Mostrar mensagens com a etiqueta Movimentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Movimentos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

0 Conheça quem anda a colocar o NIF de Ministros na Internet

Chama-se UGnaziPT. Não tem a ver com “nazi”, mas sim com um grupo de hackers que nos USA se tornou famoso. Prometem começar a “destruir” brevemente.
Passos Coelho tem o NIF na Internet. Mas existe quem não tenha. Com o intuito de mostrar ao povo estas e outras informações, os UGnaziPT começaram a colocar NIFs que não estavam disponíves no Twitter.

O Tugaleaks entrevistou um dos seus membros que nos contou que a criação do grupo é simples e ideológica: “Começamos em Dezembro de 2012. A razao é simples, queremos mostrar tudo que há de errado nos nossos governantes, mostrar ao povo o que realmente se passa.”
Como é que obtém a maioria dos NIFs e informações que divulgam?
Toda a informação que divulgamos é obtida por nós, e na maioria da vezes já se encontra disponível na Internet, se necessário recorremos a engenharia social.
Consideram que neste momento se Passos Coelho e outros membros do Governo fossem “auditados” pelas finanças, podiam levar uma multa por não terem a cópia das facturas que pedem?
Como sabem, nunca aconteceria pois a corrupção é muita.
O que gostariam de transmitir ao povo português neste momento?
Continuem a lutar, exponham toda a podridão do nosso país, eventualmente os governantes abriram os olhos e respeitaram o povo.

Ministros podem ser multados

As facturas têm que ser guardadas durante algum tempo. Se houver uma fiscalização ás contas de vários Ministros, teoricamente, poderiam ser multados pois não têm as facturas guardadas.

Conheça quem anda a colocar o NIF de Ministros na Internet

Movimento “pedir factura para Ministros” imunda redes sociais

A imagem que o Tugaleaks publicou hoje de manhã com 3 NIFs recebeu mais de 4000 partilhas em apenas 4 horas. O movimento pelas redes sociais consolida-se com críticas ou aplausos, mas o sintoma é comum: ninguém quer ser obirgado a pedir ou multado se não pedir factura. Até recentemente foi criada uma página de Facebook com o nome Eu já pedi factura em nome de Ministros.
Quanto aos UGnaziPT, prometem brevemente começar a destruir e continuar a publicar informação.

UGnaziPT no Twitter

UGnaziPT no Facebook

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0 Greve de fome culmina em queixa por Atentado à Constituição


Presidente do Movimento Revolução Branca esteve em greve de fome e no culminar da mesma apresentou queixa por atentado contra a Constituição da República.
Para Paulo Melo Romeira, presidente do Movimento Revolução Branca (MRB) trata-se no mínimo da dignidade humana, até porque a greve de fome teve como lema “porque uma resposta, como se diz na sabedoria popular, até a um cão se dá”. Paulo esteve vários dias em frente à Assembleia da República. Apenas no meio do primeiro dia, passavas largas horas, foi abordado pela PSP para saber o motivo de tanta azafama, ou falta dela. Afinal, não se tratava de uma manifestação, graves e corpo de intervenção não eram necessárias. Tratava-se apenas de um homem a pedir respeito.

O MRB enviou várias cartas com algumas questões que estão presentes no seu manifesto. Foram enviadas para os vários grupos parlamentares, para a Presidência da República, Primeiro-Ministro e Assembleia da República. Poucos foram os órgãos contactados que lhe deram resposta, embora o Código de Procedimento Administrativo dite claramente que uma resposta deve ser efetuada em 10 dias.
Para Paulo Melo Romeira, em declarações ao Tugaleaks, afirma que o “culminar desta atitude de “desespero cívico” tenha sido o interromper a greve de fome e, mais uma vez, darmos uma pedrada no charco com nova participação crime contra os titulares de cargos políticos, desta feita pelo crime de Atentado Contra a Constituição”. Deixa também a mensagem de que “não restem dúvidas, para o poder politico ou para o poder judicial, utilizaremos todos os meios legais ao nosso alcance, estejam onde estiverem, para cumprirmos o nosso compromisso perante a sociedade portuguesa:”
Nessa mesma altura da greve de fome escreveu um diário da sua “luta” ao mesmo tempo que a comunicação social não tomou qualquer notícia embora tenha sido avisada desse facto pelos meios normais de difusão, o que para Paulo significa que “estamos no caminho certo”.
Por esse – e outros – motivos, a greve de fome durou quase uma semana e culminou na apresentação de uma queixa-crime de Atentado à Constituição da República.
O MRB quer assim mais fiscalização na dívida pública e mais transparência política. Esta queixa vem também culminar na apresentação de uma queixa anterior que visa responsabilizar os titulares de cargos públicos pelos erros cometidos na governação de Portugal nos últimos anos.

Ver queixa crime por atentado contra a Constituição da República


sábado, 24 de novembro de 2012

0 Organizadora da manifestação de 15 de Setembro constituída arguida

Uma das organizadoras da manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas”, que mobilizou um milhão de pessoas em todo o país, foi constituída arguida com termo de identidade e residência. Mariana Avelãs é arguida “ pelo 'crime' de organização de manifestação não comunicada” - na verdade uma conferência de imprensa com uma faixa em frente à AR.

Os organizadores da manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas”, tornaram público nesta sexta feira que uma das organizadoras (Mariana Avelãs) foi constituída arguida. No comunicado que transcrevemos abaixo na íntegra, assinalam que, de acordo com a denúncia policial, a “manifestação não comunicada” teve lugar no dia 12 e foi, na realidade, uma conferência de imprensa em frente ao parlamento, onde 15 pessoas seguraram uma faixa, “enquanto falavam com os jornalistas, sem qualquer incidente ou impacto na ordem pública”. Referem ainda “que os agentes da PSP que se deslocaram ao local traziam consigo um mandado de notificação já preenchido, ao qual faltavam apenas os dados da pessoa a notificar”.
Na nota, os organizadores da manifestação de 15 de setembro de 2012, salientam que “se contestar pacificamente a austeridade fosse crime, todos seríamos criminosos pelo simples facto de dizer que não concordamos com ela”, afirmando que se recusam “a cair na armadilha de quem quer tornar as nossas ideias reféns de pedras e bastões” e declarando: “continuaremos a sair à rua, como sempre fizemos: a dar a cara por aquilo que acreditamos, e pacificamente”.
Nota na íntegra publicada no facebook
Organizadora da Manifestação de 15 de Setembro Constituída Arguida
No dia 14 de novembro, na sequência de uma manifestação amplamente participada, convocada pela CGTP, e à qual aderiram os mais diversos setores e movimentos, o país assistiu, em direto, a dois incidentes distintos: um grupo de pessoas a arremessar pedras e outros objetos ao corpo de intervenção da polícia, que não reagiu; e uma carga policial violentíssima, que, longe de travar quaisquer atos de violência, antes os distribuiu, de forma gratuita, sobre todos os manifestantes. Isto apesar de ser claro, para quem lá estava e/ou viu as imagens televisivas, que o arremesso de objetos por um reduzido grupo de pessoas foi tolerado pelas forças policiais. Seguiram-se horas de terror nas imediações da Assembleia da República, que culminaram na detenção de dezenas de pessoas, incluindo um menor, no Cais Sodré — pessoas sem qualquer relação com os incidentes ocorridos durante a tarde. Os detidos, alguns feridos a quem foi negada assistência médica, ficaram incontactáveis durante horas, privados do direito legal de comunicar com a família e advogados, e foram coagidos a assinar autos com espaços em branco, para poderem sair em liberdade - nunca foram, portanto, sequer acusados de nada.
O direito à manifestação vem consagrado na Constituição (e não depende, ao contrário do que muita vez se diz, de qualquer «autorização» — o que o Decreto-Lei nº406/74 estipula é a entrega de um aviso por escrito ao presidente da câmara municipal, com a antecedência mínima de dois dias úteis), e nenhuma democracia é digna desse nome se não o respeita. Mais ainda quando tenta condicioná-lo, fazendo uso de mecanismos repressivos, sem respeito pelas normas que caracterizam um estado de direito. No último ano, temos assistido a casos repetidos de notificação e subsequente instauração de processos a pessoas, pelo simples facto de estarem nas ruas a exercer o direito constitucional de expressar a sua opinião e fazer trabalho de mobilização.
Foi precisamente o que aconteceu a uma das subscritoras da manifestação de 15 de setembro, que foi constituída arguida no dia 8 de novembro, pelo «crime» de organização de manifestação não comunicada, e se encontra, neste momento, com Termo de Identidade e Residência. A suposta «manifestação» terá, segundo a denúncia policial, ocorrido no dia 12 de setembro, e mais não foi do que a conferência de imprensa de divulgação da manifestação de 15 de setembro - em que 15 pessoas seguraram uma faixa em frente da Assembleia da República enquanto falavam com os jornalistas, sem qualquer incidente ou impacto na ordem pública. Aliás, fazemos notar que os agentes da PSP que se deslocaram ao local traziam consigo um mandado de notificação já preenchido, ao qual faltavam apenas os dados da pessoa a notificar.
Porque sabemos que não há democracia com repressão e atropelos ao que fundamenta um estado de direito, denunciamos a estratégia, clara e previsível, de coação por parte das forças policiais. Se contestar pacificamente a austeridade fosse crime, todos seríamos criminosos pelo simples facto de dizer que não concordamos com ela. Porque nos recusamos a cair na armadilha de quem quer tornar as nossas ideias reféns de pedras e bastões, continuaremos a sair à rua, como sempre fizemos: a dar a cara por aquilo que acreditamos, e pacificamente. Temos muito mais do que pedras como argumento, e é por isso que não nos calam, nem com bastões nem com processos por crimes que não cometemos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

0 Absolvido membro do Tugaleaks acusado de ter atirado garrafa a carro da PSP durante manifestação

O membro do Tugaleaks Ricardo Castelo Branco foi hoje absolvido da acusação de ter atirado uma garrafa a um carro descaracterizado da PSP, durante a manifestação de 5 de Outubro frente à Assembleia da República.

Ricardo Castelo Branco foi uma das sete pessoas detidas na noite de 5 de Outubro, dia em que milhares de pessoas se manifestaram nas ruas de Lisboa tendo como destino final a Assembleia da República.
Nessa sexta-feira, Ricardo Castelo Branco foi detido para identificação, tendo ido a tribunal na segunda-feira seguinte, acusado do crime de resistência e coação sobre um funcionário policial.
Apesar de ser um julgamento sumário, o processo só hoje ficou concluído, com a absolvição do arguido.
O coletivo de juízes considerou apenas como factos provados a presença de Ricardo Castelo Branco na manifestação em frente ao Parlamento "munido com uma máscara" (usada pelo grupo "Anonymous").
De resto, "não resultaram provados demais factos", afirmou hoje a juíza durante a leitura da sentença, no Campus de Justiça, no Parque das Nações.
Tendo em conta que o arguido afirmou ter "participado ordeiramente na manifestação", "de ser de noite" e de os agentes da PSP se encontrarem longe do local de onde foram arremessadas as garrafas, o tribunal decidiu absolver o arguido.
As declarações das testemunhas ouvidas foram contraditórias e, "subsistindo dúvidas", o tribunal decidiu considerar Ricardo Castelo Branco inocente, não o obrigando a pagar quaisquer custas judiciais.
Em declarações à agência Lusa no final da leitura da sentença, Ricardo Castelo considerou que "este tipo de processos" servem como "forma de opressão": "Assim, as pessoas já sabem que se forem a manifestações correm sempre o risco de serem detidas e passarem a noite na esquadra, mesmo que depois sejam absolvidos", criticou.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

0 Precários ganham recurso em tribunal contra empresa fraudulenta

Um post de denúncia no blogue dos Precários Inflexíveis acabou em tribunal, com a primeira instância a ordenar a retirada dos comentários de trabalhadores enganados pela Axes Market, que mudou de nome para Ambição Internacional. O recurso deu razão aos precários, que mesmo assim terão de pagar as custas judiciais.


A Axes Market recrutava trabalhadores, prometendo-lhes uma carreira bem remunerada nas vendas. A maior parte das pessoas que respondia ao anúncio apercebeu-se que o trabalho era de doze horas por dia e seis dias por semana com comissões irrisórias, e muitos deles não chegavam a receber um tostão. A denúncia do caso no blogue dos Precários Inflexíveis deu origem a centenas de comentários, boa parte com testemunhos de gente enganada pela empresa.
Meses depois, uma outra empresa - Ambição Internacional Marketing - pôs uma providência cautelar para a retirada dos comentários e o tribunal deu-lhe razão. " Como sempre dissemos, nunca faríamos, nunca faremos, qualquer censura nem julgaremos ninguém pelas suas opiniões. Por isso, discordámos aberta e publicamente da sentença e recorremos da decisão. Agora, chega finalmente o resultado da 2a instância, e foi dada razão ao PI, e já agora, à liberdade de expressão de centenas de pessoas: a sentença do Tribunal de 2a instância arrasou a primeira decisão", diz a Associação de Combate à Precariedade, que teve origem no anterior coletivo dos Precários Inflexíveis.
A Associação irá agora combater em tribunal a outros dois processos da mesma empresa, que reclama 60 mil euros de indemnização. Mas os precários não se livram de despesas. "Devido às regras implementadas pelos sucessivos governos para acesso à justiça, mesmo ganhando, os movimentos e associações são penalizados com custas judiciais injustas", afirmam no comunicado. "Deveria ser a Ambição International Marketing a pagar as custas do processo que originou", defendem.
"Mesmo tendo de pagar custas judiciais, deixamos a informação às outras empresas que nos têm ameaçado com processos em Tribunal: estamos disponíveis para ir até ao fim e tornaremos público qualquer processo, ameaça ou chantagem de que sejamos alvo", avisa a Associação.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

0 Movimento Rosa Branca reabre queixa-crime de traição à pátria por detentores de cargos públicos

Os visados são detentores de cargos públicos dos últimos 15 anos. A queixa foi reaberta e o Movimento Revolução Branca apresentou novas provas.
A competência de investigação não cabe ao movimento social mas sim ao Ministério Público (MP). Ainda assim, em arquivamento feito há algumas semanas, o MP decidiu arquivar a queixa por falta de provas.
O MRB efectuou na passada sexta-feira, no Porto, a reabertura deste processo que tencionam levar mais longe e punir, pela forma judicial, a gestão danosa dos detentores de cargos públicos dos últimos anos.



No processo de abertura, foram apresentados como prova 12 livros que falam de corrupção e gestão danosa. Entre os apresentados, encontram-se Corrupção e os Portugueses – Atitudes, Práticas e Valores,, Como o Estado gasta o nosso dinheiro, O estado do Parlamento e as contas da Presidência da República., entre outros.
O MBR através do pedido feito pela Sociedade de Advogados Pereira Pinto, começa por explicar a sua perplexidade pelo “não argumento, não enquadramento e vulgares argumentos económicos e jurídicos”. Em 51 pontos fazem referência aos atos praticados ao longo dos anos e terminam com 10 testemunhas e as já referidas 12 obras.
Ainda no documento pode ler-se que não foram ouvidas testemunhas nem foram indagados os factos mencionados.
Sem ouvir testemunhas, como pode o MP arquivar um processo sem provas, quando as testemunhas não tiveram a oportunidade de as dar?

Pedro Pereira Pinto disse na SIC Notícias que “não há coragem para investigar” e que “existem interesses instalados” e afirma, sobre a polícia nacional, que “os partidos políticos estão a distanciar-se dos eleitores”.
Será este o início do fim da democracia?

Downloads:

Queixa apresentada

Despacho de arquivamento

Reabertura da queixa

Provas para a reabertura

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

0 Novo movimento de aposentados, pensionistas e reformados

Foi apresentado, nesta quarta feira em Coimbra, um novo movimento cívico de aposentados e pensionistas (APRE!), que apela aos órgãos de soberania que travem os cortes nas pensões inscritos na proposta de Orçamento de Estado para 2013. Maria do Rosário Gama, líder do movimento, diz que o "APRE!" vai constituir-se de imediato como associação e que serão criados núcleos distritais.


“APRE!” é a sigla do novo movimento e constitui um acrónimo de aposentados, pensionistas e reformados.
O novo movimento irá solicitar audiências, "com caráter de urgência", ao Presidente da República, à presidenta da Assembleia da República e aos grupos parlamentares. Pretende o "APRE!" ser recebido antes da aprovação do Orçamento de Estado para 2013 (OE), para apresentar as razões da sua oposição aos cortes, sublinhando que foram declarados inconstitucionais em acórdão do Tribunal Constitucional.
"Vamos tentar, por todos os meios que nos é possível, levar para a frente a defesa dos nossos direitos", afirmou à Lusa Maria do Rosário Gama, que em 2011 se aposentou do cargo de diretora da Escola Secundária D. Maria, em Coimbra e que é a líder do novo movimento.
"Vamos-lhe dizer [à presidenta da Assembleia da República] que estamos a ser alvo de um corte nas nossas pensões, que pensamos que será inconstitucional, na medida em que as pensões não podem ser cortadas. As pensões foram-nos atribuídas em função dos nossos descontos", sublinhou Maria do Rosário Gama.
A "APRE!" vai também fazer consultas jurídicas tendo em vista a apresentação, por grupos de pensionistas, de providências cautelares nos tribunais administrativos, para suspender os cortes.
A Lusa salienta que na reunião desta quarta feira, durante a fase das intervenções, vários pensionistas apelaram à luta contra os cortes, pela "defesa da dignidade humana", "pela justiça", "contra o enxovalho".
Refere ainda agência, que um momento de humor, que alastrou às cerca de três centenas de presentes na reunião, foi protagonizado por um dos participantes ao propor para "sócios de honorários" da "APRE!" a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e o Presidente da República, Cavaco Silva, por ambos "serem também reformados".

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

0 Movimento pede Governo de salvação nacional a Cavaco

 O Movimento Revolução Branca, que visa alterar a Constituição e as leis eleitorais para "refundar Portugal", entrega hoje um manifesto ao Presidente da República, ao Governo e ao parlamento e partidos políticos, no qual pedem alterações sociopolíticas.

o manifesto, a entregar às 10:00 na Presidência da República, o movimento pede a Aníbal Cavaco Silva para dissolver o Governo e nomear um de iniciativa presidencial, "chefiado por uma personalidade de reconhecido mérito e apartidário", refere o documento.

"Não existem condições para que a presente legislatura chegue ao fim", disse à agência Lusa um dos fundadores do movimento, Pedro Pereira Pinto, acrescentando que "seria importante que o Presidente tentasse conseguir um Governo de consenso, de unidade nacional, de salvação nacional".

O manifesto, que será depositado na residência oficial do primeiro-ministro às 11:00, defende que a personalidade escolhida pelo Presidente para liderar o Governo nomeie também "personalidades de reconhecido mérito" para os ministérios da Economia, Finanças, Educação, Justiça, Segurança Social e Administração Interna.

O executivo, adianta o manifesto, "deverá ser nomeado para governar durante o período temporal respeitante à legislatura que estava prevista para o Governo dissolvido".

Para o meio-dia está marcada a entrega do documento à Assembleia da República e aos partidos políticos, defendendo o manifesto que seja "reaberto o processo constitucional de modo a retirar o exclusivo, dogmático e caduco, de os partidos políticos serem os únicos representantes do povo eleitor na Assembleia da República, permitindo-se que listas de cidadãos independentes, suportados pela sociedade civil, possam concorrer às eleições legislativas".

O Movimento Revolução Branca, criado por cinco cidadãos, mas ao qual já pediram adesão mais de 240 pessoas, segundo Pedro Pereira Pinto, apresentou em setembro uma queixa formal para apurar responsabilidades pelo estado a que o país chegou.

Entregue no Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto, a queixa visava todos aqueles que exerceram cargos políticos com funções de decisão, poder soberano ou executivas entre o ano de 1998 e 17 de maio de 2011.

A queixa por crime de "traição à pátria" foi arquivada, mas o movimento organizou uma caminhada, que partiu do Porto no dia 05 de outubro em direção a Lisboa, para chamar a atenção de que "a situação que Portugal está a atravessar não é normal".

O final da caminhada, que aconteceu no domingo à noite, "será a entrega deste manifesto aos órgãos de soberania", concluiu Pedro Pereira Pinto.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

0 Que se Lixe a Troika - Manifestação Cultural 13 de Outubro



No espírito das mais recentes mobilizações populares, um conjunto alargado de profissionais do mundo da cultura juntou-se a alguns dos subscritores do apelo às manifestações dos dias 15 e 21 de Setembro, sob o lema «Que se lixe a troika! Queremos as nossas Vidas» para lançar um grande evento cultural.
Há nesta altura um aumento da percepção da grave situação em que se encontra o país, sendo cada vez mais evidente e urgente a necessidade de outras perspectivas. A cultura é imprescindível para a consciência d
e um povo, e é essa própria consciência que por sua vez cria e dá conteúdo à cultura. Os profissionais da cultura não são excepção à situação exasperante em que o país e o mundo se encontram actualmente: é imprescindível reagir, é impensável não o fazer. Do encontro de vontades nascido nas mais recentes mobilizações surgiu a ideia de uma expressão cultural, uma manifestação marcadamente baseada nas artes e no espectáculo para contestar a austeridade e os seus implementadores: governo e troika.
O dia 13 de Outubro será um dia de protesto internacional, o Global Noise, em que esta iniciativa também se insere. Será um marco histórico e cultural, trazendo da rua para a arte e da arte para a rua toda a energia que as percorre. Será um dia cheio de eventos, de música, dança, teatro, poesia, pintura e todas as formas de arte que materializem o espírito de insubmissão que se sente em todo o país.

Cultura é Resistência!
Que se lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=186842534774000

https://www.facebook.com/events/161635700643572/

http://queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/p/lista-de-eventos.html

sábado, 6 de outubro de 2012

0 Porta-voz do Anonymous é preso durante videoconferência

Um dos porta-vozes do Anonymous foi preso nessa quarta-feira, 12, durante uma conferência online e agora está sob jurisdição do FBI. Barrett Brown conversava com algumas pessoas quando, pouco antes das 23h, a polícia do condado de Dallas invadiu sua casa e o prendeu. Por volta do meio-dia de ontem, 13, ele já havia sido levado pelo FBI.
Uma porta-voz do departamento policial comentou à CNET que não sabe o motivo da custódia, já que não foram listadas ofensas no relatório. Uma representante do FBI também disse não ter detalhes sobre o caso.
Jay Leiderman, um dos advogados que defendem Brown, afirmou que seu cliente está sendo acusado de ameaçar um agente do FBI e que está preso em um centro de detenção federal fora de Dallas.
Há um registro em vídeo da ação policial, que mostra ele conversando com várias pessoas – inclusive um rapaz com a máscara de Guy Fawkes em “V de Vingança”. De repente, Brown sai da frente do computador e só é possível ouvir a gritaria.

Naquele mesmo dia, o ativista havia postado um vídeo no YouTube intitulado “Por que eu vou destruir o agente do FBI Robert Smith Parte III: A vingança do ágil”, em que ele se volta contra o agente porque os oficiais ameaçam acusar sua mãe de obstrução por esconder um laptop que ele mesmo disse ter escondido. Em determinado ponto ele afirma que “a vida de Robert Smith está acabada”, mas deixa claro: “Quando eu digo que sua vida está acabada, não estou dizendo que vou matá-lo, mas vou arruinar sua vida.”

terça-feira, 25 de setembro de 2012

0 Subscritores “Que se lixe a troika!" apelam à participação na manifestação de sábado

Os subscritores do manifesto “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!” apelaram hoje à participação massiva na manifestação de sábado, em Lisboa, convocada pela central sindical CGTP.
Em comunicado, os subscritores das manifestações de 15 de setembro e da vigília junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, consideram ser necessário que os protestos continuem, já que é “cada vez mais urgente traçar um novo rumo” e que tenha “as pessoas como centro das atenções, e não bancos e mercados ou interesses financeiros e especulativos”.
Os promotores da manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!”, que reuniram a 15 de setembro centenas de milhares de pessoas em diversas cidades do país, adiantam que os portugueses devem esquecer divergências e unir-se a outras forças organizadas e aos movimentos que recusam este rumo, “numa frente de resistência comum”.
Nesse sentido, apelam à participação, no sábado, em Lisboa, na manifestação promovida pela CGTP, sublinhando que os problemas do país não se resolvem com o Governo “a passar a tirar de outra maneira aquilo que roubava na TSU” (Taxa Social Única).
Os subscritores referem também que “ao conquistarem as ruas das suas cidades sob o lema 'Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!', centenas de milhares tomaram uma posição firme de denúncia de um programa, de um Governo e de um método anti-democrático”.
Criticam ainda os resultados do Conselho de Estado, que após mais de oito horas de reunião apenas “sugerem, sem concretizar, um possível recuo na subida da TSU para os trabalhadores”.
“O Conselho de Estado revelou os mesmos defeitos de cegueira e surdez à voz do povo, característicos do Governo, desrespeitando e reinterpretando a seu gosto estes últimos e inequívocos protestos, num texto paupérrimo e vazio, uma manobra de bluff político”, lê-se no apelo à manifestação, acrescentando que é “grave a avaliação de que sem o protesto cívico não se teria alterado” a TSU.

domingo, 23 de setembro de 2012

0 Quem mandou lixar a troika






Da Esquerda para a Direita: Frederico Aleixo, Ricardo Morte, Belandina Vaz, Paulo Raposo, Ana Carla Gonçalves, Marco Marques, Joana Manuel, Nuno Ramos de Almeida, Ana Nicolau, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Rita Veloso e João Camargo


Num final de uma tarde de Junho, três pessoas reuniram-se a beber um chá algures num quintal de Lisboa e pensaram em "fazer algo de extraordinário". Vieram outros amigos e conhecidos, de várias áreas profissionais e com outras experiências de vida e activismo, num total de 29 que, dois meses e meio depois, puseram na rua quase um milhão de pessoas em 40 cidades a gritar "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!".
Eles, os 29 autores e subscritores do texto ‘Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!" são jornalistas (Sandra Monteiro, Myriam Zaluar ou Nuno Ramos de Almeida), professores (Ana Gonçalves, Belandina Vaz ou Paulo Raposo), engenheiros (João Camargo), investigadores (Magda Alves), cineastas, músicos e actrizes (como Chullage, António Pinho Vargas, São José Lapa, Ana Nicolau, Tiago Rodrigues ou Joana Manuel), mas também empresários, desempregados, mães solteiras, estudantes e emigrantes. Dos 23 aos 61 anos. De vários berços, com "várias sensibilidades".
INDEPENDENTES
Não são filiados em nenhum partido, mas todos estiveram no passado envolvidos noutros movimentos de carácter social, cívico ou ambiental: reivindicações contra o aumento das propinas, igualdade do género, direitos dos homossexuais, despenalização do aborto, movimentos como os precários inflexíveis ou a plataforma 15 de Outubro.
Depois do tal chá que serviu de rastilho, a segunda reunião foi numa cervejaria, perto do largo da Trindade. Um antigo cinema da capital e até a redacção de um jornal já serviram de porto de abrigo a outros encontros físicos. Mas o maior fluxo de discussões, convergências e decisões foi obviamente através da internet (como se quer de uma mobilização que nasce nas redes sociais), da ideia à elaboração do texto final que serviria para a criação do evento no Facebook.
"Às vezes perguntam-me: é activista? Sim, penso que sempre fui. Ser activista político é estar atento, informado, informar os outros, fazer disso uma luta de todos os dias", confessa Ana Carla Gonçalves, professora de História da Cultura e das Artes no Liceu Passos Manuel, em Lisboa. Na sua vida pessoal nunca conheceu a precariedade ou o desemprego. Tem 60 anos, é efectiva há 35. Lamenta o rumo do país pelos filhos, de 35 e 24 anos, para quem o futuro se avizinha "muito mais difícil", pelos amigos deles, pelos alunos, a quem tantas vezes já disse: "Não sejam vocês a minha falta de esperança!".
Em 1974, quando começou a dar aulas, os estudantes tinham sede de ouvir. "Hoje, acham que há uns senhores lá em cima que mandam e que não vale a pena fazer nada", acrescenta. Especialmente para os que pensam assim, o 15 de Setembro foi "um acordar da democracia", diz Paulo Raposo, professor de antropologia no ISCTE e outro dos signatários do texto que deu origem às manifestações de 15 de Setembro.
DE OUTRAS CAUSAS
Para Paulo Raposo, a manifestação mostrou muita coisa: "Que as pessoas têm uma consciência de que há uma assimetria entre o que o poder decide e aquilo que as pessoas querem." Ou que "esta democracia está disfuncional e deformada, pois de outra forma não seria permitido que instituições como as agências de rating determinassem o destino de um país".
Paulo Raposo também deu aulas no ensino secundário, no Brasil e fundou um grupo de teatro. Na política, participou na fase inicial da campanha de Maria de Lurdes Pintassilgo, cuja sede ficava na sua rua, mas a ligação partidária ficou-se por aí. Mas seguiu sempre atento, sempre activo. Como independente organizou em Maio, em Lisboa, o encontro Primavera Global, entre activistas e movimentos sociais de vários países. "Os problemas são globais, por isso precisamos de uma solução global", justifica o professor universitário, de 49 anos, pai de um filho e à espera que o segundo chegue, em breve, ao mundo. Um mundo que encontrará diferente daquele em que o pai cresceu. Na infância de Paulo, era tão vulgar ir a uma RGA como hoje é jogar PlayStation.
DE TENRA IDADE
Um mundo parecido com aquele em que nasceu há 38 anos Mariana Avelãs, mais uma signatária. "Os meus pais combateram sempre o fascismo, eu cresci nesse ambiente. Juntei-me à JCP com 14 anos, depois envolvi-me nos movimentos estudantis contra a PGA e as propinas entre 1992 e 1997. Cresci com a consciência da exploração das forças do trabalho." Mas, actualmente, Mariana não quer saber de filiações para coisa nenhuma. Preocupam-na apenas as contas que têm de ser rigorosamente feitas para que o dinheiro, incerto e a recibos verdes, chegue para sustentá-la a ela e à filha até ao final de cada mês.
Tradutora, com mestrado e actualmente a fazer o doutoramento, Mariana teve durante alguns anos um contrato de trabalho sem termo, um vínculo efectivo e estável, que acabou com a extinção do seu posto de trabalho, após uma "briga que não foi bonita" por recusar-se a abdicar dos direitos de maternidade que a lei lhe concedia. Há muito que se deixou de partidos e chegou ao grupo "Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!" por convite de amigos.
No dia da manifestação emocionou-se por muitas razões. "Porque vieram para a rua pessoas que diziam que até concordavam comigo, mas que nunca alinhavam. Porque as pessoas falaram dos seus problemas, das suas vidas... nunca tinha visto gente - e tanta gente - de lágrimas nos olhos numa manifestação."
DAR VALOR À VOZ
Ana Nicolau, cineasta, 35 anos, é das que tem menos experiência como activista. Viveu em Inglaterra até 2009, e quando voltou a Lisboa pensava que "isto até nem devia ser tão mau como diziam". Mas era. Se calhar, pior ainda. Ana saiu à rua pela primeira vez na manifestação de 12 de Março de 2011. "Achei que a minha voz deveria ter mais valor do que aquele que eu lhe estava a dar", confessa. E por isso, depois, participou em mais algumas manifestações e também em conferências, para se "formar melhor" a nível político e activista. Agora tem um projecto na manga: fundar uma escola de activismo, com um centro de media independente, para que "as pessoas percebam que a cidadania activa é importante e deve ser usada". Democracia "não é só votar", resume, revelando um espírito que traduz o do grupo.
O grupo, que não pretende evoluir para uma plataforma, nem movimento, nem qualquer outra coisa que se formalize no futuro, tem plena consciência de que o que pôs as pessoas na rua foram "as medidas brutais e criminosas anunciadas este mês", conforme resume Ana.
No início de Agosto, o evento tinha no Facebook duas mil assinaturas. Na sexta-feira, dia 7 de Setembro, poucas horas depois de o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho ter anunciado um novo pacote de medidas de austeridade que incluíam uma subida da Taxa Social Única para todo e qualquer contribuinte de sete por cento, o número cresceu para as seis mil. No sábado já eram 15 mil e no domingo 20 mil. Depois, 50 mil. Um efeito de contágio sem precedentes. Pessoas de todo o País perguntavam se não aconteceria também na sua cidade. A todos, a organização respondeu: "Organizem-se!". E eles, outros cidadãos independentes, anónimos, organizaram-se. Uma semana depois, eram meio milhão de portugueses na rua.
O NÚMERO SURPREENDEU OS PRÓPRIOS ORGANIZADORES
Antes disso, porém, houve muito para debater e organizar. Primeiro o texto, que foi escrito, reescrito, pensado e discutido por todos, até se chegar à virtude do consenso. Depois, o dia. "Sabíamos que ia haver novas medidas na rentrée política, portanto teria de ser para aí", explica Ana. Myriam Zaluar, mais uma organizadora, explica: "Não poderia ser no fim-de-semana da festa do Avante, também não queríamos que fosse no da manifestação da CGTP, portanto acabou por recair no dia 15."
Finalmente o percurso, este sim mais complicado de traçar. "A praça José Fontana foi desde sempre o sítio marcado para o início da manifestação. Não queríamos percursos clássicos, como a Assembleia da República, porque sabíamos que dava (e deu) buraco. Como achávamos que seríamos poucos, também estava fora de questão descermos a avenida da Liberdade. Tínhamos pensado passar pela Maternidade Alfredo da Costa, onde ficaríamos aconchegadinhos e onde poderia ser feita alguma acção que lembrasse a privatização da saúde. Mas quando tudo isto começou a sair-nos das mãos, tivemos de repensar o trajecto. Como o País está a soldo da troika e, estando a soldo, o verdadeiro Governo reúne-se na sede do FMI, tornou-se natural passar por lá. Depois, a praça de Espanha, onde se poderiam dizer palavras de ordem, ler os textos dos grupos que se associaram ao nosso. Os únicos que não queríamos eram os neonazis", afirma Myriam, 42 anos, jornalista, precária há mais de uma década, mãe a ‘solo' de dois filhos.
Agora, e depois da concentração de sexta-feira junto ao Palácio de Belém, poderão haver outros eventos, "talvez uma maratona de música, visto que há vontade para isso, com muitos artistas a querer participar, mas fazem questão de não criar nenhum movimento, nenhuma plataforma", frisa Myriam: "O nosso papel não é esse, não é fazer um programa do Governo. A nossa intenção é apenas lembrar que o povo é soberano e que se o povo não quiser não acontece."
UMA IMAGEM QUE DIZ MUITAS PALAVRAS
Sem saber muito bem como nem porquê, Adriana Xavier viu-se no centro das atenções depositadas na manifestação de 15 de Setembro. Não porque seja activista. Não porque esteja ligada a causas. Nem sequer porque o desejasse. Adriana abraçou um polícia. Sérgio, de seu nome. Até poderia ser banal, não fosse ter acontecido numa manifestação que também se distinguiu pelo pacifismo e o facto desse momento ter sido captado pelo fotógrafo José Manuel Ribeiro e, depois, reproduzido em massa nas redes sociais e em jornais e sites do Mundo inteiro.
A história do momento é simples: "Perguntei-lhe porque é que ele estava ali, e ele respondeu-me que era apenas o seu trabalho. Depois, perguntei-lhe se não queria estar antes do nosso lado e ele não respondeu. Fiquei a matutar no seu silêncio e depois de pensar um bocado, resolvi abraçá-lo", relembra a jovem de 18 anos, estudante do 12º ano do ensino secundário, residente em Lagos, que faz também dança e teatro e gostava de um dia "ser alguma coisa" que tivesse a ver com as artes.
Tal como anuncia na sua página do Facebook, Adriana é um verdadeiro "espírito livre". Não tem partido, nem faz intenções de votar. Acredita que "recebemos aquilo que damos" e que o importante é estarmos em "harmonia com o que nos rodeia". Estava em Lisboa de férias e nem sequer planeara ir à manifestação.
"Quando o abracei, pensei: ele não é um monstro, não vou fazer mal a ninguém, ninguém me vai bater. O medo faz com que os seres humanos não se soltem, não dêem amor. Até o Passos Coelho tem medo e tem amor."
Filha de pais divorciados, com uma família numerosa - Adriana tem quatro irmãos - lida diariamente com a precariedade e a austeridade. "Nunca fui rica e agora ainda sou menos. Vivo só com a minha mãe, que trabalha a recibos verdes. O meu pai é funcionário público, mas a minha madrasta está desempregada"..
Quanto ao seu acto, desvaloriza a atenção dos media: "Foi simplesmente uma forma diferente de me manifestar."


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

0 Precários Inflexíveis e Crew Hassan inauguram espaço associativo no Bairro Alto







"Num momento social como o que vivemos atualmente, o encontro de esforços e de ideias é essencial para organizar a resposta à ditadura da austeridade e para nos libertarmos das falsas inevitabilidades impostas pelo governo”, avançam as duas organizações em comunicado de imprensa.
A inauguração deste espaço, localizado na Travessa da Queimada, nº 33, contará com uma breve apresentação do local e das associações que nele se reúnem, a ter lugar às 18h30, seguindo-se, pelas 22h, um concerto de Rat Swinger e um Mob de DJ’s, com início marcado para as 24h.
Segundo esclarecem as duas associações, a Associação MOB, onde passará a funcionar a nova sede da Associação de Combate à Precariedade - PI e o novo espaço das actividades da Crew Hassan, “será um espaço aberto, de encontro, música, espectáculos, convívio, debate, auto-organização e mobilização”.
Segundo adiantou Tiago Gillot, membro dos Precários Inflexíveis, em declarações à agência Lusa, “este espaço associativo é em si mesmo uma associação, a MOB, e, além das atividades dos PI e da Crew Hassan, terá também programação própria”. “É também um espaço para atividades de outros e com outros”, salientou, avançando que, ainda que o tipo de atividades não esteja fechado, elas “serão de estreita ligação com a comunidade”.
Na página de facebook do espaço associativo MOB é feita uma breve descrição das duas organizações que nele se reúnem:
“A Crew Hassan foi uma cooperativa que, durante sete anos, marcou a cena cultural e a vida cívica em Lisboa. Junto ao Coliseu, houve um teto para artistas, músicos e um espaço para exposições, reuniões, debates, festas e iniciativas de variadíssimos grupos.
Os Precários Inflexíveis surgiram em 2007, na sequência do MayDay, o protesto que junta precários à manifestação do dia dos trabalhadores. Desde então, esta Associação de Combate à Precariedade é um ponto de apoio e um megafone contra abusos laborais cada vez mais generalizados. Os Precários estiveram no centro de momentos marcantes da luta social - da geração à rasca e as mobilizações em que a indignação ocupou ruas e praças até à Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o trabalho precário, recolhendo 35 mil assinaturas.
Para frequentar a Associação MOB, e participar nas suas actividades, basta ser associado, o que implica um contributo anual de 2 euros.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

0 Frente Comum: "É preciso pensar outras formas de luta"

A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, disse esta terça-feira ser necessário começar a pensar "noutras formas de luta" que podem chegar à greve geral.



"É possível intensificar a luta", disse a coordenadora da estrutura sindical afecta à CGTP, apelando à participação na grande manifestação "Todos a Lisboa" já agendada para dia 29.
Depois desta data, segundo Ana Avoila, é preciso "começar a pensar noutras formas de luta, que podem chegar à greve geral".
O Governo recusou as propostas reivindicativas da Frente Comum e do STE, que pediam aumentos salariais para 2013, justificando serem incompatíveis com o Programa de Assistência Económica e Financeira acordada com a troika.
No final da primeira ronda de negociações da Função Pública, Ana Avoila, da Frente Comum (CGTP) disse aos jornalistas que O Governo "não apresentou propostas", limitando-se a recusar as que foram apresentadas por esta estrutura, que exigia aumentos salariais de 47 euros por trabalhador para o próximo ano e um aumento do subsídio de refeição de 4,27 euros para 6,5 euros.
A Frente Comum quer a reposição da parte dos salários que foi cortada aos funcionários do Estado em 2011 e 2012, assim como dos subsídios de férias e de Natal deste ano.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

0 NOVA MANIFESTAÇÃO EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM NA 6ª FEIRA ÁS 18h, DIA DO CONSELHO DE ESTADO!


Diga a todos os seus amigos! Compartilhar o evento! Venha para o rali!


► EVENTO: https://www.facebook.com/events/346303275461073/
► FANPAGE: https://www.facebook.com/DRYPortugal
► CARTAZ (PDF): http://es.scribd.com/doc/106104203/Democracia-Verdadeira-JA-Que-Se-Lixe-a-Troika-LISBOA-21-Set

No dia 15 de Setembro o país tomou as ruas para dizer BASTA!, naquelas que foram as maiores manifestações populares desde o 1º de Maio de 1974. Exigimos o rasgar do memorando da Troika e a demissão deste governo troikista.

Se o governo não escuta, que escute o Presidente da República e o seu Conselho de Estado.

Não é não!

Não queremos apenas mudanças de nomes, queremos mudanças de facto. A 21 de Setembro iremos concentrarmo-nos junto ao Palácio de Belém para demonstrar que 15 de Setembro não foi uma mera catarse colectiva, mas um desejo extraordinário de MUDANÇA DE RUMO!

A Luta Continua!

Que se Lixe a Troika! Que se Lixem os Troikistas! Queremos as Nossas Vidas!

0 REVOLUÇÃO/APELO – CORDÃO HUMANO NO PALÁCIO DE BELÉM NO DIA 21 DE SETEMBRO DE 2012

Na próxima sexta-feira todos os portugueses com disponibilidade devem cercar o palácio de belém durante a reunião do conselho de estado e fazer um mega-cordão humano de forma a não deixar nenhum dos "conselheiros" ladrões sair do edifício. O objectivo e deixá-los ficar lá presos durante o fim-de-semana e até que seja
apresentado um Governo aos portugueses de nomeação presidencial que reúna o consenso do povo e apenas para assegurar o normal funcionamento das instituições até que se forme um governo popular - com pessoas escolhidas pelo povo para cada pasta e não formado por partidos, pois é tempo de votar em pessoas e não em máquinas partidárias. Entre as medidas imediatas a tomar por esse Governo transitório deve constar a nacionalização de todos os bancos, deverá declarar nulas todas as Parcerias Público Privadas (PPP's), e determinar a criação de um imposto sobre os movimentos na Bolsa de Valores. VAMOS CERCAR O PARLAMENTO COM PESSOAS, NÃO COM ARMAS. É TEMPO DE MOSTRAR AOS POLÍTICOS QUE ATÉ A PACIÊNCIA DO POVO TEM LIMITES...

0 Associação de praças reclama demissão do Governo

A Associação de Praças (AP) das Forças Armadas juntou-se ao coro daqueles que protestam contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo de Pedro Passos Coelho. 38 anos depois de terem deposto pela força das armas um governo [de Marcelo Caetano] voltam agora a exigir a demissão de outro [de Passos Coelho].

 Em 1973, insatisfeitos com questões de carreira e com uma participação dolorosa numa guerra colonial os militares de baixa patente iniciaram um movimento interno de contestação que haveria de conduzir ao movimento das Forças Armadas que no dia 25 de Abril de 1974 derrubou o governo de Marcelo Caetano pondo fim a um regime que se perpetuara no poder durante 48 anos.

Depois de, num primeiro ano, terem tido uma grande atividade política – o que lhes suscitou enormes criticas – os militares regressaram aos quartéis e pacificados reconduziram-se ao cumprimento estrito das funções que lhes competia.


Trinta e oito anos depois de terem saído para a rua numa ação que se imortalizou pela Revolução dos cravos, eis que o descontentamento volta a fazer-se-sentir entre os militares e novamente nas patentes mais baixas.


Esta segunda-feira, a Associação de Praças veio publicamente pedir a demissão do primeiro-ministro, acusando o Governo de coligação PSD/CDS-PP de estar a "destroçar o país" e de "utilizar o povo português como cobaia de experiências sociais" com as novas medidas de austeridade.


"É por demais evidente o falhanço das políticas impostas por este Governo, que se baseou na desvalorização do trabalho e dos direitos sociais, impondo mais e mais austeridade, mais desemprego, mais precariedade", pode ler-se no comunicado da afirma a AP tornado público.


A AP não tem dúvidas em proclamar não querer "ficar ligada a mais este vil ataque que está a ser perpetrado" salientando que "não faz parte da condição militar iludir as situações" e "utilizar o povo português como cobaia de experiências sociais".


"Senhor primeiro-ministro, a bem de Portugal e dos portugueses, faça-lhes um favor, demita-se e já agora emigre", exorta a AP.


A associação de militares acusa o Governo de Passos Coelho de ter transformado "os pobres deste país em miseráveis e a classe média em novos pobres" e de dar origem a "um país destroçado, sem rumo e a caminhar para o abismo".


"Não podemos permitir que, ao sabor de qualquer troika, sejam retirados direitos legalmente consagrados na Constituição da República Portuguesa que jurámos defender e não podemos nem devemos permitir que uma nação como a nossa com mais de 900 anos definhe porque uns quantos senhores decidiram fazer de Portugal uma colónia dos interesses da alta finança europeia e mundial", advoga a AP.


As praças das Forças Armadas invocam a obrigação de "um juramento de defender a Pátria e guardar e fazer guardar a Constituição e as Leis da República" para repudiar "veementemente as políticas que estão a ser seguidas pois contradizem" tudo o que juraram "defender".

 

domingo, 16 de setembro de 2012

1 O motivo do apedrejamento á policia nas manifestações de dia 15

Como é do conhecimento de quase todos, as estações de televisão, de repente começaram a informar os seus tele espectadores de que o animos da manifestação de 15 de setembro de 2012 se estariam a exaltar !
Mostraram e remostraram imagens de agentes da auoridade a serem agradidos com garrafas, pedras, etc, etc.
O que se esqueceram de mostrar foi o principal motivo que desencadeou essa atitude por parte dos manifestantes.

Fica aqui o video que as televisões não quiseram ou poderam mostrar



0 Organizadores da manifestação de 15 de setembro apelam à greve geral

No final da grande manifestação de 15 de setembro em Lisboa, as pessoas que a organizaram apelaram a uma greve geral popular e convocaram uma nova manifestação para a frente do palácio de Belém para a próxima 6ª feira, 21 de setembro, às 17h, dia da reunião do Conselho de Estado. O protesto está a ser convocado em evento no facebook.


Quando as organizadoras e organizadores da manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!” intervieram no final da ação na Praça de Espanha em Lisboa, muitas pessoas que ainda vinham no desfile não puderam ouvi-los. Nessas intervenções, salientaram que o 15 de setembro tinha sido “uma coisa extraordinária” e apresentaram novas propostas para dar sequência aos protestos e à luta contra a troika.
Apelaram a uma greve geral popular e convocaram uma manifestação para os jardins diante do Palácio de Belém, onde se realiza o Conselho de Estado convocado por Cavaco Silva para discutir as medidas de austeridade e ouvir as explicações de Vítor Gaspar. De notar que quase todos os conselheiros de Estado se pronunciaram negativamente contra a descida da TSU para os patrões e a brutal subida para quem trabalha.
Esta manifestação está a ser convocada como evento no facebook e já tem mais de 1.200 pessoas que confirmaram presença (às 16.30 de 16 de setembro). No facebook é esclarecido que a manifestação é convocada para as 17 horas, devido a ser esse o horário do início da reunião do Conselho de Estado, mas a concentração manter-se-á para além das 17 horas, pelo que qualquer pessoa pode juntar-se mais tarde, se não puder estar presente a essa hora. É ainda referido que o local escolhido se deve ao facto das reuniões do Conselho de Estado se realizarem normalmente no Palácio de Belém.

sábado, 15 de setembro de 2012

0 Hackers atacam site da Câmara de Portalegre

O site oficial da Câmara de Portalegre foi alvo de um ataque de hackers que alteraram o seu conteúdo e colocaram referências aos protestos deste 15 de Setembro na homepage.

 Na página oficial da autarquia aparece a frase "O 'Povo' não conhece o seu verdadeiro poder" e um símbolo da organização Anonymous Portugal, acompanhados por música rap.
 

NOTÍCIA TUGA Copyright © 2011 - |- Template created by Notícia Tuga - |- Powered by Notícia Tuga