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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

0 TDT lesa o cidadão e oferece 715 mil clientes à MEO.

«Há fortes indícios de corrupção na implementação da TDT»
Investigador diz que PT foi de longe a mais beneficiada e lança suspeitas sobre isenção da Anacom no processo.
O investigador da Universidade do Minho Sergio Denicoli afirmou que há «fortes indícios» de corrupção na implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal e sublinhou que o processo foi conduzido de forma a «não funcionar».

«Houve uma TDT planeada muito diferente da que foi implementada. Foram prometidos, por exemplo, muitos canais, mas ficou-se apenas pelos quatro que já existiam no analógico. Isso ocorreu por interferências políticas e económicas, o que nos leva a crer que pode ter havido a captura do regulador pela PT, ou seja, a Anacom teria trabalhado em favor da PT», disse à Lusa o investigador.

O investigador sublinhou que a PT foi, «de longe, a principal beneficiada» com a TDT, tendo conseguido 715 mil novos clientes para a MEO.
«Naturalmente, não interessava à PT que a TDT tivesse muitos canais e a entidade reguladora [Anacom] permitiu isso, beneficiando grupos económicos em detrimento do interesse público», referiu.
E acrescentou que, segundo a organização não-governamental Transparência Internacional, esta atuação configura «uma espécie de corrupção, pois utiliza algo público de forma a garantir lucros privados». 
O investigador disse que as questões técnicas não foram devidamente explicadas à população, numa estratégia «deliberada ou não» que serviu para «legitimar decisões contrárias ao interesse público», beneficiando sobretudo «grupos económicos, cujos laços com o poder político são evidentes». 

«No caso da PT  que receberia o direito de utilização de frequências da TDT, a ligação era mesmo simbiótica, oficializada por meio de golden shares do Estado na empresa e também através de ações da PT detidas pelo banco público Caixa Geral de Depósitos», afirmou.
Segundo Sergio Denicoli, a TDT que existe hoje em Portugal «foi feita para não funcionar, para apresentar falhas, para oferecer poucos canais e serviços interativos limitados, de forma a incentivar a migração da população para serviços de TV por subscrição». 

O investigador referiu que, somente no período de implementação da TDT (2009 a 2012), a TV paga em Portugal cresceu mais de 32,3%.
«E estamos a falar de um período de crise económica. Isso, certamente, deve-se à fraca oferta da TDT. Hoje, o que verificamos é que o sinal da TDT apresenta falhas constantes, devido a erros técnicos que poderiam ser evitados», apontou.
O país «não aproveitou a tecnologia disponível para proporcionar às pessoas uma televisão em sinal aberto de qualidade equiparável aos serviços de TV por subscrição, mesmo havendo plenas condições para tal», considerou.
«Os lóbis económicos, que, no caso português, parecem ser intrínsecos aos lóbis políticos, conseguiram fazer com que fosse estabelecido um modelo de TDT de qualidade muito inferior ao apresentado pela maioria dos países da União Europeia e muito aquém do que os operadores de TV paga ofereciam aos seus clientes», criticou." Fonte

Uma manobra de diversão, que trouxe 50 milhões de prejuízo aos portugueses, e muito lucro à PT.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

0 TDT continua a falhar

Sete meses depois do arranque da TDT, as falhas de sinal persistem. Estudo fala em «indícios fortes» de favorecimento.
Há quem à hora do Telejornal vá para o carro ouvir o noticiário da rádio ou quem esteja desde Abril a fazer «uma cura de desintoxicação» do vício de ver televisão. Os relatos foram feitos por ouvintes da Rádio SIM, num fórum sobre a TDT (Televisão Digital Terrestre) e são retratos de um país que há sete meses convive com falhas de sinal.Na antena aberta pela SIM, foram muitos os que ligaram para contar problemas de recepção que não se resolvem com televisões novas ou descodificadores, em locais como Rio de Mouro, Santa Iria da Azóia, Leiria ou Amarante. «A minha televisão parece um quadro com a tinta fresca a escorrer», conta uma ouvinte. «À noite, fico sem conseguir ver nada. A imagem pára e não percebo nada do que estou a ouvir», acrescenta outro.
«Temos a noção de que há pessoas que deixaram de ter televisão», conta a directora da rádio do grupo Renascença, Dina Isabel, que admite ter ganho público graças aos problemas da TDT. «Há pessoas que, como não conseguiam ver televisão, ligaram a rádio, descobriram-nos e foram ficando», conta, sem ter, contudo, dados concretos sobre o impacto que isto terá nas audiências. «Não há estudos muito específicos sobre isso. O que sabemos é que estamos a trabalhar para um público, os maiores de 55 anos, que é o que menos ouve rádio», comenta Dina Isabel, lembrando que, segundo dados da Marktest, na faixa etária dos maiores de 64 anos apenas 29% ouvem rádio. «É um público que fomos perdendo para a televisão», reconhece, confessando que a dificuldade no acesso à TDT e a impossibilidade de ter pacotes de TV paga pode mudar este cenário.
Anacom ameaça com processo
Esta semana, um estudo do investigador da Universidade do Minho, Sérgio Denicoli, revelou, aliás, que os maiores beneficiados com a transição para o digital foram os operadores de televisão paga, sobretudo a Meo – que é detida pela PT, empresa que instalou e gere a rede de TDT.
Razões suficientes para Denicoli admitir que há «fortes indícios» de favorecimento e lembrar que, desde o início do processo, a Meo conseguiu 715 mil novos assinantes. Segundo o académico, a TDT «foi feita para não funcionar, para apresentar falhas, para oferecer poucos canais e serviços interactivos limitados, de forma a incentivar a migração da população para serviços de TV por subscrição».
A Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações) considera, contudo, que as conclusões do estudo configuram afirmações de «natureza injuriosa, caluniosa e difamatória». E admite processar Sérgio Denicoli, assegurando ter «sempre actuado de acordo com o princípio da imparcialidade e da transparência». Contactada pelo SOL, a PT recusou fazer comentários sobre este assunto.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

0 Estudo conclui que Anacom favoreceu PT na TDT



Investigador da Universidade do Minho diz que campanha informativa para a televisão digital terrestre foi "insuficiente" e nalguns casos "enganosa". Anacom desvaloriza críticas 
 
 Um estudo apresentado terça-feira por um investigador na universidade do Minho conclui que a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) "parece ter entrado em conflito com o seu dever de servir o interesse público, passando a defender efusivamente interesses privados" no âmbito do processo de implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT), noticia o jornal "Público".
O académico aponta ainda que "o processo foi feito de uma forma deliberada para não funcionar, de modo a favorecer as empresas de televisão por cabo" e entende que um grupo empresarial foi o principal beneficiado, a Portugal Telecom.
Ao jornal, a porta voz da Anacom desvalorizou as críticas feitas no estudo, afirmando que "foi lançado um concurso público aberto e internacional" e que, sendo a PT a única concorrente, foi-lhe atribuída "a exploração e gestão da rede". Já a PT recusou comentar.
No estudo, o investigar Sérgio Denicoli conclui ainda que a campanha informativa sobre a implementação da TDT foi "insuficiente" e em alguns casos "enganosa". Em seu entender as campanhas falharam também na divulgação dos subsídios disponibilizados pela PT.
 

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