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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

0 Google e a Maçonaria

A iconografia dos distintos serviços da Google motivou um interessante artigo publicado na ediçãodigital do diario La Vanguardia, onde se indica que a gigante da internet “compartilha símbolos com a organização iniciática”.
O artigo, Google é maçóm?, assinado pelo jornalista Albert Lladó, chama a atenção do leitor acerca das semelhanças existentes entre os logotipos de distintas marcas da companhia e alguns símbolos maçônicos como a Letra G, oavental que vestem os maçons nos trabalhos de loja, e o binômio formado pelo o escuadro e o compasso.

O texto considera também que “o caminho para a sabedoria do homem, é ir polindo a pedra do conhecimento, isto é o que busca a Maçonaria e o que seguramente queriam conseguir em 1997 Larry Page ySergey Brin” quando elaboravam a tese que os levaram a fundar a companhia.

A origem judia de ambos, que “conscientemente ou inconscientemente” indica certo conhecimento de “alguns símbolos fundamentais da Maçonaria como ascolunas J e B“, e a circunstancia de que os fundadores da Google estudaram em escolas laicas que aplicavam Método Montessori, se citam também como elementos que puderam estabelecer algum vínculo entre a empresa de informática e a Ordem.

E quanto aos símbolos, o autor do artigo considera que o feito de “que Googlehaja optado pela letra G como sua imagem e emblema, pode ser uma casualidade, porém não é a única”.

Deste modo, se refere ao avental masónico, ”praticamente idéntico a imagem que reconhecemos quando entramos em nosso e-mail” de Gmail, ou o logotipo da Apple Store, onde “veremos um lápis, um pincel e uma régua que, curiosamente, estão distribuídas em forma de triângulo” que se asemelha à disposição do escuadro e o compasso.

Todas estas semelhanças pode ter sido por acaso, ou uma linguagem que normalmente nos passa desapercebido. Estar demasiado atentos pode levar-nos ao abuso da interpretação, porém, também a abrir portas que não sabíamos que existiam”.
avental_maconicocvrcavental masónico

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

0 Entre a Google e Depardieu, os parvos somos nós

O presidente executivo da Google, Eric Schmidt, diz que se orgulha de ter poupado milhares de milhões de euros à sua empresa na fuga aos impostos. Não cometeu nenhum ilícito. Apenas usou os paraísos fiscais. "Estou muito orgulhoso da estrutura que montámos. Fizemo-lo com base nos incentivos que governos nos ofereceram", disse. A empresa sediada na Califórnia colocou de cerca de 7,7 mil milhões de euros das receitas de 2011 nas Bermudas, o que garantiu uma poupança de cerca de 1,5 mil milhões em impostos. As declarações de Schmidt provocaram indignação no Reino Unido, após a recente revelação de que, apesar de ter registado 3 mil milhões de euros de receitas no País, em 2011, apenas pagou 7,5 milhões em impostos. "Chama-se capitalismo. Nós somos orgulhosamente capitalistas." Explicou o senhor.

Gérard Depardieu sentiu-se "insultado" com as críticas sobre a sua decisão de ir viver para a Bélgica por causa dos impostos que o governo francês criou para os mais ricos. Tão ofendido que a anunciou que vai renunciar ao passaporte francês.

Confesso que também não compreendo a ira contra Schmidt e Depardieu. Não são eles que governam. Não foi a Google que permitiu a existência de paraísos fiscais que acabariam no dia em que as principais potências do Mundo os considerassem um problema. Não foi Depardieu que impediu uma harmonização fiscal da Europa. Foram as autoridades europeias.

O primeiro-ministro francês acusou Depardieu de falta de patriotismo. Fiquei curioso: o que fez o governo francês pela harmonização fiscal no espaço da União? É que se, para fugir aos impostos, Depardieu tivesse de deixar de ser cidadão do espaço comunitário talvez pensasse duas vezes. E o que fez a Europa e o Reino Unido para impedir que empresas que operam no espaço da União usassem paraísos fiscais? É que não sei se a Google terá grande mercado nas Bermudas. E o que fez a União Europeia, no contexto internacional, para pôr fim aos offshores que permitem a pequenos Estados viverem à custa das economias dos outros? Ou para impedir que empresas que fogem ao fisco possam operar no seu País?

Nada do que os governos, britânico e francês incluídos, deixaram de fazer resulta de qualquer esquecimento. A ideia é mesmo alimentar a concorrência fiscal na Europa e fora dela e permitir que o sistema fiscal dos países desenvolvidos seja um autêntico queijo suíço para que dele beneficiem apenas os que mais têm. Porque os governos que elegemos não governam para nós.

A situação em que vivemos resume-se a isto: as grandes empresas e os cidadãos mais ricos usam as infraestruturas e apoios públicos dos países mais desenvolvidos, pagos quase exclusivamente por trabalhadores por conta de outrem com menores recursos do que eles. Como apenas os que menos têm pagam impostos, os recursos vão minguando. Como eles faltam, corta-se no fundamental. O fundamental que até agora permitiu que sobre dinheiro a alguém para ver os filmes do senhor Depardieu e que permite ao senhor Eric Schmidt viver com alguma segurança num País civilizado. Mas se falta para o fundamental, nunca falta para gastar o nosso dinheiro em resgates bancários. Até porque, à medida que o Estado mais nos vai faltando, mais dependemos da banca para coisas tão simples como ter casa, escola, saúde e reformas. Ficam todos a ganhar. Todos menos nós, que somos a maioria.

A concorrência fiscal, sobretudo na Europa, é insustentável. É até insustentável para as empresas que precisam do mercado europeu, onde as que contratam Depardieu e a Google estão seguramente incluídas. Mas o mundo não gira por imperativos éticos individuais. Não gira sequer por nenhum desígnio racional. O que o faz girar são os interesses individuais e coletivos em conflito. Não espero que um dia a Google e outras empresas distribuam menos dinheiro aos seus acionistas porque resolveram pagar voluntariamente os impostos onde deviam. Se a lei lhes permite fazer de forma diferente, de forma diferente farão. Não espero que o senhor Depardieu decida viver numa mansão mais pequena porque quer continuar a ser francês. Espero que sejam os governos a defender o interesse da maioria e a obrigá-los, como nos obriga a nós, a pagarem tudo o que devem pagar. E isso só acontecerá quando a maioria pensar como Eric Schmidt e Gérard Depardieu: de acordo com os seus interesses.

Se a maioria paga impostos e não pode fugir a eles, se a maioria precisa que o Estado continue a garantir o que apenas os impostos podem pagar, se a maioria não quer viver do crédito quando os impostos que paga lhe devia garantir o fundamental, a maioria deve eleger quem obrigue quem mais tem a pagar tudo o que deve até ao último cêntimo. Os que podem fugir aos impostos não elegem governos. Somos nós que os elegemos. Podemos acusar estes cidadãos de falta de sentido ético ou de patriotismo. Mas os culpados somos nós, que votamos em quem não defende os nossos próprios interesses. Eric Schmidt diz-se "orgulhosamente capitalista". Até quando seremos nós "orgulhosamente parvos"?

Publicado no Expresso Online

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

0 Google diz que governos apertaram vigilância online

Mais e mais governos em todo o mundo estão a pedir ao Google para retirar conteúdo ou para disponibilizar dados de utilizadores. Esta é a principal conclusão do relatório de transparência relativo ao primeiro semestre de 2012, disponibilizado na última terça-feira pelo Google.

 
É a sexta vez que o gigante de serviços de Internet divulga dados relativos à transparência e segundo a empresa os pedidos dos governos para ter acesso a dados de utilizadores têm aumentado constantemente desde o lançamento do primeiro relatório.

Na primeira metade de 2012 o Google registou 20.938 consultas de entidades governamentais de todo o mundo para obter informações sobre 34.614 contas de utilizador. No semestre anterior (Julho a Dezembro de 2011) tinham sido feitos 18.257 pedidos deste tipo. No caso português o Google recebeu 187 pedidos de divulgação de dados do utilizador de contas ou de serviços. Esse número representa um aumento face ao período homólogo de 2011, em que se registaram 161 pedidos.

O número de solicitações governamentais para retirar conteúdo manteve-se relativamente inalterado entre 2009 e 2011, mas teve um aumento considerável entre Janeiro e Junho de 2012. Nesse período houve 1791 pedidos para remover 17.746 peças, o que significa uma subida de 71%, relativamente ao semestre anteriormente analisado (Julho a Dezembro de 2011).

No relatório é possível ver os resultados por país. Os Estados Unidos foram o país com mais pedidos (7969). Seguem-se a Índia (2319), o Brasil (1566), a França (1546), a Alemanha (1533) e o Reino Unido (1425).

O governo turco foi aquele que fez mais pedidos para remoção de conteúdos: 501 no total. Seguiram-se os Estados Unidos (273), a Alemanha (247), o Brasil (191) e o Reino Unido (97).

Portugal fez 184 pedidos para obter informações sobre um total de 247 contas de utilizador. Houve dois pedidos feitos pelo governo português para retirar conteúdo dos serviços do Google. Um desses pedidos está relacionado com uma pesquisa Web do Google e o outro com uma difamação no serviço Blogger.

No relatório são divulgadas algumas situações específicas sobre os pedidos de remoção de conteúdo feitos por países. Na Alemanha, por exemplo, em resposta a uma ordem judicial, a empresa removeu oito resultados de pesquisa por estabelecerem ligação a Websites que alegadamente difamavam a esposa de um político.

No Brasil, o Google recebeu um pedido de uma agência policial local para remover sete mensagens de blogues por alegadamente difamarem a honra de um presidente da câmara local, um juiz e um chefe da polícia do Estado do Pará. A empresa ignorou este pedido.

O Google escreve que não agiu em conformidade com o pedido de um departamento regional na China para remover um resultado de pesquisa por estabelecer ligação a um Website que alegadamente difama um funcionário do governo.

Desde 2010 que o Google publica estes relatórios, onde são apresentadas todas as actividades da empresa. A divulgação do número de pedidos de remoção ou do número de pedidos de dados de utilizadores é aquela que geralmente atrai mais atenção mediática.

No blogue oficial do Google, Dorothy Chou, analista sénior de políticas da companhia, escreveu que a informação divulgada pelo Google mostra apenas uma pequena parte da forma como os governos interagem com a Internet. A esperança da empresa, afirmou Chou, é a de que “com o tempo, a divulgação de mais dados [por outras empresas] ajude a reforçar o debate público sobre a melhor forma de manter a Internet livre e aberta”.
 

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