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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

0 Crédito habitação: prestações vão baixar

Redução será de 9% para os contratos indexados à Euribor a seis meses. Créditos com taxa a 12 meses beneficiam mais

 

É uma boa notícia no meio de tantas más: a prestação do crédito à habitação vai baixar a partir do mês que vem. As famílias com contratos indexados à Euribor a seis meses que virem os seus contratos revistos em outubro, com base nas médias das Euribor deste mês vão registar uma descida nas prestações de novembro, avança o «Diário Económico».

O jornal toma como exemplo um financiamento de 100.000 euros a 30 anos, com um spread de 1% e conclui que haverá uma redução da prestação de 33 euros (-8,7%) para os empréstimos indexados à Euribor a seis meses e aos 20 euros (-5,7%) na taxa a três meses. Nas duas situações as prestações vão baixar para os 345 euros e 333 euros, respetivamente.

As contas do jornal, feitas a dois dias do final do mês (o que significa que a média mensal das Euribor ainda não está totalmente apurada) apontam para uma poupança de 68 euros (ou 16%) nos contratos indexados à Euribor a 12 meses. Para estes créditos, este será mesmo o maior alívio de prestação dos últimos três anos, devendo esta ficar em torno dos 357 euros.

As prestações estão assim no patamar mais baixo de sempre, graças aos consecutivos mínimos recorde que as taxas Euribor têm registado, numa altura em que o Banco Central Europeu (BCE) mantém a sua taxa de referência também em mínimos históricos, nos 0,75%. Muitos analistas acreditam que essa taxa pode baixar ainda mais, o que pode pressionar uma nova descida das Euribor e, consecutivamente, das prestações.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

0 Governo acaba de aprovar aumento de impostos

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira as alterações a vários impostos, para incorporar o aumento da tributação sobre juros, dividendos, mais-valias mobiliárias, e imóveis com valor patrimonial superior a um milhão de euros.



Os aumentos foram anunciados na semana passada pelo ministro das Finanças, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da quinta avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira, tendo o intuito de entrar em vigor já este ano para ajudar a corrigir o desvio orçamental e cumprir a meta revista do défice orçamental de 5 por cento.
Entre os aumentos anunciados na altura está um aumento da tributação em 1,5 pontos percentuais das taxas liberatórias sobre juros, dividendos e royalties por exemplo, que passam a ser taxados a 26,5 por cento, tal como a parte do saldo entre as mais e as menos-valias em sede de IRS que seja superior a 500 euros.
"Além do agravamento da tributação sobre os rendimentos de capitais e das mais-valias, e sobre os prédios urbanos de afectação habitacional cujo valor patrimonial tributário seja igual ou superior a um milhão de euros, é agravada a tributação sobre as transferências para paraísos fiscais e intensificado o combate à fraude e a evasão fiscais, através do reforço do regime aplicável às manifestações de fortuna dos sujeitos passivos (IRS)", diz o comunicado do Conselho de Ministros aprovado esta quinta-feira.
Estas alterações obrigarão a mudanças ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC), ao Código do Imposto do Selo e à Lei Geral Tributária.
O Governo justifica ainda estas medidas como "fundamentais para reforçar o princípio da equidade social na austeridade, garantindo uma mais efectiva repartição do esforço de ajustamento por todos e não apenas por aqueles que vivem do rendimento do seu trabalho".
Na semana passada, o ministro das Finanças explicou que este "esforço é necessário para assegurar o cumprimento do limite de 5 por cento do PIB [do défice orçamental] em 2012", tendo anunciado posteriormente no Parlamento que sem medidas adicionais o défice este não seria cumprido.
No último orçamento já com o Governo PSD/CDS-PP as taxas liberatórias foram alvo de um aumento na sua tributação em 3,5 pontos percentuais – as mais-valias mobiliárias sofreram aumento de 5 pontos percentuais – passando a ser taxadas em 25 por cento.
Na altura a mudança foi realizada para compensar as alterações aos cortes nos subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos e pensionistas – que passaram a sofrer cortes graduais a partir dos 600 euros, em vez dos 485 iniciais, e totais a partir dos 1.100 em vez dos 1.000 euros iniciais –, com o Governo a admitir que esperava uma receita em torno dos 130 milhões de euros.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

0 Portugal coloca mais dívida e a preços mais baixos

O Estado colocou hoje mais dois mil milhões de euros de dívida no mercado, mais 250 milhões de euros que o máximo indicativo estipulado e pagando juros consideravelmente mais baixos que nas últimas operações com prazos semelhantes.
De acordo com o IGCP - agora chamado Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública desde que foi convertido em empresa pública -, O Estado colocou 1.291 milhões de euros na linha com maturidade a 18 meses, a segunda vez que coloca dívida em Bilhetes do Tesouro com este prazo.
A operação com o prazo mais longo de BT viu ainda o juro baixar consideravelmente face ao último (e primeiro) leilão com prazo semelhante, realizado a 4 Abril, conseguindo agora uma taxa de juro média de 2,967 por cento, quando na altura havia sido de 4,537 por cento.
A procura foi ligeiramente mais baixa, representando 2,4 vezes a oferta, quando em Abril havia sido de 2,6 vezes, mas o valor colocado desta vez foi mais elevado, face aos mil milhões de euros.
No prazo mais curto, a seis meses, Portugal colocou 709 milhões de euros, pagando uma taxa de juro de 1,7 por cento, contra os 2,292 por cento registados na última operação com prazo semelhante, realizada em Julho.
A procura foi ligeiramente inferior, fixando-se em 3,1 vezes a oferta, contra as 3,8 vezes registadas no último leilão.
Num breve comentário ao leilão, o director de gestão de activos do Banco Carregosa, Filipe Silva, considera a operação um sucesso e salienta a falta de impacto da situação política em Portugal nesta operação.
«A emissão foi um sucesso e demonstra que o eventual aumento do risco político de Portugal não afectou, em nada e por agora, os investidores, que continuam com muito interesse em comprar dívida pública portuguesa de curto prazo. Prova disso, é o facto de o Estado ter emitido dívida num montante total de 2000 milhões de euros, superior ao que tinha anunciado fazer (1500-1750 milhões de euros)», afirmou.
Filipe Silva salienta ainda o melhor resultado alcançado com leilões de Bilhetes do Tesouro a 18 meses que nas colocações de linhas a um ano.
«Outro facto relevante a sublinhar é que os BT 1 18 meses, apesar de terem um prazo mais longo, já têm uma taxa de juro implícita inferior à das Obrigações a 1 ano, ou seja temos uma dívida mais longa mais barata que uma emissão a um prazo mais curto. Acho que correu bastante bem», concluiu.
 

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