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terça-feira, 26 de novembro de 2013

0 Pingo Doce ameaça trabalhadores para aderirem ao banco de horas

Sindicato denuncia as pressões das chefias, que cria um clima de terror para forçar os trabalhadores a assinar um documento de adesão. Objetivo é reduzir as horas trabalhadas nalguns dias para depois compensar em horários definidos pela empresa, evitando o recurso a horas extraordinárias.


O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (Cesp) denunciou as pressões que a administração do Grupo Jerónimo Martins tem feito sobre os trabalhadores do Pingo Doce para aderirem ao banco de horas individual, ameaçando-os, caso não aceitem, de virem a ser "prejudicados no futuro".
Segundo o sindicato, as chefias de loja têm feito de tudo: ameaças de transferência, de processo disciplinar, ameaças de que qualquer coisa que esteja mal vão logo para a rua. “As pessoas estão mesmo aterrorizadas”, denuncia uma trabalhadora.
Segundo o sindicato, dessa forma os funcionários da rede de supermercados ficam ao dispor da empresa sempre. “Os trabalhadores deixam de ter vida própria”.
Evitar horas extraordinárias
A empresa pode assim adaptar o horário do trabalhador às necessidades do negócio, reduzindo as horas trabalhadas nalguns dias para depois compensar em horários definidos pela empresa, evitando assim o recurso a horas extraordinárias.
Contactado pela agência Lusa, fonte oficial do Grupo Jerónimo Martins refutou qualquer pressão ou intimidação, esclarecendo que "o banco de horas não é um instrumento de decisão unilateral da empresa", mas "uma proposta de acordo individual que é entregue a todos os colaboradores, tendo os mesmos 14 dias para decidir".
Impor aumento da jornada
Para o sindicato, "o que a empresa pretende com este banco de horas é impor de forma unilateral o aumento da jornada de trabalho diária, semanal e anual, sem se comprometer com a compensação de forma direta e objetiva".
"Na prática, a assinatura do banco de horas individual significa que o trabalhador dá à empresa uma autorização permanente para ela dispor da sua pessoa e da sua família e o compensar das horas fica sempre ao critério da empresa", garante, aconselhando os trabalhadores a "não aceitarem".
O sindicato diz que a maioria dos trabalhadores estão a assinar um documento de rejeição ao banco de horas.

In Esquerda.net
 

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