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sábado, 4 de maio de 2013

0 Até a deco enche os bolsos a conta do Zé povinho

Deco pedia quase 9 milhões ao vencedor do leilão de electricidade

A Deco, que organizou um leilão de electricidade para tentar conseguir preços mais baixos, incluiu, nas condições da operação, uma taxa de 15 euros ao vencedor do leilão por cada cliente que contratasse os seus serviços, noticia a rádio Renascença, que adianta que, dos cinco potenciais fornecedores, quatro já rejeitaram participar.
A estação de rádio diz que a Deco exigia ao potencial vencedor do leilão de electricidade uma taxa de 15 euros por cada cliente que aderisse aos serviços. No total são quase nove milhões de euros.

EDP, Galp, Iberdrola e Gás Natural Fenosa já disseram que não iam participar no leilão, segundo a Renascença. Falta saber o que decidiu a Endesa, já que a estação de rádio não conseguiu contactar.

A Renascença adianta que esta taxa incluída do processo pela Deco chegou a ser de 30 euros, tendo baixado para 18 euros e, posteriormente, para 15 euros por cliente.

A Deco vai apresentar esta sexta-feira os resultados do leilão de electricidade realizado na última quinta-feira. No total, aderiram 587 mil pessoas a esta operação da Deco, o que eleva para 8,8 milhões de euros o encaixe potencial da associação de defesa do consumidor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0 Como funciona o mercado livre de eletricidade e gás e como mudo de fornecedor?


A criação do mercado livre de eletricidade e gás obrigou a que as tarifas reguladas acabassem a 1 de janeiro de 2013 e fossem substituídas pelas tarifas transitórias que estão, respetivamente, 2,8% e 2,5% mais caras. A alternativa é mesmo passar para o mercado livre, onde são as empresas como a EDP ou a Galp a definir os preços, que são mais baixos que os das tarifas transitórias. Para isso, tem de mudar de operador, mesmo se se quiser manter na EDP, e terá até ao final de 2015 para o fazer. O Dinheiro Vivo diz-lhe como tudo vai funcionar e o que precisa de fazer para mudar para o mercado livre.

O que é o mercado livre de electricidade e gás?
Os contratos de electricidade e gás têm como base uma tarifa regulada, definida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e a partir da qual se chega depois ao preço que se paga todos os meses pelo consumo efectuado. Contudo, para trazer concorrência e permitir a entrada de outras empresas além da EDP - a única que pratica tarifas reguladas - instituiu-se que estas tarifas iriam acabar e que seriam as empresas a definir os preços.
E o que é que isso significa para os consumidores?
Que é preciso mudar para o mercado livre e escolher o fornecedor que tenha os preços mais adequados ao seu consumo.
Quando acabam as tarifas reguladas?
Já acabaram. Desde o dia 1 de janeiro que não existem tarifas reguladas de eletricidade ou gás, mas sim tarifas transitórias.
O que são as tarifas transitórias?
São as tarifas reguladas que vigoram no período durante o qual os clientes têm de mudar para o mercado livre.
Como sei se estou no mercado livre ou no regulado?
Se a fatura que recebe diz, no canto superior direito, EDP Serviço Universal, então está no mercado regulado e paga uma tarifa transitória.
E tenho de mudar já para o mercado livre?
Não. A maior parte dos domésticos, que têm uma potência contratada até 10,35 kVA ou até 500 m3 (no gás), tem até ao final de 2015 para o fazer. Quem tiver uma potência acima disto - pequenas empresas ou casas muito grandes - tem até ao final de 2014.
Que operadores existem no mercado?
No mercado doméstico, existe a EDP Comercial, a Endesa, a Galp, Iberdrola e a Gas Natural Fenosa. Para as grandes empresas e inústriais, além deste cinco, há ainda a Goldenergy, a Incrygas e a Molgás.
Veja aqui os contactos das empresas de eletricidade e de gás.
Como mudo de fornecedor?
Basta ligar para a empresa que quer contratar que ela trata de tudo. O processo é gratuito e demora, no máximo, três semanas para ficar ativo. Durante esse período não será interrompido o fornecimento de eletricidade ou gás.
Se for cliente da EDP e quiser manter-me na EDP também tenho de mudar?
Sim. A EDP Universal é a operadora do mercado regulado e no mercado livre é a EDP Comercial e por isso é preciso mudar o contrato para a Comercial.
Se tiver tarifa bi-horária deixo de a ter no mercado livre?
Não, mas só está disponível na EDP e na Galp, sendo o preço exactamente igual à tarifa do mercado regulado. No entanto, a Galp disponibiliza esta tarifa com um desconto, neste caso de 2%, mas mediante a subscrição de um serviço de assistência em casa que custa entre 3,90 e 5,90 euros. 
Posso mudar de empresa se não gostar do serviço? Quantas vezes?
Sim e as vezes que se quiser. Nenhuma das ofertas existentes neste momento têm fidelização.
Tenho até final de 2015 para mudar de operador, sou penalizado se não mudar já?
Pode estar a pagar mais porque as tarifas transitórias são mais caras que as do mercado livre e ainda são revistas de três em três meses.
Isso quer dizer que vão subir todos os trimestres?
Está tudo em aberto. Podem subir, descer ou ficar na mesma. Contudo, a tendência é de subida para estimular os consumidores a mudar para o mercado livre. Agora, a tarifa transitória de eletricidade aumentou 2,8% a 1 de janeiro, ou seja, mais 1,24 euros numa conta média mensal de 47 euros. No gás, o aumento foi de 2,5%, ou seja, mais 0,019 euros por kwh.
Quanto pago se não mudar para o mercado livre e ficar com a tarifa transitória?
Depende de quanto consome e da potência que tem contratada. Por exemplo, na eletricidade, se tiver uma potência contratada de 4,60 kVA (a média dos consumidores domésticos), paga 7,32 euros por mês pela potência e mais 0,14 cêntimos por cada kwh consumido. No mercado livre, com a mesma potência, na EDP paga cerca de 6,70 euros por mês pela potência e 0,1365 euros por cada kwh consumido. Se escolher a Galp, paga 7,05 euros pela potência e 0,1376 euros pela energia consumida, mas tem ainda desconto de 5% no gás.
No gás, no mercado regulado, paga 3,60 euros pelo termo fixo do escalão dois de consumo (entre 221 e 500 m3) e 0,0679 euros pela energia consumida. Se escolher a EDP passa a pagar, no mercado livre, 3,45 euros de termo fixo e 0,0627 euros por kwh. na Galp, paga 3,40 euros de termo fixo e 0,0645 euros por kwh.

Compare aqui os preços para o ajudar a decidir

No mercado livre também vão haver mudanças de preços?
Sim. Os operadores podem lançar várias campanhas com vários preços e descontos ao longo do ano e o consumidor só tem de escolher a que melhor que lhe convém.
E posso mudar de operador as vezes que quiser?
Sim.
Como são formados os preços no mercado livre?
Os preços são definidos pelos operadores com base no que custa produzir a energia, ou seja, tendo em conta o preço das matérias-primas. No entanto, o regulador também vai fixar uma tarifa recomendada para conter possíveis abusos.
Se os operadores abusarem o que acontece?
A ERSE pode multar as empresas.
Já estou no mercado livre. Posso regressar ao mercado regulado?
Não. Se quiser mudar tem de escolher uma oferta no mercado livre. Além disso, a partir de 1 de janeiro todos os novos contratos têm de ser feitos no mercado livre.
No final de 2015, quem não tiver passado para o mercado liberalizado é colocado automaticamente na opção oferecida pela companhia com quem já tem contrato?Não, o consumidor tem de escolher um fornecedor e o atual operador não pode escolher por ele porque isso vai contra a lógica de mercado livre. Quando se estiver a aproximar a data final haverá, certamente, um maior fluxo de contatos por parte das empresas para alertar que é preciso mudar.
 

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