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sexta-feira, 4 de julho de 2014

0 Bolacha no gelado vale despedimento no McDonald's

Há regras que devem ser respeitadas à hora das refeições no McDonald’s. O que David Cunha não sabia era que estas incluíam não adicionar ‘extras’ à sobremesa.

O caso aconteceu anteontem no estabelecimento desta marca de fast-food em Urgeses, em Guimarães. Na pausa que os funcionários têm para jantar, o ex-trabalhador adicionou uma colher de bolachas ao seu gelado, a sobremesa que escolheu para a refeição, e, sendo este um procedimento proibido pelo gerência do restaurante, David Cunha foi convidado a assinar a carta de rescisão do contrato, avança o Jornal de Notícias.

Comeu um Royal Cheese, com batatas fritas e um refrigerante a acompanhar. Para terminar, David escolheu comer um Sundae de caramelo. Todos estes elementos estão incluídos no menu do jantar dos trabalhadores. O problema chegou nos extras – David decidiu adicionar uma colher de bolachas Oreo ao seu gelado. Meia hora após depois, o gerente chamou-o ao gabinete e acusou-o de roubar.

“Perguntou-me se tinha noção do que tinha feito, que era muito grave e considerado um roubo”, disse o jovem de 23 anos ao JN.

David explica que não pediu à gerência para adicionar a bolacha ao gelado para não importunar: “Se lhes tivesse pedido, mandavam-me ir trabalhar, que eles têm mais que fazer”, afirmou.

Segundo o JN, o ex-trabalhador assinou a rescisão do contrato por mútuo acordo, sem que lhe tivesse sido entregue uma cópia. David trabalhava há dois meses naquele estabelecimento, a receber menos de dois euros à hora.

Fonte

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

0 FMI quer reduzir até 120 mil funcionários públicos


O sector público tem de reduzir entre 60 mil a 120 mil empregos face à presente situação, defende a equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) no estudo sobre a reforma do Estado.

O FMI faz contas ao universo atual, que é “superior a 600 mil funcionários”, e conclui que o Estado só será viável se, para além dos cortes nos salários e nas pensões, também acontecer uma redução de pessoal de grande magnitude nos próximos anos, com especial ênfase nos sectores da Educação e da Saúde.
Apesar de pugnar por “cortes direcionados”, a instituição de Washington escreve no relatório que, numa lógica mais macro (transversal), está a pensar numa “redução da força de trabalho de 10% a 20%” face à realidade que hoje existe. “Depois de se estabelecer a meta, é crucial por no terreno um mecanismo para as saídas com incentivos apropriados e com vista a minimizar os custos do ajustamento”, sugerindo depois formas de colocar os funcionários fora do sector público. Esta 'limpeza' de 10% a 20% permitirá poupar até 2,7 mil milhões de euros.
E para onde vão todas estas pessoas? Todas as saídas, exceto ficar no sector público, estão em cima da mesa: trabalho no privado, por conta própria, reforma, emigração, desemprego.
Acima de tudo, frisa o membro da troika, “será importante obter mudanças permanentes”. “Por exemplo, reduções de emprego numa parte do sector público (por exemplo, no Governo central) não devem conduzir a um aumento do emprego noutra parte do sector público (por exemplo, sector empresarial do Estado)”.
Os cortes sugeridos pelo FMI acontecem num ambiente macroeconómico altamente recessivo, marcado por destruição de emprego e por contração da atividade económica prolongada e que se pode arrastar até 2014, pelo menos.

0 Novo plano do FMI e da troika:Mais cortes e mais despedimentos

O novo plano de cortes do FMI é uma razia, estendendo brutalmente a receita de mais e mais forte austeridade. Pretende reduzir ainda mais as pensões, despedir entre 70 e 140 mil funcionários públicos, cortar nos salários mais baixos, reduzir 50 mil professores e trabalhadores auxiliares, aumentar taxas moderadoras na saúde e limitar acessos. Apesar de ter só a assinatura do FMI, o plano tem o apoio participado da troika e do Governo e nada propõe sobre impostos sobre os mais ricos ou mais valias financeiras.


O “Jornal de Negócios” desta quarta-feira dá a conhecer o novo plano do FMI para cortar 4.000 milhões de euros na despesa pública. O plano contou com a assessoria do Banco Mundial e da Comissão Europeia e teve a colaboração especial dos secretários de Estado do Orçamento, Morais Sarmento, dos Negócios Estrangeiros, Morais Leitão, e da Administração Pública, Hélder Rosalino, cuja “liderança” foi muito útil segundo o FMI. Estas referências deixam claro que o plano do FMI é de facto um novo plano da troika e do Governo PSD/PP.
O plano é significativo pelas medidas asfixiantes, da maioria da população e da economia, que propõe. Porém, é igualmente significativo no que não trata e omite. O plano não refere as profundas desigualdades existentes em Portugal e que se estão a agravar significativamente. Também não trata da evasão fiscal dos mais ricos, da fuga de capitais e holdings para paraísos fiscais, de impostos sobre a banca ou sobre rendimentos de capitais. Igualmente nada diz sobre cortes nas PPP's e pelo contrário propõe até novas medidas de apoio do Estado ao capital privado, na educação.
O plano propõe cortes nos salários, redução e despedimento de funcionários públicos e novas reduções nas pensões. Uma das propostas para as pensões é novo corte de 10% para todas as pensões de reforma. Quanto à função pública, o plano propõe o despedimento de 70 mil a 140 mil trabalhadores.
Este plano pretende também novos cortes no subsídio de desemprego no valor e no tempo de atribuição.
Sobre os salários mais baixos a hipocrisia do FMI atinge o cúmulo ao propor o corte permanente dos salários mais baixos na função pública, pois segundo o plano a administração pública de Portugal tem salários “relativamente elevados pagos a trabalhadores com baixas qualificações” e estes “não estão em risco de pobreza”.
Na educação, o FMI quer despedir 50 mil professores e funcionários auxiliares e aumentar os contratos com as escolas privadas.
Em relação à saúde, o FMI pretende aumentar as taxas moderadoras, passando por exemplo as taxas pagas nas urgências dos atuais 20 euros para 33,62 euros. Propõe ainda a a redução do leque de cuidados médicos a toda a população e a diminuição drástica das horas extraordinárias pagas a médicos e outros funcionários do SNS.
O FMI considera ainda que Portugal tem militares e polícias a mais e que têm regalias excessivas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0 Saiba calcular as (novas) indemnizações em Portugal

A redução dos dias para as compensações por despedimento ou cessação dos contratos de trabalho fixar-se-á, já em 2013, em 12 dias por cada ano de trabalho. Saiba como calcular as indemnizações de acordo com o novo diploma que chegou já ao Parlamento para aprovação.
A medida do Governo que dita o emagrecimento das indemnizações para 12 dias por cada ano de trabalho obedece a alguns cálculos. Conheça as contas que passarão a ser feitas para aferir as compensações dos trabalhadores que sejam despedidos.
 - Quem iniciou contrato depois de 1 de Novembro de 2011 tem actualmente direito a uma indemnização baseada em 20 dias. A proposta do Executivo prevê que esta parcela seja contabilizada até à entrada em vigor da nova lei, estimada para 1 de Março ou 1 de Abril, sendo que a partir daí contar-se-ão 12 dias de trabalho por ano, mantendo-se o tecto de 12 salários; - Quanto aos contratos anteriores a Novembro de 2011, para os trabalhadores que tinham mas 12 anos de casa até 31 de Outubro de 2012 continua a aplicar-se a fórmula antiga dos 30 dias, sem o tecto dos 12 salários. Porém, a matemática para quem ainda não tinha 12 anos de antiguidade a 1 de Novembro de 2011 é um pouco mais complexa: receberá o equivalente a 30 dias até 31 de Outubro de 2012, 20 dias a partir de 20 de Novembro de 2012 até à entrada em vigor da nova lei, e 12 dias depois dessa data, tudo isto condicionado com um máximo de 12 salários;
- No caso dos contratados a prazo antes de Novembro de 2011, até 31 de Outubro de 2012 contabilizam-se dois ou três dias por mês e, a partir de então, 20 dias e 12 dias, de acordo com os prazos anteriores;
- Em relação a futuros contratos a partir da data em que nova lei passe a aplicar-se, as contas são feitas apenas com base em 12 dias, sendo que o limite de 12 salários será atingido ao fim de 30 anos de casa.

sábado, 24 de novembro de 2012

0 Funcionário do Lidl foi despedido por ajudar cliente !


Um funcionário do supermercado Lidl, em Lourosa, Santa Maria da Feira, não se conforma com o despedimento que foi alvo por parte da empresa, que o acusa de ter dado 30 euros a uma cliente que se sentiu mal por não ter dinheiro suficiente para pagar as compras
Paulo Magalhães confirma o episódio da cliente, mas nega ter entregue tal quantia. "Na conta ficaram a faltar apenas 50 cêntimos, que me prontifiquei a pagar", disse.
A situação deu-se a 6 de agosto. Uma cliente sentiu-se mal quando reparou que não tinha dinheiro para pagar todas as compras. "Decidi ajudar a senhora, começando por registar apenas os bens de primeira necessidade. Ficaram mesmo assim a faltar 50 cêntimos", lembrou Paulo Magalhães. O funcionário comunicou o facto ao seu superior, disponibilizando-se a pagar os 50 cêntimos.
Nesse mesmo dia, Paulo diz que se afastou da caixa para fazer outro serviço, solicitado por um responsável da loja. Dias depois, foi surpreendido com a nota de culpa e consequente processo que resultou em despedimento por justa causa.




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

0 Nova lei dos despedimentos já vigora e prevê indemnizações reduzidas

O corte das indemnizações por despedimento para os contratos de trabalho assinados a partir de hoje já está em vigor. O novo sistema de cálculo reduz as indemnizações pagas pela entidade patronal. Exemplo prático: um trabalhador com 30 anos de funções e um salário de mil euros receberia, se fosse despedido, 30 mil euros, até agora. Com a nova lei, receberá apenas 8000 euros.

Quem assinar novos vínculos laborais terá, a partir de agora, menos direitos nas indemnizações, caso seja despedido. Antes das novas regras, quem recebesse mil euros, ao fim de 30 anos de trabalho receberia uma indemnização de 30 mil euros, caso fosse despedido sem justa causa.

A partir de agora, essa indemnização, nas mesmas condições no que diz respeito ao tempo de exercício de funções e salário, será de apenas oito mil euros. O cálculo da indemnização passa de 30 para 20 dias de salário por cada ano de trabalho.

A nova lei prevê 20 dias de retribuição por cada ano de funções, ao contrário dos 30 dias que vigoraram até ontem. A indemnização mínima de três meses também é eliminada.

Por outro lado, estima como máximo 12 salários, o que prejudicará os trabalhadores com maior antiguidade no seu posto laboral. Todos os profissionais são tratados de igual modo, mediante a lei, independentemente do tempo do contrato. Ou seja, a antiguidade não será factor de benefício para o trabalhador.

Estas novas regras que entram nesta terça-feira em vigor afetam apenas os profissionais que assinem contrato a partir de hoje. No entanto, em 2012, todos os contratos de trabalho anteriores estarão ao abrigo deste novo sistema de cálculo indemnizatório.

Em termos práticos, ficam facilitados os despedimentos sem justa causa. Num caso prático, uma empresa que pretenda despedir um funcionário que aufira mil euros de salário terá apenas de lhe pagar, no máximo, oito mil euros, o que corresponde a oito meses de salário.

Apesar de avançar com a nova legislação, o Governo ainda não avançou com o Fundo de Compensação do Trabalho, financiado pelas empresas e que terá como objetivo suportar metade das despesas com o despedimento de funcionários. Para já, as entidades patronais terão a seu cargo o pagamento da totalidade das indemnizações.

Por regulamentar continua a criação do Fundo de Compensação do Trabalho financiado pelas empresas e que, segundo a proposta do Governo, deve suportar metade da compensação por despedimento. Por enquanto, em caso de cessação de um novo contrato de trabalho, é a empresa que tem de suportar sozinha o pagamento dos 20 dias de indemnização por ano

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

0 Millenium BCP vai dispensar 600 trabalhadores

O BCP quer cortar 600 trabalhadores até final de 2013, anunciou o presidente do banco. Nuno Amado refere que pretende poupar cerca de 30 milhões de euros com as saídas de pessoal. 
 
O plano de redução do pessoal decorre entre este ano e o próximo através de rescisões amigáveis e reformas antecipadas, acrescentou o presidente do BCP na conferência de imprensa de apresentação de resultados entre Janeiro e Setembro. O banco registou prejuízos de 796,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. 
 
O BCP fechou o terceiro trimestre com 9.866 trabalhadores, menos 93 que no final de 2011. Em termos de custos com pessoal, o BCP gastou 545 milhões de euros em 2012. Este ano, e até Setembro, os custos foram de 397 milhões de euros.
 
Além dos custos com pessoal, Nuno Amado disse ainda que pretende que o banco poupe cerca de 50 milhões de euros com custos gerais, devendo cortar em parcelas como a das consultorias.

 BCP registou prejuízos de 796,3 milhões de euros entre Janeiro e Setembro.

sábado, 3 de novembro de 2012

0 Trabalhadores “incómodos” da Staples Portugal recebem carta de despedimento

A Staples vende essencialmente material de escritório e algum material informático. Alguns trabalhadores “problemáticos” estão a receber cartas de despedimento colectivo.
A Staples refere na carta de despedimento colectivo (ver download no final do nosso artigo) enviada a alguns dos trabalhadores de algumas lojas do país que as quebras na área do mobiliário, informática e outras estão na origem do despedimento. Afirma também que não pode ter “trabalhadores que não têm ocupação”.
Estes trabalhadores não têm qualquer apoio. Não existe sindicato, comissão intersindical ou comissão de trabalhadores. Estão sozinhos com Portugal em plena austeridade.

A carta com data de 23 de Outubro a que o Notícia Tuga teve acesso, tem como possível extinção do Posto de trabalho o mês de Outubro.
Os despedimentos, segundo fontes do Tugaleaks, são pelo menos na loja de Oliveira de Azeméis.
Em Junho deste ano a Staples esteve visada em vários órgãos de comunicação social. Na TSF, Carlos Maia afirmou que “a Staples é uma empresa sólida” e que “este ano abrimos 4 lojas”. Aparentemente, quatro meses depois, existem despedimentos colectivos.
Ainda segundo a mesma fonte estes não são despedimentos “normais”. São aquilo que a fonte chama de “limpeza étnia” onde os que incomodam são os visados. Queixa-se também do sistema de escravidão que existe dentro da Staples, afirmando que “sendo que neste caso não se trata de uma raça mas sim de todos aqueles que se opõem à politica de escravidão imposta pela empresa, trabalhadores a trabalhar sistematicamente semanas a fio sem folgar, pessoas a entrarem as 7 da manha e a saírem as 23 horas, trocas de horários folgas e ferias constantes de um dia para o outro sem se ter hipótese de dizer que não e sem qualquer aviso, maior parte destes despedimentos foram feitos a quem pelo menos uma vez já se recusou a esta escravidão”.
Fomos ainda informados que as lojas podem não fechar, pois estão a ser contratadas pessoas para substituir as pessoas que despedem, que são pelo menos 50 pessoas.
A Staples mentiu, e aparentemente comete ilegalidades para com os funcionários. Quem se opõe, terá este destino.
O Notícia Tuga está solidário com os trabalhadores da Staples e com qualquer funcionário de empresas a trabalhar nestas condições. Aos que o fazem, recomendamos a denúncia através dos nossos contactos.

Download da carta de despedimento

 

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