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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

0 O discurso da política hipócrita do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho

Portugal é bombardeado diariamente com o discurso do primeiro-ministro. É um discurso inconfundível, diferente de qualquer discurso conhecido. Não consigo encontrar as palavras adequadas para descrevê-lo.
Hipócrita? Irracional? Estes são insuficientes para expressar o estilo, propósito e conteúdo de suas arengas pomposas. É um discurso neo-fascista louco, que transforma a realidade em sua cabeça e ofende a inteligência das pessoas.
Nos últimos dias, incansavelmente, o primeiro-ministro Pedro Passos tem viajado pelo país para glorificar a sua administração. O tema central dessas arengas é uma justificativa de que o seu governo tem vindo a fazer.
Ele chama a atenção para a gratidão do povo. Ele não tem dúvidas sobre a aprovação dos Portuguêses na sua política (palavra que ele usa e abusa, a ponto de perversão) que impõe "sacrifícios" sobre eles. Ele sabe que ele exige muito deles, mas o que conforta é a certeza de que eles aceitam as leis e decretos severos projetados para satisfazer os "interesses maiores da nação."
Ele sente-se orgulhoso das medidas sábias tomadas por sua equipe ministerial que transmitem um conceito de solidariedade sem precedentes, mas humanista, mal interpretada por pessoas que se recusam a entender que os salários, reduzidos irão, no final, levar a uma espécie indireta de solidariedade.
Ele pensa de si mesmo agora como um reformador e revolucionário que a história vai julgar sua estratégia como aquele que trouxe justiça.
O que machuca é a total falta de entendimento entre os partidos de oposição, aqueles incapazes de perceber que seu governo é garantir o Estado social, o combate ao desemprego, exigindo muito do poderoso, protegendo os mais pobres - esta oposição é tão cega que não consegue ver o crescimento da economia e a admiração das grandes potências da Comunidade Europeia e do FMI para os resultados de sua diligência no cumprimento das exigências do "memorando" assinado com a troika.
O acórdão do Tribunal Constitucional, que determinou que três medidas aplicadas no orçamento do Estado eram inconstitucionais, despertou a indignação do primeiro-ministro, seu governo e sua maioria parlamentar.
Passos e seu povo não se limitaram desta vez para expressar sua discordância com as decisões daquele órgão soberano. Eles desencadeou uma campanha sem precedentes contra o tribunal, com um tom de insulto.
O primeiro-ministro deu o mote ao questionar a competência dos juízes constitucionais, sugerindo mudanças básicas no processo de nomeação.
A carta arrogante  ao presidente do Tribunal Constitucional exigindo uma clarificação do julgamento é um documento vergonhoso que reflete com precisão o nível de degradação política a que a escória abrigada no poder afundou.
As observações proferidas no Parlamento pelos representantes do Partido Social Democrata (PSD) e do CDS, na tentativa de justificar a apresentação desta carta desafiadora iluminar a incompatibilidade do zoológico de Passos & Portas * com os princípios universais do direito constitucional.
O gesto deveria ter levantado repúdio generalizado pela mídia. Mas isso não aconteceu.
Canais de TV  e jornais promoveram debates em mesas redondas em que muitos comentaristas - porta-vozes para a ideologia da classe dominante - aproveitou a oportunidade para criticar o Tribunal Constitucional.
Alguns nem sequer hesitaram em expressar a compreensão para o discurso insano do primeiro-ministro, que é o defensor dos interesses do grande capital, aliado do imperialismo e inimigo dos trabalhadores.
A resposta das vítimas da política fiscal brutal, dos desempregados, dos reformados cujas pensões foram roubados, será dada em fábricas, escolas, nas indústrias de serviços e em todos os locais de trabalho.
O povo, como sujeito da história, vai intensificar a luta contra um governo cuja política, em um contexto diferente, lembra-nos cada vez mais de Salazar. Cabe ao confederação sindical CGTP e os comunistas para dar a liderança a esta luta patriótica.
* Presidente Paulo Portas (Passos & Portas significa passos e portas)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

0 Passos Coelho está à venda



Quem quer comprar um primeiro-ministro? Agora já pode ter Passos Coelho em sua casa. A promessa é da leiloeira online Unibet, que acaba de lançar um leilão para vender o fantoche do primeiro-ministro de Portugal, que tem dois metros e meio de altura. 
A licitação está disponível durante dez dias em:
com um preço de licitação  de três euros, um por cada ano de austeridade da troika. 
O valor final de aquisição será revertido para uma associação de solidariedade, escolhida designada pelo novo ‘dono’ do primeiro-ministro.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

0 Passos Coelho, sob a batuta do omnipresente Miguel Relvas, aliciou uma série de bloggers para o ajudar na ascensão a líder do PSD e a denegrir os seus opositores, dentro e fora do partido.

Vem na Visão desta semana, tudo contado, tintim por tintim, por um dos protagonistas.



Os pormenores são muitos e dão náuseas. Um exemplo: enquanto primeiro-ministro, José Sócrates foi convidado para um fórum da TSF. Em conluio, vários elementos do estado-maior da desinformação criado por Relvas intervieram no fórum para tecer rasgados elogios a Sócrates e depois, nas redes sociais, criticar o "endeusamento" do primeiro-ministro, o culto da personalidade que, insinuou-se até, teria sido encomendado pelo próprio José Sócrates. Lembra-se deste episódio? Eu lembro-me. E, devo dizê-lo, caí que nem um patinho porque me recordo de eu próprio, na altura, ter largado cobras e lagartos contra o chefe de governo.
O entrevistado não diz tudo mas conta o suficiente para fazer regurgitar o mais forte dos aparelhos digestivos: conta como Passos chegou à chefia do partido através da descredibilização sistemática dos que se lhe opunham. Conta como criavam perfis falsos no facebook e no twitter com o intuito de tornar virais certas atoardas, a maior parte delas inventadas, contra Sócrates, Rangel, Ferreira Leite e outros (no artigo não se diz mas, estou em crer, a partir daqui se terão criado, e extrapolado, casos como o do Freeport).
Estão lá todos os nomes. Dos blogues. Dos bloggers. Alguns continuam activos. Outros, muitos, foram convidados para o governo e afins. Para o gabinete de Relvas, a secretaria de Estado da Cultura, o parlamento, o Instituto Camões, o ministério dos Negócios Estrangeiros, a AICEP, a comissão de extinção das freguesias.
É ler, meus amigos, é ler. E, depois de o fazerem, perguntem-se: como é possível termos tal criatura como primeiro-ministro? Como foi possível parir tal coisa, politicamente falando?
Com licença. Vou mesmo, e transcrevendo o Priberam para que o dito me saia mais fino, "arrojar com esforço pela boca as matérias contidas no estômago". Assim. Sem tirar nem pôr.

A entrevista:
http://aventadores.files.wordpress.com/2013/11/visc3a3o_entrevista-fms.pdf

terça-feira, 1 de outubro de 2013

0 "Uma enxadazinha fazia-lhe bem", diz Passos a quem o manda trabalhar

Durante a visita a uma feira Pedro Passos Coelho deparou-se com uma senhora desempregada manifestando a sua insatisfação dizendo que Passos Coelho devia comprar umas galochas para trabalhar. Passos Coelho respondeu à popular dizendo que tinha pena não lhe poder oferecer uma enxada para ela trabalhar.
Vejam o vídeo!






quarta-feira, 25 de setembro de 2013

0 Passos atribui subsídios a quatro «novos» governantes

O primeiro-ministro, Passos Coelho, decidiu, sob proposta dos respectivos ministros e com luz verde da ministra das Finanças, atribuir um subsídio diário de 25 euros, com efeitos retroactivos, a quatro novos elementos do elenco governativo, avança o Jornal de Negócios.

 A edição online do Jornal de Negócios revela, esta quarta-feira, que quatro secretários de Estado, nomeadamente Berta Cabral, Fernando Alexandre, João Grancho, e Nuno Vieira e Brito, vão ter direito a um subsídio de alojamento no valor diário de 25 euros e com efeitos retroactivos.

A decisão foi tomada pelo gabinete do primeiro-ministro Passos Coelho depois de apresentada a proposta pelos líderes dos ministérios a que pertencem e do “parecer favorável da ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque.”
Segundo o Jornal de Negócios, os subsídios atribuídos, no “montante de 50% do valor das ajudas de custo estabelecidas para as remunerações base superiores ao nível remuneratório 18”, têm um valor diário de 25,10 euros, o que por mês perfaz um total de 778,10 euros para as despesas com a habitação em Lisboa.
Porém, esta ajuda tem “efeitos a partir da data da sua posse e pelo período de duração das respectivas funções”.
Ora, a secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral e o secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, Fernando Alexandre, tomaram posse em Abril deste ano mas João Grancho, secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, e Nuno Vieira e Brito, que tem a pasta da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, entraram para o Governo em Outubro do ano passado e Fevereiro deste ano, respectivamente.
Contas feitas: João Grancho, natural do Porto, terá a receber 7.781 euros; Nuno Vieira e Brito, 5.446 euros, Berta Cabral, natural dos Açores, e Fernando Alexandre, de Braga, vão receber cada um 3.112 euros. Pelo que, só em retroactivos, o Governo vai pagar a estes quatro secretários de Estado perto de 20 mil euros, de acordo com a decisão de Passos Coelho hoje publicada em Diário da República, mas com data de 10 de Setembro.

 

sábado, 27 de julho de 2013

0 Passos já tem mais secretários de Estado do que Sócrates

O que começou por ser um Governo pequeno aumentou, em dois anos de exercício, em número de ministérios. Mas sobretudo em secretarias de Estado. O Executivo de Passos Coelho é hoje maior. Bate mesmo o número de secretários que acompanharam os dois anos de José Sócrates, até 2011, do seu último mandato.
Com a tomada de posse de quinta-feira, no Palácio de Belém, dos novos secretários de Estado (19), o Executivo da maioria PSD/CDS passa a ter 41 secretários distribuídos por 14 ministérios. Mais dois ministérios do que em 2011, quando Cavaco Silva deu posse ao actual Governo, e mais cinco secretários do Estado do que à data da tomada de posse.
José Sócrates, por seu turno, terminou o mandato a meio com 38 deputados afectos aos 16 ministérios que compunham o seu Executivo. O mesmo número de ministérios com que iniciou o seu segundo mandato em 2009, sem maioria absoluta, mas menos um titular de uma secretária de Estado.
A remodelação desta semana foi a sétima alteração à composição do Executivo liderado por Passos. Do elenco que tomou posse em Junho de 2011, Passos já deixou pelo caminho quase metade. Ministros foram três e todos recentemente: Miguel Relvas, Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira. Já os secretários de Estado foram caindo às pinguinhas: já saíram 18.
A remodelação aceite esta segunda-feira pelo Presidente é a consumação da mudança que Passos Coelho e Paulo Portas preparavam há três meses. Com a diferença de o líder do CDS subir a vice-primeiro-ministro (responsável pela Economia, troika e reforma do Estado), uma consequência da crise interna das últimas semanas.
O Governo fala num novo ciclo político e económico. Aquele que coincide com a segunda metade do mandato e com uma aposta no crescimento Económico e na preparação das bases para o período pós-troika. A distribuição de pastas entre PSD e CDS está mais equilibrada. Passos não quer ouvir falar tão cedo em crise política e, muito menos, em nova remodelação.
ricardo.rego@sol.pt

domingo, 7 de abril de 2013

0 Os seis graves erros deste Governo

Quase dois anos depois de ter tomado posse, é já possível listar quais foram os seis erros mais graves deste Governo, que o fizeram perder muita credibilidade e legitimidade aos olhos dos portugueses. Aqui vai a lista:



1 - Desvio estratégico em relação ao memorando original assinado com a "troika".
Como ontem aqui escrevi, as principais medidas emblemáticas deste Governo (sobretaxa de IRS, corte nos subsídios dos funcionários públicos e pensionista, tentativa de mudar a TSU, e aumento enorme de IRS) não estavam escritas no memorando original assinado entre Portugal e a "troika" em Maio de 2011. Na ânsia de despachar o ajustamento, o Governo decidiu medidas de austeridade muito mais graves e profundas do que aquelas que estavam acordadas. Com isso, agravou brutalmente a recessão e o desemprego subiu para valores altíssimos. A estratégia da austeridade "dura e rápida", cuja responsabilidade é de Vítor Gaspar, falhou rotundamente. 

2 - Falta de equidade nos sacrifícios. 
Ao decidir cortar os subsídios de férias e Natal para funcionários públicos e pensionistas, deixando os trabalhadores do sector privado de fora, o Governo dividiu os portugueses, passando a existir portugueses de primeira, que não se sacrificavam tanto, e portugueses de segunda, que suportavam mais sacrifícios. Isso foi um erro grave, de equidade e de moral, além de ter sido uma ilegalidade jurídica, como muito bem o Tribunal Constitucional veio dizer, proibindo a solução para 2013. Mas, o mal estava feito. 

3 - Incapacidade para cortar na despesa permanente do Estado
Desde o Verão de 2011 que o Governo decidiu que, em vez de cortar na despesa estrutural do Estado, como estava previsto no memorando original, era mais fácil sobrecarregar o país com impostos, ou então retirar subsídios a certos grupos de pessoas (funcionários públicos e pensionistas). Com isso, demonstrou a sua incapacidade total para perceber a raiz do problema, e preferiu as soluções mais fáceis e rápidas. Como se viu, gerou um problema ainda maior e não conseguiu resolver o problema original. 

4 - Desprezo pelo consenso político e social
Em Maio de 2011, quando o memorando original foi assinado, existia um amplo consenso político e social em Portugal, que permitia ao Governo contar com o apoio do PS e dos parceiros sociais. No entanto, durante quase um ano e meio, Passos Coelho desprezou o PS e os parceiros sociais, nunca os tratando com o respeito que eles mereciam. Evidentemente, com o tempo a passar, e sentindo a hostilidade permanente do Governo, tanto o PS como os parceiros sociais se foram afastando, e o consenso nacional necessário rompeu-se. Foi a arrogância do Governo que criou esta situação, o que foi um erro grave. 

5 - Colagem patética às posições da Alemanha na Europa.
Desde que iniciaram a sua governação, Passos Coelho e Vítor Gaspar alinharam, de forma acéfala e seguidista, com as ideias da Alemanha sobre como resolver a crise europeia e as crises nacionais dos países com elevadas dívidas. Em momento algum o Governo percebeu que essa colagem era prejudicial aos interesses de Portugal, e que por mais que fosse necessário ganhar credibilidade nos mercados financeiros, era igualmente necessário ter uma posição mais crítica contra a linha dura da Sra Merkel e do Sr. Schauble. Como se viu na questão da renegociação dos prazos da dívida, o Governo da Alemanha está-se nas tintas para os nossos problemas, e só pensa em ser reeleito, e não mostrará qualquer boa vontade para com Portugal antes de isso acontecer. Qual foi então o benefício de estarmos colados à Alemanha?

6 - Relvas e companhia
É evidente que manter Relvas no Governo foi um erro, bem como alguns outros personagens menores. No entanto, comparado com os outros erros e o que eles custaram ao país, este foi o menos grave. Mas, o seu simbolismo é ainda assim bastante degradante da credibilidade de Passos Coelho. 

sábado, 16 de março de 2013

0 O sonho de Pedro Passos Coelho

«"Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor. É por isso que nós não os vamos matar. Eles é que vão morrendo. Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos. E as estatísticas já mostram isso. O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho. Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar. Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde? Eles lá sabem. Por isso, joga tudo a nosso favor. A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência. Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos. A natureza faz o resto. O Paulo Macedo também faz o que pode. Não é genocídio, é estatística. Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo. Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas. E as escolhas implicam sempre sacrifícios. Só podemos salvar alguns e devemos salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza. Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.


 Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim. Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.

 Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma. Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade. Se gastam e não contribuem, tenho muita pena... os recursos são escassos. Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos. O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento? Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta. Portanto, são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro. E os deficientes. Não são todos. Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade. Não era justo. E temos de promover a justiça social.

 O outro terço temos de os pôr com dono. É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca-vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar. Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente. Não digo voltar à escravatura - é outro papão de que não se pode falar -, mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura. Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam. A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazerem algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto), votam - ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós. O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira. Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários. Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda. Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/387065_498649090163212_1587457073_n.jpgde fome no meio da rua. E enchê-los de futebol e telenovelas e reality shows para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.

 O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo. Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sust entável (tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier), que para eles poderem viver com conforto não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI e que para pagar a saúde deles não podemos pagar a saúde dos pobres.

 Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável. E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia. Não vou ficar em Massamá a vida toda. O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite."»
 José Vítor Malheiros
(no Público de 02Dez2012)

sábado, 9 de março de 2013

0 Passos Coelho mostra ao povo os cortes que fez na sua vida privada

Desde que fui para o governo é só pobreza... ninguém compreende o que um politico sofre com a crise.
 Amigos...a crise atingiu-me !
Agora é que estou desgraçadinho de todo...


A minha casa é tão pequena que tenho a banheira na rua.
Passos Coelho e os cortes anedota
 O meu carro já nem sequer tem capota 
Passos Coelho e os cortes anedota
 Queijos... só como os velhos e bolorentos 
Passos Coelho e os cortes anedota
Vinhos também só dos mais velhotes
Passos Coelho e os cortes anedotaPassos Coelho e os cortes anedota
E mesmo a carne só como da seca...
Passos Coelho e os cortes anedota
Mas tou aí... Na luta!!!... 
Vamos vencer a crise!!!
Eu já estou a fazer os meus sacrifícios.


sexta-feira, 8 de março de 2013

0 MUITA ATENÇÃO !!!

por Rui Cardoso, Presidente do Sindicato
dos Magistrados do Ministério Público

«A Aberração

Está em implementação o Sistema Integrado de Informação Criminal, aprovado pelos "partidos do poder" com o indisfarçável propósito de controlar politicamente a investigação criminal e as informações que esta produz, aproveitando-as para fins que a Constituição não permite, como a "prevenção de ameaças graves e imediatas à segurança interna", conceito que, como temos visto, hoje tudo abarca, até meras manifestações cívicas.
Este sistema é "coordenado" por um secretário-geral que depende directamente do Primeiro Ministro.O Governo, que não pode ter acesso aos inquéritos-crime, administra a base dos dados que os mesmos produzem!

O Ministério Público, que por imposição constitucional dirige a investigação criminal e a quem todas as polícias criminais devem obediência funcional, está afastado da direcção deste sistema, tendo até um acesso muito mais limitado do que qualquer polícia.

Uma aberração que deve merecer a maior preocupação!»

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

0 Passos interrompido por "Grândola Vila Morena"

O primeiro-ministro falava no debate quinzenal com os deputados quando foi interrompido pelo público das galerias a cantar "Grândola Vila Morena". Foi uma ação do grupo Que se Lixe a Troika, integrada na mobilização para a manif de 2 de março.







quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

0 O QUE É UM PSICOPATA?

A psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. 
Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.

•No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança.


Os psicopatas não sentem culpa. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.

Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia.
No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre.

Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.

A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas aos médias modernas. Num um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering, usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (...) é sempre trazido aos anciãos para ser punido”.

MITOS

• Primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos. A maioria dos psicopatas não é violenta, e grande parte das pessoas violentas não é psicopata.

• O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é frequente a perda de contacto com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora.
Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

0 Está na hora de as forças geradoras/criadoras eliminarem as forças regressivas e desintegradoras.

Finalmente consigo encontrar sentido para a celebre frase de Passos Coelho, quando afirmou que as pessoas desempregadas devem ver no desemprego, uma oportunidade. Citando o artigo em baixo: “ao mesmo tempo que as forças regressivas e desintegradoras, as forças geradoras/criadoras ressurgem nas crises."
 “Lá onde cresce o perigo, cresce também aquilo que nos salva. Lá, onde cresce o desespero, cresce também a esperança. A oportunidade suprema jaz no risco supremo.”
Está chegada a hora de os portugueses perceberem a oportunidade que Passos Coelho referiu, e que nos plantaram à frente, o perigo cresce, cada vez é maior o risco, de família a família, Portugal cair nas garras da miséria, o desespero de inocentes que são empurrados para uma miséria que não merecem e pela qual não são responsáveis, é indisfarçável, o descontentamento, a injustiça... de um povo que em perigo, pouco tem a perder. 
Está na hora de as forças geradoras/criadoras eliminarem as forças regressivas e desintegradoras. 
Aqui, onde o perigo cresce que cresça também aquilo que nos salvará...
"A oportunidade suprema, jaz no risco supremo"... Portugal está em risco supremo... os portugueses não possuem forma de se defender de políticos criminosamente activos, onde a justiça é apenas uma massa inerte. Periodicamente Portugal e os portugueses sucumbem e caem em crises profundas, devido a saques consecutivos e impunes, das elites.
Portugal e os portugueses já não possuem a liberdade de mudar o que está errado, de deter quem os lesa, de defender o interesse nacional, de escolher quem os defenda, de ser escutado quando se queixa, de penalizar quem não cumpre, de demitir quem não é capaz.

"O actual sistema político da chamada democracia representativa da sociedade capitalista deixou de ter legitimidade a partir do momento em que a esfera pública se tornou na realidade esfera privada, possuída pelas oligarquias políticas instaladas, às quais os cidadãos portugueses expressam a sua desconfiança e rejeição com manifestações de desagrado e contestação e a elevada taxa de abstenção nas eleições. Os políticos profissionais fracassaram. Instalou-se a descrença e a desconfiança.

A desconfiança generalizada é o pior inimigo da coesão social. Ora, quando uma classe dominante perde, aos olhos dos dominados, o direito à sua dominação, o corpo social explode, abrindo as portas ao cavalo de tróia da contestação. A crise de confiança é generalizada quando a burguesia, ela própria, deixou de ter confiança na sua própria capacidade para inspirar confiança.

Consequentemente, sem ser reformado o campo do sistema político vigente, não poderão ser implementadas novas políticas, novas reformas de fundo, porque os interesses da oligarquia política instalada agem como forças de bloqueio.
O modelo de desenvolvimento economicista e tecnicista fracassou, porque agravou os factores de stresse do Planeta Terra e a insustentabilidade ambiental, acentuou os desequilíbrios regionais e as injustiças sociais.

São hoje muitas as vozes políticas e intelectuais que denunciam este estado de coisas. É grande a descrença popular na auto-capacidade regeneradora do sistema político actual. São muitas as vozes que reclamam, hoje, uma mudança de paradigma político e civilizacional.
Não nos conformamos nem nos resignamos face a esta crise.
Ousamos até dizer que há males que vêm por bem!
Com efeito, falando das virtudes da crise, o grande intelectual francês, Edgar Morin, defensor da esquerda humanista, escreve na sua obra recente, “Voie pour l’avenir de l’humanité”, que “ao mesmo tempo que as forças regressivas e desintegradoras, as forças geradoras/criadoras ressurgem nas crises. A crise da mundialização, a crise do neoliberalismo, a crise da humanidade, na era planetária, são ricas de perigos, mas também de possibilidades transformadoras.” E, citando o poeta Hölderlin, Morin escreve: ““Lá onde cresce o perigo, cresce também aquilo que nos salva. Lá, onde cresce o desespero, cresce também a esperança. A oportunidade suprema jaz no risco supremo.”

Face a um Estado cada vez mais corrupto, enfraquecido e empobrecido pelas políticas neoliberais dominadas pelos interesses do mercado financeiro, face ao colapso da democracia representativa que tem promovido o favoritismo e segregado a participação cidadã, face a um sistema judicial fechado, burocrático e injusto, a alternativa regeneradora da organização política do País assenta em dois pilares fundamentais: Regionalismo crítico federativo, e Democracia directa e participativa.

Desde as primeiras experiências de Porto Alegre, a democracia participativa vem ganhando cada vez mais adeptos no campo da teoria e da prática políticas. A necessidade de mudar de paradigma civilizacional tem a sua expressão intelectual sumarizada na já referida obra de Edgar Morin que propõe uma via para o futuro da humanidade assente em valores que pressupõem uma mudança radical de paradigma, humano, social, político, científico, educacional e económico. Em suma, civilizacional.

As práticas da democracia participativa inscrevem-se em lógicas que assentam, não no estado nação, mas sim no conceito de regionalismo crítico federativo. É no cerne das regiões, agrilhoadas pelo poder jacobino centralizador dos sucessivos governos de direita e centro direita que desgovernaram o nosso País, depois do 25 de Abril, que se encontra a substância revitalizadora da nação.

Em suma, retomando um conhecido slogan alternativo: é preciso pensar global e agir local.
Aliás, as experiências de democracia participativa experimentadas até agora têm tido como campo experimental privilegiado o local e o regional, configuradas no orçamento participativo, nas assembleias populares de bairro, no urbanismo participativo e nos júris por sorteio. Os autocratas do poder local obstinam-se em fazer as políticas tiradas da sua cartola, às quais não são estranhos interesses alheios ao interesse público. Mas terão de se render às evidências da democracia participativa e à inteligência colectiva: muitas cabeças pensam mais eficazmente do que uma cabeça só. Na verdade, na era da física quântica e da reconhecida superioridade da inteligência colectiva, é urgentíssimo criar os mecanismos de participação política alargada a todos; e, consequentemente, acabar com os profissionais da política e institucionalizar a limitação de mandatos, viabilizando iguais oportunidades para todos os portugueses.

Defendemos pois uma verdadeira política de regionalização, porque só com regiões revitalizadas poderemos ter um País revitalizado!
Para responder ao falhanço do Estado social defendemos a sustentabilidade da economia autogestionária, sob controlo dos cidadãos, das iniciativas solidárias e da responsabilidade social das empresas. Às lógicas consumistas e de enorme desperdício, contrapomos uma lógica da frugalidade saudável, assente na economia verde e numa auto-sustentação regional e nacional. É urgente reabilitar um estado descentralizado e eficaz, regularizar a finança e fazer participar o capital na solidariedade, melhorar os salários e operar uma partilha mais justa dos rendimentos, humanizar o trabalho e a qualidade do emprego, devolver ao Estado a sua nobre função de motor da solidariedade, garantir futuro à juventude, direitos reais à habitação, aos bens essenciais, à protecção social, tornar o sistema fiscal justo e equitativo, assegurar a igualdade das pessoas e dos territórios, renovar a democracia com um sistema de justiça mais justa e independente, sujeita ao poder soberano do Povo.

Com efeito, o sistema judicial português está, na sua lógica de campo social, teorizada por Pierre Bourdieu, que professou no Colégio de França, reproduzindo as suas regras autocráticas e os seus interesses burocráticos, divorciado do campo social de que emana a sua legitimidade: o povo, é que é soberano.

Já não é novidade nenhuma o sistema eleitoral popular do poder judicial. Está, pois, na hora de acabar com o poder autocrático e vitalício dos juízes e instaurar também, neste campo, a democracia participativa, com a eleição dos juízes e a institucionalização de júris populares que coadjuvem os magistrados na sua nobre função duma justiça justa. É legítimo, possível e justo que os portugueses tenham acesso à justiça e participem na decisão judicial. Com efeito, como disse recentemente Boaventura Sousa Santos, “A nossa cultura jurídica serve os interesses burocráticos da justiça, não os dos cidadãos” e conclui: “ Hoje uma democratização da sociedade não é possível sem uma democratização da justiça”.
É absolutamente necessário inscrever na constituição deste novo regime político a revogabilidade dos cargos públicos pela sanção popular. Quem tem o poder soberano de eleger, tem de ter o mesmo poder para revogar a quem incumpre."
José Serra dos Reis
Neste panorama sugerem-se soluções, deixo aqui uma das propostas para quem quiser avaliar e comentar.
Plataforma Democrática do Povo - PDP 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

0 Primeiro-ministro não quis demarcar-se de Ulrich

Primeiro-ministro recusa-se a condenar as palavras do banqueiro que disse que todos os portugueses podem aguentar a austeridade porque os sem-abrigo a aguentam. Passos diz que não tem ações nem conta no BPI e ironiza a “extrema-esquerda” que está “muito preocupada” com o banco.

"A extrema-esquerda do parlamento está hoje muito preocupada com o BPI. Não tenho ações, nem participações, nem contas no BPI e tenho muita dificuldade em responder nessa matéria", disse esta sexta-feira Passos Coelho em resposta a uma interpelação da deputada Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).
A deputada exigiu ao primeiro-ministro a condenação "veemente" das palavras do banqueiro Fernando Ulrich, mas Passos Coelho nada disse sobre as palavras do banqueiro, insultuosas a todos os portugueses.
Recorde-se que Ulrich disse em entrevista à TV – no dia em que comemorou os 249 milhões de lucros em 2012 que o seu banco obteve, os maiores desde 2007 – que “se os gregos aguentam uma queda do PIB de 25%, os portugueses não aguentariam porquê? Somos todos iguais, ou não?"
E, entusiasmado, prosseguiu nessa linha de argumentação: "Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer", para concluir: "Se os sem-abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos?"
Para Passos Coelho, "os bancos portugueses defenderam o interesse nacional ao adquirir títulos da dívida pública portuguesa", rejeitando tratar-se de "especulação financeira". O primeiro-ministro defendeu que "o interesse público foi bem defendido" a bem da "estabilidade do sistema" com as operações dos bancos que apostaram – e lucraram – com a compra de títulos da dívida portuguesa.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

0 Petição para demitir Passos chega ao Parlamento

A petição ‘Alternativas de Políticas’ que pede a demissão do primeiro-ministro Passos Coelho, e que foi inspirada na carta que o antigo Presidente da República Mário Soares enviou ao actual chefe de Governo, já conta com mais de quatro mil assinaturas, pelo que já pode ser discutida em plenário na Assembleia da República.


O jornal i conta que há cerca de um mês, Diogo Campos Rodrigues, de 26 anos, decidiu em conjunto com um grupo de amigos adaptar como texto para uma petição pública a carta aberta que o antigo Presidente da República, Mário Soares, enviou (em Novembro) ao primeiro-ministro e na qual pedia uma mudança de políticas ou a demissão de Passos.

Na petição pode ler-se que “os signatários, ao tomarem conhecimento da carta dirigida ao Senhor Primeiro Ministro no dia 29 de Novembro de 2012, subscrita por um vasto conjunto de personalidades, vêm solidarizar-se com a mesma” e solicitar que “a Assembleia da República, no uso das competências (…) recomende ao Governo que rectifique a política e, com esta, os actos que (…) vem praticando em grave e inaceitável desconformidade com o Programa do Governo aprovado pela mesma Assembleia da República, lesando, assim, o princípio da confiança entre eleitores e eleitos”.
Rapidamente a petição alcançou, e entretanto já superou, as quatro mil assinaturas, ou seja, o número mínimo para poder ser levada a plenário na Assembleia da República.
“Até podíamos esperar mais algum tempo para levar a petição com mais assinaturas, mas a nossa prioridade é que ela seja discutida em plenário”, revelou Diogo Campos Rodrigues, que já requereu uma audiência com a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.

domingo, 27 de janeiro de 2013

0 Pós-troika nos pensamentos de Coelho

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou ontem (13-01-2013) que o país tem que começar a pensar no pós-troika de modo a inspirar confiança aos investidores.
“Até junho de 2014 – que é como quem diz daqui a ano e meio – teremos cumprido o memorando de entendimento, não precisaremos mais de ter cá a troika, nem precisamos que a troika ponha cá mais dinheiro”, afirmou, Pedro Passos Coelho, no encerramento do XX Congresso Regional do PSD/Açores em Ponta Delgada.
Por este motivo, considerou que é preciso pensar para que o estado não pese tanto em impostos aos portugueses, desafiando que todas as forças políticas se envolvam nesse esforço de reflexão.
“Alguém que pense que pode chegar às responsabilidades sem dizer ao país como vai governar e resolver os problemas, cavalgando apenas a insatisfação ou dificuldades, esse nunca inspirará confiança dos portugueses para governar”, salientou.
coelho açores

Inspirar confiança no futuro

Para Pedro Passos Coelho, Portugal “não pode empurrar com a barriga”, sendo preciso começar desde já a trabalhar para o depois da troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) e isso não se faz em 2014, alegando que “é importante dizer a todos os portugueses que se queremos inspirar confiança para os investidores temos de falar do futuro”.
“Querem ver isso os nossos países parceiros da União Europeia, os investidores, as agências de rating [avaliação] e os portugueses, que têm que saber com o que é que contam com antecedência”, referiu.
Salientando que não é possível continuar a olhar para o Estado de “forma passiva”, Passos Coelho afirmou que para Portugal se livrar da troika e viver no futuro sem precisar de pedir mais resgates, e sem ter o atual nível de impostos, é preciso reformar o Estado e as suas políticas públicas.
Fonte: Expresso

sábado, 26 de janeiro de 2013

0 coelho escondido com salazar de fora

Hoje, quando entrei na sala, dei de caras com a fronha do roedor na pantalha e, palavra de honra, assustei-me: agora que vai ficando sem cabelo e perdendo o ar de galã de Massamá, está cada vez mais parecido com Salazar. Mas, pelos vistos, não são só as feições de um e de outro que se assemelham. O aluno bebe as palavras do mestre, segue os passos do mestre, lê obras do mestre e sobre o mestre. Ambiciona copiar o mestre, obrar como o mestre.
Depois não digam que não avisei.

domingo, 20 de janeiro de 2013

0 Afinal, o Governo disse ou não disse aos Portugueses para emigrarem?

Passos Coelho afirmou ontem que “Ninguém aconselhou os portugueses a emigrarem”. O Notícia Tuga vem recordar ao Presidente outras declarações passadas deste Governo.
Este Governo tem solução? É uma questão para os nossos leitores comentarem, já que o Tugaleaks se tenta sempre pautar por dar informação e não fazer informação. Mas torna-se claro que, com solução ou sem solução, existem pessoas neste Governo que estão a necessitar de mais rigor, ou de mais assessores para lhes relembrarem declarações passadas.


O Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Miguel Mestre disse em Outubro de 2011 que “e estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras”. Estas declarações foram feitas à Lusa e transmitidas por várias vertentes da comunicação social como o Económico.
Já em Dezembro desse mesmo ano, Passos Coelho proferiu também à agência Lusa que “nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma, ou consegue, nessa área, fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa encontrar aí uma alternativa”. Na altura, o Jornal i reportou a situação.
“Fronteiras” e “mercado” são apenas palavras, umas mais flagrantes que outras, para expressar um clima do “ver se te avias” para os Portugueses.
Assim, concluímos que na realidade este Governo efectivamente incentivou a dois grupos de Portugueses para emigrarem.

E se ainda restam questões, temos um registo em vídeo:

sábado, 5 de janeiro de 2013

0 Gabinetes do Estado não estão a poupar

Gabinetes de ministros e secretários de Estado não estão a poupar



Os gabinetes dos ministros e secretários de Estado não baixaram os gastos, diz um estudo do Tribunal de Contas revelado pela TVI. Segundo o relatório “não existe evidência de que as despesas de funcionamento dos gabinetes dos membros do governo tenham diminuído”.
O Tribunal de Contas aconselha ainda os gabinetes a serem mais transparentes com os gastos. O estudo, cita a TVI, afirma que “a inexistência de um tecto máximo para a despesa dos gabinetes e a manutenção da sua opacidade revelam que persistem anomalias, situação que deve ser ultrapassada em nome do rigor e da transparência orçamental."
O relatório conclui, afirmando que os gastos com cartões de crédito, carros e telemóveis estão a ser mal controlados: “no actual dispositivo legal, à semelhança do anterior, não constam critérios sobre a atribuição de regalias como o cartão de crédito, uso de viatura e despesas de telefone”.
Por Jornal i


 CONVEM RELEMBRAR ...
Ano de 1993: com a economia portuguesa a ruir, um alucinado Braga de Macedo, então ministro das Finanças, foi à Assembleia da República gritar a plenos pulmões que o país era um “oásis”. Este sketch parlamentar resistiu à passagem do tempo. Quem não resistiu foi Braga de Macedo: após um breve compasso de espera, Cavaco "calçou-lhe uns patins".
Quem era o homem que, em 1992, fez as previsões para Braga de Macedo? Um tal Vítor Louçã Rabaça Gaspar, que chefiava o Gabinete de Estudos do Ministério das Finanças. Onde falhou ele nas previsões? Falhou em tudo — na evolução da economia e na arrecadação das receitas fiscais. Veja-se:
• Gaspar previu um crescimento do PIB de 2% em 1993, mas a economia acabou por recuar 0,7%, ou seja, o pretenso “oásis” que Braga de Macedo anunciava,  acabou numa recessão; o Orçamento do Estado para 1993 previa um encaixe à volta de 3.340 milhões de contos (16.660 milhões de euros) com as receitas correntes, mas houve necessidade de fazer um orçamento rectificativo que já estimava menos 364,7 milhões de contos (1,8 milhões de euros), porque a
receita fiscal teve um desempenho bem pior do que “se” estava à espera. Vinte anos depois, o tal Vítor Louçã Rabaça Gaspar, que levou Braga de Macedo a estatelar-se contra a parede em 1993, não vos lembra ninguém?
JÁ NEM ME LEMBRAVA !!
Mas olha que é o mesmo que estás a pensar !!
Arre, o homem não conseguiu aprender nada.



AMIGOS (AS) - Os contribuintes a pagar.... sempre a pagar
O relatório do Tribunal de Contas de 4 de Janeiro de 2013, mostra não ter havido contenção nem transparência nos gastos efectuados pelos gabinetes ministeriais e revela que os ministros contratam consultores externos sem concurso e nem sequer fundamentam porque o fazem.
O TC, em nome da transparência, aconselha o governo a aplicar um tecto máximo para despesas bem como ainda informar:
- A dotação orçamental para cada gabinete a fim de saber quem e como se gasta.
- Quais os critérios utilizados para atribuição de regalias, além do salário, para cada membro do governo, como o cartão de crédito, uso de viatura, despesas com telefone e outros subsídios etc.
- A menção das habilitações do pessoal nomeado para os gabinetes ministeriais.
- Clarificação do regime de incompatibilidades no âmbito do exercício cumulativo de actividades públicas e particulares...




Abraham Lincoln: "Pode-se enganar algumas pessoas todo o tempo; Pode-se enganar todas as pessoas algum tempo; Mas não se pode enganar todas as pessoas o tempo todo. 

"ALMADA NEGREIROS – “Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia – se é que a sua cegueira não é incurável – e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado”.

Eu não tenho explicação e por isso não posso explicar. Fica-me um asco acrescido por entre silvas e montes de cavacos… e não há um raio que lhes pegue fogo e lhes acabe com a raça…

"45 mil candidatos ao ensino superior e 85 mil à casa dos segredos. Acho normal, porque tem mais saídas profissionais, podes ser actor, apresentador de tv, relações publicas de discotecas, namorada de um jogador de futebol, trabalhar no varão ou em bares com sofás e champanhe, ser acompanhante de luxo. Enquanto um curso superior garante-te desemprego."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 Pedro Passos Coelho - Best of 2010-2011 (Video)

Durante 2010 e 2011, Pedro Passos Coelho disse que sim, disse que não e disse o contrário. Durante várias semanas recolhi, compilei e compus as melhores declarações deste extraordinário homem. Hoje, tenho o prazer de apresentar os melhores momentos de Pedro Passos Coelho


 Adenda: Especialmente esclarecedoras as afirmações deste extraordinário homem, nos últimos 2 anos, após a declaração ao país acerca do Orçamento de Estado para 2012.

 

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