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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

0 Filho de Durão ganha tacho por convite no Banco de Portugal. Desemprego é coisa de pobres.

Luís Durão Barroso, de 31 anos, foi contratado pela instituição de Carlos Costa. O filho do ex-primeiro-ministro ‘laranja’ tem um extenso percurso académico e chega por convite, embora por padrão o Banco de Portugal costume abrir concurso, dá conta o Jornal de Negócios.
Com 31 anos, licenciatura, mestrado e doutoramento, Luís Durão Barroso chega ao Banco de Portugal para o Departamento de Supervisão Prudencial. Conta o Jornal de Negócios que a regra na instituição é contratar por concurso. Tal só não se verifica em situações de “comprovada e reconhecida competência profissional”, explicou uma fonte da instituição adiantou ao mesmo jornal.
No seu curriculum, Luís Durão Barroso conta com a licenciatura em Direito na Nova e o mestrado e doutoramentos, tirados na London School of Economics. Desde 2012 que é docente na Universidade Católica. Antes, profissionalmente, contava apenas com dois estágios de verão nos escritórios de advocacia Linklaters e Morais Leitão, GalvãoTeles, Soares da Silva & Associados. Fonte



sábado, 9 de fevereiro de 2013

0 Banco de Portugal destruiu 4 mil milhões de euros em notas danificadas

Dados do BCE revelam que em 2012 Portugal, Alemanha, Grécia, França e Irlanda produziram 1,95 mil milhões de notas de 10 euros


Quatro mil milhões de euros é o valor que o governo quer cortar na despesa do Estado e é exactamente o montante total destruído pelo Banco de Portugal em notas consideradas impróprias para circulação em 2012.
De acordo com as estatísticas da autoridade monetária nacional, o total de notas regressadas da circulação e que foram contadas e controladas quanto à sua qualidade e autenticidade em equipamento de processamento de notas ou manualmente no Banco de Portugal (BdP) superou 835,7 milhões de notas, o valor mais elevado desde a introdução do euro. Destas, o Banco de Portugal apura as notas aptas a circular novamente e as que considera incapazes para essa finalidade. Assim, foram identificadas mais de 245,9 milhões de notas como impróprias para circulação – cerca de 29% do total de notas analisadas –, o correspondente a quase 4 mil milhões de euros. À semelhança do que acontece em todos os bancos centrais no Eurossistema, as notas sujas ou danificadas são destruídas, sendo automaticamente substituídas. Por exemplo, em 2010, últimos dados disponibilizados pelo BCE, os bancos centrais dos países da área do euro destruíram um total de 5,8 mil milhões de notas.
Em Portugal, as notas de 5, 10, 20 e 50 euros foram as mais destruídas, pesando 99,6% no total dos exemplares retirados de circulação pelo BdP. Por sua vez, o total de notas consideradas incapazes com o valor facial de 100 euros, 200 e 500 euros não chegou a um milhão de exemplares. A disparidade reflecte a maior utilização de notas com valor até 50 euros e o elevado desgaste das mesmas. Por outro lado, as notas com valor mais elevado têm níveis de produção inferiores e, consequentemente, maior durabilidade.
Produção As notas de euro são emitidas pelos bancos centrais nacionais do Eurossistema, com autorização expressa do BCE, a que cabe o direito exclusivo de autorizar a produção na área do euro.
Esta produção é realizada de forma descentralizada, ou seja, cada banco nacional é responsável, anualmente, pela produção de uma ou mais denominações, para si próprio e para fornecer a outros bancos centrais, suportando o custo dessa produção. Por exemplo, em 2012 foram produzidos quase 8,5 mil milhões de notas. Os bancos centrais da Bélgica, de Espanha, França, Itália e Áustria produziram mais de 2,91 mil milhões de notas de cinco euros. Portugal, Alemanha, Grécia, França e Irlanda produziram 1,95 mil milhões de notas de 10 euros. No ano passado, a produção de 1,7 milhões de notas de 20 euros ficou a cargo de dez bancos centrais nacionais. Já a Alemanha, a Bélgica, Itália e Espanha produziram 1,5 mil milhões de notas de 50 euros. A Alemanha foi igualmente responsável pela produção de notas com maior valor. No total, produziu cerca de 298 milhões de notas de 100 euros, e cerca de 50 milhões de notas de 200 euros. Em 2012, não houve qualquer produção de notas de 500 euros, enquanto em 2011 a Áustria tinha produzido 56 milhões.
“O trabalho de produção começa com o cálculo do número de notas para cada ano. É necessário produzir notas novas em quantidade suficiente para substituir as notas impróprias para circulação, satisfazer os aumentos esperados da procura (tais como picos sazonais) e dar resposta a aumentos inesperados da mesma. Os bancos centrais nacionais apresentam previsões da procura de notas de euro para o ano subsequente e o BCE realiza uma previsão central”, explica a instituição liderada por Mario Draghi no seu site.
A produção da parcela que cabe a Portugal é adjudicada ao impressor Valora, empresa detida a 100% pelo BdP. Sob a supervisão do BCE, os bancos centrais nacionais redistribuem as notas, de forma a evitar casos de escassez ou de excedente num determinado país. Em 2012, o banco central português pôs em circulação mais de 78,1 milhões de notas de 5, cerca de 158 milhões de notas de 10 euros e perto de 382,4 milhões de notas de 20 euros. Estes valores correspondem à diferença entre os totais acumulados de notas saídas e entradas no banco central desde a introdução do euro. Do outro lado do barómetro, as notas de 50, 100, 200 e 500 euros apresentam valores negativos, pelo facto de existirem em circulação em Portugal notas colocadas por outros bancos centrais da área do euro que, num dado momento, podem estar depositadas no Banco de Portugal.
No que se refere à emissão de moeda metálica, a responsabilidade é do Estado, através do Ministério das Finanças, cuja produção é assegurada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Em 2012, o BdP pôs em circulação 12,7 milhões de moedas, o valor anual mais elevado, correspondente a quase 84,5 milhões de euros.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

0 O que pode o ouro fazer pela dívida portuguesa

As reservas do Banco de Portugal poderiam servir para fazer baixar a fatura dos juros da dívida pública. Mas para resolverem os problemas contabilísticos do País teriam de ser substancialmente maiores


Todo o ouro que está nos cofres do Banco de Portugal são 382,5 toneladas serviria para garantir 28% das necessidades de financiamento do País, em 2013 e 2014, aponta um relatório do World Gold Council (WGC). As nossas reservas são as 14.ªs maiores do mundo as maiores em percentagem das divisas que compõem as reservas e as segundas maiores em percentagem do PIB mas a sua utilização está muito limitada. Mesmo que Portugal pudesse vender em bloco todo o seu ouro e não pode, a contabilidade pública nacional continuaria longe de um estado saudável. Estamos a falar de cerca de 15 mil milhões de euros em comparação com uma dívida pública próxima dos 190 mil milhões de euros.
Qual a quantidade de ouro existente nos cofres do Banco de Portugal?
Existem 382,5 toneladas de ouro, com um valor aproximado de 14,7 mil milhões de euros, à cotação atual, que é de 1 711 euros por onça troy (cerca de 38,7 milhões de euros por tonelada de ouro).
Diz-se que as nossas reservas são as maiores do mundo. É verdade?
Sim e não. São, efetivamente, as maiores do mundo em percentagem das reservas de divisas do País. Ou seja, este metal é o preferido pelo Estado português para investir o seu dinheiro: mais de 90 por cento. Outros Estados preferem diversificar mais as aplicações.
Isso significa que não somos o País do mundo com mais ouro nos cofres?
Precisamente. Portugal tem as 14.ªs maiores reservas de ouro do mundo, quando avaliamos a quantidade efetiva de metal detido. Contudo, estamos em segundo lugar, quando o ouro em reserva é comparado com o Produto Interno Bruto. Portugal tem as segundas maiores reservas mundiais, em percentagem do PIB.
Estas centenas de toneladas de ouro poderiam resolver os nossos problemas financeiros e garantir a independência do País em relação aos "mercados"?
Não, por vários motivos. Em primeiro lugar, quando comparamos o valor do nosso ouro com o total de dívida do País, percebemos que, mesmo que fosse possível vender todo o nosso metal precioso, resolveríamos apenas uma pequena parte do problema. Estamos a falar de 14,7 mil milhões em ouro para cobrir os 189,7 mil milhões de euros que o País deve. Contas feitas, o ouro resolveria apenas 7,7% deste problema (ver infografia onde se mostra a dimensão relativa do valor das reservas de ouro em face de algumas grandes despesas do País).
Mesmo assim, seria uma ajuda.
Seria, se pudesse ser. Isto é, Portugal não pode começar a vender ouro nas quantidades que lhe apetece, no momento em que, para nós, é mais oportuno.
Porquê? O ouro não é nosso?
É. Mas existe um acordo entre bancos centrais e Portugal faz parte dos signatários desse documento que estabelece regras muito concretas para a venda de ouro.
Que bancos estão abrangidos pelo acordo?
A Declaração Conjunta sobre o Ouro envolve o Banco Central Europeu e os bancos centrais da Bélgica, Alemanha, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Malta, Holanda, Áustria, Eslovénia, Suécia, Eslováquia, Finlândia, Suíça e Portugal.
Que quantidades podemos, então, vender?
Os signatários estabelecem uma quantidade e um período específico para a venda de ouro. Assim, os planos têm uma duração de 5 anos e, durante esse período, os bancos envolvidos não poderão vender mais de 400 toneladas anuais. Nem mais de 2 mil ao longo dos 5 anos.
Até quando dura o presente acordo?
O mais recente, e que define as regras acima enunciadas, foi assinado em Frankfurt a 7 de agosto de 2009 e é válido até 2014.
Mas o ouro poderia ajudar a reduzir os encargos do País com a dívida, uma vez que, dado como garantia, dar-nos-ia acesso a juros significativamente mais baixos.
Essa é uma proposta do WGC, entidade que representa a indústria do ouro e que emite pareceres para setores como o joalheiro, o tecnológico, aconselha investidores e é ouvida por governos e bancos centrais.
O que propõe concretamente essa entidade?
Num relatório de outubro, o WGC sugere que países europeus com grandes reservas de ouro nomeadamente Portugal e Itália deveriam considerar a hipótese de recorrer ao metal como garantia, na emissão de dívida. Mesmo que o Estado entre em falência, o recurso ao ouro como garantia do dinheiro emprestado faria com que os mercados exigissem juros menos penalizadores. Note-se que o ouro português garante cerca de 28% das necessidades de financiamento do País para 2013 e 2014.
O WGC acrescenta outra vantagem, no contexto europeu: "O recurso ao ouro como garantia não obrigaria a transferências orçamentais entre os membros da Zona Euro nem [determinaria] pressões inflacionistas de longo prazo."
É uma percentagem considerável das nossas necessidades de financiamento...
É verdade. O ouro permitiria obter juros mais baixos e quase um terço do dinheiro que precisamos de pedir emprestado ao longo dos próximos dois anos, com as devidas consequências a nível dos encargos com juros, os quais baixariam.
O ouro teria que deixar o País, durante o período do empréstimo?
De acordo com o relatório do WGC, "as barras de ouro seriam depositadas nos cofres de terceiros (por exemplo, em Londres).
Os governos português e italiano recuperá-las-iam no momento em que pagassem a dívida, ou ficariam sem as barras se falhassem o pagamento."
O Governo português considera a hipótese de recorrer ao ouro para emitir dívida?
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, depois de questionado por uma deputada do CDS no Parlamento, garantiu que iria averiguar essa possibilidade.
E essa possibilidade existe?
Sim, mas depende da vontade do Banco de Portugal. O WGC diz que os bancos centrais são independentes e as reservas de ouro não estão "presas" ao Banco Central Europeu. Porém, o Banco de Portugal, assim como os restantes bancos centrais, são entidades independentes e as suas reservas de ouro são geridas com base nesse mesmo princípio de independência. Isto é, o Governo não poderá impor ao banco central a venda ou a utilização do ouro como garantia.


0 Notas de Euro; Valor Real, ou Comprovativo de Dívida?

O verdadeiro valor das notas de Euro...
Uma noticia que demonstra de forma indirecta a verdadeira natureza da moeda que utilizamos está a circular a internet. Um artista Irlandês, Frank Buckley, construiu uma casa com notas ‘descomissionadas’, o que quer dizer, notas que foram retiradas de circulação e que portanto foram destruídas. Mas ao verificar esta história que conta a aventura de um artista Irlandês que perdeu a casa graças à crise e que decidiu construir uma casa com ‘tijolos’ feitos de notas rasgadas, podem-se apurar factos sobre o Euro que para muitos ainda são completamente desconhecidos.
Frank Buckley e os 'tijolos' feitos de notas rasgadas
A intenção do artista foi de denunciar as falhas do sistema de empréstimos que precipitou a crise financeira de 2008. Ele disse, “As pessoas estavam a injectar mil milhões em casas que agora não valem nada”, adicionando que “queria criar algo a partir do nada”. Mas o mais interessante desta história não é o seu factor simbólico, mas sim os factos que podemos apurar sobre o próprio sistema monetário dentro do qual estamos inseridos. Ora, a maioria das pessoas ainda acredita que as notas de Euro são inerentemente valiosas, facto o qual é exemplificado através de afirmações como as que defendem que os problemas económicos são fruto de “não haver dinheiro suficiente”. Longe disso. As notas de Euro estão inseridas dentro um fluxo, ou seja, um ciclo com principio, meio e fim; no principio, são emitidas pela Banco Central Europeu (através das suas sucursais nacionais), e são posteriormente emprestadas a outros bancos privados com taxas de juro baixas, sendo depois emprestadas e injectadas na economia real a taxas de juro mais elevadas. Durante este período as notas são utilizadas pelo ‘publico’ para facilitar transacções económicas, período que corresponde ao seu ciclo intermédio. Estes factos, uma grande parte da população já sabe.
Todas as notas de Euro têm uma referência (a função da qual a maioria da população desconhece)
O que a maioria não sabe é que estas mesmas notas têm um final de vida, ou melhor, que estas chegam ao fim do seu ciclo. Quando voltam às mãos do BCE, ou as suas agências nacionais (no caso de Portugal, o Banco de Portugal), estas mesmas são rasgadas, mas somente depois da sua referência única ter sido tomada em conta, pois esta referência demonstra qual a dívida que está a ser paga no acto da destruição da mesma. Isto por sua vez leva à conclusão que as notas de Euro não representam um valor real; elas não são nada mais nada menos do que um comprovativo de uma dívida.Só através de exemplos como este, do artista Irlandês, ou através da história sobre o que acontece às notas danificadas é que podemos estabelecer certos factos sobre este processo, como exemplifica esta reportagem da SIC, que admite que o processo de destruição das notas não pode ser filmado ‘por razões de segurança’.
O exterior da casa construida com notas de Euro de Frank Buckley
A entidade que destrói as notas de Euros em Portugal é o Bando de Portugal, mas este processo é feito em segredo; mostrar as imagens de Euros a serem queimadas seria, em primeiro lugar, visto como um sacrilégio pela multidão que passa a sua vida a tentar angariar o que pensam ser valor real. Mas em segundo, e esta é a verdadeira razão pela qual o público não pode testemunhar o processo de ‘descomissionamento’, é que se o vissem, começariam a questionar a verdadeira natureza da moeda que utilizam. O processo através do qual o Banco de Portugal rasga notas, ou seja, o momento em que declara que uma certa dívida foi paga, não são para os olhos dos profanos que nada sabem sobre o sistema monetário moderno. Se soubessem, mais rapidamente se aperceberiam da natureza fraudulenta da ‘dívida pública’, e mesmo da ‘crise da dívida soberana’, que nada mais é do que um processo através do qual instrumentos financeiros são utilizados para afectar a dinâmica da detenção de propriedade privada e do valor real (terra, casas, apartamentos, ouro, prata, produtos de consumo, etc…) através da utilização de valor fictício (notas, moedas). Esta dinamica tem, claro, sempre beneficiado a aristocracia e os chefes de industria, mas acima de tudo, beneficia inevitavelmente quem tem o poder de emitir a moeda, e que decide o valor da mesma através da inflação e deflação.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

0 Troika obriga Portugal a pagar juros de dinheiro que não utiliza

Ao contrário do inicialmente previsto, o pagamento de juros de Portugal à troika está a incidir na totalidade dos 12 mil milhões de euros destinado à capitalização da banca, e não apenas no montante até agora utilizado. Questionado pelo i, o Ministério das Finanças responde que “os juros são pagos sobre a totalidade do montante recebido para esta finalidade [ajuda à banca]”. Até agora sempre tinha sido dito que Portugal só pagaria juros sobre o crédito efectivamente usado, o que baixaria significativamente o custo do empréstimo. O programa de assistência a Portugal é de 78 mil milhões de euros, em que se incluem 12 mil milhões de euros para o sector financeiro reforçar os capitais. Desta fatia de 12 mil milhões, o Estado injectou este ano 4,5 mil milhões de euros no BCP e no BPI. Os restantes 7,5 mil milhões de euros estão depositados numa conta bancária no Banco de Portugal. Ao longo do próximo ano, o Estado não prevê gastar qualquer verba deste programa de ajuda ao sector financeiro. O Orçamento do Estado revela que a linha de apoio à capitalização da banca deve ter no final de 2013 disponibilidades de 7,5 mil milhões de euros aplicados numa conta no Banco de Portugal. Esta conta é um depósito à ordem, o que não permite beneficiar de qualquer retorno que possa atenuar o pagamento de juros à troika. Até ao final de Agosto, de acordo com dados do Instituto de Gestão de Crédito Público, Portugal pagou à troika quase 3 mil milhões de euros em juros por cerca de 62 mil milhões do empréstimo que já recebeu. No total, Portugal vai pagar 34,4 mil milhões de euros em juros, como revelou Vítor Gaspar no final de 2011, no debate parlamentar do Orçamento Rectificativo. Este valor presumia que Portugal recorria integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que seria utilizado na totalidade o montante destinado ao sector financeiro, sublinhou na altura o ministro das Finanças. Até agora foi usado cerca de um terço do valor, mas os juros estão a ser contabilizados sobre a totalidade. Tal não impede, no entanto, que o governo de Passos Coelho acorde com as instituições europeias algum tipo de acerto à factura no final do resgate. Para já, não foi dado qualquer sinal nesse sentido. BANCO FOMENTO Foram várias as vozes a insistir na utilização da linha de ajuda à banca para outros fins. Recentemente, foi o PS a propor ao governo a criação de novo banco de fomento, 100% público, alocado dentro da CGD ou como instrumento autónomo do Tesouro nacional. O objectivo é direccionar para a economia 3 mil milhões de euros dos 7,5 mil milhões não usados na capitalização da banca. Trata-se de uma ideia que António José Seguro diz ter discutido com os parceiros internacionais na quarta avaliação ao programa de ajustamento. Por sua vez, o governo confirmou, no Orçamento do Estado, estar a estudar a “possibilidade de lançamento de uma instituição financeira especializada na canalização de financiamento para projectos inovadores e PME”. Tal instituição estará vocacionada para o apoio a investimentos a médio e longo prazo. O executivo ainda não explicou como pretende dotar este novo banco de recursos financeiros e se pretende ou não recorrer ao fundo da banca.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

0 Denúncia: empresa Extra Consumo

Ana Dias pagou cerca de 118.50EUR para receber um empréstimo que nunca chegou. Entidade não está registada no Banco de Portugal.



Artigo de Opinião escrito por Ana Dias
No passado dia 9 acedi ao site Extra Consumo em busca de conseguir solicitar um credito de 2.000€ para conseguir liquidar 2 situações que tenho no meu banco e conseguir avançar com o aluguer de um apartamento.
Preenchi o formulário no site e na ultima questão colocada “Observações (Tem problemas bancários ou não): “ indiquei que tive sim problemas bancários.
Na segunda-feira dia 10.09.2012 fui contactada por email (anexo o mesmo) onde me solicitaram algum documentos que enviei de imediato. Passado cerca de 1h fui contactada por telefone a explicar a situação como seria e apos essa chamada enviaram me novo mail com as condições e que o credito de 2.000€ teria sido aceite e que em 3 dias o processo seria concluído. Falei novamente ao telefone com a gestora de cliente que me garantiu que ate quinta-feira dia 13.09.2012 teria o dinheiro na conta. Para dar continuidade ao processo e dado o credito ter sido aceite teria de efetuar o pagamento de 118.50€ que seriam as custas associadas ao processo. Não teria de efetuar esse pagamento se o crédito não fosse aceite.
Apos efetuar esse pagamento (pagamento de serviços) foi me enviado novo mail com um a quantidade enorme de documentos que não me tinham indicado necessitar mas que de imediato enviei por e-mail para o mail indicado.
Começaram por me deixar de atender o telefone pois contactei para tirar uma dúvida (numero 917833104)
Aguardei que me dissessem se estava tudo OK com a documentação mas não me disseram nada. Enviei e-mail e nada…
Entretanto forcei contacto (mais de 30 chamadas para o numero indicado no formulário dos mesmos 21 315 37 20) até que me atenderam e toda a simpatia que tinha havido ate então foi se…. A pessoa muito arrogante responde me que nada do que eu estava a dizer poderia ser real pois não havia nenhum pedido de credito ainda eu tinha que esperar pois tudo o que indicava terem me dito ela dizia ser mentira. Nesta altura dizem me também que nada poderia ter sido aprovado pois nada tinha entrado em nenhuma intuição bancaria, ainda para mais, não sabiam se as informações que eu tinha dado seriam verdadeiras ou não. Eu podia estar a mentir… e tudo ainda poderia ser recusado.
Entretanto recebo um e-mail desta empresa a indicar que não aceitavam os meus documentos digitalizados (coisa que tinham dito aceitar) pois eu não tinha assinatura eletrónica ativa no meu BI. Como e que sabem se tenho ou não ainda não sei mas não aceitaram.
De imediato respondi que enviaria os documentos por correio.
Mas as coisas já não me estavam a cheirar muito bem e então fui a net fazer o que devia ter feito logo no primeiro momento… Pesquisar se não haveriam reclamações graves sobre estes senhores… e encontrei sim… Fiquei gelada e sem reação… Tinha acabado de deitar fora 118.50€ que tanta falta me fazem.
Entretanto enviei um e-mail a esta entidade a solicitar que me fosse devolvido por transferência o valor dos 118.50€ pois o que eles tinham feito não era mais nada que uma burla. Pois… nada me responderam. Não atendem…. Nada….
Obviamente tentei já de diversas formas que o dinheiro me fosse devolvido de alguma forma, mas todas estas tentativas têm sido em vão, pois foi um pagamento de serviços e não há como cancelar o mesmo.
Não há nenhuma entidade que assegure estas burlas? Que salvaguarde quem foi burlado? Quem foi enganado?
Artigo de Opinião escrito por Ana Dias

Contactámos esta empresa através de e-mail e nunca recebemos contactos. Por telefone, o número chama mas ninguém atende.
Contactado o Banco de Portugal, informaram-nos que a entidade Extra Consumo – Soluções Financeiras, Lda.  não é uma instituição de crédito nem uma sociedade financeira registada e que podia vender crédito de outra instituição, mas que não era um “serviço directo” de crédito ao consumo.
O domínio extraconsumo.com foi criado apenas em Julho deste ano e está associado a numa empresa de Internet cujo telefone fixo no whois do domínio está inacessível.
Existem várias reclamações na Internet.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

0 Banca vai à AR explicar taxas sobre pagamentos com cartões

Os deputados da comissão de Economia e Obras Públicas aprovaram hoje por unanimidade as audições dos responsáveis do Banco de Portugal, SIBS e CGD sobre o sistema de pagamentos nas transacções com cartões de crédito e débito.
«Aprovámos a audição do Banco de Portugal, Caixa Geral de Depósitos e da SIBS sobre os pagamentos», disse à Lusa o presidente da comissão.
A comissão ouviu na terça-feira, no âmbito de um requerimento do PSD, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) sobre o sistema de pagamentos electrónicos utilizando os cartões de débito e de crédito.
O presidente da Unicre está hoje a ser ouvido em sede da mesma comissão.
Ainda durante a manhã, os deputados aprovaram a audição do presidente da Autoridade da Concorrência (AdC), Manuel Sebastião
 

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