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sábado, 16 de novembro de 2013

0 Denúncia : Refeitório Escola Secundária Gabriel Pereira

Enviado pela leitora Carlota Ribeiro

Apesar do vídeo (gravado a 12-11-13) não estar na melhor qualidade consegue-se observar que a comida confeccionada neste ano no refeitório da Escola Gabriel Pereira em Évora não é servida com as qualidades básicas. Desde batatas cruas com sabor a podre , peixe (pescada) com aspecto de quem foi a um solário, enfim tudo acontece. Não esquecendo que a quantidade por vezes é insuficiente.
Muita comida é ESTRAGADA pois muitos dos alunos não conseguem comer a comida confeccionada.Esta terça-feira (12-11-13) foi o dia pior!
Esta escola não respeita as regras estabelecidas para abertura do refeitório (12:15 horas) chegado a abrir por volta das 13:00 horas (ás vezes) e por vezes este acontecimento tem consequencias graves como os alunos chegarem tarde ás aulas.
Corre um abaixo assinado para protestar este acontecimento e as assinaturas já são muitas...Normal!!!

Este tipo de acontecimento parece que já é comum nas escolas portuguesas como prova a notícia abaixo:
http://www.tugaleaks.com/escola-refei...



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

0 Crianças faltam à escola para pedir esmola

As novas regras do Rendimentos Social de Inserção (RSI) estão a levar crianças a faltar às aulas para pedir nas ruas. «O número de faltas tem disparado, e eu já vi (e outros professores também) que os alunos faltam para andarem pelas ruas a mendigar». O relato está num e-mail enviado por uma docente ao director de uma escola do Norte, que não quis ser identificado.
O director explica que o problema está nos cortes do RSI. «Como muitas pessoas perderam os apoios e só podem voltar a candidatar-se daqui a um ano, a escola fica sem argumentos para os convencer a trazer os filhos», explica, admitindo que «muitos só estavam na escola para garantir que recebiam o RSI ou o abono de família».
No e-mail, a professora que junta uma lista de alunos do 1.º ciclo que deixaram de ir às aulas, relata o encontro que teve com uma das meninas: «Estava com a mãe e perguntei-lhe por que estava a faltar. Disse-me que não tinham nada para comer e tinham de andar a pedir».
O caso já foi relatado à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ). O director da escola teme que a resposta tarde: «Nós reportamos tudo, mas a lei está desequilibrada para o lado das famílias porque a CPCJ só pode actuar se houver consentimento dos pais e os casos acabam por se arrastar porque têm de ir para o Tribunal de Menores».
Os dados da Comissão Nacional de Protecção de Menores não estão, porém, suficientemente actualizados para perceber se há um aumento da mendicidade com crianças. Os números mais recentes são do primeiro semestre de 2012, altura em que foram reportados 56 casos. Em 2011, tinham sido contabilizados 255.
Sem dinheiro para o passe
No Agrupamento de Escolas do Cerco, no Porto, as novas regras dos apoios sociais também já estão a ter consequências. «Dois alunos deixaram de vir às aulas porque os pais perderam o RSI e não têm dinheiro para o passe», conta Manuel Oliveira, o director que quase todos os dias detecta situações que reporta à CPCJ. «No meu agrupamento, cerca de 70% dos alunos recebe apoios sociais. Temos de estar muito atentos». A comunicação com a CPCJ é constante, mas nem por isso a actuação é tão rápida como seria desejável «Os processos são muito morosos porque não há capacidade de resposta», lamenta Manuel Oliveira, explicando que, apesar de dirigir uma TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária), tem apenas um psicólogo do quadro, duas assistentes sociais e uma educadora social para 2.250 alunos. «É complicado».
O mesmo problema tem Luís Sottomaior Braga, director do Agrupamento de Escolas de Darque, uma TEIP em Viana do Castelo. «Tenho ‘meia’ psicóloga porque a partilho com o agrupamento do lado».
O responsável defende, aliás, mais meios para as CPCJ. «É preciso saber se têm carros para se deslocarem e se têm telemóveis», diz, lembrando que estas estruturas «dependem da boa vontade e da capacidade de cada concelho, não há uma rede nacional a funcionar toda da mesma maneira». O director acredita que a falta de meios está a fazer com muitos casos de menores em risco sejam conhecidos demasiado tarde. «Mais de 90% dos casos sinalizados são de alunos do 2.º e 3.º ciclo e isso é porque, nestes anos de escolaridade, o facto de haver vários professores e um director de turma ajuda a detectar situações de risco. Estou convencido de que há uma cifra negra de casos que as escolas não reportam no 1.º ciclo».
4.553 sinalizados por escolas
Teresa Paula, subdirectora do Agrupamento de Maximinos, em Braga, diz ter «uma relação bastante boa com a CPCJ», mas admite que o tratamento dos casos «nem sempre é tão célere quanto devia». Garante que, «nos casos de maior perigo para o menor» a actuação é muito rápida, o problema é quando o risco não é tão evidente e «as situações arrastam-se por falta de meios e burocracia».
A professora de Braga diz, de resto, que a crise está a fazer multiplicar os casos de emergência social nas escolas. E isso vê-se nos números: 28% dos 4.533 casos de perigo comunicados às CPCJ no primeiro semestre de 2012 tiveram origem em estabelecimentos de ensino.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

0 Relvas é a prova viva de que não se deve investir na educação.

"Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português. Veja-se o caso de Angela Merkel
"Ser visto e ser ouvisto pelos portugueses é também uma razão de justificar o investimento" -  Miguel Relvas
A gente somos um país muita curioso. Houveram eleições e, com base no que tínhamos visto e ouvisto na campanha eleitoral, votámos maioritariamente nos partidos que assinaram com a troika um acordo, digamos, difícil de cumprir. Mas hádem dizer-me quantos são, mesmo entre os que votaram no seu partido, aqueles que admiram, respeitam ou sequer toleram o trabalho e a figura de Miguel Relvas. O ministro não parece ser muito popular, derivado do seu envolvimento em alguns escândalos como, por exemplo, o da licenciatura. Mas nem por isso deslarga o poder. Entrou para dentro do Governo, há dois anos atrás, e ninguém o tira de lá. Para fora.
Prontos, mas as pessoas não são só defeitos. E Miguel Relvas tem o grande mérito de constituir um exemplo, parece-me a mim. Muitos desempregados não conseguem arranjar emprego por causa que têm habilitações a mais. Miguel Relvas obteve o seu com emprego mesmo tendo claramente habilitações a menos. Apontou para baixo e foi bem sucedido. Estabeleceu um objectivo mais modesto e atingiu-o. E ainda o acusam de ser muito ambicioso...
Os cortes no Estado social não são uma necessidade de poupança, são uma estratégia de futuro. Relvas deseja que o Governo faça cortes na educação porque ele próprio cortou na sua e venceu. Conhece, por experiência própria, as vantagens de desinvestir na educação. É um exemplo de sucesso de deformação profissional. Como cidadões, temos muito a aprender com ele. Ou a desaprender, já não sei.
Soares fala mal francês, Sócrates falava mal inglês e espanhol, e Relvas fala mal português. Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português, aliás. Veja-se o caso de Angela Merkel. Saberá dizer duas, três palavras no máximo. Os nossos dirigentes sempre tiveram um problema com as línguas. E, tendo em conta o estado em que o país se encontra, também não parecem ser melhores nos números. Talvez tenham sido daqueles alunos que só eram bons em educação física."  fonte
Ricardo Araújo Pereira


sábado, 19 de janeiro de 2013

0 PSP reprime protesto de estudantes em Braga

O protesto contra a agregação da Escola Secundária Alberto Sampaio num mega-agrupamento acabou com a PSP lançar gás pimenta sobre os estudantes. A repressão feriu seis estudantes, três dos quais receberam assistência hospitalar. O Bloco de Esquerda vai questionar o Governo sobre esta ação policial "absolutamente intolerável".


Na quinta-feira, o Ministério da Educação anunciou a agregação da Escola Secundária Alberto Sampaio com o agrupamento de Nogueira, com o novo mega-agrupamento a abranger 3500 alunos. O Conselho Municipal de Educação já tinha declarado a sua "frontal oposição" à criação de mega-agrupamentos no concelho de Braga. Na reunião realizada no final de dezembro, a Federação das Associações de Pais do Concelho de Braga ameaçou avançar para tribunal para contestar a intenção de Nuno Crato.
Esta sexta-feira, os alunos fecharam os portões da escola a cadeado e colocaram faixas pretas nas grades. O surgimento da patrulha da Escola Segura não fazia prever as cenas de violência que se seguiriam com a chegada de mais agentes da PSP. "Atiraram com gás pimenta para cima dos alunos, uns ficaram com os olhos inchados, outros com a boca a arder, houve agressões, não entendemos tanta violência quando a situação poderia ser resolvida com uma conversa", disse Pedro Martins, presidente da Associação de Estudantes, em declarações ao Jornal de Notícias.
Um dos alunos acabou por ser hospitalizado devido às lesões provocadas pelo gás lançado pelos agentes policiais aos alunos, muitos deles do 7º ano. Depois da violenta intervenção policial, os cadeados foram retirados pelos bombeiros, os portões abriram-se, mas os alunos recusaram-se a entrar na escola, prosseguindo o protesto.
Para o representante dos pais dos alunos no concelho de Braga, a criação de mega-agrupamentos no concelho é uma medida "puramente economicista", que "só tem como objetivo o corte na despesa da Educação" e que "até contraria" uma recomendação do Conselho Nacional de Educação, que pede "um inequívoco reforço da concentração das atividades de gestão pedagógica nas escolas, o mais perto possível dos alunos, aplicando um projeto educativo próprio".
"Será que isto se consegue criando mega-agrupamentos com 3000 ou mesmo 3500 alunos, com escolas que distam mais de 14 quilómetros da sede? Claro que não se consegue", acrescentou José Lopes, citado pela Lusa no fim da reunião de dezembro do Conselho Municipal de Educação de Braga.
Bloco vai questionar Governo sobre ação policial "absolutamente intolerável"
Em comunicado, o Bloco de Esquerda anunciou que irá questionar o ministro da Administração Interna sobre a atuação da PSP de Braga na manhã de sexta-feira. "O Bloco considera que esta atuação da PSP contra estudantes com idades entre os 12 e os 15 anos é absolutamente intolerável", diz a nota de imprensa que apelida ainda a ação policial como "despropositada e desproporcional".
 "O Bloco entregará no Parlamento uma pergunta por escrito ao Governo, dirigida ao ministro da Administração Interna, com a exigência de explicações sobre esta atuação da PSP em Braga e de apuramento de responsabilidades", conclui o comunicado em que os bloquists condenam a violência policial junto à Escola Secundária Alberto Sampaio.

Fonte

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

0 Estudantes interrompem discurso de Passos e pedem a sua demissão!

Em defesa do Ensino Superior e contra os cortes na Educação, oito jovens de várias universidades exibiram um cartaz a pedir a demissão do primeiro-ministro, Pedro passos Coelho, quando este discursava, esta quarta-feira de manhã, na abertura de um seminário internacional organizado pelo Sistema de Informações da República (SIRP), na reitoria da Universidade Nova.
Poucos minutos depois do início do discurso de Passos Coelho, os oito jovens, sentados nas últimas filas do auditório da reitoria, levantaram-se e, em silêncio, abriram uma tarja com a palavra “demite-te”.
A equipa de seguranças de Passos começou por tentar interromper o protesto e retirar a faixa. A aproximação criou um grande burburinho e foi o próprio Pedro Passos Coelho que interrompeu o próprio discurso e pediu que deixassem os jovens continuar o protesto.

“Pedia ao Serra [um dos elementos da sua segurança] que deixasse os senhores ostentarem o cartaz sem nenhum problema, porque vivemos, felizmente, numa situação de boa saúde da nossa democracia, e não vemos nenhuma razão para que os senhores não possam ostentar as faixas que entenderem”, afirmou Pedro Passos Coelho.
Os jovens mantiveram-se de pé, com o cartaz a pedir a demissão do primeiro-ministro, enquanto durou a intervenção do governante e só se sentaram quando Passos Coelho se calou.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

0 Crianças e jovens estão a passar fome em Portugal

Em cerca de duas semanas, o número de crianças com fome sinalizadas pelas escolas subiu de 10.385 para cerca de 13 mil. Na pediatria e obstetrícia do Hospital de Santa Maria existem casos de crianças doentes devido a passarem fome.


Esta quinta feira, o secretário de Estado da Educação, Casanova de Almeida, afirmou, em declarações à TSF, que, em pouco mais de duas semanas, o número de crianças com fome sinalizadas pelas escolas subiu de 10.385 para cerca de 13 mil. Destas, aproximadamente 2500 ainda não estão a receber reforço alimentar, avançou o responsável governamental.
No dia 13, Casanova de Almeida informou o Parlamento de que, à data, apenas estavam a receber o pequeno-almoço 51% dos 10.385 alunos com carências alimentares identificadas, estando o Ministério da Educação e Ciência (MEC) “a gerir um projeto que nasce da vontade da sociedade civil”.
Crianças doentes por passarem fome
Nos serviços de pediatria e obstetrícia do Hospital de Santa Maria estão a ser sinalizadas várias situações de crianças com fome, adianta a diretora do Serviço Social do Hospital de Santa Maria, Conceição Patrício. “São casos em que a alimentação era fundamental para eles não chegarem a este estabelecimento doentes”, avança Conceição Patrício em declarações à Antena 1.
O número de pedidos de ajuda cresceu, segundo esta responsável, 5,5 por cento num ano, tendo quase 11.723 pessoas pedido ajuda desde janeiro até outubro. Os pedidos de ajuda prendem-se nomeadamente, com a incapacidade das famílias custearem a medicação que lhes é prescrita ou por serem incapazes de satisfazer as suas necessidades mais básicas, como a alimentação.
Partidos da maioria chumbam proposta do Bloco sobre pequeno almoço escolar
A maioria parlamentar chumbou esta semana a proposta do Bloco no sentido de ser facultado às crianças do pré-escolar e aos alunos da escolaridade obrigatória um pequeno-almoço diário gratuito.
O governo negou-se a admitir que existem crianças e jovens a passar fome em Portugal, acusando o Bloco de demagogia: A proposta acabou por ser chumbada com os votos contra das bancadas parlamentares dos partidos que formam a coligação - PSD e CDS-PP – e a abstenção do Partido Socialista (PS).
A deputada Isabel Moreira, do PS, votou a favor, contra a orientação do seu partido.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

0 Professor avisa alunos que estão proibidos de tirarem fotocopias… ao seu livro

Numa escola pública, professor adverte alunos numa sala de aula de que não podem tirar fotocopias aos livros da sua disciplina. Curiosamente, é um dos autores dos livros usados.
Na Escola Básica e Secundária Passos Manuel (EBSPM) pertencente ao Agrupamento Vertical de Escolas Baixa-Chiado, em Lisboa, um professor decidiu no início do ano lectivo avisar os alunos de que tirar fotocópias dos livros era ilegal. Assim, todos os alunos tiveram que comprar livros com um valor que ascendem às dezenas de euros no total.


Este é um curso técnico-profissional em que não se dá a matéria toda dos livros comprados.
Ainda mais estranho é saber-se que os professores da mesma disciplin noutros anos lectivos tiveram a possibilidade de deixar os alunos usarem fotocopias, tal como manda a lei. Mas, este professor não. Um facto importante a assinar é que este professor é um dos autores deste livro e que por isso vai beneficiar com a compra dos mesmos.
O Tugaleaks contactou o Presidente do Conselho Executivo da EBSPM, João Paulo Leonardo, através de e-mail que nos garantiu que iria verificar a situação. O Tugaleaks cumpriu o prazo legal de 10 dias úteis (e até mais) para um organismo público responder a qualquer inquérito vindo de um cidadão numa perspectiva democrática. Findo este prazo, tentamos novo contacto mas sem resposta.
O livro em causa é o Matemática A8 – Cursos Profissionais de Nível Secundário, entre outros. O professor Tiago Veiga Dias é um dos seus autores conforme se pode confirmar neste link.

O que a lei diz nem sempre é cumprido

A lei é bem específica e permite que qualquer pessoa reproduzir material educativo sem que lucro envolvido (da distribuição ou disponibilização online). O Código de Direito de Autor e dos Direitos Conexos no seu Art.º 75 explica claramente e sem margem para dúvidas o uso possível de fotocopiass de material educativo:
(…)
2 — São lícitas, sem o consentimento do autor, as seguintes utilizações da obra:
a) A reprodução, para fins exclusivamente privados, em papel ou suporte similar, realizada através de qualquer tipo de técnica fotográfica ou processo com resultados semelhantes, com excepção das partituras, bem como a reprodução em qualquer meio realizada por pessoa singular para uso privado e sem fins comerciais directos ou indirectos;
(…)
f) A reprodução, distribuição e disponibilização pública para fins de ensino e educação, de partes de uma obra publicada, contando que se destinem exclusivamente aos objectivos do ensino nesses estabelecimentos e não tenham por objectivo a obtenção de uma vantagem económica ou comercial, directa ou indirecta;


O próprio livro tenta dissuadir a cópia “ilegal”

Num ato “original”, usando o termos do próprio livro, é mostrada uma mensagem a alertar o detentor do mesmo que um livro não pode ser copiado. Tal mensagem viola a lei.
Professor avisa alunos que estão proibidos de tirarem fotocopias… ao seu próprio livro

sábado, 10 de novembro de 2012

0 Professores a Recibos Verdes explorados na zona de Lisboa e Vale do Tejo

Professores chegam a ganhar apenas 300EUR fora seguros e Segurança Social e têm ainda que pagar 15EUR caso faltem a uma aula. Escandaloso.
O documento que chegou ás mãos do Notícia Tuga mostra que a exploração no ensino continua na ordem do dia. Um pouco pelo distrito de Lisboa, Santarém e outros, existem pessoas a ganhar 300EUR de onde ainda têm que fazer descontos para a segurança social. O mais grave é que estas pessoas não apresentam queixa por medo de represálias.

Conforme o contrato indica, na sua alínea B, este é um contrato com “período de vigência temporário e sujeito a denúncia e que se encontra ainda condicionado à garantia de efetivo apoio financeiro disponibilizado pelo Ministério da Educação e pelos Municípios e Agrupamentos de Escolas adjudicadores”. Ainda que seja um trabalho precário, está vinculado a diversos apoios que podem falhar, sem qualquer aviso prévio.
Os montantes afixados para leccionar estão identificados na terceira clausula do contrato onde no ponto 1 verifica-se que o montante a pagar por cada aula (de 45 minutos) é 10.50EUR. No entanto, se o professor faltar e não a falta não “tenha sido previamente avisada ao escritório ou coordenadora local da Atividade de Enriquecimento Curricular leccionada” num tempo indeterminado (eles dizem ser “tempo útil” mas não o especificam) o professor contratado é obrigado a pagar 15EUR ao establecimento de ensino.
Ainda em termos de pagamentos, a todos estes valores são retirados valores de Seguro de Acidentes de Trabalho para Recibos Verdes e ainda a Segurança Social.
Este contrato estava já disponível na Internet, mas foi uma denúncia através do Email que nos alertou. A pessoa denuncia que um professor a ganhar apenas dentro da aula, perde dinheiro quando a prepara fora dos 45 minutos que tem ou em eventuais actividades que faça.
A empresa visada no contrato é, segundo fonte que enviou para o Email do Noticia Tuga, subcontratada pelas próprias autarquias para aquisição de professores em regiam de mão de obra barata. Algumas das situações presentes no contrato em anexo são manifestamente ilegais e violam várias leis do trabalho, mas, conforme indicado ao Tugaleaks, o medo de ficar sem o pouco dinheiro que recebem faz com que muitas pessoas estejam caladas.

Anúncio oculta valores

Através deste anúncio no site Net-empregos é fácil identificar a empresa. O anúncio nunca indica valores nem horas mínimas.
Segundo a mesma fonte , por 8 horas por semana (e mais 3 em casa) ganha-se cerca de 300EUR, sendo desse valor ainda retirado o seguro e a segurança social.
~
O emprego e a exploração estão á vista. O contrato é deste mês, Novembro.


Download do contrato

sábado, 27 de outubro de 2012

0 Relvas teve equivalência a cadeiras que não existiam

Auditoria revela que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares teve equivalência a cadeiras que ainda não existiam no ano em que obteve a licenciatura. O relatório encontrou “falhas de diversa natureza que evidenciam a ausência do rigor indispensável à segurança dos procedimentos estabelecidos para a creditação”.


Para conseguir a sua licenciatura, Miguel Relvas só precisou matricular-se num ano letivo, a matrícula foi aceita já fora do prazo, teve de fazer apenas quatro das 36 cadeiras da licenciatura e, para completar, obteve também equivalência a cadeiras que ainda não existiam.
Tanto o Expresso quanto o Público tiveram acesso à auditoria da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, que analisou os processos de 120 alunos que se licenciaram na Universidade Lusófona desde 2006, tendo parte dos créditos atribuídos através do reconhecimento da experiência profissional.
De todos estes 120, apenas o atual ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares conseguiu tantas equivalências para completar o curso de Ciência Política e Relações Internacionais. De tal forma que teve até equivalências a cadeiras que não existiam em 2006/2007, o ano letivo em que esteve matriculado na universidade.
Associação de folclore rendeu equivalências
Na quinta-feira o ministro da Educação, Nuno Crato, deu 60 dias à Lusófona para reavaliar todas as licenciaturas que concedeu com recurso ao mecanismo de reconhecimento da experiência profissional. Recorde-se que Miguel Relvas obteve a licenciatura com equivalências concedidas pelo desempenho de cargos em empresas e até por ter presidido à assembleia geral de uma associação de folclore.
Apesar de a auditoria não referir nomes – apenas o número do estudante –, é fácil identificar as referências ao ministro, pois foi o único a receber equivalência a 160 créditos. “Saliente-se que o aluno apenas esteve inscrito em 2006/07 e as unidades curriculares Teorias Políticas Contemporâneas II, Língua Portuguesa III, Língua Portuguesa IV apenas configuram disciplinas optativas do curso em 2007/08”, aponta o relatório. E acrescenta: “Apenas o referido aluno integra no certificado” as disciplinas em causa.
Ausência de rigor
Outra informação do relatório é a de que a candidatura de Relvas foi admitida fora dos prazos legais. O relatório diz que a auditoria analisou mais detidamente os oito processos de alunos com mais equivalências, e encontrou “falhas de diversa natureza que evidenciam a ausência do rigor indispensável à segurança dos procedimentos estabelecidos para a creditação”.
Entre as falhas é também dada como exemplo a “regulação tardia e insuficiente” das equivalências e a “ausência de garantia de qualidade e de fundamentação” na intervenção dos vários órgãos da universidade. Há ainda falhas de informação, como documentos por preencher ou rasurados.
Sempre disponível para sair
Já este sábado, Relvas afirmou que "quem está no governo está sempre disponível, por princípio, para sair no dia seguinte". Mas disse estar de "consciência tranquila" por ter sempre agido "de acordo com a lei e de boa-fé" e considerou que cabe à Universidade Lusófona prestar esclarecimentos sobre as alegadas irregularidades na atribuição de graus académicos: "Devem pedir esses esclarecimentos à universidade". Afirmou, porém, que a Universidade Lusófona "recebeu uma mera advertência", pela qual tem de responder, e assinalou que "a advertência é a referência mais baixa que pode ser feita".

domingo, 21 de outubro de 2012

0 PSP agride à bastonada alunos da EB 2, 3 Manuel da Maia, em Lisboa

Esta manhã, um grupo de alunos e encarregados de educação fecharam a cadeado a escola EB 2, 3 Manuel da Maia, em Campo de Ourique, Lisboa, em protesto contra a anulação do contrato de 44 professores deste estabelecimento escolar. Durante a iniciativa, alguns alunos ficaram feridos após terem sido agredidos à bastonada pela PSP.

Por volta das 7hoo, um grupo de alunos e encarregados de educação fechou, esta sexta feira, os portões da escola EB 2, 3 Manuel da Maia, em Lisboa, a cadeado, bloqueando assim o acesso ao estabelecimento como forma de protesto contra a anulação do contrato de 44 professores do estabelecimento.
Entoando palavras de ordem como “A escola unida jamais será vencida”, e “Ninguém vai para a rua, a luta continua”, os alunos demonstraram desta forma que não estão dispostos a ficar sem os professores com quem já estabeleceram laços afetivos, alguns dos quais já lecionam há muitos anos nesta escola.
Durante o protesto, algumas crianças e jovens ficaram feridos após terem sido agredidos pelos elementos da PSP que foram mobilizados para o local com bastonadas. Na sequência das agressões, pelo menos uma jovem terá sido assistida pelo INEM, segundo noticiou a RTP.
Ministério alega irregularidades nos processos concursais
Num despacho do Ministério da Educação e Ciência (MEC), enviado à direção do agrupamento Manuel da Maia, é referido que foram detetadas, pela Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), violações aos procedimentos concursais de 44 professores deste estabelecimento, que, sendo considerado um Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP), pode lançar concursos para preencher vagas que sobram do concurso nacional.
Entre essas mesmas violações conta-se a definição de subcritérios ilegais na avaliação curricular dos candidatos, bem como a não aprovação e publicitação da lista ordenada do concurso. No documento, o MEC dá instruções à direção da escola no sentido de a mesma proceder à notificação dos interessados da intenção de proceder à anulação dos contratos celebrados.
Uma professora citada pela RTP afirmou não entender o teor do despacho ministerial. “Não sabemos o que está a acontecer. Se existe alguma ilegalidade… limitámo-nos a responder ao que lá estava, fomos contratados e agora deparamo-nos com isto”, adiantou.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

0 Escola deixou crianças à fome

Nada justifica uma criança passar fome. Não é justo castigá-la a ela." A crítica é de Teresa Francisco, mãe de uma criança de cinco anos que foi proibida de almoçar na última quinta-feira na EB1 nº 2 de Quarteira (Loulé). Tudo porque a família não pagou a mensalidade da alimentação, cerca de 30 euros.

A denúncia do caso partiu de pais de outros alunos, que pediram anonimato, que ficaram revoltados com a situação, considerando um acto de "má-fé" a forma encontrada pela escola para lidar com o caso. Ao que o CM apurou, mais alunos não almoçaram nesse dia pelos mesmos motivos, noutras escolas do Agrupamento Dr.ª Laura Ayres.

A aluna da EB1 nº2 em Quarteira frequenta a pré-primária e terá mesmo ficado "sentada ao lado dos colegas, sem refeição, enquanto estes almoçavam", conta Teresa Francisco. Vários pais criticam a violência psicológica a que a menina foi sujeita e afirmam que "uma das funcionárias foi impedida pela direcção da escola de pagar a refeição da menina do seu próprio bolso".
Sobre o assunto, a directora, Conceição Bernardes, explica que "todos os pais foram informados das medidas, que seriam aplicadas caso não regularizassem as dívidas até 9 de Outubro". Além disso, "podiam ter pedido a renegociação desses valores e até dos escalões, mas alguns foram negligentes e não o fizeram". Os casos de incumprimento "foram participados à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens".

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

20 Pedro Passos Coelho - Curriculum invejável !


Ex-toxicodependente, com várias desintoxicações feitas em Espanha, e com processos-crime por violência doméstica, por espancamento brutalmente da sua 1ª mulher, uma das cantoras do grupo musical conhecido, das ex-Doce, o que fez por cinco vezes, pelo menos, conforme consta, com queixas dos vizinhos por desacatos no prédio onde morava!...

NÃO OBSTANTE TUDO ISTO, EIS O SEU "INVEJÁVEL" CV:

Curricul
um do primeiro-ministro deste país....
Meus Amigos/as, algum de vós dava emprego (não estou a falar de trabalho!…) a alguém com esta “Carreira de Vida” (Curriculum Vitae [CV])!?...

Nome: Pedro Passos Coelho

Morada: Rua da Milharada – Massamá

Data de nascimento: 24 de Julho de 1964

Formação Académica: Licenciatura em Economia – Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade!)

Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (já com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Engº Ângelo Correia, de quem foi diligente e dedicado ‘moço-de-fretes’, tais como:

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;

(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;

(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;

(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;

(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;

(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;

(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest, SGPS,SA;

(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;

(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo, SA.

Este é o “magnífico” CV do homem que ‘teoricamente’ governa este País!

Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada…) com 37 anos de idade!

Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR… em empresas de Ângelo Correia, “barão maçónico” do PSD, seu tutor e mentor político!...

E que nesse universo continua a exercer funções!...

É ESTE O HOMEM QUE FALA DE “ESFORÇO” NA VIDA E DE“MÉRITO”!

É ESTE O HOMEM QUE PRETENDE DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES DESTE PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS NAS SUAS EMPRESAS, TENTANDO ALIMENTAR AS SUAS FAMÍLIAS, TENTANDO SOBREVIVER, GANHANDO PARA ISSO, ORDENADOS DE MISÉRIA!

É ESTE O HOMEM QUE, EM TOM MORALISTA, FALA DE “BOYS” E DE “COMPADRIOS”, LOGO ELE QUE, COMO SE COMPROVA, NÃO PRECISOU DE “FAVORES” DE NINGUÉM… PARA ARRANJAR EMPREGO!...

EDIFICANTE… NÃO É?...

DIGAM LÁ… DAVAM EMPREGO A ALGUÉM COM ESTA ‘FOLHA DE SERVIÇOS?




Um belo exemplo... que nos governa e vem governando ainda.
Até quando?

E não é difamação, pois é a verdade (embora a tentem «branquear»)...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

0 Professor de Matemática é substituído por professor de Biologia e Geologia

O anúncio é feito pela Escola Secundária de Camarate na base de dados do Ministério da Educação, e está a causar polémica, por razões óbvias.


Pela Internet, surgem dos mais hilariantes “rumores” em tom de piada para as turmas que tiverem a “sorte” de ter este professor, com piadas como “será que este professor vai ensinar a contar pedras e calhaus” ou e algumas críticas á própria escola. O anúncio foi publicado no sistema do Ministério da Educação e Ciência denominado de SIGRHE – Sistema Interactivo de Gestão de Recursos Humanos da Educação que está sob o domínio do DGAE – Direcção-Geral da Administração Escolar. O login pode ser feito nesta página e a “oferta” de emprego foi publicada nesta. É necessário login para ver a oferta. Este é apenas mais um dos casos a juntar aos nomes de Vera Pereira, Ana Batista e outros que nos últimos meses têm vindo à luz do dia com claros favorecimentos ou concursos demasiado estranhos para serem verdade !

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

0 Apoios a alunos com necessidades especiais sofrem cortes de 40% Mais uma vergonha nacional !

Já seguiu para o Ministério da Educação e Ciência um pedido urgente de reunião.

 Apesar de a tutela garantir financiamento igual ao do ano passado, a Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo aprovou cortes que em muitos casos rondam os 40%. Alunos com necessidades especiais estão com apoios reduzidos à espera de maior financiamento.

Já seguiu para o Ministério da Educação e Ciência um pedido urgente de reunião. Em causa, o trabalho que é prestado pelas 15 instituições associadas da Federação Nacional das Cooperativas de Solidariedade Social da zona de Lisboa.

Ficam por isso em suspenso milhares de apoios às crianças com necessidades especiais, como refere Rogério Cação dirigente da Fenacerci. “Tendo consciência de que os apoios não vão chegar para todos, obviamente que há aqui opções técnicas e pedagógicas que têm de ser feitas, e neste momento nos não sabemos ate onde podemos ir”, diz.

“Faremos o melhor possível para deixar o menor número de crianças de fora, agora não sabemos se serão 200, 400, 500, agora temos a certeza que haverá centenas de apoios. Provavelmente milhares, que ficam sem possibilidade de ser utilizados porque os recursos são finitos e não chegam a todo lado.”

Apoios financeiros são insuficientes para dar resposta às crianças com necessidades especiais e o pedido de reunião seguiu esta quinta-feira para o ministério de Nuno Crato.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

0 O erro não compensa: professor com “classificação duvidosa” é excluido de concurso

Um professor com uma Graduação Profissional de 2102,584 foi excluido dos concursos de professores. Por vezes, o “erro” não compensa.


O Tugaleaks tem denunciado várias situações onde os números não batem certo. Nomeadamente, pessoas com 2100 anos de vida e também pessoas com mais anos de serviço do que anos de vida.
Estes “erros” podem ter agora um fim à vista.
No Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves, na Amadora, existe um profesor com uma Graduação Profissional de 2102,584 como pode ser comprovado aqui. Esta informação, ao contrário das outras indicadas anteriormente, foi descoberta há pouco tempo pela nossa equipa.
Tendo em conta que a fase dos concursos e selecções já estava terminada, o Tugaleaks decidiu contactar a escola. Pelo conselho directivo, foi-nos dito que não havia ninguém a trabalhar nessa escola e que “a pessoa tinha sido excluida do concurso”.
Ainda não é claro se os outros dois exemplos do Tugaleaks foram também excluidos, mas as eventuais acusações de “tachos” que eram feitas nos outros exemplos podem afinal resumir-se a um “erro” de preenchimento.

O ano “mais duro para os professores” na educação

Segundo um professor contactado pelo Tugaleaks, que pretende ficar anónimo, este é um ano “mais duro para os professores” que este docente presenciou. Falam-se em ameaças e em problemas “como nunca antes vimos, por culpa em parte da austeridade”.
O Tugaleaks entende, neste contexto, que a educação não deve ser sacrificada pela falta de zelo dos dinheiros públicos do estado, e também que o “erro” não compensa.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

0 Ministério da Educação pagou 61 mil euros por parecer

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusou esta terça-feira o Ministério da Educação de gastar 61 mil euros, por ajuste directo, num parecer jurídico para justificar por que não paga compensações por caducidade de contrato aos docentes.



Em comunicado, a Fenprof divulgou a folha de rosto do parecer que a tutela solicitou em Março à empresa Sérvulo & Associados e pelo qual pagou 61 mil euros, por ajuste directo, e que o ministro Nuno Crato afirmou desconhecer numa reunião mantida com aquela organização sindical, na sexta-feira passada.
O ministro terá mesmo dito à delegação da Fenprof que, se a organização conhecesse tal parecer, devia mostrá-lo ao Ministério, argumentando que a tutela tem os seus próprios serviços jurídicos e não precisa de recorrer a pareceres externos.
A Fenprof acrescenta um ofício, assinado por Nuno Crato, enviado também em Abril ao provedor de Justiça, em que o ministro afirma que, face à recomendação do provedor no sentido de serem pagas as compensações por caducidade de contratos aos professores, pediu "um parecer jurídico a uma conceituada sociedade de advogados sobre o regime aplicável à cessação, por caducidade, de contratos a termo em funções públicas".
Nesse ofício, cita-se o parecer da sociedade de advogados, segundo o qual não há "qualquer situação de incerteza por parte do trabalhador quanto ao momento de cessação do seu vínculo laboral", pelo que "inexiste fundamento para o pagamento de compensação".
No documento assinado por Nuno Crato salienta-se que esse parecer está "em conformidade com a posição assumida por este ministério".
A Fenprof lembra que foram proferidos em tribunal "48 acórdãos" que condenam o ministério a pagar as compensações, para além da recomendação do provedor de Justiça e da posição manifestada pelo procurador-geral da República."Apesar do seu isolamento, o Ministério continua a proibir as escolas de pagarem o que é devido aos professores cujos contratos caducam e que requerem a correspondente comensação, o que, nos termos da lei nem seria necessário", refere aquela organização sindical.
A Fenprof afirma que vai pedir "uma reunião à Presidência da República, designadamente à área que acompanha a Educação, por considerar ser competência da Presidência impor ao governo o respeito pelas leis da República".

0 Professores “pressionados” e com “ameaças de despedimento” por horas ilegalmente impostas

A FENPROF esta semana denunciou que alguns professores estavam a ser alvo de “ameaças” para assinar contratos com horários alargados.
A carta da FENPROF, datada de 21/09 e enviada ao Inspector-Geral da Educação e Ciência, explica que estão “a apresentar aos seus docentes declarações de aceitação de horário”. Esta é uma medida considerada ilegal, baseando-se em várias leis e despachos dessa mesma carta.
Segundo os anexos enviados junto dessa carta, existem professores “obrigados” a conduzir carrinhas com alunos ou, a alternativa, ser um processo disciplinar. Existem também denúncias de que as actividades como o Natal, o Carnaval e as dormidas for a de casa não são pagas.

Download da carta da FENPROF com anexos das denúncias

O Tugaleaks contactou o Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) para tentar apurar mais detalhes sobre estes casos insólitos e que em nada contribuem para o futuro da educação. Quando questionado pela comparação dos abusos cometidos nos anos anteriores e no presente ano, António Caldeira não tem dúividas a responder que “Embora todos os anos haja alguns casos de abuso, verificavam-se, sobretudo, no número de horas da componente não lectiva a dar à escola. Este ano, é diferente: as aulas passaram de 50 para 60 minutos, ultrapassando, no mínimo, 100 minutos por semana no que está estipulado pelo MEC. Além de não pagarem aos professores este tempo, esta “habilidade” faz com que o número de horários diminua, extinguindo-se, assim, ilegalmente, postos de trabalho.“
As ameaças de despedimento foram também confirmadas pelo sindicado, ao afirmar que “Os professores já estão a ser pressionados e alvo de ameaças de despedimento Tentando acautelar imposições de pagamento das hora ilegalmente impostas aos docentes, os estabelecimentos pertencentes ao maior grupo de ensino do país, pressionaram os seus professores a assinar um “acordo” em que prescindiam daqueles tempos, o que prova que estão conscientes da ilegalidade. No entanto, muitos não assinaram e nada lhes poderá acontecer.
O SPRC/FENPROF deixa ainda um aviso, e coloca-se do lados dos professores afirmando que que “tudo fará para os defender”
Para António Caldeira a culpa é claramente do Ministério da Educação, que “deverá estar atento a estas denúncias e, através das suas inspeções, repor a legalidade e castigar os prevaricadores, até porque continuam a receber do Estado os mesmos milhões que têm vindo a receber nos anos anteriores. Não deixa de ser curioso que é um dos únicos sectores onde as verbas públicas não foram diminuidas.”

Irregularidades nos concursos

O Tugaleaks denunciou também no passado várias irregularidades nos concursos, seja com uma professora com 2100 anos ou  com uma professora com mais anos de serviço do que de vida.

É urgente que a educação tenha prioridade para o Governo e que estas situações sejam corrigidas. Temos que ter em vista as gerações futuras, que em nada podem ser sacrificadas com a falta

 

1 Dez anos depois do escândalo, a Casa Pia dá cartas na educação

É difícil falar Casa Pia sem lhe juntar a palavra processo, mas a instituição vale mais do que o escândalo. No dia em que regressaram as sessões de repetição parcial do julgamento, a Renascença visitou a Casa Pia de Lisboa com muitas perguntas na mão.
Como está a instituição? Como atravessou financeiramente a última década? O que mudou nestes 10 anos e o que conta quem lá esteve neste tempo, é o que a reportagem foi descobrir. 

A instituição abre todos os dias portas a mais de três mil alunos, dos quatro meses aos 22 anos e a mais de mil funcionários espalhados por uma dezena de centros educativos e escolas. 10 anos depois de ter sido abalada por um escândalo de abusos sexuais, a Casa Pia é hoje uma instituição que dá cartas, sublinha a presidente do Conselho Executivo, Cristina Fangueiro.
O curso de relojoaria é um exemplo disso mesmo. “É um dos cursos onde a empregabilidade é total e o curso é intensamente rigoroso e de uma minúcia imensa. Temos 12 crianças, os miúdos saem e vão quase todos para a Suíça ou para as empresas”.

Dá cartas também na hotelaria e no desporto. Foi esta a escolha de Ricardo, que acabou a formação na Casa Pia há quase três anos. Hoje é um jovem de sucesso. “Eu comecei a trabalhar quando estava a meio do curso. Tive a oportunidade, agarrei bem, e graças a isso quando acabei o curso entrei logo no mundo profissional”, conta.
“Sou instrutor, dou aulas em ginásios. Graças aos professores, que são realmente bons, e que me abriram portas”, diz Ricardo.
Foi interno e depois aluno externo, entrou tinha cinco anos. Foi rebelde e nem sempre viu a escola com bons olhos, mas hoje agradece aos professores e à Casa Pia.
Instituição bicentenária, que conta com uma ajuda anual de 38 milhões de euros do Estado, continua a ser o suporte de muitas famílias portuguesas. Nasceu para educar crianças e jovens carenciados ou mais vulneráveis socialmente.
“Temos dois grandes grupos de crianças que frequentam a Casa Pia. Um grupo que estão nas respostas educativas e formativas da Casa Pia, cerca de três mil, e depois temos cerca de 250 crianças ao abrigo da lei de protecção de crianças, que foram retiradas das suas famílias e que estão a viver connosco”, explica Cristina Fangueiro.
João Paulo Jordão é professor de Educação Física. Foi por se identificar com a educação cultural, mas sobretudo humana que foi leccionar para a Casa Pia. “É quase ensinar tudo em termos formativos. Estou-me a recordar por exemplo de ensinar como e porque é que se pede desculpa. Muitas vezes não percebem que fizeram mal e que têm de mudar”, diz.
Há mais famílias a procurar a Casa Pia para educar os filhos. As dificuldades económicas assim obrigam. 85% dos alunos está no 1º ou 2º escalão do abono de família e a crise faz-se sentir.
Os comentários negativos sobre a instituição começaram em Setembro de 2002. Durante anos, o escândalo Casa Pia mudou a vida de alunos e profissionais.
“Eu fui insultado porque era da Casa Pia. Joguei no Casa Pia Atlético Clube e os pais e os adversários xingavam-me, ‘foste violado, não foste’ – isso é difícil, porque são pessoas leigas que não sabem o que se passa cada dentro”, diz Ricardo.
Sandra é assistente social e lembra-se bem. “Alguma facilidade no insulto, por exemplo, os nosso autocarros circulavam pela cidade de Lisboa e os motoristas e os miúdos que lá iam dentro eram insultados.”
Cristina Fangueiro, presidente da instituição, um cargo com o qual estava longe de sonhar, recorda o dia em que tudo surgiu na comunicação social. “Lembro-me, e sabe o que é que eu pensei? Finalmente. Porque sempre trabalhei no social e sempre senti que este era um problema que toda a gente queria abafar e que ninguém queria ver”.
“Pensei que só a Casa Pia, com o peso cultural que tinham, podia ser a instituição com força suficiente para não se ir abaixo num processo destes, e foi o que aconteceu”, afirma.
Acredita que hoje em dia alunos, pais e profissionais já voltaram a sentir orgulho na Casa Pia. Está tudo atento, mas há garantias que não podem ser dadas. “Esse é um problema que tem de estar sempre presente. Numa casa onde entram todos os dias 3.500 crianças, é um tema que não nos permite descansar”, diz Cristina Fangueiro.
“Neste momento temos um conjunto de instrumentos dirigidos às crianças desde o pré-escolar até ao ensino profissional e também aos colaboradores para prepará-los a estar atentos a sinais. Posso assegurar que toda a casa está preparada para sinalizar. Casa se perceba algum sinal, a casa vai actuar”, garante a presidente.
“Todas as pessoas que eu mais amo são casapianas, sempre vivi cá dentro e vergonha nunca tive. Ouvir ou sentir que houve um aspecto negativo, custa”, confessa Ricardo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

0 Alunos ‘obrigados’ a levar papel higiénico para a escola

Papel higiénico, sabonete líquido e sacos do lixo são alguns dos produtos que fazem parte da lista de material escolar pedido aos pais das 60 crianças do jardim de infância da Escola do 1º Ciclo Eng.º Ressano Garcia. O Ministério da Educação já pediu explicações.


Papel higiénico, sabonete líquido e sacos do lixo são alguns dos produtos que fazem parte da lista de material escolar pedido aos pais das 60 crianças do jardim-de-infância da Escola do 1º Ciclo Eng.º Ressano Garcia, conta o Sol. O Ministério da Educação já pediu explicações.
Os pais das crianças do jardim-de-infância da Escola do 1º Ciclo Eng.º Ressano Garcia, em Campo de Ourique (Lisboa), denunciam ao semanário Sol alguns pedidos que constam da lista de material escolar, tais como papel higiénico, rolos de cozinha e copos de plástico.
Receando pelas condições dos filhos, os pais aceitaram entregar esses produtos. A mãe de uma das crianças explica ao Sol que este pedido, por parte das educadoras, não é uma novidade e é justificado pela “falta de recursos” e “situação financeira da escola”.
Também a coordenadora da Escola do 1º Ciclo Eng.º Ressano Garcia reforça que esta é uma prática “comum do agrupamento”. Talvez por isso não tenha chegado à associação de pais da escola qualquer reclamação.
No entanto, o presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida, sublinha que esta situação não é permitida por lei e acrescenta que “as famílias não são supermercados”.
Nestas declarações , Albino Almeida lembra ainda que “estes bens (…) estão previstos no orçamento das escolas”. Nesse sentido, o presidente da CONFAP aconselha os pais a apresentarem queixa desta situação à coordenação do agrupamento da escola e às direcções regionais de Educação”.
De acordo com o semanário Sol, o Ministério da Educação já pediu esclarecimentos sobre esta situação ao agrupamento.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

0 Crato rejeita acusações da FENPROF sobre mobilidade

Ministro da Educação garante que tema não está a ser discutido entre a tutela e ministérios das Finanças e Administração Pública

O ministro da Educação, Nuno Crato, rejeitou esta quarta-feira as acusações da FENPROF que o acusou de ter mentido sobre a mobilidade especial dos professores, tema que assegura não estar em discussão.
"Não está em cima da mesa, no Ministério da Educação e no Ministério das Finanças e da Administração Pública, nenhuma discussão sobre a mobilidade especial dos professores", afirmou Nuno Crato, refutando as declarações da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), que na ontem acusou o ministro de ter mentido sobre esta questão, quando depois foi questionado na Assembleia da República.
A federação acusou o ministro de, a 19 de Julho, ter declarado aos jornalistas presentes no parlamento que a mobilidade especial não se aplicaria aos professores, nomeadamente aos que ficaram com horário zero, e de não ter mantido a mesma posição.
De acordo com a FENPROF, nas Grandes Opções do Plano (GOP) para 2013, vem espelhada a mobilidade especial aplicada aos professores "para lhes reduzir o salário para níveis insuportáveis e, posteriormente, empurrá-los para fora da profissão".
Além de assegurar manter "tudo o que disse no parlamento", o ministro acusou os sindicatos de estarem a fazer "uma leitura apressada das opções do plano" e incitou-os a "conhecer a realidade antes de fazer acusações dessas".
Nuno Crato incitou ainda a Fenprof a ler as declarações do secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, "que desmentem todas as acusações".
O ministro falava em Rio Maior, onde hoje de manhã visitou o Centro Escolar Poeta Ruy Belo, em São João da Ribeira. O Centro, inaugurado a semana passada, serve cerca de 200 alunos do pré-escolar e 1º. Ciclo do ensino básico.
Nuno Crato manifestou satisfação pelo "sucesso" do arranque do ano escolar. Segundo dados do Ministério, à data de hoje, apenas cinco escolas do país ainda não abriram portas.
 

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