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segunda-feira, 4 de março de 2013

0 Jerónimo Martins aumenta lucros e dividendos... taxados na Holanda

O grupo de distribuição proprietário dos supermercados Pingo Doce viu os seus lucros aumentarem 5,9% em 2012, para 360 milhões de euros. Depois de ter valorizado 423 milhões em bolsa em janeiro, o anúncio dos lucros da Jerónimo Martins irá reforçar a posição da família Soares dos Santos no topo da lista de milionários portugueses. Os seus impostos continuam a ser pagos na Holanda.

O crescimento das vendas do grupo em ano de crise esteve acima da concorrência, quase alcançando os 11 mil milhões de euros. Como em anos anteriores, a cadeia de supermercados polaca Biedronka continua a ser a que mais vende, representando já cerca de 62% da quota de vendas da Jerónimo Martins.
Em Portugal, a cadeia Pingo Doce viu as vendas aumentarem em 2,4% face a 2011, garantindo uma margem de lucro antes de impostos de 22,4%. Trata-se de uma ligeira quebra em relação à margem de 27,5% do ano anterior, explicada pelo grupo pela estratégia de "oferta de fortes promoções". No entanto, as vendas do Pingo Doce caíram 0,6% no último trimestre de 2012.
Dividendos aos acionistas aumentam 7,3% este ano
Com estes lucros, a Jerónimo Martins vai distribuir dividendos aos acionistas no valor de 29,5 cêntimos por ação, depois de no ano passado ter entregue 23,9 cêntimos. A holding da família Soares dos Santos, que detém a maioria das ações e foi transferida no fim de 2011 para a Holanda, para poder escapar ao pagamento de impostos para os cofres do Estado português, irá receber mais de 104 milhões de euros só em dividendos da Jerónimo Martins.
Em 2012, a fortuna da família Soares dos Santos já tinha aumentado 714 milhões de euros, reforçando a primeira posição no ranking de milionários portugueses.
Milionário diz que "não é com 'Grândola Vila Morena' que se resolvem os problemas"
Na apresentação dos lucros da sua empresa, o milionário que apoiou a vinda da troika e contratou António Borges para o seu grupo empresarial voltou-se contra os manifestantes que têm criticado a política de Passos Coelho e interrompido as sessões com presença de ministros.
Falando de “mensagens difíceis de compreender em que o ódio e o insulto é a característica principal”, o dono da Jerónimo Martins defendeu que "não é com 'Grandola Vila Morena' que se resolvem os problemas" do país e não aceita que o setor onde fez fortuna seja hoje "o bombo da festa" que “espreme os produtores, estraga os produtos, importa não sei de onde”. “É só malhar neles”, desabafou. “Há um altura em que te de se dizer basta. E esse dia é hoje para mim”, declarou Soares dos Santos, citado pelo jornal Público.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

0 Governo acaba de aprovar aumento de impostos

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira as alterações a vários impostos, para incorporar o aumento da tributação sobre juros, dividendos, mais-valias mobiliárias, e imóveis com valor patrimonial superior a um milhão de euros.



Os aumentos foram anunciados na semana passada pelo ministro das Finanças, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da quinta avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira, tendo o intuito de entrar em vigor já este ano para ajudar a corrigir o desvio orçamental e cumprir a meta revista do défice orçamental de 5 por cento.
Entre os aumentos anunciados na altura está um aumento da tributação em 1,5 pontos percentuais das taxas liberatórias sobre juros, dividendos e royalties por exemplo, que passam a ser taxados a 26,5 por cento, tal como a parte do saldo entre as mais e as menos-valias em sede de IRS que seja superior a 500 euros.
"Além do agravamento da tributação sobre os rendimentos de capitais e das mais-valias, e sobre os prédios urbanos de afectação habitacional cujo valor patrimonial tributário seja igual ou superior a um milhão de euros, é agravada a tributação sobre as transferências para paraísos fiscais e intensificado o combate à fraude e a evasão fiscais, através do reforço do regime aplicável às manifestações de fortuna dos sujeitos passivos (IRS)", diz o comunicado do Conselho de Ministros aprovado esta quinta-feira.
Estas alterações obrigarão a mudanças ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC), ao Código do Imposto do Selo e à Lei Geral Tributária.
O Governo justifica ainda estas medidas como "fundamentais para reforçar o princípio da equidade social na austeridade, garantindo uma mais efectiva repartição do esforço de ajustamento por todos e não apenas por aqueles que vivem do rendimento do seu trabalho".
Na semana passada, o ministro das Finanças explicou que este "esforço é necessário para assegurar o cumprimento do limite de 5 por cento do PIB [do défice orçamental] em 2012", tendo anunciado posteriormente no Parlamento que sem medidas adicionais o défice este não seria cumprido.
No último orçamento já com o Governo PSD/CDS-PP as taxas liberatórias foram alvo de um aumento na sua tributação em 3,5 pontos percentuais – as mais-valias mobiliárias sofreram aumento de 5 pontos percentuais – passando a ser taxadas em 25 por cento.
Na altura a mudança foi realizada para compensar as alterações aos cortes nos subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos e pensionistas – que passaram a sofrer cortes graduais a partir dos 600 euros, em vez dos 485 iniciais, e totais a partir dos 1.100 em vez dos 1.000 euros iniciais –, com o Governo a admitir que esperava uma receita em torno dos 130 milhões de euros.
 

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