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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

0 O discurso da política hipócrita do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho

Portugal é bombardeado diariamente com o discurso do primeiro-ministro. É um discurso inconfundível, diferente de qualquer discurso conhecido. Não consigo encontrar as palavras adequadas para descrevê-lo.
Hipócrita? Irracional? Estes são insuficientes para expressar o estilo, propósito e conteúdo de suas arengas pomposas. É um discurso neo-fascista louco, que transforma a realidade em sua cabeça e ofende a inteligência das pessoas.
Nos últimos dias, incansavelmente, o primeiro-ministro Pedro Passos tem viajado pelo país para glorificar a sua administração. O tema central dessas arengas é uma justificativa de que o seu governo tem vindo a fazer.
Ele chama a atenção para a gratidão do povo. Ele não tem dúvidas sobre a aprovação dos Portuguêses na sua política (palavra que ele usa e abusa, a ponto de perversão) que impõe "sacrifícios" sobre eles. Ele sabe que ele exige muito deles, mas o que conforta é a certeza de que eles aceitam as leis e decretos severos projetados para satisfazer os "interesses maiores da nação."
Ele sente-se orgulhoso das medidas sábias tomadas por sua equipe ministerial que transmitem um conceito de solidariedade sem precedentes, mas humanista, mal interpretada por pessoas que se recusam a entender que os salários, reduzidos irão, no final, levar a uma espécie indireta de solidariedade.
Ele pensa de si mesmo agora como um reformador e revolucionário que a história vai julgar sua estratégia como aquele que trouxe justiça.
O que machuca é a total falta de entendimento entre os partidos de oposição, aqueles incapazes de perceber que seu governo é garantir o Estado social, o combate ao desemprego, exigindo muito do poderoso, protegendo os mais pobres - esta oposição é tão cega que não consegue ver o crescimento da economia e a admiração das grandes potências da Comunidade Europeia e do FMI para os resultados de sua diligência no cumprimento das exigências do "memorando" assinado com a troika.
O acórdão do Tribunal Constitucional, que determinou que três medidas aplicadas no orçamento do Estado eram inconstitucionais, despertou a indignação do primeiro-ministro, seu governo e sua maioria parlamentar.
Passos e seu povo não se limitaram desta vez para expressar sua discordância com as decisões daquele órgão soberano. Eles desencadeou uma campanha sem precedentes contra o tribunal, com um tom de insulto.
O primeiro-ministro deu o mote ao questionar a competência dos juízes constitucionais, sugerindo mudanças básicas no processo de nomeação.
A carta arrogante  ao presidente do Tribunal Constitucional exigindo uma clarificação do julgamento é um documento vergonhoso que reflete com precisão o nível de degradação política a que a escória abrigada no poder afundou.
As observações proferidas no Parlamento pelos representantes do Partido Social Democrata (PSD) e do CDS, na tentativa de justificar a apresentação desta carta desafiadora iluminar a incompatibilidade do zoológico de Passos & Portas * com os princípios universais do direito constitucional.
O gesto deveria ter levantado repúdio generalizado pela mídia. Mas isso não aconteceu.
Canais de TV  e jornais promoveram debates em mesas redondas em que muitos comentaristas - porta-vozes para a ideologia da classe dominante - aproveitou a oportunidade para criticar o Tribunal Constitucional.
Alguns nem sequer hesitaram em expressar a compreensão para o discurso insano do primeiro-ministro, que é o defensor dos interesses do grande capital, aliado do imperialismo e inimigo dos trabalhadores.
A resposta das vítimas da política fiscal brutal, dos desempregados, dos reformados cujas pensões foram roubados, será dada em fábricas, escolas, nas indústrias de serviços e em todos os locais de trabalho.
O povo, como sujeito da história, vai intensificar a luta contra um governo cuja política, em um contexto diferente, lembra-nos cada vez mais de Salazar. Cabe ao confederação sindical CGTP e os comunistas para dar a liderança a esta luta patriótica.
* Presidente Paulo Portas (Passos & Portas significa passos e portas)
 

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