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sábado, 17 de novembro de 2012

0 Precários Inflexíveis com site bloqueado

Uma empresa de vendas diretas não gostou de ser denunciada por ilegalidades fiscais e laborais no site dos Precários Inflexíveis e ameaçou a associação com ações judiciais. A queixa chegou à plataforma Blogger, que mantém bloqueado o acesso ao site. A associação exige a reposição da sua página na internet e diz que não vai ceder a ameaças.



Os casos de atuais e antigos trabalhadores de empresas de vendas e telemarketing que deixam denúncias das condições de trabalho a que estão sujeitos preenche algumas das caixas de comentários do site dos Precários Inflexíveis. E já não é a primeira vez que surgem ameaças e processos em tribunal para retirar comentários pouco abonatórios das práticas laborais destas empresas. Como a Ambição Internacional/Axes Market, que recentemente perdeu em segunda instância uma providência cautelar para retirar dezenas de comentários que a acusavam de fraude sobre os candidatos a emprego.
Desta vez a denúncia chegou ao Blogger - que pertence à Google e aloja blogues de todo o mundo - antes de chegar à justiça. A autora é uma empresa do grupo BF, que trabalha no setor das vendas diretas, "alegadamente por considerar difamatório um testemunho de um trabalhador que os acusa de trabalho ilegal e fuga ao fisco", diz o comunicado dos Precários Inflexíveis no Facebook.
“Talvez a Blogger tenha agido de forma defensiva, com medo de represálias da BF. Mas nós não temos tanto medo. Não vamos ceder”, afirmou Tiago Gillot ao jornal Público, acrescentando que os Precários Inflexíveis vão “lutar pelo seu blogue”.
"Porque não aceitamos estes ataques à liberdade de expressão e porque queremos continuar a defender os direitos dos trabalhadores e a partilhar as denúncias de quem vive a precariedade na pele e na vida, iremos responder à empresa e à Google exigindo a reposição do nosso site", diz ainda o comunicado.
"Até à situação estar resolvida utilizaremos a página do Facebook dos Precários como local de informação, opinião, organização e divulgação", conclui a Associação.
 

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