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quinta-feira, 19 de março de 2015

0 Wikileaks revela relatório secreto americano sobre Portugal

Wikileaks revela relatório secreto americano sobre Portugal. O país que compra “brinquedos caros e inúteis” por “orgulho”
Sabia que o ministério da defesa está isento de concursos públicos? Livre para fazer as suas compras milionárias a quem der mais luvas? E não a quem faz o preço mais justo? Tudo para salvaguardar o secretismo das operações do ministério?
O resultado é o que se tem visto. As compras mais escandalosas, menos transparente e mais megalómanas do estado, têm tido origem neste ministério. O caso dos submarinos, dos Pandur, dos torpedos, dos helicópteros, etc etc etc, muitos deles em investigação. Outros já provados na fonte estrangeira que houve luvas, mas em Portugal nada se faz.
Mais uma vez o oportunismo dita a lei, que por decisão deles, os beneficia a eles e lesa o interesse nacional. O concurso público é uma das regras básicas, para travar alguma corrupção mas os que nos desgovernam não gostam dessas regras? O importante é fazer muitas compras e de muitos milhões, mesmo que inúteis, servirão para fazer entrar dinheiro em partidos e em contas privadas dos envolvido? Compram inutilidades, sucata, usados, avariados, e até brinquedos para os quais não possuímos dinheiro para o combustível, para a manutenção nem recursos humanos técnicos.
Em Portugal poucos sabem, mas quem negoceia com os nossos desgovernantes, sabe algumas coisas que todos deveríamos saber.
O Wikileaks revelou um relatório confidencial que deixa a nu, algumas tramoias do Ministério da Defesa. Retirando algumas imprecisões, ficam algumas revelações.

Washington arrasa negócios do Ministério da Defesa
Relatório confidencial: O embaixador americano em Lisboa escreveu uma apreciação implacável sobre os submarinos, as fragatas e os tanques em que Portugal gastou milhões.
O pequeno parágrafo, a meio do telegrama de seis páginas, resume a coisa assim: "No que diz respeito a contratos de compras militares, as vontades e ações do Ministério da Defesa parecem ser guiadas pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros. O Ministério compra armamento por uma questão de orgulho, não importa se é útil ou não. Os exemplos mais óbvios são os seus dois submarinos e 39 caças de combate (apenas 12 em condições de voar)."

O tom não varia muito nos outros parágrafos. O que varia é o nível do detalhe. Cruel e despojado - mas também comprometido com interesses diretos americanos e contendo erros factuais -, o telegrama enviado em 2009 para Washington pelo então embaixador dos EUA em Lisboa, Thomas Stephenson, não deveria ter chegado às mãos de um estrangeiro. Tem a classificação de NOFORN, "no foreigners". Talvez por isso seja tão declaradamente depreciativo para Portugal, para as altas chefias militares e para os últimos governos que têm estado no poder.

O telegrama (em boa verdade, um relatório) analisa o que se passa dentro do Ministério, tentando explicar porque é que as coisas, na perspetiva americana, correm tão mal. O título diz tudo: "O que há de errado no Ministério da Defesa português?"
Embaixador dos EUA em Lisboa de novembro de 2007 até 2009, depois de uma longa carreira como empresário em Silicon Valley, Stephenson escreve: "Portugal sofre de um complexo de inferioridade e da perceção de ser económica, política e militarmente mais fraco do que os seus aliados."
Na tese americana, o gosto pelos "brinquedos caros" tem a ver com isso.
Stephenson aponta o caso dos submarinos, que custaram mil milhões de euros e que, segundo ele, não seriam precisos: "Com 800 quilómetros de costa e dois arquipélagos distantes para defender, os dois submarinos alemães comprados em 2005 não são o investimento mais sensato. Os submarinos não têm uma missão formal atribuída e faltam-lhes os meios para fazer patrulhas sem objetivo. Portugal comprou os submarinos mas não encomendou sistemas de mísseis, o que significa que não terão capacidade de ataque mesmo que tenham uma missão."
Fazendo eco da polémica discussão pública sobre o assunto, o embaixador toma partido, mas demonstra algum desconhecimento. Com uma área marítima 20 vezes maior do que o seu território terrestre, há muito que a doutrina militar portuguesa prevê uma missão formal para os submarinos. Além disso, estes estão equipados com torpedos, minas e um sistema de mísseis Harpoon (ironicamente, fabricados nos EUA).

Mas o telegrama vai mais longe. O dinheiro gasto nos submarinos falta noutros lados. "Portugal tem poucos navios-patrulha operacionais para defesa do litoral e para dar conta do narcotráfico, imigração e pesca ilegais." E avança, quanto à Força Aérea: "Portugal tem alguns caças F-16 antigos, mas apenas um C-130 em condições de transportar militares e equipamento."
O país tem de facto um "excesso" de caças (39, dos quais nove estão para venda), todos comprados aos EUA mas, ao contrário, possui seis e não apenas um C-130.

O embaixador aborda depois o delicado tema das compras, considerando que a opção portuguesa de "comprar europeu" (em detrimento dos equipamentos americanos) lhe é frequentemente imposta pelos seus parceiros da União. Reportando ao caso das fragatas holandesas, adquiridas em 2006 por decisão do então ministro da Defesa, Luís Amado, em detrimento das americanas Oliver Hazard Perry, que haviam sido escolhidas por Paulo Portas, Stephenson diz que Portugal o fez "por pressão dos Estados europeus".
"O Ministério da Defesa optou por gastar mais de 300 milhões de euros em fragatas holandesas usadas. As americanas teriam exigido apenas cerca de 100 milhões de euros na sua modernização e apoio logístico", escreve o diplomata, acusando de falta de credibilidade o "estudo" que serviu de base à decisão, pois comparava "as fragatas americanas usadas com fragatas holandesas novas, sendo que estas tinham mais de 15 anos".

Na realidade, as Perry tinham mais 20-25 anos do que as holandesas e, a acreditar em fontes contactadas pelo Expresso, nunca foi feita uma estimativa do seu custo de modernização "por ser uma verdadeira dor de cabeça a sua eventual sustentação". As holandesas custaram 248 milhões.
Stephenson acrescenta que o mesmo tipo de situação (que chama de "contabilidade curiosa") ocorreu com os helicópteros-patrulha, "uma necessidade crítica" para Portugal. Mais uma vez, os Sikorsky americanos foram preteridos em favor dos EH-101 europeus, mais baratos, mas apenas porque "as peças sobresselentes e a manutenção não foram incluídas na proposta europeia. Semanas depois de entrarem ao serviço, os EH-101 ficaram parados por falta de peças. Os velhos Pumas com 20 anos que os EH-101 deviam substituir tiveram de voltar a voar".

O embaixador foi certeiro. Decididos ainda no tempo de Rui Pena, o último ministro da Defesa de António Guterres, estes helicópteros foram adquiridos sem um efetivo contrato de manutenção. Já o mesmo não se pode dizer relativamente à compra à Holanda de 36 tanques Leopard A6. "Os tanques são bons, mas Portugal não tem doutrina operacional, nem cadeia de manutenção nem peças sobresselentes. Além disso, a aquisição representou um afastamento do objetivo declarado do Exército em tornar-se uma força mais expedicionária, projetável e ligeira", escreve.
O que aconteceu depois, o embaixador já não conta. O Exército português adaptou-se aos novos "brinquedos" e ganhou competências novas como força expedicionária. Mas três quartos dos Leopard estão hoje encostados porque falta o dinheiro para comprar peças de substituição. E os tanques nunca saíram do país.

Lóbi rendeu 100 milhões
O Ministério da Defesa escolheu o gigante norte-americano Lockheed Martin para um contrato de 100 milhões de euros, depois de o Governo dos EUA ter feito lóbi junto do então ministro socialista Nuno Severiano Teixeira a favor do maior grupo de aeronáutica militar.
Com o título "Recent commercial sucess stories" ("histórias recentes de sucesso comercial"), um telegrama enviado para Washington pelo embaixador Thomas Stephenson, 2008, relata que no início de 2007 um adjunto comercial e o chefe do departamento de cooperação militar da embaixada americana em Lisboa encontraram-se com o diretor de uma das unidades da Lockheed Martin, Michael Meyer.
No encontro, Meyer contou que estava a tentar garantir há anos um contrato de 135 milhões de dólares (100 milhões de euros) para a reconversão dos cinco aviões P-3C Orion que a Força Aérea Portuguesa tem para fazer controlo marítimo, mas a mudança de governo em 2005 (do PSD para o PS) "manteve a proposta num limbo". Além disso, a Lockheed tinha informações que uma concorrente espanhola, a CASA EADS, "estava a fazer trabalho de bastidores junto do Ministério da Defesa para ganhar o concurso".
Uma carta foi elaborada em conjunto por vários departamentos em Lisboa e em Washington e foi assinada por Alfred Hoffman, embaixador que antecedeu Stephenson em Lisboa, sendo enviada ao ministro a 2 de maio de 2007. Quatro meses depois, a 6 de setembro, a Lockeed ganhou o contrato. fonte

Um país de generais sentados
Há uma cultura nas Forças Armadas em que, quase sempre, a melhor decisão que se pode tomar é não tomar decisões, dizem os americanos. Até para uma banda tocar é preciso autorização de topo.
A visão da diplomacia americana sobre a gestão e o exercício do poder dentro das Forças Armadas portuguesas é tudo menos diplomática, pelo que se pode ler num relatório assinado pelo embaixador Thomas Stephenson e que consta de um extenso telegrama já citado nas páginas anteriores - enviado a 5 de março de 2009 para Washington com o título "O que há de errado com o Ministério da Defesa português?"
O documento inclui um diagnóstico desassombrado sobre uma estrutura "rígida" e incapaz de tomar decisões. "A imagem de generais sentados sem fazerem nada não é uma mera alegoria".

"Os militares têm uma cultura de statu quo em que as posições-chave são preenchidas por carreiristas que evitam entrar em controvérsias, em vez de serem preenchidas com pensadores criativos, promovidos pelo seu desempenho", escreve o embaixador americano.
"Espera o tempo suficiente, dizem-nos os oficiais, e chegarás a coronel ou a general. Esta cultura fomenta um pensamento adverso a correr riscos e um corpo de oficiais superiores para quem adiar uma decisão é quase sempre a melhor decisão". Stephenson explica o que quer dizer com um caso: "Pedimos ao comandante da academia militar portuguesa se a banda da academia podia atuar numa receção da embaixada americana. O general de duas estrelas respondeu que isso teria de ser aprovado pelo chefe do Estado-Maior do Exército".

O problema não está, para o embaixador americano, na falta de recursos humanos. "Como a maioria dos aliados da NATO, Portugal encontra-se abaixo do padrão oficial que determina 2% do PIB para o orçamento de defesa. Portugal está nos 1,3% e gasta esse dinheiro de forma imprudente. Portugal tem mais generais e almirantes por soldado do que quase todas as outras forças armadas modernas: 1 para cada 260 soldados. Em comparação, os Estados Unidos têm um rácio de 1 para cada 871 soldados". Mais: existem ainda "170 generais adicionais que recebem o ordenado por inteiro enquanto se mantêm inativos na reserva".

Qualquer um pode ser um obstáculo
"Um corolário da regra de que ninguém toma decisões de comando", continua o embaixador, "é que qualquer pessoa pode bloqueá-las. Ultrapassar estes obstáculos exigiria que um oficial viesse a público desafiar a oposição interna, num ato raramente valorizado".
O cenário de bloqueio interno é agravado pela segregação que existe entre os três ramos das forças armadas e o Estado-Maior-General. O telegrama refere-se aos ramos (exército, marinha e força aérea) como "feudos". "O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas não tem orçamento nem autoridade sobre os chefes dos ramos, que regularmente ignoram as ordens dele".
"A necessidade de consenso na estrutura militar", diz Stephenson, "inviabiliza muitas vezes os planos do Governo". E dá um exemplo: "Nas reuniões da comissão bilateral luso-americana, elementos do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Ministério da Defesa têm implorado para que cooperemos em programas de formação militar na África lusófona. Nós concordámos, mas só um em 16 projetos de cooperação trilateral propostos por nós - a pedido do Governo português - teve a participação de Portugal (um único sargento associado à formação do exército americano sobre desminagem na Guiné-Bissau)".
Segundo o telegrama, há franjas no Ministério da Defesa que têm um sentimento de posse em relação à África lusófona e não querem o envolvimento de outros países em programas militares com as ex-colónias.
Devemos fazer o trabalho interno dos portugueses
A par da radiografia negativa sobre as Forças Armadas, o telegrama estabelece linhas orientadoras de como a diplomacia norte-americana deve abordar o Ministério da Defesa - e também o Governo português em geral. O princípio básico, para o embaixador, passa por incentivar Lisboa sempre que possível. "Nunca deveríamos perder uma oportunidade para encorajar o Governo português, porque o Governo português nunca perderá uma oportunidade de procrastinar (adiar)".
Para isso, Stephenson acredita numa tática de infiltração nas estruturas internas do poder: "Devemos envolvermo-nos cedo e frequentemente e estarmos prontos para fazermos as consultas internas por eles dentro do Ministério da Defesa". fonte

Link para o documento no wikileaks

Fonte: http://apodrecetuga.blogspot.com/2014/07/wikileaks-revela-relatorio-secreto.html#ixzz3UrCvIN9d

domingo, 7 de setembro de 2014

0 Derrubar o Fascismo: Portugal e "O direito à rebelião"

Quarenta anos se passaram desde 25 de abril de 1974.
Hoje em todo o país o povo português vai comemorar o aniversário da derrubada do fascismo.
O objetivo do golpe militar naquela manhã era acabar com a guerra colonial. Mas dentro de algumas horas a participação torrencial das pessoas mudou a direção e propósito do movimento. Que as massas foram às ruas empurrou os capitães de abril para fazer uma revolução em que a aliança entre o povo eo Movimento das Forças Armadas tiveram um papel decisivo.
Foi uma revolução diferente de tudo que sabe sobre antes desse tempo. Em 18 meses, no contexto de uma luta de classes que se tornou cada vez mais nítida, Portugal fez grandes avanços históricos do que tinha nos três séculos anteriores. Desde 1871 Comuna de Paris não havia nada como a Revolução de Abril na Europa Ocidental para obter ganhos sociais enormes tais em um breve período. Sem reforma agrária antes nunca tinha sido tão ambicioso.
Até que ponto essa revolução foi?
A questão tornou-se sem sentido, pois a ruptura da aliança Povo-MFA, concebido e causado pelo Partido Socialista e apoiado pelo Partido Social Democrata (e CDS, o seu apêndice), abriu as portas para a contra-revolução vitoriosa em novembro de 1975.
Não foi previsto, no entanto, que a destruição do património revolucionário seria tão rápida e profunda.
Time Magazine, 1975/08/11: O "Lisboa Troika" foi então formado por Otelo de Carvalho, Costa Gomes e Vasco GonçalvesFour décadas mais tarde, a classe dominante, que tinha sido varrido para fora, é mais uma vez na sede do poder. O governo que representa essa classe, liderada por um político com uma tendência neo-fascista, está a impor medidas sobre o país que em alguns casos são tão reacionário que nem mesmo o líder fascista António de Oliveira Salazar teria lhes aplicado.
Como foi possível para mudar a correlação de forças que inverteram o curso da história, dramaticamente empobrecidos do país e fizeram regredir décadas?
Muitos anos se passarão antes que esta questão tem uma resposta rigorosa.
Mas é amargura nasce da rejeição do presente e um repúdio à política do governo fascista atual que irá transformar as manifestações gigantescas em Lisboa e Porto hoje em um protesto em massa do povo português.
Muitos dos militares e civis que tiveram participação significativa nos dias inesquecíveis de abril 1974 já morreram. Eles não poderiam ter imaginado que Portugal iria projetar no mundo de hoje a sua imagem atual, a de um país surreal, governado por uma ditadura da burguesia de fachada democrática, cuja política do governo leva a um atoleiro.
A quadrilha que desgoverna o país criou uma linguagem que se ajusta a sua estratégia devastador.É um léxico estranho que visa entorpecente a consciência das vítimas. Eles chamam o roubo dos salários "sacrifício" e um imposto brutal uma "contribuição de solidariedade". Indignação do povo é hipócrita referida como a "compreensão do Português".
Em uma mídia submissa, comentaristas retomar e popularizar essa linguagem. A maioria critica a ferramenta para defender a "austeridade" como um mal necessário. Alguns cumprir a tarefa de confundir as pessoas com dedicação e habilidade.
No governo heterogêneo de Passos e Portas, as contradições são permanentes, o que reflecte a incapacidade do piloto ao volante, que se comporta como um servo pessoal da chanceler alemã Angela Merkel.
Um problema difícil, por João Abel Manta, O Jornal, 1975/07/11
A corrupção desenfreada se estabeleceu nos Ministérios, no cume da alta administração e no banco nacional. Favores escandalosos e prêmios para os epígonos do poder são a contrapartida "sacrifícios" impostos sobre os trabalhadores e pensionistas.
A notícia não foi surpresa que Gaspar [Vitor Gaspar, ex-ministro das Finanças] terá um salário mensal de 23 000 EUR ($ 30.000) do FMI. É uma recompensa por serviços prestados ao grande capital pelo ex-ministro das Finanças. A imposição de desigualdade cada vez maior, de fato, sido quase uma obsessão para Passos e Portas. Hoje, as fortunas dos 46 mais ricos Português igual a 10 por cento do PIB nacional (Correio da Manhã, 04 de abril).
Na avaliação do gabinete, eu devo admitir que alguns ministros e secretários de Estado tinha sido cidadãos acima de qualquer suspeita antes de entrar no governo. Mas hoje, com a sua participação e cumplicidade no trabalho criminoso em andamento, não há um único que é digno de respeito.Palavras como hipocrisia, ganância, falta de cultura, a ignorância, o egoísmo, a crueldade, covardia são inadequados para descrever as ações e caráter dessas pessoas.
Na véspera do aniversário da Revolução dos partidos que controlam a Assembleia da República está demonstrando claramente a sua ideologia reacionária, opondo-se dar voz a um representante dos capitães de Abril a abordar a sessão comemorativa.
Um dia, espero que não muito longe, ele deve tornar-se transparente que coletivamente se comportaram como inimigos do povo português.
Retrato do capitão Salgueiro Maia, um dos heróis da Revolução dos Cravos, peça central do muraldone por quatro artistas da plataforma Underdogs fora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa
O que deve ser feito?
A velha questão leninista é relevante e muito actual em Portugal de hoje, saquearam e humilhada, em que até mesmo as Forças Armadas, a Polícia ea Guarda Nacional já estão expressando seu descontentamento sobre os passos da Assembleia da República.
Acredito que as sementes de abril estão a germinar após sua longa hibernação. Os trabalhadores não esqueceu as conquistas prodigiosas da geração revolucionária, nos dias em que Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves - duas das maiores figuras políticas do Portugal do século XX, fizeram a sua contribuição fundamental para o avanço da revolução democrática e nacional.
A maré de resistência inunda toda semana, apesar da alienação de grande parte da população.Estas lutas, agora permanente, diariamente, são amplificados pela participação marcante da confederação sindical CGTP e comunistas. No entanto, o protesto popular ainda é insuficiente. A resposta à opressão social e econômica intolerável precisa alcançar uma maior amplitude.
O filósofo John Locke, no século XVII, em sua teoria do Estado liberal, já havia defendido o direito à revolução, quando a tirania ofende a condição humana *.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1948, também abre as portas para a rebelião do povo quando os direitos previstos e garantidos por ele são violados.
Isto é o que o governo de Passos e Portas faz hoje, sem punição, mesmo com arrogância desafiadora. Mas até quando?
Vila Nova de Gaia, 25 de abril de 2014
* Locke afirmou um "direito à revolução" explícita em seus Dois tratados sobre o governo: "sempre que os legisladores se esforçar para tirar e destruir a propriedade do povo, ou reduzi-los à escravidão sob arbitrária do poder, eles se colocam em um estado de guerra com o povo, que são Então absolvido de qualquer obediência mais longe, e são deixados para o Refúgio comum, as quais Deus fornecidos para todos os homens, contra a força ea violência. Whensoever, portanto, o Legislativo deve transgredir esta regra fundamental da sociedade; e, ou pela ambição, medo, Folly ou corrupção, esforçar-se para compreender a si mesmos, ou colocar nas mãos de qualquer outro um poder absoluto sobre a vida, a liberdade, e Estates do Povo; Por essa quebra de confiança que eles perdem o poder, as pessoas tinham colocado em suas mãos, para fins bastante contrária, e é dever do povo, que tem o direito de retomar a sua liberdade original. "(Segundo Tratado do Governo Civil)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

0 A FARSA DA REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA

Várias personalidades, de direita e de esquerda, subscreveram recentemente um manifesto que defende que a “dívida pública” deve ser reestruturada. Isto era previsível, até inevitável. Esta iniciativa mostra, entre outras coisas, que uma grande parte das figuras mais mediáticas tanto de esquerda como de direita não são nada mais do que uma força de falsa resistência, que fingem contestar o sistema quando constituem, de facto, um pilar importante do poder vigente. As suas crítica são ocas, e por vezes, nem são críticas, são aplausos ao sistema político e financeiro actual disfarçados de críticas. Até Francisco Pinto Balsemão, ex-Primeiro Ministro de Portugal, dono da SIC e do Jornal Expresso, dono da companhia Impresa, figura histórica do PSD, e único representante permanente Português da Conferência ultra-elitista Bilderberg, vem agora defender a reestruturação da dívida, dizendo que ‘reestruturar dívidas muitas vezes é ato de boa gestão’.
A maioria da informação associada ao debate relativo à “dívida pública”, sobretudo quando este é tratada pela comunicação social dominada pelo Estado ou pelas grandes corporações, é contaminada por profundas mentiras e sabotada por importantes omissões. A “dívida pública” é de facto impagável, sobretudo por causa da imensa fraude constituída pelo sistema de produção de moeda e crédito na finança moderna, mas também porque, tecnicamente, não é uma dívida, é um mecanismo de exploração essencial ao poder instituído que age como um instrumento de transferência de riqueza dos mais pobres para os mais ricos.
É também uma das principais armas através da qual a União Europeia está a conceder cada vez mais poder a uma instituição que ela própria coloca acima de todas as leis e longe de qualquer escrutínio, o Banco Central Europeu. É também uma das principais alavancas que a União Europeia está a utilizar para avançar com o processo de Federalização, ou seja, neste caso, de centralização de poder, evitando qualquer processo democrático e fazendo-o contra a vontade de uma grande parte dos povos da Europa (sobre este dois temas recomenda-se a leitura do texto “A Tomada de Poder do BCE e a Geopolítica da Dívida” assim como “A Dialética da Crise da Dívida Soberana e a Federalização Forçada da Europa“).
A “dívida pública”, sendo impagável, necessita de restruturações sucessivas para poder surtir efeito como modelo de exploração contínuo, sendo que reenvindicar a restruturação é como reenvindicar que a gravidade nos puxe para o chão depois de darmos um salto. Nos moldes presentes, a reestruturação da dívida é matematicamente inevitável pelo que reenvindicar a sua reestruturação não é somente irracional- é desonesto e masoquista. A reestruturação da “dívida pública” nos moldes que está a ser proposta pelo manifesto que está a unir várias figuras da esquerda e direita institucional somente irá prolongar e legitimar o processo de extorsão de que Portugal, e muitos outros países, estão a ser vítimas.
Mas o facto mais surpreendente é o seguinte: a “dívida pública” do Estado Português já foi reestruturada várias vezes na história, como aliás menciona um dos defensores de reestruturação da dívida e subscritores do manifesto, Francisco Louçã. A seguinte imagem é retirada de um vídeo do seu canal de Youtube:
Screen Shot 2014-03-11 at 21.46.27
Constatamos portanto que a “dívida pública” foi reestruturada várias vezes, sobretudo entre 1828 e 1852. Porém depois deste período não se constata uma descida da “dívida pública” como percentagem do PIB, muito pelo contrário- constatamos uma forte subida da dívida de Portugal sobretudo a partir de 1860, como o demonstra a seguinte imagem. De facto a primeira linha ascendente que constatamos corresponde precisamente ao período posterior às sucessivas reestruturações do século XIX:
Dívida Portugal como % do Pib
Constatamos o mesmo no caso da “dívida pública” dos Estados Unidos da América. A “dívida pública” foi reestruturada inúmeras vezes…
Screen Shot 2014-03-11 at 21.46.51
…e no caso dos Estados Unidos as várias restruturações também não coincidem com uma redução da mesma, por vezes tendo até o efeito contrário:
US Debt and prediction
Em Portugal, a “dívida” continua a aumentar de maneira vertiginosa, mesmo depois (ou por causa) de sucessivas medidas de austeridade. O Reino-Unido bateu recentemente recordes da dívida pública, assim comoa Alemanha, assim como a Espanha, assim como os Estados Unidos, assim como o Japão… Assim como Portugal. É um facto inegável: A “dívida pública” não é uma dívida de uns países para com outros países, nem sequer é uma dívida no sentido ortodoxo do termo, nem é muito menos uma dívida pública: É um processo de extorsão sistemático dos contribuintes que gera uma “dívida” impagável de todos os países (quase sem excepção) para com os Bancos privados e centrais que têm o direito exclusivo a emitir moeda e crédito.
A questão portanto é- se a “dívida” já foi reestruturada várias vezes na história de Portugal e dos Estados Unidos, porque é que estes dois Estados continuam com dívidas astronómicas? A resposta é simples: a “dívida pública” é impagável pela simples razão que existe sempre mais dívida do que existe dinheiro real, e portanto para este mecanismo de exploração continuar, a dívida tem que ser reestruturada periodicamente. Aqueles que defendem a reestruturação da dívida aparentam questionar a “dívida pública”, mas de facto estão a defender o sistema de exploração global dentro do qual a dívida pública exerce hoje em dia uma função central. A única solução viável é a anulação da “dívida” juntamente com uma mudança radical no sistema financeiro no seu todo, incluindo uma auditoria aos Bancos Centrais Nacionais, e sobretudo ao Banco Central Europeu, assim como a restituição do controle público sobre estes mesmos bancos ‘Centrais’ que são hoje frentes por detrás dos quais se escondem bancos privados. Porém estas são medidas  que nem a esquerda nem a direita institucional, por definição, alguma vez poderiam defender, pois resultariam numa verdadeira reestruturação não só da dívida, mas de todo o sistema financeiro, económico e político, e a uma subsequente reconfiguração das relações de poder à escala global. E isso não interessa de todo a quem está no topo do sistema presente, nem a quem detém posições de privilégio na defesa do mesmo.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

0 CAMPEONATO DO MUNDO DE FUTEBOL NO BRASIL FOI COMPRADO.

Não sejamos ingênuos, a Copa do Mundo já está comprada. E não é a primeira vez que isso acontece, basta analisar o histórico desse evento esportivo que atende a vários interesses. O que deve estar tirando o sono dos dignitários da FIFA é saber que os futuros vencedores estarão recepcionando o mundo em estádios incompletos, faltando até a cobertura para os VIP’s e grande parte dos torcedores, que irão rezar para que não chova. No Itaquerão, por exemplo, todo o mobiliário só entrará após o evento. Os carpetes franceses e parte do granito dos corredores, além do forro de madeira do teto e luminárias, não estarão lá.

E o pesadelo dos brasileiros conscientes, aqueles que não estão pagando mico nas filas imensas para trocar suas figurinhas do álbum da Copa, está na constatação do quanto será gasto para manter esses elefantes brancos, após essa curta festa nada popular, já que o povo que sobrevive com o miserável salário mínimo nem poderá chegar perto dos estádios. Esse tal “legado” que só irá trazer dor de cabeça e desculpas para mais dinheiro ainda ser extraviado. Muitas destas estruturas colossais não terão nenhuma serventia, mas mesmo assim irão ser mantidas, com uma verba que poderia ser encaminhada para áreas menos valorizadas por nossos governantes, como a saúde e a educação.

E ainda tem gente que discute a legitimidade dos protestos que estão ocorrendo. Eu prefiro que o povo esteja marchando nas ruas, demonstrando sua compreensível revolta, do que vê-los como bobos alegres tentando completar o álbum de figurinhas. Com suas bocas cheias de dentes, abraçados em seus “Fulecos” de pelúcia, festejando ao assistir no horário nobre da Rede Globo as histórias das vidas desses heróis dos campos, essa gente que ganha rios de dinheiro sem cultura alguma, pensando apenas nas farras com mulheres e em trocar constantemente seus carros importados. Enquanto isso, os verdadeiros heróis de uma sociedade, nossos professores, não conseguem colocar a comida na mesa para seus filhos. E a hipocrisia? Cá entre nós, tem gente que reclama não ter dinheiro pra comprar um livro (um argumento pífio por não levar em consideração os sebos, com seus preços muito convidativos), mas está torrando uma fortuna nesses envelopinhos.

O que irá acontecer? O Brasil conquista a taça, o povo entrará em mais um coma induzido, esquecendo todos os absurdos, inclusive aqueles que estarão acontecendo, até próximo do final do ano. Daí virá a usual anestesia das festas de Natal e Ano-Novo, um torpor que dura normalmente até o final do Carnaval de 2015. Mas a ressaca, eu posso garantir, será das piores. Quando o povo novamente despertar, já será tarde demais.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

0 BANCO CENTRAL EUROPEU »» como se passam as coisas

Explica-me...

QUE É O BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.
E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.
E É MUITO, ESSE DINHEIRO?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.
ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ?
- Não, não pode.
PORQUÊ?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.
ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.
AH PERCEBO, ENTÂO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.
- Pois.
MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÂO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!AGORA NÃO PERCEBI!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.
MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.
ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.
MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.
ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais.
ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.
MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.
MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.
E ONDE O FORAM BUSCAR?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...
MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.
E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?
Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...
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ADORO VIVER NESTE PAÍS DOS SEM VERGONHA...
É MESMO BOM!!!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

0 Metro Mondego, 7 administradores para 5 empregados?


Mais um albergue de parasitas abusadores. As derrapagens, o prejuízo, os interesses... a vergonha.


Sociedade Metro do Mondego é uma sinecura constituída em 1996, e até 2013, a única função que tem é acumular prejuízos que não param de aumentar, desde a sua criação. Prejuízos produzidos pelos seus 7 administradores a gerir 5 funcionários.
Até 2010, mais de 95% do orçamento PARA PESSOAL, desta empresa pública foi para pagar aos administradores (ordenados, mordomias, automóveis topo de gama, etc, etc). Especialmente 3 dos administradores, como explica na imagem.
Uma das razões desta aberrante organização, está no fato das câmaras municipais locais terem exigido ao governo o direito de nomearem os seus parasitas. Todos queriam e continuam a querer participar no roubo do erário público.
As imagens assim o demonstram. (Imagens retiradas da auditoria feita ao Metro Do Mondego.)


CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR 
DESPESA COMBUSTÍVEL
Alguém que ponha os olhos nestes "boys" que estão alojados em cargos inventados e que se acabe com este parasitismo descarado.
O relatório agora divulgado pelo Tribunal de Contas vem revelar que os custos passaram de uma estimativa de 122 milhões de euros, feita em 1997, para 512 milhões, em 2011. Chama ainda a atenção para o despesismo da administração da Metro Mondego que, segundo o relatório, entre 1997 e 2010, despendeu 95% do orçamento com os seus 12 funcionário, cerca de 3,4 milhões de euros.
Um estilo típico dos portugueses e reconhecido além mar... 
Imagens retiradas Auditoria ao Metro Mondego, pg 11 

@ - Benefícios da administração da Metro Mondego “chocam” líderes distritais. Premeiam incompetentes? 
Os 5 líderes distritais dos partidos com assento parlamentar são unânimes em considerar que os gastos da sociedade Metro Mondego mancham a importância do projeto para a região.
Marcelo Nuno, do PSD, considerou que o relatório agora conhecido não é mais do que a radiografia do estado em que o país viveu durante anos e que levaram à atual situação. “Um autêntico desperdício de recursos”, referiu.
Já Paulo Almeida, do CDS-PP, tem pena que a análise não tenha sido feita “desde que a sociedade foi criada”, apesar do relatório confirmar “o despesismo desenfreado de quem manobrava o projeto, o que é moralmente censurável”. Como tal, e porque “os governantes e gestores não são simples funcionários que, acabando o serviço, regressam ao anonimato, todos devem ser, tal como o povo o é, responsabilizados”.fonte
O Tribunal de Contas considerou que é excessivo o número de elementos do conselho de administração e comissão executiva da Metro Mondego e, por isso mesmo, gerador de despesa para os dinheiros públicos.

@-Administradores a receber fortunas durante anos sem trabalhar!
Auditoria do Tribunal de Contas revela despesas preocupantes. 7 pseudo chefes para 5 supostos empregados?!! E ninguém se ri???
Tinha um total de 12 funcionários, 7 dos quais administradores, 3 executivos e 4 não executivos. Não tinham contratos de gestão nem de exclusividade. Todos eles desempenhavam funções remuneradas noutras instituições ou empresas. 
O presidente do Conselho de Administração, Álvaro Maia Seco, recebia 58.865 euros ilíquidos por ano, mais 17.665 euros de despesas de representação e 3 mil euros de despesas de telemóvel.
Os dois vogais executivos, Carlos Picado e João Rebelo, recebiam “só”, cada um, 51.188 euros ilíquidos por ano, mais 13.663 euros de despesas de representação.
Os três gestores executivos e os quatro não executivos tinham direito a seguro de vida e a custos com a segurança social, o que representava mais 30 mil euros por ano.
Além de tudo isto, Álvaro Maia Seco tinha direito ao uso de um BMW X5, e Carlos Picado e João Rebelo ao uso de um BMW Série 5 cada um. Estes veículos representavam uma despesa de cerca de 40 mil euros por ano em custos de leasing, seguro, combustíveis e manutenção, tudo pago pelo Estado, sem que houvesse contrapartidas em termos de serviços ou atribuições.

“Só em remunerações, abono para despesas de representação e os respetivos encargos, a sustentação do conselho de administração implicou para a empresa um custo aproximado de 2.666 milhares de euros, sendo certo que o mesmo correspondeu maioritariamente a despesas com os três executivos. Note‐se que valor semelhante ao gasto com o conselho de administração, cerca de 2.653 milhares, foi despendido com a média de dez funcionários. A somar às remunerações, os executivos da Metro‐Mondego auferiram benefícios associados ao cargo que totalizaram cerca de 513 mil euros”, lê-se na auditoria do Tribunal de Contas.
 infracções na despesa  

@ - Uso abusivo dos cartões de crédito
Os responsáveis do Tribunal de Contas que elaboraram a auditoria à Metro Mondego detectaram o uso abusivo dos cartões de crédito por parte dos administradores da empresa. Não obstante esta descoberta, não foi aberta pelo Ministério Público qualquer investigação tendente a responsabilizar os supostos autores de alegados crimes de burla e abuso de confiança. (imagem)

 “Pese embora a comissão de fixação de remunerações tenha, repetidamente, balizado a utilização dos cartões de crédito ao estritamente necessário e ao abrigo das funções exercidas na empresa e, ainda, face às regras preconizadas na lei sobre esta matéria, o princípio subjacente à utilização do cartão de crédito não foi respeitado pelos administradores executivos, em particular, entre 2004 e 2007, verificando‐se o seu uso indiscriminado, nomeadamente para pagamento de despesas pessoais, logo com finalidade diversa do legalmente determinado”, revela a auditoria.

O documento concretiza: “O Dr. José Mariz, enquanto presidente da comissão executiva da Metro Mondego, no mandato 2004/2007, efetuou despesas, com recurso ao cartão de crédito da empresa, no montante de 49845 euros. Daquela utilização, em média, 53% visou custear despesas pessoais que totalizaram, naquele período, cerca de 26326 euros e, por conseguinte, constituiu um financiamento direto prestado pela Metro Mondego àquele gestor público. (...) O presidente da empresa não só beneficiou da disponibilidade financeira imediata que o cartão de crédito lhe oferecia e da possibilidade de amortizar a sua dívida num prazo bastante alargado, como ainda beneficiou do facto de a empresa não lhe ter exigido o pagamento de uma taxa de juro. Ou seja, a empresa cedeu ao seu presidente um financiamento à taxa 0%, em prejuízo da boa gestão dos dinheiros públicos.”

Mas não foi apenas o presidente a usar o cartão indevidamente: “As despesas efectuadas por aquele vogal executivo (engenheiro Guilherme Fonseca Carreira) com recurso ao cartão de crédito da empresa, entre 2004 e 2007, somaram 116.984 euros, valor que ultrapassou 2,4 vezes o gasto pelo presidente da Metro‐Mondego, no mesmo período. Daquela soma, e em média, apenas 33,6% respeitaram a despesas inerentes ao exercício das respectivas funções de administração. Da análise dos extractos bancários, observou‐se uma utilização significativa e ininterrupta daquele meio de pagamento para financiamento de despesas pessoais.”

A auditoria vai ainda mais longe nas suas conclusões: “Em dez anos, o custo suportado pela Metro Mondego por conta da afectação de viatura de serviço aos administradores executivos totalizou 405.251 euros.
Desde 2001 até 2004, data em que os administradores cessantes exerceram o seu direito de opção de aquisição da viatura que lhes estava afecta, a Metro Mondego suportou um custo total de cerca de 149.959 euros, montante que engloba não somente o valor de aquisição das viaturas, como também os juros suportados pela empresa ao abrigo do contrato de locação financeira e, ainda, os custos com conservação, reparação e seguros associadas àquelas quatro viaturas. A partir de 2004, data em que foi iniciado um novo mandato, a Metro Mondego passou a adquirir as viaturas de serviço a afectar aos seus administradores executivos, em regime de locação operacional, suportando, desta forma, uma renda mensal. Assim, entre 2004 e 2010 foram pagas rendas que totalizaram 215.811 euros.”

@ - Em 29 de Outubro de 2011, o então ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou que o projecto do Metro Mondego iria terminar por ser “perfeitamente inexequível”; calculava que o Metro, como estava planeado, teria um prejuízo anual de 38 milhões de euros, e devia ter um número de passageiros 15 vezes maior para ser sustentável.
Seria mais uma PPP ruinosa para os contribuintes sustentarem a sua sobrevivência e ainda os lucros dos parceiros que queriam forçar a sua construção... Vários foram os que forçaram a sua construção, mas poucos se dignaram a analisar, qual o prejuízo para o país.
Mais uma vez Álvaro Santos Pereira mostra que era dos poucos defensores do interesse nacional e que isso é incompatível com a permanência no governo. Tal como no caso EDP...

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