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domingo, 18 de janeiro de 2015

0 A minha mãe acaba de falecer há uma hora e meia, no Hospital Garcia d'Orta

Este é o desabafo do Sr. João Carlos Silveira
Peço desculpa pelo que vou dizer mas ESTOU MUITO REVOLTADO!
A minha mãe acaba de falecer há uma hora e meia, no Hospital Garcia d'Orta e, depois de ter dado entrada cerca das 11:00 horas da manhã, só foi vista cerca das 20:15 horas, depois de inclusive eu ter participado de um Médico, para mim indigno da profissão que diz que professa e, depois de muitas outras peripécias na Urgência deste Hospital!
Independentemente de todas as queixas que possa ter, de muitos "profissionais" que trabalham nesta Urgência, o culpado maior da morte da minha mãe é filho da outra senhora, que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho e o gang dos seus lacaios!
Eu hoje vi de tudo naquela urgência... A título só de exemplo, há hora de almoço, as Voluntárias que davam sopa aos doentes em espera a certo ponto deixaram de dar, inclusive à minha mãe, porque já não tinham mais tijelas de plástico para servir sopa... Portanto, quando se acabaram as tijelas, acabou-se a sopa...
Independentemente de todas as queixas que possa ter, de muitos "profissionais" que trabalham nesta Urgência, a verdade é que são muito poucos para atenderem tanto doente... O Serviço de Saúde está uma miséria e, o nosso querido filho daquela senhora Coelho, cada vez vive melhor!
Não há profissionais suficientes, não há material suficiente, não há camas suficientes, não há macas suficientes (um dos Bombeiros que levou a minha mãe esta manhã, ao chegar e ao mudar a minha mãe da maca da ambulância para outra maca, confessa-me que a outra maca também é dos Bombeiros de Cacilhas, que já lá tem algumas há vários meses, pois o HGO não tem macas suficientes...)
Como é possível que um conhecido que trabalha no HGO, cerca das 22:00 horas ao tentar saber no sistema informático como estava o processo da minha mãe, tenha dado com a informação que a minha mãe tinha tido alta à revelia do parecer do Médico, por vontade própria, com ela deitada numa maca, nos corredores da Urgência ligada ao oxigénio????
Como é possível que cerca das 00:00 horas, ao voltar para junto da maca, vindo da Sala de Espera (de estar a falar com o meu sobrinho) tenha dado com ela com dificuldades respiratórias e, a senhora do lado me ter dito que já tinha chamada a atenção das Enfermeiras para isso e, que uma tinha ido lá abrir mais a pressão do Oxigénio, eu olho para o Manómetro da Botija e, o mesmo estava a ZEROS e ninguém via que a botija já não tinha oxigénio nenhum!!!
Estou revoltado, por tudo aquilo que passei, assisti e vivi hoje no HGO!!!
Como á possível que, a Médica que atendia a minha mãe, cerca da meia noite, à 1:30 horas da manhã me dissesse:
- Olhe, a sua mãe não está bem para ir para casa mas, também não a posso internar, pois não tenho camas disponíveis... Assim, vai ter que ir ficando por aqui...
Isto não é possível a não ser num país de terceiro Mundo, ou num país governado por verdadeiros gatunos, que não têm compaixão por quem está a sofrer, por quem tem (fazia dia 10 de Fevereiro) 90 anos, por quem precisa de ser atendido quando chega ao Hospital, por isso vai a uma Urgência, e não mais de 8 horas depois...
É UMA VERGONHA!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

0 Doente morre devido a um primeiro diagnóstico errado por não realização de exames

Um jovem de 25 anos com fortes dores de cabeça deu entrada nas urgências do hospital de S. Sebastião (Feira). O médico diagnosticou-lhe enxaqueca/cefaleia e foi-lhe dada alta, sem a realização de qualquer exame. Como as dores de cabeça eram insuportáveis, familiares do paciente levaram-no ao hospital de S. António, no Porto, onde se verificou que o jovem tinha um aneurisma e acabou por falecer.

No passado sábado, dia 29 de dezembro de 2012, deu entrada nas urgências do hospital de S. Sebastião (Santa Maria da Feira), um jovem de 25 anos com fortes dores de cabeça.
Foi observado pelo médico, que lhe diagnosticou enxaqueca/cefaleia, sem a realização de qualquer exame complementar de diagnóstico, sendo dada posterior alta ao paciente.
Como as dores de cabeça eram insuportáveis, familiares do paciente levaram-no ao hospital de S. António, no Porto. Nesta unidade hospitalar, após realização de diversos exames, verificou-se que o jovem tinha um aneurisma.
De imediato foram tomadas as devidas démarches para a resolução do problema, mas, infelizmente, quando se preparavam para efetuar o ato médico, o aneurisma rebentou, acabando por levar à morte do paciente.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

0 Governo promove eliminação dos enfermeiros da Emergência Pré-Hospitalar

O despacho que atribui a técnicos “competências para prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar” a não profissionais de saúde, no interior das ambulâncias de emergência médica, não só coloca em causa a qualidade e a segurança dos cuidados pré-Hospitalares prestados ao cidadão, como também abre a possibilidade de uma eventual usurpação de funções por parte dos mesmos. Por Tiago Pinheiro e Pedro Aguiar


A publicação em Diário da República do Despacho número 13794/2012, assinado a 8 de Outubro, pelo Secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, que atribui a técnicos “competências para prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar e outros procedimentos” a não profissionais de saúde, no interior das ambulâncias de emergência médica, não só coloca em causa a qualidade e a segurança dos cuidados pré-Hospitalares prestados ao cidadão, como também abre a possibilidade de uma eventual usurpação de funções por parte dos mesmos.
Com a efetivação deste despacho o país está a recuar mais de duas décadas de trabalho na diferenciação de cuidados prestados ao cidadão em contexto pré-hospitalar.
Segue-se uma linha economicista, já antes implementada com a extinção de Enfermeiros no Centro de Orientação de Doente Urgente (CODU). Esta medida comportou um aumento de erro na triagem de situações emergentes, logo no tempo de assistência à população com necessidade imediata.
Regredimos desta forma para um nível em que a assistência pré-hospitalar era menos diferenciada, equiparando-nos ao nível de países que recorreram a este modelo para suprir a carência de enfermeiros nesta área. Regredimos sobretudo no conceito de assistência pré-hospitalar, afastando-nos da desejável prestação de cuidados o mais diferenciado possível com a maior brevidade, ou seja com a maior complexidade no local de ocorrência. Progredimos para uma estabilização rudimentar do utente, guardando para meio Hospitalar o grosso das medidas a instituir, acumulando minutos valiosos no processo de assistência emergente.
Um universo de 65.000 enfermeiros, dos quais 10.000 desempregados permitem responder a quaisquer carências, e otimizar o sistema de resposta. Um universo de enfermeiros com 4 anos de Licenciatura e múltiplas opções de formação especializada e pós-graduada na área do utente crítico e emergente, permite levar “à rua” a diferenciação das unidades de saúde hospitalares, minimizando ao máximo o tempo até à instituição de todas as medidas adequadas.
Pretende o Secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, que se substituam anos de formação, por alguns meses e que se valorize a aprendizagem por repetição ao invés da intervenção científica e estruturada, que só pode advir da formação exaustiva de um profissional de saúde. Agir pontualmente em situações de risco de vida, é linearmente diferente de desde o primeiro instante contribuir para que este risco de vida não se instale de forma irreversível.
Sendo ainda, que estes técnicos e respetivas ambulâncias só intervêm em meio urbano, está o Ministério da Saúde, na pessoa do Secretario de Estado, a contribuir para que se crie, entre meio urbano e meio rural, um maior fosso de desigualdade e iniquidade nos cuidados prestados à população.
A bem da segurança dos cidadãos não é possível permitir este retrocesso na diferenciação de meios pré-hospitalares. Salvaguardando o mérito dos homens e mulheres que se dedicam diariamente ao socorro, independentemente da sua formação, é preciso que se revejam estudos, que se deixe de parte a poupança cega e que se coloque ao serviço dos cidadãos e da sua saúde, para já um direito constitucional, os melhores meios para dela cuidar.
Será necessário sim, que se crie um modelo de Emergência pré hospitalar, que seja sustentável e que gere equidade e eficiência a longo prazo. Para isto é imprescindível uma diferenciação e profissionalização de recursos, garantindo sempre a segurança, qualidade e continuidade de cuidados desde o acontecimento até à unidade de saúde, passando pelo pré hospitalar.

sábado, 27 de outubro de 2012

0 Caso insólito em Vila Franca de Xira :Idosa ferida em assalto escondeu agressão para não pagar 108 euros no hospital

Uma septuagenária vítima de assalto teve de esconder que este foi o motivo da agressão que a levou ao Hospital de Vila Franca de Xira para não pagar 108 euros, além da taxa moderadora. Jorge Santos, filho de uma idosa que foi agredida durante um assalto no dia 12, em Vila Franca de Xira, contou à Lusa que, quando chegou ao hospital para inscrever a mãe, um funcionário lhe disse: "E agora vai ser novamente roubada".
A expressão antecedeu o esclarecimento de que tinha de pagar 108 euros por este valor não ser pago pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), tal como acontece nos casos de acidentes de trabalho e de viação, os quais são cobertos pelas seguradoras.
"Nem queria acreditar. São coisas como estas que me envergonham deste país. A minha mãe estava cheia de dores, com hematomas na cara e na cabeça e estava envergonhada, pois parecia que tinha de pagar por ter sido assaltada", desabafou.
Questionou os funcionários sobre o valor que a mãe pagaria se tivesse caído na rua, ao que lhe terão respondido que, nesse caso, apenas pagaria a taxa (17,5 euros). "A partir desse momento, disse que a minha mãe caiu e paguei apenas a taxa, mas a situação levou a que ela, com 74 anos, tivesse de mentir ao médico, estando sempre muito envergonhada durante o atendimento clínico", adiantou.
Uma utente que ligou posteriormente para o hospital a questionar sobre o valor a pagar em casos destes obteve a mesma resposta: além da taxa, tinha que pagar os 108 euros, ainda que posteriormente, se não tivesse o dinheiro na altura.
Questionada pela Lusa, a administração do Hospital de Vila Franca de Xira esclareceu que, em caso de agressão, os utentes "não têm que assegurar o pagamento do valor do episódio de urgência, bastando apenas para isso que apresentem cópia da queixa que fizeram à polícia". "A terem ocorrido erros na cobrança, ou nas informações prestadas, eles dever-se-ão a lapsos na transmissão interna da informação, que vamos averiguar e retificar", garantiu.
Também uma utente do Hospital de Cascais soube por funcionários que o marido, vítima de assalto, podia ter de pagar os 108 euros, caso o agressor não fosse identificado no decorrer do processo que resultasse da queixa apresentada na polícia.
A utente disse à Lusa que a funcionária terá até sugerido para dizer que não foi uma agressão, mas sim um acidente. Porém, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) esclareceu à Lusa que, em caso de agressões físicas ou acidentes (como de viação ou trabalho), a responsabilidade financeira pertence respetivamente ao agressor (sendo necessário apresentar queixa junto das autoridades competentes) ou ao segurador". "Enquanto a responsabilidade não é apurada pelas entidades competentes, não deve ser cobrado qualquer valor à vítima", explicou a ACSS, recusando-se a comentar o caso no Hospital de Vila Franca de Xira
A Entidade Reguladora da Saúde também se recusou a comentar o caso, remetendo para uma circular que indica: "Quando a prestação de cuidados de saúde resulta em encargos ou despesas pelas quais as instituições hospitalares têm direito a ser ressarcidos e, mais ainda, exista um terceiro legal ou contratualmente responsável, é sobre este que recai a responsabilidade de proceder ao seu pagamento". "No caso de inexistência de um terceiro responsável, não existe qualquer obrigação legal de pagamento de cuidados de saúde sobre o assistido [utente], beneficiário do SNS", adianta.
A Lusa contactou vários hospitais para saber qual o procedimento adotado em casos de agressão.  No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o processo pode efetivamente resultar na notificação do agredido para pagar o episódio de urgência (108 euros), quando o agressor não for identificado no processo instaurado após queixa na polícia. O porta-voz da administração esclareceu que esse valor é assumido como não cobrado, tendo em conta que a vítima já foi suficientemente prejudicada com a agressão que sofreu.
Nos hospitais que compõem o Centro Hospitalar de Lisboa Central -- São José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e Maternidade  Alfredo da Costa -- é cumprida "a legislação em vigor que regulamenta o pagamento dos cuidados de saúde" (Lei de Bases da Saúde). Esta determina que os serviços e estabelecimentos do SNS podem cobrar "o pagamento de cuidados por parte de terceiros responsáveis, legal ou contratualmente, nomeadamente subsistemas de saúde ou entidades seguradoras", não especificando o que acontece no caso dos responsáveis pelo dano físico (agressores) não serem identificados.
 

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