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segunda-feira, 16 de junho de 2014

0 A grande vigarice das Barragens

O plano nacional de barragens custará ao estado 16 mil milhões de euros, de todos nós, para financiar um negócio cujos lucros serão para a EDP! Lucros que terão de ser garantidos - 49 milhões de euros ao ano, durante 75 anos. O que significa que, se der prejuízo, que é o mais provável, o estado paga... Os senhores milionários recusam-se a correr riscos. Preferem deixa-lo para o otário que nunca é consultado... o Zé Povinho!
Mais ofensivo é que, segundo os especialistas, a sua produtividade é nula, ficando bem à vista que o importante não vai ser produzir electricidade, mas enriquecer os que participam neste desfalque ao país. Confirme neste vídeo:


A construção de novas barragens pagam e calam o loby da EDP



FONTE: Portugal Glorioso

sexta-feira, 23 de maio de 2014

0 Clientes da EDP continuam a ser alvo de campanha de phishing de alto risco


A mensagem de correio eletrónico que remete para a "Fatura Eletrónica Disponível" voltou a inundar as caixas de email de muitos utilizadores. Se está entre os remetentes tenha cuidado e não abra o link.

(Atualizada) O TeK já tinha noticiado este ataque de phishing no início do mês de maio, alertando para o nível de perigo envolvido e o facto de abrir portas a ataques aos serviços online de vários bancos portugueses.

Na altura contactámos o CERT.pt que validou o risco destas mensagens destinadas a um número elevado de utilizadores - neste caso os clientes da elétrica - e a EDP, que assumiu estar atenta e a atuar com os meios possíveis para estes casos.

Mas nos últimos dias a intensidade das mensagens de email voltou a aumentar. E se alguns dos links enviados já foram desativados, outros mantêm-se em funcionamento, o que cria riscos de instalação de trojans bancários no computador dos utilizadores menos prevenidos.

Contactado pelo TeK, David Sopas, especialista em segurança informática e gestor do site WebSegura.net, analisou o malware que está no link que circula nos emails de phishing que depois de descompactado está em formato CPL (Control Panel Extension).

O próprio ficheiro é detetado pela maioria dos antivirus, mas este formato tem sido muito utilizado nos últimos meses em trojans bancários no Brasil. A partilha da língua faz com que os portugueses sejam também cada vez mais visados neste tipo de ataques.

"O aumento de ficheiros infetados em CPL acontece porque maioria dos utilizadores desconhece este formato e não pensa nos perigos que podem levar. No entanto, uma das razões principais para os utilizadores maliciosos utilizarem este tipo de ficheiros é a possibilidade de encriptação em diversas camadas do conteúdos destes ficheiros. Desta forma, torna a tarefa mais difícil aos antivirus e aos filtros de clientes de email", explica David Sopas. 

Os ficheiros CPL são applets utilizados no Painel de Controlo do Windows. Se um utilizador menos atento correr o ficheiro infectado, o malware executa a função CPlApplet() do sistema operativo que posteriormente executa funções típicas de um spyware, monitorizando tudo o que possa ser confidencial e mantendo uma porta aberta a futuras intrusões. 

A análise das amostras permite verificar que o ficheiro hosts do sistema operativo é alterado o que faz com que a vítima, ao entrar no site do seu banco, esteja realmente a entrar num site falso, mascarado para parecer idêntico ao real. 

O malware permite também fazer capturas de ecrã, monitoriza as teclas pressionadas e consegue ler blocos de memória, pelo que depois de infetado o computador todas as actividades podems er monitorizadas. 

O TeK contactou a EDP que afirma que as novas situações são pontuais. "Continuamos, como sempre, a acionar mecanismos de combate e a alertar os clientes para cuidados básicos de segurança quando recebem emails suspeitos, designadamente através do site edp, refere fonte da empresa. A EDP adianta ainda que continua a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais responsáveis pela segurança informática nestas matérias. 

Do lado dos bancos já há alguns alertas visíveis nos sites de ebanking, que estão atentos a esta situação já que o malware visa diretamente os clientes de serviços de banca online. 

Entre as recomendações normais para evitar cair neste tipo de fraude fica a nota para não aceder a links suspeitos. Basta passar o rato sobre a hiperligação para ver o endereço real que muitas vezes está oculto e disfarçado. 

A análise atenta das mensagens recebidas, desde o remetente ao conteúdo faz também parte das melhores recomendações, assim como a utilização de um antivirus atualizado, embora neste caso se revele inútil para filtrar esta ameaça. 

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

Fátima Caçador 

Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação obtida junto da EDP. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

0 DE ONDE VEM O PODER DA EDP SOBRE O GOVERNO? QUEM PAGA OS FAVORES?

VEJA ESTE VIDEO... E PERCEBA PORQUE SOMOS ESCRAVIZADOS PELOS AMIGOS DOS GOVERNOS. ESCRAVOS DA EDP, DA BANCA, DO BCE, DAS GRANDES ELITES/EMPRESAS NACIONAIS... SOMOS VITIMAS DA FALTA DE CORAGEM DOS QUE FINGEM QUE NOS GOVERNAM.
NÃO PERCA A ANEDOTA QUE ESTE VIDEO REVELA, A PARTIR DO MINUTO 2... SE NÃO FOSSE TÃO TRISTE ERA HILARIANTE. ANDAMOS A FINANCIAR OS ESPANHÓIS?





 Artigo retirado do blogue Apodrece Tuga
Leia o artigo completo aqui !

sábado, 4 de maio de 2013

0 Até a deco enche os bolsos a conta do Zé povinho

Deco pedia quase 9 milhões ao vencedor do leilão de electricidade

A Deco, que organizou um leilão de electricidade para tentar conseguir preços mais baixos, incluiu, nas condições da operação, uma taxa de 15 euros ao vencedor do leilão por cada cliente que contratasse os seus serviços, noticia a rádio Renascença, que adianta que, dos cinco potenciais fornecedores, quatro já rejeitaram participar.
A estação de rádio diz que a Deco exigia ao potencial vencedor do leilão de electricidade uma taxa de 15 euros por cada cliente que aderisse aos serviços. No total são quase nove milhões de euros.

EDP, Galp, Iberdrola e Gás Natural Fenosa já disseram que não iam participar no leilão, segundo a Renascença. Falta saber o que decidiu a Endesa, já que a estação de rádio não conseguiu contactar.

A Renascença adianta que esta taxa incluída do processo pela Deco chegou a ser de 30 euros, tendo baixado para 18 euros e, posteriormente, para 15 euros por cliente.

A Deco vai apresentar esta sexta-feira os resultados do leilão de electricidade realizado na última quinta-feira. No total, aderiram 587 mil pessoas a esta operação da Deco, o que eleva para 8,8 milhões de euros o encaixe potencial da associação de defesa do consumidor.

domingo, 7 de abril de 2013

0 Mais um crime urbanístico, para não contrariar a poderosa EDP?

Fundação EDP - terreno da antiga Central Tejo, actual Museu da Electricidade. 
Compilação de textos sobre o novo crime urbanístico (dos mais graves, dada a Má Fé de todo o processo). 
Apesar de estar ainda em pleno período de discussão pública, mas já foi aprovado o tapume para a ocupação do estaleiro, a CML anda a tentar a toda a pressa viabilizar mais este favor (ver propostas).

É demasiado grave. É preciso travar a todo o custo este abuso de poder, e/ou favorecimento de uma empresa privada com capitais maioritariamente estrangeiros totalmente fraudulenta e criminosa (se fosse feita uma verdadeira auditoria às suas contas todo este teatro ruía por terra).
O licenciamento da fundação EDP está todo aqui:
http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/licenciamento

Isto não é cultura... Cultura era a EDP baixar os custos, honrar as suas dívidas, produzir um bom serviço sem estragar o nosso Ambiente. 
Cultura é ter solidariedade e tentar ajudar quem precisa ( há pessoas a morrerem de frio porque não têm dinheiro para estes psicopatas novos-ricos se pavonearem e gozarem connosco com centros de "coltura"). 
Cultura é não destruir ou vender património. Cultura é não roubar nem enganar.

MUITO IMPORTANTE: Vejamos para já uma “impossibilidade” legal de toda esta falcatrua.
A parcela de terreno abrangida pela Fundação EDP está classificada na planta de condicionamentos do PDM (Servidões admnistrativas e restrições de utilidade pública I) como “Áreas desafectadas (Decreto-Lei nº75, 31 de Março de 2009)”.
Ora diz o referido decreto-lei 75/2009 no seu preâmbulo que “Nesses termos, quando os bens de domínio público marítimo não devam permanecer afectos ao uso exclusivo das águas prevê-se que possam ser reafectados. Após a reafectação, os bens em causa podem ser objecto de cedência de utilização ou de mutação dominial subjectiva, nos termos legalmente aplicáveis, salvaguardando-se sempre a natureza pública dos bens, sob pena da imediata reversão dos bens em causa para o domínio público geral do Estado.“

Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 87/2009, refere-se que:
“Ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 8.º do Decreto –Lei n.º 100/2008, de 16 de Junho, e nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:

1 — Transferir para o domínio público do município de Lisboa os bens identificados como área sem utilização portuária reconhecida nas plantas publicadas nos anexos I a VI à presente resolução do Conselho de Ministros, que dela fazem parte integrante, e que a seguir se descrevem:
a) Área I — área envolvente da Torre de Belém, com 52 991 m2;
b) Área II — área entre o Hotel Altis e o Padrão dos Descobrimentos, com 46 336 m2;
c) Área III — Terrapleno da Junqueira, com 95 009 m2;
d) Área IV — Cais do Sodré, com 3 068 m2;
e) Área V — Ribeira das Naus, com 24 113 m2;
f) Área VI — Matinha, com 82 193 m2.

2 — Determinar que a mutação dominial implica a transferência de todos os direitos e obrigações sobre os bens imóveis propriedade da APL — Administração do Porto de Lisboa, S. A., incluindo as partes das redes de esgotos, electricidade e água existentes nas áreas, ou que integram o domínio público do Estado, incluindo os direitos de utilização privativa, nos precisos termos em que foram emitidos, no seu estado actual”.
Diz o Decreto-Lei n.º 100/2008, no seu Artigo 8.º, n.º 5 diz: “A alteração da natureza pública dos bens objecto de mutação dominial subjectiva determina a sua imediata reversão para o Estado”.
Em suma, a CML pode já ter o terreno no domínio público, mas não lhe pode alterar a dominialidade sem que isso implique reversão.

RESUMINDO:
Mesmo se já conseguiram enganar a população e a Assembleia Municipal, o facto de terem adquirido o terreno para domínio público não faz qualquer diferença: eles não lhe podem alterar a “dominialidade”. E quanto à cedência, isso é impossível também: a cedência não se justifica para uma edificação de carácter permanente. Mesmo o direito de superfície é inviável já que necessitariam fazer uma desafectação. E mesmo fazendo essa desafectação, isso implicaria reversão!

O mais inexplicável à luz da Boa Fé, boa gestão e bom senso é que para esta“operação” ser feita a CML pretende comprar o terreno que foi anteriormente cedido pelo Estado em Belém para fins de serviço de energia, contrair um empréstimo de mais de um milhão de euros para depois concessionar aquele terreno para este “devaneio” pseudo cultural, (mamarracho com cerca de 14m de altura que desenquadrará ainda mais o Museu da EDP e até a Coordoaria), será um gigantesco mono para gerir e manter (pelo menos definitivamente na parte “pseudo-pública”).

É preciso também não esquecer que esta empresa agora privada descendente da ex-CRGE não honrou as suas concessões e a CML não as exigiu, falamos do crime da Av. infante Santo 58, 60 ex-Gasómetro, PP da Boavista e o terreno da Matinha, cujo terreno de aterro altamente contaminado pelo seu anterior uso, ainda oferece o bónus de ser um verdadeiro maná para os hospitais privados como futuro fabricante de doentes. Para não falarmos dos crimes urbanísticos envolvidos, refiro só o direito que a CML teria em mais valias do(s) terreno(s).

Se o objectivo da EDP é servir primeiro os accionistas (grande parte estrangeiros) e outros interessados neste negócio em vez da cidade, podem mesmo assim arranjar um compromisso e sugerir o terreno da Matinha onde vão fazer mais do mesmo que Lisboa não precisa, num terreno também adquirido e terraplanado com o dinheiro de nós todos, cedido para o fim público do serviço de energia…
Em Belém, já chegam as aberrações e inutilidades do CCB, o Novo Museu dos Coches para agora virar um pseudo DUBAI e desenquadrar o excelente edifício do actual Museu da EDP.
Já somos o “bobo da corte” dos estrangeiros com as fantochadas que estragam a nossa identidade e ainda por cima sem dinheiro para elas.

Espero que quem de direito possa resistir a mais esta anormalidade do nosso país e dos vendedores da Banha da Cobra. Senão conseguirmos travar este ultraje, não nos preocupemos que a Natureza em breve irá tratar disso, já está farta de aturar tanta idiotice dos humanos.
E mail enviado ao blog, por cidadão indignado, anónimo.
No Público... 
Mais sobre o assunto, aqui...

0 António Mexia ganhou mais de 8 mil euros por dia em 2012

No ano passado, o presidente executivo da EDP auferiu 3,1 milhões de euros. O valor total bruto das remunerações atribuídas aos membros dos órgãos de administração e fiscalização da empresa ascenderam, em 2012, a 18 milhões de euros. Eduardo Catroga recebeu 430 mil euros.

Segundo o relatório enviado pela EDP à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), António Mexia recebeu, no ano passado, 714.571 euros de remuneração fixa e 480 mil euros classificados como remuneração variável anual. Ao ex Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Santana Lopes foi ainda atribuído um prémio plurianual inerente ao mandato de 2009-2011 no valor de 1,9 milhões de euros, o que perfaz um total de 3,1 milhões de euros.
Segundo adianta o jornal i, António Mexia foi, no ano passado, o gestor mais bem pago das empresas do PSI 20.
O montante global bruto das remunerações pagas, em 2012, aos membros dos órgãos de administração e fiscalização da EDP rondou os 18 milhões de euros.
O ex ministro das Finanças de Cavaco Silva e atual presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, Eduardo Catroga, recebeu 430 mil euros.

quarta-feira, 20 de março de 2013

0 EDP transfere contratos para mercado livre sem autorização ou assinatura dos clientes

Submeter um formulário num site significa aderir. No entanto, não existe informação de adesão no site. Segundo a EDP, o contrato “não serve para nada”.
A EDP “sofreu” com o mercado livre. Para isso, na altura da liberalização do mercado de energia, criou uma empresa do mesmo grupo e com o mesmo fim. Existem portanto duas empresas: EDP Comercial que actua no mercado livre e EDP Universal que actua no mercado com tarifa fixa.
Estas empresas não deixam de ser do mesmo grupo, antes pelo contrário, como se irá poder ver, basta o preenchimento de um formulário no site para uma adesão. A mão de uma empresa lava a outra mão da outra empresa.


O formulário online

No formulário online que está disponível aqui, após total preenchimento, somos informados que teremos um contacto brevemente. Das três pessoas que o Tugaleaks tem conhecimento que foram afectadas pela passagem contratual sem assinatura ou concordância, todos receberam o contrato para assinar. Não o enviaram, mas de nada valeu. A alteração foi efectuada.
De ressalvar ainda que existe a obrigatoriedade no formulário da EDP Comercial de facultar os dados a terceiros para markting e de indicar o NIB para ser cobrada a mensalidade da luz por débito directo. Sem a checkbox da cedência de dados, não se pode avançar com o contrato.
EDP transfere contratos para mercado livre sem autorização dos clientes


O contrato

Segundo contacto telefónico do Tugaleaks com a EDP (ambas as empresas) indicaram que não era preciso documentos. A EDP Universal indicou que “não havia documentos para comprovar a mudança” e que “se outro operador pedir, nós cancelamos”. Por outro lado, a EDP Comercial indicou que “o contrato não serve para nada”, mas não nos soube indicar se uma adesão via site tinha validade legal.
Já nas condições gerais do contrato, é indicado no ponto 2.2 que “O Contrato entra em vigor na data da sua assinatura (…)”. Temos três casos onde isso não foi preciso. Os contratos chegaram a casa dos clientes, mas continuam lá.
O Tugaleaks não tem até ao momento conhecimento de qualquer empresa além da EDP Comercial a praticar esta ilegalidade. Encaminhámos por isso os afectados por esta situação, escandalosa e danosa, para o Provedor do Cliente EDP. Mas sendo empresas do mesmo grupo, será que vai existir algo a fazer se não “comer e andar”.

EDP sem responder

Contactámos a EDP através dos contactos para Jornalistas, e identificamo-nos como Movimento Cívico que tinha detectado uma irregularidade no funcionamento da EDP, com a intenção de publicar a informação no nosso website. Foi-nos informado um e-mail de Rute F. (decidimos ocultar o nome completo) para o qual foram enviadas algumas questões. Recebemos recibo de leitura, mas não recebemos resposta.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

0 Estado vende resto da EDP com buraco de 660 milhões e sem dizer a quem

O Estado vendeu o que lhe restava na EDP. Foram vendidos os 4,14% do capital que a Parpública ainda detinha na eléctrica portuguesa.

•O negócio rendeu ao Estado Português 356 milhões de euros. A operação marca a saida definitiva do Estado do capital da EDP.

►Nem a gestora de participações do Estado nem as Finanças quiseram revelar quem comprou.
Sabe-se apenas que foram mais de 90 investidores a ficarem com as acções. Em comunicado a Parpública diz que as mesmas foram vendidas a 2,35 euros cada.

•Mas o negócio não chegou para tapar o reembolso do empréstimo obrigacionista de 1000 milhões de euros realizado há 5 anos pela Parpública e que teve como garantia estas mesmas acções da EDP.

O reembolso aconteceu no final do ano passado tendo a Parpública pago três vezes mais do que agora recebeu pela venda dos títulos.

►Para trás fica um buraco na ordem dos 660 milhões de euros.

domingo, 27 de janeiro de 2013

0 Perguntas e respostas sobre o mercado livre da Luz e do Gás

Ainda existem muitas dúvidas sobre este tema do mercado regulado. Job for the Boys deixa aqui uma pequena lista de 10 itens que precisa de saber e pouparem uns euros ao fim do mês.
Os clientes domésticos têm três anos para trocar de fornecedor. Até o fazerem, permanecem na tarifa transitória, embora sujeitos a revisões trimestrais do preço.
mercado livre

1 – O que é que acabou a 31 de Dezembro de 2012?
As tarifas reguladas, fixadas anualmente, foram extintas, excepto na Madeira e nos Açores.
Por outras palavras, os preços de venda da electricidade e do gás natural deixaram de ser determinados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), passando a ser definidos pelas empresas que operam no mercado, em regime de concorrência.
Quem não mudou ou não quiser mudar já para o mercado livre, pode manter-se no mercado regulado durante mais 3 anos, até final de 2015, pagando a chamada tarifa transitória.
Até Novembro, 836 mil clientes trocaram de fornecedor de electricidade mas, no mercado regulado, ainda permanecem 5,2 milhões.
2 – Não mudei de fornecedor. E agora? Vão cortar-me a luz e o gás?
Não. Continuará a ser abastecido até mudar para um comercializador do mercado livre, mas fica sujeito a uma revisão trimestral das tarifas transitórias.
Na prática, os preços podem ser alterados de três em três meses.
3 – O que é a tarifa transitória?
É o preço de venda da electricidade e do gás natural que vai vigorar até final de 2015 para os consumidores que se mantiverem no mercado regulado. Será, tendencialmente, mais elevado que os do mercado livre, de forma a incentivar a mudança.
4 – Até quando poderei ficar na tarifa transitória?
Até ao último dia de 2015, se tiver uma potência contratada igual ou inferior a 10,35 kVA na electricidade e um consumo inferior a 500 m3 no gás, dados estes que pode confirmar na factura. Nessa altura, será mesmo obrigado a optar por um novo fornecedor do mercado livre.
5 – Os preços da luz e do gás vão aumentar?
Muito provavelmente, de forma a reflectir o aumento continuado das matérias-primas (carvão, gás, petróleo). Na tarifa transitória, cada revisão trimestral deverá corresponder a um novo aumento da luz e do gás. No mercado livre, a tarifa será revista após um período de tempo negociado com o operador, mas a tendência é igualmente de subida.
6 – Compensa fazer já a mudança para o mercado livre?
Depende de vários factores como o perfil de consumo, a oferta de preços no mercado livre, os descontos e promoções e os períodos de vigência da tarifa. A ERSE, a Deco e os operadores dispõem de simuladores de preços na Internet. Mas é provável que, a partir de Janeiro  os comercializadores promovam novas ofertas mais atractivas  apesar de o administrador da EDP Comercial, Miguel Stilwell, ter afirmado que os aumentos anunciados para 2013 2,8% na luz e 2,5% no gás dão “pouca margem de manobra aos operadores do mercado livre”, limitando a sua “capacidade de oferecer descontos face à tarifa regulada”.
7 – Devo escolher um único fornecedor ou manter contrato com empresas diferentes?
A escolha é sua, mas os operadores oferecem descontos maiores aos clientes que contratualizarem o fornecimento conjunto de electricidade e gás. A EDP e a Galp estão a oferecer descontos que oscilam entre 5% e 10% do valor total. São uns euros de poupança na factura mensal.
8 – Posso contratar a tarifa bi-horária no mercado livre?
A Galp oferece uma oferta de tarifa bi-horária na electricidade  em conjunto com o gás. A EDP prepara uma nova oferta para Janeiro  mas já tem 35 mil clientes com esta tarifa, no mercado liberalizado.
9 – A tarifa social vai manter-se?
Sim. Continuará a proporcionar um desconto sobre a tarifa transitória aos consumidores de menores recursos, tal como na tarifa regulada.
10 – Como devo fazer para mudar de fornecedor?
A ERSE recomenda os seguintes passos:
1) Consultar a lista de comercializadores em www.erse.pt . As empresas mais activas são a EDP, Galp Energia, Endesa, Iberdrola, Gas Natural Fenosa e Goldenergy.
2) Comparar preços, condições e prazos de pagamento, promoções e outros.
3) Celebrar o contrato de fornecimento.
Basta-lhe ter as facturas da luz e do gás à mão e o comercializador escolhido tratará da mudança, num prazo máximo de três semanas, sem se deslocar a sua casa, sem substituir o contador e sem interromper o fornecimento.
Fonte: Visao

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0 Como funciona o mercado livre de eletricidade e gás e como mudo de fornecedor?


A criação do mercado livre de eletricidade e gás obrigou a que as tarifas reguladas acabassem a 1 de janeiro de 2013 e fossem substituídas pelas tarifas transitórias que estão, respetivamente, 2,8% e 2,5% mais caras. A alternativa é mesmo passar para o mercado livre, onde são as empresas como a EDP ou a Galp a definir os preços, que são mais baixos que os das tarifas transitórias. Para isso, tem de mudar de operador, mesmo se se quiser manter na EDP, e terá até ao final de 2015 para o fazer. O Dinheiro Vivo diz-lhe como tudo vai funcionar e o que precisa de fazer para mudar para o mercado livre.

O que é o mercado livre de electricidade e gás?
Os contratos de electricidade e gás têm como base uma tarifa regulada, definida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e a partir da qual se chega depois ao preço que se paga todos os meses pelo consumo efectuado. Contudo, para trazer concorrência e permitir a entrada de outras empresas além da EDP - a única que pratica tarifas reguladas - instituiu-se que estas tarifas iriam acabar e que seriam as empresas a definir os preços.
E o que é que isso significa para os consumidores?
Que é preciso mudar para o mercado livre e escolher o fornecedor que tenha os preços mais adequados ao seu consumo.
Quando acabam as tarifas reguladas?
Já acabaram. Desde o dia 1 de janeiro que não existem tarifas reguladas de eletricidade ou gás, mas sim tarifas transitórias.
O que são as tarifas transitórias?
São as tarifas reguladas que vigoram no período durante o qual os clientes têm de mudar para o mercado livre.
Como sei se estou no mercado livre ou no regulado?
Se a fatura que recebe diz, no canto superior direito, EDP Serviço Universal, então está no mercado regulado e paga uma tarifa transitória.
E tenho de mudar já para o mercado livre?
Não. A maior parte dos domésticos, que têm uma potência contratada até 10,35 kVA ou até 500 m3 (no gás), tem até ao final de 2015 para o fazer. Quem tiver uma potência acima disto - pequenas empresas ou casas muito grandes - tem até ao final de 2014.
Que operadores existem no mercado?
No mercado doméstico, existe a EDP Comercial, a Endesa, a Galp, Iberdrola e a Gas Natural Fenosa. Para as grandes empresas e inústriais, além deste cinco, há ainda a Goldenergy, a Incrygas e a Molgás.
Veja aqui os contactos das empresas de eletricidade e de gás.
Como mudo de fornecedor?
Basta ligar para a empresa que quer contratar que ela trata de tudo. O processo é gratuito e demora, no máximo, três semanas para ficar ativo. Durante esse período não será interrompido o fornecimento de eletricidade ou gás.
Se for cliente da EDP e quiser manter-me na EDP também tenho de mudar?
Sim. A EDP Universal é a operadora do mercado regulado e no mercado livre é a EDP Comercial e por isso é preciso mudar o contrato para a Comercial.
Se tiver tarifa bi-horária deixo de a ter no mercado livre?
Não, mas só está disponível na EDP e na Galp, sendo o preço exactamente igual à tarifa do mercado regulado. No entanto, a Galp disponibiliza esta tarifa com um desconto, neste caso de 2%, mas mediante a subscrição de um serviço de assistência em casa que custa entre 3,90 e 5,90 euros. 
Posso mudar de empresa se não gostar do serviço? Quantas vezes?
Sim e as vezes que se quiser. Nenhuma das ofertas existentes neste momento têm fidelização.
Tenho até final de 2015 para mudar de operador, sou penalizado se não mudar já?
Pode estar a pagar mais porque as tarifas transitórias são mais caras que as do mercado livre e ainda são revistas de três em três meses.
Isso quer dizer que vão subir todos os trimestres?
Está tudo em aberto. Podem subir, descer ou ficar na mesma. Contudo, a tendência é de subida para estimular os consumidores a mudar para o mercado livre. Agora, a tarifa transitória de eletricidade aumentou 2,8% a 1 de janeiro, ou seja, mais 1,24 euros numa conta média mensal de 47 euros. No gás, o aumento foi de 2,5%, ou seja, mais 0,019 euros por kwh.
Quanto pago se não mudar para o mercado livre e ficar com a tarifa transitória?
Depende de quanto consome e da potência que tem contratada. Por exemplo, na eletricidade, se tiver uma potência contratada de 4,60 kVA (a média dos consumidores domésticos), paga 7,32 euros por mês pela potência e mais 0,14 cêntimos por cada kwh consumido. No mercado livre, com a mesma potência, na EDP paga cerca de 6,70 euros por mês pela potência e 0,1365 euros por cada kwh consumido. Se escolher a Galp, paga 7,05 euros pela potência e 0,1376 euros pela energia consumida, mas tem ainda desconto de 5% no gás.
No gás, no mercado regulado, paga 3,60 euros pelo termo fixo do escalão dois de consumo (entre 221 e 500 m3) e 0,0679 euros pela energia consumida. Se escolher a EDP passa a pagar, no mercado livre, 3,45 euros de termo fixo e 0,0627 euros por kwh. na Galp, paga 3,40 euros de termo fixo e 0,0645 euros por kwh.

Compare aqui os preços para o ajudar a decidir

No mercado livre também vão haver mudanças de preços?
Sim. Os operadores podem lançar várias campanhas com vários preços e descontos ao longo do ano e o consumidor só tem de escolher a que melhor que lhe convém.
E posso mudar de operador as vezes que quiser?
Sim.
Como são formados os preços no mercado livre?
Os preços são definidos pelos operadores com base no que custa produzir a energia, ou seja, tendo em conta o preço das matérias-primas. No entanto, o regulador também vai fixar uma tarifa recomendada para conter possíveis abusos.
Se os operadores abusarem o que acontece?
A ERSE pode multar as empresas.
Já estou no mercado livre. Posso regressar ao mercado regulado?
Não. Se quiser mudar tem de escolher uma oferta no mercado livre. Além disso, a partir de 1 de janeiro todos os novos contratos têm de ser feitos no mercado livre.
No final de 2015, quem não tiver passado para o mercado liberalizado é colocado automaticamente na opção oferecida pela companhia com quem já tem contrato?Não, o consumidor tem de escolher um fornecedor e o atual operador não pode escolher por ele porque isso vai contra a lógica de mercado livre. Quando se estiver a aproximar a data final haverá, certamente, um maior fluxo de contatos por parte das empresas para alertar que é preciso mudar.

sábado, 29 de dezembro de 2012

0 Já escolheu o seu fornecedor de luz? Tem até ao dia 31 para evitar penalizações

O mercado regulado de electricidade termina no dia 31 de Dezembro, mas os consumidores domésticos têm um período transitório de três anos (ou seja, até ao final de 2015) para escolher o seu novo fornecedor de luz no mercado livre. Mesmo que queira manter o mesmo fornecedor (a EDP, por exemplo, que é líder de mercado) tem de contactar a empresa para realizar um novo contrato no mercado livre.
No entanto, caso queira continuar no mercado regulado será sujeito a um aumento de 2,8% na sua factura no primeiro trimestre. Caso continue sem negociar um novo contrato no mercado livre, essa “multa” será revista de três em três meses até 31 de Dezembro de 2015 pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)
Neste momento há cerca de 4,6 milhões de consumidores domésticos e 1,1 milhões de gás que continuam no mercado regulado e que começam a sentir essa pressão para fazer a mudança. Por isso mesmo, o ideal é escolher o novo operador até ao final deste ano, dia 31 de Dezembro, para que possa fugir a estes aumentos.
Mas nem tudo são facilidades. Para evitar “escolhas à pressa”, a Associação de Defesa dos Consumidores (Deco) aconselha os consumidores a reunirem primeiro todas as ofertas disponíveis no mercado livre e respectivos preços para poderem seleccionar a melhor proposta. Para isso terão de saber exactamente os dados de consumo anuais de energia de forma a escolherem a potência adequada. “Pior que fazer uma mudança à pressa é fazer uma má mudança”, diz ao i Vítor Machado, da Deco, alertando ainda que “há clientes ainda têm potências contratadas demasiado elevadas para as suas necessidades”.
Segundo o mesmo, o máximo de potencia contratada deverá ser de 6,9 kVA, mas admite que consumidores com potências de 3,45 e 4,6 kVA “apresentam o mesmo nível de conforto”.
Melhores apostas A oferta da Iberdrola na luz e da Goldenergy no gás (empresa do grupo Dourogás) são consideradas pela Deco as soluções mais económicas para os consumidores (ver números ao lado). “A Goldenergy é o fornecedor com custos mais baixos, ultrapassando a poupança os 80 euros anuais face ao tarifário mais caro, o da Galp On Comfort Care”, refere o responsável, afirmando ainda que “a Iberdrola é a melhor solução no caso da luz e a oferta da Goldenergy é imbatível”.
Vítor Machado diz ainda que o mercado liberalizado apresenta propostas mais interessantes na tarifa simples, mas a tarifa bi-horária da EDP é a que permite maior poupança: 117 euros por ano face à tarifa mais cara (a EDP Verde, que obriga à contratação de uma potência de 6,9 kVA) e, quando comparada com a tarifa regulada, apresenta uma diferença de 48 euros por ano.
Contratos de fidelização Um dos aspectos que os consumidores devem ter em conta na escolha do seu fornecedor no mercado livre diz respeito aos contratos de fidelização. “Com excepção da Endesa e da Goldenergy, todas as outras empresas exigem um período de fidelização de pelo menos 12 meses, o que é um absurdo. Além disso, os descontos que oferecem, e que variam de 2% a 5%, só são aplicados durante essa fidelização e se por qualquer motivo o cliente quiser desistir durante esse período sofre uma grande penalização. Ou seja, o preço prometido só é válido por um ano.”
O responsável alerta para o risco de os operadores no mercado livre virem a reflectir mais tarde o preço de acesso à rede definido pela ERSE, o aumentaria “inevitavelmente o preço da luz na factura mensal”. De acordo com o mesmo, “o mais certo é os operadores no mercado livre colarem--se aos preços que são praticados no mercado regulado durante esse período”.
No fundo, Vítor Machado compara esta situação com a liberalização do mercado de combustíveis ocorrida em Janeiro 2004 e que teve como consequência um aumento contínuo do preço desta matéria-prima. “Até essa data o governo regulava os preços dos combustíveis e depois da liberalização os operadores passaram a colar o seu preço aos valores praticados pelo líder de mercado. Um exemplo que poderá ser seguido no mercado de electricidade, já que o mercado é português é pequeno, a oferta de fornecedores é reduzida e estamos neste momento a ser pressionados para fazer essa mudança a correr”, conclui.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

0 Geota acusa EDP de transportar resíduos contaminados

O grupo ambientalista Geota denunciou esta sexta-feira que a EDP enviou resíduos com elevado risco de contaminação de águas subterrâneas para uma pedreira nos arredores de Lisboa.


Em causa estão resíduos provenientes dos terrenos da construção da nova sede da empresa na Avenida 24 de julho, em Lisboa, onde esteve instalada a primeira central termoelétrica da capital, no início do século XX.
Contactada pela Lusa, fonte da EDP afirmou que a empresa adjudicou ao consórcio Mota Engil/HCI a construção do seu edifício sede e que na altura em que as terras provenientes dessa obra foram transportadas e depositadas na pedreira "não havia conhecimento da presença da contaminação dos solos. "Só posteriormente foi detetada".
A mesma fonte acrescentou que logo que surgiram indícios de uma eventual contaminação, a empresa "mandou suspender de imediato o transporte de solos" da obra.
A matéria passou a ser enviada para um centro de tratamento de resíduos.
Segundo o grupo ambientalista, o risco de contaminação dos solos e da água provém do facto de a antiga central queimar, entre outros combustíveis, derivados de petróleo.
De acordo com o Geota - Grupo de Estudos e Ordenamento do Território -, são resíduos de "elevada perigosidade" para o ambiente, que foram durante os últimos meses encaminhados para a pedreira da Olaia, em Via Longa, depois de "classificados como inertes pela EDP".
O grupo pediu esclarecimentos aos responsáveis da pedreira, à Agência Portuguesa do Ambiente, às câmaras municipais de Lisboa e de Vila Franca de Xira, bem como à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, tendo concluído que os solos foram contaminados com hidrocarbonetos no local da obra.
A EDP enviou os resíduos da obra para a pedreira de Santa Olaia, durante cerca de um mês, "sem informar" os seus responsáveis ou qualquer entidade sobre o "risco de contaminação", lê-se no comunicado.
O Geota diz que a eléctrica "não cumpriu ou ignorou" o disposto na lei sobre esta matéria, nomeadamente um estudo de caracterização para "avaliação de eventual contaminação, da respectiva perigosidade e selecção do destino final adequado".
 
 
A mesma fonte da EDP garantiu à Lusa que "o processo de retirada dos solos depositados na pedreira da Solvay já foi iniciado" e acrescenta que o processo foi efectuado por uma empresa especializada.
A EDP afirma ainda que tem estado a actuar "em coordenação com as entidades competentes", nomeadamente a Associação Portuguesa do Ambiente e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, no sentido de garantir "o devido acompanhamento" e que sejam seguidas "as melhores práticas ambientais".

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

0 DECO: quase metade dos contadores da EDP apresentam erros

Segundo adianta a Deco, “o cenário é mais grave do que a EDP admitiu”, sendo que 4 em cada dez contadores em Portugal continental têm o “relógio desacertado”. A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor registou ainda anomalias nos Açores e na Madeira.



Em comunicado, publicado no seu site, a Deco sublinha que “os desajustes na hora dos contadores têm proporções superiores àquelas que a EDP assumiu”. Segundo o estudo promovido pela Associação, “mais de 43% dos contadores observados em Portugal Continental apresentavam erros iguais ou superiores a 3 minutos”, o que contraria os dados avançados pela EDP, que reportou somente 106 mil casos, correspondentes a 12% do universo de contadores multitarifa instalados. “Madeira e Açores, com outros distribuidores de eletricidade, avolumam o problema”, sublinha a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.
Em 17% dos casos detetados pela Deco em Portugal continental, o desajuste relativo à hora registada pelo contador era superior a 20 minutos. Em média, os contadores atrasados tinham um erro de 24 minutos, e os adiantados, 19 minutos de avanço. Foram ainda detetados 3,6% de contadores multitarifas com a data desacertada, apresentando diferenças entre 31 dias a menos e 8 dias a mais.
Em São Miguel, nos Açores, 29% dos contadores observados apresentavam um desacerto igual ou superior a 3 minutos. Já na Madeira o número de contadores com desacertos ascendia a 59%.
Ao contrário do que a EDP afirmou, os desacertos detetados pela Deco não se referem apenas a duas “séries” de contadores, tendo sido identificados aparelhos nesta situação de diferentes marcas e modelos.
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor não só exige “as conclusões da auditoria em curso”, como reivindica que “a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) obrigue a EDP a deixar prova das intervenções realizadas nos contadores” e que a EDP informe “a entidade reguladora de todas as intervenções realizadas desde janeiro de 2012, data em que o próprio distribuidor admite ter iniciado os trabalhos no terreno”.
A Deco insta os cidadãos a interpelar “a EDP se o seu contador desacertado teve uma intervenção de acerto ou foi substituído, mas não recebeu nenhuma compensação na fatura, que deveria ser automática nos casos previstos na diretiva da ERSE” e a exigir “a prova da intervenção da EDP”.
Segundo Vítor Santos, presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), os resultados das três auditorias promovidas no continente e nas regiões autónomas, para identificar anomalias nos contadores de eletricidade e os procedimentos dos distribuidores, serão conhecidos no final deste ano ou início de 2013 para o continente, onde a operadora é a EDP, e no fim do primeiro trimestre do ano enquanto, no caso dos Açores e da Madeira, onde operam as empresas regionais.

sábado, 3 de novembro de 2012

1 Cemitério, semáforos, iluminação e sistema de rega pagam taxa audiovisual

“É um escândalo absurdo”. É assim que o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, classifica a cobrança da taxa de audiovisual na factura de electricidade dos equipamentos públicos da autarquia, como o cemitério, semáforos, iluminação e sistema de rega.
 
Em declarações ao Jornal de Notícias (JN), o autarca revela que a cobrança daquela taxa custa entre 25 e 30 mil euros por ano e que vai exigir a sua suspensão. “Mas faz algum sentido o cemitério pagar taxa de audiovisual?, questiona.
Recorde-se que a contribuição para o audiovisual foi criada em 2003 para o financiamento do serviço público de radiodifusão e de televisão. Desde então, a taxa é cobrada na factura da electricidade, sendo actualizada conforme a inflação. Apenas os consumidores que gastam menos de 400 Kwh por ano estão isentos desta taxa.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

0 Suspeitas do MP na privatização da EDP e da REN

Nas privatizações da EDP e da REN, o DCIAP tem provas de que houve divulgação indevida de informações. E as suspeitas avolumam-se porque se verificou, ao longo do tempo, um abaixamento dos preços oferecidos pelos candidatos chineses pelas acções do Estado. No total, a diferença entre as ofertas e as ofertas finais fizeram com que na EDP, por exemplo, o Estado encaixasse menos 117 milhões de euros.

A venda dos 21,35% que o Estado detinha na EDP foi decidida no Conselho de Ministros de 22 de Dezembro de 2011. A venda de 40% da REN (em duas ‘fatias’, uma de 25% e outra de 15%) foi aprovada no Conselho de 13 de Fevereiro deste ano. 
Em ambos os casos, os processos de privatização passaram por uma fase não vinculativa e depois vinculativa. Na primeira, o Estado comunicou o que pretendia vender e as condições gerais, e os potenciais compradores manifestam as suas condições e apresentam as primeiras propostas. No caso da EDP, apresentaram-se seis grupos empresariais na fase não vinculativa e o Estado deixou passar quatro à fase final: dois brasileiros, um alemão e o chinês. Já na REN, houve quatro candidatos que se propuseram comprar na fase não vinculativa, mas na fase vinculativa, à qual passaram todos, em Dezembro do ano passado houve dois que desistiram e o Estado só ficou com duas propostas.
Na operação da EDP, as Finanças colocaram a Caixa BI (que subcontratou a Perella Weinberg) a assessorar a Parpública.
O DCIAP reuniu vários indícios de que, na manhã do último dia (9 de Dezembro) para apresentação das propostas, a China Three Gorges ainda estava disposta a pagar mais de 150 milhões de euros do que acabou por pagar. Ao final da tarde, apresentou uma proposta mais baixa, tudo indicando que, antes de formalizar a sua proposta, terá sabido do preço dos outros concorrentes – e baixaram o seu, mas de forma a que mesmo assim fosse mais alto do que os dos brasileiros e dos alemães.
Tudo se terá passado em meia-hora (antes do limite, que eram as 17h). No decreto-lei da privatização da EDP, estava claro que as candidaturas vinculativas tinham de ser entregues em carta fechada, na Parpública. Subitamente, houve uma nota interna da Parpública aos candidatos, informando que deveriam enviar também as suas propostas por e-mail, não só para a Parpública, como para os seus assessores financeiros (Caixa BI e Perella). A partir das 16h, foram chegando por e- mail as propostas dos brasileiros e dos alemães, consonantes com as propostas enviadas por carta.
A proposta da China Three Gorges foi a última a chegar por e-mail, em cima das 17h. Suspeita-se que havia várias versões em carta da sua proposta, sendo que, nessa hora, alguém se encarregou de fazer aparecer na Parpública a que batia certo com a do e-mail.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

0 António Mexia: de Ministro à EDP com salário milionário

António Mexia é mais bem pago que o falecido Steve Jobs. É um boy ex-governo de Santa Lopes que após ser Ministro foi para a EDP como gestor. Mais um caso de tachos.


O documentário Donos de Portugal já avisava que vários políticos após saírem do governo se estabelecem em privados ou em empresas do estado. É o caso de António Mexia, com 55 anos, licenciado em economia.
Após estar no Governo de Santana Lopes que terminou com a Assembleia da República dissolvida ponto antes do dia de Natal de 2004, passaram poucos meses até que em 2005 entrou para a EDP.
Actualmente, António Mexia ganha mais do que o falecido Steve Jobs na Apple, com a diferença de que este ganhava 1 dólar e Mexia é, no mínimo, ganancioso. Ganha mais de 600 mil euros anuais e pode ganhar até 4.2 milhões. É um dos mais bem pagos do PSI-20.
Segundo declarações de Alberto de Castro da comissão de vencimentos da EDP a 16 de Março ao Jornal i, “as linhas fundamentais da política de remunerações não serão substanciais”. Pode ainda receber mais com prémios variáveis, segundo o CM.
A EDP é das empresas que mais reclamações tem, também por ser a única com infra-estruturas a operar em Portugal. Embora o mercado hoje em dia esteja liberalizado, as empresas que fazem a liberalização usam infra-estruturas da EDP.
Segundo o Portal das Queixas, um website dedicado a recolher queixas de várias empresas, existem várias queixas, em cerca de duas páginas. A última parceria com o Continente, que de transparente não tem nada, continua a deitar por terra qualquer forma de melhoria da qualidade dos consumidores.
Afirmam alguns utilizadores  que a EDP é  a “multinacional chinesa” é “chupista”.
No entanto, isso não impede os ordenados milionários dos seus gestores ex-políticos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

0 DECO: «Dois em um» no gás e electricidade não compensa

A tarifa bi-horária na eletricidade da EDP e a Gold Energy no gás natural ficam mais baratos ao consumidor do que contratar os tarifários duplos da EDP ou da Galp, anunciou hoje a DECO.

Tanto a EDP como a Galp anunciam maiores descontos na contratação de gás e eletricidade em simultâneo, mas a associação de defesa dos consumidores DECO fez as contas e concluiu que a diferença de preços entre aquelas duas empresas é de apenas “alguns cêntimos ao ano”.
Tendo por base os gastos de um casal com dois filhos, a associação de comparou os preços para a contratação de gás e eletricidade, em separado e conjunta, e concluiu que os consumidores ficam a perder se juntarem as duas energias na mesma entidade.
“Na prática, compensa mais optar pelo fornecedor de eletricidade e de gás natural mais barato para cada situação”, lê-se na edição da revista Proteste da DECO.
A associação dá alguns exemplos: A Gold Energy, para o gás natural, e a tarifa bi-horária, na eletricidade, representa uma fatura anual de 894,87 euros, com poupança de 39 euros em relação ao tarifário da EDP Casa Total 10+2, que é o mais barato.
Mesmo com a tarifa simples, acrescenta a DECO, a opção pela Gold Energy e pela Endesa fica no final do ano 17 euros mais barata.
A DECO conclui ainda que o mercado liberalizado apresenta propostas mais interessantes na tarifa simples, mas a tarifa bi-horária da EDP é a que permite maior poupança: 117 euros por ano face à tarifa mais cara (a EDP Verde, que obriga à contratação de uma potência de 6,9 kVA) e, quando comparada com a tarifa regulada, tem uma diferença de 48 euros por ano.
No gás natural, a DECO conclui que a Gold Energy é o fornecedor com custos mais baixos, ultrapassando a poupança os 80 euros anuais face ao tarifário mais caro, o da Galp On Comfort Care.
O primeiro aumento nas tarifas reguladas verificou-se a 1 de julho, para potências a partir de 10,35 kVA e consumo de gás acima de 500 m3 anuais.
 

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