Mostrar mensagens com a etiqueta Manisfestações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manisfestações. Mostrar todas as mensagens

sábado, 24 de novembro de 2012

0 Organizadora da manifestação de 15 de Setembro constituída arguida

Uma das organizadoras da manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas”, que mobilizou um milhão de pessoas em todo o país, foi constituída arguida com termo de identidade e residência. Mariana Avelãs é arguida “ pelo 'crime' de organização de manifestação não comunicada” - na verdade uma conferência de imprensa com uma faixa em frente à AR.

Os organizadores da manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas”, tornaram público nesta sexta feira que uma das organizadoras (Mariana Avelãs) foi constituída arguida. No comunicado que transcrevemos abaixo na íntegra, assinalam que, de acordo com a denúncia policial, a “manifestação não comunicada” teve lugar no dia 12 e foi, na realidade, uma conferência de imprensa em frente ao parlamento, onde 15 pessoas seguraram uma faixa, “enquanto falavam com os jornalistas, sem qualquer incidente ou impacto na ordem pública”. Referem ainda “que os agentes da PSP que se deslocaram ao local traziam consigo um mandado de notificação já preenchido, ao qual faltavam apenas os dados da pessoa a notificar”.
Na nota, os organizadores da manifestação de 15 de setembro de 2012, salientam que “se contestar pacificamente a austeridade fosse crime, todos seríamos criminosos pelo simples facto de dizer que não concordamos com ela”, afirmando que se recusam “a cair na armadilha de quem quer tornar as nossas ideias reféns de pedras e bastões” e declarando: “continuaremos a sair à rua, como sempre fizemos: a dar a cara por aquilo que acreditamos, e pacificamente”.
Nota na íntegra publicada no facebook
Organizadora da Manifestação de 15 de Setembro Constituída Arguida
No dia 14 de novembro, na sequência de uma manifestação amplamente participada, convocada pela CGTP, e à qual aderiram os mais diversos setores e movimentos, o país assistiu, em direto, a dois incidentes distintos: um grupo de pessoas a arremessar pedras e outros objetos ao corpo de intervenção da polícia, que não reagiu; e uma carga policial violentíssima, que, longe de travar quaisquer atos de violência, antes os distribuiu, de forma gratuita, sobre todos os manifestantes. Isto apesar de ser claro, para quem lá estava e/ou viu as imagens televisivas, que o arremesso de objetos por um reduzido grupo de pessoas foi tolerado pelas forças policiais. Seguiram-se horas de terror nas imediações da Assembleia da República, que culminaram na detenção de dezenas de pessoas, incluindo um menor, no Cais Sodré — pessoas sem qualquer relação com os incidentes ocorridos durante a tarde. Os detidos, alguns feridos a quem foi negada assistência médica, ficaram incontactáveis durante horas, privados do direito legal de comunicar com a família e advogados, e foram coagidos a assinar autos com espaços em branco, para poderem sair em liberdade - nunca foram, portanto, sequer acusados de nada.
O direito à manifestação vem consagrado na Constituição (e não depende, ao contrário do que muita vez se diz, de qualquer «autorização» — o que o Decreto-Lei nº406/74 estipula é a entrega de um aviso por escrito ao presidente da câmara municipal, com a antecedência mínima de dois dias úteis), e nenhuma democracia é digna desse nome se não o respeita. Mais ainda quando tenta condicioná-lo, fazendo uso de mecanismos repressivos, sem respeito pelas normas que caracterizam um estado de direito. No último ano, temos assistido a casos repetidos de notificação e subsequente instauração de processos a pessoas, pelo simples facto de estarem nas ruas a exercer o direito constitucional de expressar a sua opinião e fazer trabalho de mobilização.
Foi precisamente o que aconteceu a uma das subscritoras da manifestação de 15 de setembro, que foi constituída arguida no dia 8 de novembro, pelo «crime» de organização de manifestação não comunicada, e se encontra, neste momento, com Termo de Identidade e Residência. A suposta «manifestação» terá, segundo a denúncia policial, ocorrido no dia 12 de setembro, e mais não foi do que a conferência de imprensa de divulgação da manifestação de 15 de setembro - em que 15 pessoas seguraram uma faixa em frente da Assembleia da República enquanto falavam com os jornalistas, sem qualquer incidente ou impacto na ordem pública. Aliás, fazemos notar que os agentes da PSP que se deslocaram ao local traziam consigo um mandado de notificação já preenchido, ao qual faltavam apenas os dados da pessoa a notificar.
Porque sabemos que não há democracia com repressão e atropelos ao que fundamenta um estado de direito, denunciamos a estratégia, clara e previsível, de coação por parte das forças policiais. Se contestar pacificamente a austeridade fosse crime, todos seríamos criminosos pelo simples facto de dizer que não concordamos com ela. Porque nos recusamos a cair na armadilha de quem quer tornar as nossas ideias reféns de pedras e bastões, continuaremos a sair à rua, como sempre fizemos: a dar a cara por aquilo que acreditamos, e pacificamente. Temos muito mais do que pedras como argumento, e é por isso que não nos calam, nem com bastões nem com processos por crimes que não cometemos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

0 O Povo é quem mais ordena

Face aos acontecimentos de ontem, proponho aos contribuintes deixarem de contribuir com os seus impostos para a policia de choque (que recebeu recentemente um aumento salarial de 10%), sendo o futuro desse dinheiro reservado para o desenvolvimento de um projecto ligado à procura e pesquisa de uma nova utopia, ou mesmo ao desenvolvimento da dança folclórica.
Se a policia de choque espanca mulheres, velhos e crianças devemos substitui-la com vantagem pela futura policia de chique.
Quanto aos agentes provocadores que mandam pedras devem ser substituídos por bonecos da popota.
Se quiserem seriamente tomar o parlamento organizem-se militarmente.

0 MAIS PROVOCADORES INFILTRADOS DESMASCARADOS

“Casal” de polícias à paisana: o de casaco azul e o de casaco castanho. Estão os dois em todas as fotos. Guedes da Silva, director da PSP, junta-se ao Ministro Miguel Macedo no rol de mentiras. A porta da rua é a serventia da casa: RUA!


Ficamos assim a saber o que é uma “manobra táctica impecável” para o Director da PSP Guedes da Silva, que se junta assim ao Ministro Miguel Macedo e aos trambolhos violentos que até agora foram desmascarados, nesta que ja é a maior trapalhada deste governo:
Comunicado da plataforma 15 de Outubro lido hoje, em conferência de imprensa dada pelas 12h30 em frente ao Ministério da Administração Interna e macros das fotografias.

24 de Novembro – Quem são os violentos?

A Plataforma 15 de Outubro, internacionalista, apartidária e pacífica, reivindicando a reposição da justiça e da verdade no que diz respeito aos eventos do dia 24 de Novembro, declara:

  1. Testemunhámos e denunciamos a presença de polícia não fardada e não identificada na manifestação de 24 de Novembro em frente a São Bento. Estes elementos, entre os manifestantes, incitaram à violência com palavras e acções, ao contrário do que afirmou inequivocamente o Ministro da Administração Interna. Esta acção da polícia de um Estado de Direito e dito “democrático” configura uma ilegalidade e um crime. A acção da polícia nos piquetes de greve deste dia pautou-se igualmente pela ilegalidade e repressão, tendo-se apresentado nos locais onde se encontravam os piquetes armada com caçadeiras e metralhadoras, além de ter sido enviada polícia de intervenção para atacar e romper os piquetes.
  2. Repudiamos ser, consciente e propositadamente, apelidados de “delinquentes”, “criminosos” e outros adjectivos que claramente configuram um insulto pessoal e colectivo, com o único objectivo de anular a Plataforma 15 de Outubro como sujeito político. Foi impedida a realização da Assembleia Popular prevista para as 18h00, hora em que começaram os distúrbios. Está a ser construída, consciente e propositadamente, uma narrativa de terror social que visa claramente criminalizar o movimento social e os eventos da Greve Geral e manifestação que, tendo sido um grande sucesso, é minorada pela construção de factos e eventos de “violência” por parte das estruturas de poder.
  3. Manifestamo-nos contra a detenção avulsa de pessoas isoladas, outra tentativa de reforçar esta narrativa criminalizadora.
  4. Somos e continuaremos a reivindicarmo-nos como uma plataforma de acção política pacífica e não aceitaremos ser, como colectivo, associados a qualquer acto de violência que cidadãos em nome individual possam cometer na demonstração da sua legítima revolta.
  5. Rejeitamos a inversão total e propagandística da verdade que está em curso, procurando apelidar de violentas pessoas e movimentos que procuram defender os seus direitos e interesses de forma pacífica. A violência das medidas de austeridade é que é indesmentível e por mais cortinas de fumo que por ela sejam lançadas, está à vista de todo o povo. Acusamos o governo de violência, directa e indirecta, sobre o país.
  6. Em resposta a esta campanha vergonhosa, informamos que convocaremos uma nova manifestação, a realizar no final de Janeiro.
Por tudo isto, a Plataforma 15 de Outubro exige:
  • A divulgação pública das provas audiovisuais, filmes e fotografias que demonstram claramente a presença e acção provocadora de agentes da polícia não identificados e não fardados dentro da manifestação que ocorreu no dia 24 de Novembro.
  • A abertura, por parte das entidades competentes, de inquéritos que visem a investigação da acção policial, nomeadamente o uso de violência sobre manifestantes isolados e a instigação à violência por parte de elementos não identificados e não fardados da polícia.
  • Que os meios de comunicação social, que tão prontamente assumiram esta narrativa distorcida dos acontecimentos, dêm espaço às informações que têm vindo a público, cumprindo o seu dever de informar e repôr a verdade dos factos.
  • Que sejam retiradas consequências do facto de terem sido proferidas publicamente inverdades por parte do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que reforçaram uma narrativa que não corresponde comprovadamente à verdade dos factos.
  • Que os detidos no dia 24 de Novembro sejam absolvidos, sendo tido em conta nos seus processos o facto de terem sido detidos de forma ilegal e abusiva através de agentes provocadores que, além do mais, incitaram delitos. Expressamos total solidariedade em relação aos companheiros e companheiras detidos nesse dia.
  • A criminalização da actividade política e da contestação é um sinal claro dos tempos em que vivemos, em que a Democracia é ameaçada e posta em causa justamente pelo Estado que tem como dever protegê-la. A tentativa de suprimir os acontecimentos históricos que foram a Greve Geral de dia 24 de Novembro e a expressão popular ocorrida na manifestação nesse dia serve de sinal de aviso às forças progressistas. Não permitiremos que vingue a tentativa de fazer com que o medo sufoque a legitimidade das reivindicações populares à dignidade e aos direitos e, como tal, estaremos novamente nas ruas, no final de Janeiro.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

0 Aluno que insultou Passos alvo de inquérito pelo Ministério Público

Insultar e assobiar o primeiro- -ministro pode dar direito à abertura de um inquérito pelo Ministério Público (MP). Pelo menos foi o que aconteceu a Pedro Afonso, aluno do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, que em Setembro insultou Passos Coelho quando o primeiro--ministro foi ao instituto por causa de uma homenagem a Adriano Moreira. A confirmação é dada pelo gabinete do chefe do governo numa resposta oficial, em que confirma que o Ministério Público (MP) abriu um inquérito ao caso, “dada a natureza dos insultos”.
Na Universidade Técnica de Lisboa o caso foi encerrado. O reitor, Manuel Meirinho (ex- -deputado do PSD), depois de um inquérito interno, decidiu apenas fazer uma “advertência sem consequências disciplinares” ao aluno em causa, mas fora do mundo académico o Ministério Público resolveu agir. “O incidente em causa, também do domínio público, foi objecto de um inquérito na Universidade Técnica de Lisboa. Por outro lado, e dada a natureza dos insultos proferidos, foi aberto um inquérito pelo Ministério Público – DIAP de Lisboa”, confirma o gabinete do primeiro-ministro numa resposta à deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.
Na mesma resposta, o chefe de gabinete de Passos Coelho, Francisco Ribeiro de Menezes, faz questão de explicar que o processo em causa não derivou da vontade de Passos Coelho: “O primeiro-ministro comunicou no entanto ao Ministério Público que não tenciona apresentar queixa contra o denunciado em causa.”
Acontece que os insultos ao primeiro-ministro não constituem crime público, logo dependem de queixa ou de participação criminal, segundo um penalista ouvido pelo i. O especialista explica que o aluno ter insultado o primeiro-ministro pode constituir uma injúria agravada por se tratar de uma ofensa a um órgão de soberania, mas não se trata de um crime público que possa ser investigado pelo MP sem que para isso tenha existido uma queixa. O i tentou obter mais esclarecimentos junto da Procuradoria-Geral da República, mas não foi possível obter uma resposta até ao fecho desta edição.
Segurança O episódio do insulto a Passos ficou marcado ainda pelo facto de um dos seguranças do primeiro-ministro ter abordado o aluno e ter impedido a TVI de filmar a situação. Na resposta à deputada do BE, o responsável pelo gabinete de Passos esclarece que decorre na Inspecção-Geral da Administração Interna um inquérito sobre a acção do segurança.
A deputada questionou ainda se o corpo de segurança dos ministros e do primeiro-ministro recebeu “ordens do governo para identificar cidadãos que demonstrem opiniões aos ministros em visita” e para “restringir o livre exercício dos jornalistas por ocasião de deslocações e visitas ministeriais”. O gabinete de Passos nega que tenham sido dadas indicações para a restrição de acção quer de manifestantes quer de jornalistas: “Não recebeu quaisquer ordens com semelhante teor”, responde.

domingo, 4 de novembro de 2012

0 Precários Inflexíveis aprovam moção contra "devastação económica e social"

A associação "Precários Inflexíveis" aprovou uma moção que propõe combater a austeridade, a precariedade e o desemprego, alertando ester em curso "uma devastação económica e social, organizada pela tirania de um Governo isolado e submisso à 'troika'".
Em comunicado, os "Precários Inflexíveis" referem que o Orçamento para 2013 afecta ainda mais os precários, pois quem trabalha a recibos verdes é alvo duma penalização ainda maior, porque aos aumentos brutais do IRS (por via da subida nas taxas e na redução do número de escalões) acresce o agravamento da taxa de retenção na fonte e do rendimento tributável no final do mês.
"Para muitas destas pessoas, metade do salário fica retido em impostos e contribuições. Além disso, o Governo ameaça com o despedimento de milhares de precários no Estado (como já fez com os professores contratados) e lança a ideia de que pode despedir 50 mil funcionários públicos", adverte a associação.
Na perspetiva dos "Precários Inflexíveis",o “enorme" aumento de impostos é "um roubo de dimensões inéditas" e coloca em causa a vida de milhões de pessoas, pois o desemprego continuará a subir, atingindo níveis "cada vez mais incomportáveis" e com consequências "difíceis de prever".
Os "Precários Inflexíveis" prometem continuar a luta contra o Orçamento e a austeridade, através de um esforço de mobilização que levou já às manifestações de 15 de setembro.
"Independentemente do tempo que ainda se mantiver em funções, este Governo está moribundo e só sobrevive para aplicar a receita de Angela Merkel e do FMI, diz a associação, prometendo forte mobilização na recepção à chanceler alemã e na greve geral de dia 14 de novembro.
De acordo com a organização, a vinda de Merkel a Portugal inscreve-se num "roteiro autoritário pelos países vitimados pela austeridade e não pode passar sem uma mensagem clara", que passará pela realização da greve geral.
A associação reafirma ainda que o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, não tem condições para manter o seu mandato e "tem de sair já", ao mesmo tempo que exige que as contribuições dos recibos verdes sejam enquadradas por uma legislação justa, que garanta "proporcionalidade" entre rendimentos e contribuições, sem deferimentos no tempo e taxas incomportáveis.
Combater os falsos recibos verdes, a contratação a prazo para funções permanentes e a intermediação abusiva por empresas de trabalho temporário são alguns tópicos da luta da associação.

0 Crise gerou reaparecimento de pinturas políticas nas ruas

A crise económica e social gerou um reaparecimento das pinturas políticas de rua, realizadas por autores com uma estética definida e distantes dos partidos, ainda que não acompanhados de novas formas de protesto, segundo vários investigadores.
Dos murais aos graffiti, o paralelo entre os momentos após o 25 de Abril e a situação atual em termos das pinturas de muros e paredes é recorrente, ainda que para alguns académicos esteja mais presente do que para outros.
De acordo com o professor da Universidade Aberta e doutorado em Antropologia Visual Ricardo Campos, a comparação entre os dois períodos relaciona "contextos socioculturais e políticos distintos e, portanto, grupos de pessoas com motivações e estratégias diferentes".
"Se no período do pós-25 de Abril grande parte dos murais pintados eram o resultado de estratégias de comunicação política dos partidos existentes [maioritariamente os de esquerda], aquilo que verificamos atualmente é que esta forma de comunicação partidária caiu em desuso e foi basicamente abandonada por parte da maioria dos partidos. Quem hoje faz murais políticos ou são, maioritariamente, cidadãos isolados ou são associações e coletivos não formais de cidadãos", disse à Lusa Ricardo Campos.
No mesmo sentido, o professor da Universidade do Porto Heitor Alvelos refere que "os protagonistas principais desta segunda leva de murais políticos são efetivamente setores muito específicos da população. Trata-se de gente de faixa etária mais jovem que está por si mesma muito familiarizada quer na teoria quer na prática com as subculturas da 'street art'", que, ainda assim, recebem a herança das décadas passadas.
Ricardo Campos referiu que "o muro tem ganho um relevo" que muitos não antecipavam, incentivado pela situação social e política, "por culpa de cidadãos que atuam à margem das organizações partidárias, mas que desejam ter uma voz no espaço público, manifestando as suas convicções políticas através do recurso mais acessível e democrático: a rua e o muro".
Heitor Alvelos não subscreve a certeza do ressurgir da ocupação do espaço público, uma vez que "as pessoas continuam a seguir o modelo tradicional de contestação", sem que haja uma "adesão massiva".
"Vejo autores específicos a desenvolver repertórios muito interessantes em termos estéticos e ideológicos. As pessoas partilham, fotografam, mas não estou a vê-las sair à rua com baldes de tinta", afirmou o também curador do festival Future Places, no Porto.
De outra perspetiva, Henrique Matos, professor do ensino básico e secundário, começou a fotografar murais políticos aos 20 anos em 1981 e possui um blogue sobre murais que já ultrapassou as 10.000 visitas.
Este professor de Artes constatou que os partidos de direita e o Partido Socialista abandonaram a pintura mural (ainda que o Partido Nacional Renovador tenha apostado no meio nas últimas eleições), surgindo agora "a pintura anónima de contestação social, não identificada com nenhuma força política e com muita criatividade".
Em termos de criatividade e de potencial político, Heitor Alvelos realçou à Lusa a importância do projeto Crono, que decorreu em Lisboa desde há dois anos, afirmando a sua presença em particular na Avenida Fontes Pereira de Melo.
O Crono surgiu em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a escolha dos edifícios "foi desenvolvida segundo critérios de adaptabilidade dos artistas, e de impacto urbano segundo uma lógica de acupuntura urbana onde com intervenções localizadas será possível desenvolver impactos a uma vasta escala urbana", explicou à Lusa, em 2011, o designer urbano Pedro Soares Neves.
"Isto quanto a mim é política. Pode não ser tão prontamente reconhecido, mas é política no melhor sentido do termo, no sentido em que é possível os cidadãos chegarem a um acordo sobre a forma possível e desejada, dentro do possível, de lidar com uma chaga social que são as casas devolutas", disse o professor da Faculdade de Belas Artes do Porto.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

0 Manifestação dia 12: "A Merkel Não Manda Aqui"

A chanceler alemã vem a Lisboa reunir com Passos e Cavaco, visitar a Autoeuropa e abrir uma conferência de empresários no Centro Cultural de Belém. Nas redes sociais está convocado um dia de protesto com manifestação em Lisboa às 16h, do Largo do Calvário em direção a Belém.

 A visita de Angela Merkel a Portugal, depois da atribulada passagem por Atenas, será uma oportunidade para as vítimas da austeridade e das políticas da troika poderem fazer ouvir o seu protesto. É o caso dos ativistas da iniciativa "Que se Lixe a Troika", que agendaram uma manifestação para a tarde de dia 12 e apelam a todo o país para protestar "nos locais de trabalho, nas escolas, nas ruas, nos estabelecimentos comerciais com braçadeiras negras ou com panos negros nas janelas das casas e carros". "A presença em Portugal da Chanceler Angela Merkel deve merecer todo o repúdio da sociedade, em particular num momento social e economicamente crítico como o que atravessamos", diz o comunicado de imprensa que anuncia o evento criado no Facebook, procurando fazer "da sua estadia não um dia luto, mas um dia de luta!". No plano da estadia de algumas horas em Portugal, Angela Merkel participará numa conferência de empresários alemães e portugueses no CCB, que contará também com intervenções de Passos Coelho, Paulo Portas, Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira. Para além das reuniões com o primeiro-ministro e o Presidente da República, a chanceler alemã deverá ainda visitar as instalações da Autoeuropa em Palmela.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

0 Durão Barroso vaiado no Teatro de Almada (Video)

O presidente da Comissão Europeia foi ao Teatro Municipal de Almada, assistir à peça “O mercador de Veneza”. No final foi vaiado e apupado por ativistas dos Precários Inflexíveis e outras pessoas, que gritavam “Fora fora daqui, a fome, a miséria e o FMI”.

Durão Barroso tentou fugir pelas traseiras do teatro, mas acabou por ter de sair pela porta da frente, com o apoio dos seguranças, por entre uma pequena multidão que o vaiava e apupava.
Quando o presidente da Comissão Europeia entra no carro, o lema que mais se ouve é: “Gatunos! Gatunos!”
No final, em declarações ao vídeo dos Precários Inflexíveis, um dos manifestantes diz que tanto “Durão Barroso como os seus representantes em Portugal não têm condições para continuar a governar” e outro afirma que “o povo está farto” e que os protestos vão continuar: contra o OE junto à AR nesta quinta feira, no dia 12 de novembro durante a vinda de Angela Merkel a Portugal e na Greve Geral de 14 de novembro.


0 Movimento Rosa Branca reabre queixa-crime de traição à pátria por detentores de cargos públicos

Os visados são detentores de cargos públicos dos últimos 15 anos. A queixa foi reaberta e o Movimento Revolução Branca apresentou novas provas.
A competência de investigação não cabe ao movimento social mas sim ao Ministério Público (MP). Ainda assim, em arquivamento feito há algumas semanas, o MP decidiu arquivar a queixa por falta de provas.
O MRB efectuou na passada sexta-feira, no Porto, a reabertura deste processo que tencionam levar mais longe e punir, pela forma judicial, a gestão danosa dos detentores de cargos públicos dos últimos anos.



No processo de abertura, foram apresentados como prova 12 livros que falam de corrupção e gestão danosa. Entre os apresentados, encontram-se Corrupção e os Portugueses – Atitudes, Práticas e Valores,, Como o Estado gasta o nosso dinheiro, O estado do Parlamento e as contas da Presidência da República., entre outros.
O MBR através do pedido feito pela Sociedade de Advogados Pereira Pinto, começa por explicar a sua perplexidade pelo “não argumento, não enquadramento e vulgares argumentos económicos e jurídicos”. Em 51 pontos fazem referência aos atos praticados ao longo dos anos e terminam com 10 testemunhas e as já referidas 12 obras.
Ainda no documento pode ler-se que não foram ouvidas testemunhas nem foram indagados os factos mencionados.
Sem ouvir testemunhas, como pode o MP arquivar um processo sem provas, quando as testemunhas não tiveram a oportunidade de as dar?

Pedro Pereira Pinto disse na SIC Notícias que “não há coragem para investigar” e que “existem interesses instalados” e afirma, sobre a polícia nacional, que “os partidos políticos estão a distanciar-se dos eleitores”.
Será este o início do fim da democracia?

Downloads:

Queixa apresentada

Despacho de arquivamento

Reabertura da queixa

Provas para a reabertura

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

0 Abaixo-assinado de Repúdio pela atribuição do Prémio Nobel da Paz à União Europeia


Na sequência do anúncio do Prémio Nobel da Paz de 2012, o Conselho Português para a Paz e Cooperação tomou a iniciativa de lançar um abaixo-assinado de repúdio pela sua atribuição à União Europeia (UE).
A UE é um dos maiores fornecedores de armas do mundo, tendo-se envolvido nas últimas duas décadas em mais de uma dezena de conflitos militares, em vários continentes.
A UE tem-se militarizado e assume-se como pilar europeu da NATO, tendo apoiado a política agressiva deste bloco político-militar.
A UE tem reiteradamente desrespeitado os princípios que regem as relações entre os Estados estabelecidos na Carta da ONU.
A UE protagoniza políticas que estão a intensificar as desigualdades sociais, o desemprego e a pobreza, nomeadamente no nosso País.
Assim, convidamo-la(o) a subscrever e a divulgar este texto de repúdio pela atribuição do Nobel da Paz de 2012 à União Europeia, que será enviado ao Comité Nobel antes da cerimónia de entrega deste galardão, no início de Dezembro.

Abaixo-assinado de Repúdio pela atribuição do Prémio Nobel da Paz à União Europeia

- Considerando que, ao longo das últimas décadas, a União Europeia tem protagonizado um processo de militarização, acelerado desde 1999, após ter tido um papel crucial no violento desmembramento da Jugoslávia e, posteriormente, na brutal agressão militar a este país;
- Considerando que desde a Cimeira da NATO realizada em Washington, em 1999, a União Europeia se assume como pilar europeu deste bloco político-militar liderado pelos EUA - papel que deste então não cessa de se reforçar;
- Considerando que, ao longo das últimas décadas, a União Europeia tem protagonizado e apoiado todas as agressões militares da NATO e ou dos seus membros contra a soberania e a independência nacional de diferentes Estados - como na Jugoslávia, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia ou agora na Síria -, bem como violentos regimes de sanções que atingem duramente os povos de diversos países;
- Considerando que a União Europeia tem protagonizado posições e acções que, contrariando os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, promovem uma incessante militarização das relações internacionais, sendo complacente com a violação de direitos humanos, como se verificou, por exemplo, com os denominados «voos da CIA» - os seus criminosos sequestros e práticas de tortura;
- Considerando que os propósitos enunciados e a acção da União Europeia se distanciam de valores e princípios das relações internacionais, como: o respeito da soberania; o não recurso à ameaça ou uso da força; o respeito pela integridade territorial dos Estados; a resolução pacífica dos conflitos; a não ingerência nos assuntos internos dos Estados; o respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais; o direito à autodeterminação dos povos; e a cooperação entre os Estados;
- Considerando que, neste momento, com as políticas que pratica e os autênticos pactos de agressão impostos à Grécia, a Portugal e à Irlanda, a que pretendem juntar a Espanha e a Itália, estão a intensificar desigualdades o desemprego e a pobreza, o que, pondo em causa a soberania e independência nacionais, constituem também uma ameaça à Paz;
Os seguintes signatários protestam contra a atribuição do Prémio Nobel da Paz de 2012 à União Europeia,

Pode subscrever este texto neste link.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

0 Funcionários da Agência Lusa começam amanhã greve de quatro dias

Rescisões amigáveis estão a ser “pedidas” pela empresa. Durante quatro dias, o fluxo das notícias pode diminuir. A informação está em crise!

“Destruir a Agência Lusa é destruir a democracia”. Esta é uma das muitas frases que se vêm pelo Facebook de funcionários desta agência de notícias que está a pedir rescisões amigáveis aos trabalhadores desde que não ultrapassem o valor de 140 mil euros em indemnização. Existe igualmente uma página de Facebook onde esta greve está a ser acompanhada.
O Orçamento de Estado para 2013 prevê uma redução do apoio à Lusa de 19,1 para 13,2 milhões de euros. Os trabalhadores organizaram por isso uma greve de quinta-feira a domingo.
Os órgãos representativos dos trabalhadores da Agência Lusa agendam as seguintes ações
Dia 18, quinta-feira
Vigília junto da Presidência do Conselho de Ministros, a partir das 11h.
Concentração à porta da delegação da Lusa no Porto a partir das 10h, com a presença do presidente do sindicato dos jornalistas, Alfredo Maia
Dia 19, sexta-feira
Vigília junto à porta lateral do Parlamento às 09h30.
Deslocação às 11h00 do Parlamento para o jornal Público (Rua Viriato 13, metro Picoas), também em greve neste dia, no âmbito de uma ação convocada por jornalistas de diversos meios de comunicação social, em solidariedade com os jornalistas do Público e da Lusa. Esta mesma ação deslocar-se-á à sede da Agência Lusa, por volta das 13h.
Dia 20, sábado
Ação de sensibilização junto ao café A Brasileira, à saída do metro da Baixa-Chiado, às 12h.
Dia 21, domingo
Ações de sensibilização feitas por diversos piquetes de greve junto dos restantes órgãos de comunicação social, clientes dos serviços da Agência Lusa.
Dia 22, segunda-feira
Conferência de imprensa, às 11h, nas instalações do Sindicato dos Jornalistas, em Lisboa, com os representantes dos órgãos representativos dos trabalhadores.
Em todas as acções serão levadas faixas, bandeiras e outros cartazes, aconselhando-se ainda a que os manifestantes estejam vestidos de preto ou usem coletes refletores e que usem logótipos da Lusa na roupa.
Existe ainda na Internet uma petição que deve ser assinada pelo bem da informação.

 Para o Noticia Tuga  a Agência Lusa é um bem essencial da informação para esta democracia e que o corte por parte do Governo visa dar mais espaço as empresas nacionais para expandir lucro e não expandir informação.

0 PROTESTO: Anti-repressão policial



ESTE É UM PROTESTO PACÍFICO
CONTACTO: http://78j.xs.sl.pt/ (usar o formulário)
PONTO DE ENCONTRO: JUNTO À ESTÁTUA NO SALDANHA!
Domingo, 21 de Outubro de 2012 ás 17:00

Durante mais de um ano vimos os nossos irmãos e companheiros de luta, serem constantemente vitimas de repressão e agressão policial.
Desde o 1 de Maio de 2011 em Setúbal, passando pelos protestos em frente à Assembleia da República, houve sempre um estigma e tentativa de referenciação de activistas, cargas policiais e agressões.

A polícia, em conjugação com o Ministério Público, têm orquestrado uma série de manobras de referenciação sem precedentes, tendo recentemente acusado formalmente á poucos dias um activista por o ver na rua e, “tendo ficha”, decidiram detê-lo.
A acusação é apenas composta por uma alegada referenciação que existia previamente e na qual dois agentes decidiram deter o individuo. Sem fazer nada.

Esta atitude que lembra os tempos da PIDE não pode ser passada impune.
Embora não sejam todos os polícias “maus”, vemos que são sempre os mesmos a estarem nas manifestações salientando por isso algum problema não na força policial mas sim no departamento que gere e envia os mesmos agentes para as mesmas missões.

Saiu também em vários órgãos de comunicação social a ilegalidade dos vídeos recolhidos pela PSP nas manifestações deste mês.
A PSP, que deveria proteger e servir o povo, está mês após mês, a servir este governo fragilizado e a cometer ilegalidades.


Exigimos a revisão da lei do direito à manifestação que é de 1974 e eximimos um pedido de desculpa das forças policiais pelas ilegalidades cometidas e já demonstradas bem como pelas agressões e referenciações a activistas.

Neste protesto vamos ocupar uma (preferencialmente as duas) facha da Av. da República, do lado do Saldanha, para simbolizar que com estas acções por parte das forças policias, estarmos a regressar a uma ditadura.

O site da PSP indica que a PSP tem por missão “assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos da Constituição e da lei”. Tal não acontece, conforme o Tugaleaks denunciou nos últimos meses.

Saímos à rua pela dignidade do cidadão.
Somos Tugaleaks, e lutamos pela verdade da informação!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

0 Movimento pede Governo de salvação nacional a Cavaco

 O Movimento Revolução Branca, que visa alterar a Constituição e as leis eleitorais para "refundar Portugal", entrega hoje um manifesto ao Presidente da República, ao Governo e ao parlamento e partidos políticos, no qual pedem alterações sociopolíticas.

o manifesto, a entregar às 10:00 na Presidência da República, o movimento pede a Aníbal Cavaco Silva para dissolver o Governo e nomear um de iniciativa presidencial, "chefiado por uma personalidade de reconhecido mérito e apartidário", refere o documento.

"Não existem condições para que a presente legislatura chegue ao fim", disse à agência Lusa um dos fundadores do movimento, Pedro Pereira Pinto, acrescentando que "seria importante que o Presidente tentasse conseguir um Governo de consenso, de unidade nacional, de salvação nacional".

O manifesto, que será depositado na residência oficial do primeiro-ministro às 11:00, defende que a personalidade escolhida pelo Presidente para liderar o Governo nomeie também "personalidades de reconhecido mérito" para os ministérios da Economia, Finanças, Educação, Justiça, Segurança Social e Administração Interna.

O executivo, adianta o manifesto, "deverá ser nomeado para governar durante o período temporal respeitante à legislatura que estava prevista para o Governo dissolvido".

Para o meio-dia está marcada a entrega do documento à Assembleia da República e aos partidos políticos, defendendo o manifesto que seja "reaberto o processo constitucional de modo a retirar o exclusivo, dogmático e caduco, de os partidos políticos serem os únicos representantes do povo eleitor na Assembleia da República, permitindo-se que listas de cidadãos independentes, suportados pela sociedade civil, possam concorrer às eleições legislativas".

O Movimento Revolução Branca, criado por cinco cidadãos, mas ao qual já pediram adesão mais de 240 pessoas, segundo Pedro Pereira Pinto, apresentou em setembro uma queixa formal para apurar responsabilidades pelo estado a que o país chegou.

Entregue no Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto, a queixa visava todos aqueles que exerceram cargos políticos com funções de decisão, poder soberano ou executivas entre o ano de 1998 e 17 de maio de 2011.

A queixa por crime de "traição à pátria" foi arquivada, mas o movimento organizou uma caminhada, que partiu do Porto no dia 05 de outubro em direção a Lisboa, para chamar a atenção de que "a situação que Portugal está a atravessar não é normal".

O final da caminhada, que aconteceu no domingo à noite, "será a entrega deste manifesto aos órgãos de soberania", concluiu Pedro Pereira Pinto.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

0 Que se Lixe a Troika - Manifestação Cultural 13 de Outubro



No espírito das mais recentes mobilizações populares, um conjunto alargado de profissionais do mundo da cultura juntou-se a alguns dos subscritores do apelo às manifestações dos dias 15 e 21 de Setembro, sob o lema «Que se lixe a troika! Queremos as nossas Vidas» para lançar um grande evento cultural.
Há nesta altura um aumento da percepção da grave situação em que se encontra o país, sendo cada vez mais evidente e urgente a necessidade de outras perspectivas. A cultura é imprescindível para a consciência d
e um povo, e é essa própria consciência que por sua vez cria e dá conteúdo à cultura. Os profissionais da cultura não são excepção à situação exasperante em que o país e o mundo se encontram actualmente: é imprescindível reagir, é impensável não o fazer. Do encontro de vontades nascido nas mais recentes mobilizações surgiu a ideia de uma expressão cultural, uma manifestação marcadamente baseada nas artes e no espectáculo para contestar a austeridade e os seus implementadores: governo e troika.
O dia 13 de Outubro será um dia de protesto internacional, o Global Noise, em que esta iniciativa também se insere. Será um marco histórico e cultural, trazendo da rua para a arte e da arte para a rua toda a energia que as percorre. Será um dia cheio de eventos, de música, dança, teatro, poesia, pintura e todas as formas de arte que materializem o espírito de insubmissão que se sente em todo o país.

Cultura é Resistência!
Que se lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=186842534774000

https://www.facebook.com/events/161635700643572/

http://queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/p/lista-de-eventos.html

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

0 Polícias municipais também aderem a protesto contra a austeridade

O Sindicato Nacional das Polícias Municipais anunciou, esta sexta-feira, que vai aderir à manifestação marcada para sábado, em Lisboa, convocada pela CGTP em protesto contra as medidas de austeridade.



Em comunicado enviado à Lusa, o Sindicato Nacional das Polícias Municipais (SNPM) refere que a decisão foi tomada na quarta-feira, em reunião da direção.
"Demonstrar o descontentamento pelo abandono total desta carreira de polícia, por parte do Governo" e apoiar "esta central sindical" são os motivos que levaram a direção a decidir aderir à manifestação.
Na terça-feira, depois de uma reunião entre os representantes de várias forças de segurança, foi anunciada a adesão da polícia ao protesto. Essa reunião não contou, no entanto, com a representação da Polícia Municipal.
A Polícia Municipal junta-se agora à Polícia de Segurança Pública (PSP), à Guarda Nacional Republicana (GNR), à Polícia Marítima, aos Guardas Prisionais, à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
O coordenador e porta-voz da comissão dos sindicatos das forças policiais, Paulo Rodrigues, afirmou, na terça-feira, que a política do Governo "não é nada conveniente nem para os portugueses nem especificamente para os polícias".
"Há um duplo sacrifício que está a ser pedido aos profissionais das várias polícias, não só porque se aplica esta redução de vencimento, mas por problemas internos, como a não alteração dos estatutos profissionais ou a não aplicação de estatutos a todos os profissionais, como acontece na PSP e na GNR", explicou.
O responsável referiu ainda que "os polícias estão em luta e, por isso, decidiram participar em todas as ações de protesto contra estas medidas [de austeridade] que sejam organizadas pelas centrais sindicais, UGT ou CGTP, iniciando a participação já no dia 29 [sábado], na manifestação agendada pela CGTP".

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

0 Segurança do primeiro-ministro agride repórter de imagem ( Video )

Um chefe de segurança de Passos Coelho agrediu ontem um repórter de imagem, durante uma visita do primeiro-ministro a uma universidade de Lisboa.
O segurança tentou identificar um aluno que insultou o primeiro-ministro, e não gostou quando percebeu que estava a ser filmado.

 

 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

0 Os indignados uniram-se e Madrid tremeu

Os indignados espanhóis voltaram a sair à rua ontem à noite mas, ao contrário de outros protestos pacíficos, a manifestação rapidamente degenerou numa batalha campal entre os milhares de pessoas que rodeavam o parlamento e os polícias que tentavam travar o avanço dos manifestantes. Quem tinha como propósito “resgatar a democracia” acabou por ser afastado com bastonadas e balas de borracha.
Tal como outras manifestações, esta também foi convocada através das redes sociais pelo movimento 25S, sob o lema “Cercar o parlamento”. No manifesto do movimento podia ler-se: “A democracia foi raptada e dia 25 de Setembro vamos salvá-la.” As medidas de austeridade e a falta de emprego foram os principais motivos apresentados para a realização da manifestação.
À espera dos milhares de manifestantes, que começaram a juntar-se às 18h30 na Praça de Neptuno, estava um dispositivo policial com mais de 1300 efectivos, que rodeava o parlamento espanhol. O número de polícias, muito superior ao destacado para outras manifestações, foi interpretado por alguns jornalistas como uma demonstração de força e poder por parte do governo de Mariano Rajoy.
A tensão começou a subir quando alguns manifestantes tentaram derrubar as grades que protegiam o perímetro de segurança à volta do parlamento. O círculo policial estreitou-se nessa altura e as forças de segurança começaram a travar os avanços de alguns manifestantes com bastonadas. Rapidamente, os manifestantes aperceberam-se da situação e tentaram carregar sobre a polícia, que não hesitou em utilizar balas de borracha para dispersar a multidão.
Pelo menos 20 pessoas foram detidas e mais de dez ficaram feridas, até ao fecho desta edição. No Facebook, na página Coordinadora 25S, os manifestantes foram colocando fotografias e apelos à não violência. “Não somos violentos e não queremos dar-lhes qualquer desculpa para nos atacarem. Há microcargas de polícia a tentarem afastar-nos em muitos sítios, mas as pessoas reagrupam-se e estamos tranquilos. Não temos medo”, partilhavam os coordenadores do movimento por volta das 21 horas.
De modo a dispersar a manifestação, as ruas à volta do parlamento foram fechadas e os transportes pararam de circular, mas centenas de manifestantes continuaram a juntar-se na praça Neptuno. No blogue da Coordinadora 25S foram partilhadas, com antecedência, várias tácticas para evitar a dispersão e preparar o reagrupamento de uma multidão.
Unidos Apesar de na manifestação não se terem avistado quaisquer bandeiras espanholas e apenas serem levantadas bandeiras das regiões autónomas, pessoas de todo o país viajaram até Madrid para marcar presença nos protestos. Os autocarros que começaram a chegar à hora de almoço à capital espanhola foram revistados pela polícia, tentando evitar que mais gente se juntasse à manifestação.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

0 Subscritores “Que se lixe a troika!" apelam à participação na manifestação de sábado

Os subscritores do manifesto “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!” apelaram hoje à participação massiva na manifestação de sábado, em Lisboa, convocada pela central sindical CGTP.
Em comunicado, os subscritores das manifestações de 15 de setembro e da vigília junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, consideram ser necessário que os protestos continuem, já que é “cada vez mais urgente traçar um novo rumo” e que tenha “as pessoas como centro das atenções, e não bancos e mercados ou interesses financeiros e especulativos”.
Os promotores da manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!”, que reuniram a 15 de setembro centenas de milhares de pessoas em diversas cidades do país, adiantam que os portugueses devem esquecer divergências e unir-se a outras forças organizadas e aos movimentos que recusam este rumo, “numa frente de resistência comum”.
Nesse sentido, apelam à participação, no sábado, em Lisboa, na manifestação promovida pela CGTP, sublinhando que os problemas do país não se resolvem com o Governo “a passar a tirar de outra maneira aquilo que roubava na TSU” (Taxa Social Única).
Os subscritores referem também que “ao conquistarem as ruas das suas cidades sob o lema 'Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!', centenas de milhares tomaram uma posição firme de denúncia de um programa, de um Governo e de um método anti-democrático”.
Criticam ainda os resultados do Conselho de Estado, que após mais de oito horas de reunião apenas “sugerem, sem concretizar, um possível recuo na subida da TSU para os trabalhadores”.
“O Conselho de Estado revelou os mesmos defeitos de cegueira e surdez à voz do povo, característicos do Governo, desrespeitando e reinterpretando a seu gosto estes últimos e inequívocos protestos, num texto paupérrimo e vazio, uma manobra de bluff político”, lê-se no apelo à manifestação, acrescentando que é “grave a avaliação de que sem o protesto cívico não se teria alterado” a TSU.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

0 Polícias juntam-se aos protestos das centrais sindicais

A decisão envolve a PSP, a GNR, os Guardas Prisionais, a ASAE, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e a Polícia Marítima. O primeiro protesto será na manifestação da CGTP no dia 29.


A partir de agora, os polícias vão juntar-se a todos os protestos que as duas centrais sindicais organizarem contra as medidas de austeridade.
A decisão, que envolve a PSP, a GNR, os Guardas Prisionais, a ASAE, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Polícia Marítima, foi tomada esta segunda-feira, numa reunião que juntou no Porto os dirigentes de seis estruturas sindicais de outras tantas forças e serviços de segurança.
O coordenador e porta-voz deste grupo, diz que o primeiro protesto será já na manifestação da CGTP dia 29 de Setembro, para a qual será mobilizado o maior número possível de polícias.
“Decidimos participar em todas as acções de protesto convocadas pelas centrais sindicais, seja a CGTP seja a UGT, iniciando já à manifestação da CGTP. Será enquadrada onde os polícias irão demonstrar o seu descontentamento e também dizer que estão ao lado de todos os cidadãos que estão a lutar por uma solução de acordo com as suas expectativas”, afirmou Paulo Rodrigues.
Além dos que vão estar a trabalhar na vigilância das manifestações, os profissionais da área da segurança assumem agora a intenção de participar do outro lado das barreiras em todos os próximos protestos.

domingo, 23 de setembro de 2012

0 O povo tem voz, o conselho somos nós


Muitos milhares de pessoas em Lisboa protestaram ruidosamente em frente ao Palácio de Belém, exigindo a demissão do governo e recordando que “eles são meia dúzia, nós somos milhões”. No Porto reuniu-se uma assembleia popular e houve concentrações em Faro, Viseu, Pombal, Leiria, Braga, Funchal, Aveiro, Bragança, Évora e Coimbra.


Milhares de pessoas participaram da vigília diante do Palácio de Belém enquanto decorria a reunião do Conselho de Estado convocada pelo presidente Cavaco Silva a partir das 17 horas. O número, calculado em cerca de 15 mil pessoas, terá sido maior tendo em conta que havia alguma flutuação – enquanto alguns iam jantar, outros continuavam a chegar.
Os manifestantes quiseram mostrar ao presidente que o verdadeiro Conselho de Estado é o povo nas ruas, e por isso gritavam “O povo tem voz, o conselho somos nós”, e avançavam a decisão das ruas: “Demissão, demissão”, ou “Passos e Gaspar, façam as malas e ponham-se a andar”. Em todo o país houve protestos semelhantes, que mais uma vez marcaram o caráter nacional do movimento iniciado pelo anúncio feito por Passos Coelho de novas medidas de austeridade. No Porto, várias centenas de pessoas fizeram uma assembleia popular. Houve também concentrações em Faro, Viseu, Pombal, Leiria, Braga, Funchal, Aveiro, Bragança, Évora e Coimbra.
Em Lisboa, mais uma vez a criatividade marcou a mensagem enviada ao presidente atrvés de cartazes improvisados: “Sr. Polícia estamos a ser roubados”, “A Passos do abismo”, “Mãe angustiada”, “Atear o Cavaco”, Eles são meia dúzia, nós somos milhões”, “”Adultos ao poder!”. Os Precários Inflexíveis tinham uma grande faixa que dizia: “Troika, Governo – RUA!”.
Entre as palavras de ordem mais gritadas estavam: “Cavaco, escuta, o povo está em luta!”, “Vítor Gaspar, és muito lento a falar e quando abres essa boca dás orgulho a Salazar”. Mas o grito favorito era sem dúvida: “Gatunos, gatunos!”.
Tal como previsto, perto das 18 horas foi cantada a canção “Acordai", de José Gomes Ferreira e Fernando Lopes-Graça, uma das músicas cantadas pelos presos políticos antes do 25 de abril.
Entre os milhares de presentes estava a deputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, que afirmou que aquela manifestação "mostra a democracia a funcionar" e sublinhou que Cavaco Silva deve ouvir o povo, que pretende a demissão de um governo "sem capacidade, legitimidade e autoridade". Também estiveram presentes a deputada Ana Drago, do Bloco, o deputado Miguel Tiago, do PCP, e a vereadora Helena Roseta da Câmara Municipal de de Lisboa. A Comissão de Trabalhadores da RTP marcou presença com uma bandeira e uma faixa contra a privatização.
A cada sinal de movimentação no Palácio, as vaias e assobios sobrepunham-se a tudo o mais. A maioria dos 19 conselheiros já se manifestou publicamente contra as alterações à TSU anunciadas por Passos Coelho. Antes da reunião, Cavaco Silva disse que era preciso ouvir o país e lembrou que nenhuma medida foi ainda aprovada.
 

NOTÍCIA TUGA Copyright © 2011 - |- Template created by Notícia Tuga - |- Powered by Notícia Tuga