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quinta-feira, 9 de maio de 2013

0 Ex secretário geral do CDS assume presidência da CP.

O ex deputado e ex secretário geral do CDS Manuel Queiró, passará a ocupar a presidência da CP - Comboios de Portugal, segundo noticia o jornal Expresso, passou pela administração das empresas VisaTejo e Soturis, ambas do Grupo Galp Energia, então dirigido por António Mexia, ex ministro do PSD e atual presidente da EDP. (Janeiro 2013) -

UMA FAMÍLIA FELIZ
(...) Manuel Queiró, irmão do secretário de Estado do Ensino Superior João Filipe Queiró e do eurodeputado Luís Queiró, casado com Celeste Cardona, ex ministra da Justiça do CDS e actual membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, desempenhou funções de administrador da empresa Soturis, S. A., do grupo Galp Energia, até 2004.

AMIZADES DE LONGA DATA 
O ex secretário geral do CDS foi convidado a ocupar este cargo por António Mexia, à época presidente da Comissão Executiva da Galp Energia, que lhe ofereceu um ordenado mensal de mais de 8 mil euros, assim como vários anos de antiguidade.

SOTURIS E O FACE OCULTA
Quem também esteve ligado, nessa época, à Soturis foi Henrique Chaves, ex-ministro de Santana Lopes, que foi contratado, em regime de avença, para apoiar juridicamente as decisões da empresa.
Em 2009, a empresa apareceu associada à Operação Face Oculta, por suspeita de favorecimento ao grupo de Aveiro do empresário Manuel Godinho. A Soturis foi, inclusive, sujeita a buscas. 

FAVORECIMENTOS E AMIZADES DE SEMPRE
A relação profissional entre Manuel Queiró e o Mexia não terá, contudo, surgido na Soturis. Anteriormente, o ex secretário geral do CDS integrou a administração da VisaTejo, empresa responsável pela gestão patrimonial da Gás de Portugal, na qual Mexia ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração.
A VisaTejo foi uma das empresas responsáveis pela construção do empreendimento “Condomínio Residencial Infante à Lapa”, na Avenida do Infante, tendo sido favorecida, segundo um relatório da autoria da Provedoria da Justiça, em 600 mil euros pela Câmara Municipal de Lisboa, então presidida por Carmona Rodrigues.  Artigo baseado neste original 

É impressionante o descaramento com que tudo se desenrola, sempre os mesmos a circular entre tachos, cheios de conhecimentos, laços de amizade, laços familiares e laços de favores, dos nossos poderosos políticos e amigos. E ninguém acha estranho? Ninguém tem vergonha? Escolhem os cargos, os salários, as regalias e quem levam com eles. Para eles há sempre emprego e nunca haverá crise. Para eles haverá sempre impunidade e para as empresas por onde circulam.
Eis mais alguns casos para que todos percebam que esta senhora é um dos elos fortes do poder em Portugal.

sábado, 1 de dezembro de 2012

0 Estes são os Senhores da greve !

Comboios de Portugal e quejandas – Até quando vamos levar porrada?


A CP e outras empresas públicas de transporte têm-nos brindado com algumas das greves mais incómodas e prejudiciais que tenho memória. Não só impedem milhares de pessoas de se deslocarem para os locais de trabalho, como afundam ainda mais a situação financeira das empresas, atirando-as para um buraco cujo a resolução não se adivinha nada fácil.
Em 2011, os funcionários da CP convocaram, ao longo do ano, 12 dias de greve total e 83 dias de greve parcial, implicando uma perda de receita de 8 milhões de euros (relatório de contas 2011). Replico aqui algo que escrevi dia 31/1/2011, após (mais) um dia de greve.
Do meu ponto de vista, quando um conjunto de funcionários ameaça com greve, é porque está insatisfeito, certo? Bem, inferir que os trabalhadores da CP estão insatisfeitos com o que ganham é, no mínimo, pornográfico. Numa empresa em que o salário médio de um maquinista é cerca de 1300€. “Ouviram (leram) bem? 1300€”; os funcionários gozam de 18 subsídios (incluindo um por não faltar ao trabalho); existe um fundo – único em Portugal – que lhes permite ganhar enquanto fazem greve; e um chefe para cada 16 trabalhadores (!) é gozar com os Portugueses.
Como se pode concluir através do gráfico, eficiência dos recursos é um conceito ignaro na CP. Senão vejamos:

- o custo com pessoal, entre 2006 e 2010, decresceu a uma taxa de variação média anual de 2,73%;
– as vendas, na mesma medida e período homólogo, decaíram 1,86%/ano;
– os custos com pessoal continuam, pesadamente, a representar ≈ 45% das vendas.
Ou seja, exceptuando o ano 2007, quando os custos com pessoal diminuem (por norma despedimentos) ocorre imediatamente uma quebra nas vendas.
Questiono: duas ou três pessoas para segurar o carrinho dos snack’s mais uma pessoa no bar no alalfa pendular PRT-LSB não é supérfluo? São necessários dois revisores em cada viagem a meio da tarde (c/ menos procura)? Bem, olhando para o primeiro gráfico atrevo escrever que não.
A solução passa, impreterivelmente, por uma diminuição dos gastos com pessoal (a título de exemplo, em 2010, o EBITDA foi =-12M e os G/Pessoal =122M) e um aumento de eficiência dos serviços, combinando isto com um forte envolvimento dos funcionários à missão e estratégia da empresa e responsabilizando-os pelo idigente serviço prestado. Por outro lado, é também urgente estudar a viabilidade de algumas linhas e racionalizar o seu uso.
No que concerne aos números, e contra factos não há argumentos, são de fazer chorar.
Fiz uma análise económica/financeira da empresa muito simples dos três grandes pilares:
1) estrutura financeira;
2) risco/rentabilidade;
3) liquidez.
Para isso, usei os seguintes indicadores que passo a explanar:
1 – Autonomia financeira: mede o grau de solvabilidade das empresas, ou seja, dividindo o capital próprio da empresa pelos seus activos permite-nos analisar de que forma estes últimos são financiados pelos primeiros, permitindo também uma previsão a longo prazo sobre a estrutura da empresa. Quanto menor for o valor, grosso modo, mais os activos estão a ser financiados por dívida. O normal é as empresas apresentarem valores superiores a 1, mas, espante-se quem pensar que na CP é igual. Isto porque o capital próprio da CP é sistematicamente negativo (!!), ou seja, somos todos nós que financiamos esta empresa.

2 – ROA (%) – só usei este rácio e evidencia a capacidade dos activos da empresa em gerar retorno. Ou seja, para um determinado investimento num activo, qual o retorno que este provocará nos resultados em %. Bem, também neste indicador pasme-se quem pensava que seria positivo. É, perduravelmente negativo.

3 – Com as chances cada vez menores de safar a empresa da falência – não fossemos todos nós – a liquidez também não altera, infelizmente, este paradigma. Este rácio mede, basicamente, a capacidade que a empresa tem em honrar os seus compromissos a curto prazo, dividindo o activo corrente pelo passivo corrente (liquidez geral). É suposto o activo de curto prazo ser superior ao passivo, em qualquer empresa de boa saúde. Mas desengane-se quem pensa que a CP se inclui neste grupo, como se pode ver pelo gráfico.
Dir-me-ão os mais esquerdistas que estou a fazer uma análise puramente “empresarial” porquanto uma empresa como a CP não é feita para gerar lucro. Correcto. Mas os Angolanos ou Chineses que comprarem a CP Carga não vão pensar assim. Por outro lado, também sei que o preço praticado é muito inferior ao custo marginal do serviço. Mas repito, uma vez que só irá ser vendida a CP Carga, vamos continuar a sustentar este buraco? Um buraco em que os trabalhadores fazem 51 pré-avisos de greve por ano? Um buraco que, em 2010, teve um resultado líquido do exercício -195.197.037€ !? 
Assim, a continuidade do serviço público de transportes obriga a uma gestão mais eficaz dos recursos disponíveis. Não há alternativas a essa decisão.
Vejamos a situação de algumas outras empresas públicas no sector dos transportes:
Carris:
Activo= € 163M
Passivo= € 939M
Capitais Próprios (o que, depois de vendido todo o activo e liquidar o passivo, resta para o accionista) = € -776M (!)
Encargos com a dívida no último ano = € 30M
A oferta de serviços é superior à oferta 4,5 vezes.
Metro de Lisboa:
Activo= € 520M
Passivo= € 1179M
Capitais Próprios= € -658M
Encargos com juros (2010) = €52M
Custos com pessoal superiores às receitas de bilheteira, representando 66% dos custos totais que a empresa tem em pôr o metro a funcionar.
Oferta supera a procura 5,4 vezes. Grosso modo, em cada 5 metros que passam, só um é que está cheio.
STCP:
Passivo= € 390M
Capitais próprios= € -276M
Oferta superior à procura = 6,7 vezes
Metro do Porto:
Passivo= € 3435M
Capitais Próprios= € -1158M
Oferta superior à procura= 5,5 vezes
Encargos Financeiros (juros) = € 89M
Transtejo/Soflusa:
Passivo= € 192M
Capital Próprio= € -109M
Gastos com pessoal › Receitas de Bilheteira
Encargos Financeiros (juros) = € 4,7M
CP:
Passivo= € 3667M
Capitais Próprios= € -2447M
Encargos Financeiros com a dívida (juros) = € 161M
Oferta superior à procura = 4 vezes
REFER:
Passivo= € 2712M
Capitais Próprios= € -1446M
Encargos Financeiros (juros) = € 190M
As receitas cobradas às empresas pelo uso das infraestruturas são INFERIORES ao custo de pessoal!
(Neste momento já devem ter desmaiado mas…)
Resumindo:
Só estas empresas apresentam um passivo consolidado acumulado de €11.575 M (16% do empréstimo do FMI e pouco menos da linha de crédito destinada à Banca), estima-se que o endividamento das empresas públicas deste sector empresarial do Estado ascenda a 17 MIL MILHÕES! (só para terem um termo de comparação, a receita total estimada da sobretaxa em sede de IRS no ano passado é de € 1025M)
Segundo uma notícia da semana passada no JN, apresento alguns luxos que os trabalhadores gozam nestas empresas – além de ordenados bem acima da média:
a) Cabeleireiro disponível na empresa;
b) Subsídio por não faltar ao trabalho;
c) 30 dias de férias por ano;
d) Cobertura para medicamentos;
e) Subsidio complementar ao da SS se o trabalhador estiver de baixa para receber o mesmo que recebia se tivesse a trabalhar;
f) Complemento de reforma de forma a que o trabalhador receba o mesmo que recebia quando estava a trabalhar;
g) Subsídios que atingem os 30% do salário bruto;
h) Subsídio por turnos – 60€/mês + subsídio de assiduidade 70€/mês (metro de Lisboa);
i) Viagens gratuitas para os Pais, Irmãos, Tios, Filhos etc.
Acham isto justo? Eu não.
Quando há tantos Portugueses, especialmente os funcionários públicos, a sofrer de uma redução brutal do rendimento mensal, porque razão não se corta parte destas regalias? Sim, porque elas representam uns bons milhões por ano. Além disso, é necessário acabar com todas essas chefias excessivas, vários administradores com cartões de crédito e ordenados faraónicos, com a sobreposição na oferta de alguns serviços sucedâneos e com tantas outras negociatas feitas como o caso das SCUT.
Por isto é que os sindicatos deviam lutar, apresentando soluções mesmo que por vezes os trabalhadores tenham de abdicar de algo no presente para o seu emprego futuro estar menos em risco! Não é com slogans absolutamente escabrosos – “Fora a TROIKA” – nem com uma forma contestatária tão repugnante que conseguirão melhorar alguma coisa.
Soluções?
1) Reestruturar as empresas, fundir algumas que são públicas e concorrentes/complementares, permitindo uma redução estimada de 15% nos FSE (fornecimentos de serviços externos: telecomunicações, frota automóvel)
2) Abrir as concessões de algumas linhas aos privados – de forma séria e benéfica.
3) Horários mais eficientes para os trabalhadores para não acontecer o que acontece hoje (já foi pior) – um maquinista após 6h de trabalho tem o dia ganho porque senão excede as 8h/dia;
4) Despedimentos;
5) Ajustar a Oferta à Procura – racionalização das redes – por exemplo, há locais em que a oferta ferroviária excede 5000% a procura, podendo esse trajecto ser fornecido por uma empresa de autocarros a um custo MUITO inferior;
6) Acabar com todas as regalias que não se enquadram no momento actual.
Relembro: Em termos contabilísticos, se o Estado vendesse tudo o que estas empresas têm e pagasse a toda a gente (Activo – Passivo), tinha ainda de desembolsar 5,5 MIL MILHÕES – dos nossos impostos – para alguém ficar com as empresas.
Obs: Excluí a grande RENEGOCIAÇÃO das PPP, em que os encargos passaram de € 746M para cerca de € 1500M (salvo erro). Tentarei escrever acerca dessa grande renegociação brevemente com a certeza que nunca chamarei a pessoa que renegociou as PPP para RENEGOCIAR por mim….

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

0 Comboios param na próxima semana em especial no feriado de 5 de Outubro

Os comboios vão sofrer várias perturbações ao longo da próxima semana, em especial no feriado de 05 de Outubro, devido à greve convocada por vários sindicatos, anunciou hoje a CP - Comboios de Portugal.
No alerta, a CP informa que, nos primeiros três dias da greve, de segunda a quarta-feira, se devem realizar metade dos comboios dos serviços Alfa Pendular e Intercidades, acentuando-se as perturbações na quinta-feira, dia em que devem realizar-se apenas 25 por cento das ligações de longo curso.
Já no feriado de 05 de Outubro "não se prevê a realização de comboios" Alfa Pendular e Intercidades, explica a empresa, antecipando que as perturbações se estendam a sábado, com especial incidência no período da manhã.
No caso dos comboios urbanos (Lisboa, Porto e Coimbra), regionais e inter-regionais, a CP antecipa "fortes perturbações na circulação, com supressão da maioria dos comboios", de segunda-feira a quinta-feira.
Na sexta-feira, dia em que se celebra a Implantação da República, "não se prevê a realização dos comboios urbanos de Coimbra, regionais e Inter-regionais".
No sábado, a situação deverá retomar a normalidade, podendo ainda ocorrer algumas perturbações durante a manhã.
A CP aguarda ainda a decisão do Tribunal Arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social, sobre eventual determinação de serviços mínimos.
De acordo com a nota enviada aos utentes, as ligações internacionais - comboios Sud Expresso e Lusitânia Comboio Hotel - devem efetuar-se, mas devem informar-se sobre as ligações nos gabinetes de apoio ou nas bilheteiras.
 
 

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