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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

0 Porque os preços dos combustíveis são elevados em Portugal

-Peso dos impostos é igual ao da UE15
-Mas petrolíferas cobram preços superiores aos da UE15 

 

RESUMO DESTE ESTUDO

No debate realizado na Assembleia da República em 30/04/2008 Sócrates, após os preços dos combustíveis terem variado 18 vezes nos 4 primeiros meses de 2008, e face à pressão da opinião pública e da ANAREC (revendedores), afirmou que o governo mandara a Autoridade da Concorrência investigar a formação dos preços dos combustíveis. Manuel Pinho, em declarações feitas aos órgãos de comunicação declarou que "a Autoridade da Concorrência (AdC) deve esclarecer , com maior urgência , se eventualmente há factores que não decorrem do aumento dos custos de produção que possam estar na origem dessas subidas de preços", como não tivesse nenhuma responsabilidade nesta matéria.

Mas será que o governo, e nomeadamente Sócrates e Manuel Pinho, têm razões para manifestar surpresa e alegar ignorância sobre o escândalo dos preços dos combustíveis em Portugal como pretenderam fazer crer? Já por diversas vezes nos nossos estudos denunciámos o escândalo que são os preços dos combustíveis cobrados pelas petrolíferas em Portugal serem superiores aos preços que vigoram na maioria dos países da União Europeia. E para isso utilizámos os próprios dados oficiais da Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, que Manuel Pinho e o próprio Sócrates deviam conhecer. No entanto, tanto o governo como a AdC nada fizeram até aqui.

Contrariamente ao que pretendeu fazer crer Paulo Portas no debate realizado na Assembleia da República, o problema dos preços elevados dos combustíveis não resulta apenas de impostos altos, mas sim do facto de as petrolíferas cobrarem preços superiores aos preços médios da União Europeia, obtendo elevadíssimos lucros. De acordo com a Direcção Geral da Energia, o peso (%) das taxas no Preço de Venda ao Público em relação a todos os combustíveis era de 54% em Portugal, percentagem esta que era igual à média da União Europeia (15 países). Em relação ao gasóleo era de 48% em Portugal e 49% na UE15; e à gasolina 60% em Portugal e 59% na UE15.

Em Março de 2008, sem impostos , o preço do gasóleo em Portugal era superior ao preço médio na União Europeia em 0,7% e o da gasolina 95 em 3,5%. Mas existiam países, muito mais desenvolvidos e com custos mais elevados do que Portugal, onde a diferença era maior. Em Março de 2008, sem impostos , o preço do gasóleo em Portugal era superior ao da Inglaterra em 12,3%, e o do gasolina era superior ao da Suécia em 17,8%. Por outro lado, em Dezembro de 2007, com impostos , o preço do gasóleo em Portugal era superior em 0,9% ao preço médio da U.E-15 países, e o da gasolina em 6,2%. Também aqui se verificam grandes diferenças. Assim, o preço, com impostos , em Portugal da gasolina era superior em 24,7% ao de Espanha , e o de gasóleo era superior em 17,8% ao preço do Luxemburgo.

Entre 2006 e 2007, o preço médio do barril de petróleo aumentou 11,4% em dólares e 1,5% em euros, ou seja, o aumento em euros foi inferior em 7,6 vezes à subida em dólares. Se considerarmos o período Dezembro de 2007/Março de 2008, o aumento do petróleo em dólares atingiu 13,9% e em euros 7%, portanto a subida em euros foi praticamente metade do aumento registado em dólares. Se a análise for feita, não em percentagem, mas em unidades monetárias, conclui-se que, entre Dezembro de 2007 e Março de 2008, o preço do barril aumentou 12,69 dólares o que correspondeu a uma subida de 4,39 euros, portanto quase um terço do aumento em dólares. Para além disso, é sistematicamente esquecido, nas noticias que aparecem nos media, o facto de o combustível vendido num dia não ser produzido com petróleo adquirido nesse mesmo dia. Ele foi obtido de petróleo adquirido três ou seis meses antes, portanto a preço muito mais baixo.

O preço da gasolina e o gasóleo já variaram em Portugal, nos últimos 4 meses de 2008, 18 vezes. Entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007, o preço da gasolina 95 aumentou em Portugal 11% e do gasóleo 17,2%, enquanto o preço médio do petróleo em euros subiu, entre 2006 e 2007, 1,5%. Entre Dezembro de 2007 e Abril de 2008, portanto em apenas 4 meses, o preço da gasolina 95 subiu em Portugal 6,8% e o preço do gasóleo 12,7%. De acordo com a Direcção Geral de Energia, e são os últimos dados que se encontram disponíveis no seu sítio, entre Dezembro de 2007 e Março de 2008, o preço do barril de petróleo aumentou em euros 7%. E tenha-se presente, como já referimos, mas não é demais repetir, que o combustível vendido num determinado dia não foi produzido com o petróleo ao preço desse dia , mas sim de três a seis meses antes, mais baixo.

É surpreendente que tanto Sócrates como o seu invisível ministro da Economia, Manuel Pinho, só agora tenham detectado o escândalo dos preços dos combustíveis em Portugal (em Portugal, não existe concorrência pois os preços praticados pelos diferentes vendedores são praticamente sempre iguais), mas será ainda mais surpreendente, e prova da conivência deste governo com os grandes grupos económicos petrolíferos, se a análise dos preços que a Autoridade da Concorrência vai fazer após tantos anos de actuação selvagem das petrolíferas conclua que não existe nada de anormal nos preços que praticam, como parecem já sugerir as declarações de Manuel Pinho.
No debate na Assembleia da República realizado em 30/04/2008, Sócrates, após os preços terem aumentado 18 vezes só em 2008, e perante a pressão da opinião pública, como se tivesse sido surpreendido pela primeira vez por tal situação, afirmou que o governo mandara a Autoridade da Concorrência investigar a formação dos preços dos combustíveis, e que só podia tomar decisões com base em dados objectivos. O seu ministro da Economia, que anda normalmente cego para situações desta natureza ou semelhantes, em declarações aos órgãos de informação, e como se não tivesse nada a ver com o que se passa no sector de que é responsável há vários anos, afirmou que "a Autoridade da Concorrência deve esclarecer, com maior urgência, se eventualmente há factores que não decorrem do aumento dos custos de produção que possam estar na origem dessas subidas de preços". Mas logo acrescentou, preparando-se para, tal como Pilatos, lavar as mãos e dizer que nada pode fazer ou que não é com ele: "O Ministério da Economia não pode controlar o preço do petróleo, mas pode e deve certificar-se que os preços de venda ao público dos combustíveis estão a ser normalmente tomados no mercado, com a transparência exigível". Mas será que o governo, e nomeadamente Sócrates e Manuel Pinho, têm razão para alegar ignorância sobre o escândalo dos aumentos dos preços dos combustíveis em Portugal e para o facto de que "as pessoas estão muito preocupadas com o aumento dos preços das gasolinas e dos gasóleos" como afirmou o ministro da Economia.

Para esclarecer esta questão interessa ter presente os dados que a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, portanto dirigida pelo ministro Manuel Pinho, divulga há vários anos.

PREÇOS DE COMBUSTIVEIS SEM IMPOSTOS E COM IMPOSTOS EM PORTUGAL SUPERIORES AOS PREÇOS PRATICADOS NA MAIORIA DOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA

Os preços dos combustíveis não dependem apenas dos preços do petróleo. Na sua transformação nas refinarias portuguesas existem muitos outros custos. Por exemplo, custos com salários. E os salários portugueses são, em média, cerca de metade dos salários médios da União Europeia. Apesar disso, os preços dos combustíveis em Portugal são superiores aos da maioria dos países da União Europeia, nomeadamente aqueles com custos salariais muito mais elevados, como mostram os dados da Direcção Geral de Energia constantes do quadro seguinte.

Tabela 1.
Contrariamente ao que afirmou, ou pretendeu fazer crer, Paulo Portas na Assembleia da República no debate de 30/04/2008, o problemas dos preços elevados dos combustíveis em Portugal não resulta apenas de impostos altos, mas também e fundamentalmente dos preços elevados cobrados pelas petrolíferas, o que tem contribuído para inflacionar os seus lucros. O quadro seguinte, mostra o peso em euros do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e a taxa de IVA que incidem sobre os combustíveis em Portugal e a média da UE15, o peso total das Taxas em percentagem do PVP.

Tabela 2.
Em relação a todos os combustíveis, o ISP em Portugal é superior ao da média da UE15 em 1,3%, e o IVA em 5,3%. A partir de Jun2008, o IVA será superior em 0,3%. Em % do PVP, o peso das taxas em Portugal representa, em relação a todos os combustíveis, 54% do PVP, que é igual à média da UE15. Em relação ao gasóleo: Portugal 48%, UE15: 49%; e à gasolina: Portugal: 60%, UE15: 59%.

Em Março de 2008, de acordo com dados da Direcção Geral de Energia, sem impostos , o preço do gasóleo em Portugal era superior ao preço médio praticado na União Europeia em 0,7% e o da gasolina 95 em 3,5%. Mas existiam países, muito mais desenvolvidos e com custos muito mais elevados do que Portugal, onde a diferença era muito maior. Em Março de 2008, o preço da gasolina sem impostos em Portugal era superior ao da Inglaterra em 12,3%, e o do gasóleo também sem impostos era superior ao da Suécia em 17,8%. Em Dezembro de 2007, com impostos , o preço do gasóleo em Portugal era superior em 0,9% ao preços médio da U.E-15paises, e o de gasolina em 6,2% . Também aqui se verificam grandes anomalias. Por exemplo, o preço em Portugal com impostos da gasolina é superior em 24,7% ao preço de Espanha , e o de gasóleo é superior em 17,8% ao preço praticado no Luxemburgo

É evidente que se o governo, e nomeadamente Sócrates e Manuel Pinho, tivessem estado atentos a estes números da Direcção Geral da Energia do Ministério da Economia, naturalmente não estariam surpreendidos com o facto de os preços dos combustíveis terem aumentado 18 vezes apenas nos primeiros quatro meses de 2008 e de serem tão elevados..

O AUMENTO DO CUSTO DO PETRÓLEO PARA AS PETROLÍFERAS PORTUGUESAS É MUITO INFERIOR AO QUE PRETENDEM FAZER CRER

Os órgãos de informação divulgam normalmente a variação do preço do petróleo em dólares, mas para as petrolíferas portuguesas que vendem os combustíveis em euros, o que interessa é o preço na moeda europeia pois possuem euros que depois trocam em dólares. E com a desvalorização contínua do dólar este vale cada vez menos e, consequentemente, o custo do petróleo para as empresas a funcionar em Portugal é muito mais baixo , como mostram os dados do quadro.

Tabela 3.
Entre 2006 e 2007, o preço médio do barril de petróleo aumentou 11,4% em dólares e apenas 1,5% em euros, ou seja, o aumento em euros foi inferior em 7,6 vezes à subida em dólares.

Se considerarmos um período mais recente – Dezembro de 2007 a Março de 2008 – o aumento em dólares atingiu 13,9% e em euros apenas 7%, portanto a subida em euros foi praticamente metade do aumento registado em dólares. Se a análise for feita, não em percentagem, mas em unidades monetárias, conclui-se que, entre Dezembro de 2007 e Março de 2008, o preço do barril aumentou 12,69 dólares o que correspondeu a uma subida de 4,39 euros, portanto o aumento em euros correspondeu quase um terço da subida em dólares. [1]

Para além disso, e isso é sistematicamente esquecido nas noticias que aparecem nos órgãos de comunicação, o combustível vendido num dia não foi produzido com o petróleo adquirido nesse mesmo dia. Ele foi produzido de petróleo adquirido pelas petrolíferas três ou seis meses antes, quando o preço do petróleo era muito mais baixo. No entanto, o aumento dos preços dos combustíveis parecem não ter como base as variações dos preços do petróleo na data em que foi adquirido, mas sim o preço do petróleo no mercado internacional na altura em que os combustíveis, produzidos com petróleo adquirido em períodos anteriores, é vendido aos consumidores portugueses, o que evidentemente permite inflacionar os lucros das petrolíferas. Tudo isto é possível devido à passividade, para não dizer mesmo à conivência, do governo e da Autoridade da Concorrência que praticamente não existe neste campo.

OS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS EM PORTUGAL VARIARAM 18 VEZES NOS ÚLTIMOS 4 MESES

Os preços dos combustíveis em Portugal variaram nos últimos 4 meses 18 vezes como revelam os dados oficiais da Direcção Geral de Energia constantes do quadro seguinte.

Tabela 4.
Entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007, o preço da gasolina 95 aumentou em Portugal 11% e do gasóleo 17,2%, enquanto o preço médio do petróleo em euros subiu, entre 2006 e 2007, 1,5%. Entre Dezembro de 2007 e Abril de 2008, portanto em apenas 4 meses, o preço da gasolina 95 subiu em Portugal 6,8% e o preço do gasóleo 12,7%. De acordo com a Direcção Geral de Energia, e são os últimos dados que se encontram disponíveis no seu "site", entre Dezembro de 2007 e Março de 2008, o preço do barril de petróleo aumentou em euros 7%. E tenha-se presente a chamada de atenção que fizemos anteriormente, que é a seguinte: o combustível vendido num determinado dia não foi produzido com o petróleo ao preço desse dia , mas sim com petróleo adquirido entre três a seis meses antes, portanto a preço muito mais baixo.

É surpreendente que tanto Sócrates, como o seu invisível ministro da Economia, Manuel Pinho, só agora tenham acordado e detectado o inflacionamento dos preços dos combustíveis em Portugal (em Portugal, não existe qualquer concorrência pois os preços praticados pelos diferentes vendedores são praticamente sempre iguais), mas será ainda mais surpreendente, e prova de conivência do governo com os grandes grupos económicos petrolíferos, se a análise dos preços que a Autoridade da Concorrência vai fazer após tantos anos de actuação selvagem das petrolíferas conclua que não existe nada de anormal nos preços que praticam como as declarações de Manuel Pinho parecem já sugerir.
04/Maio/2008
[1] Deve-se destacar que as petrolíferas estão interessadas em perenizar os super-lucros que obtêm com a venda de combustíveis líquidos. A alternativa do gás natural nos transportes, mais económica e ambientalmente favorável, já é corrente em muitos países do mundo. Mas em Portugal o cartel das empresas de petróleo restringe a liberdade de opção dos consumidores com o não fornecimento deste combustível nos seus postos.

[*] Economista, edr@mail.telepac.pt

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

 

sábado, 4 de maio de 2013

0 Até a deco enche os bolsos a conta do Zé povinho

Deco pedia quase 9 milhões ao vencedor do leilão de electricidade

A Deco, que organizou um leilão de electricidade para tentar conseguir preços mais baixos, incluiu, nas condições da operação, uma taxa de 15 euros ao vencedor do leilão por cada cliente que contratasse os seus serviços, noticia a rádio Renascença, que adianta que, dos cinco potenciais fornecedores, quatro já rejeitaram participar.
A estação de rádio diz que a Deco exigia ao potencial vencedor do leilão de electricidade uma taxa de 15 euros por cada cliente que aderisse aos serviços. No total são quase nove milhões de euros.

EDP, Galp, Iberdrola e Gás Natural Fenosa já disseram que não iam participar no leilão, segundo a Renascença. Falta saber o que decidiu a Endesa, já que a estação de rádio não conseguiu contactar.

A Renascença adianta que esta taxa incluída do processo pela Deco chegou a ser de 30 euros, tendo baixado para 18 euros e, posteriormente, para 15 euros por cliente.

A Deco vai apresentar esta sexta-feira os resultados do leilão de electricidade realizado na última quinta-feira. No total, aderiram 587 mil pessoas a esta operação da Deco, o que eleva para 8,8 milhões de euros o encaixe potencial da associação de defesa do consumidor.

domingo, 27 de janeiro de 2013

0 Perguntas e respostas sobre o mercado livre da Luz e do Gás

Ainda existem muitas dúvidas sobre este tema do mercado regulado. Job for the Boys deixa aqui uma pequena lista de 10 itens que precisa de saber e pouparem uns euros ao fim do mês.
Os clientes domésticos têm três anos para trocar de fornecedor. Até o fazerem, permanecem na tarifa transitória, embora sujeitos a revisões trimestrais do preço.
mercado livre

1 – O que é que acabou a 31 de Dezembro de 2012?
As tarifas reguladas, fixadas anualmente, foram extintas, excepto na Madeira e nos Açores.
Por outras palavras, os preços de venda da electricidade e do gás natural deixaram de ser determinados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), passando a ser definidos pelas empresas que operam no mercado, em regime de concorrência.
Quem não mudou ou não quiser mudar já para o mercado livre, pode manter-se no mercado regulado durante mais 3 anos, até final de 2015, pagando a chamada tarifa transitória.
Até Novembro, 836 mil clientes trocaram de fornecedor de electricidade mas, no mercado regulado, ainda permanecem 5,2 milhões.
2 – Não mudei de fornecedor. E agora? Vão cortar-me a luz e o gás?
Não. Continuará a ser abastecido até mudar para um comercializador do mercado livre, mas fica sujeito a uma revisão trimestral das tarifas transitórias.
Na prática, os preços podem ser alterados de três em três meses.
3 – O que é a tarifa transitória?
É o preço de venda da electricidade e do gás natural que vai vigorar até final de 2015 para os consumidores que se mantiverem no mercado regulado. Será, tendencialmente, mais elevado que os do mercado livre, de forma a incentivar a mudança.
4 – Até quando poderei ficar na tarifa transitória?
Até ao último dia de 2015, se tiver uma potência contratada igual ou inferior a 10,35 kVA na electricidade e um consumo inferior a 500 m3 no gás, dados estes que pode confirmar na factura. Nessa altura, será mesmo obrigado a optar por um novo fornecedor do mercado livre.
5 – Os preços da luz e do gás vão aumentar?
Muito provavelmente, de forma a reflectir o aumento continuado das matérias-primas (carvão, gás, petróleo). Na tarifa transitória, cada revisão trimestral deverá corresponder a um novo aumento da luz e do gás. No mercado livre, a tarifa será revista após um período de tempo negociado com o operador, mas a tendência é igualmente de subida.
6 – Compensa fazer já a mudança para o mercado livre?
Depende de vários factores como o perfil de consumo, a oferta de preços no mercado livre, os descontos e promoções e os períodos de vigência da tarifa. A ERSE, a Deco e os operadores dispõem de simuladores de preços na Internet. Mas é provável que, a partir de Janeiro  os comercializadores promovam novas ofertas mais atractivas  apesar de o administrador da EDP Comercial, Miguel Stilwell, ter afirmado que os aumentos anunciados para 2013 2,8% na luz e 2,5% no gás dão “pouca margem de manobra aos operadores do mercado livre”, limitando a sua “capacidade de oferecer descontos face à tarifa regulada”.
7 – Devo escolher um único fornecedor ou manter contrato com empresas diferentes?
A escolha é sua, mas os operadores oferecem descontos maiores aos clientes que contratualizarem o fornecimento conjunto de electricidade e gás. A EDP e a Galp estão a oferecer descontos que oscilam entre 5% e 10% do valor total. São uns euros de poupança na factura mensal.
8 – Posso contratar a tarifa bi-horária no mercado livre?
A Galp oferece uma oferta de tarifa bi-horária na electricidade  em conjunto com o gás. A EDP prepara uma nova oferta para Janeiro  mas já tem 35 mil clientes com esta tarifa, no mercado liberalizado.
9 – A tarifa social vai manter-se?
Sim. Continuará a proporcionar um desconto sobre a tarifa transitória aos consumidores de menores recursos, tal como na tarifa regulada.
10 – Como devo fazer para mudar de fornecedor?
A ERSE recomenda os seguintes passos:
1) Consultar a lista de comercializadores em www.erse.pt . As empresas mais activas são a EDP, Galp Energia, Endesa, Iberdrola, Gas Natural Fenosa e Goldenergy.
2) Comparar preços, condições e prazos de pagamento, promoções e outros.
3) Celebrar o contrato de fornecimento.
Basta-lhe ter as facturas da luz e do gás à mão e o comercializador escolhido tratará da mudança, num prazo máximo de três semanas, sem se deslocar a sua casa, sem substituir o contador e sem interromper o fornecimento.
Fonte: Visao

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0 Como funciona o mercado livre de eletricidade e gás e como mudo de fornecedor?


A criação do mercado livre de eletricidade e gás obrigou a que as tarifas reguladas acabassem a 1 de janeiro de 2013 e fossem substituídas pelas tarifas transitórias que estão, respetivamente, 2,8% e 2,5% mais caras. A alternativa é mesmo passar para o mercado livre, onde são as empresas como a EDP ou a Galp a definir os preços, que são mais baixos que os das tarifas transitórias. Para isso, tem de mudar de operador, mesmo se se quiser manter na EDP, e terá até ao final de 2015 para o fazer. O Dinheiro Vivo diz-lhe como tudo vai funcionar e o que precisa de fazer para mudar para o mercado livre.

O que é o mercado livre de electricidade e gás?
Os contratos de electricidade e gás têm como base uma tarifa regulada, definida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e a partir da qual se chega depois ao preço que se paga todos os meses pelo consumo efectuado. Contudo, para trazer concorrência e permitir a entrada de outras empresas além da EDP - a única que pratica tarifas reguladas - instituiu-se que estas tarifas iriam acabar e que seriam as empresas a definir os preços.
E o que é que isso significa para os consumidores?
Que é preciso mudar para o mercado livre e escolher o fornecedor que tenha os preços mais adequados ao seu consumo.
Quando acabam as tarifas reguladas?
Já acabaram. Desde o dia 1 de janeiro que não existem tarifas reguladas de eletricidade ou gás, mas sim tarifas transitórias.
O que são as tarifas transitórias?
São as tarifas reguladas que vigoram no período durante o qual os clientes têm de mudar para o mercado livre.
Como sei se estou no mercado livre ou no regulado?
Se a fatura que recebe diz, no canto superior direito, EDP Serviço Universal, então está no mercado regulado e paga uma tarifa transitória.
E tenho de mudar já para o mercado livre?
Não. A maior parte dos domésticos, que têm uma potência contratada até 10,35 kVA ou até 500 m3 (no gás), tem até ao final de 2015 para o fazer. Quem tiver uma potência acima disto - pequenas empresas ou casas muito grandes - tem até ao final de 2014.
Que operadores existem no mercado?
No mercado doméstico, existe a EDP Comercial, a Endesa, a Galp, Iberdrola e a Gas Natural Fenosa. Para as grandes empresas e inústriais, além deste cinco, há ainda a Goldenergy, a Incrygas e a Molgás.
Veja aqui os contactos das empresas de eletricidade e de gás.
Como mudo de fornecedor?
Basta ligar para a empresa que quer contratar que ela trata de tudo. O processo é gratuito e demora, no máximo, três semanas para ficar ativo. Durante esse período não será interrompido o fornecimento de eletricidade ou gás.
Se for cliente da EDP e quiser manter-me na EDP também tenho de mudar?
Sim. A EDP Universal é a operadora do mercado regulado e no mercado livre é a EDP Comercial e por isso é preciso mudar o contrato para a Comercial.
Se tiver tarifa bi-horária deixo de a ter no mercado livre?
Não, mas só está disponível na EDP e na Galp, sendo o preço exactamente igual à tarifa do mercado regulado. No entanto, a Galp disponibiliza esta tarifa com um desconto, neste caso de 2%, mas mediante a subscrição de um serviço de assistência em casa que custa entre 3,90 e 5,90 euros. 
Posso mudar de empresa se não gostar do serviço? Quantas vezes?
Sim e as vezes que se quiser. Nenhuma das ofertas existentes neste momento têm fidelização.
Tenho até final de 2015 para mudar de operador, sou penalizado se não mudar já?
Pode estar a pagar mais porque as tarifas transitórias são mais caras que as do mercado livre e ainda são revistas de três em três meses.
Isso quer dizer que vão subir todos os trimestres?
Está tudo em aberto. Podem subir, descer ou ficar na mesma. Contudo, a tendência é de subida para estimular os consumidores a mudar para o mercado livre. Agora, a tarifa transitória de eletricidade aumentou 2,8% a 1 de janeiro, ou seja, mais 1,24 euros numa conta média mensal de 47 euros. No gás, o aumento foi de 2,5%, ou seja, mais 0,019 euros por kwh.
Quanto pago se não mudar para o mercado livre e ficar com a tarifa transitória?
Depende de quanto consome e da potência que tem contratada. Por exemplo, na eletricidade, se tiver uma potência contratada de 4,60 kVA (a média dos consumidores domésticos), paga 7,32 euros por mês pela potência e mais 0,14 cêntimos por cada kwh consumido. No mercado livre, com a mesma potência, na EDP paga cerca de 6,70 euros por mês pela potência e 0,1365 euros por cada kwh consumido. Se escolher a Galp, paga 7,05 euros pela potência e 0,1376 euros pela energia consumida, mas tem ainda desconto de 5% no gás.
No gás, no mercado regulado, paga 3,60 euros pelo termo fixo do escalão dois de consumo (entre 221 e 500 m3) e 0,0679 euros pela energia consumida. Se escolher a EDP passa a pagar, no mercado livre, 3,45 euros de termo fixo e 0,0627 euros por kwh. na Galp, paga 3,40 euros de termo fixo e 0,0645 euros por kwh.

Compare aqui os preços para o ajudar a decidir

No mercado livre também vão haver mudanças de preços?
Sim. Os operadores podem lançar várias campanhas com vários preços e descontos ao longo do ano e o consumidor só tem de escolher a que melhor que lhe convém.
E posso mudar de operador as vezes que quiser?
Sim.
Como são formados os preços no mercado livre?
Os preços são definidos pelos operadores com base no que custa produzir a energia, ou seja, tendo em conta o preço das matérias-primas. No entanto, o regulador também vai fixar uma tarifa recomendada para conter possíveis abusos.
Se os operadores abusarem o que acontece?
A ERSE pode multar as empresas.
Já estou no mercado livre. Posso regressar ao mercado regulado?
Não. Se quiser mudar tem de escolher uma oferta no mercado livre. Além disso, a partir de 1 de janeiro todos os novos contratos têm de ser feitos no mercado livre.
No final de 2015, quem não tiver passado para o mercado liberalizado é colocado automaticamente na opção oferecida pela companhia com quem já tem contrato?Não, o consumidor tem de escolher um fornecedor e o atual operador não pode escolher por ele porque isso vai contra a lógica de mercado livre. Quando se estiver a aproximar a data final haverá, certamente, um maior fluxo de contatos por parte das empresas para alertar que é preciso mudar.
 

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