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domingo, 19 de maio de 2013

0 AUSTERIDADE É DESCULPA PARA ESCRAVIZAR E ROUBAR AS SUAS REFORMAS E IMPOSTOS, PARA A BANCA

Não deixe de ver este video... Não feche os olhos à verdade, o mundo, o país e todos nós, dependemos da responsabilidade que cada um sente em ajudar o todo. "É urgente que percebam isso. Temos que expulsar os bancos internacionais dos nossos países."
Descubra para onde são desviados os seus impostos, tornando vãos os seus sacrifícios.
Para além dos desvios levados a cabo pela corrupção politica, que já conhecemos, há ainda a máfia da banca, nacional e não só.
Quer saber porque sobem os impostos e os governos continuam a dizer que não há dinheiro?
Quer saber porque pagamos cada vez mais e temos cada vez menos serviços sociais?
Quer saber porque pagamos mais e mais portagens?
Quer saber porque pagamos mais taxas moderadoras?
Quer saber porque estamos cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos?
Quer saber porque o terão de cortar nas suas reformas?
Quer saber porque estão a tentar privatizar as reformas, com a desculpa de as assegurar?
Quer saber porque a banca pede emprestado a 1% e  empresta ao estado a 6 e 7%?
Quer saber porque o governo cumpre instruções da UE, inclusive aplica mais austeridade que a exigida, e tudo funciona ao contrário do que nos dizem?
Porque estamos a descontar para a banca e não para o estado. 
Porque a banca domina os governos e ele obedecem.
Já engoliram os países do 3º mundo agora estão empenhados em fazer o mesmo à UE e EUA.

Ao minuto 10, o autor do video explica, o que nos espera, quando todos perdermos a soberania e os direitos. 
Todos devemos sentir-nos igualmente responsáveis pelo mal que causamos sendo ausentes e ignorando. Assim como pelo bem que fazemos quando tentamos ajudar.

No parlamento Europeu já há quem denuncie a banca e os seus esquemas devastadores, que já há muito tempo deveriam ter sido detidos pelos governos. Godfrey Bloom denuncia o esquema por detrás do Imposto de Transacções Financeiras

"O mundo em que vivemos hoje é o resultado da nossa consciência colectiva  e se quisermos um mundo novo, cada um de nós precisa assumir a responsabilidade de ajudar a criá-lo." Rosemary Fillmore Rhea

"Estamos a viver um novo tipo de ditadura"
Os políticos, aqui, não contam. A finança, decide tudo sobre a vida de todos nós.
Marc Tourneuil, torna-se presidente de um dos maiores bancos europeus. A escolha prende-se com o facto de alguns accionistas encararem-no como uma peça facilmente instrumentalizável para atingirem os seus objectivos." COSTA-GAVRAS fonte

E não pensem que é impossível sair deste circulo de destruição... não pensem que o poder destes senhores é incontornável, pois lembrem-se que há países cujos governos não são traidores, cujos governos não venderam os seus países à banca, e que por isso permanecem no seu caminho tranquilos e longe de todo este caos. Exemplos disso são a Suécia, Suiça, Noruega, Finlândia  Nova Zelândia, etc etc





terça-feira, 9 de abril de 2013

0 Bancos falidos pagam milhões a advogados ( Video)

Um processo como o da falência do BPP e BPN podia existir sem advogados ganhando 2,4 milhões de euros? e entre esses advogados poderia não haver ligações ao bloco central e ex-governantes com fartura? poder, podia, mas não era a mesma coisa.



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

0 A CHANTAGEM DOS BANQUEIROS

O Governo festejou com tal entusiasmo o “regresso aos mercados”, ou seja, aos empréstimos, que quem estivesse menos atento até era capaz de supor que o país alcançou uma vitória capaz de alterar do dia para a noite a vida dos portugueses. E, todavia, não é nada disso o que se passa. Nada de muito diferente vai acontecer -  e o que acontecer até será para pior -  se a actual política não for radicalmente alterada.

Este “regresso aos mercados” de um país mergulhado numa espiral recessiva, com quase um milhão de desempregados, com milhares de falências anunciadas para juntar aos milhares que já tiveram lugar e com taxas de decrescimento económico cada vez mais assustadoras, tanto no ano que passou como no que agora começa, também serve para demonstrar quão irracionais são esses ditos “mercados”. É certo que eles têm o lamiré deixado pelo BCE de que aceita, mediante o cumprimento de certas condições, garantir, em última instância, os títulos da dívida pública dos Estados da zona euro. E é também óbvio que a quantia hoje arrecadada constitui uma gotícula quando comparada com a capacidade de “absorção” do BCE, mas nem por isso deixa de ser óbvio que um país que está a decrescer economicamente e que praticamente não cresceu nos últimos doze anos jamais terá capacidade para pagar uma dívida que atingirá durante os próximos dez anos números incomportáveis.

E esse é que é o grave problema de Portugal. Ir aos “mercados” mas continuar a agravar as condições de vida dos portugueses pode ser muito sedutor para os bancos mas não será certamente a solução que o país espera.

Dizem os apoiantes do Governo que este é o primeiro passo para uma inversão da situação. Nada na política do Governo aponta nesse sentido. Pelo contrário, tudo vai no sentido de um maior agravamento das condições de vida dos portugueses resultante de milhares de despendimentos anunciados na função pública, de novos cortes nos salários e nas pensões, de drásticas reduções no serviço nacional de saúde e no ensino, bem como nas prestações sociais. Ora nada disto constitui uma vitória dos portugueses, como eles agora dizem. É uma derrota, uma grande derrota, que exige uma desforra à altura. 

Esta política é a política dos banqueiros e dos credores. Não é seguramente a política que interessa ao comum das pessoas. Prova disso é o entusiasmo que o FMI não é capaz de disfarçar ao analisar o que se passa em Portugal e nos demais países em crise quando, apesar do desemprego, da recessão e das suas graves repercussões sobre a generalidade das pessoas comuns, deixa escapar o seu contentamento dizendo que o optimismo paira no ar como o demonstram os mercados financeiros. Sim, é isso mesmo: foram os “mercados” que geraram a crise e foram esses mesmos mercados financeiros que mais lucraram com ela, ficando em consequência dela numa situação nunca antes acontecida na história do capitalismo - mais ricos, mais poderosos, mais dominadores do que antes. Antes, as crises do capitalismo arrastavam para a falência as empresas que as causavam ou obrigavam-nas um a um longo período de recuperação. Hoje, dada a hegemonia do capital financeiro e o seu completo domínio sobre o aparelho de Estado, acabam por ser os contribuintes a restaurar e a fortalecer ainda mais as empresas financeiras mediante transferências brutais de rendimentos do trabalho para o capital financeiro. 

Depois da satisfação que o FMI não conseguiu esconder, nada melhor para avaliar o contentamento deste “regresso aos mercados” do que as declarações sincronizadas dos banqueiros portugueses. Desde Mira Amaral, cujo banco que dirige foi recentemente prendado pelo Estado com um negócio de favor, passando pelo BANIF e pelo BCP, até ao Espírito Santo de Salgado todos eles vieram pôr “o povo em guarda” contra qualquer hipótese de crise política. Ou seja, vieram chantagear os portugueses deixando pairar a ideia de que uma crise política acarretaria consequências terríveis para o seu futuro.

Esta crise e este tempo que vivemos são muito diferentes de todos os demais. É uma crise que não se resolverá com pequenas medidas nem com retoques de circunstância. Este constante aprofundamento do fosso entre uma ínfima minoria que arrecada a maior parte do produto e a esmagadora maioria que vê, a todos os níveis, continuamente degradada a sua situação só se resolve com mudanças profundas que atinjam o centro do poder económico. Impossível? Também era impossível acabar com o absolutismo real na Europa e acabou-se. Também era impossível acabar com o nazismo na Alemanha ou, mais impossível ainda, derrotar Hitler e derrotou-se. E os exemplos poderiam multiplicar-se.

Esta crescente desigualdade que o moderno capitalismo financeiro e o neoliberalismo vêm consolidando desde há mais de trinta anos encerra em si e nas suas múltiplas consequências todas as condições para gerar profundas convulsões sociais nos países desenvolvidos. A situação económica da imensa maioria está continuamente a agravar-se na América, tem-se agravado imenso nos países periféricos da Europa e acabará também por atingir os mais ricos, como já está a acontecer no Reino Unido. A “machadada” que, de uma forma ou de outra, todos eles se preparam para dar no Estado Social – que é o essencial do pacto que tem assegurado a paz interna e evitado a confrontação entre os países – vai necessariamente gerar consequências que "eles" supõem estar em condições de evitar. Mas não estarão. É certo que tudo isto leva tempo a interiorizar, mas depois de a mecha pegar fogo ninguém mais o vai conseguir extinguir.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

0 Alemanha aprova prisão para banqueiros imprudentes

O Governo alemão prepara-se para aprovar, esta quarta-feira, em Conselho de Ministros, uma nova lei dirigida às entidades financeiras que prevê a aplicação de penas de prisão de até cinco anos para os banqueiros que demonstrem irresponsabilidade no exercício das suas funções dando luz verde a investimentos de risco que acabem por fracassar.
 
De acordo com a agência Efe, a notícia é avançada por vários meios de comunicação social germânicos, que escrevem que o projeto de lei do ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, pretende regular as atividades de bancos e seguradoras, contemplando sanções económicas e penas de prisão com o objetivo de evitar novas crises financeiras como a que se desencadeou em 2008 à escala global.
 
"O desrespeito dos responsáveis de gestão de risco pelas suas obrigações vai ser perseguido por via penal quando colocar em perigo a sobrevivência financeira da entidade ou o cumprimento dos seus compromissos", estabelece o novo documento legal.
 
O projeto de lei determina ainda a obrigação de separar a banca de investimento da banca comercial nas grandes organizações financeiras para impedir que os clientes particulares possam sofrer perdas em consequência dos movimentos de risco das diferentes entidades.
 
Caso os ativos de risco de um instituto financeiro ultrapassem os 20% do total ou os 100.000 milhões de euros, o banco ou seguradora em causa terá de escolher uma empresa independente para se encarregar da sua gestão, protegendo-se o negócio comercial.
 
Recorde-se que, desde o rebentar da crise financeira, a Alemanha tem defendido a separação da banca de investimento da banca comercial. Agora, o executivo chefiado por Angela Merkel coloca assim, entre as suas leis, uma das propostas efetuadas pelos especialistas da Comissão Europeia para regulação da banca.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

0 BPI teve 249 milhões de lucros em 2012, os maiores desde 2007

Desde 2007 que o BPI não tinha lucros tão elevados num ano e, em 2012, ganhou 160 milhões de euros com a dívida pública. No entanto, o banco fechou 12 balcões e reduziu o número de trabalhadores, ficando com menos 258. Fernando Ulrich, que em outubro passado afirmou “Ai aguenta, aguenta!”, referindo-se à austeridade imposta pelo governo e a troika, desta vez queixou-se da contribuição extraordinária da banca.


O BPI apresentou nesta quarta-feira resultados consolidados relativos a 2012, foi o primeiro banco português a fazê-lo.
Em 2012, o BPI registou 249,1 milhões de euros de lucros, os maiores desde 2007. Em 2011, tinha tido prejuízos de 284,9 milhões de euros.
Essencial para a obtenção destes resultados foram os 401,4 milhões de euros que o banco ganhou com as operações financeiras e que compensaram os 306 milhões de euros de imparidades de crédito.
O banco aumentou 11,9% a receita de comissões, ganhou 292,3 milhões de euros com a recompra de passivos do banco e com as mais-valias da venda de obrigações. Só em dívida pública ganhou 160 milhões. Tem uma exposição ao financiamento do BCE de 4,2 mil milhões de euros.
Na apresentação dos resultados, Fernando Ulrich, presidente do banco, disse que o BPI teve 162,6 milhões de euros de lucros na atividade interna e 86,5 milhões na atividade internacional.
Apesar daquele elevado montante de lucros na atividade interna, o banco reduziu a concessão de crédito em 3,4% face a 2011, passando de 28,3 mil milhões de euros para 27,3 mil milhões de euros.
Segundo a Lusa, Fernando Ulrich justificou a queda na concessão de crédito, afirmando:
“A queda do crédito está ligada à queda do PIB [Produto Interno Bruto], ao comportamento fraco do investimento e à preocupação das famílias e das empresas em não se endividarem”.
O crédito malparado aumentou de 3,2% em 2011 para 4,2% em 2012, que Ulrich justificou com a evolução da economia portuguesa, mas vangloriou-se deste valor ser inferior ao de outras instituições financeiras. O BPI tinha, no final de 2012, imóveis resultantes de recuperação de crédito avaliados em 62 milhões de euros.
Os depósitos (23,8 mil milhões de euros) cresceram 0,1% em relação ao ano anterior, no entanto o conjunto dos recursos dos clientes caíram 5,5%, passando de 32,7 mil milhões de euros para 30,9 mil milhões de euros.
Fernando Ulrich queixou-se por o BPI ter pago 13,9 milhões de euros da contribuição extraordinária da banca, por alegadamente não ter em conta os resultados líquidos das instituições financeiras. O banco pagou ainda 3,6 milhões de euros a consultores do ministério das Finanças e do Banco de Portugal, para a recapitalização do banco e para a inspeção à carteira de crédito, respetivamente.
O BPI fechou 12 balcões em 2012 e reduziu o número de trabalhadores, acabando com 258 postos de trabalho. E reduziu o número de trabalhadores de 7.767 em 2008 para 6.400 em 2012, menos 17,6%. Já o número de agências caiu de 807 em 2008 para 734 no final de 2012.
Ulrich mostrou-se otimista na conferência de imprensa, quer antecipar o pagamento de 200 milhões de euros ao Estado, reduzindo o montante cedido pelo Estado ao BPI de 1.200 milhões para 1.000 milhões de euros, e afirmou: "A nossa expectativa é de que 2013 seja melhor que 2012 e pior que 2011".

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

0 Bancos criam entraves a quem quer levantar PPR para pagar habitação

Bloco de Esquerda denunciou dificuldades criadas pelo BES e tem conhecimento de situações semelhantes por parte de outros bancos. Nova lei entrou em vigor em 1 de janeiro e permite levantar PPRs sem penalizações para pagar prestações de casa e noutras situações.

Os bancos estão a criar entraves aos cidadãos que pretendem levantar os seus Planos de Poupança-Reforma (PPR) para pagar prestações do crédito à habitação. A denúncia foi feita pelo Bloco de Esquerda, em carta enviada ao Banco de Portugal. No documento, assinado pelo líder parlamentar Pedro Filipe Soares, o Bloco diz ter chegado ao seu conhecimento que “o BES não estará a aplicar as alterações efetuadas na Lei n.º 57/2012, nomeadamente no que diz respeito à possibilidade de os cidadãos poderem exigir o reembolso do valor do PPR/E em caso da sua utilização para pagamento de prestações de crédito à aquisição de habitação própria e permanente". A nova legislação entrou em vigor em 1 de janeiro deste ano.
Queixas envolvem vários bancos
Ouvido pelo Jornal de Negócios, Pedro Filipe Soares disse que depois de enviada a carta ao Banco de Portugal chegaram ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda novas queixas pela não libertação do dinheiro dos PPR por parte de outras instituições, nomeadamente o BPI. “O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda envolveu-se profundamente nas alterações recentes à lei, no sentido de dotar as famílias de mais faculdades para cumprirem com os encargos do crédito à habitação”, esclarece o Bloco. “Desta forma protege-se um direito fundamental que é o direito à habitação. Assim, não podem as instituições financeiras criar dificuldades, onde os legisladores construíram soluções.”
O Bloco quer saber se Banco de Portugal tem conhecimento de queixas similares ou de situações semelhantes praticadas por outras instituições, e que medidas irá tomar para corrigir a atitude do BES e para garantir que a nova lei está a ser aplicada.
Respostas vagas ou ausência de resposta
O Jornal de Negócios entrou em contacto com os bancos, e recebeu respostas vagas – quando recebeu. O BES disse estar preparado “para o reembolso dos planos de poupança para pagamento das prestações vencidas ou vincendas de crédito à aquisição". Mas clientes do banco afirmam que "o BES Vida não estava a processar nenhum pedido de resgate no âmbito do decreto-lei acima mencionado, alegando estar a aguardar por alterações que supostamente irão ser aprovadas num futuro próximo", de acordo com um mail a que o jornal teve acesso.
O Santander Totta afirmou estar a aceitar os pedidos de utilização dos PPR/FPR para pagamento das prestações de crédito para aquisição de habitação própria e permanente. Mas o BPI, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos não deram qualquer resposta.
Casos em que é possível resgatar PPR sem penalizações
A nova lei permite que o cliente possa solicitar o reembolso do PPR ou PPE, sem sofrer penalizações ou perda de benefícios fiscais, para o pagamento de prestações do empréstimo à habitação, que podem já estar vencidas ou ainda não terem vencido.
A lei permite ainda a solicitação do resgate antecipado dos PPR e PPE por parte de clientes em situação de desemprego de longa duração, ou que tenham incapacidade permanente para o trabalho, sejam vítimas ou tenham um membro do agregado familiar vítima de doença grave, tenham mais de 60 anos ou se reformem por velhice, e finalmente para fazer face a despesas relacionadas com o ensino profissional ou superior.

0 Resgate da Banca - políticos e corrupção na compra de terrenos sem valor

Aqui está uma explicação clara de tudo o que se passou na banca em Portugal.
É inacreditável porque é que esta gente não está presa.

Divulguem!!! não podemos continuar a aceitar isto.
A nossa dívida é de uma banca corrupta e não temos de pagar por isso.

É nosso dever e obrigação de cidadãos denunciar estas atitudes que levam milhares ao desespero e ao suicídio.

sábado, 19 de janeiro de 2013

0 Bancos lucraram 15 mil milhões com dívida pública em 2012

Os cinco maiores bancos portugueses detêm mais de metade da dívida pública colocada no sistema financeiro nacional. No ano passado, os títulos valorizaram 60%, proporcionando mais-valias potenciais de 15 mil milhões nos balanços destas instituições. Em todo o mundo, só a dívida grega deu mais dinheiro a ganhar à finança do que a portuguesa.

As contas são do Diário Económico, que acrescenta que a larga maioria destes estes títulos se encontram na carteira de "ativos disponíveis para venda", o que resultará na valorização dos capitais próprios nas contas de 2012. Um especialista consultado pelo jornal acredita que "tal como já aconteceu nas contas do terceiro trimestre", muitas instituições optem por vender parte da carteira, "realizando assim lucros ou de forma a suportarem imparidades de crédito", utilizando o restante para reforçarem os capitais próprios.
No fim de 2011, segundo o Banco de Portugal, as instituições financeiras portuguesas detinham 22,6 mil milhões em Obrigações do Tesouro português. Os bancos aproveitaram para reforçar a carteira com os empréstimos a médio e longo prazo do Banco Central Europeu, comprando mais 4 a 5 milhões de euros de dívida portuguesa no primeiro semestre, período em que os títulos valorizaram 32%.
As mais-valias registadas pela banca nacional poderão a qualquer momento ser contabilizadas como lucro, na altura em que decidirem vender os títulos ou alocarem-nos à carteira de "trading" dos bancos, acrescenta o Diário Económico. Mas numa altura em que os bancos procuram reforçar os capitais próprios para cumprir os rácios de solvabilidade impostos pelo BCE, não é de esperar que se desfaçam deles tão cedo, preferindo refletir a sua valorização nesse reforço.
A Caixa Geral de Depósitos é a maior detentora de dívida pública, com 8,1 mil milhões em Bilhetes e Obrigações do Tesouro português. Seguem-se BES (6,3 mil milhões), BPI e BCP (4,6 mil milhões cada) e Santander Totta (2,75 mil milhões). Os cinco maiores bancos totalizam 56% do total da dívida pertencente ao sistema financeiro nacional.  
Ao contrário da intenção anunciada do Banco Central Europeu, que emprestou dinheiro a juro baixo a três anos no início de 2012, os bancos não o usaram para conceder crédito às empresas e às famílias e assim impulsionar a atividade económica. Preferiram antes comprar dívida pública para limpar os seus balanços e conseguirem cumprir as metas fixadas pelo regulador bancário europeu para aliviar o sistema financeiro.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 Grandes bancos pagam milhões para escapar à justiça

Escândalos bilionários voltam a manchar a banca internacional. Cinco bancos pagam mais de 4,5 mil milhões e as investigações prosseguem.Inevitáveis e vãs como um voto de abstinência numa manhã de ressaca, as promessas de moralização, autodisciplina e regulação que bancos e supervisores fizeram após a explosão da crise de 2008 parecem ter caído em saco roto. O ano de 2012 fica marcado por vários casos de polícia envolvendo algumas das maiores casas da finança internacional.
O escândalo de manipulação da taxa interbancária Libor é o que mais bancos atinge. HSBC, Royal Bank of Scotland e Barclays do Reino Unido, Citigroup e JP Morgan dos Estados Unidos, Deutsche Bank da Alemanha e UBS da Suíça, entre outros, são suspeitos de apresentarem estimativas artificialmente reduzidas dos juros que pagam para emprestarem dinheiro entre si, dados que são compilados pela Associação Britânica de Banqueiros (ABB) para estabelecer o valor da Libor, equivalente britânico da Euribor. Desta forma, tentaram apresentar uma falsa imagem de saúde financeira perante os nervosos mercados, mas o estratagema visava também um lucro rápido para os bancos e para vários dos seus administradores.
As investigações do Departamento de Justiça dos EUA e dos reguladores britânicos, suíços e nipónicos indicam pagamentos de subornos e falsificação de documentos. Até ao momento, UBS e Barclays são os bancos mais castigados. A instituição suíça aceitou pagar este mês uma multa recorde de 1,1 mil milhões de euros para arquivar o processo internacional de que é alvo. O Barclays pagou 340 milhões, foi penalizado pelas agências de rating e viu os seus CEO e chairman apresentarem a demissão e responderem perante o Parlamento britânico. Dois corretores britânicos implicados no caso, Tom Hayes e Roger Darin, poderão ainda responder em tribunal nos EUA, que requerem a sua extradição.
A Libor, a que estavam indexadas trocas globais de um total de 275 biliões de euros, perdeu o seu estatuto de taxa de referência e a ABB deixou de estar responsável pelo seu cálculo.
Na Europa Continental, as atenções viram-se agora para a Euribor. Segundo o Wall Street Journal, a Comissão Europeia investiga o lóbi bancário do Velho Continente por suspeitas de manipulação daquela taxa. Société Générale, Crédit Agricole, Deutsche Bank e HSBC são referidos como possíveis implicados. Na Ásia, os reguladores sul-coreanos, japoneses e singapurenses também investigam um caso similar ao que eclodiu na City londrina.
Terroristas e traficantes
O HSBC também protagonizou outro dos escândalos financeiros do ano. O banco britânico admitiu este mês que permitiu inadvertidamente que barões do narcotráfico mexicano depositassem e lavassem milhares de milhões de euros naquela instituição durante a década passada. Se tal resultou da ausência de mecanismos de controlo ou de conluio criminoso é algo que nunca se apurará cabalmente – o banco pagou 1,4 mil milhões de euros aos reguladores norte-americanos para encerrar o caso. No Reino Unido, o caso ganha especial relevância política, já que o actual ministro conservador para o Investimento e Comércio Stephen Green liderava o HSBC à altura dos factos.
Também o britânico Standard Chartered pagou 500 milhões nos EUA para arquivar um processo em que era suspeito de ter violado sanções internacionais através do financiamento de entidades iranianas.
Na Alemanha, os arranha-céus que albergam a sede do Deutsche Bank em Frankfurt foram visitados duas vezes este mês por centenas de agentes da polícia e de inspectores do fisco germânico. Numa das rusgas às torres gémeas, quatro pessoas foram detidas por eliminar milhares de emails e registos requeridos pela justiça. São vários os escândalos que abalam o maior banco privado alemão. Três antigos funcionários declararam recentemente aos reguladores norte-americanos que a instituição escondeu perdas de 9,2 mil milhões de euros para escapar a um resgate estatal – o Deutsche Bank nega a alegação. As autoridades investigam ainda um esquema de fraude fiscal em carrossel que envolverá o banco e várias empresas através da troca de créditos de emissão de dióxido de carbono. O Estado germânico terá sido lesado em centenas de milhões de euros. Este mês, a justiça alemã condenou ainda o banco a indemnizar os herdeiros do falecido e falido magnata dos media Leo Kirch numa soma de até 1,5 mil milhões de euros pelo seu papel no colapso financeiro do grupo Kirch.
Acusando a pressão da polícia e do fisco, o co-presidente do banco, Jürgen Fitschen, telefonou ao primeiro-ministro do estado germânico de Hesse a condenar a actuação indiscreta das autoridades. A conversa terminou nas páginas da Der Spiegel, e agora é a classe política alemã que ataca a cúpula dirigente do Deutsche Bank.
Em Frankfurt, Londres ou Nova Iorque, os grandes banqueiros repetem mais uma vez promessas de uma reflexão sobre os erros cometidos, de colaboração com a justiça e de criação de novos mecanismos de controlo._Mas, e também mais uma vez, cidadãos, políticos e analistas dão pouco crédito às suas palavras.

domingo, 23 de dezembro de 2012

0 Buraco do BPN continua a aumentar: 3.000 Milhões em incumprimento

500 maiores clientes deixaram de pagar dívidas às sociedades detidas pelo Estado que têm os ativos tóxicos do BPN. 3.000 milhões de euros estão em incumprimento total. Os maiores devedores são empresas e offshores ligadas ao grupo SLN, criado por Oliveira Costa e Dias Loureiro. A maior devedora é uma empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia, que pertenceu à comissão de honra da candidatura presidencial de Cavaco Silva em 2011.

O jornal “Expresso” deste sábado noticia que a situação das sociedades, criadas pelo ministério das Finanças, que ficaram com as dívidas ao BPN não pára de se agravar.
Os 500 maiores clientes do BPN, com dívidas superiores a 500 mil euros, deixaram de pagar o que devem. Em causa estarão já mais de 3.000 milhões de euros em incumprimento. Estas dívidas poderão agravar o défice das contas públicas em 2012.
A Parvalorem, a maior das três sociedades criadas pelo ministério das Finanças, gere um montante de 4,2 milhões de dívidas. Segundo o presidente da Parvalorem, Francisco Nogueira Leite, os contratos enviados para o contencioso para serem alvo de ações judiciais somam já 2,4 mil milhões de euros. O jornal “Expresso” noticia que existem mais 600 milhões de euros que já deviam ter ido para o contencioso, pois já acumularam muitas prestações em atraso
Segundo o jornal, muitos dos devedores enfrentam situações de insolvência e há um elevado número de contratos de empréstimos com garantias nulas ou inexistentes, tornando previsível que muitos desses créditos não possam ser recuperados, nem com ações judiciais.
Algum dos maiores devedores são sociedades ligadas ao grupo SLN, sociedade que atualmente tem o nome de Galilei, que detinha o controle do BPN e onde se destacavam Oliveira Costa, Dias Loureiro e outras figuras gradas do PSD e do cavaquismo.
Segundo o “Expresso”, os dez maiores devedores são:
1. Pluripar - 135 milhões de euros – empresa ligada ao grupo SLN e aos empresários Emídio Catum e Fernando Fantasia (que pertenceu à comissão de honra da candidatura presidencial de Cavaco Silva em 2011).
2. Solrac Finance - 116 milhões de euros - offshore ligada ao grupo SLN, com contas no Banco Insular de Cabo Verde, e que servia para movimentar dinheiro para o BPN Cayman.
3. Labicer - 82 milhões - fábrica de cerâmica controlada pelo grupo SLN.
4. Cimentos Nacionais e Estrangeiros (CNE) - 82 milhões - empresa do grupo SLN.
5. Domurbanis - 69 milhões – outra empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia.
6. Marinapart - 66 milhões - empresa que tem a licença de concessão da marina de Albufeira.
7. Homeland - 50 milhões - fundo de investimento imobiliário criado para financiar a operação de Duarte Lima de compra de terrenos no concelho de Oeiras.
8. Jared Finance - 47 milhões - offshore do grupo SLN.
9. Paprefu - 44 milhões – outra empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia, que tem 1800 hectares de terreno junto do previsto futuro aeroporto de Lisboa na margem sul.
10. Zevin Holding - 43 milhões - offshore ligada ao grupo SLN que serviu para comprar 41 quadros de Miró.

domingo, 16 de dezembro de 2012

0 Aníbal Cavaco Silva - Venda das Acções da SLN

Aníbal Cavaco Silva - Venda das Acções da SLN. Carta do atual Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva dirigida ao Presidente do Conselho de Administração da SLN (Proprietária do BPN), Oliveira e Costa, para VENDER as suas acções do referido Grupo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

0 Paira no ar e está a acontecer a Mudança

VALE A PENA LER ATÉ AO FIM 
" Já cheira... a Mudança …
Há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!
Tal como ocorreu noutros períodos da história recente, no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.
Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":
 1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...
 2º- A Crise do Petróleo : Há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem
utiliza frequentemente o avião, assistiu há semanas, a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses!
Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...
 3º- A Contracção da Mobilidade : fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais que implicam transporte irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!
5º- A Destruição da Classe Média : quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.
 6º- A Europa Morreu : embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! A construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios.... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia... Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade.
À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais.
 8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...
 9º- O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas,
em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º- A Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!
Eis pois, a Revolução!
Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!
Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!
Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!..."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

0 Banca insiste em práticas agressivas de venda de crédito ao consumo: mais um exemplo

 Depois do relato aqui deixado envolvendo uma campanha recente do BES (ver “Banco português “oferece” €5000 de crédito pré-aprovado a desempregado – dezembro 2012“) hoje trazemos um outro exemplo que poderá ou não retratar uma prática comercial generalizada. No caso, trata-se de um testemunho de uma ida a um balcão do BPI por parte de um seu cliente em busca de uma declaração que atestasse a queda dos rendimentos recebidos junto dessa instituição (redução do salário, perda de subsídios, etc). A declaração era necessária para efeitos de prova junto do tribunal no âmbito de um processo em que o cliente queria fundamentar estar a registar uma queda significativa do seu rendimento disponível ao ponto de ter de pedir (em tribunal) a revisão em baixa da pensão de alimentos a pagar por conta dos filhos a cargo de outro progenitor.
Ao balcão tudo isto foi dito e indicado tendo o referido documento sido lavrado e pago. Antes de terminar a consulta junto do gestor de conta este convidou animadamente o cliente a aceitar uma proposta de crédito. Com que fim? Adquirir um relógio de luxo.
Isto passou em Lisboa há poucas semanas.
Deixámos aqui dois exemplos de instituições financeiras e estamos em crer que outros testemunhos existirão envolvendo outro exemplo onde as directrizes indicadas à força de vendas por parte das direcções comerciais parece contrariar em tudo o discurso oficial de desalavancagem e de dificuldades de acesso a crédito (pelo menos para o destinar a atividades produtivas).
Se estes dois exemplos forem representativos, não parece haver desinteresse da banca nacional em reforçar a sua carteira de crédito ao consumo. Fica nota informativa, o leitor que interprete como melhor entender.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

0 Millenium BCP vai dispensar 600 trabalhadores

O BCP quer cortar 600 trabalhadores até final de 2013, anunciou o presidente do banco. Nuno Amado refere que pretende poupar cerca de 30 milhões de euros com as saídas de pessoal. 
 
O plano de redução do pessoal decorre entre este ano e o próximo através de rescisões amigáveis e reformas antecipadas, acrescentou o presidente do BCP na conferência de imprensa de apresentação de resultados entre Janeiro e Setembro. O banco registou prejuízos de 796,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. 
 
O BCP fechou o terceiro trimestre com 9.866 trabalhadores, menos 93 que no final de 2011. Em termos de custos com pessoal, o BCP gastou 545 milhões de euros em 2012. Este ano, e até Setembro, os custos foram de 397 milhões de euros.
 
Além dos custos com pessoal, Nuno Amado disse ainda que pretende que o banco poupe cerca de 50 milhões de euros com custos gerais, devendo cortar em parcelas como a das consultorias.

 BCP registou prejuízos de 796,3 milhões de euros entre Janeiro e Setembro.

domingo, 4 de novembro de 2012

0 Hotel de luxo para discutir austeridade

O Deutsche Bank, que anunciou o corte de 2.000 funcionários, convocou directores e administradores para uma reunião num dos mais caros hotéis de Berlim para decidir medidas de austeridade, noticia este domingo a Der Spiegel.


Segundo a revista alemã, a reunião começa na segunda-feira, prolonga-se durante três dias e vai decorrer no Hotel Adlon, junto às Portas de Bradenburgo, no centro da capital alemã, tendo o Deutsche Bank alugado todos os quartos do hotel que custam entre 320 a 15.000 euros por noite.
"Há poucas semanas os administradores do banco, Anshu Jain e Jurgen Fitscehn, filosofavam sobre mudanças no comportamento no sentido de se acabar com desagradáveis excessos do passado", escreve a revista Der Spiegel, que acrescenta que "pelos vistos não se pode levar a sério a promessa dos chefes".
A revista recorda ainda que, recentemente, os dois administradores anunciaram um "drástico programa de poupança" para o banco com o objectivo de reduzir a despesa em 4.500 milhões de euros até 2015.
A administração do maior banco alemão, que viu reduzido no primeiro semestre de 2012 os lucros em 2.063 milhões de euros - menos 39% do que no mesmo período de 2011 -- indicou em Julho a intenção de despedir 2.000 funcionários.
Na mesma altura, o Deutsche Bank comunicou que estava a rever a política de remunerações, assim como os códigos de conduta dos funcionários para "garantir a longa tradição de fazer negócios com padrões elevados".

0 Jornal alemão diz que BCE não seguiu totalidade das regras nos empréstimos à banca

O Banco Central Europeu emprestou mais de 16,6 milhões de euros aos bancos comerciais em transações que não seguiram a totalidade das regras definidas pela instituição liderada por Mario Draghi, noticia hoje o Welt am Sonntag, citado pela Bloomberg.
A agência de notícias de economia explica que, caso as regras fossem estritamente aplicadas, este seria dinheiro que os bancos comerciais não teriam recebido.
Entre os exemplos citados pelo artigo está o caso dos bancos espanhóis, que apresentaram dívida pública soberana como garantia para os empréstimos, mas que apenas parcialmente cumpriam os critérios definidos pelo banco central.
Outro caso revelado pelo jornal tem a ver com as obrigações apresentadas, que tinham uma maturidade de 18 meses e não correspondiam aos critérios para atribuição do nível mais alto de 'rating', o que faria com que devessem ter recebido menos 3,3 mil milhões de euros, acrescenta a notícia.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

0 Portugal "aguenta" mais austeridade, diz CEO do BPI

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, afirmou esta terça-feira que Portugal tem de aguentar mais austeridade e mostrou-se “chocado” com “pessoas com responsabilidade” que querem levar Portugal pelo mesmo caminho da Grécia.


“Não gostamos, mas [Portugal] aguenta, e choca-me como há tanta gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia”, disse o banqueiro, citado pela Lusa.

Fernando Ulrich, que falava na conferência III Fórum Fiscalidade Orçamento do Estado 2013, perguntou retoricamente se o País aguenta mais austeridade e a resposta foi “Ai aguenta, aguenta!”.

Na mesma ocasião, o presidente do BPI acrescentou que fica “absolutamente boquiaberto” perante pessoas com tanta responsabilidade, “raramente da maioria ou no poder”, que fazem recomendações e considerações que “terão como consequência levar Portugal, num tempo relativamente curto, para a situação da Grécia”.

O presidente do BPI exemplificou com dados estatísticos da Grécia, onde o desemprego “já está em 23,8%” e chegará aos 25,4% em 2013, frisando que, apesar disso, “os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos”.
Para o banqueiro, Portugal deve apresentar à Europa, “de uma forma credível”, um programa de longo prazo “em que eles também percebam que têm alguma coisa a ganhar”, porque “ir de mão estendida a dizer 'ajudem-nos', não vai a lado nenhum”.

domingo, 21 de outubro de 2012

0 BANIF em risco de falir e se tornar num novo BPN

Banif chama trabalhadores para negociar pré-reformas
Balcão do Porto Moniz encerra ainda este ano. As pré-reformas avançam já hoje



 Trabalhadores do Banif convocados de urgência para despedimento



Li no Expresso, num texto das jornalistas Isabel Vicente e Anabela Campos que "cerca de 300 trabalhadores do Banif estão a ser contactados pelo banco para uma reunião de urgência a realizar esta sexta-feira. Em cima da mesa está um despedimento coletivo. Trabalhadores do Banif, cerca de 300 pessoas, estão a ser contactadas de urgência para uma reunião a realizar esta sexta-feira. O presidente do Banif, Jorge Tomé, já tinha admitido que iria encerrar 40 balcões. Os contactos estão a ser feitos telefonicamente, o que está a causar estranheza junto dos trabalhadores, e os encontros estão a ser agendados para várias unidades hoteleiras em Lisboa, Porto, Madeira e Açores. Estão a ser contactados todo o tipo de trabalhadores, diretores, administrativos e funcionários de agências. O Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos e Bancários, contactado pelo Expresso, adianta que já solicitou uma reunião com o Banif devido ao anunciado encerramento de agências. E alerta os trabalhadores para que não assinem, nem se veículem a quaisquer proprosta de despedimento feita pelo banco".



O BANIF (Banco Internacional do Funchal) está falido!

Depois destas notícias terem saído, como demonstra os excertos do Diário de Notícias da Madeira em cima, nunca mais deixaram que os cidadãos fossem informados. O próprio Diário de Notícias da Madeira não publica mais notícias do desenvolvimento da situação, porque foi admoestado para ficar calado, para que o pânico não se instale nas pessoas que lá têm as suas poupanças

Salvem o vosso dinheiro fechando as contas que lá têm, ou terão certamente a mesma “sorte” daqueles que foram clientes do BPN

Aqueles que conheçam algum funcionário de confiança (porque os funcionários estão proibidos de falar), que trabalhe numa agência ou sede do BANIF, podem inteirar-se da situação, nomeadamente das pressões que continuam a ser exercidas sobre todos os funcionários para que estes rescindam o contrato ou aceitem a pré-reforma, o que muitos já fizeram

23 anos depois!... E tudo se repete!!!

Para aqueles que não são de memória curta, devem lembrar-se da famosa Caixa Económica do Funchal que em 1989 abriu falência fraudulenta, transformando-se no BANIF de hoje por interesses do Governo Regional que detém uma percentagem em sociedades anónimas com José Manuel Rodrigues Berardo, vulgo Joe Berardo, Horácio Roque já falecido e que foi quem deu a cara como accionista e presidente, Jaime Ramos, grupo Sousa e tantos outros “compadres”.

Foi o BPN…agora é o BANIF…quais serão os próximos?

Os roubos são praticados em todos os sectores onde assenta a economia e continuam, sempre a ser executados pelos mesmos ladrões.

MAIS DOCUMENTAÇÃO NOS LINKS ABAIXO…

http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=608807

http://expresso.sapo.pt/gen.pl?num=10&words=Banif&p=kwds&npages=6

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=572167&tm=6&layout=121&visual=49

0 Merkel decidiu: contribuintes vão continuar a "ajudar" os bancos

Angela Merkel voltou a ganhar no Conselho Europeu: a união bancária far-se-á ao ritmo desejado pela Alemanha, segundo as condições de Alemanha e para já continuarão os Estados (os cidadãos) a pagar por cada banco que se anuncie em dificuldades. A Esquerda Unitária (GUE/NGL) desafiou os 27 governantes a admitirem com clareza que "a austeridade é bancarrota"


A Alemanha da senhora Merkel voltou a ganhar no Conselho Europeu, deixando provado que, apenas ancorada na Holanda e na Finlândia e respetivas notações AAA a cargo das agências americanas, a chanceler remove todas as tentativas de contestação de França, neste caso a cargo de François Hollande, ficando por perceber o ar de triunfo com que este reagiu ao desfecho dizendo que "o pior já passou". Moral da história: a união bancária far-se-á ao ritmo desejado pela Alemanha, segundo as condições de Alemanha e para já continuarão os Estados (os cidadãos) a pagar por cada banco que se anuncie em dificuldades.
François Hollande chegou a Bruxelas pretendendo que a fase de instauração de um supervisor bancário único no quadro da união bancária seja funcional já a partir de Janeiro, o que eventualmente abriria portas a que os financiamentos dos bancos em dificuldades pudessem passar a ser feitos através do novo Mecanismo de Estabilidade, de acordo com as condições por este impostas; Angela Merkel chegou a Bruxelas dizendo que esse ritmo seria demasiado elevado, que a questão do supervisor e da intervenção do Mecanismo de Estabilidade nunca antes de 2014, pelo que as dívidas dos bancos continuam a ser somadas às dívidas soberanas, para que os contribuintes paguem.
Merkel chegou ainda com uma mensagem que proferiu em primeiro lugar no seu próprio Parlamento, a de que Bruxelas deverá passar a ter mais poderes para interferir nos orçamentos de cada Estado membro da Zona Euro no caso de estes, segundo julgamento feito pelas instituições europeias, "violarem o pacto orçamental" (de austeridade).
No final da reunião do Conselho as posições da Alemanha venceram e as pendências ficaram para "decidir no Eurogrupo", segundo explicação do presidente do Conselho, Van Rompy, que juntamente com Durão Barroso, se colocaram do lado da vencedora, a chanceler alemã.
A vitória alemã significa que processos considerados determinantes para a união bancária como a instalação de um supervisor único e o refinanciamento da banca através do Mecanismo de Estabilidade ficarão pelo penos para 2014. Entretanto os governos continuarão a ter que se endividar nos termos da troika, ou novas submissões à troika, como será o caso de Espanha, para "ajudar" os bancos sem impor condições sobre os modos como essas "ajudas" serão geridas.
A Espanha esteve ao lado de França porque necessita de cem mil milhões de euros para cobrir as derrocadas bancárias assentes em corrupção e má gestão (casos sucessivos que alimentam a imprensa diária) e desejava uma rápida intervenção através do Mecanismo de Estabilidade.
Como isso não lhe será possível, e o buraco bancário se somará à dívida soberana, o resgate sob as ordens da troika é agora a única saída possível para o governo de Rajoy.
O chefe do governo espanhol manifestou ainda o desejo que nas pendências a cargo do Eurogrupo seja estudada a possibilidade de o Mecanismo de Estabilidade intervir o mais depressa possível ainda que apenas com uma parte da verba considerada necessária.
Os chefes de Estado e de governo da União Europeia e da Zona Euro ocuparam os seus tempos em Bruxelas como se não houvesse mais nada no espaço dos 27 do que estabelecer prazos para uma união bancária toda ela assente em pressupostos da política única de austeridade.
A vitória alemã foi a vitória da linha, no fim de contas única, de que as instâncias de decisão na União continuam a não praticar mais nada do que a imposição da austeridade.
"Admitam que a austeridade é a bancarrota!"
A Esquerda Unitária no Parlamento Europeu (GUE/NGL) considera que na cimeira de quinta-feira mais uma vez o Conselho Europeu falhou em dar respostas aos problemas concretos da União e aconselha os dirigentes dos 27 a admirem com clareza que "austeridade é bancarrota".
Numa declaração em seis pontos , a eurodeputada alemã Gabi Zimmer, presidente do GUE/NGL, salienta que os participantes na reunião do Conselho "perderam tempo valioso" com outros assuntos que não o combate à crise.
Em relação à estratégia assente em cortes sociais e austeridade, Gabi Zimmer sublinha que apesar de o FMI ter admitido implicitamente o seu falhanço os dirigentes da União continuam a não estar disponíveis para o reconhecer com clareza. Além disso, salienta a declaração, "os dirigentes não deram respostas convincentes de como evitar a divisão interna entre os países do euro e os outros, entre o centro e a periferia, entre países ricos e países pobres".
Em relação à união bancária Gabi Zimmer sublinha que os dirigentes centraram as discussões nas questões relacionadas com a supervisão, o combate às falências e a garantia dos depósitos sem abordarem a questão fulcral do "necessário papel do Banco Central Europeu como emprestador de último recurso".
Zimmer registou que já não existe "uma Europa com uma política sustentável" uma vez que, por exemplo, políticas como a social, a ambiental e a comercial "foram deixadas para trás". Do mesmo modo os dirigentes continuam a não abordar questões de controlo democrático como o acréscimo da cooperação entre o Parlamento Europeu e os parlamentos nacionais.
A Esquerda Unitária considera também que "o pacote para o emprego" é "simplesmente insuficiente e não resolverá os problemas atuais". Gabi Zimmer defendeu o estabelecimento de "um pacto social no âmbito de desenvolvimentos sustentáveis dos pontos de vista social e ecológico" que poderia iniciar-se investindo em bens e serviços públicos. Na declaração considera-se que "o crescimento sustentável apenas funcionará com uma retribuição decente e uma contribuição adequada dos que são responsáveis pela crise".

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

0 O BPN foi criado por politicos para "desviar" dinheiro do Estado ( Video )

O BPN foi criado por politicos para "desviar" dinheiro do Estado ??? ...
OPS !!!

 

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