Mostrar mensagens com a etiqueta Copa do mundo Brasil 2014. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Copa do mundo Brasil 2014. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de maio de 2014

0 Trabalhadores que produzem a bola do Mundial 2014 ganham 72.29€ por mês

As bolas oficiais vão ser vendidas a 130€, enquanto as mulheres que as produzem no Paquistão são pagas com uns míseros  72.29€ mensais. Este é o padrão-FIFA = capitalismo!!!



Nos corredores da Adidas, funcionários brincam que o único país garantido na final da Copa do Mundo é o Paquistão. É ali no subcontinente indiano, na cidade de Sialkot, que está 70% da produção da Brazuca, a bola oficial do Mundial fabricada pela multinacional alemã.
O futebol não é o esporte mais popular no Paquistão, que herdou do colonizador britânico a paixão pelo críquete. Mas o país se tornou o centro da produção mundial de bolas de futebol. Em Sialkot, cerca de 2.000 fábricas produzem anualmente 20 milhões de bolas para as gigantes do setor, como Nike, Adidas e Reebok.
A empresa Forward Sports, a maior da região, ganhou o contrato da Adidas para o Mundial do Brasil, superando fábricas da China que foram responsável por toda a produção da Jabulani, a bola da Copa de 2010.
"Agora que o padrão de vida na China está crescendo, os salários também estão", disse Mohammad Younus Sony, chefe da associação da indústria de esportes do Paquistão, ao site da Bloomberg. "Nós temos um competidor a menos. Temos mais trabalho barato e nossos produtos são bons em preço."
A maioria dos 1.800 trabalhadores que costuram a bola da Copa recebem o salário mínimo no Paquistão, que foi recentemente reajustado para 10.000 rúpias mensais, o equivalente a cerca de 72.29€ . O custo médio do aluguer de um apartamento de um quarto no centro da cidade é estimado em 17.500 rúpias (128.16€). No Brasil, a Brazuca é encontrada nas lojas por até R$ 400 ( 131.45€) e em Portugal por 127.99€.
A Câmara de Comércio de Sialkot admite que os salários pagos são baixos e que vem tentando mudar a situação. Mas os empregadores dizem depender de um aumento no preço do produto no mercado externo para turbinar os salários.



Fábrica no Paquistão será a responsável pela bola da Copa do Mundo de 2014 (Foto: Reprodução SporTV)

"Eu amo futebol porque eu sei que minha família não teria condições de comer se eu não costurasse bolas de futebol", disse Ghafoor Husain, 59 anos, ao site indonésio KBR.com. Husain é um dos 200 mil trabalhadores empregados por essa indústria, que é a base da economia de Sialkot (na entrada da cidade, uma bola de futebol dourada marca a importância do produto para os locais).
A tradição paquistanesa nesse mercado é antiga, mas foi abalada na década de 1990 quando organismos internacionais começaram a denunciar a exploração do trabalho infantil nas linhas de montagem.
Além da presença de crianças nas fábricas, a prática era estimulada por uma relação trabalhista que permitia ao trabalhador costurar as bolas em casa. O hábito criou a figura do atravessador, que levava material para casa, subempregava crianças na costura das bolas, e as entregava de volta para a empresa. Estimativas da época davam conta de que cerca de 10.000 crianças costuravam bolas de futebol no país.
Em um esforço conjunto com a Unicef e a Organização Internacional do Trabalho, as grandes marcas cancelaram contratos com empresas paquistanesas envolvidas na exploração infantil e as autoridades conseguiram diminuir a incidência da prática. As linhas de produção, agora, passam por inspeção independente e precisam cumprir regras que garantam a segurança dos trabalhadores.
A bola da vez
"A Adidas está sempre em busca de empresas parceiras que sejam líderes em seus ramos e que compartilhem nossos valores", disse um porta-voz da multinacional alemã. "A bola da vez da nossa produção agora é o Paquistão."
Além do menor custo de produção por conta dos salários baixos, a Adidas lista ações de combate à pirataria como outro fator para a escolha do país em detrimento da China, que, apesar disso, continua responsável por produzir uma percentagem das Brazucas postas no mercado. Com quedas na receita, a multinacional aposta no faturamento do futebol em ano de Copa para balancear suas finanças, conforme um relatório e uma carta a acionistas divulgados no início do mês.
Apesar de ter o esporte como base econômica da cidade, os habitantes de Siakolt e os próprios envolvidos na produção das bolas não vão se importar muito com o que estará acontecendo no Brasil a partir do dia 12 de junho. "Nós construímos um campo de futebol para os funcionários perto do galpão", disse Khwaja Masood Akhtar, o chefe da Forward Sports ao site Global Post. "Eles só jogam críquete lá."



sexta-feira, 23 de maio de 2014

0 CAMPEONATO DO MUNDO DE FUTEBOL NO BRASIL FOI COMPRADO.

Não sejamos ingênuos, a Copa do Mundo já está comprada. E não é a primeira vez que isso acontece, basta analisar o histórico desse evento esportivo que atende a vários interesses. O que deve estar tirando o sono dos dignitários da FIFA é saber que os futuros vencedores estarão recepcionando o mundo em estádios incompletos, faltando até a cobertura para os VIP’s e grande parte dos torcedores, que irão rezar para que não chova. No Itaquerão, por exemplo, todo o mobiliário só entrará após o evento. Os carpetes franceses e parte do granito dos corredores, além do forro de madeira do teto e luminárias, não estarão lá.

E o pesadelo dos brasileiros conscientes, aqueles que não estão pagando mico nas filas imensas para trocar suas figurinhas do álbum da Copa, está na constatação do quanto será gasto para manter esses elefantes brancos, após essa curta festa nada popular, já que o povo que sobrevive com o miserável salário mínimo nem poderá chegar perto dos estádios. Esse tal “legado” que só irá trazer dor de cabeça e desculpas para mais dinheiro ainda ser extraviado. Muitas destas estruturas colossais não terão nenhuma serventia, mas mesmo assim irão ser mantidas, com uma verba que poderia ser encaminhada para áreas menos valorizadas por nossos governantes, como a saúde e a educação.

E ainda tem gente que discute a legitimidade dos protestos que estão ocorrendo. Eu prefiro que o povo esteja marchando nas ruas, demonstrando sua compreensível revolta, do que vê-los como bobos alegres tentando completar o álbum de figurinhas. Com suas bocas cheias de dentes, abraçados em seus “Fulecos” de pelúcia, festejando ao assistir no horário nobre da Rede Globo as histórias das vidas desses heróis dos campos, essa gente que ganha rios de dinheiro sem cultura alguma, pensando apenas nas farras com mulheres e em trocar constantemente seus carros importados. Enquanto isso, os verdadeiros heróis de uma sociedade, nossos professores, não conseguem colocar a comida na mesa para seus filhos. E a hipocrisia? Cá entre nós, tem gente que reclama não ter dinheiro pra comprar um livro (um argumento pífio por não levar em consideração os sebos, com seus preços muito convidativos), mas está torrando uma fortuna nesses envelopinhos.

O que irá acontecer? O Brasil conquista a taça, o povo entrará em mais um coma induzido, esquecendo todos os absurdos, inclusive aqueles que estarão acontecendo, até próximo do final do ano. Daí virá a usual anestesia das festas de Natal e Ano-Novo, um torpor que dura normalmente até o final do Carnaval de 2015. Mas a ressaca, eu posso garantir, será das piores. Quando o povo novamente despertar, já será tarde demais.
 

NOTÍCIA TUGA Copyright © 2011 - |- Template created by Notícia Tuga - |- Powered by Notícia Tuga