Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

0 Economia de Guerra em Portugal, a MISÉRIA pegada ...

Portugal é um país desesperado. O oficial de desemprego se aproxima de 20%, tem diminuído ao longo dos últimos dois trimestres "em favor" de um declínio na força de trabalho. Este é o resultado da emigração em massa que flui atingir ou exceder as do 60 que tinha visto um grande êxodo de Português, fugindo da pobreza, a ditadura ea guerra colonial (1). Metade dos desempregados não recebem subsídio de desemprego e que existem milhares de pessoas excluídas do apoio ao rendimento, os abonos de família ou complemento social velhice.
É que, embora eles não estão em guerra, Portugal, sob a égide da troika, em seu terceiro ano de economia de guerra, apesar (ou por causa) os resultados das políticas económicas desastrosas cometidos por três anos. Porque Portugal é um país onde podemos dizer, com a precisão de um experimento de laboratório, os bilhões de sacrifícios impostos à população não teve nenhum efeito sobre a dívida cujo progresso é vertiginoso ou sobre o déficit revisado sistematicamente para cima para cada avaliação da troika.
No entanto, é fornecido com os resultados deste experimento que Lisboa introduziu o orçamento mais austero na história da democracia desde 1977. O ajuste fiscal representa 2,3% do PIB e é principalmente por meio de dreno direto sobre salários e pensões do serviço público dos funcionários públicos.
Nestas condições, só o governo pode fingir acreditar que, apesar da redução drástica do novo rendimento disponível que conduzirá inevitavelmente a "sua" orçamento, o consumo privado e do investimento vai estar lá para apoiar sua hipótese de crescimento 0,8%. Especialmente desde a violenta carga tributária de 2013 será mantida e que 2014 vai ver novas reduções nos gastos com educação, saúde e transferências sociais. Descanse as exportações, mas estes são dependentes da demanda externa.
Como em qualquer economia de guerra que prevalece em Portugal não só perdedores. Enquanto apenas funcionários e público aposentado de contribuir 82% para o esforço de guerra, em 2014, ele é convidado bancos e monopólios de energia uma contribuição excepcional de 4%, eo governo tenha ainda dado ao luxo de imposto de cólon menor em empresas que tem como objectivo reduzir para 19% ou 17%, em 2016, em conformidade com o princípio sacrossanto da criação de um clima neoliberal propício ao investimento. Há outros vencedores da crise, começando com os credores a quem se destina, em 2014, a título de juros, um "ninho de ovos" equivalente ao orçamento da saúde. É por estes credores são sacrifícios exigidos ao povo de uma das UE mais pobres e desiguais. É para eles que as escolas, como as drogas são racionados, o que limita o acesso a parte de cuidados de saúde da população e que são vendidas em leilões de bens públicos está fechada .
Políticas de austeridade violentas manter-se: eles geram sua própria intensificação suposto déficit de remédio que eles ajudaram a cavar. Cada euro "salvo" em Portugal déficit resultou em uma perda de € 1,25 do PIB e um aumento de 8,76 euros de dívida que é a forma como os credores são sempre garantia de uma dívida ao financiamento.
Como os de outros países sob a intervenção "eficaz" pela troika, para falar deles, a dívida Português não seja razoavelmente reembolsável. Não é o resultado de deriva de um povo que viveram além de seus meios, mesmo que os especialistas do FMI sublinham a necessidade de reduzir o salário mínimo em Portugal é de 485 euros brutos por mês, um dos mais baixos na zona do euro e na UE.
Os países semiperiféricos, com uma economia de baixo valor acrescentado e altamente dependente de fora de Portugal "pago" membro da zona do euro, uma quase estagnação da economia, para que a dívida pública tem experimentado uma trajetória ascendente desde a crise financeira e as transferências significativas do orçamento do Estado para apoiar a economia e salvar os bancos. Incapaz de voltar-se para o Banco Central Europeu (BCE) para financiamento, Portugal tornou-se, depois da Grécia e Irlanda, a terceira vítima da especulação nos mercados financeiros, o que abriu o caminho para a intervenção Troika.
Depois de dois anos e meio e bilhões de euros de sacrifícios impostos sobre sua população, Portugal é um país pobre, ele voltou para a taxa de natalidade do final do século XIX ea emigração em massa de era da ditadura. Sua população, uma das mais antigas nas reduções da UE. A dívida em relação ao PIB aumentou em quase 25 pontos eo déficit não está contido. Credores representados pela Troika já avisaram a quantidade de cortes de gastos que são necessários em 2015 como o "Memorando" termina em Junho de 2014.
Seja na forma de um novo plano de "resgate" ou de outra forma, no quadro actual das instituições europeias, Portugal permanecem sob o domínio da troika e do seu povo será submetido a novos testes. Já existe um outro na Grécia e se houver dúvida permaneceu, a imagem das mães portuguesas forçadas a abandonar as suas crianças em instituições sociais, enquanto os recém-chegados a entrar no clube dos milionários, seria demonstrar .
(1 ) O número de Português que emigrou em 2012 é estimado em 120.000, ou um êxodo de 10.000 pessoas, em média, por mês, com uma população de cerca de 10,5 milhões de pessoas.

FONTE 

Texto original :

Economie de guerre au Portugal

 Le Portugal est un pays exsangue. Le chômage officiel, qui approchait les 20%, a diminué ces deux derniers trimestres «à la faveur» d’une baisse de la population active. Celle-ci est le fruit d’une émigration de masse dont les flux atteignent, voire dépassent, ceux des années 60 qui avaient vu un grand exode des Portugais, fuyant la misère, la dictature et la guerre coloniale (1). La moitié des chômeurs ne bénéficie pas d’allocation chômage et on compte par milliers les exclus du revenu minimum d’insertion, des allocations familiales ou du complément social vieillesse.

 

C’est que, bien que n’étant pas en guerre, le Portugal est, sous l’égide de la troïka, dans sa troisième année d’économie de guerre, malgré les (ou à cause des) résultats économiques calamiteux des politiques commises depuis trois ans. Car le Portugal est ce pays où l’on peut dire, avec la précision d’une expérience menée en laboratoire, que les milliards d’euros de sacrifices imposés à la population n’ont eu aucun effet sur la dette dont la progression est vertigineuse ni sur le déficit, systématiquement revu à la hausse à chaque évaluation de la troïka.
C’est pourtant muni des résultats de cette expérimentation que Lisbonne vient de présenter le budget le plus austère de l’histoire de la démocratie depuis 1977. L’ajustement budgétaire représente 2,3% du PIB et se fait essentiellement par la ponction directe sur les salaires des fonctionnaires et sur les retraites de la fonction publique.
Dans ces conditions, seul le gouvernement peut feindre de croire qu’en dépit de la nouvelle réduction drastique du revenu disponible des ménages à laquelle conduira inévitablement «son» budget, la consommation privée et l’investissement seront là pour soutenir son hypothèse de croissance de 0,8%. Ceci d’autant plus que la ponction fiscale violente de 2013 sera maintenue et que 2014 verra de nouvelles réductions dans les dépenses de l’éducation, de la santé et des transferts sociaux. Reste les exportations, mais celles-ci sont tributaires de la demande extérieure.
Comme dans toute économie de guerre, celle qui a cours au Portugal ne fait pas que des perdants. Alors que les seuls fonctionnaires et retraités de la fonction publique contribuent pour 82% à l’effort de guerre de 2014, il n’est demandé aux banques et aux monopoles de l’énergie qu’une contribution exceptionnelle de 4%, et le gouvernement s’est même donné le luxe de baisser de deux points l’impôt sur les sociétés qu’il vise à ramener à 19%, voire 17%, en 2016, dans le respect du sacro-saint principe néolibéral de création d’un climat propice à l’investissement. Il y a d’autres gagnants de la crise, à commencer par les créanciers auxquels il est destiné, en 2014, au titre des intérêts, un «magot» équivalent au budget de la santé. C’est pour ces créanciers que des sacrifices sont demandés au peuple de l’un des pays les plus pauvres et les plus inégalitaires de l’UE. C’est pour eux que l’on ferme des écoles, que l’on rationne des médicaments, qu’on limite l’accès aux soins de santé d’une partie de la population et que l’on vend aux enchères des biens publics.
Les politiques d’austérité violentes s’entretiennent d’elles-mêmes : elles génèrent leur propre intensification, censées remédier aux déficits qu’elles ont contribué à creuser. Chaque euro de déficit «économisé» au Portugal s’est traduit par une perte de 1,25 euro du PIB et une augmentation de 8,76 euros de la dette ; c’est ainsi que les créanciers sont assurés d’avoir toujours une dette à financer.
A l’instar de celles des autres pays qui sont sous l’intervention «effective» de la troïka, pour ne parler que d’eux, la dette portugaise n’est raisonnablement pas remboursable. Elle n’est pas le résultat de dérives d’un peuple qui aurait vécu au-dessus de ses moyens, même si les experts du FMI insistent sur la nécessité de baisser le salaire minimum du Portugal qui est de 485 euros brut par mois, soit l’un des plus bas de la zone euro et de l’UE.
Pays semi-périphérique, doté d’une économie à faible valeur ajoutée et très dépendante de l’extérieur, le Portugal «a payé» son adhésion à la zone euro, par une quasi-stagnation de son économie, si bien que la dette publique n’a connu une trajectoire ascendante que depuis la crise financière et les importants transferts du budget de l’Etat pour soutenir l’économie et sauver les banques. Ne pouvant se tourner vers la Banque centrale européenne (BCE) pour assurer son financement, le Portugal est devenu, après la Grèce et l’Irlande, la troisième victime de la spéculation des marchés financiers, laquelle a ouvert la voie à l’intervention de la troïka.
Après deux ans et demi et des milliards d’euros de sacrifices imposés à sa population, le Portugal est un pays plus pauvre, il a renoué avec les taux de natalité de la fin du XIXe siècle et l’émigration de masse de l’ère de la dictature. Sa population, l’une des plus vieilles de l’UE, diminue. Sa dette rapportée au PIB a augmenté de près de 25 points et son déficit n’est pas contenu. Les créanciers représentés par la troïka ont déjà averti du montant des coupes de dépenses qu’il faut opérer en 2015, alors que le «mémorandum» prend fin en juin 2014.
Que ce soit sous la forme d’un nouveau plan de «sauvetage» ou autre, et dans le cadre actuel des institutions européennes, le Portugal restera sous la domination de la troïka et sa population sera soumise à de nouvelles épreuves. Il est déjà l’autre Grèce et, si un doute subsistait, l’image de ces mères portugaises contraintes d’abandonner leurs enfants aux institutions sociales, alors que de nouveaux venus font leur entrée dans le club des millionnaires, serait là pour le démontrer.
(1) On évalue à 120 000 le nombre de Portugais qui ont émigré en 2012, soit un exode de 10 000 personnes en moyenne par mois, sur une population de quelque 10,5 millions d’habitants.

 

 

terça-feira, 14 de maio de 2013

0 Preços do LIDL na Bélgica e em Portugal..


Caras/os amigas/os,
Junto uma carta e anexo que mandei para a Deco assim com outra para o Jose Gomes Ferreira sobre o abuso  da Grande Distribuição em Portugal.
A unica maneira para conseguir melhorar esta situação e dar uma difusão quanto maior possivel aos factos.
 Se concordar faz favor ajude em o divulgar.


GEORGES STEYT
Quinta do Outeiro – Rua José Baptista Canha, 7 – 2565-116 Carmões
Tel.: 261 743 34 - georgessteyt@yahoo.fr
Carmões, 8 de Abril de 2013
DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor
R. de Artilharia Um, n.º 79, 4.º
1269-160 Lisboa
Exmas./os Senhoras/es,
Queiram encontrar em anexo um quadro comparativo de preços demonstrativo da
política descriminatória de preços praticada pela LIDL em relação a Portugal, implicando
a constatação de o nível de preços ao consumidor em Portugal se situar num patamar
escandalosamente elevado.


Os portugueses não têm apenas os salários mais baixos e dos impostos mais elevados
da UE, mas ainda, as práticas da Grande Distribuição obriga-os a pagar as suas
compras a preços totalmente abusivos.
Não compreendo como é que uma organização como a vossa, em princípio existente
para a defesa dos consumidores, permanece silenciosa sobre um tema tão crucial. Em
Agosto de 2009, enderecei a V.Exas. uma correspondência similar (vidé cópia anexa),
sugerindo uma comparação sistemática entre os preços praticados pelas cadeias
europeias (Auchan, Intermarché, Lidl, Aldi ...) nos seus países de origem e em Portugal.
Tanto quanto é do meu conhecimento, tal comparação nunca foi por vós feita. Ora,
certamente que se trataria dum modo bem simples de exercer pressão sobre o cartel da
distribuição que se permite este tipo de abusos.
Se a Lidl se dá ao luxo de abusar de forma tão descarada do consumidor português, fá-
lo muito simplesmente porque o ambiente (não)concorrencial lho permite. Neste
contexto, será interessante fazer notar que, de forma quase sistemática, o abuso de
margens praticado pela Lidl, em relação aos preços na Bélgica, se repete ao cêntimo na
Aldi, o que deixa claramente entender existir aqui um acordo de preços.
Tendo em conta o facto de os preços praticados na Bélgica e noutros países do Norte
pela Lidl (e Aldi) incluirem já uma margem que torna as suas operações perfeitamente
rentáveis, somos levados a constatar que estas empresas se regalam em Portugal com
uma margem SUPLEMENTAR perfeitamente exorbitante, acima dos 50%. Ora, os
custos variáveis da distribuição são constituídos essencialmente pela mão de obra e
pelos custos imobiliários, dois tipos de despesa claramente menos onerosos emPortugal. Este tipo de prática abusiva encontra a sua única explicação no poder dos
interesses monopolistas instalados. A Lidl não é o único réu, o que está em causa é o
conjunto da distribuição.
Se, a nível da Comunicação Social, a DECO, que se presume ter por vocação tal tarefa,
não denunciar um tal escândalo, quem o fará?
Dedica a vossa Associação largo tempo a comparar as diferenças de preço, por vezes
pouco significativas, entre as cadeias de distribuição em Portugal, perdendo de vista
que é a totalidade da distribuição que é abusivamente cara. Deveriam atacar o
problema a fundo denunciando este escândalo. Para tal, bastaria que procedessem às
comparações por mim sugeridas.
Esperando a melhor atenção de V.Exas. para o exposto, subscrevo-me com os
melhores cumprimentos,
Georges Steyt
Anexos:
Quadro comparativo preços Lidl Bélgica / Portugal
Cópia da minha carta à DECO de ...


COMPARAÇÃO ENTRE PREÇOS DO LIDL
NA BÉLGICA E EM PORTUGAL

PRODUTO                                        A                      B                     C
Café solúvel Gold                             1,99                  2,29                  15%
Bolachas Mc Kenndey    225 gr         0,65                  1,49                  130%
Chocolate Plantage         125 gr         1,29                  1,59                  30%
Nozes cajú                       150 gr       1,69                  2,29                  35%
Amendoins salgados        250 gr        0,75                  1,15                  53%
Pasta (massa) Fusilli        500 gr        0,36                  0,42                  17%
Mayonnaise Vita D'Or     500 ml        0,79                  1,29                  63%
Pesto                                 150 gr      0,89                 1,29                  45%
Atum natural Nixe           150 gr         0,96                 1,39                  45%
Queijo Roquefort             150 gr        1,75                  2,69                 54%
Queijo Camembert           250 gr        1,09                  1,59                 46%
Queijo Mozarella (unidade)                0,39                  0,89                128%
Queijo Emmental ralado  200 gr         1,05                  1,69                 61%
média de 13 produtos: + 55,5 %

A = Preços no Lidl Chaussée d'Alsemberg em Uccle/Bruxelas (Bélgica) em 16-01-2013
B = Preços no Lidl de Torres Vedras em 18-01-2013
C = Percentam a mais em Portugal por produtos rigorosamente idênticos

Todos estes preços estavam fora de qualquer promoção
Obs.: Composição da amostra de produtos:
A composição da amostra de produtos é aleatória tendo sido obtida tendo em consideração os 2 seguintes critérios de selecção: 
 -1 -produtos que consumo habitualmente
 -2 - produtos inteiramente idênticos nos dois países.
 Assim, este quadro não reflecte necessariamente a totalidade dos artigos mas não andará muito longe, visto o carácter inteiramente aleatório da escolha dos artigos.

GEORGES STEYT
Quinta do Outeiro – Rua José Baptista Canha, 7 – 2565-116 Carmões
Tel.: 261 743 34 - georgessteyt@yahoo.fr
Carmões, 8 de Abril de 2013

Exmo. Senhor
Dr. José Gomes Ferreira
a/c SIC NOTÍCIAS
LISBOA
Exmo. Senhor
Admiro a forma como V.Exa. não cessa de denunciar os efeitos perniciosos da
prevalência da corrupção, em Portugal. Não o faz de forma fanática, mas sim,
persistente, e baseando-se em factos. Daí lhe advém a força de saber convencer.
Gostaria de acrescentar um pequeno mosaico à sua argumentação, e como tal,
permito-me enviar-lhe cópia de uma correspondência endereçada à DECO. Isto tanto
mais porque duvido que esta associação irá dar aos factos que exponho a divulgação
que merecem. Acontece que os abusos de margens de comercialização que denuncio
são perfeitamente exorbitantes.
De nacionalidade belga, vivo em Portugal há mais de 15 anos. Desde o início, fiquei
estupefacto com as diferenças de preço entre Portugal e o norte da Europa. Verdade é
que alguns bens são claramente menos caros: restaurantes, hotéis e, dum modo geral,
todos os bens ou produtos com uma forte componente de mão de obra. Facto, aliás,
muito lamentável para o povo português simples, pois implica que os seus rendimentos
sejam francamente inferiores.
Dito isto, o mesmo não se passa com todos os serviços, visto que estes, oferecidos
pelas classes educadas (médicos, engenheiros, advogados, arquitectos, etc.) são
nitidamente superiores aos preços praticados nos países da Europa do Norte. Facto
que tende a comprovar a força do espirito corporativo existente nestas profissões, o
qual lhe permite estes preços exagerados. Assim, enquanto uma consulta num médico
generalista na Bélgica custa cerca de € 30,00, dos quais a Segurança Social reembolsa,
no mínimo, € 20,00, uma consulta a um médico particular em Portugal custa, no mínimo
dos mínimos, € 60,00, sem reembolso. Uma vez mais, é a população modesta que
paga.
No que diz respeito aos bens alimentares, é certo que a carne, o peixe, a fruta e os
legumes costumam ser menos dispendiosos por cá. Em contrapartida, os produtos
embalados são nitidamente mais caros, como se comprova pelo quadro comparativo
referente à LIDL. E, se tivermos em conta que a LIDL é habitualmente menos cara que
as cadeias portuguesas, podemos concluir que o consumidor português desembolsa
valores excessivos pelos produtos em questão. Creio, aliás, que a diferença entre onível de preços dos produtos frescos e os produtos embalados resulta muito
simplesmente do facto de a distribuição dos primeiros contar ainda com um número
considerável de distribuidores independentes, enquanto que a Grande Distribuição
conseguiu praticamente monopolizar a distribuição dos produtos acondicionados.
Garanto-lhe a autenticidade dos números que avanço. Fiz em 2009 uma primeira
comparação deste tipo para a DECO, tendo na altura remetido cópia à LIDL que tentou
(com argumentação absurda) justificar as diferenças, sem, no entanto, as contestar
minimamente.
As práticas de entendimento monopolsita na distribuição constituem igualmente uma
forma de corrupção. A única forma de defesa é a divulgação dos factos, tal como V.Exa.
o faz, de forma tão brilhante, em matéria de política e administração pública.
Grato pela atenção que o assunto lhe possa merecer, apresento a V.Exas. os meus
melhores cumprimentos.
Georges Steyt
Anexos:
Carta à DECO/Proteste
Quadro comparativo preços LIDL Bélgica / Portugal






domingo, 24 de março de 2013

0 Os ultramultimilionários

A relação de ultramultimilionários do mundo voltou a alcançar máximos históricos, informa a “Forbes”: agora essa lista é formada por 1.426 nomes com um valor patrimonial líquido de aproximadamente 5,4 biliões de dólares. É algo inquietante. A pior crise económica global desde a Depressão de 30 continua sem horizonte de terminar, enquanto aumenta a concentração de riqueza. O artigo é de Alfredo Zaiat, do “Página 12”.


As economias mais importantes do mundo estão a passar pelo sexto ano de estagnação ou recessão. Estados Unidos, Europa e Japão não podem sair do atoleiro com políticas que combinam expansão monetária para resgatar bancos e restrição fiscal no âmbito social e do trabalho. Apesar dos resultados insatisfatórios, as potências persistem nesta estratégia. Existe uma ideia naturalizada no senso comum que postula que nas grandes crises perdem todos. Ricos e pobres, trabalhadores e empresários. Não é assim. Também predomina a noção de que a deterioração geral não convém a ninguém. Para uns poucos, sim, ou é indiferente para eles uma vez que as suas riquezas são tão grandes que não são afetadas. Isso é ratificado num estudo realizado por Wealth-X, empresa que oferece o perfil dos ultra-ricos para profissionais das finanças dedicados à gestão de patrimónios privados.
Na sua página na internet, a empresa informa que trabalha com oito dos principais bancos privados do mundo e gaba-se de que a sua base de dados oferece dados exclusivos dos ultramultimilionários, incluindo a sua riqueza, receitas, paixões, interesses filantrópicos, orientação política, assessores, famílias e biografias. Além disso, apresenta um ranking de países com maior quantidade de “Ultra High Net Worth Individuals” (UHNWI), pessoas com ativos superiores a mais de mil milhões de dólares, sem contabilizar as casas e bens de coleções (obras de artes, entre outros) e de consumo (carros, aviões, iates, etc).
A instabilidade económica nos últimos anos não afetou esse reduzido grupo que concentra patrimónios imensos, superiores em alguns casos ao PIB de países periféricos. A quantidade de ultramultimilionários aumentou, assim como a sua riqueza, apesar da prolongada incerteza global. Wealth-X calculou que essas fortunas aumentaram 760 mil milhões de dólares no ano passado e produziu o ranking dos dez países com mais ultramultimilionários e a riqueza em conjunto registada por essas pessoas.
1. Estados Unidos (480) – 2,05 biliões de dólares
Com 333 ultramultimilionários a mais que o seu competidor mais próximo, a China, os Estados Unidos lideram comodamente o ranking. Apesar da estagnação da sua economia, no ano passado surgiram 25 novos muito ricos. Em média, cada um acumula uma fortuna de 4,3 mil milhões de dólares. Segundo a última lista da Forbes, Bill Gates (Microsoft), está em primeiro lugar com 67 mil milhões de dólares, seguido por Warren Buffett, com 53 mil milhões. O estado preferido dos ultra ricos para morar é a Califórnia, seguido por Nova York, Texas, Flórida e Illinois.
2. China (147) – 380 mil milhões de dólares
Pela quantidade, a China está em segundo, mas fica atrás da Alemanha e do Reino Unido em termos de riqueza total. Os chineses muito ricos têm 2,6 mil milhões de dólares cada um em média. Shangai, Guangzhou, Shenzhen, Beijing e Hangzhou são as cinco cidades com maior presença de ultra ricos. Zong Qinghou, que comanda o Grupo Nahzhou Wahaha, empresa líder de bebidas na China, ocupa a liderança com 11,6 mil milhões de dólares, segundo a Forbes.
3. Reino Unido (140) – 430 mil milhões de dólares
No Reino Unido, vive a maior quantidade de ultra ricos da Europa, com uma média de 3,1 mil milhões de dólares cada um. Em 2012, apesar da recessão, a quantidade de milionários britânicos cresceu 0,2% e a sua riqueza global aumentou cerca de 4%.
4. Alemanha (137) – 550 mil milhões de dólares
Está localizada em quarto lugar, mas em termos de riqueza total é a segunda, superando China e Reino Unido. Há menos alemães milionários, mas eles têm mais património, com uma média de 4 mil milhões de dólares cada um. Hamburgo, Munique e Dusseldorf são as três cidades com maior quantidade de ricos. O número um é Karl Albrecht, com 26 mil milhões de dólares, dono da Aldi Sud, uma cadeia gigante de supermercados, com 4.600 estabelecimentos em nove países.
5. Índia (109) – 190 mil milhões de dólares
Numa das economias consideradas nova potência, a quantidade de multimilionários destaca a magnitude da riqueza que se está a criar neste país, juntamente com o aumento da desigualdade social. A Índia é a terceira maior economia da Ásia, depois de China e Japão. Esse trio representa cerca de 75% dos ultra ricos da região. Cada um dos multimilionários da Índia tem um património médio de cerca de 1,7 mil milhões de dólares, com Mukesh Ambani (petroquímica, petróleo e gás) em primeiro lugar, com 21,5 mil milhões.
6. Rússia (109) – 380 mil milhões de dólares
São menos, mas em riqueza média situam-se muito perto do segundo lugar do ranking: cada um acumula uma média de 3,9 mil milhões de dólares. E são cada vez mais: a quantidade de multimilionários russos aumentou 17% no ano passado. O mais rico de todos é Alisher Usmanov, com 17,6 mil milhões de dólares.
7. Hong Kong (64) – 190 mil milhões de dólares
Hong Kong é o centro financeiro chave da Ásia, onde também se encontram algumas das pessoas mais ricas da região. Ka-shing Li, de 84 anos, é o homem mais rico de Hong Kong, com uma fortuna de 31 mil milhões de dólares, segundo a última lista da Forbes.
8. Suíça (57) – 125 mil milhões de dólares
Apesar da crise europeia, a fortuna dos ultra ricos suíços aumentou 3% no ano passado em relação ao período anterior, e em quantidade de pessoas subiu 7%. A consultora Wealth-X pergunta-se no informe: Que atração tem a Suíça para os ultra ricos?. E responde: “Os seus benefícios tributários e as leis de privacidade, já que podem manter lá o seu dinheiro mesmo sem viver permanentemente no país”.
9. Brasil (49) – 300 mil milhões de dólares
É o único país latino-americano na lista dos dez mais. No ano passado, com uma economia estagnada, o Brasil mostrou um incremento de 3,5% na quantidade de ultra ricos. Eike Batista é o homem mais rico com uma fortuna estimada em 19,4 mil milhões de dólares, segundo a Forbes.
10. Canadá (40) – 105 mil milhões de dólares
A relação de ultramultimilionários do mundo voltou a alcançar máximos históricos, informa a Forbes: agora essa lista é formada por 1.426 nomes com um valor patrimonial líquido de aproximadamente 5,4 biliões de dólares. Essa lista, junto com o ranking dos países com maior quantidade de milionários e as suas cifras correspondentes oferecem uma conclusão inquietante. A pior crise económica global desde a Depressão de 30 do século passado segue sem horizonte de terminar, enquanto aumenta a concentração de riqueza nas mãos de uns poucos ultra ricos.
Artigo de Alfredo Zaiat, publicado no Página 12. Tradução de Katarina Peixoto para Carta Maior

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

0 Brisa pagou meio milhão a amigo de assessor de Sócrates

Domingos Barros, mandatário de Artur Penedos, antigo assessor de José Sócrates, à Câmara de Paredes, recebeu em 2009 da concessionária do Estado, Auto-estradas Douro Litoral (AEDL) representada pela Brisa, mais de 5000% do valor inicialmente acordado pela expropriação de um terreno, conta o Jornal de Notícias (JN), esta segunda-feira.

O dono da Fibromade, empresa de madeiras do concelho de Paredes, Domingos Barros, viu em 2009 a concessionária AEDL expropriar-lhe 953 metros quadrados de um terreno da sua fábrica para alargar o nó da A1 (auto-estrada do Norte) com a A4 (auto-estrada de Trás-os-Montes e Alto Douro).
Em Fevereiro de 2009, todos os proprietários foram notificados da expropriação “urgente”. A proposta amigável apresentada a Domingos Barros foi de 9.600 euros, que incluía “a valorização de todas as benfeitorias e árvores existentes na parcela”, segundo uma carta da Brisa, acrescenta o JN
Os valores propostos aos restantes proprietários de terrenos foram aproximados, sendo que alguns recusaram, mostrando-se indignados com a oferta de dois euros por metro quadrado e avançaram com processos judiciais, conseguindo assim um valor máximo de 60 euros, revelam vários proprietários ao JN.
Mas, os advogados de Domingos Barros firmaram um acordo com a AEDL no valor de 500 mil euros, ou seja, 5108% do valor da proposta inicial (9.600 euros). Acrescenta o jornal que, o pagamento coincidiu com as eleições em que o dono da Fibromade foi mandatário de Artur Penedos (antigo assessor de José Sócrates) pelo PS, e cujas despesas de campanha Domingos Barros admite ter financiado.
Ao JN, o dono da Fibromade recusa ter pedido ajuda a Artur Penedos e ter sido favorecido no negócio com a Brisa, salientando os prejuízos avultados que a destruição da estrutura da sua empresa iria implicar. Também contactado pelo jornal, Artur Penedos negou qualquer interferência.

domingo, 6 de janeiro de 2013

0 Sete maiores fortunas portuguesas aumentam 13%

O pódio das fortunas que mais cresceram no ano que agora findou é ocupado, em primeiro, lugar, pela fortuna da família Soares dos Santos, que aumentou 714 milhões em 2012, segundo avança o Dinheiro Vivo. Seguem-se as fortunas de Belmiro de Azevedo e de Queiroz Pereira, que engordaram 293 e 275 milhões de euros, respetivamente.


No espaço de um ano, as sete maiores fortunas em Portugal cresceram 1,54 mil milhões de euros, o equivalente a um aumento de 13%. Entre o final de 2011 e o final de 2012, as maiores fortunas portuguesas passaram de 11,61 mil milhões para 13,15 mil milhões de euros.
Segundo pôde confirmar o Dinheiro Vivo ao compilar as participações detidas pelos sete maiores accionistas do PSI20, a fortuna da família Soares dos Santos foi a que registou um maior aumento em 2012. Mediante a valorização de 16% dos títulos da Jerónimo Martins, a família de Alexandre Soares dos Santos viu a sua riqueza crescer cerca de 714 milhões de euros.
Em segundo lugar surge Belmiro de Azevedo que, perante os ganhos de 50% e de 22% acumulados em 2011 pela Sonae e pela Sonaecom, arrecadou mais 293 milhões de euros.
A valorização das ações da Portucel e dos títulos da Semapa permitiu, por sua vez, que a família Queiroz Pereira ocupasse o terceiro lugar do pódio, com a sua fortuna a engordar 275 milhões de euros num ano.
A empresária Isabel dos Santos também lucrou com a crise. A sua fortuna aumentou 185 milhões de euros, com as ações do BPI a duplicarem de valor e com os títulos da Zon a fecharem 2012 com uma subida de 28%.
A lista dos maiores afortunados não termina aqui.
As participações de Américo Amorim, que continua a ser o mais rico de Portugal, na Galp Energia e na Corticeira valorizaram-se em 149 milhões de euros em 12 meses e a fortuna do empresário Joe Berardo cresceu 19,8 milhões de euros.
Apenas a família Mello não foi contemplada com um acréscimo do valor das suas participações na Brisa e na EDP, tendo as mesmas gerado potenciais menos-valias de 91 milhões de euros em 2012.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 O TEXTO QUE ESTÁ A "INCENDIAR" ESPANHA !

O seguinte texto foi publicado recentemente no “El País”, tendo-se tornado absolutamente viral em Espanha. Reflecte sobre o terrorismo financeiro e a captura económica. Chama as coisas pelos seus nomes e faz uma análise sobre o capitalismo actual que está a incendiar não só Espanha como todo o mundo. O título é "Um canhão pelo cu", e é escrito por Juan José Millas.

UM CANHÃO PELO CU !

Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.

Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e
vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.

Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres. E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.

Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos."

(Juan José Millas; notícia dinheiro vivo)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

0 2013: Há luz ao fundo do túnel?

Para o Governo, o próximo ano vai ser marcado por desígnios como o regresso aos mercados, a ‘inversão’ económica, o Plano B, a refundação do Estado e as vendas da TAP e RTP. Para os portugueses ficam as expectativas de mais desemprego, mais impostos e menos serviços, cortes nos salários e nas pensões e um custo de vida mais alto. Para Portugal, que continua a viver de mão dada com a troika, há a esperança de beneficiar da descida dos juros e dos sinais de Bruxelas e FMI para darem mais tempo e menos austeridade. O país pode ainda aproveitar alguma estabilidade na Zona Euro, até às eleições na Alemanha em Setembro. Mas a Grécia, a crise em Espanha e Itália, lá fora, ou a fragilidade social e política, a nível doméstico, podem alterar tudo isto.
Preços aumentam
Janeiro vai trazer as habituais subidas de preços. A electricidade aumenta 2,8%, em média, e as tarifas dos transportes públicos são actualizadas em 0,9%. As portagens sobem 2,03% e as rendas de contratos posteriores a 1990 são revistas em 3,36%. As mais antigas também podem ser aumentadas. Com a nova lei das rendas, os senhorios podem agora enviar propostas de revisão aos inquilinos.
Juros da casa baixos
Para quem é proprietário de habitação própria, há boas notícias nos encargos com o empréstimo contraído para comprar a casa. A generalidade dos analistas prevê a estabilidade nos juros do Banco Central Europeu (BCE), que estão num mínimo histórico de 0,75%. Assim, as Euribor deverão manter-se num valor historicamente baixo, aliviando a prestação mensal.
Zon e Sonae fundem-se
Alvo de especulação há anos, a fusão da Zon – da qual Isabel dos Santos detém quase 29%– com a Optimus (da Sonaecom) foi anunciada no fim de 2012. E concretiza-se em 2013. A nova empresa de telecomunicações deverá ser controlada em partes iguais pela empresária angolana e pelo grupo da família Azevedo. E terá mais de cinco milhões de clientes e uma facturação superior a 1,4 mil milhões de euros.
O regresso aos mercados?
Originalmente, o regresso aos mercados estava agendado para Setembro de 2013 quando o país teria de reembolsar uma dívida de 9 mil milhões de euros e passaria a financiar-se com emissões de dívida a médio e longo prazo. Porém, o reembolso previsto para essa data já foi reestruturado e cerca de 4 mil milhões são para pagar só em 2015. O Governo anunciou também que, afinal, não estima fazer qualquer emissão de longo prazo em 2013 e irá fazer algumas emissões pontuais para testar a apetência dos investidores. O ‘regresso’ aos mercados virá assim mais da esperança que os juros da dívida pública continuem a descer até níveis sustentáveis, em virtude das medidas do BCE e de Bruxelas.
Menos feriados e indemnizações
A reforma laboral – ao abrigo do memorando assinado com a CE, o FMI e o BCE – está praticamente finalizada, faltando apenas voltar a ajustar o montante das indemnizações por despedimento. Estas compensações já foram reduzidas de 30 para 20 dias por cada ano de antiguidade, mas no início de 2013 haverá uma nova descida, para 12 dias. O próximo ano ficará também marcado pelo fim de quatro feriados (dois religiosos e dois civis), uma medida desenhada com o objectivo de aumentar o tempo de trabalho (substituiu uma ideia inicial de reforçar em meia hora o horário diário de trabalho). Os feriados do Corpo de Deus, de Todos os Santos, de 5 de Outubro e do 1.º de Dezembro deixam de dar direito a descanso.
Banca quer lucrar mais
Assegurar o cumprimento dos planos de recapitalização, para se manterem robustos, e dar crédito à economia vão ser as grandes prioridades estratégicas dos bancos portugueses. Pelo meio, as instituições financeiras – que estão em processo de limpeza dos balanços dos activos imobiliários e a reestruturar balcões e pessoal – estão empenhadas em tornar o negócio mais rentável. O mercado internacional é a aposta para compensar as perdas a nível nacional. Depois de o BCP e o BPI terem este ano recorrido à linha de 12 mil milhões de euros da troika, o Banif será o próximo banco a utilizar a ajuda do Estado. E começa a haver no mercado a expectativa de que outras instituições podem fazer o mesmo.
Electricidade liberalizada
O próximo ano vai marcar a viragem para o mercado liberalizado de electricidade. Os consumidores domésticos serão incentivados a mudar para ofertas no mercado livre, com revisões trimestrais das tarifas reguladas. As famílias poderão conseguir ofertas mais vantajosas no mercado em que as empresas definem livremente os preços, com descontos entre 2% e 5%. Já os consumidores finais de muito alta tensão, alta tensão e média tensão (sobretudo empresas) vão ter mais tempo para escolher o fornecedor de mercado. Isto porque o Governo adiou para o final de 2013 o prazo para os grandes consumidores deixarem o mercado regulado e transitarem para o liberalizado.
Privatizações avançam
RTP, CTT, o negócio de resíduos da Águas de Portugal (EGF) e o braço segurador da CGD serão privatizações a concretizar em 2013. A participação que o Estado ainda tem na REN também poderá ser alienada. Além destas, a TAP volta a estar na calha para venda. A CP Carga é outra das empresas que deverá sair da esfera pública, num período em que o sector dos transportes está a ser reestruturado. Com o arranque dos processos de fusão da Transtejo/Soflusa, da Carris/Metro de Lisboa e da STPC/Metro do Porto, no próximo ano o Governo deverá avançar com a concessão a privados destas transportadoras. Continuar a renegociação dos contratos das PPP, com o que o Executivo quer poupar 250 milhões de euros, é outro dos marcos da agenda de 2013.
Défice de 4,5% em risco
Com uma consolidação centrada em 80% do lado dos impostos, os riscos de uma derrapagem nas finanças públicas em 2013 é assumida por quase todos os agentes, troika incluída. O Governo quer colmatar potenciais desvios no lado da receita com um plano de corte na despesa, que afectará novamente os salários dos funcionários públicos, uma vez que eventuais reformas em áreas como saúde ou educação só terão efeito nos anos seguintes. Vários riscos pairam sobre as contas do Estado em 2013, que têm de atingir um défice orçamental de 4,5% do PIB: recessão, quebra do consumo, desemprego, factura dos juros. Mais tempo para o défice em 2013 será bem vindo.
Recessão vai manter-se
A questão em 2013 não é saber se a economia vai sofrer uma queda de 1% no PIB – estimada pela troika e Governo –, mas quanto mais irá cair. Ainda nem o ano começou e a OCDE_e Banco de Portugal (BdP) já esperam uma recessão de 1,8% e 1,6%, respectivamente. A perda de rendimento dos portugueses e o desemprego poderão afundar o consumo privado acima do estimado, e as dificuldades de acesso a crédito travar o investimento das empresas – que deverá cair 10%, segundo o BdP. As exportações dão sinais de abrandamento e podem dar ‘más notícias’ com a austeridade imposta em Espanha e restante Zona Euro, principais parceiros comerciais de Portugal. As importações vão cair menos que em 2012.
Subida brutal de impostos
A redução dos escalões de IRS vai levar ao aumento da taxa média de tributação, a que se somará uma taxa extraordinária de 3,5% sobre todo o rendimento anual. A repartição de metade dos subsídios de férias e Natal por todo o ano pode até criar a ilusão de que o rendimento se mantém ou aumenta em termos mensais, mas no final do ano a perda de poder de compra será incontornável. Para os pensionistas, as perspectivas são ainda piores, uma vez que quem ganha acima de 1.350 euros vai ter de suportar o pagamento de uma contribuição extraordinária de solidariedade. Para os proprietários de casas, a revisão do valor patrimonial das habitações para efeitos do IMI deve levar ao aumento deste imposto.
Contestação veio para ficar
O primeiros dias de 2013 vão mostrar que a contestação às medidas de austeridade irá continuar a marcar as rotinas do país. Uma greve na Soflusa e outra na Rodoviária do Tejo, a 1 de Janeiro, sinalizam que as organizações sindicais_ – nestes casos a Federação dos Sindicatos de Transportes – não vão diminuir a intensidade dos protestos em 2013. Quer Arménio Carlos, da CGTP, quer João Proença, da UGT, já avisaram que o agravamento das medidas de austeridade vai implicar mais conflitualidade. A Função Pública deverá ser um dos sectores mais activos, com as mudanças que se avizinham. Antecipa-se uma ‘primavera quente’, com o anúncio dos cortes nas funções sociais do Estado, e uma nova greve geral pode estar a caminho.
Estado e pensões revistos
O Governo anunciou, na última visita da troika, a necessidade de cortar quatro mil milhões de euros na despesa pública, de forma permanente. Passos Coelho chamou a este exercício uma refundação do Estado, sendo certo que as funções sociais estarão na mira dos cortes, que têm de ser detalhados até Fevereiro. Uma vez que mais de 70% da despesa pública vai para salários e segurança social, será inevitável que as pensões sejam alvo de uma redução. A massa salarial na administração pública também está em análise, resta saber de que forma poderá ser reduzida. Rescisões amigáveis, redução dos encargos com trabalhadores excedentários e mais saídas para a aposentação são algumas das opções em cima da mesa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

0 Colapso da economia mundial explicado em 3 minutos, Impressionante!

Neste video de Kerry O´Brien, Jonhn Clarke e Bryan Dawne, colocam a questões de 1 milhão de dólares, expressão americana que significa, fazer as perguntas certas, que ninguém ousa fazer. 

Em 3 minutos apenas, fique a perceber que as dividas não são para se perceber.
Veja o ridículo do circulo vicioso das dividas europeias e mesmo mundiais.
Aqui um interessante gráfico da BBC, interactivo, sobre a divida, expondo com clareza quem deve a quem e quanto. Clique no país e ele indica quanto deve e a quem.
Se todos os países estão afundados em dividas, como é que se ajudam uns aos outros?
Se podem ajudar-se porque razão não começam por pagar o que devem uns aos outros em vez de pedirem emprestado uns aos outros?
Enfim... no final a sensação que fica é que tudo isto é muito estranho e certamente não se trata de ajudar países ou de pagar dividas... algo mais obscuro se esconde por trás desta recente atitude de forçar países a pagar dividas.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

0 Apenas possuímos a liberdade que signifique lucro para os nossos carrascos.

Como manter a escravatura dos povos e a falsa ilusão da liberdade.


 
Se não tem paciência para vídeos de 8 minutos, pelo menos veja a partir do minuto 7, e ouça o que Michael Ellner tem para nos dizer, uma verdade irrefutável, que já há muito devíamos ter visto. Os malfeitores da ganancia,  estão a levar os bons, os que representam os pilares da sociedade, para o seu lado, a subverte-los. A grande  maioria das populações estará abandonada ao que eles precisam de fazer com elas.

"Basta olhar para nós. Tudo está ao contrário, está de cabeça para baixo. Os médicos destroem a saúde, os advogados destroem a justiça, as universidades destroem o conhecimento, os governos destroem a liberdade, a grande comunicação social destrói a informação e as religiões destroem a espiritualidade".
Ao minuto 1.10 - Somos criados como gado. Eles sabem que o ser humano produz mais e procria mais se não viver em cativeiro, e deve criar-se a ideia da falsa liberdade, senão não produzem nem se reproduzem bem.

Os grandes, os ricos, os poderosos, os amigos dos políticos, os donos da economia, somam conquistas. 
Arrebatam todo o mercado em todas as áreas. 
Quem tem poder para se erguer e competir com eles?
Com os seus milhões?
Com os seus apoios políticos?
Com os seus preços?
Com os seus monopólios conquistados ás custas de uma poda dolorosa de todas as empresas que têm tombado diariamente?
Quem tem poder ou coragem de competir com os tubarões da economia?
Quantos minimercados e mercearias, tombaram com a crise? Quantas empresas de construção? Quantas clínicas? A limpeza é eficaz, Passos Coelho não teme a miséria e o desemprego que isso causa, pois ele está está focado num objectivo, toda a economia terá de ficar na mão de um punhado de milionários, que querem ficar mais milionários, e esquecer as pequenas e incomodativas empresas da concorrência.

* "Maiores fortunas de Portugal cresceram 18% em 2011. Os ricos de Portugal estão mais ricos, segundo a lista das maiores fortunas do País elaborada pela Revista Exame.  As fortunas dos 25 mais ricos de Portugal cresceram 17,8% em 2011 face ao ano passado" fonte 
* Lucro da Sonaecom sobe 24% no 1.º trimestre para 17 milhões de euros | iOnline
* "Mota Engil escapa à crise"
* "A jornalista Ana Leal encontrou escolas públicas subaproveitadas, com salas vazias, à espera de alunos que foram transferidos para os colégios privados pertencentes ao grupo GPS, que envolve ainda vários ex-governantes de diversos partidos políticos". fonte
Repare como se procede à selecção, à poda, 
1) A TROIKA sugere a VENDA do negócio rentável da  SAÚDE da CGD - Caixa Geral de Depósitos;
2) O Governo nomeia ANTÓNIO BORGES como CONSULTOR para  orientar a VENDA dos negócios PÚBLICOS (privatizações);
3) O Grupo SOARES DOS SANTOS (Jerónimo Martins) CONTRATA o mesmo ANTÓNIO BORGES como ADMINISTRADOR (mantendo este as suas funções de VENDEDOR dos negócios PÚBLICOS;
4) O Grupo SOARES DOS SANTOS (Jerónimo Martins) anuncia a criação dum NOVO NEGÓCIO na área da SAÚDE (noticiado no início desta semana pela imprensa);
5)  A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este MÊS (notícia de hoje na imprensa)
6)  A TROIKA não exigiu que mais nenhum Banco abandonasse os seus negócios da saúde, obrigando-os assim a confinarem a sua actividade ao que lhes deverá ser essencial: financiar a economia
... e NINGUÉM repara?
... NINGUÉM diz nada?
E já está... era esta a ideia!!!
 Claro que dirão que é o "mercado" a funcionar "se" o Grupo SOARES DOS SANTOS adquirir por uma bagatela a área de negócio rentável da SAÚDE da CGD, por ajuste directo (sem concurso).
....Soares dos santos abre 40 clínicas? 
...  NINGUÉM exigirá explicações?
 ... NINGUÉM fala em tráfico de influências?
 ... NINGUÉM aponta indícios de corrupção?


O mercado terá de ser todo deles e só deles. O povo que se cuide, pois será obrigado a consumir deste mercado impingido. O governo já está a tratar de arrasar não só as pequenas empresas como também os serviços públicos. Todos teremos de dar de comer aos nossos inimigos milionários. Sem fuga, sem escolha? Seremos forçados a comer da mão dos que nos escravizam? 

 
 
 

NOTÍCIA TUGA Copyright © 2011 - |- Template created by Notícia Tuga - |- Powered by Notícia Tuga