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sexta-feira, 12 de abril de 2013

0 Gestor da dívida pública ganha o dobro do primeiro-ministro

Dias antes de Vítor Gaspar ter congelado as despesas da administração pública, o Governo fez outro despacho que permite ao jovem presidente do IGCP ganhar mais do dobro do salário de Passos Coelho. Os dois vogais da sua administração também ficam a ganhar mais que o salário fixado para o Presidente da República. A decisão teve o aval do CDS, que na oposição propunha impedir salários acima do PR.


Aos 42 anos, o presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público tem direito a uma remuneração mensal até 10 mil euros. João Moreira Rato, que tem no currículo a passagem pelos bancos que estiveram na origem da crise financeira global -  Goldman Sachs, Lehman Brothers e Morgan Stanley - dirige agora a gestão da dívida pública portuguesa e viu o despacho do Ministério das Finanças assegurar os retroativos do salário milionário desde setembro do ano passado.
A par de Moreira Rato, também os vogais da administração do IGCP terão direito a remunerações superiores à do primeiro-ministro e do Presidente da República, embora Cavaco Silva, logo após ter sido reeleito, tenha abdicado do salário de 6523 euros mensais para poder receber as suas pensões que totalizam cerca de 10 mil euros por mês, dado que a nova lei impedia o Presidente de continuar a acumular os dois vencimentos.
Assim, a economista Cristina Casalinho, com 45 anos e carreira feita no BPI, passa a receber cerca de 7000 euros por mês e António Pontes Correia, o mais velho dos três administradores e que já conta com 30 anos de carreira na direção do crédito público, tem uma remuneração de quase 8000 euros.
 
Na oposição, CDS propôs limitar salário dos gestores públicos
A limitação dos salários dos gestores públicos foi tema de debate na Assembleia da República nos últimos meses do Governo de José Sócrates. O Bloco de Esquerda propôs que essas remunerações tivessem como teto o salário do Presidente da República, no que foi acompanhado por uma proposta semelhante do CDS.
Uma vez no Governo, o partido de Paulo Portas faz o contrário do que propunha na oposição, dando o aval à proliferação dos salários milionários pagos aos administradores nomeados por convite dos partidos da coligação no Governo.

domingo, 7 de abril de 2013

0 Os seis graves erros deste Governo

Quase dois anos depois de ter tomado posse, é já possível listar quais foram os seis erros mais graves deste Governo, que o fizeram perder muita credibilidade e legitimidade aos olhos dos portugueses. Aqui vai a lista:



1 - Desvio estratégico em relação ao memorando original assinado com a "troika".
Como ontem aqui escrevi, as principais medidas emblemáticas deste Governo (sobretaxa de IRS, corte nos subsídios dos funcionários públicos e pensionista, tentativa de mudar a TSU, e aumento enorme de IRS) não estavam escritas no memorando original assinado entre Portugal e a "troika" em Maio de 2011. Na ânsia de despachar o ajustamento, o Governo decidiu medidas de austeridade muito mais graves e profundas do que aquelas que estavam acordadas. Com isso, agravou brutalmente a recessão e o desemprego subiu para valores altíssimos. A estratégia da austeridade "dura e rápida", cuja responsabilidade é de Vítor Gaspar, falhou rotundamente. 

2 - Falta de equidade nos sacrifícios. 
Ao decidir cortar os subsídios de férias e Natal para funcionários públicos e pensionistas, deixando os trabalhadores do sector privado de fora, o Governo dividiu os portugueses, passando a existir portugueses de primeira, que não se sacrificavam tanto, e portugueses de segunda, que suportavam mais sacrifícios. Isso foi um erro grave, de equidade e de moral, além de ter sido uma ilegalidade jurídica, como muito bem o Tribunal Constitucional veio dizer, proibindo a solução para 2013. Mas, o mal estava feito. 

3 - Incapacidade para cortar na despesa permanente do Estado
Desde o Verão de 2011 que o Governo decidiu que, em vez de cortar na despesa estrutural do Estado, como estava previsto no memorando original, era mais fácil sobrecarregar o país com impostos, ou então retirar subsídios a certos grupos de pessoas (funcionários públicos e pensionistas). Com isso, demonstrou a sua incapacidade total para perceber a raiz do problema, e preferiu as soluções mais fáceis e rápidas. Como se viu, gerou um problema ainda maior e não conseguiu resolver o problema original. 

4 - Desprezo pelo consenso político e social
Em Maio de 2011, quando o memorando original foi assinado, existia um amplo consenso político e social em Portugal, que permitia ao Governo contar com o apoio do PS e dos parceiros sociais. No entanto, durante quase um ano e meio, Passos Coelho desprezou o PS e os parceiros sociais, nunca os tratando com o respeito que eles mereciam. Evidentemente, com o tempo a passar, e sentindo a hostilidade permanente do Governo, tanto o PS como os parceiros sociais se foram afastando, e o consenso nacional necessário rompeu-se. Foi a arrogância do Governo que criou esta situação, o que foi um erro grave. 

5 - Colagem patética às posições da Alemanha na Europa.
Desde que iniciaram a sua governação, Passos Coelho e Vítor Gaspar alinharam, de forma acéfala e seguidista, com as ideias da Alemanha sobre como resolver a crise europeia e as crises nacionais dos países com elevadas dívidas. Em momento algum o Governo percebeu que essa colagem era prejudicial aos interesses de Portugal, e que por mais que fosse necessário ganhar credibilidade nos mercados financeiros, era igualmente necessário ter uma posição mais crítica contra a linha dura da Sra Merkel e do Sr. Schauble. Como se viu na questão da renegociação dos prazos da dívida, o Governo da Alemanha está-se nas tintas para os nossos problemas, e só pensa em ser reeleito, e não mostrará qualquer boa vontade para com Portugal antes de isso acontecer. Qual foi então o benefício de estarmos colados à Alemanha?

6 - Relvas e companhia
É evidente que manter Relvas no Governo foi um erro, bem como alguns outros personagens menores. No entanto, comparado com os outros erros e o que eles custaram ao país, este foi o menos grave. Mas, o seu simbolismo é ainda assim bastante degradante da credibilidade de Passos Coelho. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

0 Gestor Público ganha mais de 10 800 euros/mês

O presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, EPE – primeiro como instituto público e depois como empresa pública, cuja nomeação foi proposta pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, ganha 10 800 euros por mês. Como líder dessa entidade em 2012, João Moreira Rato foi obrigadoa entregar a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional (TC), mas omitiu o seu rendimento anual.
A remuneração mensal do líder do IGCP é superior ao montante recebido em salário e despesas de representação nos cargos mais altos do Estado: João Moreira Rato, ex-director executivo da Morgan Stanley, não só ganha mais do que o Presidente da República e a líder do Parlamento, Assunção Esteves, como tem uma remuneração que é quase o dobro do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e de um ministro.

A equipa de Vítor Gaspar, questionada sobre este assunto, não conseguiu responder!
Ao que foi apurado, João Moreira Rato, ganhou em 2012, 65 mil euros por seis meses à frente do IGCP (o que dá uma média superior a 10 800 euros por mês). Com esta remuneração mensal, o presidente do IGCP deverá ganhar mais de 140 mil eurospor ano. Já o rendimento de João Moreira Rato anterior ao início de funções no IGCP é desconhecido. Na declaração de rendimentos depositada no Tribunal Constitucional, no sítio relativo aos rendimentos, em vez de indicar o montante, João Moreira Rato, escreveu: “Fora do País. Declarei no UK [Reini Unido]“.
A lei 38/2010, última alteração à lei do controlo da riqueza dos titulares dos cargos políticos e equiparados, diz que o rendimento tem de ser declarado.
Fonte: CM

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

0 O QUE É UM PSICOPATA?

A psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. 
Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.

•No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança.


Os psicopatas não sentem culpa. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.

Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia.
No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre.

Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.

A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas aos médias modernas. Num um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering, usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (...) é sempre trazido aos anciãos para ser punido”.

MITOS

• Primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos. A maioria dos psicopatas não é violenta, e grande parte das pessoas violentas não é psicopata.

• O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é frequente a perda de contacto com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora.
Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.

sábado, 5 de janeiro de 2013

0 Beneficio e Incentivo Fiscal 250 euros


Vês como o Governo. afinal se preocupa em resolver o problema da nossa falta de dinheiro ? !!!!!!!!!
O Gaspar é um gajo muito porreiro, apesar do que dizem as más línguas . Ora vejam só:
De acordo com a nova lei, até nos " permite " deduzir 250 euros, correspondente a 5% do IVA que seja pago com:
a) Manutenção e reparação de veículos automóveis;
b) Manutenção e reparação de motociclos, de peças e acessórios;
c) Alojamento e similares;
d) Restauração e similares;
e) Actividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza.
Ora, para que 5% do IVA pago perfaça 250 euros, bastam APENAS facturas no montante total 26.739,13€ com cabeleireiros, restaurantes, oficinas, etc, o que é a coisa mais natural e simples deste mundo...
 Ou seja : 26.739,13 : 1,23 = 21.739,13, donde 21.739,13 x 23% = 5.000€, sendo que 250€ são 5% de 5.000€.
Fácil, não é ?
Ora, dividindo 26.739,13€ por 12 meses, basta que gastemos, em média, TÃO SOMENTE, 2.228,26€ por mês.
 O que daí sobrar do nosso ordenado dará para alimentação, renda da casa, saúde, vestir, calçar, gasolina, seguros, água, gás, electricidade, telefone, etc.
DEPOIS DISTO,  E COM A VOZ EMBARGADA DE EMOÇÃO E GRATIDÃO, NÃO SEI QUE MAIS DIZER SENÃO:
Bem haja , Sr. Ministro das Finanças! Com esta brilhante, eficaz e  generosa medida, bem reveladora da sua fina sensibilidade social, a nossa vida nunca mais será a mesma...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0 QUEM É VÍTOR GASPAR?

Ano de 1993: com a economia portuguesa a ruir, um alucinado Braga de Macedo, então ministro das Finanças, foi à Assembleia da República gritar a plenos pulmões que o país era um “oásis”. Este sketch parlamentar resistiu à passagem do tempo. Quem não resistiu foi Braga de Macedo: após um breve compasso de espera, Cavaco calçou-lhe uns patins.

Quem era o homem que, em 1992, fez as previsões para Braga de Macedo? Um tal Vítor Louçã Rabaça Gaspar, que chefiava o Gabinete de Estudos do Ministério das Finanças. Onde falhou ele nas previsões? Falhou em tudo — na evolução da economia e na arrecadação das receitas fiscais.

Veja-se:
• Gaspar previu um crescimento do PIB de 2% em 1993, mas a economia acabou por recuar 0,7%, ou seja, o pretenso “oásis” que Braga de Macedo anunciava acabou numa recessão;


• O Orçamento do Estado para 1993 previa um encaixe à volta de 3.340 milhões de contos (16.660 milhões de euros) com as receitas correntes, mas houve necessidade de fazer um orçamento rectificativo que já estimava menos 364,7 milhões de contos (1,8 milhões de euros), porque a receita fiscal teve um desempenho bem pior do que “se” estava à espera.


Vinte anos depois, o tal Vítor Louçã Rabaça Gaspar, que levou Braga de Macedo a estatelar-se contra a parede em 1993, não VOS LEMBRA ALGUÉM?»

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

0 Documento do Governo português ao FMI

Documento do Governo português ao FMI : Letter of Intent, Memorandum of Economic and Financial Policies, and Technical Memorandum of Understanding

 

 

Documento do Governo português ao FMI : Letter of Intent, Memorandum of Economic and Financial Policies, an...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

0 CAGOU-SE, PARA O POVO PORTUGUÊS - IN JORNAL DE BARCELOS

  Esta coisa de escrever crónicas “é um jogo permanente entre o estilo e a substância”. Uma luta entre “o deboche estilístico” do gozo da escrita e “a frieza analítica” do pensamento do cronista. Por isso, enquanto cidadão, só posso ver este governo como uma verdadeira praga bíblica que caiu sobre um povo que o não merecia. Mas, enquanto cronista, encaro-o como uma dádiva dos céus, um maná dos deuses, “um harém de metáforas”, uma verdadeira girândola de piruetas estilísticas.

Tomemos como exemplo o ministro Gaspar. Licenciado e doutorado em Economia, fez parte da carreira em Bruxelas onde foi director do Departamento de Estudos do BCE. Por cá, passou pelo Banco de Portugal, foi chefe de gabinete de Miguel Beleza e colaborador de Braga de Macedo. É o actual ministro das Finanças. Pois bem. O cronista olha para este “talento” e que vê nele? Um retardado mental? Uma rábula com olheiras? Um pantomineiro idiota? Não me compete enquanto cidadão dar a resposta. Mas não posso deixar de referir a reacção ministerial à manifestação de 15 de Setembro que, repito, adjectivava os governantes onde se inclui o soporífero Gaspar, como “gatunos, mafiosos, carteiristas, chulos, chupistas, vigaristas, filhos da puta”.

Pois bem. Gaspar afirmou na Assembleia da República que o povo português, este mesmo povo português que assim se referia ao seu governo, “revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal.” Assumpção autocrítica de alguém que também é capaz de, lucidamente, se entender, por exemplo, como um “chulo” do país. Incapacidade congénita de interpretar o designativo metafórico de “filhos da puta”? Não me parece. Parece-me sim um exercício de cinismo, sarcástico e obsceno, de quem se está simplesmente ”a cagar” para o povo que protesta. A ser assim, julgo como perfeitamente adequado repetir aqui uma passagem de um texto em forma de requerimento “poético” de 1934. Assim: “A Nação confiou-lhe os seus destinos?… / Então, comprima, aperte os intestinos./ Se lhe escapar um traque, não se importe…/ Quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte? / Quantos porão as suas esperanças / Num traque do Ministro das Finanças?…/ E quem viver aflito, sem recursos / já não distingue os traques dos discursos.” Provavelmente o sr. ministro desconhecerá a história daquele gajo que era tão feio, tão feio, que os gases andavam sempre num vaivém constante para cima e para baixo, sem saber se sair pela boca se pelo ânus, dado que os dois orifícios esteticamente se confundiam. Pois bem. O sr. ministro é o primeiro, honra lhe seja concedida, que já confunde os traques com os discursos. Os seus. Desta vez, o traque saiu-lhe pelo local de onde deveria ter saído o discurso! Ou seja e desculpar-me-ão a grosseria linguística, em vez de falar, “Cagou-se”, Para o povo português. Lamentavelmente.


  Outro exemplar destes políticos que fazem as delícias de um cronista é Cavaco Silva. Cavaco está politicamente senil. Soletra umas solenidades de circunstância, meia dúzia de banalidades e, limitado intelectualmente como é, permanece “amarrado à âncora da sua ignorância”. Só neste contexto se compreende o espanto expresso publicamente com “o sorriso das vacas”, as lamúrias por uma reforma insuficiente de 10.000 euros mensais, a constante repetição do “estou muito preocupado” e outros lugares comuns que fazem deste parolo de Boliqueime uma fotocópia histórica de Américo Tomás. o almirante de Salazar. Já o escrevi aqui várias vezes. Na cabeça de Cavaco reina um vácuo absoluto. Pelo que, quando fala, balbucia algumas baboseiras lapalicianas reveladoras de quem não pode falar do mundo complexo em que vivemos com a inteligência de um homem de Estado. Simplesmente porque não a tem. Cavaco é uma irrelevância de quem nada há a esperar, a não ser afirmações como a recentemente proferida aquando das comemorações do 5 de Outubro ” o futuro são os jovens deste país”! Pudera! Cavaco não surpreenderia ninguém se subscrevesse por exemplo a afirmação do Tomás ao referir-se à promulgação de um qualquer despacho número cem dizendo que lhe fora dado esse número “não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriores…” Tal e qual.

Termino esta crónica socorrendo-me da adaptação feliz de um aforismo do comendador Marques Correia e que diz assim: “Faz de Gaspar um novo Salazar, faz de Cavaco um novo Tomás e canta ó tempo volta para trás”. É que só falta mesmo isso. Que o tempo volte para trás. Porque Salazar e Tomás já os temos por cá. P.S. Permitam-me a assumpção da mea culpa. Critiquei aqui violentamente José Sócrates. Mantenho o que disse. Mas hoje, comparando-o com esse garotelho sem qualquer aracaboiço para governar chamado Passos Coelho, reconheço que é como comparar merda com pudim. Para Sócrates, obviamente, a metáfora do pudim. Sinceramente nunca pensei ter de escrever isto.

  Assinado – Luís Manuel Cunha ,……….. Professor.

Artigo publicado em 10.10.2012 no “Jornal de Barcelos”

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

0 ANEDOTA ACTUAL


Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Vítor Gaspar iam num helicóptero
a sobrevoar Lisboa.
A dado momento Pedro Passos Coelho olha lá para baixo e diz:
- O povo português anda tão triste, não acham? Vejam só como é que
andam as pessoas lá em baixo.
É preciso fazer alguma coisa para satisfazer os portugueses!
De repente tira uma nota de 100€ da carteira e diz aos companheiros
de governo:
- Estão a ver esta nota de 100€? Vou atirá-la lá para baixo! Pelo menos
vou satisfazer um português!
- Espere aí, Senhor Primeiro Ministro! – Diz Paulo Portas. – Eu é que
percebo de negócios e é por isso é que sou o Ministro dos Negócios
Estrangeiros! Eu troco-lhe essa nota de 100€ por duas de 50€, manda-se
lá para baixo e assim satisfaz-se, não um, mas dois portugueses!
- Nada disso! – Disse Vítor Gaspar – Aqui o Ministro das Finanças sou
eu! Eu troco essas duas notas de 50€ por cinco de 20€  e consegue-se
satisfazer, não um, nem dois, mas cinco portugueses!
Um dos pilotos do helicóptero, que iam a ouvir aquela conversa, diz
para o outro:
- Ouve lá! E se atirássemos estes três lá para baixo? Satisfazíamos
dez milhões de portugueses!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

1 Dívida não baixa para os 60% do PIB antes de 2036


 O ministro das Finanças recusa o cenário de que Portugal enfrente um problema de sustentabilidade da dívida, mas reconhece que serão necessárias "algumas décadas" para colocar o atual nível de endividamento público abaixo do limite previsto no Tratado de Lisboa. No mínimo, serão precisos  24 anos e para isso é necessário manter o ajustamento após 2014 e assegurar um crescimento anual da economia na casa dos 2%.

Antes de 2036 Portugal não conseguirá reduzir a dívida pública para um valor equivalente a 60% do Produto Interno Bruto - próximo do nível em que esta se encontrava em 2005. Esta é a estimativa do economista Pedro Cosme Vieira, que admite que o cenário é "otimista mas não impossível de alcançar". Essa possibilidade depende   de um saldo estrutural médio de 0,5% - a nova regra "de ouro" da Europa, que o Governo não considera realizável antes de 2014 - e de um crescimento de 2% ao ano.
Ontem durante uma audição parlamentar para apresentação dos resultados do 5º exame regular da troika a Portugal, o ministro das Finanças afirmou que "vai demorar muitos anos a assegurar em Portugal uma posição orçamental prudente" e que só a partir de 2014 o país conseguirá começar a gerar excedentes primários capazes de reduzir a dívida pública. Por este motivo, serão "precisas algumas décadas para colocar a dívida" abaixo dos 60% do PIB - quase metade dos 117% previstos para 2012.
Perante a atual conjuntura, Vítor Gaspar salientou que "seria ilusório e enganador esperar uma solução rápida para este tipo de crise", mas sublinhou a necessidade de manter a trajetória do ajustamento orçamental até porque, referiu, estudos do FMI, dão conta de que a acumulação de cada 10 pontos percentuais de dívida pública, tem um impacto negativo de 0,2 pp sobre as perspetivas de crescimento económico.
O cenário de renegociação do prazo e juros do empréstimo da troika a Portugal centrou parte desta audição, com todos os partidos da Oposição a questionarem o ministro que, no entanto, reafirmou a indisponibilidade para o fazer. mas acabou por ser o corte da despesa de 4 mil milhões de euros e a necessidade de redefinir as funções do Estado a centrar o grosso das atenções e das críticas - chegando o deputado do PS Fernando Medida a a classifica-la de "disparate macroeconómico".
Ao longo do debate, o ministro das Finanças salientou por diversas vezes a necessidade desta reflexão sobre as funções do Estado contar com o contributo dos partidos (especialmente  do PS) e parceiros sociais, e disse que esperar que esta mudança possa ocorrer sem mexer na Constituição.
"A nossa hipótese de trabalho  para os cortes de despesa que estamos dispostos a discutir com todos os partidos e com os parceiros sociais, parte do princípio que será realizado no atual quadro constitucional", disse o ministro, recusando a ideia de que o objetivo seja atacar o Estado social. "Não se trata de atacar o Estado social, mas pelo contrário de o defender", referiu. Mas "se existe uma diferença" entre aquilo que os cidadãos esperam do Estado e aquilo que estão dispostos a pagar por isso, "temos um problema político que tem de ser resolvido pelo sistema político com  transparência".
As opções políticas de cortes que venham a ser feitas, disse ainda, serão apresentadas em fevereiro, no âmbito do 7º exame a Portugal e, disse ainda o ministro, esta reflexão contará com o resultado do trabalho que a missão técnica do FMI e do Banco Mundial está a fazer e que passa também por comparações internacionais que permitam identificar cortes na despesa e tornar o Estado mais eficiente.
 

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