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domingo, 16 de dezembro de 2012

0 Pinto Balsemão admite que será necessário "limitar desinformação" da Internet

O papel da Internet e das redes sociais na configuração do espaço público foi hoje questionado num debate em Coimbra, tendo o empresário Pinto Balsemão admitido a necessidade de limitar o que for “desinformação”.
Francisco Pinto Balsemão, presidente da SIC, disse que na Internet, incluindo nas redes sociais, nos anos mais recentes, são veiculadas informações com importância noticiosa, mas referiu que, “misturado com isto tudo, há rumores que nunca são confirmados”.
“As redes sociais vieram agravar este fenómeno”, disse o antigo primeiro-ministro, ao intervir numa conferência subordinada ao tema “Democracia, novos media/novos poderes”, uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Coimbra e da Fundação Bissaya Barreto.
Na sessão, a terceira de um ciclo integrado nas comemorações dos 300 anos do nascimento de Jean-Jacques Rousseau, participaram também José Manuel Fernandes, José Pacheco Pereira, Miguel Morgado e Viriato Soromenho Marques, tendo cabido a moderação ao jornalista Henrique Monteiro.
Uma “grande parte” das pessoas “abdica da sua privacidade para publicar informação sua na ‘net’ e nas redes sociais”, afirmou Pinto Balsemão.
Os cidadãos “que defendem a liberdade de expressão” poderão ser levados a exigir que “sejam colocados limites a essa desinformação”, acrescentou.
“Até que ponto devemos ser tolerantes com a intolerância?”, perguntou o fundador do semanário Expresso, afirmando que ele próprio já foi “vítima disso” na Internet.
Nos meios de comunicação virtuais, “há dificuldade em saber quem é quem”, criticou.
Pinto Balsemão referiu que, para reagir a estes problemas, importa que “os meios ditos tradicionais mantenham as suas funções de mensageiro de filtrador, de veiculador de opiniões e de ‘aguilhão’ da opinião pública”.
Também o ex-eurodeputado Pacheco Pereira considerou que “não é possível haver sociedade democrática sem haver mediações”, as quais podem ser efetuadas através “do saber, do conhecimento profissional, do tempo institucional, do direito e das regras”.
A democracia “é a vontade da maioria”, mas a ela deve acrescentar-se “o império da lei”, adiantou.
“A democracia é feita para garantir que decisões não populares possam responder a outras necessidades que não são aquelas que impulsionam o voto popular”, afirmou o comentador político e antigo eurodeputado do PSD.
Para o professor universitário Viriato Soromenho Marques, “o excesso de informação ruidosa” é hoje um dos problemas das sociedades.
“Ninguém pode esperar que, com um artigo de jornal ou um programa de televisão, possa passar da ignorância à sabedoria”, disse, realçando que “a comunicação social ajuda a definir uma agenda pública para a esfera pública”.
O jornalista José Manuel Fernandes, por seu turno, criticou “um certo jornalismo de pé de microfone” que às vezes o deixa “enfadado”.
Os jornalistas “têm alguma culpa na crise dos média” e na “perda de audiências”, acusou.
Para os políticos, “a obediência à agenda mediática” tem “uma razão forte democrática de ser”, defendeu, por seu turno, Miguel Morgado, assessor político do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
Miguel Morgado justificou esta afirmação com a ideia de existir atualmente “uma ‘des-sintonia’ entre o tempo político e o tempo mediático” à qual os políticos procuram adaptar-se, uma vez que eles “são os representantes da opinião popular”.

sábado, 17 de novembro de 2012

0 Precários Inflexíveis com site bloqueado

Uma empresa de vendas diretas não gostou de ser denunciada por ilegalidades fiscais e laborais no site dos Precários Inflexíveis e ameaçou a associação com ações judiciais. A queixa chegou à plataforma Blogger, que mantém bloqueado o acesso ao site. A associação exige a reposição da sua página na internet e diz que não vai ceder a ameaças.



Os casos de atuais e antigos trabalhadores de empresas de vendas e telemarketing que deixam denúncias das condições de trabalho a que estão sujeitos preenche algumas das caixas de comentários do site dos Precários Inflexíveis. E já não é a primeira vez que surgem ameaças e processos em tribunal para retirar comentários pouco abonatórios das práticas laborais destas empresas. Como a Ambição Internacional/Axes Market, que recentemente perdeu em segunda instância uma providência cautelar para retirar dezenas de comentários que a acusavam de fraude sobre os candidatos a emprego.
Desta vez a denúncia chegou ao Blogger - que pertence à Google e aloja blogues de todo o mundo - antes de chegar à justiça. A autora é uma empresa do grupo BF, que trabalha no setor das vendas diretas, "alegadamente por considerar difamatório um testemunho de um trabalhador que os acusa de trabalho ilegal e fuga ao fisco", diz o comunicado dos Precários Inflexíveis no Facebook.
“Talvez a Blogger tenha agido de forma defensiva, com medo de represálias da BF. Mas nós não temos tanto medo. Não vamos ceder”, afirmou Tiago Gillot ao jornal Público, acrescentando que os Precários Inflexíveis vão “lutar pelo seu blogue”.
"Porque não aceitamos estes ataques à liberdade de expressão e porque queremos continuar a defender os direitos dos trabalhadores e a partilhar as denúncias de quem vive a precariedade na pele e na vida, iremos responder à empresa e à Google exigindo a reposição do nosso site", diz ainda o comunicado.
"Até à situação estar resolvida utilizaremos a página do Facebook dos Precários como local de informação, opinião, organização e divulgação", conclui a Associação.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

0 Google diz que governos apertaram vigilância online

Mais e mais governos em todo o mundo estão a pedir ao Google para retirar conteúdo ou para disponibilizar dados de utilizadores. Esta é a principal conclusão do relatório de transparência relativo ao primeiro semestre de 2012, disponibilizado na última terça-feira pelo Google.

 
É a sexta vez que o gigante de serviços de Internet divulga dados relativos à transparência e segundo a empresa os pedidos dos governos para ter acesso a dados de utilizadores têm aumentado constantemente desde o lançamento do primeiro relatório.

Na primeira metade de 2012 o Google registou 20.938 consultas de entidades governamentais de todo o mundo para obter informações sobre 34.614 contas de utilizador. No semestre anterior (Julho a Dezembro de 2011) tinham sido feitos 18.257 pedidos deste tipo. No caso português o Google recebeu 187 pedidos de divulgação de dados do utilizador de contas ou de serviços. Esse número representa um aumento face ao período homólogo de 2011, em que se registaram 161 pedidos.

O número de solicitações governamentais para retirar conteúdo manteve-se relativamente inalterado entre 2009 e 2011, mas teve um aumento considerável entre Janeiro e Junho de 2012. Nesse período houve 1791 pedidos para remover 17.746 peças, o que significa uma subida de 71%, relativamente ao semestre anteriormente analisado (Julho a Dezembro de 2011).

No relatório é possível ver os resultados por país. Os Estados Unidos foram o país com mais pedidos (7969). Seguem-se a Índia (2319), o Brasil (1566), a França (1546), a Alemanha (1533) e o Reino Unido (1425).

O governo turco foi aquele que fez mais pedidos para remoção de conteúdos: 501 no total. Seguiram-se os Estados Unidos (273), a Alemanha (247), o Brasil (191) e o Reino Unido (97).

Portugal fez 184 pedidos para obter informações sobre um total de 247 contas de utilizador. Houve dois pedidos feitos pelo governo português para retirar conteúdo dos serviços do Google. Um desses pedidos está relacionado com uma pesquisa Web do Google e o outro com uma difamação no serviço Blogger.

No relatório são divulgadas algumas situações específicas sobre os pedidos de remoção de conteúdo feitos por países. Na Alemanha, por exemplo, em resposta a uma ordem judicial, a empresa removeu oito resultados de pesquisa por estabelecerem ligação a Websites que alegadamente difamavam a esposa de um político.

No Brasil, o Google recebeu um pedido de uma agência policial local para remover sete mensagens de blogues por alegadamente difamarem a honra de um presidente da câmara local, um juiz e um chefe da polícia do Estado do Pará. A empresa ignorou este pedido.

O Google escreve que não agiu em conformidade com o pedido de um departamento regional na China para remover um resultado de pesquisa por estabelecer ligação a um Website que alegadamente difama um funcionário do governo.

Desde 2010 que o Google publica estes relatórios, onde são apresentadas todas as actividades da empresa. A divulgação do número de pedidos de remoção ou do número de pedidos de dados de utilizadores é aquela que geralmente atrai mais atenção mediática.

No blogue oficial do Google, Dorothy Chou, analista sénior de políticas da companhia, escreveu que a informação divulgada pelo Google mostra apenas uma pequena parte da forma como os governos interagem com a Internet. A esperança da empresa, afirmou Chou, é a de que “com o tempo, a divulgação de mais dados [por outras empresas] ajude a reforçar o debate público sobre a melhor forma de manter a Internet livre e aberta”.
 

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