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terça-feira, 21 de maio de 2013

0 Empresário” de 16 anos é confrontado no programa “Prós e Contras” mas respondeu à altura! (Video)

O momento polémico aconteceu no último programa ‘Prós e Contras’, no qual se apresentavam exemplos de empreendedorismo. Um jovem com apenas 16 anos falava sobre determinação e de motivação para a mudança e para a acção. Apresentava o seu caso de sucesso: uma marca de roupa chamada “Over it” que, surgiu da vontade de estar na moda a preços suportáveis e que em menos de um ano, está a ganhar mercado on-line e off-line, com encomendas até no estrangeiro.
A certa altura é ridiculamente interrompido por uma convidada, Raquel Varela, doutorada, investigadora em pós-doutoramento na U. Nova e no Instituto Internacional de História… Poderia ser um contributo para a motivação para o empreendedorismo, mas não! Foi uma intervenção completamente descabida… de uma desfaçatez atroz. São este tipo de intervenções que tolhem os sonhos dos que querem construir coisas novas, encontrar alternativas e ser donos do seu destino… mas este miúdo, o Martim Neves, deu-lhe uma lição!!!
Cara Prof. Doutora Raquel Varela, o seu percurso académico é, de facto, impressionante e relevante… mérito seu, mas entenda que a sua investigação, apesar de ser importante, não cria postos de trabalho, os que tanto defende… A questão não foi a pertinência das suas observações, mas o despropósito e a desproporção que utilizou neste caso específico. Não era de esperar que o Martim, um jovem do Secundário conseguisse entrar num debate sociológico consigo. Ele teve uma ideia e colocou em prática… e tem vontade de continuar, e isto é ser empreendedor, não há que lhe cortar os sonhos… hoje apenas o Martim, amanhã quem sabe, uma cadeia de lojas!
Vale a pena ver o vídeo todo, mas o momento em que o jovem é interrompido é aos 4:50!





sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

0 COMUNICADO DA PLATAFORMA SINDICAL DA RTP


Os sindicatos desta plataforma foram confrontados, na noite de ontem, com o anúncio de um processo de despedimentos, feito em direto no Telejornal pelo Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Dr. Miguel Relvas.

Após a derrota que lhe deram os trabalhadores da RTP e aqueles que em Portugal, com coragem e contra poderosos interesses, defenderam os serviços públicos de rádio e de televisão, eis que o Sr. Ministro anuncia agora uma reestruturação que nada mais é do que um processo de despedimentos, como que em jeito de vingança enraivecida, imprópria do cargo que ainda ocupa no governo da República.

Um processo de despedimento colectivo como o que parece preparar-se para a RTP não tem precedentes na história da gestão pública em Portugal e, a acontecer, seria mais uma página negra do terrível mandato governamental a que os portugueses estão agora sujeitos. Uma vilania.

Os sindicatos desta plataforma não aceitam que numa empresa com as responsabilidades da RTP os mais elementares preceitos legais não sejam respeitados. Uma reestruturação, que o ministro da tutela confirmou estar em curso, não pode processar-se sem consulta prévia aos órgãos representativos dos trabalhadores da empresa. O não cumprimento deste preceito torna-a ilegal.

Os sindicatos da plataforma sindical têm, já, uma reunião agendada com o Ministro, Miguel Relvas para o próximo dia 4 de fevereiro às 10h e entregaram, hoje, um pedido ao Conselho de Administração, com caráter de urgência.

Os sindicatos da plataforma sindical apelam ao reforço da união de todos os trabalhadores em torno dos seus órgãos representativos, e reafirmam a sua determinação em fazer tudo o que esteja ao seu alcance na defesa dos legítimos interesses dos trabalhadores da Rádio e Televisão de Portugal.

Os trabalhadores da RTP, e todos os que defendem o Serviço Público de Rádio e Televisão continuarão juntos uma caminhada contra os que, apesar de derrotados nesta batalha prosseguem, no entanto, por outros caminhos e meios, a sua guerra contra o setor público de comunicação social.

Lisboa, 25 de Janeiro de 2013.

Em defesa do Serviço Público de Rádio e Televisão

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

0 RTP não cumpre serviço público e Correio da Manhã tenta abafar história

Empresa com quem a RTP quis criar um programa e não cumpriu, tentou denunciar situação ao CM e foi “abafada”, provavelmente pelos “amigos” na RTP.

A empresa chama-se Xchange e iniciou atividade em finais de 2010. O seu propósito era entre outros a realização de eventos e conteúdos televisivos. Em 2011, criou o projeto “Os Novos Talentos”, que segundo a empresa conta com o apoio do Ministério da Solidariedade e Segurança Social de várias Câmaras Municipais e algumas empresas privadas.
Contactaram a Direção de programas da RTP em Dezembro de 2011 mas apenas a Fevereiro de 2012 foram recebidos por Nuno Vaz, da Direção de Programas da RTP. Na altura foi comunicado à empresa, da parte da RTP, que havia interesse no programa, mas um mês depois, via e-mail, receberam a informação de que projecto “não encaixava na linha editorial da RTP para 2012 e 2013”.
Após reclamação perante o Conselho de Administração, a Xchange recebeu um estranho telefonema do Diretor de Programas, Hugo Andrade, onde a produtora foi avisada de que “se já estava a fazer queixas, ia arranjar um inimigo e não iria conseguir trabalhar em Portugal”. Hugo Andrade acabou por reunir com a produtora e explicar que o problema era a privatização: a RTP não iria comprar mais programas até ser privatizada ou concessionada e, por isso, não havia espaço para a Xchange. A produtora não confiou nas justificações de Hugo Andrade e prosseguiu o seu protesto. Cerca de um mês depois, recebe um email de Hugo Andrade a “oferecer” um minuto semanal da grelha para o programa “Os Novos Talentos”, minuto esse que a produtora ainda teria que pagar à RTP.
Ainda a 15 de Outubro do ano passado e havendo quase meio ano sem contacto com a RTP, embora a empresa tenha tentado apresentar as suas propostas, foi recebida uma carta do Director Geral de Conteúdos, Luís Marinho, contendo a seguinte afirmação: “independentemente da apreciação do mérito e da qualidade de qualquer conteúdo a emitir, a respectiva escolha e a oportunidade da sua integração na grelha de programação é da responsabilidade do Director”. A desculpa da privatização não funcionou desta vez.
Não satisfeitos com a situação, os responsáveis da Xchange apresentaram uma queixa á ERC. Nela, afirmam que “as respostas obtidas pela Reclamante da parte de uma empresa, de capital exclusivamente público, são indiciadoras de pouca transparência e induzem a interpretações, eventualmente erradas, segundo as quais a Reclamante não tem o mesmo tipo de direitos e oportunidades que as produtoras que habitualmente produzem conteúdos para televisão em Portugal, por não possuir a mesma dimensão económica que estas.”
Acusam também, nessa mesma queixa, que a RTP está a defender monopólios internacionais quando afirmam que “a situação reveste-se de maior gravidade ao ser analisada a actividade da actual Direcção de Programas, a qual sistematicamente vem atribuindo o seu horário nobre às produtoras multinacionais que monopolizam o mercado com os seus formatos importados (Endemol, Fremantle Media, Plural Entertainment e CBV). Como é do conhecimento geral, estas produtoras cobram valores muito mais elevados do que as produtoras nacionais e, na realidade, os seus conteúdos não estão surtir efeito, apresentando a RTP, actualmente, mínimos históricos de audiência.”
Sobre este assunto, o Tugaleaks contactou a RTP dia 17 de Dezembro sem qualquer resposta, embora a Linha de Atendimento do Espetador e Ouvinte tenha indicado que o e-mail foi encaminhado para a Direção de Programas (a mesma que respondeu tardiamente à empresa Xchange).
Este podia ser apenas uma maré de “azar” para esta empresa, mas ao que o Tugaleaks apurou é bem mais grave que isso…

RTP não cumpre serviço público e Correio da Manhã tenta abafar história

Correio da Manhã recusa notícia após longa entrevista

No início de Dezembro de 2012 a jornalista Eugénia Ribeiro do Correio da Manhã fez uma entrevista com a empresa Xchange onde explicaram em muito mais detalhe o que é que se tinha passado. Quinze dias dopeis receberam a resposta de que o editor Hugo Real não “queria publicar a entrevista”.
Curiosamente, ou talvez não, o Diretor de Programas da RTP e o Editor do Correio da Manhã são amigos no Facebook como se pode comparar entre o perfil de Hugo Real e Hugo Andrade.

RTP não cumpre serviço público e Correio da Manhã tenta abafar história
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Ao mesmo tempo que o Tugaleaks enviou um pedido de esclarecimento para a Direção do Correio da Manhã a empresa recebia um contacto a dizer que a situação iria ser analisada novamente. E ainda estão a analisar, passado três semanas. Ao Tugaleaks nunca foi dada qualquer resposta.

RTP com mau serviço público, afirma relatório

Se contra factos não há argumentos e caso os apresentados não cheguem, torna-se evidente pelo Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social , apresentado em finais de 2011, que a RTP faz tudo menos serviço público.
Do relatório consta, entre outras informações que “a estrutura empresarial escolhida pelo Estado para a entidade responsável pelo serviço público de rádio e de televisão não tem tido, de forma geral, vantagens para os ouvintes e espectadores nem para os contribuintes.”

Este é mais um possível caso de falta de interesse ou de simples “amigos” internacionais e economicamente mais bem posicionados?
O Correio da Manhã irá algum dia terminar de reavaliar a entrevista dada?
A empresa Xchange promete que se a ERC não se pronunciar ou, se à semelhança do caso entre ERC e Miguel Relvas, se tornar em mais um monopólio, recorrer para instâncias Europeias.

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Reclamação enviada à ERC

Adenda enviada à ERC

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0 Estado pensa privatizar a senhora que traduz para linguagem gestual os noticiarios na RTP 2

A cada dia que passa mais eventuais modelos de privatização da RTP surgem na imprensa.
Hoje mesmo fonte ligada a Miguel Relvas (um fabricantes de aventais para a restauração e para a maçonaria) garantiu que o ministro dos Assuntos Parlamentares pondera agora manter a estação pública nas mãos do Estado e alienar apenas a senhora que traduz os noticiários da RTP 2 para linguagem gestual, que seria vendida a um grande grupo financeiro e substituída pela Marta da “OK! Teleseguros”, passando os surdos-mudos a pagar para manterem o privilégio de serem informados. A senhora poderia ainda ser substituída pelo Ricky van Wolfswinkel, especialista em expressar-se aos adeptos leoninos em linguagem gestual, nomeadamente através do seu dedo do meio. Caso o modelo avance, a senhora da RTP 2 poderá ser contratada por Belém para tentar entender nos gestos de Cavaco Silva o que ele acha sobre a situação económica e política do país, algo que não expressa por palavras há meses, não estando de parte a possibilidade de ser contratada pelo José Malhoa para dançarina de “break-dance”.
Fonte: InimigoPublico

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

0 Juiz afirma que recolha de imagens não editadas na RTP é uma “atividade ilegal e ilícita"

Juiz conselheiro do Tribunal Constitucional jubilado Guilherme da Fonseca defende que “a atuação policial na repressão da manifestação” de 14 de novembro foi “excessiva e desproporcionada” e adianta que a recolha de imagens não editadas na RTP pela PSP é “inconstitucional e ilegal” e que acarreta, “no mínimo, responsabilidade criminal, por ilícitos contra bens jurídicos pessoais”.

Num artigo de opinião intitulado “A manifestação de 14 de novembro e a indignidade da atuação policial”, publicado no jornal Público, o Juiz conselheiro do Tribunal Constitucional jubilado Guilherme da Fonseca defende que “a atuação policial na repressão da manifestação [de 14 de novembro], ainda que para pôr cobro às marginalidades ou ocorrências que aconteceram, após longo período de desafios dos manifestantes”, pode qualificar-se de “excessiva e desproporcionada, contrariando os limites constitucionalmente definidos (...), em especial e, pelo menos, relativamente às pessoas presentes no local ou passantes, que nada tiveram a ver com tais marginalidades ou ocorrências”.
Guilherme da Fonseca refere-se ainda ao “excesso de meios coercivos nas operações materiais da polícia, envolvendo o uso de bastões, que é constitucionalmente reprovado e sem cobertura na Lei de Segurança Interna, e que, no limite, poderia ter justificado o exercício do direito de resistência [constitucionalmente reconhecido] por parte dos manifestantes”.
No que respeita “ao pedido de cedência de imagens e de sons obtidos para fins jornalísticos e noticiosos, para serem gravados, feito pela autoridade policial à RTP, no dia seguinte, e que foi atendido”, o juiz conselheiro do Tribunal Constitucional jubilado conclui que se tratou de uma “atividade ilegal e ilícita da autoridade policial, com violação do direito ao sigilo profissional dos jornalistas”.
Além de “inconstitucional e ilegal” este procedimento “acarreta, no mínimo, responsabilidade criminal, por ilícitos contra bens jurídicos pessoais”, defende.
“Ainda que, por hipótese, a gravação do visionamento dos acontecimentos de 14 de novembro chegasse, como chegou, por via tortuosa, às mãos da autoridade policial, a prova assim obtida nunca poderia ser utilizada em processo penal, por não obedecer ao condicionamento legal e por faltar a autorização judicial prévia”, adianta ainda Guilherme da Fonseca.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

0 RTP. História de uma empresa que foi privada até 1975

Fez 57 anos este mês a constituição da RTP, empresa obrigada a lutar por dotar o país de TV e que acabou nacionalizada por não distribuir dinheiro ao Estado. Agora, volvidos 38 anos, entra na lista de vendas por dar prejuízo


“Continua a atrair uma multidão desejosa de ver com os seus próprios olhos uma das maiores maravilhas do nosso tempo. Programas dos mais variados assuntos, culturais, desportivos e folclóricos, nos ecrãs mágicos dos aparelhos colocados por toda a Feira.” Menos de um ano depois da criação da R.T.P., a 15 de Dezembro de 1955, a “sociedade anónima com intervenção do Estado” tinha 15 televisões espalhadas pela Feira Popular para as primeiras emissões experimentais de televisão em Portugal.
A entrada custava um escudo e o desafio era “que ninguém deixe de ver esta novidade no maior recinto de diversões da capital”. Em troca a promessa era uma “noite de grande animação” com a “Rancha Flores da Nossa Terra, de Mira”. Era assim que a recém-formada R.T.P. enfrentava a sua maior dificuldade: o desconhecimento do que era uma TV.
Com um terço do capital em mãos do Estado, outro terço nas rádios privadas “e o outro com o público, por meio de subscrição de capital aberto nos bancos”, a 4 de Setembro de 1956 a R. T. P. avançou “pela primeira vez em Portugal” com “experiências oficiais de televisão”. “Visite os estúdios e veja os programas nas dezenas de aparelhos montados no recinto. Amanhã sorteio de um aparelho televisivo Philips.” Foi graças à Philips Portuguesa, ao apoio de “O Século” e da Radio Corporation of America, “que forneceu, gentilmente, um equipamento completo, incluindo uma torre de antena, de 50 metros, instalada na Feira Popular”, que parte da cidade de Lisboa pôde naquela noite assistir à transmissão experimental da Radiotelevisão. Mas não em casa: Praça de Londres (2), Rua Nova da Trindade, Portugália da Av. Almirante Reis, Cinema Monumental, Castanheira de Moura, Armazéns do Chiado, Av. da Igreja, Praça do Areeiro, Rossio, Av. da Liberdade, Largo do Chiado, Rua Barata Salgueiro, Restauradores, Praça Duque de Saldanha e Rua Silva Carvalho eram os locais onde o público se poderia juntar para ver com os próprios olhos o fenómeno que em breve viria a tomar de assalto os seus tempos livres. “Campeões do Sport Lisboa e Benfica em demonstração de pingue-pongue” era o programa agendado para as 22h dessa noite. A expectativa para a primeira emissão era tal que nesse dia o trânsito foi caótico em Lisboa, tal o número de pessoas que se juntaram a ver os receptores de rua.
No final de 1956 a empresa regista um primeiro lucro, ainda que “graças à providência do governo em conceder a esta sociedade uma percentagem das receitas da taxa de radiodifusão sonora”. As taxas, sempre as taxas. O resultado líquido cifrou-se em 27 mil contos, isto apesar das “numerosas edições de ensaio” realizadas para o treino dos primeiros trabalhadores da casa e também da “larga propaganda” feita para promover a penetração da televisão junto do público. Como? Distribuindo televisões: “No que respeita ao comércio de receptores, a influência do trabalho da R.T.P. já se fez grandemente sentir nos preços relativamente moderados, porque, de maneira geral, estão sendo oferecidos ao público”, explica a administração da empresa no relatório e contas de 1956.
Foi só a 18 de Fevereiro de 1957 que a R.T.P. passou a oferecer uma programação diária, primeiro apenas numa área à volta de Monsanto, e a partir de Novembro em Lisboa, Coimbra e Porto. Apesar desta conquista, “infelizmente somos forçados a anunciar resultados bem menos satisfatórios no que respeita à instalação dos estúdios de Lisboa”. Já com localização escolhida há dois anos, “problemas urbanísticos e outros” foram impedindo a construção deste estúdio, levando a televisão a procurar soluções de recurso que obrigaram a “avultadas despesas”.
Ainda assim, o caminho estava a ser bem trilhado: “Poucos são já os jornais portugueses que não se referem regular e frequentemente à Televisão e seus programas”, “desde o início das emissões os programas têm despertado as atenções gerais. Vivamente criticados por uns, aplaudidos benévola e compreensivelmente por outros, ninguém, pode dizer--se, lhes tem ficado indiferente.” A TV em Portugal em 1957 começava a descolar.
Neste ano, que terminou com perdas de 13 mil contos, sobretudo devido “a um autêntico investimento no sentido de fomentar o número de receptores em serviço, cujo rápido incremento será a única base para a viabilidade económica da TV”, também a produção nacional televisiva começou a dar os primeiros passos, com a empresa a investir 5 mil contos em produção de programas que trouxeram um retorno de apenas 160 contos. Mas também este mundo era novo. Em 1959, por exemplo, a R.T.P. levou a cabo o primeiro concurso aberto a quem quisesse enviar originais para programas de televisão: “O resultado não foi muito animador, mas a R.T.P. continuará no objectivo de interessar os autores portugueses a escrever para a TV.”
A excitação dos primeiros tempos começou a esmorecer ainda em 1958. “Foi o termo da fase dos pioneiros” e o “ano mais árduo” até ao momento, “não só porque, vencidas as primeiras dificuldades pelo entusiasmo e impulso criado, necessário se tornava continuar a improvisar sob a pressão dos acontecimentos”. Coube aos trabalhadores compensar as falhas administrativas e a inexistência de condições mínimas: “Problemas [de estúdios] não estão cabalmente resolvidos, porquanto se continua a dispor de estúdios por de tal forma inadequados que […] chega a parecer prodigioso como, a partir dessas instalações, tem sido possível fazer emissões com a duração e a regularidade das que têm sido oferecidas aos espectadores”, reflectia a administração da empresa.
Por esta altura, o tempo de programação da RTP dividia-se em “Teatro, música séria e bailado” (9,2%), “Culturais, entrevistas e palestras” (16,5%) ou “Variedades, teatro e música ligeiros, concursos e folclore” (21,6%), sendo reservados 10,4% da emissão para “Desportivos” e outros 18,4% para “Notícias e actualidades”. E os espectadores portugueses estavam a superar as expectativas: “O número de receptores previsto inicialmente para o fim de oito anos fora, no começo desta gerência, admitido como devendo ser atingido ao fim de quatro anos; afinal foi alcançado em dois anos! Quer dizer, um ritmo quatro vezes mais rápido que o esperado – 32 mil aparelhos importados até Dezembro de 1958, ano em que o ritmo foi de cerca de 2 mil por mês”, celebra a administração nas contas daquele ano.
Os ventos estavam de tal forma de feição que pouco demorou até que “o estabelecimento da TV nas províncias de Angola e Moçambique” começasse “a ser estudado com carinho”, até porque os locais mostravam um “interesse exuberante” pela televisão, um bocado como acontece hoje quando se fala na privatização da televisão ainda pública. O optimismo não se ficava pela extensão da R.T.P. às províncias africanas: “Deve dizer--se que, a manter-se o ritmo actual, os resultados de exploração devem tornar--se positivos já no ano de 1960, dois anos antes do que se previra.” Então como agora, a receita passava por “rígida disciplina administrativa e espírito de estrita economia” para “oferecer benefícios aos seus accionistas, como é mister”. E os benefícios para os trabalhadores? “Indispensáveis ajustamentos de vencimentos, para os elevar a níveis que se praticam noutras empresas e remunerem justamente os mais competentes, serão oportunamente considerados”, ponderavam os administradores.
No final da década de 50, a R.T.P. já recebia em taxas mais de 7400 contos anuais, uma explosão face aos 1780 contos que recebia até 1958, sinal de que o total de televisões registadas estava em crescimento, trajectória que se intensificou nos anos seguintes: se em 1959 havia 31 mil, em 1960 já eram quase 50 mil – e falamos apenas de aparelhos legalmente registados, já que muitos fugiam à obrigatoriedade de registar e pagar taxas. Em termos geográficos, aponta a empresa nas contas de 1960, 6,2% das famílias em Lisboa já tinham receptores de TV, 5% em Braga, 4,2% em Évora e 3,8% no Porto. A televisão estava a crescer e neste ano estava em curso a segunda fase de expansão da cobertura, que levaria o sinal da R.T.P. a 82,5% da população.
O crescimento também se fazia sentir nas receitas publicitárias, com as empresas a reconhecerem cada vez mais a força da televisão. No início dos anos 60, a publicidade duplicou, o que obrigou a RTP a controlar a mesma. Para não entupir os telespectadores de publicidade, a empresa aumentou em 1961 os preços 30%: “Para evitar a saturação publicitária mantendo a receita.”
Não eram só as empresas que estavam a prestar atenção à força da TV. Em 1959 já a RTP tinha ido ao Ultramar cumprir o seu papel de meio de grande difusão em plena ditadura: acompanhar uma viagem de cinco semanas do “Sr. Ministro do Ultramar a Moçambique e Angola”, durante a qual “foram inauguradas importantes obras de fomento de que o país pode tomar directo e rápido conhecimento graças à TV”. Com “regras de produção e selecção extremamente rigorosas”, a informação da R.T.P. viveu nestes anos um período em que serviu de “aparelho – técnico e discursivo – e um instrumento, determinante para a legitimação e a longevidade da ditadura”, conforme refere Francisco Rui Cádima no trabalho intitulado “A Televisão e a Ditadura”, onde é citada por exemplo a “ordem de serviço n.o 1” da Direcção dos Serviços de Censura, que, a 14 de Janeiro de 1960, determina que “são sempre de submeter à decisão da Direcção, devidamente datados, os seguintes casos: Críticas ou comentário à acção do chefe de Estado, Presidente do Conselho e membros do Governo; Artigos ou noticiário visando a forma de estrutura política do Estado ou do Regime; Críticas à política económica, financeira e externa do Governo; Movimento de embarques, ataques e críticas à acção das Forças Armadas e de Segurança ou das Polícias”.
O rápido crescimento que a R.T.P. sentiu ao longo da década de 60 fez com que chegasse a 1965 com 2359 horas de programação e com perto de 940 trabalhadores, contra os 600 de 1959. A oficialização de televisões no país, graças a operações da GNR para aplicar multas aos donos de aparelhos que não pagavam taxa – tendo em 1964 sido “multados 2776 espectadores por não possuírem licença e enviados para tribunal para execução 5555 autos” –, ajudou a RTP a inverter os resultados. Se até 1962 tinha acumulado 76 mil contos de perdas, a partir de 1963 a empresa estava nos lucros. A barreira dos mil trabalhadores foi passada em 1968, ano em que a RTP lucrou 28 mil contos, graças a receitas de 165 mil contos, mais de metade das quais vindas das licenças de TV, que por esta altura eram já mais de 300 mil, quando em 1964 eram 100 mil – nada como as fiscalizações da GNR.
No final desta década, e já depois do lançamento do “2.o Programa”, os telejornais da TV portuguesa viveram um momento marcante, quando foi possível que “as imagens de acontecimentos europeus” fossem “inseridas no telejornal no próprio dia dos acontecimentos”. Foi também em 1969 que uma renovação de programas levou ao lançamento do Zip-Zip, de Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado, gravado aos sábados e transmitido apenas às segundas-feiras – para que a Polícia Internacional e de Defesa do Estado, vulgo PIDE, tivesse tempo de cumprir o seu papel.
Depois da RTP2, o lançamento da televisão nas ilhas começava por esta altura a ser estudado na R.T.P., acabando o canal madeirense por ser oficialmente lançado em Agosto de 1972 e a R.T.P. Açores três anos depois. Mas entre o nascimento de um e outro muita coisa mudou.
Em 1972 havia já mais de meio milhão de televisões registadas no país, e a empresa contava com 1178 colaboradores que asseguravam perto de 4 mil horas de programação anual, das quais apenas 4,07% eram preenchidas com publicidade. O lucro nesse ano foi de 13,4 mil contos e no ano seguinte ficou-se pelos 12,7 mil contos, com os trabalhadores a atingirem os 1216.
Mas este ano fica marcado sobretudo por uma outra estreia. César Moreira Baptista, secretário de Estado da Informação e Turismo, passa a ter direito a um comentário na abertura do Telejornal, com uma periodicidade quinzenal ou mensal, prática de propaganda até então inédita na relação da R.T.P. com a ditadura. “Nunca a propaganda, através do texto de opinião oficial, havia ido tão longe”, sintetiza Francisco Rui Cádima, no trabalho já citado. “Creio que em nenhuma outra época os governantes portugueses tiveram tanto a preocupação de informar, justificar e fornecer dados e razões que permitam um exacto juízo dos fundamentos das orientações seguidas e das decisões tomadas. E ninguém melhor e com mais autoridade e esclarecido juízo o tem feito que o próprio Presidente Marcello Caetano, que tantas vezes aqui vem para conversar com o povo”, disse Moreira Baptista na sua palestra de estreia no Telejornal de 25 de Janeiro de 1973. Já a 26 de Outubro, antevéspera de eleições para a Assembleia Nacional, a R.T.P. avança com uma “homenagem” ao “pensamento viril” de Caetano e cinco anos de governo. A intensificação da propaganda pró-regime pela televisão, contudo, de pouco serviu para conter o crescendo de revolta que já se ia fazendo sentir por esta altura.
Os tempos eram de ocaso do regime, com a revolução do ano seguinte a levar à alteração do estatuto da R.T.P., que em 1975 acaba nacionalizada pelo Decreto-Lei 674-D/75, de 2 de Dezembro, precisamente com a justificação de não ter cumprido qualquer das obrigações da concessão: “Em vez de ‘programas de nível elevado’ deu ao povo português, ao longo de 18 anos, uma programação de baixo nível, tornando-se um instrumento embrutecedor e alienante ao serviço do conservantismo retrógrado e fascista”, lê-se no decreto, que culpa também a falta de distribuição de lucros para o accionista Estado como razão para a nacionalização: “[...] as empresas de radiodifusão accionistas da RTP têm obtido, além do seu dividendo, e sem que para isso tenham investido mais um centavo, um lucro líquido que em 1973 quase atingiu 100% do capital investido, e que no total equivale a mais de seis vezes a totalidade do investimento. Simultaneamente, o Estado [...] entregou até 1968 as aludidas percentagens das taxas de radiodifusão e não teve qualquer participação nos lucros da publicidade.”
Pelas contas apresentadas no referido decreto-lei, os privados no capital da RTP receberam 131,3 mil contos dos lucros da empresa entre 1959 e 1973, ao passo que o Estado pouco ou nada encaixou: “Impõe-se, e já tarda, o saneamento de toda esta escandalosa situação e a simultânea instituição de uma nova televisão que esteja ao serviço, não de interesses comerciais inconfessáveis, mas dos superiores interesses do povo português e só destes”, sentenciava o decreto assinado por Pinheiro de Azevedo. A R.T.P. acabou assim nacionalizada por não distribuir lucros ao Estado e para servir os portugueses, e agora será privatizada com a justificação de impor prejuízos ao Estado podendo acabar longe de servir “só” o interesse de portugueses.
A evolução das contas da R.T.P. nos anos seguintes à nacionalização, porém, mostram que esta também serviu para pôr a empresa mais ao serviço dos trabalhadores do que até então: 1216 trabalhadores em 1973 custavam 140 mil contos à R.T.P., mas em 1979 eram já despendidos 711 mil contos com 1994 colaboradores, um aumento de 408% em remunerações para mais 64% de pessoal.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

0 Miguel Relvas terá no seu currículo, alguma coisa que não esteja ligada a corrupção?

Miguel Relvas não pára de nos surpreender... Desta feita, aparece ligado a personagens do caso de corrupção mais badalado do Brasil, o Mensalão.... 
As privatizações ainda nos vão trazer muitas surpresas... RTP, TAP, EDP, Saúde da CGD, e o que mais será irá descobrir? 
O mais estranho é que, mais uma vez, o BES está metido ao barulho.






"José Dirceu, antigo chefe da Casa Civil de Lula da Silva, foi condenado pelo crime de corrupção activa, depois de ter sido identificado pelo Ministério Público como mentor e "chefe da quadrilha" responsável pelo "Mensalão". 
Dirceu manterá fortes ligações a Portugal, designadamente ao ministro Miguel Relvas, à Ongoing, à PT e ao BES.
A coberto da sua actividade como publicitário, Marcos Valério reuniu-se em Portugal com António Mexia, ministro das Obras Públicas entre 2002 e 2004, e Miguel Horta e Costa, presidente executivo da Portugal Telecom entre 2002 e 2006, e com dirigentes do Banco Espírito Santo.(...)
O “Público” escrevia em Agosto último que Dirceu é sócio do escritório Lima, Serra, Fernandes & Associados, chefiado por Fernando Lima, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), actual presidente da Galilei (ex-SLN/BPN). Paralelamente, tem o pé em três sociedades de advogados no Brasil (a JD Consultores, a Oliveira e Silva & Associados, ambas com sede em São Paulo, e a JD&S, de Brasília).
O "Público" revelava ainda que Dirceu tem ligações próximas a Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, filiado na mesma loja maçónica de Fernando Lima, a Universalis, e à Ongoing. “Foi João Abrantes Serra, sócio da sociedade Lima, Serra, Fernandes & Associados, que apresentou Dirceu ao presidente e vice-presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos e Rafael Mora". O jornal revelava também que a Ongoing contratara a namorada de Dirceu para colaborar com o grupo em São Paulo. Fonte 

"Gabinetes de José Dirceu promoveram a entrada de Efromovich na TAP"
NÃO SE ESQUEÇAM DE DIVULGAR, O IMPORTANTE É O MÁXIMO POSSÍVEL DE PESSOAS SABER
Mais, algumas compilações sobre o suspeito passado do Relvas, e as ligações com o BES. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

0 O poder oculto de Miguel Relvas na comunicação social - um perigo real para a sua liberdade!

Miguel Relvas envergonha o actual executivo.

Sei, de fonte segura, que Nuno Crato se sente muito incomodado por se sentar ao lado de um "troca-tintas" , que fez o curso pelo método C (método da cunha), que é, ao fim e ao cabo, a negação do discurso oficial do Governo em matéria de educação, centrado na e

xigência e qualidade de ensino. Miguel Relvas é, numa frase, a personificação dos vícios do sistema político português.

Se pensarmos num político que, no fundo, represente as nossas deficiências democráticas estruturais, que seja um modelo de maus exemplos e práticas políticas deploráveis, então iremos - certamente! - pensar em alguém com o perfil de Miguel Relvas.

O caso recentíssimo da RTP veio, apenas, confirmar que Miguel Relvas, embora pareça ausente, está sempre presente na redacção da estação pública.
Após o saneamento político vil e miserável de que Nuno Santos foi alvo, subtilmente orquestrado a partir do gabinete de Miguel Relvas, nenhum jornalista se atreverá, com o mesmo desprendimento e liberdade de espírito, realizar uma peça informativa crítica relativamente ao Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares.

Por que é que este caso só pode ter a conclusão óbvia de que se trata de saneamento político? O mais cego é aquele que não quer ver - diz o povo na sua secular e irrefutável sabedoria. Pois bem, no caso RTP, os factos não deixam margem para dúvida. Passemos a concretizar:

Primeiro_
o Presidente da RTP é um amigo pessoal e uma escolha da inteira confiança de Miguel Relvas - designado, precisamente, por este Ministro para gerir a estação pública, depois de uma passagem pela gestão de empresas de cervejas. Cedo se percebeu que Alberto da Ponte assumiu o desafio da gestão da RTP com um objectivo: ser o comissário político de Miguel Relvas. Um dos primeiros pontos do caderno de encargos de Alberto da Ponte passava pelo afastamento de Nuno Santos, então director de informação, o qual se recusava a "beijar a mão" de sua Excelência Ministro Miguel Relvas.
Ora, o episódio das imagens foi um pretexto ideal para concretizar o desejo do Relvas - que, com este episódio, não deixou margens para dúvidas de quem manda na RTP. A estação passou a ser o veículo de propaganda oficial (e oficiosa).

Em segundo lugar_
Miguel Relvas - através do comissário Alberto da Ponte - decidiu escolher para director de informação da RTP nada mais, nada menos que....Paulo Ferreira. Qual é a nota distintiva deste jornalista, que, aliás, foi bem salientada pelos diversos órgãos de comunicação social? Ser o jornalista que tem analisado a execução orçamental do Governo com....mais optimismo! Ou seja, tem sido o defensor-mor de Vítor Gaspar nas suas intervenções televisivas. Claro que é só coincidência, claro...pois...nós sabemos....

Não pense, porém, o caríssimo leitor, que a influência de Relvas se resume à estação pública. Nem pouco mais ou menos. Na verdade, eu próprio testemunhei uma conversa entre Miguel Relvas - já Ministro! - e uma jornalista, em que o primeiro perguntava se a jornalista estava feliz com o seu trabalho - é que o sempre solícito Miguel Relvas tinha ouvido que a pobre tinha problemas com o seu Chefe de Redacção. Claro que ele, o Relvas, se mostrou disponível para resolver a sua situação...

Palavras para quê? É Miguel Relvas. E basta. Pena é que a democracia esteja, assim, cada vez mais fragilizada.

 João Lemos Esteves

http://ouropel.blogspot.pt/2012/12/portugal-pasto-para-relvas.html?spref=fb

0 RTP - O INACREDITÁVEL ESTÁ A ACONTECER ?

Quando se falou na privatização da RTP, muita gente aplaudiu, convencida de que se iria poupar muito dinheiro ao Estado. Pois bem, um serviço público de televisão pode bem viver dos quase 170 milhões de taxas pagas anualmente sem qualquer contributo do Orçamento. E assim deveria ser.

A sua passagem para mãos privadas implicaria uma de duas coisas: ou acabar com qualquer serviço público na televisão (modelo desconhecido mesmo nos EUA) ou compensar quem o fizesse, gastando mais ou menos o mesmo dinheiro.

A entrega da RTP a um privado arruína toda a comunicação social. Alguns veem nisto uma guerra comercial simples. Mas não é. São todos prejudicados, incluindo rádios e jornais, porque o mercado publicitário que já está a cair mais de 20 por cento ao ano teria mais um fortíssimo competidor.

Acresce que a grande divisão nos grupos de media coloca de um lado aqueles que pretendem ganhar a vida através dos seus projetos de comunicação social, e do outro, os que utilizam a comunicação social para potenciar negócios estranhos ao meio e interesses que nada têm a ver com o jornalismo e a comunicação em si.

É por isso que o mais inacreditável, o pior dos mundos, está a acontecer com a RTP caso se confirmem as mais recentes notícias. Se o Governo vender 49% da RTP ficamos com uma televisão nominalmente pública gerida por privados. Privados esses que, a avaliar pelos que se mostraram interessados, não têm nem a menor credibilidade no mundo da comunicação social, nem cumprem os requisitos legais que impõem o conhecimento dos seus proprietários (ao contrário do que um comunicado dos próprios, a Newshold, pretendia).

Para avaliar a isenção da Newshold, faça-se o seguinte exercício: tente-se encontrar a notícia da abertura do inquérito a dirigentes angolanos pelo DCIAP no semanário 'Sol', propriedade daquele grupo. Pois bem, o mais que encontram - no mesmo jornal tão lesto a destacar uma investigação a Medina Carreira - é um comunicado oficial, três dias depois de a notícia ser conhecida. Pormenor interessante - enquanto todos os outros órgãos de comunicação leram esse comunicado como a confirmação de que tinha sido aberto um inquérito a altos dirigentes angolanos (o vice-Presidente e um ministro, entre eles), o cuidadoso 'Sol' vislumbrou apenas que os mesmos dirigentes não são arguidos.

Em resumo, e como já afirmei na SIC - podemos estar a caminho de retirar o controlo da RTP ao Estado português para o entregar ao Estado angolano... mas como 51% da propriedade ainda fica na posse de Portugal, adivinhem quem vai pagar a taxa?

É inacreditável, não é? Até a mim me custa a crer. Veremos...


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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

0 Carlos Daniel arrasa Mário Crespo

A forma como Mário Crespo acaba os noticiários da SIC Notícias, afirmando que a cada dia que passa a RTP custa mais um milhão de euros, continua a causar polémica. Depois da reacção da Comissão de Trabalhadores da televisão pública, é a vez do jornalista Carlos Daniel usar o Facebook para chamar «mentiroso» a Crespo.
«A RTP não custa um milhão de euros por dia como Mário Crespo tem repetido diariamente. Mas há um dinheiro que não gasta, felizmente: o do salário desse mentiroso, por muitas cunhas que já tenha metido para voltar a viver à nossa custa, talvez à grande de novo nos States, e sem fazer nada».
O jornalista da RTP acusa mesmo Crespo de ter sido «um dos piores correspondentes da história da RTP», afirmando que «gastava rios de dinheiro em Washington e não trabalhava nada, mas nada mesmo».
Carlos Daniel recorda que, nos últimos anos, o colega da SIC já «se ofereceu duas vezes em anos recentes» para ser corresponde do canal público nos Estados Unidos, apesar de ser funcionário do grupo liderado por Balsemão.
De resto, Carlos Daniel critica a forma como Crespo se relaciona com o poder político, dizendo que «ou faz dos ministros seus comentadores residentes (quando quer ser adido de embaixada ou correspondente da RTP) ou os diaboliza».
Mas Carlos Daniel não está sozinho na resposta ao pivô da SIC Notícias e faz questão de frisar isso mesmo. «Não fui só eu que expressei o que considero ser o direito à indignação. Vários outros jornalistas da RTP fizeram o mesmo. Muita gente escreveu e comentou».
António Esteves e Hélder Silva foram outros profissionais da RTP que usaram a rede social para expressar indignação com o que consideram ser um ataque alimentado por «ódios pessoais» e sustentado em números de «um Excel manhoso».
E Nuno Santos, director de informação da RTP também já repudiou o comportamento de Mário Crespo, em declarações ao DN, frisando que o pivô da SIC Notícias «fez um percurso profissional que escusaria de estar a ser manchado por esta situação» e lembrando que para desmentir o que tem sido dito sobre os custos da televisão do Estado «basta olhar para os números».
Ao SOL, Carlos Daniel sublinha que as suas palavras tiveram como objectivo «a defesa da empresa» onde há muitos anos trabalha. E garante não pretender entrar em polémicas com Mário Crespo, mas antes repor a verdade em relação à estação de serviço público. «Não vou voltar a falar sobre esse assunto».

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

0 Maioria discorda de gastos na RTP

A maioria dos portugueses não concorda com a manutenção dos gastos que o Governo mantém com a RTP (cerca de 150 milhões de taxa audiovisual e 80 milhões de indemnização compensatória).



Numa sondagem CM/Aximage, 72,4% dos inquiridos mostram--se contra estes apoios financeiros, que recebem apenas 22,1% de apoiantes. Questionados sobre o futuro da RTP, 46,2% dos inquiridos dizem que o Estado deve manter a exploração e propriedade, enquanto que 31,7% defendem a entrega da gestão a privados (concessão) e 15,9% apoiam a venda. Quarenta e nove por cento dos inquiridos dizem que os gastos de 3,8 mil milhões com a empresa nos últimos dez anos não valeram a pena.
No estudo, a TVI foi identificada por 37% das pessoas como o melhor canal de TV em sinal aberto, contra 31% da SIC e 23,2% da RTP 1. Dos inquiridos, 45,5% dão grande importância ao serviço público prestado pela RTP. A sondagem revela ainda que 49% das pessoas dizem ver a RTP 1 todos os dias, com a percentagem a reduzir-se para os 14,7% no caso da RTP 2.
GOVERNO NÃO DÁ CONCESSÃO A ESTRANGEIRO
Pedro Passos Coelho afastou a possibilidade de grupos internacionais ganharem a concessão do serviço público de rádio e televisão. "Não creio que essa hipótese deva ser considerada", adiantou o primeiro-ministro na entrevista à RTP. Aí, disse ainda que "estão a ser estudadas várias possibilidades, inclusive as adiantadas pelos operadores privados (SIC e TVI)", acrescentando que neste momento "não há uma solução preferencial clara, nítida". Passos garante apenas que a "RTP não vai ficar como até aqui".
 

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