Mostrar mensagens com a etiqueta Fome. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fome. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de julho de 2014

0 O vídeo que vai mudar a nossa maneira de pensar !

Este é um vídeo que mostra a genancia do ser humano. é de ver e partilhar











segunda-feira, 25 de novembro de 2013

0 Voluntários contra a fome ajudam Belmiro de Azevedo e Soares dos Santos?

"Negócio da fome
Aparentes ações de grande solidariedade, as campanhas de recolha de alimentos para carenciados constituem, isso sim, agressivas operações comerciais.
Quem acaba por mais lucrar são supermercados e hipermercados, que veem as suas vendas aumentar.
A seguir vem o estado, pois este acréscimo de consumo representa também aumento na coleta de impostos. E os pobres dos pobres que justificam as campanhas são, afinal, os menos beneficiados.
Em dias de recolha de alimentos, as grandes superfícies aumentam consideravelmente as suas vendas, sem sequer necessitarem de promoções ou até de qualquer trabalho de marketing suplementar.
As administrações do Pingo Doce e do Continente, que no seu conjunto detêm cerca de 90% do mercado de distribuição, devem rejubilar com esta campanha comercial, disfarçada de ação solidária.
Ano após ano, os Bancos Alimentares contribuem para o acréscimo da sua faturação em dezenas de milhões de euros. Parte significativa deste montante engorda os lucros das empresas de distribuição.
E não só. Também o estado tira proveito deste acréscimo de consumo, pela via do IVA que é cobrado, em muitos dos produtos a 23%, o que representa também milhões de euros.
Assim, os voluntários da Cruz Vermelha que participam na ‘Operação Sorriso' cumprem a função (involuntária) de promotores de vendas do Continente.
Os milhares de jovens que colaboram com o Banco Alimentar julgam estar a ajudar as famílias portuguesas, mas as famílias que mais beneficiam das campanhas de recolha de alimentos são as de Belmiro de Azevedo e de Soares dos Santos.

A maior parte da ajuda fica pelo caminho, chegando às centenas de milhares de necessitados apenas uma reduzida percentagem do generoso esforço financeiro dos portugueses. 
E está mal aproveitado o trabalho abnegado de milhares de voluntários bem-intencionados que são usados, sem disso se aperceberem, como peças de uma máquina comercial. Para que as operações de oferta de alimentos aos mais carenciados sejam eficazes, há que encontrar esquemas alternativos de distribuição direta dos recursos.
A atividade solidária não necessita de ser taxada com IVA nem de intermediários que retêm a maioria do valor dos donativos, como é o caso dos hipermercados."
Paulo Morais

Em Inglaterra, a cadeia de supermercados Waitrose, oferece uma moeda (uma chapa) a cada cliente que faz compras acima dum determinado valor.
O cliente, à saída, tem, normalmente, três caixas, cada uma em nome duma instituição social sediada no município, para receber as referidas moedas, de acordo com a opção do cliente.
Periodicamente, são contadas as moedas de cada caixa e a empresa entrega em dinheiro, à respectiva instituição, o valor correspondente, donativo esse que, diminui os seus lucros mas, também, tem o devido tratamento em termos de fiscalidade.

Em Portugal, as campanhas de solidariedade custam ao doador uma parte para a instituição, outra parte para o Estado e mais uma boa parte para a empresa que está a ?operacionalizar? (?!...) a acção.
Em Dezembro 2012 decorreu mais uma acção, louvável, do programa da luta contra a fome mas....façam o vosso juízo! A recolha em hipermercados, segundo os telejornais, foi cerca de 2.644 toneladas!
Se cada pessoa adquiriu no hipermercado 1 produto para doar e se esse produto custou, digamos, 0.50 ? (cinquenta cêntimos), repare que:
2.644.000 kg x 0,50 ? dá 1.322.000,00 ? (1 milhão, trezentos e vinte e dois mil euros), total pago nas caixas dos hipermercados.
- o Estado: (23% de iva)
- o Hipermercado: 396.600,00 ? (margem de lucro de cerca de 30%).
Devo dizer que não deixo de louvar a acção da recolha e o meu respeito pelos milhares de voluntários.


 Artigo retirado do blogue Apodrece Tuga

sábado, 22 de dezembro de 2012

0 Passos Coelho e a sua inteligência básica. O burro e o cigano.

Esta história já é antiga, mas todos os dias a reconhecemos, nas politicas dos governos, que deixam o povo à fome para sobrar mais, para as suas mordomias.
No governo de Passos Coelho a história aplica-se ainda de forma mais mortífera... pois ele está a matar à fome dois burros; os cidadãos e a economia.
E agora o cigano/estado irá viver de quê?
“Certo cigano (governo) tinha um burro (povo), seu único meio de transporte e única forma de se sustentar, pois era com ele que ia de feira em feira fazer os negócios, de que vivia.
Mas o dinheiro era cada vez mais curto para os copos, tabaco, amigos e borgas e então achou que a solução era reduzir a ração ao burro, para ter mais dinheiro disponível para as suas mordomias.
Se bem o pensou, melhor o fez.
Passado algum tempo constatou que o plano tinha resultado e embora o burro estivesse um pouco mais magro, ele tinha bebido mais uns copos.
Mas a verdade é que o dinheiro nunca é demais e o burro aguentava. Então o cigano reduziu mais ainda a ração do bicho, e foi gozar o dinheiro que sobrava. E na semana seguinte decidiu cortar mais ainda. Até que teve a brilhante ideia...
- Se reduzindo a ração do burro eu já consegui ter mais dinheiro para mim e para as minhas borgas, se eu o desabituar de comer é que será o ideal.
Rapidamente passou esta ideia à prática, e foi reduzindo cada dia um pouco mais na ração do pobre animal, para ele se habituar.

Certo dia apareceu o nosso homem na tasca, apreensivo...
Estranhando a sua presença, perguntou-lhe o taberneiro:
- Então hoje não foi ao mercado?
Respondeu o cigano:
- Atão não querem veri home!.. Agora que tinha o burro quase desabituado de comeri, poupadinho... morreu-mi!?”

Perguntarão os leitores:
A que vem hoje esta história?
O pobre falecido burro, pode representar os cidadãos ou a economia portuguesa, e o cigano, representa o estado ou o Passos Coelho, é uma metáfora, através da qual se percebe facilmente que os cidadãos e a economia estão a ser sacrificados, não para salvarem a crise, mas para arrumarem de vez com as hipóteses de um dia se recuperar dela.
Anda há dias a bailar-me na memória, esta anedota, cada vez que penso na economia portuguesa.
É que o Estado precisa de dinheiro:
Não deixa de comprar novas frotas de automóveis; aumenta o IVA
Quer ainda mais dinheiro:
Não reduz nos Ministérios e assessores; aumenta o IRS
Não chega ainda o dinheiro:
Não reduz o número de Deputados na Assembleia da República; congela salários e progressões.
Ainda não está saciado:
Não corta os subsídios a quem não trabalha nem nunca descontou, nem as reformas chorudas obtidas com meia dúzia da anos de cargos em empresas públicas; reduz as reformas e aumenta o tempo necessário para a alcançar daqueles que trabalharam toda a vida.
Esquece quem assim procede que o dinheiro circulante á a “ração” da economia.
Ou invertemos rapidamente este tipo de actuação, e começamos a cortar no supérfluo, para disponibilizar dinheiro para a economia real que, quer queiramos ou não vive das pequenas e médias empresas e dos negócios que estas conseguem fazer com a classe média ou pode acontecer à nossa economia o que aconteceu ao burro do cigano, quando estiver desabituada de “comer”, “morre”.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

0 Crianças e jovens estão a passar fome em Portugal

Em cerca de duas semanas, o número de crianças com fome sinalizadas pelas escolas subiu de 10.385 para cerca de 13 mil. Na pediatria e obstetrícia do Hospital de Santa Maria existem casos de crianças doentes devido a passarem fome.


Esta quinta feira, o secretário de Estado da Educação, Casanova de Almeida, afirmou, em declarações à TSF, que, em pouco mais de duas semanas, o número de crianças com fome sinalizadas pelas escolas subiu de 10.385 para cerca de 13 mil. Destas, aproximadamente 2500 ainda não estão a receber reforço alimentar, avançou o responsável governamental.
No dia 13, Casanova de Almeida informou o Parlamento de que, à data, apenas estavam a receber o pequeno-almoço 51% dos 10.385 alunos com carências alimentares identificadas, estando o Ministério da Educação e Ciência (MEC) “a gerir um projeto que nasce da vontade da sociedade civil”.
Crianças doentes por passarem fome
Nos serviços de pediatria e obstetrícia do Hospital de Santa Maria estão a ser sinalizadas várias situações de crianças com fome, adianta a diretora do Serviço Social do Hospital de Santa Maria, Conceição Patrício. “São casos em que a alimentação era fundamental para eles não chegarem a este estabelecimento doentes”, avança Conceição Patrício em declarações à Antena 1.
O número de pedidos de ajuda cresceu, segundo esta responsável, 5,5 por cento num ano, tendo quase 11.723 pessoas pedido ajuda desde janeiro até outubro. Os pedidos de ajuda prendem-se nomeadamente, com a incapacidade das famílias custearem a medicação que lhes é prescrita ou por serem incapazes de satisfazer as suas necessidades mais básicas, como a alimentação.
Partidos da maioria chumbam proposta do Bloco sobre pequeno almoço escolar
A maioria parlamentar chumbou esta semana a proposta do Bloco no sentido de ser facultado às crianças do pré-escolar e aos alunos da escolaridade obrigatória um pequeno-almoço diário gratuito.
O governo negou-se a admitir que existem crianças e jovens a passar fome em Portugal, acusando o Bloco de demagogia: A proposta acabou por ser chumbada com os votos contra das bancadas parlamentares dos partidos que formam a coligação - PSD e CDS-PP – e a abstenção do Partido Socialista (PS).
A deputada Isabel Moreira, do PS, votou a favor, contra a orientação do seu partido.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

0 Quem Ganha com a Fome em Portugal?

A continuação e o aprofundamento da crise económica não afectam somente as dinâmicas económicas da agricultura e os hábitos alimentares dos Portugueses. A crise económica resulta igualmente numa profunda crise alimentar e a crise alimentar por sua vez afecta profundamente as relações políticas e sociais. Afinal, como afirmou Kissinger, “Quem controla a comida controla as pessoas”. E o aumento da fome em Portugal beneficia várias entidades e serve sobretudo os interesses de quem controla o fluxo dos alimentos, assim como as entidades cujo poder depende da existência de fome e subnutrição.

Uma ilustração da colheita de trigo no Egipto Antigo (Túmulo de Mennah, em Tebas). O Egipto Antigo era uma superpotência agrícola.
Desde a Antiguidade as crises alimentares demonstram a capacidade de transformar as relações de poder. Desde a génese dos impérios o fluxo de alimentos é capaz de produzir conflitos, e desde o começo da hierarquização social extrema a distribuição de comida é utilizada para apaziguar populações e recrutar seguidores. Lembremos alguns exemplos: o primeiro grande império, a Babilónia, devia o seu poder à sua supremacia agrícola, e o pagamento em géneros alimentares era prevalente. Marco António como líder do Egipto chantageou Roma com a retenção dos embarcamentos de cereais, precipitando uma crise alimentar em Roma e obrigando esta a declarar a guerra. Resumindo, a alimentação e a fome são temas inevitável e inerentemente políticos.

Tabela com os maiores produtores de trigo, em milhões de toneladas métricas. Em primeiro lugar, a União Europeia, seguida da China, da Índia e dos Estados Unidos da América. Fonte: Wikipedia (International Wheat Production Statistics)
As crises alimentares são propícias para que aqueles agentes e instituições que possuem a capacidade de produzir e distribuir comida possam consolidar e estender a sua área de influência. Podemos verificar esta mesma tendência em Portugal desde o começo da crise económica de 2008. Neste contexto, identificamos, na Europa e em Portugal, uma trindade de agentes que beneficiam com a fome: primeiro, o próprio Estado e a União Europeia; segundo, a Igreja Católica e as suas ordens religiosas; e finalmente, os grandes vendedores de alimentação. São estes os principais atores da política da fome.
Comecemos com os grandes vendedores de alimentação. Estes veem os seus lucros aumentar cada vez mais numa fase em que a fome cresce exponencialmente em Portugal. O Pingo Doce anunciou em Julho de 2012 um aumento de lucros na ordem dos 5.6%, enquanto o grupo Jerónimo Martins a que pertence o Pingo Doce vê igualmente os seus lucros aumentarem por 20%, em grande parte por causa da subida de vendas na Polónia. O Continente também vê os seus lucros aumentarem em 6%, ajudando assim o grupo Sonae a manter os seus altos lucros. Um estudo mais aprofundado sobre este assunto pode ser lido na edição de Outono de 2012 da revista Rubra, uma parte da qual pode ser lida aqui.
Por sua vez, as instituições supostamente caritativas como o Banco Alimentar também veem a sua esfera de influência crescer. O seu poder não pára de aumentar desde o começo da crise- em Maio de 2012, as doações de géneros alimentares subiram 18% em relação ao ano anterior, tendo conseguido recolher 600 toneladas de alimentos no primeiro dia de recolha. Afirma a sua presidente, em declarações à Agência Lusa, que um quinto da população portuguesa vive abaixo do limiar da pobreza, e que sem prestações sociais como a do Banco Alimentar, esta taxa seria de 40%. Estima-se que pelo menos trezentos mil portugueses não têm acesso a nutrição suficiente. À medida que a fome aumenta, aumenta igualmente a capacidade ou potencial para a extensão da influência de instituições como o Banco Alimentar, e o consenso entre estas instituições é o seguinte: a fome não tem parado de aumentar desde o começo da crise. Devemos igualmente considerar que por detrás de instituições como o Banco Alimentar residem interesses políticos estabelecidos e teias de poder ocultas.

Voluntários do Banco Alimentar
Os três diretores executivos desta instituição são Isabel Jonet, José Manuel Simões de Almeida e Sérgio Augusto Sawaya, os três católicos devotos. Por sua vez, a criação do Banco Alimentar teve a profunda influência do padre António Vaz Pinto, membro da maior ordem católica, a Companhia de Jesus. O Banco Alimentar menciona que “a sede social da nova instituição foi instalada, provisoriamente, no Centro Universitário Padre António Vieira“, sendo este último um famoso membro da Companhia de Jesus, mais conhecido como um dos enunciadores do Quinto Império.
Isabel Jonet afirmou numa entrevista às Selecções do Reader’s Digest que o Banco Alimentar “é uma grande empresa e tem que ser gerido como uma grande empresa”. Por sua vez, a distribuição de alimentos é feita por mais de um milhar de associações, a maioria das quais ou têm fortes ligações ou são diretamente ligadas à Igreja Católica. Sendo que o negócio liderado por Jonet está em clara ascensão, é compreensível que a canção  What a Wonderful World‘, de Louis Armstrong seja a sua canção favorita.

A directora do Banco Alimentar, Isabel Jonet
O Banco Alimentar por sua vez vive ora das doações do público, ora do investimento do Estado e de agentes privados. Tem igualmente uma associação com a Universidade Católica.
A ligação entre instituições religiosas e a produção e disseminação de comida não é um fenómeno moderno. Na Antiguidade como no presente, ordens religiosas e templos controlam vastas áreas de terra arável, sendo estas fundamentais para a preservação do seu poder, representando nomeadamente uma fonte de rendimento indispensável. Nos tempos modernos, a única inovação é a elevada complexidade dos mecanismos de poder. A posse de terra pelas ordens religiosa é complementada pela influência que estas têm sobre o mundo da finança. A influência do Estado sobre a população na sua condição de distribuidor de alimentos é complementada com elevadas somas em subsídios e programas de caridade. Mas mesmo se podemos dizer que a forma muda, a essência sem dúvida permanece: com o aumento da fome e da pobreza, constatamos a expansão e consolidação da área de influência de estruturas de poder e de certas instituições religiosas. Assim sendo, podemos facilmente concluir que em tempos de crise económica e carências alimentares, aqueles que controlam a comida veem-se numa posição privilegiada.
Existem vários projetos em Portugal que tentam lutar contra a fome assim como lidar com o tema da alimentação de maneiras inovadoras. Entre os mais interessantes estão o Projecto 270, que lida com a soberania alimentar, o projecto Veggiesbox que tenta levar os alimentos directamente dos locais de produção até ao consumidor sem por isso ter de passar por intermediários, e também o Portal da Agricultura Urbana e Peri-urbana que tenta cultivar a coordenação entre as hortas urbanas de Portugal.
NOTA ADICIONAL (7 de Novembro de 2012):
Uma semana depois deste artigo ser publicado, a Isabel Jonet vem confirmar algumas das críticas que nele constam ao criticar o ‘consumismo’ dos portugueses:



O seu argumento final é que ‘não há dinheiro’. Ler isto e estudar mais sobre a ‘moeda fiat’ para se poder perceber a que ponto é que tal afirmação é falaciosa. O problema não é nem nunca será a ‘falta de dinheiro’ porque o dinheiro hoje em dia é emitido sem valor adicionado, sendo portanto dinheiro simbólico que se pode emitir arbitrariamente, sendo a inflação excessiva o único verdadeiro entrave. O problema de pobreza advém da má distribuição de riqueza e de poder político.
 

NOTÍCIA TUGA Copyright © 2011 - |- Template created by Notícia Tuga - |- Powered by Notícia Tuga