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terça-feira, 15 de setembro de 2015

0 Sabias que o teu voto pode não contar para NADA?

Em 2011, mais de 512 mil votos foram ignorados e não elegeram deputados. Estudos mostram que as distorções no sistema eleitoral se agravaram

O sistema favorece os grandes. É uma frase de café, cunhada no futebol, mas aplica-se à democracia. Nas Legislativas de 2011, mais de meio milhão de eleitores ficou “fora de jogo”. Foram cerca de 512 mil votos ignorados e valeram zero deputados.
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Ora,  destes, mais de 51 por cento das cruzinhas nos boletins pertenciam a eleitores da CDU, BE e CDS-PP, enquanto 48,2 corresponderam a partidos sem assento parlamentar. Se fosse adotado um sistema eleitoral misto, com um círculo nacional extra, de compensação, o PAN e o MRPP teriam, por exemplo, convertido os mais de 120 mil votos que obtiveram em dois deputados para cada um (ver simulação). No outro extremo, PSD e PS perderam apenas trocos que não chegaram para lhes tirar o sono.

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A história democrática não mente
Desde as primeiras eleições, o bloco central nunca teve mais de 50 mil votos desperdiçados, enquanto as forças de média dimensão registaram “mais de 300 mil”, se contabilizarmos apenas uma amostra de três eleições (1975, 1987, 2005). Em quatro “legislativas”, incluindo as últimas, um em cada dez cidadãos valeu… zero na conversão de votos em mandatos.
São exemplos das distorções do sistema eleitoral cujo agravamento vem sendo detetado por Luís Teixeira, mestre em Política Comparada do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Por isso, dia 4 de outubro, quando formos às urnas, os partidos do Governo já estarão a ganhar. “Neste sistema, PSD e CDS saem claramente beneficiados por concorrerem coligados”, garante o investigador, que atualizou os números para a VISÃO.
“Os votos ignorados da coligação Portugal à Frente convertidos em mandatos – que iriam afetar sobretudo o CDS-PP enquanto partido médio – serão quase de certeza residuais ou até nulos”. União de facto ou casamento de conveniência, a verdade é esta: o peso do PSD atenua as eventuais perdas do CDS-PP. Neste cenário, admite Luís Teixeira, os eleitores podem sentir-se mais tentados a abandonar um padrão de voto tendencialmente sincero e optar pelo estratégico “voto útil”, em prejuízo do pluralismo e das correntes de opinião ainda representadas na sociedade. Esta é, de resto, uma das razões pelas quais vários académicos se opõem à criação de círculos uninominais que, dizem, acentuariam a bipolarização.
Fonte: Visão

quinta-feira, 14 de maio de 2015

0 Polícias vão buscar passes gratuitos e saem com notas na mão !

Esquema fraudulento existe há vários anos e funciona como complemento salarial dos agentes dos concelhos de Setúbal, Almada e Seixal.O polícia aproxima-se das bilheteiras empunhando a requisição que lhe dá direito a carregar o passe para o autocarro sem pagar. Quando recebe os papéis, a funcionária do guichet é lesta a abrir a caixa e a tirar as notas, que lhe entrega de forma dissimulada, dentro de um folheto informativo. Não carregou o título de transporte: limitou-se a entregar-lhe 89 euros, menos 20 do que o valor do passe a que o agente tem direito. É a sua comissão.
O esquema fraudulento há-de repetir-se ao longo do dia e enquanto durar o período de revalidação dos passes mensais nas bilheteiras dos Transportes Sul do Tejo (TST) de Cacilhas. E se aparecem polícias que efectivamente carregam os passes de autocarro, muitos há que ali se deslocam apenas para receberem o dinheiro. A maioria pertence às esquadras dos concelhos de Almada, Seixal e Setúbal, mas o passa-palavra fez com que também já aqui venha gente que presta serviço em Lisboa.
A PSP reembolsa depois a transportadora da totalidade dos cartões carregados em cada mês, cujo valor varia consoante a zona de residência do agente. À excepção do erário público, ganham todos: o agente, que ou não necessita do passe ou consegue viajar no autocarro dos TST sem pagar, pelo menos quando está fardado, e os funcionários da transportadora, que ficam com comissões variáveis, consoante o custo de cada título de transporte trocado por dinheiro.
O PÚBLICO testemunhou, ao longo dos últimos três meses, as notas a mudarem de mãos – das dos funcionários do guichet de Cacilhas dos TST para as dos polícias, parte dos quais não resistem à tentação de abrir o folheto assim que abandonam a bilheteira, para contarem o dinheiro que o funcionário lá colocou dentro. O esquema, que dura há alguns anos e envolverá também algumas chefias, estará a ser replicado pelo menos em mais uma operadora de transportes da área metropolitana de Lisboa, embora em moldes ligeiramente diferentes. Para chegarem a Cacilhas, muitos dos agentes usam não o transporte público mas os carros de serviço – quer os automóveis oficiais da PSP, quer veículos descaracterizados, nomeadamente os Renault Clio cinzentos típicos das brigadas anti-crime.
“É uma fraude”, reconhece um polícia que confirma a forma como o esquema propicia aos colegas um complemento salarial. O agente em causa admite que também já recebeu dinheiro em troca do passe, numa altura em que se encontrava de baixa e o título de transporte não lhe fazia falta: “Um colega meu trocou-me a senha por dinheiro”, recorda. Antes de a TST ter aderido ao cartão Lisboa Viva, que tem chip electrónico incorporado - o que só aconteceu em 2011 -, os passes dos TST funcionavam com senhas de papel, que eram coladas no rectângulo de plástico.
Confrontados com a situação esta terça-feira, três funcionários da bilheteira dos TST de Cacilhas recusaram-se a dar qualquer explicação para a situação. Garantiram desconhecer este tipo de prática e remeteram qualquer esclarecimento para a administração da transportadora.
Já o comandante distrital da PSP de Setúbal, Manuel Dias, diz que irá investigar a situação, que classifica como “anómala e estranha”, por ela não ser “consentânea com a qualidade de agente da autoridade”. E assegura que “todo e qualquer indício relevante” que lhe chegue ao conhecimento sobre este assunto “dará imediatamente origem a processos-crime e a processos disciplinares”.
“Temos todo o interesse em resolver o problema”, assegura, adiantando estar neste momento a ser implementado um “novo sistema de carregamento dos passes” que é “mais seguro para o erário público”. Também a administração dos TST garante não ter conhecimento da troca das requisições por dinheiro nas suas bilheteiras, prática que diz não ter autorizado. Os administradores adiantam ainda que vão levantar um inquérito de averiguações e que as bilheteiras da transportadora irão deixar de vender títulos de transporte aos agentes da PSP. “Estamos em contacto com a competente  área administrativa da PSP para que os títulos passem a ser vendidos directamente no portal Viva da Internet”, acrescentam os responsáveis pela transportadora rodoviária de passageiros.
Para a direcção nacional da PSP, porém, “não é possível efectuar a troca das requisições dos passes de transporte por dinheiro nas bilheteiras das operadoras, pelo que tal não pode acontecer”. O porta-voz da direcção nacional da polícia, Paulo Flor, diz que “não tem conhecimento de situações como a descrita” – que, “a existir, configuraria a prática de ilícitos tanto pelos polícias como pelos funcionários das operadoras de transportes, os quais estariam sujeitos às sanções criminais e disciplinares que decorreriam da aplicação da lei”.
Caso as autoridades estejam de facto dispostas a investigar o caso, isso não se revelará difícil: é que o chip dos cartões fornece informação sobre a data do último carregamento, bem como da última validação feita, neste caso nos autocarros. Dados esses que, de resto, também constam dos registos das operadoras de transportes.

Fraudes começaram há muito, com senhas de gasolina
O presidente do Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Paulo Rodrigues, diz desconhecer o sistema que propicia a muitos colegas da Margem Sul um acréscimo salarial ao final do mês, mas não se mostra admirado. E recorda que durante muito tempo, e até meados dos anos 80, polícias e outros funcionários públicos equiparados podiam comprar senhas de combustível a um preço abaixo do custo de mercado – privilégio que terminou depois de se descobrir que havia quem as vendesse a amigos e conhecidos. A disponibilidade permanente para entrar ao serviço a qualquer momento era o que justificava os polícias usarem os transportes públicos sem pagar.
Paulo Rodrigues diz que a maioria das empresas públicas ainda paga aos trabalhadores uma compensação pelo trajecto casa-trabalho: “Este não é um privilégio da polícia. Com a diferença que nós também usamos os transportes públicos em serviço”. Neste momento a gratuitidade dos transportes para os agentes da PSP e para a GNR está limitada ao percurso entre a residência e a esquadra ou o quartel onde se encontram colocados, até a um máximo de 50 quilómetros.
FONTE:http://www.publico.pt/sociedade/noticia/policias-vao-buscar-passes-gratuitos-e-saem-com-notas-na-mao-1695515?page=-1

terça-feira, 2 de setembro de 2014

0 ALERTA: SMS FRAUDULENTAS ENVIADAS A CLIENTES DAS AUTOESTRADAS. NÃO PAGUEM

UM ALERTA URGENTE a todos os seguidores e amigos, favor partilhar. 

"" A Brisa alertou esta sexta-feira que estão a ser enviados a utilizadores das autoestradas de que é concessionária mensagens de telemóvel (SMS), de origem anónima, a solicitar a regularização de falsas dívidas de portagem.
Nas mensagens são indicadas “referências multibanco para a realização do solicitado pagamento”.
Segundo um comunicado da Brisa, trata-se de “mensagens fraudulentas, totalmente estranhas a esta empresa, que podem comprometer a privacidade e segurança dos clientes e lesar os seus interesses”.

Em relação à cobrança de dívidas de portagem da Brisa, a empresa refere que “é realizada através da Via Verde Portugal e os seus contactos para a respetiva regularização são efetuados através de carta”.
Em comunicado, a concessionária de autoestradas portuguesas informa ainda que “os únicos SMS enviados pela Via Verde para os seus clientes estão relacionados com a prevenção de irregularidades”, acrescentado que “não exigem qualquer pagamento”.  fonte

Estejam alerta divulguem e não paguem contas cobradas por SMS, alguém está a ganhar dinheiro com os que caíram na asneira de ir fazer os pagamentos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

0 Vídeo com sexo é nova ameaça no Facebook

Há mais um esquema a ameaçar a privacidade dos utilizadores do Facebook. Desta vez trata-se de um vídeo viral que alicia os utilizadores com imagens de sexo entre um polícia e uma cheerleader (membro de claques de apoio desportivo). Quem clicar no vídeo não chega a ver as imagens e vê-se envolvido num esquema 'hoax' – nome dado a histórias falsas que circulam na Internet – em que os seus contactos pessoais são roubados.
O vídeo tem o nome de ‘Police Officer Caught Having Sex With Cheerleader’ ('Polícia apanhado a ter sexo com uma Cheerleader', em português) e pede aos utilizadores do Facebook que cliquem e partilhem o link, avança a Sophos, uma empresa que desenvolve software e hardware de segurança para a Internet.


 


 (Publicação do esquema que circula no Facebook)

Ao ceder à tentação de ver o vídeo, o utilizador é conduzido para uma página idêntica ao Facebook assim que clica no link e vai poder ver comentários falsos à publicação com o objetivo de aumentar a credibilidade do embuste. Quando fazer ‘share’, os utilizadores permitem que os autores do esquema tenham acesso aos seus contactos virtuais e ainda lucrem monetariamente com cada clique conquistado.


Dez formas de aumentar a privacidade no facebook :

Controle as pessoas que os seus amigos do Facebook identificam nas suas fotos. Pode fazer com que as identificações não fiquem visíveis imediatamente e precisem da sua autorização     

Não deixar que todos vejam as suas informações e contactos. Sempre que alguém o incomodar, recorra à opção ‘bloquear contacto’ e o transtorno não se voltará a repetir 

Tenha em conta que há pormenores obrigatoriamente públicos e que exigem o dobro do cuidado da sua parte, como por exemplo: o nome, a foto de perfil e de capa, o nome da sua conta e o ID de utilizador (número que identifica a sua conta)

Apenas pessoas em quem confie devem ver as suas atualizações

Pode fazer com que todas as suas publicações antigas passem a ser privadas 

Veja aquilo a que as outras pessoas podem ter acesso no seu perfil através da opção ‘ver como uma pessoa específica’

Pode impedir que outras pessoas publiquem no seu perfil do Facebook

Evite ser marcado em fotos e publicações que não quer

Não ponha ‘gosto’ nas páginas de fãs das suas marcas preferidas no Facebook. Em ações de promoção, essa marca pode usar o seu 'gosto' para incentivar os seus amigos a aderirem à página

Controle o que as aplicações publicam na sua ‘timeline’

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

0 Manipulação do sorteio para o mundial de 2014 ! ( VIDEO)

A FIFA parece destinada a ser confrontada com casos polémicos e desta vez é o sorteio do Mundial-2014, no Brasil, que está em causa.
A imprensa argentina está a divulgar um vídeo intitulado de "Manipulação no sorteio do mundial de 2014", publicado no Youtube na última sexta-feira e que já conta com mais de 5 milhões de visualizações, que revela uma alegada fraude durante o sorteio.
Durante cerca de três minutos, acompanhados por uma música de suspence, o vídeo demonstra um provável 'arranjo' da FIFA no sorteio das equipas em cada grupo.
No centro da polémica está o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, que após abrir as bolas em frente às câmaras com os nomes dos países a sortear é acusado de trocar os papéis com outros pré-determinados pela entidade, que estão em cima da mesa onde se encontra, conforme se pode ver nas imagens televisivas.
Certo é que a FIFA ainda não se pronunciou sobre o caso.

Veja o vídeo aqui:


domingo, 23 de dezembro de 2012

0 Buraco do BPN continua a aumentar: 3.000 Milhões em incumprimento

500 maiores clientes deixaram de pagar dívidas às sociedades detidas pelo Estado que têm os ativos tóxicos do BPN. 3.000 milhões de euros estão em incumprimento total. Os maiores devedores são empresas e offshores ligadas ao grupo SLN, criado por Oliveira Costa e Dias Loureiro. A maior devedora é uma empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia, que pertenceu à comissão de honra da candidatura presidencial de Cavaco Silva em 2011.

O jornal “Expresso” deste sábado noticia que a situação das sociedades, criadas pelo ministério das Finanças, que ficaram com as dívidas ao BPN não pára de se agravar.
Os 500 maiores clientes do BPN, com dívidas superiores a 500 mil euros, deixaram de pagar o que devem. Em causa estarão já mais de 3.000 milhões de euros em incumprimento. Estas dívidas poderão agravar o défice das contas públicas em 2012.
A Parvalorem, a maior das três sociedades criadas pelo ministério das Finanças, gere um montante de 4,2 milhões de dívidas. Segundo o presidente da Parvalorem, Francisco Nogueira Leite, os contratos enviados para o contencioso para serem alvo de ações judiciais somam já 2,4 mil milhões de euros. O jornal “Expresso” noticia que existem mais 600 milhões de euros que já deviam ter ido para o contencioso, pois já acumularam muitas prestações em atraso
Segundo o jornal, muitos dos devedores enfrentam situações de insolvência e há um elevado número de contratos de empréstimos com garantias nulas ou inexistentes, tornando previsível que muitos desses créditos não possam ser recuperados, nem com ações judiciais.
Algum dos maiores devedores são sociedades ligadas ao grupo SLN, sociedade que atualmente tem o nome de Galilei, que detinha o controle do BPN e onde se destacavam Oliveira Costa, Dias Loureiro e outras figuras gradas do PSD e do cavaquismo.
Segundo o “Expresso”, os dez maiores devedores são:
1. Pluripar - 135 milhões de euros – empresa ligada ao grupo SLN e aos empresários Emídio Catum e Fernando Fantasia (que pertenceu à comissão de honra da candidatura presidencial de Cavaco Silva em 2011).
2. Solrac Finance - 116 milhões de euros - offshore ligada ao grupo SLN, com contas no Banco Insular de Cabo Verde, e que servia para movimentar dinheiro para o BPN Cayman.
3. Labicer - 82 milhões - fábrica de cerâmica controlada pelo grupo SLN.
4. Cimentos Nacionais e Estrangeiros (CNE) - 82 milhões - empresa do grupo SLN.
5. Domurbanis - 69 milhões – outra empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia.
6. Marinapart - 66 milhões - empresa que tem a licença de concessão da marina de Albufeira.
7. Homeland - 50 milhões - fundo de investimento imobiliário criado para financiar a operação de Duarte Lima de compra de terrenos no concelho de Oeiras.
8. Jared Finance - 47 milhões - offshore do grupo SLN.
9. Paprefu - 44 milhões – outra empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia, que tem 1800 hectares de terreno junto do previsto futuro aeroporto de Lisboa na margem sul.
10. Zevin Holding - 43 milhões - offshore ligada ao grupo SLN que serviu para comprar 41 quadros de Miró.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

0 Combate à fraude fiscal em risco

Operações semelhantes ao Monte Branco e ao Furacão podem estar em causa. Inspectores tributários alertam para a falta de condições para a investigação criminal no próximo ano.
A investigação de casos semelhantes às operações Furacão ou Monte Branco pode ficar comprometida no próximo ano. O aviso é do presidente da Associação dos Profissionais da Inspecção Tributária (APIT), Nuno Barroso, que alerta para as novas regras de pagamento de ajudas de custo em 2013, que vão afectar o combate à fraude e evasão fiscal.
Os inspectores tributários são uma categoria profissional autónoma na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). São responsáveis por visitas a empresas para apurar os impostos a pagar e, muitas vezes, trabalham em coordenação com o Ministério Público em operações que envolvem investigação criminal.
Mas uma diminuição das ajudas de custo incluída no Orçamento do Estado para 2013 (OE2013), com o objectivo de reduzir a despesa pública, pode agora comprometer a capacidade operacional destes profissionais, segundo o presidente da APIT.
Como a AT não dispõe de frota automóvel para os inspectores, estes profissionais vão sozinhos às empresas, nas viaturas pessoais. Até agora, o Estado pagava todas as deslocações superiores a cinco quilómetros, mas o OE2013 aumenta para 20 quilómetros o raio em que não há direito a ajudas de custo. «Tirando Lisboa e Porto, que têm redes de transportes públicos, a maior parte das acções externas noutras cidades do país implica deslocações em viatura própria», explica o responsável ao SOL.
O presidente da APIT sustenta que a mudança nas ajudas de custo poderá mesmo levar os profissionais a recusar fazer acções externas quando não houver lugar a reembolsos. «A capacidade operacional será afectada», frisa, temendo o surgimento de «bolsas de paraísos fiscais» fora dos grandes centros, por falta de fiscalização.
Braço-de-ferro antigo
De acordo com Nuno Barroso, até investigações de grande dimensão poderão estar em causa. «A Operação Furacão foi iniciada com uma inspecção em Braga», ilustra. Não é a primeira vez que as ajudas de custo são motivo de ‘guerra’ entre os inspectores e a tutela. O Estado assegura o pagamento das deslocações, mas fá-lo com atrasos que chegam a ser de nove meses, acusa Nuno Barroso. «Chega a haver inspectores com 3.000 a 4.000 euros de pagamentos em atraso, o que é incomportável», diz.
Nuno Barroso sustenta ainda que a não equiparação da inspecção tributária a órgão de investigação criminal semelhante à ASAE ou ao SEF, por exemplo, tem também consequências na capacidade de fiscalização.
O dirigente alerta que todas estas questões se tornam mais prementes num momento em que o Governo tem uma necessidade acrescida de receita fiscal e quer intensificar a luta à fraude e evasão tributária.
A meta de cobrança coerciva fixada pelas Finanças à AT é de 1.075 milhões de euros, este ano, estando previstas 100 mil inspecções. Ainda não há objectivos delineados para o próximo ano, mas o OE2013 indica que o «esforço acrescido no combate à fraude e à evasão fiscal» será um dos eixos para aumentar a cobrança de impostos, tendo sido definidas várias medidas prioritárias (ler em baixo).
De acordo com as últimas estimativas do Observatório de Economia e Gestão de Fraude, da Faculdade de Economia do Porto, a economia paralela em Portugal deve representar, actualmente, cerca de 25,4% do Produto Interno Bruto (PIB): 43,4 mil milhões de euros.
 

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