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terça-feira, 14 de maio de 2013

0 Preços do LIDL na Bélgica e em Portugal..


Caras/os amigas/os,
Junto uma carta e anexo que mandei para a Deco assim com outra para o Jose Gomes Ferreira sobre o abuso  da Grande Distribuição em Portugal.
A unica maneira para conseguir melhorar esta situação e dar uma difusão quanto maior possivel aos factos.
 Se concordar faz favor ajude em o divulgar.


GEORGES STEYT
Quinta do Outeiro – Rua José Baptista Canha, 7 – 2565-116 Carmões
Tel.: 261 743 34 - georgessteyt@yahoo.fr
Carmões, 8 de Abril de 2013
DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor
R. de Artilharia Um, n.º 79, 4.º
1269-160 Lisboa
Exmas./os Senhoras/es,
Queiram encontrar em anexo um quadro comparativo de preços demonstrativo da
política descriminatória de preços praticada pela LIDL em relação a Portugal, implicando
a constatação de o nível de preços ao consumidor em Portugal se situar num patamar
escandalosamente elevado.


Os portugueses não têm apenas os salários mais baixos e dos impostos mais elevados
da UE, mas ainda, as práticas da Grande Distribuição obriga-os a pagar as suas
compras a preços totalmente abusivos.
Não compreendo como é que uma organização como a vossa, em princípio existente
para a defesa dos consumidores, permanece silenciosa sobre um tema tão crucial. Em
Agosto de 2009, enderecei a V.Exas. uma correspondência similar (vidé cópia anexa),
sugerindo uma comparação sistemática entre os preços praticados pelas cadeias
europeias (Auchan, Intermarché, Lidl, Aldi ...) nos seus países de origem e em Portugal.
Tanto quanto é do meu conhecimento, tal comparação nunca foi por vós feita. Ora,
certamente que se trataria dum modo bem simples de exercer pressão sobre o cartel da
distribuição que se permite este tipo de abusos.
Se a Lidl se dá ao luxo de abusar de forma tão descarada do consumidor português, fá-
lo muito simplesmente porque o ambiente (não)concorrencial lho permite. Neste
contexto, será interessante fazer notar que, de forma quase sistemática, o abuso de
margens praticado pela Lidl, em relação aos preços na Bélgica, se repete ao cêntimo na
Aldi, o que deixa claramente entender existir aqui um acordo de preços.
Tendo em conta o facto de os preços praticados na Bélgica e noutros países do Norte
pela Lidl (e Aldi) incluirem já uma margem que torna as suas operações perfeitamente
rentáveis, somos levados a constatar que estas empresas se regalam em Portugal com
uma margem SUPLEMENTAR perfeitamente exorbitante, acima dos 50%. Ora, os
custos variáveis da distribuição são constituídos essencialmente pela mão de obra e
pelos custos imobiliários, dois tipos de despesa claramente menos onerosos emPortugal. Este tipo de prática abusiva encontra a sua única explicação no poder dos
interesses monopolistas instalados. A Lidl não é o único réu, o que está em causa é o
conjunto da distribuição.
Se, a nível da Comunicação Social, a DECO, que se presume ter por vocação tal tarefa,
não denunciar um tal escândalo, quem o fará?
Dedica a vossa Associação largo tempo a comparar as diferenças de preço, por vezes
pouco significativas, entre as cadeias de distribuição em Portugal, perdendo de vista
que é a totalidade da distribuição que é abusivamente cara. Deveriam atacar o
problema a fundo denunciando este escândalo. Para tal, bastaria que procedessem às
comparações por mim sugeridas.
Esperando a melhor atenção de V.Exas. para o exposto, subscrevo-me com os
melhores cumprimentos,
Georges Steyt
Anexos:
Quadro comparativo preços Lidl Bélgica / Portugal
Cópia da minha carta à DECO de ...


COMPARAÇÃO ENTRE PREÇOS DO LIDL
NA BÉLGICA E EM PORTUGAL

PRODUTO                                        A                      B                     C
Café solúvel Gold                             1,99                  2,29                  15%
Bolachas Mc Kenndey    225 gr         0,65                  1,49                  130%
Chocolate Plantage         125 gr         1,29                  1,59                  30%
Nozes cajú                       150 gr       1,69                  2,29                  35%
Amendoins salgados        250 gr        0,75                  1,15                  53%
Pasta (massa) Fusilli        500 gr        0,36                  0,42                  17%
Mayonnaise Vita D'Or     500 ml        0,79                  1,29                  63%
Pesto                                 150 gr      0,89                 1,29                  45%
Atum natural Nixe           150 gr         0,96                 1,39                  45%
Queijo Roquefort             150 gr        1,75                  2,69                 54%
Queijo Camembert           250 gr        1,09                  1,59                 46%
Queijo Mozarella (unidade)                0,39                  0,89                128%
Queijo Emmental ralado  200 gr         1,05                  1,69                 61%
média de 13 produtos: + 55,5 %

A = Preços no Lidl Chaussée d'Alsemberg em Uccle/Bruxelas (Bélgica) em 16-01-2013
B = Preços no Lidl de Torres Vedras em 18-01-2013
C = Percentam a mais em Portugal por produtos rigorosamente idênticos

Todos estes preços estavam fora de qualquer promoção
Obs.: Composição da amostra de produtos:
A composição da amostra de produtos é aleatória tendo sido obtida tendo em consideração os 2 seguintes critérios de selecção: 
 -1 -produtos que consumo habitualmente
 -2 - produtos inteiramente idênticos nos dois países.
 Assim, este quadro não reflecte necessariamente a totalidade dos artigos mas não andará muito longe, visto o carácter inteiramente aleatório da escolha dos artigos.

GEORGES STEYT
Quinta do Outeiro – Rua José Baptista Canha, 7 – 2565-116 Carmões
Tel.: 261 743 34 - georgessteyt@yahoo.fr
Carmões, 8 de Abril de 2013

Exmo. Senhor
Dr. José Gomes Ferreira
a/c SIC NOTÍCIAS
LISBOA
Exmo. Senhor
Admiro a forma como V.Exa. não cessa de denunciar os efeitos perniciosos da
prevalência da corrupção, em Portugal. Não o faz de forma fanática, mas sim,
persistente, e baseando-se em factos. Daí lhe advém a força de saber convencer.
Gostaria de acrescentar um pequeno mosaico à sua argumentação, e como tal,
permito-me enviar-lhe cópia de uma correspondência endereçada à DECO. Isto tanto
mais porque duvido que esta associação irá dar aos factos que exponho a divulgação
que merecem. Acontece que os abusos de margens de comercialização que denuncio
são perfeitamente exorbitantes.
De nacionalidade belga, vivo em Portugal há mais de 15 anos. Desde o início, fiquei
estupefacto com as diferenças de preço entre Portugal e o norte da Europa. Verdade é
que alguns bens são claramente menos caros: restaurantes, hotéis e, dum modo geral,
todos os bens ou produtos com uma forte componente de mão de obra. Facto, aliás,
muito lamentável para o povo português simples, pois implica que os seus rendimentos
sejam francamente inferiores.
Dito isto, o mesmo não se passa com todos os serviços, visto que estes, oferecidos
pelas classes educadas (médicos, engenheiros, advogados, arquitectos, etc.) são
nitidamente superiores aos preços praticados nos países da Europa do Norte. Facto
que tende a comprovar a força do espirito corporativo existente nestas profissões, o
qual lhe permite estes preços exagerados. Assim, enquanto uma consulta num médico
generalista na Bélgica custa cerca de € 30,00, dos quais a Segurança Social reembolsa,
no mínimo, € 20,00, uma consulta a um médico particular em Portugal custa, no mínimo
dos mínimos, € 60,00, sem reembolso. Uma vez mais, é a população modesta que
paga.
No que diz respeito aos bens alimentares, é certo que a carne, o peixe, a fruta e os
legumes costumam ser menos dispendiosos por cá. Em contrapartida, os produtos
embalados são nitidamente mais caros, como se comprova pelo quadro comparativo
referente à LIDL. E, se tivermos em conta que a LIDL é habitualmente menos cara que
as cadeias portuguesas, podemos concluir que o consumidor português desembolsa
valores excessivos pelos produtos em questão. Creio, aliás, que a diferença entre onível de preços dos produtos frescos e os produtos embalados resulta muito
simplesmente do facto de a distribuição dos primeiros contar ainda com um número
considerável de distribuidores independentes, enquanto que a Grande Distribuição
conseguiu praticamente monopolizar a distribuição dos produtos acondicionados.
Garanto-lhe a autenticidade dos números que avanço. Fiz em 2009 uma primeira
comparação deste tipo para a DECO, tendo na altura remetido cópia à LIDL que tentou
(com argumentação absurda) justificar as diferenças, sem, no entanto, as contestar
minimamente.
As práticas de entendimento monopolsita na distribuição constituem igualmente uma
forma de corrupção. A única forma de defesa é a divulgação dos factos, tal como V.Exa.
o faz, de forma tão brilhante, em matéria de política e administração pública.
Grato pela atenção que o assunto lhe possa merecer, apresento a V.Exas. os meus
melhores cumprimentos.
Georges Steyt
Anexos:
Carta à DECO/Proteste
Quadro comparativo preços LIDL Bélgica / Portugal






 

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