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domingo, 19 de maio de 2013

0 AUSTERIDADE É DESCULPA PARA ESCRAVIZAR E ROUBAR AS SUAS REFORMAS E IMPOSTOS, PARA A BANCA

Não deixe de ver este video... Não feche os olhos à verdade, o mundo, o país e todos nós, dependemos da responsabilidade que cada um sente em ajudar o todo. "É urgente que percebam isso. Temos que expulsar os bancos internacionais dos nossos países."
Descubra para onde são desviados os seus impostos, tornando vãos os seus sacrifícios.
Para além dos desvios levados a cabo pela corrupção politica, que já conhecemos, há ainda a máfia da banca, nacional e não só.
Quer saber porque sobem os impostos e os governos continuam a dizer que não há dinheiro?
Quer saber porque pagamos cada vez mais e temos cada vez menos serviços sociais?
Quer saber porque pagamos mais e mais portagens?
Quer saber porque pagamos mais taxas moderadoras?
Quer saber porque estamos cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos?
Quer saber porque o terão de cortar nas suas reformas?
Quer saber porque estão a tentar privatizar as reformas, com a desculpa de as assegurar?
Quer saber porque a banca pede emprestado a 1% e  empresta ao estado a 6 e 7%?
Quer saber porque o governo cumpre instruções da UE, inclusive aplica mais austeridade que a exigida, e tudo funciona ao contrário do que nos dizem?
Porque estamos a descontar para a banca e não para o estado. 
Porque a banca domina os governos e ele obedecem.
Já engoliram os países do 3º mundo agora estão empenhados em fazer o mesmo à UE e EUA.

Ao minuto 10, o autor do video explica, o que nos espera, quando todos perdermos a soberania e os direitos. 
Todos devemos sentir-nos igualmente responsáveis pelo mal que causamos sendo ausentes e ignorando. Assim como pelo bem que fazemos quando tentamos ajudar.

No parlamento Europeu já há quem denuncie a banca e os seus esquemas devastadores, que já há muito tempo deveriam ter sido detidos pelos governos. Godfrey Bloom denuncia o esquema por detrás do Imposto de Transacções Financeiras

"O mundo em que vivemos hoje é o resultado da nossa consciência colectiva  e se quisermos um mundo novo, cada um de nós precisa assumir a responsabilidade de ajudar a criá-lo." Rosemary Fillmore Rhea

"Estamos a viver um novo tipo de ditadura"
Os políticos, aqui, não contam. A finança, decide tudo sobre a vida de todos nós.
Marc Tourneuil, torna-se presidente de um dos maiores bancos europeus. A escolha prende-se com o facto de alguns accionistas encararem-no como uma peça facilmente instrumentalizável para atingirem os seus objectivos." COSTA-GAVRAS fonte

E não pensem que é impossível sair deste circulo de destruição... não pensem que o poder destes senhores é incontornável, pois lembrem-se que há países cujos governos não são traidores, cujos governos não venderam os seus países à banca, e que por isso permanecem no seu caminho tranquilos e longe de todo este caos. Exemplos disso são a Suécia, Suiça, Noruega, Finlândia  Nova Zelândia, etc etc





terça-feira, 9 de abril de 2013

0 Bancos falidos pagam milhões a advogados ( Video)

Um processo como o da falência do BPP e BPN podia existir sem advogados ganhando 2,4 milhões de euros? e entre esses advogados poderia não haver ligações ao bloco central e ex-governantes com fartura? poder, podia, mas não era a mesma coisa.



quinta-feira, 21 de março de 2013

0 Fuga ao fisco e branqueamento de capitais: da "Operação Furacão" ao "Monte Branco"

A história de uma das maiores operações de fraude fiscal organizada pela banca e apanhada pela justiça arrisca-se a chegar ao fim sem que ninguém seja acusado. Na "Operação Furacão" desencadeada em 2005, os crimes fiscais ou prescrevem ou são perdoados em troca do pagamento do imposto em falta. Muitos voltaram a ser apanhados noutro esquema de branqueamento de capitais. A maioria aproveitou a amnistia oferecida pelo Governo para repatriar as fortunas e escapar às acusações, voltando a transferi-la em seguida para fora do país.

Foi no fim de 2005 que o Ministério Público arrancou com a Operação Furacão, iniciando buscas no BES, BCP, Finibanco e BPN. Percebeu-se depois que a visita da polícia e dos magistrados não era propriamente uma surpresa para os alvos das buscas: por exemplo, Oliveira e Costa obrigou alguns funcionários do BPN a passarem todo o fim de semana a empacotar documentos do Banco Insular para ficarem a salvo das buscas. Alguns foram encontrados anos mais tarde numa fábrica desativada na Vila das Aves e outros terão seguido num contentor para Cabo Verde. O Ministério Público abriu um inquérito à fuga de informação, arquivou-o em 2007 e hoje toda a gente admite que se não tivesse acontecido a fuga de informação, o escândalo BPN teria rebentado dois anos mais cedo, evitando-se parte do prejuízo.
O esquema de fraude fiscal era proposto a centenas de empresários pelos bancos, que criavam e controlavam empresas sedeadas em paraísos fiscais, que por sua vez emitiam faturas por transações fictícias, permitindo às empresas escapar ao fisco e cobrando comissões entre 6% e 12% do valor da fraude. O relatório anual de 2011 da Procuradoria Geral da República apontava para 460 arguidos, entre pessoas e empresas, com a perspetiva de o Estado poder vir a arrecadar 185 milhões de euros em impostos não pagos, em troca do perdão dos crimes fiscais de empresários e banqueiros. Na altura, estavam em curso 11 investigações e 74 inquéritos já tinham sido concluídos e suspensos contra o pagamento da dívida, envolvendo 126 pessoas e 91 empresas.  Entre as empresas beneficiárias da fraude estão alguns dos maiores grupos empresariais portugueses, como o grupo Amorim, Mota-Engil, Soares da Costa, Porto Editora, Visabeira, Estoril Sol, Media Capital, entre muitas outras que continuam longe do olhar do resto dos contribuintes que cumprem as suas obrigações.
Outro aspeto importante deste processo é que já estavam prescritos boa parte dos crimes fiscais descobertos pela polícia e magistrados nas buscas efetuadas aos bancos e empresas em 2005. O roubo aos contribuintes só entre 1998 e 2001 foi avaliado pelo Ministério Público em mais de 200 milhões de euros, mas a banca e as empresas envolvidas no esquema fraudulento não tiveram de devolver um tostão pela sua prática criminosa.
Mega-investigação comprometida por falta de preparação
Reduzida a mera operação de recuperação de imposto não pago, a investigação da "Operação Furacão" foi perdendo fôlego e meios. Em 2010, Maria José Morgado, coordenadora das investigações, justificava os atrasos nas investigações com a falta de meios e de preparação do Ministério público para lidar com a complexidade da criminalidade económica. Também o relatório anual da PGR se queixa da falta de recursos humanos para este processo e o do BPN, por exemplo, chegando a compará-los com os meios dedicados à investigação de crimes semelhantes na Europa. Declarações que confirmam o que toda a gente sabe: em Portugal, os bancos continuam a andar sempre um passo à frente da Justiça.
O fraco resultado da operação foi apontado até pelo advogado de vários arguidos dos inquéritos desta megafraude fiscal. António Lobo Xavier, que entretanto foi nomeado pelo Governo para chefiar a comissão que vai reformar o imposto pago pela banca e pelas empresas, afirmava em 2011 que "os procuradores e os funcionários da administração fiscal têm trabalhado muito mas são poucos" e no caso dos trabalhadores do fisco, "estão sobrecarregados com a dimensão dos processos em que colaboram com o Ministério Público".
Mostrando-se sensibilizado com a situação dos homens e mulheres que investigam os crimes fiscais dos grupos financeiros e económicos que representa, Lobo Xavier disse mesmo que "até faz impressão as condições em que têm de trabalhar" os procuradores e os inspetores tributários. Palavras que dizem quase tudo quanto ao falhanço de mais um megaprocesso anunciado como de combate à criminalidade financeira, mas que não amedrontou nenhum banqueiro e  apenas serviu para cobrar impostos não pagos.
Do Furacão ao Monte Branco, as fortunas repetem-se
A prática de branqueamento de capitais e fuga ao fisco continuou depois da "Operação Furacão" e alguns dos arguidos que viram os seus processos suspensos voltaram a ser apanhados em 2012 na "Operação Monte Branco", que envolve montantes de fuga ao fisco ainda maiores que os detetados em 2005, calculados entre 800 e 1000 milhões de euros. Desta vez, o esquema de fraude fiscal e lavagem de dinheiro sob investigação durou entre 2006 e 2012 e era liderado por Michel Canals, presidente da Akoya Asset Managment e antigo quadro do banco suíço UBS, responsável pela gestão de fortunas acima de 30 milhões de euros. Para além de Canals, os primeiros detidos em maio de 2012 foram os seus sócios na Akoya Nicolas Figueiredo e José Pinto, também ex-UBS, onde foram responsáveis pelos clientes portugueses e brasileiros. Outro arguido é Ricardo Arcos, ex-quadro da UBS em Lisboa e dono da ArcoFinance, empresa semelhante à Akoya.
Em dezembro do ano passado, o gestor angolano Álvaro Sobrinho, presidente do BES Angola, revelou ser acionista da Akoya, através de uma sociedade chamada Coltville. Sobrinho também assumiu deter a propriedade, em parceria com outros quatro familiares, da offshore Pineview Overseas, dona da Newshold (que detém o semanário "Sol", 15% da Cofina, 1,7% da Impresa), que era na altura candidata à privatização da RTP, o que motivou o comunicado de Sobrinho. As ligações da Akoya ao universo financeiro angolano fizeram cruzar as investigações do "Monte Branco" à do Estoril Sol Residence, o empreendimento imobiliário de luxo que é um condomínio da elite político-financeira do regime de Eduardo dos Santos, como revela o jornalista Rafael Marques no site Maka Angola.
O percurso da Akoya e do capital angolano cruza-se com a presença de Ana Bruno, advogada que representa dezenas de offshores na administração de várias empresas. Foi a Ana Bruno que Michel Canals fez o telefonema a que teve direito quando foi detido no Porto com os seus sócios, na véspera do torneio de golfe que patrocinava no seleto Oporto Golf Club, em Espinho, onde estavam inscritos empresários de sucesso e ex-governantes de Cavaco Silva.
Duarte Lima e a loja de medalhas onde entravam malas de dinheiro
Logo a seguir às primeiras buscas e detenções, a imprensa divulgou que entre os clientes da Akoya estavam algumas das maiores fortunas do país, como a do presidente do BES, Ricardo Salgado, também ouvido na investigação, Oliveira e Costa, o banqueiro do BPN acusado de vários crimes, ou Duarte Lima. O ex-deputado do PSD detido preventivamente na investigação a uma das fraudes no BPN terá ajudado a polícia com informações sobre a rede e acabou por ir para casa com pulseira eletrónica. Segundo a revista Visão, a relação de Lima com Canals vem de há muitas décadas, tendo ambos gerido parte da fortuna do milionário Feteira em disputa pelos herdeiros. Terá sido através do telemóvel de Duarte Lima registado na Suíça, usado para contactar a rede de forma segura, que o ex-deputado fez a chamada que a polícia brasileira juntou como prova para o incriminar pelo assassinato de Rosalina Ribeiro, a secretária do milionário que era co-titular das suas contas na Suíça.  
Alguns dos clientes da rede usavam os serviços de Francisco Canas, dono de uma loja de medalhas que já fora agência de câmbios na baixa lisboeta, que transferia o dinheiro que lhe entregavam em malas para uma conta em seu nome do BPN IFI, de Cabo Verde, voltando a circular para contas no BPN em Portugal ou para outros bancos no estrangeiro. Francisco Canas, também conhecido por "Zé das Medalhas", cobrava 1% do dinheiro que branqueava. Quando foi detido, estava a levantar 450 mil euros em notas numa agência do BIC (ex-BPN) para entregar a Canals, que o distribuiria pelos seus clientes na sua visita ao Porto. Canas decidiu mostrar uma lista com mais de 400 nomes à polícia, que se calcula sejam responsáveis pela fuga ao fisco de 100 milhões de euros nos últimos cinco anos. Segundo o Expresso, Duarte Lima seria um dos clientes mais importantes, responsável por um terço do total do dinheiro lavado na loja de medalhas. Mas a defesa do advogado admite apenas ter entregue quantias próximas dos 2 milhões.
Investigação anima corrida à nova amnistia para a evasão fiscal 
A operação Monte Branco em maio de 2012 desencadeou uma corrida às regularizações extraordinárias de impostos - o processo RERT III, aberto por este Governo com prazo até julho do mesmo ano. Ricardo Salgado foi um dos beneficiários desta amnistia fiscal, em que os milionários que colocavam as suas fortunas longe do alcance do fisco português passaram a poder trazê-las de volta, pagando uma pequena percentagem e assim obtendo a garantia de não serem importunados pela justiça sobre esses crimes fiscais. Segundo dados das Finanças, foram declarados 3,4 mil milhões de euros, taxados a 7,5%, o que permitiu ao fisco arrecadar 258,4 milhões de euros. O Governo de Sócrates tinha feito duas iniciativas semelhantes e nessa altura arrecadou cerca de metade deste valor.
Uma boa descrição da operação foi feita pelo ex-banqueiro do BPP João Rendeiro, quando afirmou no seu blogue em junho de 2012 que "depois do Blitz mediático, a operação Monte Branco segue o seu curso normal. Já atingiu – e de que maneira – o seu objetivo principal que foi o de “acagaçar” os potenciais alvos levando-os a preventivamente fazerem o RERT III". Para o diretor do Jornal de Negócios, Pedro Santos Guerreiro, o RERT III "é uma fatura comprada de inocência" ou "o imposto do branqueamento legal". "Nas últimas semanas entraram malas de dinheiro em Portugal. Dinheiro que havia saído ilegalmente, passou por cá, foi amnistiado, pagou imposto e voltou, quase todo, a sair. Sem cheiro nem mácula, uma limpeza. Limpando consciências. Limpando até culpas de casos como o Monte Branco, de Michel Canals. O cofre do Fisco é um lavatório", resumiu o jornalista.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

0 "O melhor povo do mundo"


Vamos lá dizer as coisas como elas são: não há qualquer surpresa no convite de Relvas (por sugestão de Dias Loureiro, um dos principais conselheiros de Passos Coelho e de Relvas) ao seu companheiro de avental Franquelim Alves. O PSD é o alfa e o omega da maior fraude financeira do Portugal democrático. Bem podem os apoiantes deste Governo lamentar o buraco que até agora custou 8000 milhões aos contribuintes portugueses - já ninguém acredita na hipocrisia. Do secretário de Estado de Cavaco Silva, Oliveira e Costa, ao antigo conselheiro de Estado Dias Loureiro, o BPN foi o banco do PSD, para os negócios do PSD, uma fonte de riqueza instantânea para políticos laranja e um meio de perpetuar influências na sociedade portuguesa depois do fim do período áureo do cavaquismo. Oliveira e Costa e sua trupe foram fazendo os seus negócios sujos porque tinham a complacência dos sucessivos Governos no poder, incluindo os do PS, numa espécie de repugnante dança de silêncio e de cumplicidades (vide Vítor Constâncio). Uma mão lava a outra; e os ganhos com as acções de Cavaco Silva, assim como a Casa da Coelha, foram as compensações - parcas, se pensarmos nos milhões de Dias Loureiro e Oliveira e Costa que ainda permanecem em off shores, longe de qualquer investigação ao caso - devidas a Cavaco pela manutenção da impunidade. Trata-se de tráfico de influências, corrupção, o que lhe queiram chamar, ensaiado e mantido por quem tem detido o poder político em Portugal nestes últimos vinte anos. O elefante está no meio da sala, e só não vê quem não quer. A chegada de Franquelim ao Governo é a oficialização da banditagem PSD, e uma justa continuidade de um processo que já conheceu uma venda do BPN a um banco dirigido por antigo ministro laranja, Mira Amaral - próximo do padrinho de Passos Coelho, Ângelo Correia - por valores insultuosamente ridículos, e que inclui também a regular injecção de dinheiro dos nossos impostos nas empresas fantasma do grupo SLN.

Nunca veremos o fundo a tal buraco, e no final não haverá culpados. E iremos todos nós, contribuintes, pagar até ao último tostão o preço de um roubo sem precendentes na História de Portugal. E como os portugueses não parecem estar dispostos a mudar este estado de coisas, histórias como esta irão continuar a repetir-se no futuro. Eles saem, entram, voltam a sair, vão ganhando o que têm a ganhar e nós, sim, nós vamos ficando cada vez mais pobres. O povo é sereno. E merece a quadrilha que tomou conta do país.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

0 A CHANTAGEM DOS BANQUEIROS

O Governo festejou com tal entusiasmo o “regresso aos mercados”, ou seja, aos empréstimos, que quem estivesse menos atento até era capaz de supor que o país alcançou uma vitória capaz de alterar do dia para a noite a vida dos portugueses. E, todavia, não é nada disso o que se passa. Nada de muito diferente vai acontecer -  e o que acontecer até será para pior -  se a actual política não for radicalmente alterada.

Este “regresso aos mercados” de um país mergulhado numa espiral recessiva, com quase um milhão de desempregados, com milhares de falências anunciadas para juntar aos milhares que já tiveram lugar e com taxas de decrescimento económico cada vez mais assustadoras, tanto no ano que passou como no que agora começa, também serve para demonstrar quão irracionais são esses ditos “mercados”. É certo que eles têm o lamiré deixado pelo BCE de que aceita, mediante o cumprimento de certas condições, garantir, em última instância, os títulos da dívida pública dos Estados da zona euro. E é também óbvio que a quantia hoje arrecadada constitui uma gotícula quando comparada com a capacidade de “absorção” do BCE, mas nem por isso deixa de ser óbvio que um país que está a decrescer economicamente e que praticamente não cresceu nos últimos doze anos jamais terá capacidade para pagar uma dívida que atingirá durante os próximos dez anos números incomportáveis.

E esse é que é o grave problema de Portugal. Ir aos “mercados” mas continuar a agravar as condições de vida dos portugueses pode ser muito sedutor para os bancos mas não será certamente a solução que o país espera.

Dizem os apoiantes do Governo que este é o primeiro passo para uma inversão da situação. Nada na política do Governo aponta nesse sentido. Pelo contrário, tudo vai no sentido de um maior agravamento das condições de vida dos portugueses resultante de milhares de despendimentos anunciados na função pública, de novos cortes nos salários e nas pensões, de drásticas reduções no serviço nacional de saúde e no ensino, bem como nas prestações sociais. Ora nada disto constitui uma vitória dos portugueses, como eles agora dizem. É uma derrota, uma grande derrota, que exige uma desforra à altura. 

Esta política é a política dos banqueiros e dos credores. Não é seguramente a política que interessa ao comum das pessoas. Prova disso é o entusiasmo que o FMI não é capaz de disfarçar ao analisar o que se passa em Portugal e nos demais países em crise quando, apesar do desemprego, da recessão e das suas graves repercussões sobre a generalidade das pessoas comuns, deixa escapar o seu contentamento dizendo que o optimismo paira no ar como o demonstram os mercados financeiros. Sim, é isso mesmo: foram os “mercados” que geraram a crise e foram esses mesmos mercados financeiros que mais lucraram com ela, ficando em consequência dela numa situação nunca antes acontecida na história do capitalismo - mais ricos, mais poderosos, mais dominadores do que antes. Antes, as crises do capitalismo arrastavam para a falência as empresas que as causavam ou obrigavam-nas um a um longo período de recuperação. Hoje, dada a hegemonia do capital financeiro e o seu completo domínio sobre o aparelho de Estado, acabam por ser os contribuintes a restaurar e a fortalecer ainda mais as empresas financeiras mediante transferências brutais de rendimentos do trabalho para o capital financeiro. 

Depois da satisfação que o FMI não conseguiu esconder, nada melhor para avaliar o contentamento deste “regresso aos mercados” do que as declarações sincronizadas dos banqueiros portugueses. Desde Mira Amaral, cujo banco que dirige foi recentemente prendado pelo Estado com um negócio de favor, passando pelo BANIF e pelo BCP, até ao Espírito Santo de Salgado todos eles vieram pôr “o povo em guarda” contra qualquer hipótese de crise política. Ou seja, vieram chantagear os portugueses deixando pairar a ideia de que uma crise política acarretaria consequências terríveis para o seu futuro.

Esta crise e este tempo que vivemos são muito diferentes de todos os demais. É uma crise que não se resolverá com pequenas medidas nem com retoques de circunstância. Este constante aprofundamento do fosso entre uma ínfima minoria que arrecada a maior parte do produto e a esmagadora maioria que vê, a todos os níveis, continuamente degradada a sua situação só se resolve com mudanças profundas que atinjam o centro do poder económico. Impossível? Também era impossível acabar com o absolutismo real na Europa e acabou-se. Também era impossível acabar com o nazismo na Alemanha ou, mais impossível ainda, derrotar Hitler e derrotou-se. E os exemplos poderiam multiplicar-se.

Esta crescente desigualdade que o moderno capitalismo financeiro e o neoliberalismo vêm consolidando desde há mais de trinta anos encerra em si e nas suas múltiplas consequências todas as condições para gerar profundas convulsões sociais nos países desenvolvidos. A situação económica da imensa maioria está continuamente a agravar-se na América, tem-se agravado imenso nos países periféricos da Europa e acabará também por atingir os mais ricos, como já está a acontecer no Reino Unido. A “machadada” que, de uma forma ou de outra, todos eles se preparam para dar no Estado Social – que é o essencial do pacto que tem assegurado a paz interna e evitado a confrontação entre os países – vai necessariamente gerar consequências que "eles" supõem estar em condições de evitar. Mas não estarão. É certo que tudo isto leva tempo a interiorizar, mas depois de a mecha pegar fogo ninguém mais o vai conseguir extinguir.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

0 A banca rouba. Ganha milhões emprestando dinheiro que nem existe.

Como fazer dinheiro do nada, gerar riqueza a agiotas.

 

 

Explicação fácil, neste video, de como se enriquecem os bancos ás custas da exploração dos cidadãos. Uma das formas mais fáceis de enriquecer sem produzir, apenas explorando, as necessidades alheias. 
A lei não permite esta usurpação descarada, pactua com ela e beneficia dela.




 

DERIVATIVOS - A MELHOR EXPLICAÇÃO DE SEMPRE!
O dinheiro é como um castelo de areia... 
Heidi é a proprietária de um bar em Detroit.
Certo dia ela apercebe-se que praticamente todos os seus clientes são alcoólicos desempregados e, como tal, não podem continuar a beber e a pagar o que consomem no seu bar.
Para resolver este problema, ela aparece com um novo plano de marketing que permite aos seus clientes beber agora, mas pagar mai...s tarde. Ela mantém o controle das bebidas consumidas num "livro de calotes" (criou deste modo uma concessão de empréstimos aos clientes - alcoólicos desempregados). O facto de no bar de Heidi se permitir "beber agora, pague depois" (estratégia de marketing) é espalhado pelas redondezas pelos alcoólicos desempregados e, como resultado, um número crescente de clientes inunda o Bar de Heidi.
Assim, ela consegue o maior volume de vendas em relação a qualquer bar em Detroit.
Ao proporcionar aos seus clientes a "liberdade" de pagarem depois, Heidi não encontra resistência pela parte dos mesmos, quando, em intervalos regulares, aumenta substancialmente o seu preço para o vinho e a cerveja, as bebidas mais consumidas.
Consequentemente, o volume de vendas brutas de Heidi aumenta enormemente
Um jovem e dinâmico, vice-presidente do banco local, reconhece que estas dívidas dos clientes constituem valiosos ACTIVOS FUTUROS e aumenta o limite de endividamento de Heidi, que de outro modo não poderia continuar a pagar aos seus fornecedores de bebidas.
Ele não vê motivos para qualquer preocupação indevida, já que ele tem as dívidas dos ALCOÓLICOS DESEMPREGADOS como garantia.
Na sede do banco, comerciantes peritos descobrem uma forma de fazer enormes comissões ao transformar as dívidas desses clientes (ALCOÓLICOS DESEMPREGADOS) em empréstimos BEBEBONDS, ALCOLBONDS e VOMITBONDS.
Esses títulos são então empacotados e comercializados em mercados internacionais; investidores ingénuos que não fazem ideia daquilo a que os títulos dizem respeito (DÍVIDAS DE ALCOÓLICOS DESEMPREGADOS) estão a comprá-los como títulos AAA garantidos (AAA é o RATING máximo de segurança com que as EMPRESAS DE RATING - pagas pelo banco emissor- classificam os vários títulos - BONDS).
No entanto, os preços dos títulos sobem continuamente, e os títulos em breve se tornam os itens mais vendido por algumas das casas de títulos da nação.
Um dia, e apesar de os preços dos títulos ainda estarem em alta, um gerente de risco do banco local original decide que chegou a hora de exigir o pagamento das dívidas suportadas pelo bebem no bar de Heidi.
Ele então informa Heidi.
Heidi, então, pede o pagamento das dívidas dos seus clientes, mas sendo estes ALCOÓLICOS DESEMPREGADOS, não podem pagar as suas dívidas de consumo. Como Heidi não pode cumprir as suas obrigações de empréstimo, ela é obrigada a declarar falência, o seu bar fecha e os onze funcionários perdem o emprego.
Durante a noite, BEBEBONDS, ALCOLBONDS e VOMITBONDS sofrem uma queda no preço da ordem dos 90%. O valor patrimonial desmoronou, o vínculo destrói a liquidez dos bancos e impede a emissão de novos empréstimos congelando assim o crédito à actividade económica na comunidade.
Os fornecedores do bar de Heidi tinham-lhe concedido generosas extensões de pagamento e tinham investido os seus fundos de pensão em títulos BOND diversos. Eles agora são confrontados com a necessidade de amortizar a dívida de Heidi e apercebem-se com desgosto da perda de mais de 90% do valor anterior dos títulos que adquiriram.
O fornecedor de vinho avança também com um pedido de falência, fechando as portas de uma empresa familiar, que pertencia à família há três gerações; o fornecedor de cerveja é comprado por um concorrente, que decide fechar imediatamente a fábrica local e demite 150 trabalhadores.
Felizmente, porém, o banco, a correctora e seus respectivos executivos são salvos e resgatados por um multibilionário encaixe financeiro conseguido pelos seus "amigos" no governo.
Os fundos necessários para o resgate são obtidos através da criação de novos impostos cobrados sobre os empregados, de classe média, não-bebedores que nunca estiveram no Bar de Heidi.
Entenderam agora como funciona? 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

0 Aqui está, como esta gente parasitária vive e "aguenta", claro que aguentam bem pois habituaram-se a viver em cima das nossas possibilidades!

Isto anda tudo ligado...

Aqui está, como esta gente parasitária vive e "aguenta", claro que aguentam bem pois habituaram-se a viver em cima das nossas possibilidades!

Segundo a Wikipédia a senhora "Isabel Diana Bettencourt Melo e Castro, filha de José Lobo de Almeida Melo e Castro, 11.° Conde das Galveias,[...] , 
►mulher de Fernando Ulrich,

fez carreira no jornalismo, até entrar para o PSD, onde foi responsável pelo gabinete de comunicação desde 1979.

►Desde Abril de 2006, Diana Ulrich integra o gabinete de apoio à Presidência da República."
http://dre.pt/pdf2sdip/2011/04/066000000/1551315514.pdf

•Que faz a esposa de um banqueiro no Palácio de Belém?!? Leva e trás informações?!? Aconselha o quê?!?




quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

0 BPI teve 249 milhões de lucros em 2012, os maiores desde 2007

Desde 2007 que o BPI não tinha lucros tão elevados num ano e, em 2012, ganhou 160 milhões de euros com a dívida pública. No entanto, o banco fechou 12 balcões e reduziu o número de trabalhadores, ficando com menos 258. Fernando Ulrich, que em outubro passado afirmou “Ai aguenta, aguenta!”, referindo-se à austeridade imposta pelo governo e a troika, desta vez queixou-se da contribuição extraordinária da banca.


O BPI apresentou nesta quarta-feira resultados consolidados relativos a 2012, foi o primeiro banco português a fazê-lo.
Em 2012, o BPI registou 249,1 milhões de euros de lucros, os maiores desde 2007. Em 2011, tinha tido prejuízos de 284,9 milhões de euros.
Essencial para a obtenção destes resultados foram os 401,4 milhões de euros que o banco ganhou com as operações financeiras e que compensaram os 306 milhões de euros de imparidades de crédito.
O banco aumentou 11,9% a receita de comissões, ganhou 292,3 milhões de euros com a recompra de passivos do banco e com as mais-valias da venda de obrigações. Só em dívida pública ganhou 160 milhões. Tem uma exposição ao financiamento do BCE de 4,2 mil milhões de euros.
Na apresentação dos resultados, Fernando Ulrich, presidente do banco, disse que o BPI teve 162,6 milhões de euros de lucros na atividade interna e 86,5 milhões na atividade internacional.
Apesar daquele elevado montante de lucros na atividade interna, o banco reduziu a concessão de crédito em 3,4% face a 2011, passando de 28,3 mil milhões de euros para 27,3 mil milhões de euros.
Segundo a Lusa, Fernando Ulrich justificou a queda na concessão de crédito, afirmando:
“A queda do crédito está ligada à queda do PIB [Produto Interno Bruto], ao comportamento fraco do investimento e à preocupação das famílias e das empresas em não se endividarem”.
O crédito malparado aumentou de 3,2% em 2011 para 4,2% em 2012, que Ulrich justificou com a evolução da economia portuguesa, mas vangloriou-se deste valor ser inferior ao de outras instituições financeiras. O BPI tinha, no final de 2012, imóveis resultantes de recuperação de crédito avaliados em 62 milhões de euros.
Os depósitos (23,8 mil milhões de euros) cresceram 0,1% em relação ao ano anterior, no entanto o conjunto dos recursos dos clientes caíram 5,5%, passando de 32,7 mil milhões de euros para 30,9 mil milhões de euros.
Fernando Ulrich queixou-se por o BPI ter pago 13,9 milhões de euros da contribuição extraordinária da banca, por alegadamente não ter em conta os resultados líquidos das instituições financeiras. O banco pagou ainda 3,6 milhões de euros a consultores do ministério das Finanças e do Banco de Portugal, para a recapitalização do banco e para a inspeção à carteira de crédito, respetivamente.
O BPI fechou 12 balcões em 2012 e reduziu o número de trabalhadores, acabando com 258 postos de trabalho. E reduziu o número de trabalhadores de 7.767 em 2008 para 6.400 em 2012, menos 17,6%. Já o número de agências caiu de 807 em 2008 para 734 no final de 2012.
Ulrich mostrou-se otimista na conferência de imprensa, quer antecipar o pagamento de 200 milhões de euros ao Estado, reduzindo o montante cedido pelo Estado ao BPI de 1.200 milhões para 1.000 milhões de euros, e afirmou: "A nossa expectativa é de que 2013 seja melhor que 2012 e pior que 2011".

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

0 Bancos criam entraves a quem quer levantar PPR para pagar habitação

Bloco de Esquerda denunciou dificuldades criadas pelo BES e tem conhecimento de situações semelhantes por parte de outros bancos. Nova lei entrou em vigor em 1 de janeiro e permite levantar PPRs sem penalizações para pagar prestações de casa e noutras situações.

Os bancos estão a criar entraves aos cidadãos que pretendem levantar os seus Planos de Poupança-Reforma (PPR) para pagar prestações do crédito à habitação. A denúncia foi feita pelo Bloco de Esquerda, em carta enviada ao Banco de Portugal. No documento, assinado pelo líder parlamentar Pedro Filipe Soares, o Bloco diz ter chegado ao seu conhecimento que “o BES não estará a aplicar as alterações efetuadas na Lei n.º 57/2012, nomeadamente no que diz respeito à possibilidade de os cidadãos poderem exigir o reembolso do valor do PPR/E em caso da sua utilização para pagamento de prestações de crédito à aquisição de habitação própria e permanente". A nova legislação entrou em vigor em 1 de janeiro deste ano.
Queixas envolvem vários bancos
Ouvido pelo Jornal de Negócios, Pedro Filipe Soares disse que depois de enviada a carta ao Banco de Portugal chegaram ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda novas queixas pela não libertação do dinheiro dos PPR por parte de outras instituições, nomeadamente o BPI. “O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda envolveu-se profundamente nas alterações recentes à lei, no sentido de dotar as famílias de mais faculdades para cumprirem com os encargos do crédito à habitação”, esclarece o Bloco. “Desta forma protege-se um direito fundamental que é o direito à habitação. Assim, não podem as instituições financeiras criar dificuldades, onde os legisladores construíram soluções.”
O Bloco quer saber se Banco de Portugal tem conhecimento de queixas similares ou de situações semelhantes praticadas por outras instituições, e que medidas irá tomar para corrigir a atitude do BES e para garantir que a nova lei está a ser aplicada.
Respostas vagas ou ausência de resposta
O Jornal de Negócios entrou em contacto com os bancos, e recebeu respostas vagas – quando recebeu. O BES disse estar preparado “para o reembolso dos planos de poupança para pagamento das prestações vencidas ou vincendas de crédito à aquisição". Mas clientes do banco afirmam que "o BES Vida não estava a processar nenhum pedido de resgate no âmbito do decreto-lei acima mencionado, alegando estar a aguardar por alterações que supostamente irão ser aprovadas num futuro próximo", de acordo com um mail a que o jornal teve acesso.
O Santander Totta afirmou estar a aceitar os pedidos de utilização dos PPR/FPR para pagamento das prestações de crédito para aquisição de habitação própria e permanente. Mas o BPI, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos não deram qualquer resposta.
Casos em que é possível resgatar PPR sem penalizações
A nova lei permite que o cliente possa solicitar o reembolso do PPR ou PPE, sem sofrer penalizações ou perda de benefícios fiscais, para o pagamento de prestações do empréstimo à habitação, que podem já estar vencidas ou ainda não terem vencido.
A lei permite ainda a solicitação do resgate antecipado dos PPR e PPE por parte de clientes em situação de desemprego de longa duração, ou que tenham incapacidade permanente para o trabalho, sejam vítimas ou tenham um membro do agregado familiar vítima de doença grave, tenham mais de 60 anos ou se reformem por velhice, e finalmente para fazer face a despesas relacionadas com o ensino profissional ou superior.

0 Resgate da Banca - políticos e corrupção na compra de terrenos sem valor

Aqui está uma explicação clara de tudo o que se passou na banca em Portugal.
É inacreditável porque é que esta gente não está presa.

Divulguem!!! não podemos continuar a aceitar isto.
A nossa dívida é de uma banca corrupta e não temos de pagar por isso.

É nosso dever e obrigação de cidadãos denunciar estas atitudes que levam milhares ao desespero e ao suicídio.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

0 Negócios em família Regresso aos Mercados

O extraordinário sucesso - de propaganda - do regresso aos mercados tem como intermediárias quatro instituições financeiras. O Barclays, a Morgan Stanley, o Deutsche Bank e o BES. O Barclays foi um dos bancos intervencionados pelo Governo inglês depois da crise 2008 - tendo beneficiado das ajudas estatais para apresentar lucros logo nesse ano- e nos últimos anos tem andado envolvido em esquemas finaceiros duvidosos por todo o lado. O Morgan Stanley também foi resgatado em 2008 pela Reserva Federal americana, tendo lucrado bastante com a crise das dívidas soberanas na Europa. O Deutsche Bank foi o banco que, indirectamente, provocou o resgate ao sistema bancário irlandês - grande parte da dívida dos bancos irlandeses em 2008 era detida por este banco (operações descritas no livro "Boomerang", de Michael Lewis). Em 2012, foi descoberto que ocultou perdas de 12 000 milhões de dólares para evitar o resgate pelo Governo alemão - os resgates feitos desde 2008 na Alemanha implicaram sempre controlo estatal dos bancos, uma "inconveniência" que não se verifica por cá. Já o BES, conhecido como o banco do PSD, tem sido associado nas últimas semanas a crimes de colarinho branco. Um dos seus dirigentes, José Maria Ricciardi, foi constituído arguido, e o presidente Ricardo Salgado visitou duas vezes o DIAP para prestar declarações em dois processos diferentes.
Ontem corria a notícia de que o Governo espanhol pretendia que gestores indiciados por corrupção ligada ao sistema financeiro pudessem voltar a ocupar cargos em instituições bancárias. Recentemente, foi contratado pela Bolsa um antigo dirigente do BPN que trabalhou de perto com Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Um extraordinário sucesso, sem dúvida. E também se fica a compreender por que razão as notícias sobre corrupção no BES têm sido bastante discretas. Sendo o banco um dos parceiros privilegiados do Governo nos seus negócios, não conviria sujar uma imagem que, de resto, é perfeitamente imaculada. Tudo está quando acaba bem. Na Sicília é assim: os negócios são sempre um assunto de família.
por Sérgio Lavos/Arrastão

sábado, 19 de janeiro de 2013

0 Banif: Onde é que já vimos isto?

Banqueiros e Governo dizem que o Banif não é o novo BPN. Mas as semelhanças estão à vista: o banco madeirense serviu de instrumento para financiar o regime de Jardim, enquanto acolhia ex-governantes do PSD, mas também do PS. Veja aqui as ligações entre políticos e o banco que acaba de ser salvo com o dinheiro dos contribuintes.


O Banco Internacional do Funchal foi salvo com dinheiros públicos, mas o Governo preferiu comunicar a decisão à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM) quando faltavam poucas horas para as primeiras badaladas do ano novo. Foi na tarde de 31 de dezembro que Vítor Gaspar notificou a CMVM que o Estado iria injetar 1.100 milhões de euros no capital do banco que é propriedade das herdeiras do milionário madeirense Horácio Roque, o fundador do banco falecido em 2010. A somar a isto, há mais 1.150 milhões em garantias estatais ao Banif, o que faz aumentar a fatura para os contribuintes para 2.250 milhões, em caso de incumprimento do banco.
Esta quinta-feira, os acionistas do Banif aprovaram o plano de recapitalização do banco agora liderado por Luís Amado e Jorge Tomé. O ex-ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates e o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos foram os nomes que tiveram o aval do Banco de Portugal, quando uma das herdeiras de Horário Roque procurou a ajuda do Estado para salvar o banco, no meio de uma batalha pela posse da herança milionária.
Com esta operação, os atuais acionistas que levaram o banco à situação difícil em que se encontrava, recusam-se a entrar com mais de 100 milhões de euros no capital do seu próprio banco, deixando para os contribuintes a tarefa de limpar as "imparidades" nas contas do banco. O aumento de capital do Banif previsto para junho, no valor de 450 milhões de euros, deverá ser subscrito por outros bancos intervencionados pelo Estado, como o BCP e o BPI.
Banif: um banco de Jardim, mas não só
A história do Banif começa antes da sua fundação, com a Caixa Económica do Funchal, controlada por figuras próximas do independentismo da Flama e usada como instrumento do Governo Regional a seguir ao 25 de abril. A associação mutualista que controlava a Caixa viu-se obrigada a desfazer-se da instituição em meados da década de 90, arrasada por um passivo gigante e pelo crédito mal-parado. Os compradores foram Horário Roque e o amigo e sócio de negócios sul-africanos, Joe Berardo, mais tarde agraciados como Comendadores da República. Quem representou os associados na venda da Caixa aos novos investidores foi Abdool Vakil, o ex-presidente do Banco Efisa (do grupo BPN) que mais tarde sucederia a Oliveira e Costa à frente do BPN, quando este abdicou do cargo alegando problemas de saúde.
A seguir à compra, Horácio Roque viria em seguida a reforçar a sua presença no capital, adquirindo a posição de Berardo e partilhando a maioria das ações com a Auto-Industrial, uma empresa do ramo automóvel, no qual o banco se especializou nos primeiros anos.
Admirador confesso de Alberto João Jardim, Horácio Roque manteve o banco sempre na órbita do PSD/Madeira e muitos ainda se lembram do banco adiantar salários aos funcionários públicos madeirenses, quando os cofres de Jardim estavam vazios. E o dinheiro que pagou muitas despesas da máquina eleitoral do PSD/Madeira também circulou através do banco que conta nos seus órgãos sociais com figuras de topo do regime de Alberto João Jardim, incluindo dois nomes apontados à sua sucessão: Miguel de Sousa e Paulo Freitas, ambos ex-gvernantes regionais e atuais vice-presidentes do Parlamento madeirense. O primeiro preside à Assembleia Geral do banco e o segundo tem lugar no Conselho Superior Corporativo do Banif, o órgão que substituiu o Conselho Consultivo da instituição.
Também Tranquada Gomes, o deputado que foi o quarto candidato na lista do PSD nas últimas regionais, esteve mais de uma década no Conselho Fiscal e na Assembleia Geral do banco. O escritório de advogados que partilha com o também deputado laranja Coito Pita foi a morada registada como sede do banco Efisa no offshore da Madeira. O cargo de Tranquada Gomes na AG do Banif passou para outro companheiro de bancada, João da Silva Santos, que também é administrador da cimenteira da Região.
Mas o Banif também acolheu algumas figuras da política nacional nos seus órgãos, como Ângelo Correia. A sua Fomentinvest foi ainda parceira do banco em 2010, a trazer para Portugal o negócio da especulação no mercado de carbono, da compra e venda de créditos de poluição, nomeadamente com a russa Gazprom. Também António Nogueira Leite, coordenador da moção que levou Passos Coelho a ganhar o Congresso do PSD, sendo nomeado para a Caixa Geral de Depósitos a seguir às eleições legislativas, passou cinco anos no Conselho Consultivo do Banif. As ligações do banco a figuras do atual Governo também são visíveis no caso de Diogo da Silveira, um dos sócios de Carlos Moedas na Schilling Capital Partners, um fundo de especulação na bolsa e seguros, que pertence à administração do Banif desde 2007.
Mais cavaquistas a dar cartas na banca
Já se sabia que os governos de Cavaco Silva deram a conhecer ao mundo pessoas com vontade de dar cartas na finança, como ficou à vista com o BPN, cujo buraco de 7 mil milhões de euros (na última avaliação) está a ser pago pelos contribuintes sem que se conheçam consequências para o património dos que ganharam com desfalques. Olhando para os atuais e antigos detentores de cargos no Banif, encontramos mais ex-governantes dos dez anos de cavaquismo.
Jorge Oliveira Godinho foi secretário de Estado das Pescas de Cavaco durante seis anos e a seguir passou uma década na administração da EDP até entrar em 2009 no Conselho Consultivo do Banif Investimento. Neto da Silva, que diz ser o fundador da Loja Mozart, o grupo maçónico que integrava o atual líder parlamentar laranja Luís Montenegro e outras figuras ligadas ao PSD, aos serviços secretos e à empresa Ongoing, ocupa hoje um lugar no Conselho Nacional do PSD, ao mesmo tempo que fiscaliza as contas do Banif como vogal do Conselho Fiscal. Foi secretário de Estado do Comércio Externo de Cavaco Silva. A lista de governantes de Cavaco no Banif fica completa com Manuel Carvalho Fernandes, que foi secretário de Estado do Tesouro e trabalhava de perto com Oliveira e Costa, seu colega responsável pelos assuntos fiscais. Carvalho Fernandes viria a demitir-se na sequência do escândalo da fracassada OPV de sete empresas da Sonae. Tanto ele como o seu ministro, Miguel Cadilhe, vinham do BPA, um dos grandes clientes da Sonae e o banco por trás da operação bolsista. Hoje é acionista de empresas do grupo Banif e administrador do banco.
O próprio Cavaco Silva também quis estar associado ao crescimento do Banif na última década. Em janeiro de 2003 participou na conferência que assinalava os 15 anos do banco, ao lado de Horácio Roque e Alberto João Jardim. E dois anos mais tarde, um mês antes de anunciar a sua candidatura às eleições presidenciais, o antigo primeiro-ministro deslocou-se a Londres para participar enquanto convidado de honra no jantar que assinalou a abertura de um escritório do Banif Investimentos. A notícia do jantar londrino, no qual Alberto João Jardim foi o grande ausente, ainda aparece no site do banco. "Segundo foi possível apurar, o presidente do Governo Regional foi convidado directamente por Horácio Roque - o presidente do Grupo BANIF - só que o facto de Jardim estar envolvido nas mais de sessenta inaugurações e igual número de festas partidárias impedem a sua saída da Região", relatava o Diário de Notícias da Madeira.
O perfume da rosa chega à Madeira
Ao contrário do BPN, os donos do Banif procuraram integrar todo o bloco central nos seus órgãos sociais, convidando ex-governantes do PS para cargos no banco. Muito antes de Luís Amado assumir a presidência do banco em tempo de crise, a Global Seguros - seguradora do grupo - contratou para seu administrador José Lamego, ex-secretário de Estado socialista, entre 2001 e 2005. Curiosamente, foi nesse intervalo de tempo que Lamego foi nomeado para ajudar a redigir a Constituição aprovada após a ocupação norte-americana no Iraque. Depois da experiência acumulada no Funchal e em Bagdade, Lamego transferiu-se para o grupo BPN, com um cargo no banco Efisa.
A Global Seguros foi a empresa escolhida para dar emprego a figuras de peso do PS como Vera Jardim, ex-ministro da Justiça e atual membro da Comissão Política socialista, que presidiu à AG da seguradora entre 2009 e 2010. O seu colega no governo de Guterres com a pasta da Defesa, Júlio Castro Caldas, fez parte do conselho geral e de supervisão da Global Seguros pelo menos entre 2007 e 2010.

0 Bancos lucraram 15 mil milhões com dívida pública em 2012

Os cinco maiores bancos portugueses detêm mais de metade da dívida pública colocada no sistema financeiro nacional. No ano passado, os títulos valorizaram 60%, proporcionando mais-valias potenciais de 15 mil milhões nos balanços destas instituições. Em todo o mundo, só a dívida grega deu mais dinheiro a ganhar à finança do que a portuguesa.

As contas são do Diário Económico, que acrescenta que a larga maioria destes estes títulos se encontram na carteira de "ativos disponíveis para venda", o que resultará na valorização dos capitais próprios nas contas de 2012. Um especialista consultado pelo jornal acredita que "tal como já aconteceu nas contas do terceiro trimestre", muitas instituições optem por vender parte da carteira, "realizando assim lucros ou de forma a suportarem imparidades de crédito", utilizando o restante para reforçarem os capitais próprios.
No fim de 2011, segundo o Banco de Portugal, as instituições financeiras portuguesas detinham 22,6 mil milhões em Obrigações do Tesouro português. Os bancos aproveitaram para reforçar a carteira com os empréstimos a médio e longo prazo do Banco Central Europeu, comprando mais 4 a 5 milhões de euros de dívida portuguesa no primeiro semestre, período em que os títulos valorizaram 32%.
As mais-valias registadas pela banca nacional poderão a qualquer momento ser contabilizadas como lucro, na altura em que decidirem vender os títulos ou alocarem-nos à carteira de "trading" dos bancos, acrescenta o Diário Económico. Mas numa altura em que os bancos procuram reforçar os capitais próprios para cumprir os rácios de solvabilidade impostos pelo BCE, não é de esperar que se desfaçam deles tão cedo, preferindo refletir a sua valorização nesse reforço.
A Caixa Geral de Depósitos é a maior detentora de dívida pública, com 8,1 mil milhões em Bilhetes e Obrigações do Tesouro português. Seguem-se BES (6,3 mil milhões), BPI e BCP (4,6 mil milhões cada) e Santander Totta (2,75 mil milhões). Os cinco maiores bancos totalizam 56% do total da dívida pertencente ao sistema financeiro nacional.  
Ao contrário da intenção anunciada do Banco Central Europeu, que emprestou dinheiro a juro baixo a três anos no início de 2012, os bancos não o usaram para conceder crédito às empresas e às famílias e assim impulsionar a atividade económica. Preferiram antes comprar dívida pública para limpar os seus balanços e conseguirem cumprir as metas fixadas pelo regulador bancário europeu para aliviar o sistema financeiro.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

0 Três mitos sobre os bancos

Existem três fábulas sobre os bancos e o seu papel na economia. A grande maioria das pessoas (e dos economistas) abraça com fervor estes três mitos que estão intimamente relacionados. A análise da economia política do capitalismo exige que se desfaça esta mitologia.

O primeiro mito diz que os bancos são simples intermediários entre os aforradores e os agentes que precisam de recursos adicionais, sejam investidores ou consumidores. Segundo esta ideia os bancos recebem em depósito os fundos dos aforradores para proceder aos empréstimos. Aos aforradores é-lhes paga uma taxa de juro inferior à que cobram a quem pede emprestado e a diferença constitui o ganho dos bancos.
Soa lógico mas é falso. A realidade é que os bancos são algo mais do que simples intermediários. Entre as atividades da banca encontra-se a criação monetária. Para realizar um empréstimo os bancos não precisam que os recursos que vão ser objeto do crédito tenham sido poupados anteriormente.
Normalmente, quando um banco outorga um empréstimo, simples e singelamente, abre uma conta em nome de quem pede emprestado e adjudica-lhe um saldo positivo (no montante do crédito). No mesmo ato outorga ao recetor do crédito instrumentos de pagamento, dinheiro bancário, um livro de cheques ou um cartão de crédito. Se quem pede o empréstimo requer dinheiro em numerário (bilhetes emitidos pelo banco central), o banco que empresta consegue-o nos seus cofres ou adquire-o no banco central.
O banco não vai verificar se lhe ficam recursos dos agentes aforradores para outorgar um empréstimo. Não tem que o fazer porque o crédito não depende desses depósitos. É verdade que há pessoas que depositam as suas poupanças em bancos privados, mas a captação bancária não é o que permite aos bancos realizar empréstimos. Para intervir como emprestador, o banco apenas tem que avaliar o projeto no contexto do horizonte económico. Ao outorgar o crédito abre-se um depósito no banco: os empréstimos criam os depósitos e não o contrário, como diz este mito.
O segundo mito está ligado à ideia de que os bancos guardam em reserva parte dos depósitos dos aforradores para enfrentar um eventual pedido dos depositantes que desejem recuperar as suas poupanças. Esta é uma variante do mito anterior e está ligada ao que se denomina “banca de reserva fracionária” e que se supõe que funciona da seguinte forma. Se num banco se depositam cem pesos 1 e o dito banco guarda 10 por cento em reserva, pode emprestar os outros noventa, que são depositados novamente no mesmo ou noutro banco. Sobre este depósito devem-se guardar 10 por cento de reservas, podendo voltar a emprestar 81 pesos e assim sucessivamente. No final da série, supondo reservas de 10 por cento, os primeiros cem pesos ter-se-ão convertido em mil pesos pelo efeito do multiplicador bancário (equivalente ao recíproco do coeficiente de reservas que os bancos guardam).
Parece que aqui também se cria dinheiro a partir do nada, mas não é assim. Há um depósito anterior a cada empréstimo e as reservas impõem um limite aos fundos emprestados. Parece lógico, mas o sistema bancário não funciona deste modo: em 2007, antes da crise financeira, as reservas dos bancos nos Estados Unidos ascendiam a 20 mil milhões de dólares, o que teria que se ter acompanhado de uma oferta monetária de 200 mil milhões de dólares se o multiplicador existisse e não dos vários biliões (milhões de milhões) que existiam em circulação. O multiplicador simplesmente não existe como o demonstram vários trabalhos patrocinados pelo FMI.
Resta o terceiro mito: as reservas. Pensa-se que com as reservas o banco central controla a expansão do crédito (e a oferta monetária), além de estabelecer um requisito prudencial para eliminar o risco de “corridas” aos bancos. Mas há muito que os bancos centrais deixaram de impor níveis realmente significativos de reservas obrigatórias. Em muitos países os requerimentos de reservas são zero, e isso inclui Inglaterra, Canadá e México.
Isto é quiçá o reconhecimento de que num sistema de criação monetária endógena o banco central não tem controle sobre a oferta monetária. Por isso a política do banco central, obcecada pelo controle da inflação, está centrada no controle da taxa de juro através das suas operações de desconto.
Se um banco precisa de reservas ao final do dia, pode obtê-las no mercado interbancário de curto prazo ou diretamente do banco central. Não é da base monetária (o dinheiro emitido pelo banco central) que precisa para arrancar todo o processo. A causalidade é a inversa: os créditos bancários geram a quantidade de dinheiro. E a razão é que se o banco central não tem a exclusividade sobre a criação monetária, não lhe fica mais remédio senão proporcionar as reservas que o sistema requer. O banco central está ao serviço dos bancos privados e do capital financeiro.
Artigo de Alejandro Nadal, publicado no jornal mexicano “La Jornada

sábado, 5 de janeiro de 2013

0 Banif - A trágica semelhança

Começámos o ano com a notícia de que boa parte dos cortes e impostos da sobre-austeridade de 2013 – 1.100 milhões de Euros – vai ser canalizada para salvar mais um banco. Desta vez o BANIF, um banco pequeno pelos habituais critérios de medição, pouco maior que o BPN no ano em que foi nacionalizado. Artigo de João Neves, publicado em IAC.


Este montante, que representa mais um aumento na dívida pública portuguesa, destina-se a reforçar o capital do BANIF para que este cumpra o rácio entre capital e activos de 10%, um rácio que mede a proporção de capital investido pelos accionistas do banco para financiar a sua actividade, nomeadamente a de conceder crédito.
Este rácio de 10% resulta dos compromissos assumidos pelo governo português no memorando com a troika e tinha de ser atingido em 2012, o que poderá explicar a razão para o anúncio desta medida mesmo no final do ano.
Em traços gerais, o plano de capitalização anunciado prevê a compra de acções pelo estado de 700 milhões de Euros, um empréstimo sob a forma de obrigações (convertíveis em acções) de 400 milhões de Euros (perfazendo os 1.100 milhões de Euros de fundos públicos) aos quais se juntarão, em Junho deste ano,  450 milhões de Euros de accionistas privados.
Estas medidas não são novas. Outros bancos privados – o BPI e o BCP – já beneficiaram destas injeções de capital público. A grande diferença – e trágica semelhança com o caso do BPN – é que estes dois bancos têm mesmo uma importância relevante no sistema bancário português, ao passo que o BANIF é um banco de pequena dimensão. O próximo gráfico compara o montante da ajuda concedida com a dimensão (medida pelo activo):

A partir dos balanços consolidados dos bancos em Junho 2012. Fonte APB.
O montante do socorro ao BANIF é ainda mais questionável se verificarmos que, em Junho de 2012, o banco anunciava que o rácio de capital prudencial era de 8.4% e que o seu capital total seria de 822 milhões de Euros. Ou seja, um banco que não andaria muito longe de alcançar o objectivo fixado pela troika precisa de duplicar o seu capital para fechar o pequeno intervalo que vai de 8.4% para 10%.  O que é que se passou nos últimos seis meses? Ou pior, o que é que já se tinha passado mas não estava reflectido nas contas publicadas?
Para além disto, o Estado já apoiou o BANIF garantindo empréstimos actualmente no montante de 1.150 milhões de Euros. Ou seja, se o banco falir o Estado arriscou por nós 2.250 milhões de euros repartidos entre capital investido (os 1.100 milhões agora anunciados) e empréstimos garantidos (1.150 milhões).
As comparações são recorrentes mas necessárias. O dinheiro que está em jogo nesta aposta – é disso que se trata – cobriria mais de metade dos cortes com o estado social que nos vão anunciar em breve; chegaria, por exemplo, para pagar o salário anual médio em Portugal a 185.000 pessoas.
Em troca dos cortes continuamos a ter o mesmo: perguntas sem resposta. Que operações fez o banco para destruir quase por completo a sua base de capital? Quem contraiu empréstimos e não os vai pagar? Quantos bancos mais estão nestas circunstâncias? Até quando vão dinheiros públicos sanar dívidas privadas?
A troika reservou 12.000 milhões de Euros para operações como esta. Hoje estão gastos 5.600 milhões (com o BPI, o BCP e agora o BANIF). O direito de conhecer a verdadeira dimensão dos problemas bancários é flagrante. O dever de a desvendar é inevitável.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 Passivo do Banif de 14.000.000.000 (14 BILIÕES), isto faz do BPN uma brincadeira de crianças


 Para começar é só mais um BPN para entrar 2013 com o pé esquerdo,
Descupem lá, visto que não é BPN, é BANIF

Reparem bem no Passivo de 14.000.000.000 (14 BILIÕES), isto faz do BPN uma brincadeira de crianças

Importa salintar que tem exposição á dívida imobiliária espanhola atravéz do Banca Pueyo, SA, Inmobiliaria Vegas Altas (Espanha) e dos EUA através de Banif Finance (USA) Corp. (crédito imobiliário – EUA), Banif Financial Services, Inc. (Miami), Banif Securities, Inc. (corretagem - EUA),...
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ainda falta compilar e criar tabelas relativas a 20 pags do relatório onde se lê isto e muito mais: "
d) DESCRIÇÃO DO MODO DE CAPITALIZAÇÃO

Na prossecução do objectivo de reforçar a sua solvabilidade, tendo em conta a necessidade de cumprir os rácios mínimos de capital estabelecidos pelo Banco de Portugal e a necessidade de criar uma margem prudencial para lidar com um ambiente operacional extremamente difícil, o Grupo Banif irá participar no programa de recapitalização das instituições de crédito em Portugal através da realização de investimento público.

No caso do Grupo Banif, a recapitalização, realizada após a conversão em definitivo do registo da fusão da Banif SGPS, SA, no Banif SA, será no montante global de até €1.400 milhões, nas seguintes duas fases e com a seguinte estrutura:(...)
No que concerne às remanescentes rubricas de imparidade em balanço, importa destacar que, em 2011, o Banco registou uma imparidade de €69,9 milhões em títulos, enquanto a imparidade registada em operações de titularização ascendeu a €66 milhões em 2011, montante que compara com €25 milhões registados em 2010 e com €16 milhões em 2009. A imparidade registada ao nível dos instrumentos de capital, por sua vez, evidenciou uma tendência crescente ao longo dos períodos, cifrando-se em €311 milhares em 2009, €544 milhares em 2010 e €3 milhões em 2011"
(...pagina 90)
A necessidade de capitalização do Grupo Banif é sobretudo explicada pela conjugação dos seguintes factores: i) deterioração acentuada da economia portuguesa, que teve um impacto muito negativo na actividade e rendibilidade dos bancos; ii) enquadramento regulamentar que, ao longo de 2011, se tornou muito exigente e resultou na necessidade de cumprir um rácio Core Tier 1 de 9% e 10% em Dezembro de 2011 e Dezembro de 2012, respectivamente (Aviso 3/2011 do Banco de Portugal), iii) escassez de financiamento de mercado, uma vez que, na sequência da adesão de Portugal ao Programa de Assistência Económica e Financeira (“PAEF”), o recurso a fontes externas de capital continua praticamente vedado a empresas portuguesas e
iv) fracas perspectivas no curto prazo para a economia portuguesa, esperando-se um agravamento do contexto recessivo e deterioração adicional da qualidade de crédito.
depois vai para aqui

http://revoltatotalglobal.blogspot.com/
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Banif Finance, Limited -- Moody's takes actions on three Portuguese banks: BCP, Banif and CGD
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Madrid, December 04, 2012 -- Moody's Investors Service has today taken actions on three Portuguese banks. The debt and deposit ratings of Banco Comercial Portugues (BCP) were downgraded by one notch to B1 with a negative outlook. The debt and deposit ratings of Banco Internacional do Funchal S.A. (Banif) were lowered by one notch to B2 from B1, and placed on review with direction uncertain. The debt and deposit ratings of Caixa Geral de Depositos (CGD) were affirmed at Ba3 with a negative outlook.
The actions on the banks' debt and deposit ratings were prompted by Moody's downgrades of their standalone credit assessments (Baseline Credit Assessments, BCA). Moody's has downgraded by three notches each the standalone credit assessments of BCP, Banif and CGD to reflect the expected further deterioration of the banks' risk absorption capacity given the more negative outlook for the Portuguese economy, with GDP forecasts having been revised downwards by Moody's to -3.3% expected for FY2012 and a further contraction of -1.2% for 2013, as opposed to the August forecasts which expected -3.6% for 2012 and -0.3% for 2013.

RATING ACTIONS OVERVIEW

-- Banco Comercial Portugues (BCP): The standalone credit assessment was downgraded to E/caa2 from E+/b2 and the debt and deposit ratings were downgraded to B1/Not Prime from at Ba3/Not Prime. The bank's subordinated debt and preference share ratings were downgraded to Caa3 and C(hyb) respectively. All ratings have a negative outlook.

-- Banco Internacional do Funchal (Banif): The standalone credit assessment was downgraded to E/caa2 from E+/b2 and the debt and deposit ratings were downgraded to B2/Not Prime from B1/Not Prime. The bank's subordinated, junior subordinated debt and preference share ratings were downgraded to Caa3, Ca(hyb) and C(hyb), from B3, Caa1(hyb) and Caa2(hyb) respectively. All ratings except the junior instruments are on review with direction uncertain.

-- Caixa Geral de Depositos (CGD): The standalone credit assessment was downgraded to E/caa1 from E+/b1 and the debt and deposit ratings were affirmed at Ba3/Not Prime. The bank's subordinated, junior subordinated debt and preference share ratings were downgraded to Caa2, Caa3(hyb) and Ca(hyb), from B2, B3(hyb) and Caa1(hyb) respectively. All ratings have a negative outlook.

A full list of affected ratings can be found at this link: http://www.moodys.com/viewresearchdoc.aspx?docid=PBC_147923

RATINGS RATIONALE

RATIONALE FOR DOWNGRADES OF STANDALONE CREDIT ASSESSMENTS

Throughout 2012 BCP, Banif and CGD have seen an increased portion of its pre-provision income absorbed by asset impairments. At the same time, the capacity of these banks to generate recurring earnings to offset these rising impairments has been significantly impacted by (i) higher funding costs (particularly of retail deposits), (ii) ongoing balance sheet deleveraging and (iii) increase in non-earning assets. Moody's is concerned that Portugal's prolonged economic recession will exacerbate the intense pressure on the already very weak risk absorption capacity of these three banks.

Moody's acknowledges the improved solvency levels for BCP and CGD following the recapitalization effort made by the Portuguese government in June 2012. Moody's also notes that Banif's current capital shortfall to comply with a regulatory core Tier 1 capital threshold of 10% will be compensated after the targeted public recapitalization materializes, which is expected to take place before year-end 2012. However, the rating agency is concerned that the very negative economic conditions for the Portuguese economy may challenge the achievement of the deleveraging goals contemplated in the recapitalization and funding plans approved by Bank of Portugal and the Troika for the three banks. Furthermore, the expected broader deterioration in profitability and asset quality will pressure the banks' capital base, which increases the likelihood that additional public support may be required to offset for the losses embedded in their balance sheets.

Funding profiles have improved throughout 2012 thanks to deleveraging efforts and resilient deposit bases. However, Moody's considers that additional risks pressuring the three banks' standalone credit assessment is the ongoing lack of access to long-term wholesale funding sources, which have led them to display high reliance on European Central Bank (ECB) funding. Heightened uncertainties on the health of the Portuguese economy as well as on the creditworthiness of the banking system will prevent banks to regain normalized access to private markets in the foreseeable future. In this regard, Moody's expects that BCP, Banif and CGD will remain reliant on ECB support for some time.

Consistent with Moody's definitions, the lower standalone credit assessment reflects the rating agency's view that BCP, Banif and CGD have speculative intrinsic, or standalone, financial strength and are subject to very high credit risk absent any possibility of extraordinary support from a third party or the government.

RATIONALE FOR STANDALONE CREDIT ASSESSMENTS BY BANK

BANCO COMERCIAL PORTUGUES (BCP)

BCP's E/caa2 standalone credit assessment, is a reflection of its very weak risk absorption capacity despite the recent public recapitalization, evidenced by 1) rapidly deteriorating profitability ratios, with a sharp decline in net interest income of 35.6% and a EUR796.3 million net loss reported at end-September 2012; 2) very high reported NPL ratio (credit at risk ratio as per Bank of Portugal's definition) of 13.4% (compared to the system's average of 10%) and 3) Moody's concerns in relation to BCP's exposure to Greece through its 100%-owned subsidiary Millennium Bank S.A (unrated).

BCP was required by the European Banking Authority (EBA) to reach a 9% core tier 1 ratio before end-June 2012. To comply with this regulatory capital threshold, the Portuguese government provided EUR3 billion of capital to BCP in the form of hybrid instruments and the bank made a EUR500 million capital increase subscribed by private investors. At end-September 2012 BCP reported core Tier I ratios of 11.9% (according to Bank of Portugal's definition) and 9.4% (as per EBA definition).

Despite the enhanced capital ratios, Moody's downgrade captures the significant downside risks of BCP's credit fundamentals to the country's very difficult operating environment. Moody's expects the bank's activity in Portugal to remain loss-making during 2013, due to the ongoing increase in non-earning assets and subdued business volumes. In addition, the rating agency cautions that BCP's risk absorption capacity could be further challenged in the event of a more negative scenario for its Greek operations.

BCP's standalone credit assessment has a negative outlook to reflect the bank's vulnerability to a further weakening of its credit profile in light of the very negative outlook for the Portuguese economy.

BANIF

The downgrade of Banif's standalone credit assessment to E/caa2 reflects 1) the bank's rapidly deteriorating financial fundamentals, namely in terms of profitability and asset quality (the bank reported a net loss of EUR61 million and a NPL ratio of 13% at end-June 2012); 2) very modest internal capital generation capacity that has forced them to require public support from the Bank Solvency Support Facility to recapitalize.

Banif has recently undertaken an organizational restructuring as part of the required recapitalization plan, entailing the merger of Banif SGPS -- its former parent -- into Banif, with the latter now acting as head of the group. Moody's notes, however, that the merger is still subject to final registration, which is a prerequisite for Banif to receive public support. In addition, the bank expects to fulfil a drastic deleveraging of its balance sheet over the next five years, which is expected to ease funding requirements and reduce risk weighted assets.

Moody's notes that the review with direction uncertain of Banif's standalone ratings reflects the need of further clarity about the recapitalization plan, which will enable to assess the credit profile of Banif post public capital infusion as well as the impact of other initiatives that may be included in such plan. In addition, during the review period Moody's expects to analyze the impact of the organizational restructuring and also whether targeted improvements in corporate governance can have a material - and tangible - impact on the bank's credit profile. Downward pressure persists on Banif's standalone ratings as the bank will continue to operate under very challenging operating conditions, which will make it very difficult for management to achieve the goals set up in the recapitalization plan.

CAIXA GERAL DE DEPOSITOS (CGD)

The downgrade of CGD's standalone credit assessment to E/caa1 has been prompted by Moody's concerns that the bank's weak credit fundamentals are likely to be further challenged in 2013 in light of our expectations of a prolonged economic recession in Portugal. CGD displays a weak risk absorption capacity principally due to (i) its very modest profitability indicators (the bank reported a net loss of EUR102 million and a decline in net interest income of 15% as of end-September 2012), (ii) deteriorating asset quality (reported credit at risk ratio of 9.2% at end September 2012) and (iii) high direct exposure to Portuguese sovereign risk (almost 2.5x Tier 1 capital).

In downgrading the bank's standalone credit assessment, Moody's has taken into account CGD's recent capital reinforcement in order to comply with EBA's 9% core Tier I capital requirement by end-June 2012. The recapitalization was completed with a EUR900 million issue of hybrid financial instruments and a EUR750 million capital increase, both of which were fully subscribed by the Portuguese State. Despite the benefits of the capital improvement, Moody's notes that CGD displays significant downside risks to the country's negative macroeconomic scenario that are likely to put additional pressure on its capital.

In addition the bank has embarked on a deleveraging plan that encompasses significant divestments in the domestic market that could improve its capital position but may have a negative impact on its already very limited earnings generation capacity.

The outlook on CGD's standalone credit assessment is negative to reflect the above mentioned risks.

RATIONALE FOR DOWNGRADE OF DEBT RATINGS AND SUPPORT ASSUMPTIONS

The one-notch downgrade of BCP's and Banif's senior debt and deposit ratings reflect (i) the further deterioration of their standalone credit profile, as discussed above; and (ii) Moody's assessment of a very high probability of support by the Portuguese government for the banks in case of need.

The debt ratings of CGD were affirmed at Ba3, resulting in four notches of uplift from its standalone credit assessment of caa1, and based on Moody's assessment of a very high probability of support from the Portuguese government as CGD's unique shareholder.

The negative outlook on BCP's and CGD's debt and deposit ratings reflect both the currently negative outlook on the Portuguese government's Ba3 bond rating and the negative outlook on the bank's standalone credit assessment.

The review with direction uncertain of Banif's senior debt and deposit ratings is commensurate with the review status of the bank's standalone credit assessment.

SUBORDINATED DEBT AND HYBRID RATINGS

Moody's has downgraded the senior subordinated debt and hybrid ratings of BCP, Banif and CGD in line with the lowering of their standalone credit assessments. Moody's had previously removed government support assumptions from its ratings of subordinated debt and hybrid instruments of Portuguese banks on 28 March 2012, see "Moody's takes actions on seven Portuguese banks; Outlook negative".

Moody's review for downgrade on the junior instruments of Banif reflects the issuer's very weak credit profile and the increased risk of losses being imposed on these instruments in case of a broader deterioration of the bank's creditworthiness.

WHAT COULD MOVE THE RATING UP/DOWN

Downwards pressure on the banks' ratings might develop if operating conditions worsen beyond Moody's current expectations, i.e. a broader economic recession beyond our current GDP decline forecasts of -3.3% for 2012 and -1.2% for 2013; especially given that this is likely to result in asset-quality and profitability deterioration exceeding Moody's current expectations; and/or if pressures on market-funding intensify.

Upwards pressure on the banks' ratings may arise in case of an improved credit profile resulting from the work-out of asset quality challenges, a recovery of profitability indicators and sustained capitalization levels, as well as normalized access to wholesale funding markets.

PRINCIPAL METHODOLOGY

The principal methodology used in these ratings was Moody's Consolidated Global Bank Rating Methodology published in June 2012. Please see the Credit Policy page on www.moodys.com for a copy of this methodology.

REGULATORY DISCLOSURES

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