédito do próprio BPN e está a tentar que o tesouro público lhe pague mais do que o que despendeu na compra do BPN. (Ver notícias no esquerda.net: BIC comprou BPN com crédito do próprio banco e BIC exige 100 milhões para banco que comprou por 40 milhões).
Entretanto, antigas figuras gradas do universo BPN/SLN são chamados ao governo PSD/CDS, como acontece com Franquelim Alves e com o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete. (Ver artigos no esquerda.net: Franquelim Alves é testemunha de acusação e de defesa no caso BPN e Rui Machete escolheu Oliveira e Costa como seu representante na SLN)
Enquanto a impunidade continua no escândalo BPN/SLN, os antigos donos do grupo mantêm negócios milionários, como relatou uma reportagem da revista Visão em abril passado, e os responsáveis pelo negócio ruinoso convivem alegremente com atuais governantes e altos dirigentes do PSD, como revelaram as notícias do réveillon de 2013 que juntou Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut, em Copacabana no Brasil. (Ver BPN: ex-donos mantêm negócios milionários e Relvas e Dias Loureiro em férias de luxo em Copacabana)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

0 Estado assume dívida de Luís Filipe Vieira ao BPN no valor de 17 milhões

A Parvalorem herdou uma dívida no valor de 17 milhões de euros contraída pela empresa do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e do seu sócio, Almerindo Sousa Duarte, e que poderá ter sido contraída no âmbito de um esquema de burla, avança o Diário de Notícias.


Segundo notícia o jornal diário, em 2003 e 2004, a Inland, grupo empresarial liderado pelo presidente do Benfica, e que detinha uma posição acionista de 1,4% na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), beneficiou de um crédito de 20 milhões de euros para financiar um aumento de capital no fundo imobiliário BPN Real Estate.
O crédito estava colocado no BPN IFI em Cabo Verde no entanto, o BIC, chefiado por Mira Amaral, recusou-se a assumi-lo, tendo o encargo passado para a responsabilidade da Parvalorem.
Em 2009, o BPN apresentou uma queixa crime no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, alegando que teria sido orquestrado um esquema financeiro que tinha como objetivo a Inland desfazer-se das ações que detinha e amortizar a dívida de 20 milhões ao banco.
O Ministério Público está há quatro anos a investigar o envolvimento de Luís Filipe Vieira e do seu sócio Almerindo de Sousa Duarte nesta eventual burla ao BPN, tendo, inclusive, a sede da Inland e as casas do presidente do Benfica e do seu sócio sido alvo de buscas em 2010, contudo, o inquérito ainda se encontra pendente.
A Inland vendeu, em março de 2004, os 1.4% da SLN o que, segundo um relatório do Banco de Portugal, “atendendo aos valores depositados na sua conta”, gerou “uma mais-valia de um milhão de euros”.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

0 PENSAVAM QUE TINHA ACABADO A TRAMOÍA BPN ?!?! POIS DESENGANEM-SE...


ESTADO OFERECE NEGÓCIOS AO GANG DO BPN, NO VALOR DE 50 MILHÕES


Como é possível que os portugueses sejam roubados e enganados, já de forma tão descarada?
Ex-donos da BPN/SLN, mantêm negócios milionários e tranquilos, e com o estado? Mudaram o nome DA EMPRESA, ofereceram os prejuízos ao povo português, e montaram novo negócio, com os lucros.
E o estado apoia? O estado ainda lhe oferece negócios? E não resgata o dinheiro que é de todos os portugueses, e que anda a circular, à descarada, na mão dos criminosos?
Condenarem um criminoso (Oliveira e Costa) que participa num roubo de 9 mil milhões, a pagar uma multa de 950 mil euros... é gozar com os contribuintes/vitimas. Mas permitir que ele "esconda" o fruto do roubo na conta da esposa de quem se divorcia, é uma afronta, principalmente quando alega que está falido e não pode pagar a multa...
Mas a falta de vergonha não é apenas de quem nos rouba... mas também de quem nos governa. Que ainda tem o descaramento de colocar os portugueses como clientes dos larápios...
Se o povo tivesse voz ou tivesse direitos, se tivesse uma democracia, jamais aceitaria estes abusos.
Jamais o povo aceitaria favorecer alguém que o rouba? Negociar com alguém que não lhe paga as dívidas e o roubou? Pois isso é uma regra básica que qualquer merceeiro respeita, para seu próprio bem.


Uma reportagem da revista Visão, denuncia que o estado mantém negócios com o gang do BPN/SLN/Galilei
"Contas feitas por baixo, a Galilei - grupo que sucedeu à SLN, ex-dona do BPN - já cobrou ao Serviço Nacional de Saúde mais de €50 milhões. Isto apesar da dívida, superior a €1,5 mil milhões, que o Tesouro atribui àquela holding e aos seus acionistas de referência, em créditos e ativos tóxicos
Parecia que estávamos a tratar de segredos de Estado. Após dias a fio de troca de "e-mails" e telefonemas, o gabinete do ministro da Saúde, Paulo Macedo, lá "libertou" a informação de que o SNS, em 2011 e 2012, tinha pago, no âmbito dos cuidados primários (Unidades de Saúde Familiar/Centros de Saúde), perto de €5 milhões à IMI e à Cedima, clínicas de exames complementares de diagnóstico detidas a 100% pela Galilei, que as herdou da SLN.
Mas a VISÃO, através de fontes absolutamente fidedignas, descobriria, numa escala financeira bem maior, mais €46,5 milhões em contratos hospitalares públicos com a Galilei, que até incluem uma PPP e a gestão de um Serviço de Imagiologia. Assunto polémico - no mínimo." fonte
Veja a reportagem da Visão, nas imagens, clique para ampliar.

Reportagem da revista mostra que Oliveira e Costa e outros donos do ex-BPN continuam a controlar negócios milionários na área do imobiliário, da saúde, do cimento e até do petróleo através da Galilei, a antiga SLN, que mudou de nome e se beneficiou de uma reestruturação da sua dívida com o Estado.
Em julho do ano passado, quando o Banco de Portugal multou José de Oliveira e Costa em 950 mil euros, o ex-presidente do Conselho de Administração do BPN alegou que está à beira da falência. O principal responsável pelo buraco do BPN está a ser julgado há mais de dois anos por burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais, junto com outros 15 arguidos. Ele é hoje um homem falido, destruído, que passou o seu património para a mulher, de quem se divorciou para salvar alguma coisa. Certo?
Errado. Segundo uma investigação da revista Visão, Oliveira e Costa é o segundo principal acionista da Galilei, a antiga Sociedade Lusa de Negócios, a SLN, que mudou de nome para se livrar da conotação negativa que tinha e está bem, muito obrigado.
A Galilei é agora presidida pelo advogado Fernando Lima, que já esteve à frente da Mota & Engil e da Abrantina, e que é Grão-Mestre da Maçonaria. E é uma empresa que, apesar de ter uma dívida milionária com a Parvalorem – está a fazer prósperos negócios em diversas áreas, principalmente empreendimentos imobiliários e saúde.

Dívida de 1.321 milhões
De acordo com o que apuraram os jornalistas Pedro Coelho e Luís Pinto, na famosa série de reportagens da SIC sobre o caso BPN, a Galilei tem uma dívida com a Parvalorem de 1.321.107.782,26 euros. Uma dívida que, se não for paga, irá aumentar o mais famoso buraco financeiro da história portuguesa. Mas a Parvalorem permitiu a reestruturação desta dívida “prorrogando significativamente prazos de reembolso que se encontravam ultrapassados, capitalizando juros vencidos” e oferecendo “períodos de carência para juros vicendos”, segundo se lê no Relatório e Contas da Galilei, citado pela Visão.
Ou seja: em vez de tentar recuperar uma parte do que foi roubado, o Estado, através da Parvalorem, fez uma reestruturação aparentemente muito benéfica para os acionistas da Galilei. Por que não confiscou as fortunas dos seus acionistas? Por que não expropriou ativos da Galilei?
A verdade é que entre os acionistas da Galilei estão boa parte das figuras da SLN. Oliveira e Costa, que era o presidente do Conselho de Administração, agora é o 2º maior acionista; Almiro Silva, que era membro do Conselho Superior da SLN, é o 3º maior acionista da Galilei, Joaquim Coimbra era também do Conselho Superior da SLN, e agora é o 8º maior acionista da Galilei. Na lista figuram também António Cavaco e Manuel Eugénio Neves dos Santos.

Negócios lucrativos
A Galilei Imobiliária prepara o lançamento de um condomínio de luxo em Alcântara, Lisboa, com projeto do arquiteto Souto Moura, 32 apartamentos construídos com materiais de luxo; construiu o Boavista Prime Office, no Porto, junto à Casa da Música, com 25 espaços para serviços e oito comerciais, que já foi totalmente vendido; também no Porto, outro condomínio de luxo com 12 apartamentos; e a joia da coroa, o Monte da Quinta Resort, a ser lançado no Algarve, Quinta do Lago, com 132 suites e 178 moradias.
A Galilei Saúde tem o British Hospital, a IMI – Imagens Médicas Integradas, a Microcular.
A Galilei Capital, que detém uma fábrica de castanha em Bragança, uma empresa de software em Lisboa, a Datacomp, outra de cenografia virtual, a VANTeC, e dois hotéis.
E a Galilei Internacional, com negócios de petróleo em Angola e construção no mesmo país – dois condomínios, um no Lobito e outro em Luanda, e uma fábrica de cimento.
O universo de negócios, para uma empresa que nasceu na holding falida SLN, é impressionante.

Os Senhores do BPN e suas fortunas.
Neste património e nestas fortunas o Governo não pode tocar, porquê? Ora porquê.
Porque quem tem uma pensão ou um salário de 300, 600, 1000, 2000 ou 5000 euros, não pode achar que é igual aos Senhores que ganham 50.000, 100.000, 200.000 por mês além de prémios anuais de 1 ou mais milhões, e auferem por ano, resultado de muito trabalho e inteligência 10, 20 ou 30 milhões em dividendos?
Vamos ver então a situação financeira da malta da SLN/Galilei dona do BPN, que fez desaparecer entre 7 a 10 mil milhões de euros, e que o sr Sócrates decidiu que os portugueses deviam pagar. E os Srs Passos, Gaspar, Portas e Cavaco concordam.

Por onde anda o dinheiro roubado pelo BPN
Todos acreditamos que os governos protegiam os gangsters do BPN mas que disfarçavam com a desculpa de que, não podiam devolver aos portugueses o dinheiro roubado, porque os saqueadores ou tinham posto os bens no nome da mulher (Oliveira e Costa) ou fugiram com a massa para os offshore ou para Cabo Verde (Dias Loureiro). Desta forma o que é que os governos, os tribunais, o Presidente da República, podiam fazer?
Mas não. Os amigos, colegas e vizinhos (na Coelha) do PR continuam por aí nos grandes negócios. Mas o mais interessante e vergonhoso, é que o estado, o tal que foi roubado e enganado pela pandilha da SLN/BPN, é um dos seus grandes clientes? Claro que mudou de nome, para os portugueses não perceberem... mas sem grande preocupação... pois já todos sabem que a SLN se chama agora Galilei.
A Galilei através da sub-holdind Galilei Saúde já cobrou ao Serviço Nacional de Saúde 50 milhões de euros de serviços que o Estado lhe encomendou.
Apesar de ser do conhecimento público que a Galilei deve ao Estado 1.300 milhões de € (fora o que não se sabe), o estado gosta de ser roubado e enganado e continua a fazer negócios com esta malta.
"É insustentável o Estado alimentar negócios com empresas alegadamente ligadas a um dos mais gigantescos casos de fraude no País, acarinhando e premiando os seus autores" comentou José Manuel Silva -Bastonário da Ordem dos Médicos.
A SLN/Galilei deve ao Estado 1.300 milhões que não tem qualquer intenção de pagar tem um valiosíssimo património. Mas os Governos nunca mostraram qualquer intenção de lhe exigir o pagamento das dívidas.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

0 BPN A Roubalheira Continua

MAIS UMA GRANDE FALTA DE VERGONHA DAS MÁFIAS QUE NOS GOVERNAM.

ENQUANTO O POVO CONTINUA A SER OBRIGADA A PRIVAR-SE DOS CUIDADOS DE SAÚDE MAIS BÁSICOS, DEVIDO ÀS ELEVADAS TAXAS MODERADORAS, SABE-SE AGORA QUE O S.N.S CONTINUA A PAGAR A EMPRESAS DO GRUPO BPN PARA PRESTAREM SERVIÇOS. ESTAMOS A FALAR DE MILHÕES (ALÉM DOS QUE FORAM JÁ APLICADOS A FUNDO PERDIDO POR TODOS OS CONTRIBUINTES"

" Estado contrata grandes devedores do BPN
Contas feitas por baixo, a Galilei - grupo que sucedeu à SLN, ex-dona do BPN - já cobrou ao Serviço Nacional de Saúde mais de €50 milhões. Isto apesar da dívida, superior a €1,5 mil milhões, que o Tesouro atribui àquela holding e aos seus acionistas de referência, em créditos e ativos tóxicos


Parecia que estávamos a tratar de segredos de Estado. Após dias a fio de troca de "e-mails" e telefonemas, o gabinete do ministro da Saúde, Paulo Macedo, lá "libertou" a informação de que o SNS, em 2011 e 2012, tinha pago, no âmbito dos cuidados primários (Unidades de Saúde Familiar/Centros de Saúde), perto de €5 milhões à IMI e à Cedima, clínicas de exames complementares de diagnóstico detidas a 100% pela Galilei, que as herdou da SLN.
Mas a VISÃO, através de fontes absolutamente fidedignas, descobriria, numa escala financeira bem maior, mais €46,5 milhões em contratos hospitalares públicos com a Galilei, que até incluem uma PPP e a gestão de um Serviço de Imagiologia. Assunto polémico - no mínimo."

terça-feira, 9 de abril de 2013

0 Bancos falidos pagam milhões a advogados ( Video)

Um processo como o da falência do BPP e BPN podia existir sem advogados ganhando 2,4 milhões de euros? e entre esses advogados poderia não haver ligações ao bloco central e ex-governantes com fartura? poder, podia, mas não era a mesma coisa.



0 BPN: ex-donos mantêm negócios milionários

Reportagem da revista Visão mostra que Oliveira e Costa e outros donos do ex-BPN continuam a controlar negócios milionários na área do imobiliário, da saúde, do cimento e até do petróleo através da Galilei, a antiga SLN, que mudou de nome e se beneficiou de uma reestruturação da sua dívida com o Estado.

Em julho do ano passado, quando o Banco de Portugal multou José de Oliveira e Costa em 950 mil euros, o ex-presidente do Conselho de Administração do BPN alegou que está à beira da falência. O principal responsável pelo buraco do BPN está a ser julgado há mais de dois anos por burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais, junto com outros 15 arguidos. Ele é hoje um homem falido, destruído, que passou o seu património para a mulher, de quem se divorciou para salvar alguma coisa. Certo?
Errado. Segundo uma investigação da revista Visão desta semana, Oliveira e Costa é o segundo principal acionista da Galilei, a antiga Sociedade Lusa de Negócios, a SLN, que mudou de nome para se livrar da conotação negativa que tinha e está bem, muito obrigado.
A Galilei é agora presidida pelo advogado Fernando Lima, que já esteve à frente da Mota & Engil e da Abrantina, e que é Grão-Mestre da Maçonaria desde 2011, tendo sucedido ao socialista António Reis. E é uma empresa que, apesar de ter uma dívida milionária com a Parvalorem – a empresa estatal criada pelo Ministério das Finanças depois da nacionalização do BPN para gerir os ativos tóxicos do banco – está a fazer prósperos negócios em diversas áreas, principalmente empreendimentos imobiliários e saúde.
Dívida de 1.321 milhões
De acordo com o que apuraram os jornalistas Pedro Coelho e Luís Pinto, na famosa série de reportagens da SIC sobre o caso BPN, a Galilei tem uma dívida com a Parvalorem de 1.321.107.782,26 euros. Uma dívida que, se não for paga, irá aumentar o mais famoso buraco financeiro da história portuguesa. Mas a Parvalorem permitiu a reestruturação desta dívida “prorrogando significativamente prazos de reembolso que se encontravam ultrapassados, capitalizando juros vencidos” e oferecendo “períodos de carência para juros vicendos”, segundo se lê no Relatório e Contas da Galilei, citado pela Visão.
Ou seja: em vez de tentar recuperar uma parte do que foi roubado, o Estado, através da Parvalorem, fez uma reestruturação aparentemente muito benéfica para os acionistas da Galilei. Por que não confiscou as fortunas dos seus acionistas? Por que não expropriou ativos da Galilei?
A verdade é que entre os acionistas da Galilei estão boa parte das figuras da SLN. Oliveira e Costa, que era o presidente do Conselho de Administração, agora é o 2º maior acionista; Almiro Silva, que era membro do Conselho Superior da SLN, é o 3º maior acionista da Galilei, Joaquim Coimbra era também do Conselho Superior da SLN, e agora é o 8º maior acionista da Galilei. Na lista figuram também António Cavaco e Manuel Eugénio Neves dos Santos.
Negócios lucrativos
Mas que negócios tem a empresa? A Galilei Imobiliária prepara o lançamento de um condomínio de luxo em Alcântara, Lisboa, com projeto do arquiteto Souto Moura, 32 apartamentos construídos com materiais de luxo; construiu o Boavista Prime Office, no Porto, junto à Casa da Música, com 25 espaços para serviços e oito comerciais, que já foi totalmente vendido; também no Porto, outro condomínio de luxo com 12 apartamentos; e a joia da coroa, o Monte da Quinta Resort, a ser lançado no Algarve, Quinta do Lago, com 132 suites e 178 moradias.
A Galilei Saúde tem o British Hospital, a IMI – Imagens Médicas Integradas, a Microcular. A Galilei Capital, que detém uma fábrica de castanha em Bragança, uma empresa de software em Lisboa, a Datacomp, outra de cenografia virtual, a VANTeC, e dois hotéis. E a Galilei Internacional, com negócios de petróleo em Angola e construção no mesmo país – dois condomínios, um no Lobito e outro em Luanda, e uma fábrica de cimento.
O universo de negócios, para uma empresa que nasceu na holding falida SLN, é impressionante. Quanto ao BPN, foi o causador de um buraco de pelo menos 4 mil milhões e que pode chegar nos próximos anos a 7 mil milhões e será pago pelo dinheiro dos contribuintes. O BPN foi vendido por 30 milhões de euros.

quinta-feira, 21 de março de 2013

0 BPN: o assalto laranja ao país

O banco fundado e afundado por ex-governantes do PSD serviu de plataforma para branquear capitais e distribuir dinheiro pelo círculo próximo do partido. A fatura está a ser paga pelos contribuintes e pode chegar aos 7 mil milhões. As investigações e processos arrastam-se na justiça e o BPN acabou entregue ao capital angolano a preço de saldo.

Até ao fim de 2012, o Estado contabilizou perdas de 3,4 mil milhões de euros com o BPN, mas ainda está longe de saber qual será a fatura final a suportar pelos contribuintes. Dos mais de 4,2 mil milhões de créditos do banco colocados numa das sociedades criadas pelo Estado, boa parte são incobráveis, já que os devedores não apresentaram garantias nem possuem bens registados em seu nome. A sociedade é a Parvalorem e para a dirigir Passos Coelho nomeou Francisco Nogueira Leite, seu antigo companheiro na JSD e na administração da Tecnoforma, a empresa de Passos entretanto falida após receber milhões em fundos distribuídos por Miguel Relvas, ainda no tempo do Governo Barroso/Portas.
Entre os maiores devedores do BPN estão figuras ligadas ao PSD como o próprio Oliveira e Costa, Duarte Lima, Joaquim Coimbra, Cardoso e Cunha ou Arlindo de Carvalho, empresários da construção e imobiliário como Aprígio Santos, Emídio Catum e Fernando Fantasia. Mas a quantidade de empresas offshore criadas pela SLN/BPN, sem que se conheça a identidade dos beneficiários, concentram uma parte substancial da dívida.
Passados cinco anos desde o rebentamento do escândalo do BPN, o Ministério Público apenas concluiu quatro dos dezoito inquéritos, acusando 35 pessoas. A última acusação saiu este mês e envolve o ex-ministro da Saúde Arlindo de Carvalho, por causa de financiamento a negócios imobiliários. Mas o diário Público ouviu a estranheza de duas fontes da PJ, ao relatarem que essa investigação e proposta de acusação estava entregue ao  Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) há mais de um ano.
SLN: a Sociedade Laranja de Negócios
Em 1998, Oliveira e Costa fez-se rodear na administração da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) por figuras ligadas ao antigo poder cavaquista. O ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais conhecia bem a máquina do fisco e as suas fraquezas. Chamou para cargos de responsabilidade figuras como o conselheiro de Estado o ex-ministro Dias Loureiro, que ainda hoje aconselha o Governo de Passos Coelho, e o seu secretário de Estado Daniel Sanches. Também Rui Machete e Fernando Aguiar Branco, pai do atual ministro da Defesa, figuraram em cargos de responsabilidade no BPN. Já na fase final do mandato de Oliveira e Costa, foi chamado à gestão da SLN Franquelim Alves, que tinha passado pelo governo Barroso/Portas e regressou este ano ao Governo laranja na remodelação dos secretários de Estado. E após descoberto o assalto ao banco pelos próprios donos, os acionistas da SLN chamaram Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, para administrar a empresa.
Todas estas figuras passaram pela comissão parlamentar de inquérito, onde o país assistiu incrédulo à falta de memória revelada pelos responsáveis da gestão ruinosa do grupo BPN/SLN. Por exemplo, Dias Loureiro disse desconhecer o fundo utilizado num negócio que protagonizou em Porto Rico e lesou o banco em 38 milhões. Aumentou em seguida a pressão da opinião pública para a sua demissão do Conselho de Estado, mas o presidente Cavaco Silva veio em sua defesa dizendo que ele lhe causava "o mesmo embaraço que qualquer outro dos outros 19 conselheiros". 
O próprio Cavaco Silva foi confrontado com as suas transações financeiras com Oliveira e Costa. O líder do BPN vendeu 250 mil ações não cotadas da SLN a Cavaco Silva e à sua filha pelo valor de um euro - menos de metade do valor a que as tinha comprado a uma offshore. No julgamento do BPN, um inspetor tributário denunciou o negócio e disse "não ter explicação" para que Oliveira e Costa tenha perdido 275 mil euros neste negócio. Mais tarde, a família Cavaco Silva vendeu as ações a Oliveira e Costa, recebendo 2,4 euros por cada, ou seja, uma valorização de 147%, tornando-se nos investidores que viram o seu investimento acionista SLN mais valorizado.
As vantagens pessoais do Presidente da República resultantes da proximidade ao grupo BPN não se resumem às ações. A revista Visão revelou o negócio da compra da casa de férias de Cavaco Silva em Albufeira a Fernando Fantasia, um dos maiores devedores do banco e amigo de infância do Presidente. A mansão de três pisos e piscina situa-se na Urbanização da Coelha, onde também adquiriram casas de férias o próprio Fernando Fantasia, Oliveira e Costa e Eduardo Catroga. A empresa promotora da Urbanização da Coelha pertencia a dinamarqueses, mas acabou comprada por um assessor de Cavaco Silva em São Bento: Teófilo Carapeto Dias, que tal como Fantasia fez parte da Comissão de Honra da candidatura presidencial de Cavaco. Quando a notícia foi publicada, a escritura pública do lote de Cavaco não se encontrava na Conservatória de Albufeira, tendo vindo depois a saber-se que tinha sido assinada no escritório de Eduardo Catroga em Lisboa.  
Banco de Portugal: o regulador que não viu nada
A comissão parlamentar de inquérito também permitiu apurar responsabilidades do regulador da banca. Victor Constâncio foi ao Parlamento dizer que não tinha motivos para desconfiar do BPN, já que Oliveira e Costa tinha desempenhado funções governativas e no próprio Banco de Portugal, sendo inclusive nomeado para representar o país no Banco Europeu de Investimento em 1991, após sair do Governo.
Constâncio foi criticado no Parlamento pelo que não fez, mas também pelo que fez neste processo. Por exemplo, ao aceitar integrar nas contas do BPN as operações do Banco Insular, sem que houvesse documentação conhecida a prová-lo, libertando assim os acionistas deste banco sedeado em Cabo Verde de todas as responsabilidades pelos crimes financeiros ali cometidos e aumentando o buraco do BPN a pagar pelos contribuintes.
O deputado João Semedo representou o Bloco na Comissão e votou contra o relatório proposto pela maioria socialista. Em seguida, apresentou e divulgou um relatório alternativo onde diz que "a história do BPN, sendo uma história de enganos, não é apenas uma história de enganos. É muito mais do que isso, é uma história de protecção, protecção de banqueiros e do próprio sistema. O caso BPN mostra a fragilidade das fronteiras entre o engano, o erro e a protecção e de como é fácil a supervisão se confundir com protecção".
Venda em saldos para Angola
A última parte do processo do BPN passou pela limpeza das contas do banco, transferindo o buraco para as contas públicas e colocando a instituição à venda. O negócio preparado por este Governo ao mais alto nível com o Estado angolano resultou na venda do BPN ao BIC por 40 milhões de euros. Já em março deste ano, o BIC Angola adquiriu por 30 milhões o BPN de Cabo Verde e a instituição detida por capitais angolanos e por Américo Amorim está também interessada na compra do BPN Brasil. 
Antes da venda, o Governo selecionou a carteira de créditos mais rentável e de menor risco para entregar ao BIC, também liderado por um ex-ministro de Cavaco, Mira Amaral. E ofereceu cerca de mil milhões em crédito do Estado ao BIC para que este pudesse comprar o banco por apenas 40 milhões. Na investigação às ajudas públicas ao BPN, a Comissão Europeia manifestou dúvidas sobre se não teria sido mais barato ao Estado proceder à liquidação do banco.

sábado, 16 de março de 2013

0 Caso BPN: O que esconde Cavaco?


 O país vai pagar mais de 5 mil milhões de euros pelo buraco das fraudes cometidas durante anos no Banco Português de Negócios. Nesta campanha, Cavaco Silva não condenou os administradores que afundaram o banco. São os mesmos que deram a ganhar à sua família 357 mil euros no esquema de acções para os amigos da SLN, cinco anos antes do banco ser nacionalizado.

sexta-feira, 8 de março de 2013

0 BPN Gestor Tem Pensão Milionária

Processo: Ex-administrador interpôs acção no tribunal do Trabalho
Gestor do BPN com pensão milionária

Tribunal atribuiu ainda uma indemnização e um carro de luxo.
08 Julho 2012

O Tribunal do Trabalho do Porto condenou o BPN, enquanto banco nacionalizado, a pagar a António Coelho Marinho, seu ex-administrador, um complemento da pensão de reforma de cinco mil euros líquidos por mês. Coelho Marinho tem também direito, segundo a decisão do tribunal, a receber uma indemnização de 178 655 euros, relativa ao complemento da pensão e à pensão de reforma vencidos até ao final de Maio de 2009.

O tribunal decretou ainda que o BPN tem de transmitir para Coelho Marinho a propriedade do Mercedes E280 CDI que era usado por este enquanto gestor.




Coelho Marinho terá sido um dos ex-responsáveis do banco que receberam dinheiro da Jared Finance LLC, offshore usada no tempo de Oliveira e Costa para fazer pagamentos por fora a administradores do BPN e da Sociedade Lusa de Negócios (SLN). A revelação consta num documento do segundo processo de acusação do Ministério Público no ‘caso BPN', que o CM consultou no Tribunal Central de Instrução Criminal .

Coelho Marinho, que é arguido no ‘caso BPN', instaurou duas acções judiciais contra o banco no Tribunal do Trabalho do Porto. Na primeira, em 2009, pedia o reconhecimento de direitos laborais, com destaque para o referido complemento da pensão de reforma. Com esta acção, terá pretendido obter o reconhecimento do tribunal de que tinha direito ao complemento da pensão de reforma desde 12 de Dezembro de 2006, altura em que atingiu a idade da reforma, e não desde Junho de 2008, quando o BPN começou a pagar esse complemento de reforma. Marinho pediu também o pagamento de férias e do complemento da pensão de reforma e das pensões de reforma vencidas e a entrega do Mercedes usado em serviço.

O tribunal reconheceu estes direitos, mas negou o direito ao pagamento das férias vencidas. O complemento da pensão de reforma terá sido uma benesse concedida por Oliveira e Costa quando era presidente do BPN.

SOCIEDADE RECORRE PARA A RELAÇÃO
A Parvalorem, sociedade pública que foi criada para acolher os créditos tóxicos do BPN, recorreu, para a Relação do Porto, da sentença do Tribunal do Trabalho relativa à primeira acção interposta por António Coelho Marinho contra o BPN. Com esta iniciativa, a Parvalorem, que é agora dirigida por Rui Pedras, pretende convencer o tribunal de que não cabe ao Estado português assumir os encargos com o complemento da pensão de reforma e as pensões de reforma vencidas de António Coelho Marinho.

A Parvalorem apresentou também uma contestação à segunda acção interposta por Coelho Marinho contra o BPN.

ADMINISTRADORES RECEBERAM 3,8 MILHÕES EM DINHEIRO
Os administradores do BPN e da SLN receberam em dinheiro vivo mais de 3,8 milhões de euros. Os pagamentos foram efectuados através da offshore Jared Finance LLC, revelam os resultados dessa sociedade sediada na Ilha de Man, no Reino Unido.

Nesse documento, que consta nos autos do segundo processo de acusação do Ministério Público no ‘caso BPN', estão registadas duas operações de pagamentos em numerário a ex-gestores:
"Numerário - Administração SLN/BPN (Vicente Gimeno) - 1 402 393 euros"; "numerário - Administração SLN/BPN - 2 402 325 euros."

Ao todo, por esta via, os administradores do BPN e da SLN receberam, entre 2002 e 2007, mais de 3,8 milhões de euros em dinheiro vivo. Com estas operações, terão ficado por pagar impostos ao Estado e contribuições à Segurança Social.

PARAÍSO FISCAL PAGOU À FILHA DE OLIVEIRA E COSTA
A filha de Oliveira e Costa, Yolanda Oliveira e Costa, recebeu pagamentos de remunerações através da Jared Finance LLC. Segundo a demonstração de resultados dessa offshore, a filha do ex--banqueiro, que foi administradora da Datacomp (empresa de informática).


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

0 Onde ir buscar os 4 mil milhões que querem cortar aos portugueses.

OS 4 MIL MILHÕES DO FMI, ESTÃO AQUI NA GALILEI!!!
O FMI aponta como caminho para os 4 mil milhões novos cortes inteligentes. Mas existem alternativas.
Uma delas é ir directamente ao espólio da Galilei.
A Galilei Grupo é o novo nome da antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e a SLN era a detentora do BPN, os tais amigos não-presos de Cavaco.

O BPN que faliu e ofereceu aos contribuintes portugueses um buraco de 9 mil milhões. Mas a GALILEI existe, funciona tem dinheiro e é uma das
empresas portuguesas mais ricas em PATRIMÓNIO.
Tudo isso deve voltar para as mãos do Estado!
Os contribuintes têm o direito de exigir!
Partilhem!!!


A bomba atómica dos impostos dos portugueses
A SLN e o BPN geriam várias empresas, cerca de 200. As que davam lucro ofereciam os lucros à SLN e aos accionistas as que davam prejuízo desfalcavam e deixavam buracos nas contas do BPN, pois iam-se financiar ao BPN, sem garantias, muitas vezes. 
Quando a situação  ficou insustentável, para o BPN e já o buraco era demasiado visisvel, este foi nacionalizado, ofereceram-no aos cidadãos, e a SLN seguiu a sua vida. Agora mudou de nome, chama-se Galilei, tem negócios de castanhas em trás os montes, negócios na praia dos salgados, etc etc.
O BPN foi comprado, pelo Mira Amaral/ BIC mas todas as dividas e desfalques que ele possuía, muitos dos quais ainda se vão descobrir, ficaram para os portugueses irem pagando à medida que aparecem. Criaram a PARVALOREM, é o banco que assume as dividas do BPN e oferece ao zé povinho. 
O BPN possui um buraco de cerca de 2 mil milhões só de terrenos que falsamente  foram dados como garantia de milhares e não valiam mais de 100. Por esquemas que eles faziam em que iam à câmara valorizar o terreno, alterando o PDM.
Também usavam a artimanha de financiar o mesmo bem em duplicado, tudo servia para retirar dinheiro do banco. 
Cavaco Silva é economista, ele sabia que o BPN servia para lavar dinheiro.

Video onde Paulo Portas, o falso, finge defender o interesse nacional, e ataca impiedosamente Victor Constâncio .. mas este é um fenómeno que apenas se verifica em políticos na oposição. Assim que os colocam no poleiro com direito a também mamarem, ficam logo tranquilos, e de bico calado!


domingo, 20 de janeiro de 2013

0 O ex-ministro que pede 53,6 milhões

A história não é simples, mas tento contá-la. Um ex-ministro da Saúde dos governos de Cavaco Silva, de seu nome Arlindo Carvalho (o qual tinha como currículo uma passagem pela rádio pública), tornou-se, após ter saído do Governo num bem-sucedido gestor numa empresa de nome Pousa Flores. Com o apoio do - adivinhem - BPN comprou património e fez negócios, os quais, aliás, passavam pela recompra do BPN de alguns ativos.
Acontece que o BPN, devido às solicitudes por que passou (chamemos assim à vigarice, porque é mais elevado) não comprou os tais ativos. E eis que o ex-ministro, representando a empresa que fez os negócios vem pedir 53,6 milhões de euros ao banco, segundo informa hoje o 'Correio da Manhã'.
Ao mesmo tempo, a Justiça anda a investigar os negócios de Arlindo Carvalho na empresa, que considera ruinosos, sendo que o ex-ministro é arguido no célebre processo BPN.
Como sabem os leitores, 53,6 milhões de euros não é quase nada. É assim uma conta que eu levaria cerca de 800 anos a ganhar com o meu salário atual, que por sua vez é considerado um salário muito elevado em termos fiscais. Mas, claro, não fui ex-ministro nem tive qualquer negócio com o BPN.
E também não tenho conclusões sobre esta história, salvo uma que tirei já há mais de quatro anos, quando nacionalizaram o banco - deviam tê-lo deixado falir. Porque, como já perceberam, acaso o ex-ministro conseguisse valer os seus direitos, seria o dinheiro dos nossos impostos a pagar a coisa.
Por último, uma palavra para os 1,1 mil milhões que o Estado colocou no Banif... Eu sei que neste caso não houve vigarices, mas o princípio geral mantém-se. Enquanto não forem prejudicados aqueles que realizam maus negócios, sendo socializados os seus prejuízos, não há exigência no mercado. Porque mais do que os mercados, que são sempre tão criticados, a culpa é de quem não os deixa funcionar e coloca todo o jogo de um lado. 

Publicado no Expresso por :
 

0 NÃO DÁ PARA ACREDITAR QUE ISTO SE CHAME PAÍS ... ISTO CHAMA-SE CHIQUEIRO DE MERDOSOS, VIGARISTAS, VERMES, ABUTRES E PULHAS !!!

Relatório final da comissão de inquérito ao BPN em plenário 17.01.2013

Duas comissões e vários meses depois, o Parlamento prepara-se para fechar o processo BPN.
O PSD dá o assunto como encerrado, mas o BE promete continuar a questionar o Governo.

►O Bloco de Esquerda (BE) promete um discurso arrasador e não vai deixar passar a última oportunidade que tem, esta quinta-feira, na Assembleia da República, para contestar o relatório da segunda comissão de inquérito ao processo de nacionalização e reprivatização do BPN.

O plenário vai hoje votar o documento que já foi aprovado na comissão. O BE vai ser o único partido a votar contra.

Quanto aos outros partidos, o CDS estará ao lado do PSD e o PS vai discutir o assunto na reunião do grupo parlamentar durante a manhã.
►Tanto o PS como o PCP se abstiveram e acabaram por apresentar um conjunto de sugestões de alteração que o relator (Duarte Pacheco, do PSD) aceitou e integrou no documento.

Os comunistas apresentaram 130 propostas e reconhecem que 90% foram consideradas pelo relator. O PS fez o mesmo, também apresentou sugestões e, por isso, não devem assumir uma posição contra no debate.

►O Bloco faz outra leitura e, agora que as conclusões do trabalho da comissão vão a plenário, João Semedo garante nova oposição mais por causa do que não diz o relatório, do que por aquilo que lá está escrito.

→CONCLUINDO:

Ninguém devolve dinheiro, ninguém é preso (preso não é estar em casa), ninguém é culpado de nada, incrível a impunidade em que se vive neste país.

►BPN e os responsáveis pela divida e pela má gestão de empresas publicas, ficam impunes e de cara desavergonhada sem qualquer tipo de acusação.

•Por conseguinte, o sistema judicial em Portugal é para rir, triste país sem justiça.

►Agora resta a dura e enorme fatura para o povo pagar pelas mordomias de políticos e elites que roubaram um país, que nunca foi rico e que, se fosse bem gerido, dava para todos.

Mas infelizmente há anos ... muitos mesmo, que os políticos são LADRÕES, CORRUPTOS, VIGARISTAS E MENTIROSOS e nada lhes acontece e o povo português acaba por ficar responsável pelos seus roubos, enquanto eles, esses ladroes, usufruem do que roubaram, COM ESSE DINHEIRO TÊM A LATA DE INVESTIR EM SEU PROVEITO, e nós temos que arcar com este peso às costas e ficar de tanga ...

►É que estão em causa 5% do PIB de Portugal ... !!!

→NÃO DÁ PARA ACREDITAR QUE ISTO SE CHAME PAÍS ... ISTO CHAMA-SE CHIQUEIRO DE MERDOSOS, VIGARISTAS, VERMES, ABUTRES E PULHAS !!!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 Passivo do Banif de 14.000.000.000 (14 BILIÕES), isto faz do BPN uma brincadeira de crianças


 Para começar é só mais um BPN para entrar 2013 com o pé esquerdo,
Descupem lá, visto que não é BPN, é BANIF

Reparem bem no Passivo de 14.000.000.000 (14 BILIÕES), isto faz do BPN uma brincadeira de crianças

Importa salintar que tem exposição á dívida imobiliária espanhola atravéz do Banca Pueyo, SA, Inmobiliaria Vegas Altas (Espanha) e dos EUA através de Banif Finance (USA) Corp. (crédito imobiliário – EUA), Banif Financial Services, Inc. (Miami), Banif Securities, Inc. (corretagem - EUA),...
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ainda falta compilar e criar tabelas relativas a 20 pags do relatório onde se lê isto e muito mais: "
d) DESCRIÇÃO DO MODO DE CAPITALIZAÇÃO

Na prossecução do objectivo de reforçar a sua solvabilidade, tendo em conta a necessidade de cumprir os rácios mínimos de capital estabelecidos pelo Banco de Portugal e a necessidade de criar uma margem prudencial para lidar com um ambiente operacional extremamente difícil, o Grupo Banif irá participar no programa de recapitalização das instituições de crédito em Portugal através da realização de investimento público.

No caso do Grupo Banif, a recapitalização, realizada após a conversão em definitivo do registo da fusão da Banif SGPS, SA, no Banif SA, será no montante global de até €1.400 milhões, nas seguintes duas fases e com a seguinte estrutura:(...)
No que concerne às remanescentes rubricas de imparidade em balanço, importa destacar que, em 2011, o Banco registou uma imparidade de €69,9 milhões em títulos, enquanto a imparidade registada em operações de titularização ascendeu a €66 milhões em 2011, montante que compara com €25 milhões registados em 2010 e com €16 milhões em 2009. A imparidade registada ao nível dos instrumentos de capital, por sua vez, evidenciou uma tendência crescente ao longo dos períodos, cifrando-se em €311 milhares em 2009, €544 milhares em 2010 e €3 milhões em 2011"
(...pagina 90)
A necessidade de capitalização do Grupo Banif é sobretudo explicada pela conjugação dos seguintes factores: i) deterioração acentuada da economia portuguesa, que teve um impacto muito negativo na actividade e rendibilidade dos bancos; ii) enquadramento regulamentar que, ao longo de 2011, se tornou muito exigente e resultou na necessidade de cumprir um rácio Core Tier 1 de 9% e 10% em Dezembro de 2011 e Dezembro de 2012, respectivamente (Aviso 3/2011 do Banco de Portugal), iii) escassez de financiamento de mercado, uma vez que, na sequência da adesão de Portugal ao Programa de Assistência Económica e Financeira (“PAEF”), o recurso a fontes externas de capital continua praticamente vedado a empresas portuguesas e
iv) fracas perspectivas no curto prazo para a economia portuguesa, esperando-se um agravamento do contexto recessivo e deterioração adicional da qualidade de crédito.
depois vai para aqui

http://revoltatotalglobal.blogspot.com/
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Banif Finance, Limited -- Moody's takes actions on three Portuguese banks: BCP, Banif and CGD
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Madrid, December 04, 2012 -- Moody's Investors Service has today taken actions on three Portuguese banks. The debt and deposit ratings of Banco Comercial Portugues (BCP) were downgraded by one notch to B1 with a negative outlook. The debt and deposit ratings of Banco Internacional do Funchal S.A. (Banif) were lowered by one notch to B2 from B1, and placed on review with direction uncertain. The debt and deposit ratings of Caixa Geral de Depositos (CGD) were affirmed at Ba3 with a negative outlook.
The actions on the banks' debt and deposit ratings were prompted by Moody's downgrades of their standalone credit assessments (Baseline Credit Assessments, BCA). Moody's has downgraded by three notches each the standalone credit assessments of BCP, Banif and CGD to reflect the expected further deterioration of the banks' risk absorption capacity given the more negative outlook for the Portuguese economy, with GDP forecasts having been revised downwards by Moody's to -3.3% expected for FY2012 and a further contraction of -1.2% for 2013, as opposed to the August forecasts which expected -3.6% for 2012 and -0.3% for 2013.

RATING ACTIONS OVERVIEW

-- Banco Comercial Portugues (BCP): The standalone credit assessment was downgraded to E/caa2 from E+/b2 and the debt and deposit ratings were downgraded to B1/Not Prime from at Ba3/Not Prime. The bank's subordinated debt and preference share ratings were downgraded to Caa3 and C(hyb) respectively. All ratings have a negative outlook.

-- Banco Internacional do Funchal (Banif): The standalone credit assessment was downgraded to E/caa2 from E+/b2 and the debt and deposit ratings were downgraded to B2/Not Prime from B1/Not Prime. The bank's subordinated, junior subordinated debt and preference share ratings were downgraded to Caa3, Ca(hyb) and C(hyb), from B3, Caa1(hyb) and Caa2(hyb) respectively. All ratings except the junior instruments are on review with direction uncertain.

-- Caixa Geral de Depositos (CGD): The standalone credit assessment was downgraded to E/caa1 from E+/b1 and the debt and deposit ratings were affirmed at Ba3/Not Prime. The bank's subordinated, junior subordinated debt and preference share ratings were downgraded to Caa2, Caa3(hyb) and Ca(hyb), from B2, B3(hyb) and Caa1(hyb) respectively. All ratings have a negative outlook.

A full list of affected ratings can be found at this link: http://www.moodys.com/viewresearchdoc.aspx?docid=PBC_147923

RATINGS RATIONALE

RATIONALE FOR DOWNGRADES OF STANDALONE CREDIT ASSESSMENTS

Throughout 2012 BCP, Banif and CGD have seen an increased portion of its pre-provision income absorbed by asset impairments. At the same time, the capacity of these banks to generate recurring earnings to offset these rising impairments has been significantly impacted by (i) higher funding costs (particularly of retail deposits), (ii) ongoing balance sheet deleveraging and (iii) increase in non-earning assets. Moody's is concerned that Portugal's prolonged economic recession will exacerbate the intense pressure on the already very weak risk absorption capacity of these three banks.

Moody's acknowledges the improved solvency levels for BCP and CGD following the recapitalization effort made by the Portuguese government in June 2012. Moody's also notes that Banif's current capital shortfall to comply with a regulatory core Tier 1 capital threshold of 10% will be compensated after the targeted public recapitalization materializes, which is expected to take place before year-end 2012. However, the rating agency is concerned that the very negative economic conditions for the Portuguese economy may challenge the achievement of the deleveraging goals contemplated in the recapitalization and funding plans approved by Bank of Portugal and the Troika for the three banks. Furthermore, the expected broader deterioration in profitability and asset quality will pressure the banks' capital base, which increases the likelihood that additional public support may be required to offset for the losses embedded in their balance sheets.

Funding profiles have improved throughout 2012 thanks to deleveraging efforts and resilient deposit bases. However, Moody's considers that additional risks pressuring the three banks' standalone credit assessment is the ongoing lack of access to long-term wholesale funding sources, which have led them to display high reliance on European Central Bank (ECB) funding. Heightened uncertainties on the health of the Portuguese economy as well as on the creditworthiness of the banking system will prevent banks to regain normalized access to private markets in the foreseeable future. In this regard, Moody's expects that BCP, Banif and CGD will remain reliant on ECB support for some time.

Consistent with Moody's definitions, the lower standalone credit assessment reflects the rating agency's view that BCP, Banif and CGD have speculative intrinsic, or standalone, financial strength and are subject to very high credit risk absent any possibility of extraordinary support from a third party or the government.

RATIONALE FOR STANDALONE CREDIT ASSESSMENTS BY BANK

BANCO COMERCIAL PORTUGUES (BCP)

BCP's E/caa2 standalone credit assessment, is a reflection of its very weak risk absorption capacity despite the recent public recapitalization, evidenced by 1) rapidly deteriorating profitability ratios, with a sharp decline in net interest income of 35.6% and a EUR796.3 million net loss reported at end-September 2012; 2) very high reported NPL ratio (credit at risk ratio as per Bank of Portugal's definition) of 13.4% (compared to the system's average of 10%) and 3) Moody's concerns in relation to BCP's exposure to Greece through its 100%-owned subsidiary Millennium Bank S.A (unrated).

BCP was required by the European Banking Authority (EBA) to reach a 9% core tier 1 ratio before end-June 2012. To comply with this regulatory capital threshold, the Portuguese government provided EUR3 billion of capital to BCP in the form of hybrid instruments and the bank made a EUR500 million capital increase subscribed by private investors. At end-September 2012 BCP reported core Tier I ratios of 11.9% (according to Bank of Portugal's definition) and 9.4% (as per EBA definition).

Despite the enhanced capital ratios, Moody's downgrade captures the significant downside risks of BCP's credit fundamentals to the country's very difficult operating environment. Moody's expects the bank's activity in Portugal to remain loss-making during 2013, due to the ongoing increase in non-earning assets and subdued business volumes. In addition, the rating agency cautions that BCP's risk absorption capacity could be further challenged in the event of a more negative scenario for its Greek operations.

BCP's standalone credit assessment has a negative outlook to reflect the bank's vulnerability to a further weakening of its credit profile in light of the very negative outlook for the Portuguese economy.

BANIF

The downgrade of Banif's standalone credit assessment to E/caa2 reflects 1) the bank's rapidly deteriorating financial fundamentals, namely in terms of profitability and asset quality (the bank reported a net loss of EUR61 million and a NPL ratio of 13% at end-June 2012); 2) very modest internal capital generation capacity that has forced them to require public support from the Bank Solvency Support Facility to recapitalize.

Banif has recently undertaken an organizational restructuring as part of the required recapitalization plan, entailing the merger of Banif SGPS -- its former parent -- into Banif, with the latter now acting as head of the group. Moody's notes, however, that the merger is still subject to final registration, which is a prerequisite for Banif to receive public support. In addition, the bank expects to fulfil a drastic deleveraging of its balance sheet over the next five years, which is expected to ease funding requirements and reduce risk weighted assets.

Moody's notes that the review with direction uncertain of Banif's standalone ratings reflects the need of further clarity about the recapitalization plan, which will enable to assess the credit profile of Banif post public capital infusion as well as the impact of other initiatives that may be included in such plan. In addition, during the review period Moody's expects to analyze the impact of the organizational restructuring and also whether targeted improvements in corporate governance can have a material - and tangible - impact on the bank's credit profile. Downward pressure persists on Banif's standalone ratings as the bank will continue to operate under very challenging operating conditions, which will make it very difficult for management to achieve the goals set up in the recapitalization plan.

CAIXA GERAL DE DEPOSITOS (CGD)

The downgrade of CGD's standalone credit assessment to E/caa1 has been prompted by Moody's concerns that the bank's weak credit fundamentals are likely to be further challenged in 2013 in light of our expectations of a prolonged economic recession in Portugal. CGD displays a weak risk absorption capacity principally due to (i) its very modest profitability indicators (the bank reported a net loss of EUR102 million and a decline in net interest income of 15% as of end-September 2012), (ii) deteriorating asset quality (reported credit at risk ratio of 9.2% at end September 2012) and (iii) high direct exposure to Portuguese sovereign risk (almost 2.5x Tier 1 capital).

In downgrading the bank's standalone credit assessment, Moody's has taken into account CGD's recent capital reinforcement in order to comply with EBA's 9% core Tier I capital requirement by end-June 2012. The recapitalization was completed with a EUR900 million issue of hybrid financial instruments and a EUR750 million capital increase, both of which were fully subscribed by the Portuguese State. Despite the benefits of the capital improvement, Moody's notes that CGD displays significant downside risks to the country's negative macroeconomic scenario that are likely to put additional pressure on its capital.

In addition the bank has embarked on a deleveraging plan that encompasses significant divestments in the domestic market that could improve its capital position but may have a negative impact on its already very limited earnings generation capacity.

The outlook on CGD's standalone credit assessment is negative to reflect the above mentioned risks.

RATIONALE FOR DOWNGRADE OF DEBT RATINGS AND SUPPORT ASSUMPTIONS

The one-notch downgrade of BCP's and Banif's senior debt and deposit ratings reflect (i) the further deterioration of their standalone credit profile, as discussed above; and (ii) Moody's assessment of a very high probability of support by the Portuguese government for the banks in case of need.

The debt ratings of CGD were affirmed at Ba3, resulting in four notches of uplift from its standalone credit assessment of caa1, and based on Moody's assessment of a very high probability of support from the Portuguese government as CGD's unique shareholder.

The negative outlook on BCP's and CGD's debt and deposit ratings reflect both the currently negative outlook on the Portuguese government's Ba3 bond rating and the negative outlook on the bank's standalone credit assessment.

The review with direction uncertain of Banif's senior debt and deposit ratings is commensurate with the review status of the bank's standalone credit assessment.

SUBORDINATED DEBT AND HYBRID RATINGS

Moody's has downgraded the senior subordinated debt and hybrid ratings of BCP, Banif and CGD in line with the lowering of their standalone credit assessments. Moody's had previously removed government support assumptions from its ratings of subordinated debt and hybrid instruments of Portuguese banks on 28 March 2012, see "Moody's takes actions on seven Portuguese banks; Outlook negative".

Moody's review for downgrade on the junior instruments of Banif reflects the issuer's very weak credit profile and the increased risk of losses being imposed on these instruments in case of a broader deterioration of the bank's creditworthiness.

WHAT COULD MOVE THE RATING UP/DOWN

Downwards pressure on the banks' ratings might develop if operating conditions worsen beyond Moody's current expectations, i.e. a broader economic recession beyond our current GDP decline forecasts of -3.3% for 2012 and -1.2% for 2013; especially given that this is likely to result in asset-quality and profitability deterioration exceeding Moody's current expectations; and/or if pressures on market-funding intensify.

Upwards pressure on the banks' ratings may arise in case of an improved credit profile resulting from the work-out of asset quality challenges, a recovery of profitability indicators and sustained capitalization levels, as well as normalized access to wholesale funding markets.

PRINCIPAL METHODOLOGY

The principal methodology used in these ratings was Moody's Consolidated Global Bank Rating Methodology published in June 2012. Please see the Credit Policy page on www.moodys.com for a copy of this methodology.

REGULATORY DISCLOSURES

For ratings issued on a program, series or category/class of debt, this announcement provides relevant regulatory disclosures in relation to each rating of a subsequently issued bond or note of the same series or category/class of debt or pursuant to a program for which the ratings are derived exclusively from existing ratings in accordance with Moody's rating practices. For ratings issued on a support provider, this announcement provides relevant regulatory disclosures in relation to the rating action on the support provider and in relation to each particular rating action for securities that derive their credit ratings from the support provider's credit rating. For provisional ratings, this announcement provides relevant regulatory disclosures in relation to the provisional rating assigned, and in relation to a definitive rating that may be assigned subsequent to the final issuance of the debt, in each case where the transaction structure and terms have not changed prior to the assignment of the definitive rating in a manner that would have affected the rating. For further information please see the ratings tab on the issuer/entity page for the respective issuer on www.moodys.com.

The ratings have been disclosed to the rated entities or their designated agent(s) and issued with no amendment resulting from that disclosure.

Information sources used to prepare each of the ratings are the following: parties involved in the ratings, public information, and confidential and proprietary Moody's Investors Service information.

Moody's considers the quality of information available on the rated entities, obligations or credits satisfactory for the purposes of issuing these ratings.

Moody's adopts all necessary measures so that the information it uses in assigning the ratings is of sufficient quality and from sources Moody's considers to be reliable including, when appropriate, independent third-party sources. However, Moody's is not an auditor and cannot in every instance independently verify or validate information received in the rating process.

Moody's Investors Service may have provided Ancillary or Other Permissible Service(s) to the rated entities or their related third parties within the two years preceding the credit rating action. Please see the special report "Ancillary or other permissible services provided to entities rated by MIS's EU credit rating agencies" on the ratings disclosure page on our website www.moodys.com for further information.

In addition to the information provided below please find on the ratings tab of the issuer page at www.moodys.com, for each of the ratings covered, Moody's disclosures on the lead rating analyst and the Moody's legal entity that has issued each of the ratings.

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Please see the ratings disclosure page on www.moodys.com for information on (A) MCO's major shareholders (above 5%) and for (B) further information regarding certain affiliations that may exist between directors of MCO and rated entities as well as (C) the names of entities that hold ratings from MIS that have also publicly reported to the SEC an ownership interest in MCO of more than 5%. A member of the board of directors of this rated entity may also be a member of the board of directors of a shareholder of Moody's Corporation; however, Moody's has not independently verified this matter.

Please see Moody's Rating Symbols and Definitions on the Rating Process page on www.moodys.com for further information on the meaning of each rating category and the definition of default and recovery.

Please see ratings tab on the issuer/entity page on www.moodys.com for the last rating action and the rating history.

The date on which some ratings were first released goes back to a time before Moody's ratings were fully digitized and accurate data may not be available. Consequently, Moody's provides a date that it believes is the most reliable and accurate based on the information that is available to it. Please see the ratings disclosure page on our website www.moodys.com for further information.

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Maria Jose Mori Vice President - Senior Analyst Financial Institutions Group Moody's Investors Service Espana, S.A. Calle Principe de Vergara, 131, 6 Planta Madrid 28002 Spain JOURNALISTS: 44 20 7772 5456 SUBSCRIBERS: 44 20 7772 5454 Johannes Wassenberg MD - Banking Financial Institutions Group JOURNALISTS: 44 20 7772 5456 SUBSCRIBERS: 44 20 7772 5454 Releasing Office: Moody's Investors Service Espana, S.A. Calle Principe de Vergara, 131, 6 Planta Madrid 28002 Spain JOURNALISTS: 44 20 7772 5456 SUBSCRIBERS: 44 20 7772 5454 (C) 2012 Moody's Investors Service, Inc. and/or its licensors and affiliates (collectively, "MOODY'S"). All rights reserved.

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http://www.finanzen.net/nachricht/anleihen/Banif-Finance-Limited-Moody-s-takes-actions-on-three-Portuguese-banks-BCP-Banif-and-CGD-2174611







0 "As «sociedades veiculo» públicas que serviram para limpar o BPN, preparando-o para a privatização, absorveram cerca de 5,5 mil milhões de créditos de cobrança duvidosa provenientes do BPN.

As «sociedades veiculo» públicas que serviram para limpar o BPN, preparando-o para a privatização, absorveram cerca de 5,5 mil milhões de créditos de cobrança duvidosa provenientes do BPN.
Trocando em miúdos. Com a nacionalização do BPN seguida da sua privatização, o Estado, através dos ditos «veículos», tornou-se credor de 5,5 mil milhões de euro que o BPN emprestou a algumas empresas e pessoas, pessoas e empresas essas que não pagam o que devem e para tal declaram falência, ou encontram outras formas de incumprir. Esses créditos quando considerados incobráveis, são contabilizados no défice público como despesas e transformados em dívida pública. Dos 5,5 mil milhões, 2,2 mil milhões já foram reconhecidos como perdas e contabilizados nos défices de 2010 e 2011, isto é, transformados em dívida “de todos nós” que já estamos a pagar com juros.
Informa-nos o jornal Expresso, de 22 de Dezembro (página E8), que agora «já há mais de 500 clientes com dívidas superiores a meio milhão de euro em incumprimento total». No total, este incumprimento acrescentaria cerca de 3 mil milhões de euro à fatura do défice e da dívida.
Ora, 2,2 mil milhões, que já estamos a pagar, mais 3 mil milhões ….
Quem são as empresas e as pessoas cuja dívida nos estão a querer obrigar a pagar? A notícia do Expresso identificava os dez maiores entre os quinhentos: 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

0 E esta dívida? Também devemos ser nós a pagar?

As «sociedades veículo» públicas que serviram para limpar o BPN, preparando-o para a privatização, absorveram cerca de 5,5 mil milhões de créditos de cobrança duvidosa provenientes do BPN. Artigo de José Maria Castro Caldas publicado em auditoriacidada.

Trocando em miúdos. Com a nacionalização do BPN seguida da sua privatização, o Estado, através dos ditos «veículos», tornou-se credor de 5,5 mil milhões de euro que o BPN emprestou a algumas empresas e pessoas, pessoas e empresas essas que não pagam o que devem e para tal declaram falência, ou encontram outras formas de incumprir. Esses créditos quando considerados incobráveis, são contabilizados no défice público como despesas e transformados em dívida pública. Dos 5,5 mil milhões, 2,2 mil milhões já foram reconhecidos como perdas e contabilizados nos défices de 2010 e 2011, isto é, transformados em dívida “de todos nós” que já estamos a pagar com juros.
Informa-nos o jornal Expresso, de 22 de Dezembro (página E8), que agora «já há mais de 500 clientes com dívidas superiores a meio milhão de euro em incumprimento total». No total, este incumprimento acrescentaria cerca de 3 mil milhões de euro à fatura do défice e da dívida.
Ora, 2,2 mil milhões, que já estamos a pagar, mais 3 mil milhões ….
Quem são as empresas e as pessoas cuja dívida nos estão a querer obrigar a pagar? A notícia do Expresso identificava os dez maiores entre os quinhentos:

Fernando Fantasia e Emídio Catum, são dois nomes recorrentes na lista do Expresso. Não sabendo quem são poderá consultar a internet: aqui, aqui, aqui, aqui e acolá.
Artigo de José Maria Castro Caldaspublicado em auditoriacidada.info

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

0 O Estado assumiu as dívidas de duas empresas de Vítor Baía ao BPN

A dívida, assumida pela empresa pública Parvalorem, resulta da concessão de créditos pelo banco, na altura liderado por Oliveira e Costa, às sociedades Sunderel e Cleal, geridas por António Manuel Esteves, ex-sócio de Baía e a quem o ex-jogador acusou de burla.
 As dívidas daquelas duas empresas ao BPN foram transferidas para a Parvalorem, sociedade criada para acolher os activos tóxicos do banco, que foi nacionalizado no início de Novembro de 2008 e reprivatizado em 2011, através da venda ao BIC, por 40 milhões de euros.

  Apesar do valor da dívida da Sunderel e da Cleal, a rondar os 10 milhões de euros, “os créditos das empresas de Vítor Baía não são os piores, porque têm garantias reais” e darão para pagar a quase totalidade do montante por liquidar, garantiu ao fonte ligada ao processo. Além da transferência das dívidas daquelas duas firmas para a Parvalorem, desde o final de 2011 que a empresa pública adquiriu ao BIC créditos malparados no valor total de quase 4,2 mil milhões de euros.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

0 BPN, ainda o escândalo, ainda a impunidade

Por Henrique Monteiro
http://expresso.sapo.pt/
Quem leu o Expresso deste fim-de-semana e quem viu, ontem, a reportagem especial da SIC sobre o BPN não pode ter deixado de ficar, como eu fiquei, com uma espécie de nojo. Tudo aquilo é mau de mais para ser verdade. Nós todos, contribuintes, os pobres, os remediados, os ricos, estamos a pagar a irresponsabilidade de uns, muito poucos, cujos nomes se repetem à exaustão.
Esses nomes, com o de Oliveira Costa à cabeça, e os de Duarte Lima, Dias Loureiro e Arlindo Carvalho como os mais conhecidos, têm todos em comum o facto de terem trabalhado para (ou com) o atual Presidente da República. O mesmo acontece com Joaquim Coimbra, Fernando Fantasia, membros da Comissão de Honra de Cavaco e este último seu vizinho na praia, e com a filha de Oliveira Costa com casa de férias no mesmo local.
Há um padrão inelutável, que não significa obrigatoriamente um envolvimento menos legal de nenhum dos citados, mas lança uma sombra sobre o que se tem passado com o BPN. O buraco que em Novembro de 2008, quando foi nacionalizado, se estimava em 740 milhões, ia em março em mais de quatro vezes esse valor, ultrapassando os três mil milhões, e deverá atingir, com as imparidades e créditos incobráveis, os sete mil milhões.
Quase o custo do ministério da Saúde, durante um ano. Tudo isto em dívidas de não mais de 500 pessoas, boa parte das quais relacionadas politica e pessoalmente.
Quando, há quatro anos duvidei da nacionalização, quase todos (incluindo bons amigos e especialistas em Economia) me alertaram para o facto de haver um risco sistémico grande em deixar o BPN falir. Sempre contra-argumentei, que não se pode distribuir os danos de alguns por todos - o que se está agora a fazer.
Já nem digo que gostava de ver todas as responsabilidades apuradas. Dos nomes citados, de outros que por aí andam, daqueles que nacionalizaram o banco e dos que permitiram que ele fosse governado criminosamente.
Apenas apreciaria ver uma dessas pessoas pedir desculpa pelo que nós, contribuintes que nada tivemos a ver com aquilo estamos a pagar. Mas parece-me que é mais fácil acabar o mundo do que ver um pingo de vergonha na maioria daquelas caras.

0 "Fortes razões" para admitir que BPN financiou PSD


O coordenador do BE João Semedo disse hoje ter "fortes razões" para "admitir" que "muitos milhões que circularam entre o BPN e a sua clientela favorita" serviram para financiamento partidário e de campanhas eleitorais, concretamente do PSD.

"Tenho fortes razões para admitir que alguns daqueles muitos e muitos milhões que circularam entre o BPN e a sua clientela favorita, alguns desses milhões alimentaram candidatos e alimentaram partidos", afirmou João Semedo numa conferência no Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa.
À saída, o coordenador bloquista esclareceu os jornalistas de que estava a referir-se concretamente ao PSD.
"O partido que estava mais próximo dessa realidade, por via dos seus antigos ministro, era o PSD, era a isso que eu me estava a referir", afirmou.
Na sua intervenção numa "mesa redonda' sobre regulação e supervisão do financiamento dos partidos e campanhas eleitorais, João Semedo considerou "extraordinário que duas comissões de inquérito, particularmente a primeira, nunca tenham levantado por esse fio do novelo", o financiamento partidário.
O deputado, que integrou ambas as comissões de inquérito e disse estar igualmente a fazer uma autocrítica, afirmou aos jornalistas que "ao longo de muitas audições e muitos documentos, havia fortes indícios que uma parte pequena, muito pequena, de todo aquele dinheiro que por ali circulou, foi para financiamento partidário".
"A comissão tinha outro mandato, que estava aprovado na Assembleia da República, e portanto não se preocupou com o financiamento ilícito de partidos e quando falo estou a pensar claramente no PSD, não estou a pensar em mais nenhum partido, como é óbvio", declarou.
Da sua experiência nas comissões parlamentares de inquérito sobre o BPN, João Semedo reteve também que "é que é muito difícil investigar, averiguar, conhecer, os circuitos do dinheiro".
"Isto levanta a questão de se nós dispomos ou não dos meios de investigação suficientes para poder ir atrás daquilo que se pode chamar a circulação ilícita do dinheiro e do financiamento partidário. Acho que isso não tem nada a ver com a legislação nem nada a ver com o modelo, é evidente em Portugal", afirmou.

domingo, 23 de dezembro de 2012

0 Buraco do BPN continua a aumentar: 3.000 Milhões em incumprimento

500 maiores clientes deixaram de pagar dívidas às sociedades detidas pelo Estado que têm os ativos tóxicos do BPN. 3.000 milhões de euros estão em incumprimento total. Os maiores devedores são empresas e offshores ligadas ao grupo SLN, criado por Oliveira Costa e Dias Loureiro. A maior devedora é uma empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia, que pertenceu à comissão de honra da candidatura presidencial de Cavaco Silva em 2011.

O jornal “Expresso” deste sábado noticia que a situação das sociedades, criadas pelo ministério das Finanças, que ficaram com as dívidas ao BPN não pára de se agravar.
Os 500 maiores clientes do BPN, com dívidas superiores a 500 mil euros, deixaram de pagar o que devem. Em causa estarão já mais de 3.000 milhões de euros em incumprimento. Estas dívidas poderão agravar o défice das contas públicas em 2012.
A Parvalorem, a maior das três sociedades criadas pelo ministério das Finanças, gere um montante de 4,2 milhões de dívidas. Segundo o presidente da Parvalorem, Francisco Nogueira Leite, os contratos enviados para o contencioso para serem alvo de ações judiciais somam já 2,4 mil milhões de euros. O jornal “Expresso” noticia que existem mais 600 milhões de euros que já deviam ter ido para o contencioso, pois já acumularam muitas prestações em atraso
Segundo o jornal, muitos dos devedores enfrentam situações de insolvência e há um elevado número de contratos de empréstimos com garantias nulas ou inexistentes, tornando previsível que muitos desses créditos não possam ser recuperados, nem com ações judiciais.
Algum dos maiores devedores são sociedades ligadas ao grupo SLN, sociedade que atualmente tem o nome de Galilei, que detinha o controle do BPN e onde se destacavam Oliveira Costa, Dias Loureiro e outras figuras gradas do PSD e do cavaquismo.
Segundo o “Expresso”, os dez maiores devedores são:
1. Pluripar - 135 milhões de euros – empresa ligada ao grupo SLN e aos empresários Emídio Catum e Fernando Fantasia (que pertenceu à comissão de honra da candidatura presidencial de Cavaco Silva em 2011).
2. Solrac Finance - 116 milhões de euros - offshore ligada ao grupo SLN, com contas no Banco Insular de Cabo Verde, e que servia para movimentar dinheiro para o BPN Cayman.
3. Labicer - 82 milhões - fábrica de cerâmica controlada pelo grupo SLN.
4. Cimentos Nacionais e Estrangeiros (CNE) - 82 milhões - empresa do grupo SLN.
5. Domurbanis - 69 milhões – outra empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia.
6. Marinapart - 66 milhões - empresa que tem a licença de concessão da marina de Albufeira.
7. Homeland - 50 milhões - fundo de investimento imobiliário criado para financiar a operação de Duarte Lima de compra de terrenos no concelho de Oeiras.
8. Jared Finance - 47 milhões - offshore do grupo SLN.
9. Paprefu - 44 milhões – outra empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia, que tem 1800 hectares de terreno junto do previsto futuro aeroporto de Lisboa na margem sul.
10. Zevin Holding - 43 milhões - offshore ligada ao grupo SLN que serviu para comprar 41 quadros de Miró.
 

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