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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

0 Passos Coelho, sob a batuta do omnipresente Miguel Relvas, aliciou uma série de bloggers para o ajudar na ascensão a líder do PSD e a denegrir os seus opositores, dentro e fora do partido.

Vem na Visão desta semana, tudo contado, tintim por tintim, por um dos protagonistas.



Os pormenores são muitos e dão náuseas. Um exemplo: enquanto primeiro-ministro, José Sócrates foi convidado para um fórum da TSF. Em conluio, vários elementos do estado-maior da desinformação criado por Relvas intervieram no fórum para tecer rasgados elogios a Sócrates e depois, nas redes sociais, criticar o "endeusamento" do primeiro-ministro, o culto da personalidade que, insinuou-se até, teria sido encomendado pelo próprio José Sócrates. Lembra-se deste episódio? Eu lembro-me. E, devo dizê-lo, caí que nem um patinho porque me recordo de eu próprio, na altura, ter largado cobras e lagartos contra o chefe de governo.
O entrevistado não diz tudo mas conta o suficiente para fazer regurgitar o mais forte dos aparelhos digestivos: conta como Passos chegou à chefia do partido através da descredibilização sistemática dos que se lhe opunham. Conta como criavam perfis falsos no facebook e no twitter com o intuito de tornar virais certas atoardas, a maior parte delas inventadas, contra Sócrates, Rangel, Ferreira Leite e outros (no artigo não se diz mas, estou em crer, a partir daqui se terão criado, e extrapolado, casos como o do Freeport).
Estão lá todos os nomes. Dos blogues. Dos bloggers. Alguns continuam activos. Outros, muitos, foram convidados para o governo e afins. Para o gabinete de Relvas, a secretaria de Estado da Cultura, o parlamento, o Instituto Camões, o ministério dos Negócios Estrangeiros, a AICEP, a comissão de extinção das freguesias.
É ler, meus amigos, é ler. E, depois de o fazerem, perguntem-se: como é possível termos tal criatura como primeiro-ministro? Como foi possível parir tal coisa, politicamente falando?
Com licença. Vou mesmo, e transcrevendo o Priberam para que o dito me saia mais fino, "arrojar com esforço pela boca as matérias contidas no estômago". Assim. Sem tirar nem pôr.

A entrevista:
http://aventadores.files.wordpress.com/2013/11/visc3a3o_entrevista-fms.pdf

sábado, 14 de setembro de 2013

1 Relvas teve conta de telemóvel paga por autarquia durante 10 anos

Má Despesa Pública’. Este é o nome do projecto da autoria de Rui Oliveira Marques e Bárbara Rosa, que, tendo começado como um blogue, saltou para as páginas de dois livros. O segundo foi lançado esta semana e debruça-se sobre os desperdícios de milhões de euros por parte das autarquias do País. Um dos exemplos fornecidos pelos autores reporta-se a Miguel Relvas, que, enquanto presidente da Assembleia Municipal de Tomar, teve, ao longo de 10 anos, a conta de telemóvel paga pela autarquia.


O antigo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, pôde, durante 10 anos, falar ao telefone indiscriminadamente, sem ter de se preocupar com as despesas associadas.
Afinal, era presidente da Assembleia Municipal de Tomar, e, nessa condição, a autarquia assumiu, ao longo de uma década, o pagamento da sua conta de telefone. Aliás, entre 2002 e 2004, e já a desempenhar funções como secretário de Estado da Administração Local, foi aquele município que continuou a suportar esses gastos.
Ora, este é apenas um dos muitos exemplos sinalizados no último livro decorrente do projecto ‘Má Despesa Pública’, da autoria de Rui Oliveira Marques e de Bárbara Rosa, que se centra nos milhões de euros desperdiçados pelas Câmaras Municipais do País. A obra lançada antes das primeiras eleições em que vigora a lei de limitação de mandatos é destacada pela edição desta sexta-feira do jornal i.
Vejamos outros casos. A autarquia de Braga despendeu 8 milhões de euros numa piscina olímpica cuja construção ficou por concluir. Por seu turno, a autarquia de Ourém injectou 40 mil euros num Festival de Cinema que nunca chegou a concretizar-se.
Ao mesmo tempo, Ponte de Sor investiu 8 milhões de euros num aeródromo para receber aviões, que, assinala o jornal i, só aterram em Lisboa, Porto e Faro, enquanto o autarca de Valongo gastou quase 12 mil euros em refeições.
“Estamos numa fase em que não há dinheiro, em que precisamos de bons serviços públicos, e isto é um alerta para que as pessoas sejam mais exigentes com as pessoas em quem votam”

domingo, 7 de julho de 2013

0 Miguel Relvas comprou Mercedes que custa mais de 80 mil euros após sair do Governo

Miguel Relvas comprou um Mercedes Benz classe CLS diesel 218 o mês passado. Tem agora três carros, outro deles também Mercedes.
Miguel Relvas, antigo licenciado em Ciência Políticas e Relações Internacionais e antiga “figura pública” e Ministro do actual Governo de Passos Coelho, tinha dois carros. O mês passado adquiriu outro carro que no site do Autoportal IOL custa 83.178EUR.

A lista de carros em nome de Miguel Relvas registados no IMTT começa em 2008.
Começou por registar um MERCEDES-BENZ CLASSE CLS DIESEL 219 com cilindrada de 3000 cc e cor preta em 15-04-2008, seis meses depois de terminar a sua licenciatura.
No ano seguinte, a 27-05-2009, registou um Míni a Diesel com cilindrada de 1560 de cor “preto e outras”.
No mês passado, mais precisamente a 11-06-2013, comprou um modelo parecido ao que tinha comprado em 2008, um MERCEDES-BENZ CLASSE CLS DIESEL 218 de cor “preta e outras” e cilindrada de 3000 cc.
Segundo o registo automóvel, todos estes carros estão classificados como “Situação Matrícula no IMTT: R”, significando que actualmente os três carros estão em nome de Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas.
Esta base de dados foi identificada por um grupo hacktivista, cujo nome do grupo preferem ocultar, por razões óbvias, identificando que existem vulnerabilidades no acesso directo, ou a parceiros, da base de dados do IMTT.


domingo, 7 de abril de 2013

0 Miguel Relvas, toda a verdade: do Doutor para o 12º mal feito culminando na sua vergonha

É uma entrevisrta que coloca a nu grande parte do que aconteceu com Miguel Relvas. Desde o 12º ano mal feito de Miguel Relvas, passando pela influência de Relvas na RTP, às “desculpas” de Nuno Santos por não colocar reportagens no ar, à aparente falta de coragem de vários órgãos de media a irem contra o antigo temível e influente Miguel Relvas e ao Ministério da Educação por esconder inquéritos.


“Saio como entrei” diz Miguel Relvas. Não nos parece que seja o caso. Entrou Doutor  e saiu com o 12º ano.
A entrevista é com Carlos Tomás, na altura jornalista no Jornal O Crime e agora director desse mesmo jornal.

Como tudo começou?

Eu recebi uma denúncia vinda de um professor universitário a dizer que o Miguel Relvas não tinha a licenciatura válida. Foi transmitida a informação ao director do Jornal O Crime na altura e comecei a investigação. A partir do perfil do Miguel Relvas que estava na Wikipedia a indicar que ele tinha frequentado a universidade, enviei dois e-mails: um para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e outro para a Universidade Lusófona. E ainda um terceiro para o Ministério da Educação para me facultarem o percurso escolar do Miguel Relvas.
Da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa disseram-me que ele nunca frequentou aquela universidade. Ao receber a resposta, insisti junto do Ministério da Educação e junto da Universidade Lusófona, tendo sempre enviado um e-mail para o Gabinete de Miguel Relvas a pedir o seu curriculum, mas nunca me responderam.
Da Universidade Lusófona a resposta foi: só lhe fornecemos os elementos se o Ministro autorizar.
Isto foi uma investigação que começou a 23 de Maio de 2012. Dia 6 de Junho denunciamos o caso no Jornal O Crime.
A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa foi a única a responder que ele não tinha frequentado aquele estabelecimento de ensino:
Vimos a informar que não se encontra, nos arquivos académicos da Reitoria e da Faculdade de Direito, qualquer processo académico em nome de Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas.

Houve algum interesse dos restantes órgãos de comunicação social?

Depois da primeira notícia no Jornal O Crime,  recebo contactos de várias televisões a perguntarem-me se aquilo era verdade. Disse-lhe que podiam confrontar todas as partes. Ninguém pegou no assunto.

Como se desenvolveu a investigação nas semanas seguintes?

Passado 3 edições a 26 de Junho de 2012 sai a manchete “Relvas blinda curso” porque ele não nos deixa aceder ao processo. Lusófona e Lusíada não davam informação.

Miguel Relvas, toda a verdade: do Doutor para o 12º mal feito culminando na sua vergonha

Quando é que se tornou “público” o caso do Miguel Relvas?

Quando Miguel Relvas resolve dar uma explicação ao Jornal i a explicar como tinha obtido o curso descobriu-se que havia um gato escondido com rabo de fora. O processo só ganha dimensão nessa altura, quando ele está a tentar explicar como está a tirar o curso e que explicou uma forma que levantada muitas dúvidas.
O Crime soube também que ele não tinha tirado o 12º ano de forma transparente. Foi tirado numa escola que deixou de existir (Escola Secundária de Belém-Algués) mas tivemos acesso ao documento que lhe atribui a passagem á disciplina de geografia. É um certificado de habilitações com notas à mão.

E agora mais recentemente, o que tens feito sobre esta situação?

Nos últimos meses pedi o acesso ao inquérito, e nunca ninguém me disse nada.
Miguel Relvas demite-se porque tinha acesso ao inquérito, porque estava nas mãos de um colega ministro dele.
Miguel Relvas mentiu duas vezes na Assembleia da República em 1986 e 1989.

Miguel Relvas, toda a verdade: do Doutor para o 12º mal feito culminando na sua vergonha
clica para ampliar

Houve alguma pressão de algum órgão de comunicação social para abafar o caso que tivesses conhecimento?

Na altura mandei a capa do Crime para o Nuno Santos da RTP e o Nuno Santos não quis saber da capa. Será que a RTP era controlada por Miguel Relvas? Ele disse mais tarde que sofria pressões de Miguel Relvas.
E recebi uma mensagem pessoal do Nuno Santos, quando a bronca estoirou, a pedir-me desculpas por não ter ligado à história.
Como aconteceu com duas alegadas vítimas do processo Casa Pia que desmentiam tudo o que previamente disseram em tribunal.l. Fui à RTP e entreguei a Nuno santos e disse-lhe “Olha oh Nuno tenho isto aqui”. O Nuno Santos ficou com a história, comprometeu-se a por aquilo no ar e alguém no governo impediu que pusessem aquilo no ar.
Haviam muitas pressões governamentais sobre os media e muitos interesses económicos.

 Download do relatório sobre a licenciatura de Miguel Relvas

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

0 Oferta : Relvas "canta" Grândola no telemóvel

O toque de telemóvel com Miguel Relvas a tentar acompanhar a canção de Zeca Afonso pode ser descarregado aqui nos formatos mp3 (para Android) e m4r (para iPhone).


Instruções para instalação de toques telefónicos:
no iPhone
1) Descarregue o ficheiro (m4r) para o seu computador.
2) Abra-o no iTunes.
3) Arraste-o da lista de músicas para a pasta Ringtones.
4) Inicie a sincronização do iTunes com o seu iPhone.
5) Escolha o ringtone (toque telefónico) no menú.
no Android (ler aqui)

0 Relvas é a prova viva de que não se deve investir na educação.

"Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português. Veja-se o caso de Angela Merkel
"Ser visto e ser ouvisto pelos portugueses é também uma razão de justificar o investimento" -  Miguel Relvas
A gente somos um país muita curioso. Houveram eleições e, com base no que tínhamos visto e ouvisto na campanha eleitoral, votámos maioritariamente nos partidos que assinaram com a troika um acordo, digamos, difícil de cumprir. Mas hádem dizer-me quantos são, mesmo entre os que votaram no seu partido, aqueles que admiram, respeitam ou sequer toleram o trabalho e a figura de Miguel Relvas. O ministro não parece ser muito popular, derivado do seu envolvimento em alguns escândalos como, por exemplo, o da licenciatura. Mas nem por isso deslarga o poder. Entrou para dentro do Governo, há dois anos atrás, e ninguém o tira de lá. Para fora.
Prontos, mas as pessoas não são só defeitos. E Miguel Relvas tem o grande mérito de constituir um exemplo, parece-me a mim. Muitos desempregados não conseguem arranjar emprego por causa que têm habilitações a mais. Miguel Relvas obteve o seu com emprego mesmo tendo claramente habilitações a menos. Apontou para baixo e foi bem sucedido. Estabeleceu um objectivo mais modesto e atingiu-o. E ainda o acusam de ser muito ambicioso...
Os cortes no Estado social não são uma necessidade de poupança, são uma estratégia de futuro. Relvas deseja que o Governo faça cortes na educação porque ele próprio cortou na sua e venceu. Conhece, por experiência própria, as vantagens de desinvestir na educação. É um exemplo de sucesso de deformação profissional. Como cidadões, temos muito a aprender com ele. Ou a desaprender, já não sei.
Soares fala mal francês, Sócrates falava mal inglês e espanhol, e Relvas fala mal português. Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português, aliás. Veja-se o caso de Angela Merkel. Saberá dizer duas, três palavras no máximo. Os nossos dirigentes sempre tiveram um problema com as línguas. E, tendo em conta o estado em que o país se encontra, também não parecem ser melhores nos números. Talvez tenham sido daqueles alunos que só eram bons em educação física."  fonte
Ricardo Araújo Pereira


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

0 O QUE É UM PSICOPATA?

A psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. 
Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.

•No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança.


Os psicopatas não sentem culpa. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.

Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia.
No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre.

Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.

A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas aos médias modernas. Num um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering, usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (...) é sempre trazido aos anciãos para ser punido”.

MITOS

• Primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos. A maioria dos psicopatas não é violenta, e grande parte das pessoas violentas não é psicopata.

• O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é frequente a perda de contacto com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora.
Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.

sábado, 26 de janeiro de 2013

0 Miguel relvas no seu melhor ! (Video)

Visto e ouvisto !
 Se teve equivalências, não foi a português de certeza absoluta...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut em férias de luxo no Rio de Janeiro, para estes ladrões não há AUSTERIDADE !|

José Luís Arnaut e Dias Loureiro também estiveram no hotel de luxo Capacabana Palace, no Brasil

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi passar os últimos dias do ano ao Rio de Janeiro, Brasil, e esteve num dos mais luxuosos hotéis da “Cidade Maravilhosa”, o emblemático Copacabana Palace.
Mas não foi o único. O ex-administrador da SLN, holding que era detentora de 100% do BPN – Banco Português de Negócios, Dias Loureiro, e o ex-ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional, José Luís Arnaut, também lá estiveram.
Localizado na Praia de Copacabana, o hotel que Miguel Relvas escolheu para passar uns dias de descanso, e que pertence ao grupo Orient-Express, tem hospedado ao longo de décadas membros da realeza, estrelas de cinema, teatro e música, assim como políticos e empresários. Desde que Fred Astaire e Ginger Rogers dançaram juntos no filme Flying Down to Rio com o Copacabana Palace como cenário principal, o hotel tornou--se internacionalmente conhecido.
A diária no Copacabana Palace, que reabriu a 12 de Dezembro, depois de extensas obras num valor estimado superior a 10 milhões de euros, custa um mínimo de 600 euros e o preço médio por dormida é de 800 euros, sem incluir taxas de serviços de hotel ou pequeno-almoço – e a preços de balcão. Uma refeição no hotel pode custar bem mais que a pernoita e os preços sobem em época alta, como acontece nos períodos de Natal e Ano Novo.
O Copacabana Palace tem um total de 243 apartamentos e suites. Todas as acomodações são projectadas de forma individual com móveis de época e obras de arte originais e possuem vista para o mar e amplas salas de estar.
Miguel Relvas é cidadão honorário do Rio de Janeiro desde 2008, mas, pelo menos até há alguns anos, era na Baía onde passava – segundo dizia – as melhores férias da sua vida. De resto, as viagens ao Brasil, em trabalho ou turismo, são uma constante desde o tempo de Santana Lopes, quando era secretário-geral do PSD. A regularidade aumentou quando Relvas iniciou a sua actividade como gestor e consultor de empresas privadas, em 2006. A partir de 2009, ano em que se dedicou exclusivamente à gestão e consultoria na Kapaconsult, Finertec e na Alert, a multinacional portuguesa de software clínico, as idas ao outro lado do Atlântico tornaram-se ainda mais frequentes, até à sua entrada para o governo.
O Copacabana Palace está longe de padecer dos males que afectam a hotelaria em Portugal, sobretudo na região do Algarve. Mesmo tendo em conta a diferença de temperaturas – em Portugal é Inverno, enquanto no Rio de Janeiro é Verão –, e de preços, nunca antes as taxas de ocupação em território nacional atingiram níveis tão baixos.
Este ano, 16% dos hotéis portugueses encerraram na época baixa. Só no Algarve, e de acordo com dados da Associação da Hotelaria de Portugal citados pelo jornal “Expresso”, quase metade dos hotéis (48%) fecharam esta estação por falta de turistas.

sábado, 22 de dezembro de 2012

0 TAP: no último minuto, um prolongamento

O negócio estava bem encaminhado com apenas um candidato a oferecer próximo de nada. Felizmente ainda existe, apesar do estado de exceção em que temos vivido, democracia em Portugal. E democracia não é, ao contrário do que alguns pensam, apenas eleições de quatro em quatro anos. A oposição, infelizmente apenas nas vésperas da decisão, conseguiu juntar vozes contra o escândalo a que estávamos a assistir. A imprensa começou a fazer contas e a denunciar as estranhas manobras de bastidores que antecederam a candidatura. O consenso no repúdio por este roubo acabou por se fazer no último minuto. A privatização da TAP, pelos seus contornos, corria o risco de se transformar num escândalo económico que acabaria por pôr em causa a credibilidade de qualquer privatização depois dela. Se juntarmos a inacreditável proposta que existe para a RTP, o governo podia passar a ser visto como de facto é: uma coutada do ministro Miguel Relvas e dos seus pouco recomendáveis contactos.

Mas a privatização da TAP continua em cima da mesa. E outra, mais grave nas suas consequências económicas, também: a da ANA. Tratam-se de dois bens estratégicos para a economia portuguesa. Movimentam milhões de pessoas, garantem a ligação com a comunidade emigrante e são, em conjunto, um instrumento central para o maior exportador nacional: o turismo. Com as condições negociadas, daqui a uma década poderíamos perder estas empresas para os seus concorrentes. E tratam-se de dois monopólios. Quem os controlar controla uma chave fundamental para a nossa soberania económica. Na Alemanha os grandes aeroportos são públicos e a companhia de bandeira não é controlada por capitais estrangeiros. Será por acaso? Como pode Portugal, na atual situação, querer perder o controlo destes dois ativos fundamentais para a sua economia?

A TAP, se for essa a determinação de quem governe, pode ser bastante rentável. A sua situação está longe de ser desesperada. Quanto à ANA, é um dos melhores negócios em Portugal. Pensar vendê-la é das decisões mais absurdas que já passou pela cabeça de um governo.

Valeu a pena a determinação com que, nos últimos 15 dias, se debateu a privatização da TAP. Mas a coisa, adiada com uma desculpa pouco credível, continua em cima da mesa. E a decisão sobre privatização da ANA é já para a semana. Ficou a lição: vale a pena insistir. O governo está fragilizado e internamente dividido. E isso pode ser a nossa salvação.

Publicado no Expresso Online

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

0 Miguel Relvas terá no seu currículo, alguma coisa que não esteja ligada a corrupção?

Miguel Relvas não pára de nos surpreender... Desta feita, aparece ligado a personagens do caso de corrupção mais badalado do Brasil, o Mensalão.... 
As privatizações ainda nos vão trazer muitas surpresas... RTP, TAP, EDP, Saúde da CGD, e o que mais será irá descobrir? 
O mais estranho é que, mais uma vez, o BES está metido ao barulho.






"José Dirceu, antigo chefe da Casa Civil de Lula da Silva, foi condenado pelo crime de corrupção activa, depois de ter sido identificado pelo Ministério Público como mentor e "chefe da quadrilha" responsável pelo "Mensalão". 
Dirceu manterá fortes ligações a Portugal, designadamente ao ministro Miguel Relvas, à Ongoing, à PT e ao BES.
A coberto da sua actividade como publicitário, Marcos Valério reuniu-se em Portugal com António Mexia, ministro das Obras Públicas entre 2002 e 2004, e Miguel Horta e Costa, presidente executivo da Portugal Telecom entre 2002 e 2006, e com dirigentes do Banco Espírito Santo.(...)
O “Público” escrevia em Agosto último que Dirceu é sócio do escritório Lima, Serra, Fernandes & Associados, chefiado por Fernando Lima, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), actual presidente da Galilei (ex-SLN/BPN). Paralelamente, tem o pé em três sociedades de advogados no Brasil (a JD Consultores, a Oliveira e Silva & Associados, ambas com sede em São Paulo, e a JD&S, de Brasília).
O "Público" revelava ainda que Dirceu tem ligações próximas a Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, filiado na mesma loja maçónica de Fernando Lima, a Universalis, e à Ongoing. “Foi João Abrantes Serra, sócio da sociedade Lima, Serra, Fernandes & Associados, que apresentou Dirceu ao presidente e vice-presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos e Rafael Mora". O jornal revelava também que a Ongoing contratara a namorada de Dirceu para colaborar com o grupo em São Paulo. Fonte 

"Gabinetes de José Dirceu promoveram a entrada de Efromovich na TAP"
NÃO SE ESQUEÇAM DE DIVULGAR, O IMPORTANTE É O MÁXIMO POSSÍVEL DE PESSOAS SABER
Mais, algumas compilações sobre o suspeito passado do Relvas, e as ligações com o BES. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

0 relvas transformará portugal numa lixeira empresarial

Luiz Eduardo de Oliveira e Silva é irmão e sócio de José Dirceu. José Dirceu foi um dos homens fortes do PT brasileiro e o pior daquele partido. Principal responsável pelo caso mensalão e condenado a 10 anos de prisão. Gente fina, portanto. E gente fina com quem o ministro Miguel Relvas tem relações próximas.
Em Novembro do ano passo Luiz Oliveira e Silva veio a Portugal. Veio fazer contactos com o mundo da finança e da política portuguesa. Objetivo: interceder em favor de Efromovich para o negócio da TAP. Algumas semanas antes, o empresário boliviano-colombiano-brasileiro-polaco (depende do negócio que quer fazer) tinha sido recebido por Miguel Relvas. Para mostrar o seu interesse pela TAP.
As reuniões do irmão de Dirceu foram articuladas com o escritório de advocacia Lima, Serra, Fernandes & Associados, de Fernando Lima, parceiro dos vários gabinetes de José Dirceu no Brasil. Os contactos financeiros foram com Ricardo Salgado (sempre ele), os políticos com Miguel Relvas. Em Outubro, o jornal "Globo" deu conta destes contatos: "Quem está ajudando o empresário Gérman Efromovich a comprar a TAP é o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares de Portugal, Miguel Relvas" que "tem amigos influentes no Brasil - inclusive, Zé Dirceu."Só depois de todos estes contactos é que Efromovich surge como candidato à privatização da TAP.
A notícia vem no "Público" de ontem. Saberemos, espera-se, mais pormenores nos próximos tempos. Porque conhecemos agora o princípio da história - as rede de relações de Relvas no Brasil com a mais corrupta da elites brasileiras (a que gravita em torno de Dirceu) mexeram-se para ficar com a TAP - e o fim - Efromovich acabou como único candidato à privatização da companhia aérea por uns trocos. Só o que está no meio pode explicar como foi isto possível.
Também sabemos algumas coisas sobre o estranho processo de privatização da RTP. Que começa com a ideia da concessão com os contribuintes a pagar e acaba com a Newshold a assumir-se como única candidata a 49,51% da RTP. Ficando a mandar, sozinha, no canal público. Com os cidadãos a pagar a taxa de audiovisual. Mais uma vez, coincidência das coincidências, o candidato único parece estar integrado na excelente rede de relações que Miguel Relvas tem em Luanda. Com quem, só podemos imaginar. Porque a maioria parlamentar acabou de chumbar uma lei que obrigaria as empresas de comunicação social a declararem quem são os seus proprietários.
Não é preciso elaborar nenhuma teoria da conspiração para perceber o que se está a passar neste País. E o resultado será este: a rede internacional de contactos de Miguel Relvas, que integra o que de mais nebuloso pode existir no mundo empresarial, vai tomar conta da economia portuguesa, através do seu homem em Lisboa. E depois de o fazer nada poderá ser desfeito. Se outras razões não existissem para a urgente saída desta gente do governo, esta chegaria. Portugal, já tão minado pela corrupção, corre o risco de se transformar numa lixeira empresarial.

0 Relvas recebeu 14 mil euros de reforma

O ministro Adjunto já está reformado. Miguel Relvas, de 51 anos, optou por suspender a sua pensão quando aceitou integrar o Governo liderado por Passos Coelho, dando cumprimento à lei que impede a acumulação de salários com pensões aos titulares de cargos políticos.
A subvenção vitalícia de Relvas é de 2800 euros por mês. No ano passado, a Caixa Geral de Aposentações pagou mais de 14 mil euros ao ministro Adjunto a título de pensão vitalícia, um pagamento que foi suspenso quando tomou posse no actual Governo.
Miguel Relvas junta-se assim a Dias Loureiro, Armando Vara, António Vitorino e Zita Seabra no grupo de políticos que pediram a pensão vitalícia, uma regalia que terminou em Outubro de 2005.
Entretanto, o procurador-geral da República disse ontem que, caso haja ilícitos criminais ou documentos falsos no processo de licenciatura do ministro Adjunto, o Ministério Público terá de actuar. "Se houver ilícitos criminais, se houver documentos falsos, teremos de actuar. O resto, sobre a qualidade do ensino, é da responsabilidade do ministro da Educação" disse Pinto Monteiro, que confirmou que neste momento estão a ser analisados os documentos revelados pela Lusófona, e que a comunicação social tem divulgado, sobre o processo de licenciatura de Miguel Relvas em Ciência Política e Relações Internacionais.
Já o Ministério da Educação adiantou ontem que "em breve" será realizada uma auditoria à Universidade Lusófona, pela Inspecção-Geral da Educação (IGE). Em 2009, a Lusófona já tinha sido alvo de auditoria, no âmbito do plano de fiscalização da IGE.

domingo, 16 de dezembro de 2012

0 O poder oculto de Miguel Relvas na comunicação social - um perigo real para a sua liberdade!

Miguel Relvas envergonha o actual executivo.

Sei, de fonte segura, que Nuno Crato se sente muito incomodado por se sentar ao lado de um "troca-tintas" , que fez o curso pelo método C (método da cunha), que é, ao fim e ao cabo, a negação do discurso oficial do Governo em matéria de educação, centrado na e

xigência e qualidade de ensino. Miguel Relvas é, numa frase, a personificação dos vícios do sistema político português.

Se pensarmos num político que, no fundo, represente as nossas deficiências democráticas estruturais, que seja um modelo de maus exemplos e práticas políticas deploráveis, então iremos - certamente! - pensar em alguém com o perfil de Miguel Relvas.

O caso recentíssimo da RTP veio, apenas, confirmar que Miguel Relvas, embora pareça ausente, está sempre presente na redacção da estação pública.
Após o saneamento político vil e miserável de que Nuno Santos foi alvo, subtilmente orquestrado a partir do gabinete de Miguel Relvas, nenhum jornalista se atreverá, com o mesmo desprendimento e liberdade de espírito, realizar uma peça informativa crítica relativamente ao Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares.

Por que é que este caso só pode ter a conclusão óbvia de que se trata de saneamento político? O mais cego é aquele que não quer ver - diz o povo na sua secular e irrefutável sabedoria. Pois bem, no caso RTP, os factos não deixam margem para dúvida. Passemos a concretizar:

Primeiro_
o Presidente da RTP é um amigo pessoal e uma escolha da inteira confiança de Miguel Relvas - designado, precisamente, por este Ministro para gerir a estação pública, depois de uma passagem pela gestão de empresas de cervejas. Cedo se percebeu que Alberto da Ponte assumiu o desafio da gestão da RTP com um objectivo: ser o comissário político de Miguel Relvas. Um dos primeiros pontos do caderno de encargos de Alberto da Ponte passava pelo afastamento de Nuno Santos, então director de informação, o qual se recusava a "beijar a mão" de sua Excelência Ministro Miguel Relvas.
Ora, o episódio das imagens foi um pretexto ideal para concretizar o desejo do Relvas - que, com este episódio, não deixou margens para dúvidas de quem manda na RTP. A estação passou a ser o veículo de propaganda oficial (e oficiosa).

Em segundo lugar_
Miguel Relvas - através do comissário Alberto da Ponte - decidiu escolher para director de informação da RTP nada mais, nada menos que....Paulo Ferreira. Qual é a nota distintiva deste jornalista, que, aliás, foi bem salientada pelos diversos órgãos de comunicação social? Ser o jornalista que tem analisado a execução orçamental do Governo com....mais optimismo! Ou seja, tem sido o defensor-mor de Vítor Gaspar nas suas intervenções televisivas. Claro que é só coincidência, claro...pois...nós sabemos....

Não pense, porém, o caríssimo leitor, que a influência de Relvas se resume à estação pública. Nem pouco mais ou menos. Na verdade, eu próprio testemunhei uma conversa entre Miguel Relvas - já Ministro! - e uma jornalista, em que o primeiro perguntava se a jornalista estava feliz com o seu trabalho - é que o sempre solícito Miguel Relvas tinha ouvido que a pobre tinha problemas com o seu Chefe de Redacção. Claro que ele, o Relvas, se mostrou disponível para resolver a sua situação...

Palavras para quê? É Miguel Relvas. E basta. Pena é que a democracia esteja, assim, cada vez mais fragilizada.

 João Lemos Esteves

http://ouropel.blogspot.pt/2012/12/portugal-pasto-para-relvas.html?spref=fb

0 Quem está ajudando a Comprar a TAP

E NINGUÉM SE REVOLTA????? Efromovich, além de ser boliviano, tem também a nacionalidade brasileira. Este mafioso com inúmeros negócios sob suspeita de fraude e 
em investigação no Brasil pela Polícia Federal - razão pela qual abandonou recentemente a residência naquele país -, é com quem o actual governo português negocia a venda da TAP, depois de ter blindado o caderno de encargos aos outros potenciais concorrentes que acabaram por desistir. Efectivamente, foi através dos contactos prévios tidos com Miguel Relvas no Brasil - através do seu amigo Jorge Bornhausen, fascista convicto e chefe do extinto partido fascista naquele país, o ARENA, que foi a única formação política que sustentou politicamente a feroz ditadura militar brasileira que durou entre 1964 até 1982 - que se iniciou a negociata.
Efromovich propõe-se agora obter a nacionalidade de um país da UE, a Polónia, apenas para fazer a negociata a 100% com a aquisição da TAP ao desbarato, contornando assim a legislação europeia, que não permite que uma empresa nacional dum Estado membro seja adquirida a 100% por uma entidade não europeia. O que seria interessante saber, é quanto Miguel Relvas / Passos Coelho vão encaixar com esta negociata a realizar entre vigaristas sem escrúpulos." Mais uma jogada de mestre!!
Os senhores da Newshold - a tal candidata a pagar metade da RTP e a mandar por inteiro, segundo os mais recentes e inconstantes planos de Borges/Relvas para a devastação nacional -, passaram ao ataque. Coitadinhos, que têm sido tão atacados na comunicação social, a portuguesa claro, que a angolana não se mete com eles, lá há prisões para os rebeldes e um tiro na noite não custa a dar e sai barato.
Coitadinhos, que têm sido vítimas de xenofobia por parte de jornalistas e comentadores. Coitadinhos que, tal como outras empresas angolanas instaladas em Portugal, só querem ajudar o País a ultrapassar este mau momento, a fazer-nos progredir e enriquecer, tal como têm feito progredir e enriquecer o seu próprio povo que, como toda a gente sabe, anda a nadar em dinheiro de manhã à noite e a enfeitar-se com diamantes da cabeça aos pés.
Enfim. Vamos aturando os raspanetes e os ditames da Merkel, do Durão, da Lagarde, das agências de rating, dos patrões do mundo e, agora, dos senhores de Angola, a gruta de Alibabá para uns quantos ladrões. Vamos entregando Portugal aos bocados, a chineses, a angolanos e, se Relvas e Borges quiserem, e se os portugueses se calarem, a um qualquer ditadorzeco árabe. Quem dá mais? Somos baratos! Somos o novo mercado de escravos. Vendidos a pataco. Empobrecidos à força.
O decreto-lei onde se detalham as condições da privatização da TAP, promulgado pelo Presidente da República esta semana, refere que os novos donos da empresa não poderão alienar a sua posição num período fixado pelo Governo e que pode variar entre cinco e dez anos a partir do momento de assinatura do contrato.
As acções da empresa, por outro lado, ficarão indisponíveis por um período de até cinco anos. Neste segmento, os trabalhadores têm a possibilidade de adquirir um bloco de até 5% da empresa.
O Governo fica com o direitor de limitar a 49,9% o capital social a adquirir, o que surge como salvaguarda que de a empresa não seja tomada por um grupo não europeu, e que outras empresas europeias possam adquirir o capital remanescente. Ou seja, "visa potenciar a participação e o investimento de um ou mais interessados que venham a tornar-se acionistas".
No documento hoje publicado em Diário da República, é ainda referido, tal como já tinha sido manifestado pelo Governo, que a venda deverá ser feita a "uma empresa que apresenta forte ligação ao país, ligação essa que importa manter, afigurando-se por isso relevante privilegiar a manutenção do seu pendor característico enquanto «companhia bandeira»".
O empresário brasileiro-colombiano que gere a Avianca e quer comprar a TAP já conseguiu a nacionalidade polaca e como passou a ser cidadão da União Europeia já pode comprar a TAP!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

0 JÁ TENHO LICENCIATURA. Relvas em poema.


Já tenho licenciatura
Agora sou um doutor,
Tenho montes de cultura
Vou ser Ministro? E se fôr?...

miguel relvas Sócrates licenciatura roubarInscrevi-me ao fim do dia
Naquela Universidade
Dos diplomas de inverdade
P'ra testar o que sabia.
Já de manhã, mal se via,
De maneira prematura
Eu fiz muito má figura.
Mas mesmo sem saber nada
Formei-me na Tabuada,
Já tenho licenciatura!

Dei cem erros no ditado.
E agora o mais curioso :
Por estar muito nervoso
Á recta chamei quadrado!
Quando me foi perguntado
Se conhecia o Reitor,
Respondi que não senhor
Embora fosse meu tio!
Disse mentiras a fio,
Agora sou um doutor!

Com mesquinhez e com tudo
Puxei das equivalências,
Juntei outras mil valências
Deram-me mais um canudo.
Com diplomas, contudo,
Era fácil a leitura,
Deixei de ser um pendura,
Sou político afamado.
Sou falado em todo o lado,
Tenho montes de cultura

Já sou Mestre em Corrupção,
A todos sei enganar.
Habituei-me a roubar
Tirei curso de ladrão.
E agora, queiram ou não,
Mesmo sem nenhum valor,
Eu falo que é um primor
Na Assembléia sentado.
Para já sou deputado.
Vou ser Ministro? E se fôr ?



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

0 O caso do homem que queria agredir Miguel Relvas

Afinal o homem que foi à Horta para agredir o Miguel Relvas é o jornalista Nuno Ferreira, que trabalhou para o "Expresso e para o "Público" e que muitos camaradas seus conhecem e apreciam (a insuspeita Ana Sousa Dias, no seu facebook, classifica como "um grande repórter e ótimo companheiro de trabalho"). Afinal, segundo a versão de Nuno Ferreira, a sua ida à Horta não se terá devido a Relvas mas corresponde a um projeto que está a desenvolver: "Açores a Pé Pelas Nove Ilhas". Afinal não se terá instalado propositadamente num quarto próximo de Relvas, até porque deu entrada naquele hotel antes do ministro. Afinal não terá tentado agredir ninguém. Apenas terá dito, no hall de entrado do hotel onde estavam os dois instalados, "você não tem vergonha na cara de andar por ai depois de tudo o que tem feito?" O seu crime terá sido protestar, pacificamente, com um cartaz, em frente à Assembleia Legislativa. "Bem-vindo excelentíssimo sr. dr. Miguel Relvas, Angola gosta do senhor doutor". E, depois de o fazer, terá sido detido quando se dirigia para o seu quarto, no hotel.

Já nem choca a mentira que as forças de segurança fizeram circular sobre o jornalista para justificar a sua própria arbitrariedade ou incompetência. O que nos deve preocupar é a repetição de episódios deste género - lembram-se da identificação de um estudante que protestou, dentro das instalações da sua faculdade, contra Passos Coelho, e a agressão a um jornalista da TVI? Acossado e sem se poder deslocar a lado nenhum sem ter de ouvir os protestos dos portugueses, com ministros que, só pela sua presença no Executivo, insultam a dignidade da República, o governo parece apostado em criminalizar a contestação.

Mas, acima de tudo, choca como a comunicação social terá sido tão lesta a comprar a versão dos seguranças do Miguel Relvas, quando ela ainda nem podia ser confirmada pelo principal envolvido. Não posso garantir com toda a certeza que o jornalista Nuno Ferreira esteja a contar a verdade. Mas entre ele e os capangas de Relvas não me é difícil escolher quem tenha mais credibilidade. A ver se nos entendemos: este governo, como outros que o antecederam, tem uma relação complicada com a verdade. Seria melhor a comunicação social não comprar as suas versões sem tratar de garantir antecipadamente o contraditório. Até porque, diz-se, é essa a sua obrigação.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

0 Jornalista detido após tentar invadir quarto de Relvas

A PSP deteve ontem na Horta um homem que tentou entrar no quarto de hotel onde está hospedado Miguel Relvas, que viajou aos Açores para assistir à posse do Governo Regional.
Segundo o jornal Público, o homem que agrediu o segurança do ministro enquanto tentava invadir o quarto trata-se de um jornalista do continente que já trabalhou no semanário Expresso e no Público.
O agressor estava hospedado no mesmo hotel que Miguel Relvas, tendo sido detido depois de tentar agredir um dos agentes de segurança.
Já durante a tarde, o homem tinha protagonizado um protesto contra o ministro no exterior da Assembleia Legislativa dos Açores, onde decorreu a cerimónia de tomada de posse do novo Governo Regional.
Na altura, empunhava um cartaz onde estava escrito 'Bem-vindo Dr. Relvas. Angola gosta muito do Sr. Doutor'.
O homem, que era a única pessoa envolvida neste protesto, foi, na altura, rodeado por elementos da PSP da Horta que se encontravam de serviço no local.
O detido será presente ao Tribunal da Horta ainda hoje de manhã para primeiro interrogatório judicial.
O incidente não alterou a agenda de Miguel Relvas na Horta, que incluiu esta noite a presença num jantar oferecido pela Assembleia Legislativa dos Açores para assinalar o início da nova legislatura.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

0 Licenciatura de Miguel Relvas: CADA e AR não cumprem a Constituição da República

Em finais de Junho deste ano o Tugaleaks requereu ao Arquivo Histórico Parlamentar, com base na Lei 46/2007 de Acesso aos Documentos Administrativos, o comprovativo da Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona de Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas (PSD.
Na altura, ainda não era conhecido esse documento e a investigação do Jornal O Crime tinha ainda dado os primeiros passos naquele que seria o assunto político quente do verão passado.


Continua a ser negado o direito básico de informação

Na sequência dessa queixa o CADA – Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, respondeu a 18 de Setembro, mais de três meses depois.
Nessa altura, já o documento da licenciatura com as cadeiras e respectivas equivalências estava ao dispor da comunicação social e no entanto o CADA resolveu no enquadramento desfavorável ao cidadão no acesso a este documento pelo mesno não existe na Assembleia da República (AR). Hoje, embora os media tenham este documento, o Tugaleaks não o tem. E de forma clara e inequívoca o Artigo 37.º que fala da Liberdade de Expressão e Informação, estipula no seu primeiro ponto que “Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento (…) bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações”. Na altura a universidade em questão disponibilizou os documentos apenas a jornalistas.
Pelo facto e passados quase quatro meses, a possibilidade de um cidadão ter acesso a um documento que é público continua vedada.

CADA pede resposta à AR

Através do PDF disponível no site do CADA, o Secretário-Geral da Assembleia da República, dirigiu à CADA “informação dos serviços que, retificada,constitui a resposta à queixa”.
Nesse mesmo documento, enviado ao fundador do Tugaleaks, Rui Cruz, pode ser lido entre as folhas 2 e 6 vários termos técnicos e jurídicos dando razão ao Tugaleaks quando afirmam que “Um comprovativo de licenciatura detido ou na posse de entidade sujeita à LADA consubstancia um documento administrativo de acesso livre e generalizado. Todos podem aceder ao mesmo sem necessidade de justificar ou fundamentar o pedido.”
O problema, se é que pode ser apelidado desta forma, é que a AR não tem o documento. Ao CADA foi também indicado no ponto 3 da folha 3 que o documento “não pode ser facultado pelo simples motivo de que o mesmo não existe nos Serviços da Assembleia da República, nem tem que existir, na medida em que se aplica por analogia o nº 7 da Resolução da Assembleia da República nº 21/2009 de 26 de março: “A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais”.
Já anteriormente o Tugaleaks tinha chamado á atenção desta resolução e do perido para a democracia que o mesmo tinha. No entanto este artigo não é válido neste caso, e a AR através do seu Secretário-Geral bem como o CADA não reconheceram a ilegalidade cometida.

A constituição não prevê a retroactividade

A retroactividade de uma lei consiste num exemplo prático: se em 2005 se puder matar  e sair uma lei ou alteração ao Código Penal em 2007 que diga que matar è crise, a pessoa que matou alguém em 2005 não pode ser julgada.
Ao que parece, para a Assembleia da República e para o CADA, tal não acontece para os políticos e violam por isso a Constituição da República, nomeadamente no Artigo 18.º que se refere à Força Jurídica e que no seu ponto 3 informa que “As leis restritivas de direitos, liberdades e garantias têm de revestir carácter geral e abstracto e não podem ter efeito retroactivo nem diminuir a extensão e o alcance do conteúdo essencial dos preceitos constitucionais”.
Ora, se Miguel Relvas terminou a sua licenciatura em 2007 e se esta lei é de 2009, o Tugaleaks quer saber quando é que Miguel Relvas actualizou a sua “ficha” na AR. Pelas nossas contas, o Secretário-Geral da AR invocou de forma incorreta a “fé” e a Resolução indicada não pode ser usada para ilibar a obrigatoriedade de entrega deste documento em sede própria.
Mais, torna-se evidente que em causa está o poder de informação do cidadão, consagrado no Artigo 37.º como está também em causa uma resposta manifestamente contrária á lei (o exemplo anterior do Artigo 18.º) e que estes dois em conjunto estão a denegrir a própria imagem do estado como órgão democrático da nossa nação.
O CADA, ao enviar uma resposta que certamente terá sido vista por juristas sem verificarem a legalidade da mesma é também por isso conivente com a resposta da AR.

Licenciatura de Miguel Relvas: CADA e AR não cumprem a Constituição da República

Notas finais

Segundo apurou o Tugaleaks, Miguel Relvas já tinha alterado a sua ficha de forma falsa em 1987 indicando que tinha estado no 2º ano do curso de Direito. E voltou a altera-la em 2007 quando terminou a sua “licenciatura à pressa” na Lusófona.
Foi com base na última alteração que reabrimos o processo no CADA, nos termos da lei, e pretendemos saber e ter acesso ao documento que Miguel Relvas alterou, contendo a data do mesmo.
A existirem provas de que a AR nos informou mal e usou uma lei com retroactividade de forma contrária à constituição, é nosso dever e intenção apresentar queixa crime contra os responsáveis desta tentativa de “lavar culpas” à qual o Tugaleaks esteve atento e reagiu a tempo.
E, após isto tudo, o grupo de cidadãos que compõem o Tugaleaks continua á espera do documento da licenciatura de Miguel Relvas e da honestidade da Assembleia da República.

sábado, 27 de outubro de 2012

0 Relvas teve equivalência a cadeiras que não existiam

Auditoria revela que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares teve equivalência a cadeiras que ainda não existiam no ano em que obteve a licenciatura. O relatório encontrou “falhas de diversa natureza que evidenciam a ausência do rigor indispensável à segurança dos procedimentos estabelecidos para a creditação”.


Para conseguir a sua licenciatura, Miguel Relvas só precisou matricular-se num ano letivo, a matrícula foi aceita já fora do prazo, teve de fazer apenas quatro das 36 cadeiras da licenciatura e, para completar, obteve também equivalência a cadeiras que ainda não existiam.
Tanto o Expresso quanto o Público tiveram acesso à auditoria da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, que analisou os processos de 120 alunos que se licenciaram na Universidade Lusófona desde 2006, tendo parte dos créditos atribuídos através do reconhecimento da experiência profissional.
De todos estes 120, apenas o atual ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares conseguiu tantas equivalências para completar o curso de Ciência Política e Relações Internacionais. De tal forma que teve até equivalências a cadeiras que não existiam em 2006/2007, o ano letivo em que esteve matriculado na universidade.
Associação de folclore rendeu equivalências
Na quinta-feira o ministro da Educação, Nuno Crato, deu 60 dias à Lusófona para reavaliar todas as licenciaturas que concedeu com recurso ao mecanismo de reconhecimento da experiência profissional. Recorde-se que Miguel Relvas obteve a licenciatura com equivalências concedidas pelo desempenho de cargos em empresas e até por ter presidido à assembleia geral de uma associação de folclore.
Apesar de a auditoria não referir nomes – apenas o número do estudante –, é fácil identificar as referências ao ministro, pois foi o único a receber equivalência a 160 créditos. “Saliente-se que o aluno apenas esteve inscrito em 2006/07 e as unidades curriculares Teorias Políticas Contemporâneas II, Língua Portuguesa III, Língua Portuguesa IV apenas configuram disciplinas optativas do curso em 2007/08”, aponta o relatório. E acrescenta: “Apenas o referido aluno integra no certificado” as disciplinas em causa.
Ausência de rigor
Outra informação do relatório é a de que a candidatura de Relvas foi admitida fora dos prazos legais. O relatório diz que a auditoria analisou mais detidamente os oito processos de alunos com mais equivalências, e encontrou “falhas de diversa natureza que evidenciam a ausência do rigor indispensável à segurança dos procedimentos estabelecidos para a creditação”.
Entre as falhas é também dada como exemplo a “regulação tardia e insuficiente” das equivalências e a “ausência de garantia de qualidade e de fundamentação” na intervenção dos vários órgãos da universidade. Há ainda falhas de informação, como documentos por preencher ou rasurados.
Sempre disponível para sair
Já este sábado, Relvas afirmou que "quem está no governo está sempre disponível, por princípio, para sair no dia seguinte". Mas disse estar de "consciência tranquila" por ter sempre agido "de acordo com a lei e de boa-fé" e considerou que cabe à Universidade Lusófona prestar esclarecimentos sobre as alegadas irregularidades na atribuição de graus académicos: "Devem pedir esses esclarecimentos à universidade". Afirmou, porém, que a Universidade Lusófona "recebeu uma mera advertência", pela qual tem de responder, e assinalou que "a advertência é a referência mais baixa que pode ser feita".
 

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