Mostrar mensagens com a etiqueta Estado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estado. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

0 Estado vende resto da EDP com buraco de 660 milhões e sem dizer a quem

O Estado vendeu o que lhe restava na EDP. Foram vendidos os 4,14% do capital que a Parpública ainda detinha na eléctrica portuguesa.

•O negócio rendeu ao Estado Português 356 milhões de euros. A operação marca a saida definitiva do Estado do capital da EDP.

►Nem a gestora de participações do Estado nem as Finanças quiseram revelar quem comprou.
Sabe-se apenas que foram mais de 90 investidores a ficarem com as acções. Em comunicado a Parpública diz que as mesmas foram vendidas a 2,35 euros cada.

•Mas o negócio não chegou para tapar o reembolso do empréstimo obrigacionista de 1000 milhões de euros realizado há 5 anos pela Parpública e que teve como garantia estas mesmas acções da EDP.

O reembolso aconteceu no final do ano passado tendo a Parpública pago três vezes mais do que agora recebeu pela venda dos títulos.

►Para trás fica um buraco na ordem dos 660 milhões de euros.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

0 Aumentar 6 milhões a receita do estado, era possível?

Antes de ler o artigo... retenha-se a citação "Quando alguém aponta para a Lua, os idiotas olham para o dedo." 

Isto porque, muitos irão focar-se apenas em criticar a fonte das afirmações abaixo referidas, outros irão criticar as suas origens, as ligações do passado, os seus partidos, os seus interesses...etc etc, 
Eu peço, encarecidamente para olharem para a LUA... a verdade e apenas isso, e descobrirão que o importante é expor a verdade, venha ela da boca de quem vier... E o que se divulga aqui é verdade.
"O governo protege o capital e isso prejudica a economia e as finanças" seja o papa a dizê-lo, ou o Sócrates, ou a CGTP, não deixa de ser verdade... o que se pretende é divulgar a verdade e não criticar a CGTP, ou defende-la. 
"O secretário-geral da CGTP-IN reiterou que o Governo protege o capital e disse que «grande parte da despesa pública serve para pagar a agiotas e chantagistas, aos mercados e aos consórcios amigos».
Acusando o Governo de «perdão fiscal às grandes empresas», Arménio Carlos disse no discurso que encerrou a marcha de protesto, em frente à escadaria da Assembleia da República, que existe uma «despesa incomportável, parasitária e escandalosa».
«Exigimos que os impostos, pagos pelos trabalhadores e pensionistas, deixem de alimentar a alta finança e os grandes grupos económicos que promovem hoje o assalto e o saque do Estado».
Depois de apresentar soluções para a resolução dos problemas do país, o dirigente da CGTP-IN referiu que taxar o capital permitiria «aumentar em seis milhões de euros a receita do Estado».
«Fingem taxar o capital e até falam em equidade. Mas, quando se comparam as medidas anunciadas, enquanto o povo é chamado a pagar três milhões de euros, pela via do IRS, o capital é protegido», frisou, voltando a afirmar que é necessário «acabar com este Governo e esta política, antes que este Governo e esta política acabem com o país».
«Recuam na TSU, carregam no IRS, sempre em cima dos rendimentos de quem trabalha e produz riqueza» fonte

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 As fundações que nos afundam, ridículas e parasitas.

Este artigo de Vasco Pulido Valente, expõe o ridículo do parasitismo das fundações. 
«A MÃO NO SACO»
«Uma pessoa entra no mundo das fundações (de qualquer género) e fica estupefacta com a desordem e a estranha ambiguidade a que ele chegou.
Que se trata de meter a mão no saco do Estado e no bolso do contribuinte: nenhuma dúvida. Mas não se esperava os requintes de invenção e tortuosidade da coisa.
O assunto, em que a imprensa mal tocou, merecia um livro de mil páginas não um artigo de 30 linhas. 
Comecemos pela Gulbenkian.
Mas quem me explica a mim por que misteriosa razão a Gulbenkian (que é uma das fundações mais ricas da Europa) recebeu do Estado, entre 2008 e 2010, 13 483 milhões de euros? E quem me dá uma justificação aceitável do facto inaceitável de a Gulbenkian continuar a ser uma "fundação pública de direito privado", em vez de ser, numa sociedade democrática, simplesmente uma fundação de direito privado, quando com o estatuto que tem agora o governo pode, quando quiser, "designar ou destituir a maioria dos titulares dos órgãos de administração"?
E quem me explica a inexplicável existência da Fundação Caixa Geral de Depósitos (a Culturgest)? Não é a Caixa um banco do Estado? Não há no Estado uma Secretaria ou um Ministério da Cultura?
Ou a existência da Fundação Batalha de Aljubarrota (que nos gastou desde 2008 a 2010, um milhão e 900 mil euros) dedicada a "reconstruir" (palavra de honra) o "campo militar" e as "circunstâncias" (não estou a inventar) desse memorável combate (que, de resto, a tropa inglesa ganhou por nós?
Ou a da Fundação Navegar (800 mil euros no mesmo prazo), que pretende o "desenvolvimento cultural artístico e científico de Espinho"?
Ou a Fundação Carnaval de Ovar (750 mil euros), que sempre foi, como se sabe, um acontecimento mundial?
Ou dezenas de outras fantasias, quase todas sem o mais leve senso e todas sem o mais leve escrúpulo. Este espaço não basta para contar e analisar a história aberrante das fundações. Mas basta para dizer que o Estado (ou seja, a maioria dos governos democráticos) deixou crescer este monstro e o alimentou durante mais de 30 anos, sobre as costas do cidadão que hoje resolveu patrioticamente espremer.»
Vasco Pulido Valente, Público

domingo, 30 de dezembro de 2012

0 Renegociação das PPP pouparia milhares de milhões de euros

As parcerias publico-privadas (PPP) representam o que há de mais vergonhoso na promiscuidade entre os grupos económicos e o poder político.

Neste estranho modelo de negócio, iniciado em Portugal ainda quando Cavaco Silva era primeiro-ministro, os riscos correm sempre por conta do Estado, mas os lucros são garantidos aos privados através de rendas pagas ao longo de décadas.
As consequência dos contratos já celebrados são um desastre. São muitos milhares de milhões de euros que se transferem anualmente para os concessionários das auto-estradas tipo SCUT, para as empresas de construção protegidas pela Parque Escolar, para os senhorios do Campus de Justiça em Lisboa ou para os grupos privados que têm contratos milionários com o Ministério da Saúde.
As rentabilidades são altas e garantidas e o despautério é de tal ordem que os senhores da "Troika" exigiram, no memorando de entendimento, uma renegociação global e imediata destas parcerias. Não se percebe por isso como é que um ministro das Finanças tão pressuroso a cumprir tudo o que a "Troika" manda não avance, desde já, com essa renegociação que pouparia a todos milhares de milhões de euros.
 

NOTÍCIA TUGA Copyright © 2011 - |- Template created by Notícia Tuga - |- Powered by Notícia Tuga