Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

0 Filho de Durão ganha tacho por convite no Banco de Portugal. Desemprego é coisa de pobres.

Luís Durão Barroso, de 31 anos, foi contratado pela instituição de Carlos Costa. O filho do ex-primeiro-ministro ‘laranja’ tem um extenso percurso académico e chega por convite, embora por padrão o Banco de Portugal costume abrir concurso, dá conta o Jornal de Negócios.
Com 31 anos, licenciatura, mestrado e doutoramento, Luís Durão Barroso chega ao Banco de Portugal para o Departamento de Supervisão Prudencial. Conta o Jornal de Negócios que a regra na instituição é contratar por concurso. Tal só não se verifica em situações de “comprovada e reconhecida competência profissional”, explicou uma fonte da instituição adiantou ao mesmo jornal.
No seu curriculum, Luís Durão Barroso conta com a licenciatura em Direito na Nova e o mestrado e doutoramentos, tirados na London School of Economics. Desde 2012 que é docente na Universidade Católica. Antes, profissionalmente, contava apenas com dois estágios de verão nos escritórios de advocacia Linklaters e Morais Leitão, GalvãoTeles, Soares da Silva & Associados. Fonte



sábado, 21 de junho de 2014

0 Jovem Perde Subsídio Desemprego por Recusar Ser Prostituta

Na Alemanha, onde prostituição foi legalizada em 2002, Clare Chapman, 25 anos, formada em tecnologias de informação, pode ficar sem subsídio de desemprego depois de ter recusado um emprego, que requeria prestação de “serviços sexuais” num bordel de Berlim.

O caso tornou-se público através da edição online do jornal Daily Telegraph,que explicou que com a legalização da prostituição, os donos dos bordeis – que são obrigados a pagar os descontos e o seguro de saúde dos seus empregados – têm acesso às bases de dados oficiais das pessoas que andam à procura trabalho. Segundo a publicação britânica, Clare Chapman recebeu uma carta do centro emprego a informar que havia um empregador com interesse no seu currículo, onde referenciava que já tinha trabalhado num café e disponibilidade para trabalhar à noite.

A jovem alemã vem a descobrir que é para trabalhar num bordel. «Não há nada, agora, na lei que evite que as mulheres sejam enviadas para a indústria do sexo», afirmou Merchthild Garweg, um advogado de Hamburgo. O especialista explica ao Daily Telegraph que «os novos regulamentos afirmam que trabalhar na indústria do sexo já não é imoral, e, portanto, esses empregos não podem ser recusados sem que se perca o subsídio de desemprego».

É simplesmente vergonhoso o que acontece neste caso.
Esta é uma das consequências da legalização da prostituição quando não é devidadente bem pensada, como neste caso.



Fonte

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

0 Economia de Guerra em Portugal, a MISÉRIA pegada ...

Portugal é um país desesperado. O oficial de desemprego se aproxima de 20%, tem diminuído ao longo dos últimos dois trimestres "em favor" de um declínio na força de trabalho. Este é o resultado da emigração em massa que flui atingir ou exceder as do 60 que tinha visto um grande êxodo de Português, fugindo da pobreza, a ditadura ea guerra colonial (1). Metade dos desempregados não recebem subsídio de desemprego e que existem milhares de pessoas excluídas do apoio ao rendimento, os abonos de família ou complemento social velhice.
É que, embora eles não estão em guerra, Portugal, sob a égide da troika, em seu terceiro ano de economia de guerra, apesar (ou por causa) os resultados das políticas económicas desastrosas cometidos por três anos. Porque Portugal é um país onde podemos dizer, com a precisão de um experimento de laboratório, os bilhões de sacrifícios impostos à população não teve nenhum efeito sobre a dívida cujo progresso é vertiginoso ou sobre o déficit revisado sistematicamente para cima para cada avaliação da troika.
No entanto, é fornecido com os resultados deste experimento que Lisboa introduziu o orçamento mais austero na história da democracia desde 1977. O ajuste fiscal representa 2,3% do PIB e é principalmente por meio de dreno direto sobre salários e pensões do serviço público dos funcionários públicos.
Nestas condições, só o governo pode fingir acreditar que, apesar da redução drástica do novo rendimento disponível que conduzirá inevitavelmente a "sua" orçamento, o consumo privado e do investimento vai estar lá para apoiar sua hipótese de crescimento 0,8%. Especialmente desde a violenta carga tributária de 2013 será mantida e que 2014 vai ver novas reduções nos gastos com educação, saúde e transferências sociais. Descanse as exportações, mas estes são dependentes da demanda externa.
Como em qualquer economia de guerra que prevalece em Portugal não só perdedores. Enquanto apenas funcionários e público aposentado de contribuir 82% para o esforço de guerra, em 2014, ele é convidado bancos e monopólios de energia uma contribuição excepcional de 4%, eo governo tenha ainda dado ao luxo de imposto de cólon menor em empresas que tem como objectivo reduzir para 19% ou 17%, em 2016, em conformidade com o princípio sacrossanto da criação de um clima neoliberal propício ao investimento. Há outros vencedores da crise, começando com os credores a quem se destina, em 2014, a título de juros, um "ninho de ovos" equivalente ao orçamento da saúde. É por estes credores são sacrifícios exigidos ao povo de uma das UE mais pobres e desiguais. É para eles que as escolas, como as drogas são racionados, o que limita o acesso a parte de cuidados de saúde da população e que são vendidas em leilões de bens públicos está fechada .
Políticas de austeridade violentas manter-se: eles geram sua própria intensificação suposto déficit de remédio que eles ajudaram a cavar. Cada euro "salvo" em Portugal déficit resultou em uma perda de € 1,25 do PIB e um aumento de 8,76 euros de dívida que é a forma como os credores são sempre garantia de uma dívida ao financiamento.
Como os de outros países sob a intervenção "eficaz" pela troika, para falar deles, a dívida Português não seja razoavelmente reembolsável. Não é o resultado de deriva de um povo que viveram além de seus meios, mesmo que os especialistas do FMI sublinham a necessidade de reduzir o salário mínimo em Portugal é de 485 euros brutos por mês, um dos mais baixos na zona do euro e na UE.
Os países semiperiféricos, com uma economia de baixo valor acrescentado e altamente dependente de fora de Portugal "pago" membro da zona do euro, uma quase estagnação da economia, para que a dívida pública tem experimentado uma trajetória ascendente desde a crise financeira e as transferências significativas do orçamento do Estado para apoiar a economia e salvar os bancos. Incapaz de voltar-se para o Banco Central Europeu (BCE) para financiamento, Portugal tornou-se, depois da Grécia e Irlanda, a terceira vítima da especulação nos mercados financeiros, o que abriu o caminho para a intervenção Troika.
Depois de dois anos e meio e bilhões de euros de sacrifícios impostos sobre sua população, Portugal é um país pobre, ele voltou para a taxa de natalidade do final do século XIX ea emigração em massa de era da ditadura. Sua população, uma das mais antigas nas reduções da UE. A dívida em relação ao PIB aumentou em quase 25 pontos eo déficit não está contido. Credores representados pela Troika já avisaram a quantidade de cortes de gastos que são necessários em 2015 como o "Memorando" termina em Junho de 2014.
Seja na forma de um novo plano de "resgate" ou de outra forma, no quadro actual das instituições europeias, Portugal permanecem sob o domínio da troika e do seu povo será submetido a novos testes. Já existe um outro na Grécia e se houver dúvida permaneceu, a imagem das mães portuguesas forçadas a abandonar as suas crianças em instituições sociais, enquanto os recém-chegados a entrar no clube dos milionários, seria demonstrar .
(1 ) O número de Português que emigrou em 2012 é estimado em 120.000, ou um êxodo de 10.000 pessoas, em média, por mês, com uma população de cerca de 10,5 milhões de pessoas.

FONTE 

Texto original :

Economie de guerre au Portugal

 Le Portugal est un pays exsangue. Le chômage officiel, qui approchait les 20%, a diminué ces deux derniers trimestres «à la faveur» d’une baisse de la population active. Celle-ci est le fruit d’une émigration de masse dont les flux atteignent, voire dépassent, ceux des années 60 qui avaient vu un grand exode des Portugais, fuyant la misère, la dictature et la guerre coloniale (1). La moitié des chômeurs ne bénéficie pas d’allocation chômage et on compte par milliers les exclus du revenu minimum d’insertion, des allocations familiales ou du complément social vieillesse.

 

C’est que, bien que n’étant pas en guerre, le Portugal est, sous l’égide de la troïka, dans sa troisième année d’économie de guerre, malgré les (ou à cause des) résultats économiques calamiteux des politiques commises depuis trois ans. Car le Portugal est ce pays où l’on peut dire, avec la précision d’une expérience menée en laboratoire, que les milliards d’euros de sacrifices imposés à la population n’ont eu aucun effet sur la dette dont la progression est vertigineuse ni sur le déficit, systématiquement revu à la hausse à chaque évaluation de la troïka.
C’est pourtant muni des résultats de cette expérimentation que Lisbonne vient de présenter le budget le plus austère de l’histoire de la démocratie depuis 1977. L’ajustement budgétaire représente 2,3% du PIB et se fait essentiellement par la ponction directe sur les salaires des fonctionnaires et sur les retraites de la fonction publique.
Dans ces conditions, seul le gouvernement peut feindre de croire qu’en dépit de la nouvelle réduction drastique du revenu disponible des ménages à laquelle conduira inévitablement «son» budget, la consommation privée et l’investissement seront là pour soutenir son hypothèse de croissance de 0,8%. Ceci d’autant plus que la ponction fiscale violente de 2013 sera maintenue et que 2014 verra de nouvelles réductions dans les dépenses de l’éducation, de la santé et des transferts sociaux. Reste les exportations, mais celles-ci sont tributaires de la demande extérieure.
Comme dans toute économie de guerre, celle qui a cours au Portugal ne fait pas que des perdants. Alors que les seuls fonctionnaires et retraités de la fonction publique contribuent pour 82% à l’effort de guerre de 2014, il n’est demandé aux banques et aux monopoles de l’énergie qu’une contribution exceptionnelle de 4%, et le gouvernement s’est même donné le luxe de baisser de deux points l’impôt sur les sociétés qu’il vise à ramener à 19%, voire 17%, en 2016, dans le respect du sacro-saint principe néolibéral de création d’un climat propice à l’investissement. Il y a d’autres gagnants de la crise, à commencer par les créanciers auxquels il est destiné, en 2014, au titre des intérêts, un «magot» équivalent au budget de la santé. C’est pour ces créanciers que des sacrifices sont demandés au peuple de l’un des pays les plus pauvres et les plus inégalitaires de l’UE. C’est pour eux que l’on ferme des écoles, que l’on rationne des médicaments, qu’on limite l’accès aux soins de santé d’une partie de la population et que l’on vend aux enchères des biens publics.
Les politiques d’austérité violentes s’entretiennent d’elles-mêmes : elles génèrent leur propre intensification, censées remédier aux déficits qu’elles ont contribué à creuser. Chaque euro de déficit «économisé» au Portugal s’est traduit par une perte de 1,25 euro du PIB et une augmentation de 8,76 euros de la dette ; c’est ainsi que les créanciers sont assurés d’avoir toujours une dette à financer.
A l’instar de celles des autres pays qui sont sous l’intervention «effective» de la troïka, pour ne parler que d’eux, la dette portugaise n’est raisonnablement pas remboursable. Elle n’est pas le résultat de dérives d’un peuple qui aurait vécu au-dessus de ses moyens, même si les experts du FMI insistent sur la nécessité de baisser le salaire minimum du Portugal qui est de 485 euros brut par mois, soit l’un des plus bas de la zone euro et de l’UE.
Pays semi-périphérique, doté d’une économie à faible valeur ajoutée et très dépendante de l’extérieur, le Portugal «a payé» son adhésion à la zone euro, par une quasi-stagnation de son économie, si bien que la dette publique n’a connu une trajectoire ascendante que depuis la crise financière et les importants transferts du budget de l’Etat pour soutenir l’économie et sauver les banques. Ne pouvant se tourner vers la Banque centrale européenne (BCE) pour assurer son financement, le Portugal est devenu, après la Grèce et l’Irlande, la troisième victime de la spéculation des marchés financiers, laquelle a ouvert la voie à l’intervention de la troïka.
Après deux ans et demi et des milliards d’euros de sacrifices imposés à sa population, le Portugal est un pays plus pauvre, il a renoué avec les taux de natalité de la fin du XIXe siècle et l’émigration de masse de l’ère de la dictature. Sa population, l’une des plus vieilles de l’UE, diminue. Sa dette rapportée au PIB a augmenté de près de 25 points et son déficit n’est pas contenu. Les créanciers représentés par la troïka ont déjà averti du montant des coupes de dépenses qu’il faut opérer en 2015, alors que le «mémorandum» prend fin en juin 2014.
Que ce soit sous la forme d’un nouveau plan de «sauvetage» ou autre, et dans le cadre actuel des institutions européennes, le Portugal restera sous la domination de la troïka et sa population sera soumise à de nouvelles épreuves. Il est déjà l’autre Grèce et, si un doute subsistait, l’image de ces mères portugaises contraintes d’abandonner leurs enfants aux institutions sociales, alors que de nouveaux venus font leur entrée dans le club des millionnaires, serait là pour le démontrer.
(1) On évalue à 120 000 le nombre de Portugais qui ont émigré en 2012, soit un exode de 10 000 personnes en moyenne par mois, sur une population de quelque 10,5 millions d’habitants.

 

 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

0 Natal dos desempregados (José Luis Peixoto )


Quem és tu? Os dias passam e a tua cabeça repete uma pergunta em cada silêncio. Todos os dias de manhã, logo depois de acordar, há silêncio. Enquanto escolhes a roupa e te vestes, há silêncio. Nos intervalos do tempo, há silêncio.
Quem és tu? Agora, dás contigo a olhar para os programas da manhã na televisão, esqueces o olhar por instantes. Um especialista enumera formas de prevenir a queda de cabelo, um cozinheiro revela segredos para rechear o peru, um professor de trabalhos manuais ensina a fazer decorações de Natal com garrafas de plástico usadas. A apresentadora repete cinco vezes o número que pisca no ecrã. Telefona, podes ganhar; telefona, podes ganhar. Não telefonas. Sabes que não podes ganhar. Antes, telefonaste para números do jornal, da internet, números escritos num papel dobrado ou em cartões de visita. Mas o tempo passou. Dias, meses, estações inteiras, tempo carregado de silêncio, silêncio, silêncio carregado de perguntas.
Qual é o teu valor? A história da tua vida dilui-se nestes dias. Não era uma história enorme, mas era tua e tinha um sentido. Os teus pensamentos encontravam-lhe continuação a cada instante, sabias sempre o que tinhas de fazer a seguir. Hoje, surpreendes-te a ter saudades de avançar pelas ruas às sete da manhã com as orelhas geladas, saudades de olhar para o relógio e esperar por um minuto que parecia nunca mais chegar. Antes, esse minuto quase infinito parecia não chegar, o número firme no mostrador do relógio, mas chegava; agora, esse mesmo minuto também parece não chegar, mas o número no mostrador do relógio passa, cinco transforma-se em seis, seis transforma-se em sete, mas o minuto que esperas não chega, parece não chegar nunca. Estás parado.
Qual é o teu valor? O rosto das pessoas com que te cruzas todos os dias repetem-te perguntas, mesmo quando estão apenas a olhar para ti, sem dizer nada. O Natal chegou às ruas, às montras, à publicidade. Caminhas de mãos nos bolsos. Às vezes, vais dar a volta para não passares à frente daquela pessoa que está sempre no mesmo sítio a ver quem passa. E até o rosto daqueles que não conheces, que nunca viste antes, que nunca voltarás a ver, parecem repetir-te essas mesmas perguntas. Chega a hora de almoço. Chega todos os dias a hora de almoço porque todos os dias chegam as mesmas horas. Em casa, os sons da casa. Colocas a primeira colher de sopa na boca.
Quem és tu? Já te imaginaste a fazer mil coisas que, antes, nunca tinhas considerado. És uma pessoa diferente em todas elas e, no entanto, há um muro invisível entre ti e cada uma dessas ideias. Consegues vê-las lá ao fundo, tens a certeza de ser capaz de fazê-las, mas não consegues atravessar esse muro invisível. Como se falasses e ninguém te ouvisse, como se falasses e ninguém acreditasse em ti, como se não existisses. A sopa não tem sabor, mas não podes dizer. Apenas podes limpar a boca e mostrar-te agradecido, obrigado. Agora, tens uma tarde imensa à tua frente.
Quem és tu? As montras das lojas reflectem-te. A tua imagem suspensa, rodeada pelo brilho do Natal. À tua volta, homens e mulheres dirigem-se a algum lugar, o mundo continua. Vês-te: os teus braços ao longo do corpo, os teus olhos.
És demasiado novo ou és demasiado velho.
Mesmo quando te descolas da montra e caminhas, levas contigo a imagem do teu próprio reflexo, vai no teu interior. Os passos levam-te, são lentos, sem pressa. Não pensas no que vais encontrar lá à frente porque não esperas nada. As crianças estão na escola, as pessoas estão nas suas vidas, só tu estás aqui.
Quem és tu? Mais tarde ou mais cedo, chegará a noite. Chega sempre, todos os dias. Depois da hora de jantar, também diária, depois do serão, notícias, telenovela, concursos em que ninguém ganha nada, chegará a hora de dormir, o fim de mais um dia. Por vezes, lanças essa ideia de encontro às perguntas que tudo te repete, mas sabes que este dia não terminará verdadeiramente. Caminhas como se estivesses parado e procuras as forças que se vão desfazendo, as forças necessárias para não esqueceres qual é o teu valor, para continuares a saber quem és, para dares uma resposta definitiva ao silêncio.

domingo, 6 de janeiro de 2013

0 Porque não há emprego em Portugal? (Anedota)

O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o ZÉ decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL…

O Ministério da Economia estima que se cada um consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

0 Portugal vai ter mais de três milhões de pobres

Austeridade está a levar à "democratização da pobreza". Investigadores sociais consideram que medidas do limiar da pobreza "já não dão um retrato fiel da realidade".

O "Jornal de Notícias" escreve que o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza afirma que o Orçamento do Estado vai deixar Portugal com "mais de três milhões de pobres. É 30% da população, mas há quem defenda que será mais que isso.

Ninguém arrisca dizer qual o número de pobres que Portugal terá em 2013 porque, alerta Ana Cardoso, do Centro de Estudos para a Intervenção Social, "será maior do que os indicadores medem". Mais de três milhões? "É possível".

No Dia Mundial para a erradicação da Pobreza, assinalado hoje, a investigadora assegura que estamos a assistir à "democratização da pobreza", e que os mecanismos usados para a medir têm de ser revistos. "A privação económica daria um retrato mais fiel da realidade do que o rendimento auferido". A novidade desta crise, explica,"é a quantidade de pessoas que estão em processo de empobrecimento, apesar de terem qualificações, habitação própria ou outros níveis de conforto. O pobre já não é o grupo social que gozava de má imagem e a quem todos os pecados eram atribuídos".

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

0 Netemprego recruta enfermeiros a 485 euros

Portal mantido pelo IEFP publica oferta de emprego para 20 enfermeiros com licenciatura dispostos a trabalhar em horário completo por 10 euros acima do salário mínimo. Sindicato pede retirada do anúncio.


O portal Netemprego, mantido pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, tem online uma oferta de emprego para enfermeiros em Braga. São 20 vagas para as quais se exige licenciatura para um horário completo de oito horas diárias e se oferece um contrato a termo de seis meses e um salário de 485 euros. Há ainda a menção de que o emprego seria na Bélgica.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses já reagiu e enviou carta ao presidente do IEFP solicitando a retirada do anúncio, por considerar “acintoso e inadmissível que um instituto público tenha publicitado uma oferta de emprego... que em nada se coaduna com a remuneração base vigente legalmente para os enfermeiros”.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

0 Desempregados há mais de seis meses vão sofrer corte de 10% no subsídio

Ao que tudo indica, o Orçamento de Estado 2013 prevê mais cortes. Os desempregados e os pensionistas serão os primeiros a sofrer, avança o “Negócios”.
Apesar do subsídio de desemprego já ter sido reduzido em Abril deste ano, quem ficar desempregado mais de seis meses, sofrerá um corte adicional de 10%. Ou seja, ficará a ganhar 55% do ordenado.
O tempo de atribuição do subsídio, apesar de continuar a depender da idade e dos meses de desconto, já sofreu cortes significativos. Passou a vigorar entre cinco a 26 meses, ou seja, os jovens acabam por perder o equivalente a quatro meses de subsídio e os mais velhos um ano.
Contudo a troika não fica totalmente satisfeita com esta medida, porque só se aplica na totalidade a quem tiver celebrado um contrato de trabalho, após Abril de 2012. Os anteriores ainda estão protegidos pela lei anterior. Passando a explicar: Se uma pessoa tiver celebrado um contrato em 2005 e, de repente ficar desempregada, terá direito ao tempo de subsídio que acumulou até Abril, sem cortes.
Os credores externos também não ficaram satisfeitos com o patamar máximo de 26 meses de subsídio. Por eles, 18 era suficiente.
No que diz respeito às pensões, aqueles que auferirem mais de 1.500 euros por mês, passarão a ser cortados entre 3,5% a 5%. Os ex-bancários integrados em 2011 são os únicos pensionistas que ficaram de fora desta medida. 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

0 Santos Pereira quer nova redução nas indemnizações por despedimento

Ministro da Economia quer avançar com novas negociações sobre o tema.
O ministro da Economia não ficou satisfeito com a redução de 30 para 20 dias de indemnização por cada ano de trabalho para as compensações por despedimento por mútuo acordo, até um tecto de 12 meses de retribuição, não podendo o limite máximo mensal ser superior a 20 rendimentos mínimos garantidos.
Segundo o jornal i, o titular da pasta da Economia não desistiu de diminuir dos actuais 20 dias para a média europeia, que varia entre os 10 e os 12 dias, havendo, contudo, países onde este período é bastante mais elevado.
O problema em Portugal é que os salários são substancialmente mais baixos que os praticados na esmagadora maioriados países da zona euro, pelo que diminuir o número de dias não significa que o impacto seja o mesmo.
A medida só não está em cima da mesa neste momento devido à enorme contestação que teve o anúncio, feito pelo primeiro-ministro, da subida da Taxa Social Única (TSU) para os trabalhadores em 7%, que motivou a saída para a rua de vários milhares de pessoas numa manifestação convocada pelas redes sociais.
Contudo, avança o mesmo jornal, ela deverá voltar a ser inserida num novo pacote de iniciativas que têm como alegado objectivo fomentar o crescimento e o emprego.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

0 Comissão Europeia vai ter que se explicar sobre encerramento da Finex Tech

As eurodeputadas Marisa Matias e Alda Sousa pretendem que a Comissão Europeia explique como reage a processos fraudulentos de deslocalização de empresas que recebem fundos públicos, como acontece com a Finex Tech, da Maia, cujo encerramento deixa 110 trabalhadores sem emprego.

Na sequência do encerramento das instalações da Finex Tech, no concelho da Maia, que deixa no desemprego cerca de 110 trabalhadores, as deputadas Alda Sousa e Marisa Matias, (GUE/NGL - Bloco de Esquerda) dirigiram à Comissão Europeia uma pergunta escrita.
Considerando que se trata, aparentemente, de uma insolvência fraudulenta, em desrespeito total pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, em clara fuga e violação das responsabilidades legais e sociais, nomeadamente as decorrentes do facto de terem beneficiado de apoios financeiros de cariz comunitário, as deputadas pretendem saber "quando irá a Comissão tomar posição sobre as empresas europeias que beneficiam de fundos comunitários e não cumprem as suas obrigações", bem como se a Comissão irá "tomar alguma medida legislativa ou complementar à legislação existente (nomeadamente, prevendo sanções desencorajadoras) de modo a evitar futuras situações semelhantes".
Texto integral da pergunta
Ao longo dos últimos anos a Finex Tech, empresa propriedade da Lutha Fashion Group Oy, com sede em Linjakatu 5, FIN-15501 - Lahti, Finlândia, com instalações no Concelho da Maia em Portugal, tem beneficiado de diversos fundos comunitários, além de portugueses, com o objectivo de modernizar a sua actividade produtiva de modo a torná-la mais competitiva nos mercados externos, que são o seu alvo principal.
Contudo, no dia 13 de Julho de 2012 a Finex Tech colocou 110 trabalhadoras e trabalhadores em lay off, até 19 de Setembro, com o argumento que necessitava garantir a sua sustentabilidade financeira e manutenção de postos de trabalho. Esta decisão revelou-se apenas como um mero mecanismo para ganhar tempo e dar entrada a um processo de insolvência, justificando o mesmo pela prevista deslocalização para os mercados asiáticos, e que terá como principal consequência o despedimento doas 110 trabalhadores.
Trata-se assim, aparentemente, de uma insolvência fraudulenta, em desrespeito total pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, em clara fuga e violação das responsabilidades legais e sociais, nomeadamente as decorrentes do facto de terem beneficiado de apoios financeiros de cariz comunitário.
1- Quando irá a Comissão tomar posição sobre as empresas europeias que beneficiam de fundos comunitários e não cumprem as suas obrigações?
2- Tenciona a Comissão tomar alguma medida legislativa ou complementar à legislação existente (nomeadamente prevendo sanções desencorajadoras) de modo a evitar futuras situações semelhantes?
3- Não considera a Comissão que estas deslocalizações por parte das empresas europeias para países onde não há normas reguladoras das relações laborais podem constituir uma concorrência desleal para com as empresas que atuam no mercado interno em conformidade com as regras comunitárias e nacionais?

0 Vítor Gaspar trava novas formações para desempregados

As acções de formação destinadas aos desempregados e aos jovens, previstas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) até ao final do ano, e que ainda não tenham iniciado, estão suspensas devido a um despacho assinado pelo ministro das Finanças.



Um despacho, assinado a 12 de Setembro por Vítor Gaspar, “sujeita a aprovação prévia a assunção de novos compromissos resultantes da aquisição de serviços, nos quais se inclui a actividade de formadores e a aquisição de espaços formativos". Ou seja, só com uma autorização do ministro das Finanças, os organismos públicos podem assumir novas despesas com a aquisição de bens e serviços, explica o Público.
Esta medida, em vigor desde a passada quarta-feira, surge num momento em que o desemprego atinge quase os 16% e em que o Governo admite que este é um motivo de "grande preocupação".
Ainda de acordo com o jornal, assim que o despacho foi publicado, “os directores dos centros de formação receberam instruções para suspenderem de imediato novas despesas relacionadas com a aquisição de serviços” e, acrescenta o Público, “mesmo que financiadas por fundos europeus” as acções de formação não poderão arrancar sem uma resposta das Finanças nesse sentido.
 
 
O documento assinado por Vítor Gaspar refere que estas indicações surgem num contexto de "absoluta necessidade de cumprimento das metas do défice orçamental em 2012".
Fora desta proibição ficam apenas as formações iniciadas antes de 12 de Setembro e em curso e as que já estavam contratualizadas, sublinha o jornal.
 

NOTÍCIA TUGA Copyright © 2011 - |- Template created by Notícia Tuga - |- Powered by Notícia Tuga