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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

0 Cavaco silva votou contra a libertação de Nelson Mandela, Lembram-se ?


Nelson Mandela esteve 27 anos preso por ter lutado contra o regime de apartheid na África do Sul. Quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, de Cavaco Silva.

A votação pode ser consultada aqui: http://unbisnet.un.org:8080/ipac20/ipac.jsp?session=U3862E57513K2.3106&profile=voting&uri=full%3D3100023%7E%21479422%7E%210&ri=1&aspect=power&menu=search&source=%7E%21horizon



A Explicação da múmia :

 Portugal votou contra uma resolução da ONU que exigia a libertação de Nelson Mandela, em 1987, por considerar que o texto continha "um incentivo à violência” por apelar à resistência armada. Isto mesmo consta da declaração de voto que Portugal entregou na altura e que o Palácio de Belém, hoje ocupado pelo primeiro-ministro à data de 1987, Cavaco Silva, forneceu à TSF para justificar o voto contra.
Hoje, no Parlamento, o deputado do PCP, António Filipe, lembrou a votação na ONU nos anos 80, em que apenas os EUA, a Inglaterra e Portugal votaram contra a resolução que defendia a libertação de Mandela, que morreu ontem aos 95 anos de idade.
A declaração de voto explica por que razão Portugal não podia votar ao lado da esmagadora maioria dos membros das Nações Unidas (129). Sublinhando que o então Governo português “condena o sistema de apartheid”, considerado uma “aberrante sociedade”, o texto explica que Portugal “tem reservas em relação a alguns aspectos” da resolução. Considerava que o poderia ser um “incentivo à violência”, preferindo o governo português “encorajar o diálogo”.
O Governo português na altura votou contra a Resolução por considerar que o Ponto 2 apelava à violência. Este dizia: “reafirmar a legitimidade da luta do povo da África do Sul e o seu direito a escolher os meios necessários, incluindo a resistência armada, para alcançar a erradicação do apartheid".
Nesse dia, porém, Portugal votou a favor de outra resolução que pedia a libertação de Nelson Mandela, intitulada "Acção internacional concertada pela eliminação do 'apartheid'", que, no seu ponto 4, pedia às autoridades sul-africanas a "libertação imediata e incondicional de Nelson Mandela e de todos os outros presos políticos". Esta resolução teve 149 votos favoráveis, 2 contra (Estados Unidos e Reino Unido) e 4 abstenções.
Ontem, à noite na TVI24, a eurodeputada do PS e diplomata, Ana Gomes, lembrou outra votação polémica de Portugal nas Nações Unidas sobre o regime do apartheid da África do Sul.
“Lembro-me de um episódio em 1989, quando tínhamos uma resolução sobre as crianças vítimas do apartheid apresentada pelo grupo africano. Vergonhosamente, tivemos instruções para votar com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, numa posição contrária a essa resolução”, disse. “Foi uma vergonha e tentámos lutar contra isso na delegação. Mas havia muita gente em Portugal que achava que os nossos interesses estavam do lado do apartheid”, acrescentou.


 
 
 

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