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sábado, 3 de agosto de 2013

0 CORTAM A PRESTAÇÃO SOCIAL POR NÃO ESTAR EM CASA

DENUNCIEM ESTA      VERGONHA.

Exmo. Sr. José Carlos Queiroz
Venho por este meio, visto não ter outra forma de contacta-lo, responder, à notificação de comparência. Que, na minha ausência me foi deixada a informação, que implicará a cessação da prestação, junto dos serviços do Centro Distrital competente.
Agora e desculpando-me a inconveniência, pergunto-lhe, não tem por acaso conhecimento do estado de saúde do meu filho? Porque será que ele não frequenta o ensino especial obrigatório? Porque será também, que tem de ter a assistência para além da hospitalar dum fisioterapeuta ao domicílio para lhe dar assistência respiratória?
Por uma única razão, o Rafael tem 99% de incapacidade. Incapacidade essa, que não me permite dar-me ao luxo de sequer pensar em ter um emprego. Mas o Rafael está vivo e para além de ter de ser vigiado 24horas por dia tem o direito assim como qualquer cidadão de sair à rua com a sua mãe. Não sabia era que cada vez que tivesse que o fazer tivesse que notificar primeiro os serviços sociais das minhas ausências domiciliárias.
No processo deveriam estar todas estas informações. O sistema até era funcional aquando tratado directamente no Centro de Segurança Social mas agora e sem perceber porquê, os casos como o meu, foram enviados para o CRATO centro de toxicodependentes e carenciados, desculpe-me mais uma vez a ironia, mas ainda não atingi esse estatuto. Pois o CRATO nem tem respostas efectivas para nos dar nos casos de insustentabilidade por assistência a terceiros.
Estou extremamente revoltada, falaram comigo ao telefone, e ficaram de me deixar uma notificação com um aviso, com alguma antecedência para me dirigir ao núcleo.
Era isso que eu esperava, não o que fizeram de forma desleal, não podem tratar todas as pessoas da mesma forma. Se alguém engana e vive à custa do contribuinte, esse alguém não sou eu certamente. Sabe, eu gostava, muito mesmo de ter vida própria, de poder trabalhar e socializar com as outras pessoas, mas não posso, é a vida do meu filho que está em risco.
E ainda me querem tirar o pouco que recebo que é o que nos alimenta? Nem ao meu filho mais velho consigo dar-lhe o curso superior que tantas vezes lhe prometi, porque tudo para nós é insuficiente. Não acha já, que é preciso fazer uma grande gestão numa família monoparental com dois filhos a cargo, sendo um deles uma criança com paralisia cerebral grave, com 320euros de subsídio?
Continuamos a utilizar o R/C da vivenda até que nos arranjem uma casa que tenha condições logísticas ao meu filho, por parte da Câmara.
Pode vir a qualquer hora seja de dia, ou de noite, agradeço que me enviem uma forma de vos comunicar quando me ausento, visto que segunda, quarta e sexta entre as 11.30 a as 13h estou no hospital com o Rafael (o que também poderão ir verificar), e além disso a grande maioria das consultas visto ser um doente crónico grave, são em Lisboa aonde é constantemente acompanhado.
Não sendo eu nenhuma conhecedora do assunto, o Estado não pouparia mais se propusessem aos pais trabalharem nas escolas e fizessem assim parte duma sociedade activa aonde poderiam dar assistência directa aos seus filhos e cruzar conhecimentos com outras auxiliares?
Assim sim, acredito que se evitariam algumas fiscalizações desnecessárias.
Este documento será enviado também ao Ministro da Solidariedade, emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares.
O meu filho é infelizmente, um doente permanente e eu não ando a roubar o estado, pelo contrário, foi um médico que trabalha para o estado que me tirou a minha vida e a do meu filho.
Agradeço resposta.
Cumprimentos.
Cristina Capela
 

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