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quarta-feira, 17 de abril de 2013

0 Vídeo e relato de violência policial ontem na manifestação anti-Troika à porta do Hotel Ritz

Uma senhora de 50 anos foi detida. Para isso, foram precisos “apenas” 6 agentes. Momentos de tensão em que a PSP tentou repetir o 14 de Novembro.
O relato é, no mínimo, tenebroso. Uma manifestante, Fernanda P., com cerca de 50 anos, manifestava-se com uma bandeira de Portugal e estava descansa em frente ao Hotel Ritz.
Aconteceu, segundo relatou um manifestante ao Tugaleaks, “entre as 20:00 e 20:30”. Afirma ainda que “[a] polícia queria os manifestantes do outro lado da rua, apesar do Ritz não ser um edifício governamental e portanto não estar abrangido pela regra dos 100m. Ao início as pessoas obedeceram, mas depois começou a haver um avanço em direcção ao Ritz e toda a gente seguiu atrás.”

O que aconteceu foi que a PSP foi “apanhada desprevenida e não conseguiu impedir que os manifestantes atravessassem a rua. Montou então um cordão à pressa e impediu o avanço para a entrada do Ritz. Deu-se então um jogo de puxa-empurra com as faixas nos meio a servirem de terra de ninguém. Finalmente, os polícias receberam reforços e começaram a empurrar com alguma força os manifestantes de volta para o outro lado da rua”.
O mesmo manifestante relata ainda, pois estava perto do que aconteceu, relata o momento da detenção:
A senhora da bandeira que foi detida circulava atrás do cordão da polícia. Quando se aproximou de forma completamente civil ao cordão policial, dois agentes pegaram nela e começaram a empurrá-la à bruta de volta para junto dos outros manifestantes. Apanhada de surpresa, a senhora defendeu-se com a bandeira, o que os agentes tomaram como uma agressão. Agora, em vez de a empurrar, puxavam-na, enquanto os outros manifestantes a tentavam puxar para junto de si e gritavam aos polícias que “é só uma mulher”.
Os polícias forçaram-na ao chão e algemaram uma das mãos, virando depois a senhora de barriga para baixo, com um joelho em cima da cabeça, para lhe algemarem a outra mão. Um espectáculo único, 4 ou 5 polícias de volta de uma senhora descalça de 50 anos.
Depois disso, levantaram-na e foi levada por dois agentes para fora do local.
A senhora não era de todo um perigo. Os agentes estavam era de cabeça quente e precisaram de descarregar em alguém.
Um vídeo publicado pelo Ministério da Verdade vem confirmar este relato. A pessoa era pacífica. As imagens falam por si, a partir do minuto 2:30, e mostram uma cidadã completamente pacifica.


Quanto paga “o povo” pela Troika no Ritz?

O Ritz está inserido no grupo Four Seasons. O quarto mais barato é de 345EUR sendo o valor mais alto 2.050EUR. Tendo em conta que são três, no mínimo, as pessoas da Troika que estão em Portugal e que ambas optaram pelo valor mais económico, são mais de mil euros por dia que o povo paga. Não é claro se é o Governo Português a pagar o Hotel ou se é o FMI, mas claro é que este tipo de hotéis e passagens por Portugal estão aquém das possibilidades dos Portugueses.
Para todos os efeitos, é preciso dois trabalhadores a trabalhar um mês inteiro com o ordenado mínimo para pagar uma noite de Hotel á Troika.


sábado, 26 de janeiro de 2013

0 A 2 de março façamos estardalhaço, a rebelião faz a força e eles precisam de um cagaço

Somos todos precisos. Todos e todas: funcionários públicos e do privado, efectivos, contratados, precários, reformados, pensionistas, estudantes e desempregados. O Orçamento do Estado para 2013 vai ser posto em prática contra nós. Cortes, penhoras, despejos, despedimentos, dispensas são uma realidade diária, imposta à força, no país em que vivemos. Custe o que custar, dizem. Doa a quem doer, dizem. Mas sabemos que custa sempre aos mesmos, que dói sempre aos mesmos. E que os mesmos somos sempre nós.
2013 ainda não começou e já sabemos bem demais o que aí vem, porque a fome já se faz sentir em muitas casas, em muitas ruas, em muitas escolas. A doença e a miséria já matam, aqui e nos outros países reféns da Troika, esse governo não-eleito que continua a decidir o nosso futuro, que continua a condenar-nos os sonhos à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Gente que ninguém elegeu e que fala já de medidas de contingência para este mesmo Orçamento, que passarão, dizem, por novas baixas nos salários. Pela miséria nossa que lhes traz lucro a eles.
Depois de durante quase dois meses sentirmos na pele os efeitos deste Orçamento criminoso e imoral, a Troika regressará ao nosso país a 25 de fevereiro, para a 7ª avaliação do assalto financeiro a que este governo, ajoelhado e sem legitimidade, insiste em chamar “de resgate". Sabemos já de cor o teor das mentiras que dirão: que estamos a cumprir, que vamos no bom caminho, que tudo está como deveria estar. Mas esse caminho, o "bom" caminho no qual estamos e (se deixarmos) estaremos, será, como é hoje, o caminho para o cadafalso, o caminho da fome, da miséria, da destruição total da Constituição da República que este Governo e esta Presidência juraram defender, mas que violam constantemente, sem qualquer dúvida ou arrependimento. Já não fazem nada sequer próximo daquilo para que foram eleitos.
Mas nós somos cada vez mais. Somos já muita gente que se recusa a continuar calada. Já mostrámos a força da nossa voz e do nosso protesto. Em Portugal e noutros países, saímos à rua pacificamente, para dizer Basta. E o mundo inteiro ouviu e viu a nossa força. Sabíamos que essas enormes demonstrações de vontade, apesar da sua dimensão, não seriam suficientes, que a luta seria dura e longa e que teria de continuar. A força dos que nos oprimem é cega e obedece a uma rede internacional, para a qual somos apenas um nó insignificante. Mas esse nó é constituído por milhões de pessoas. Pessoas que sentem, pessoas que sofrem, mas que não deixam por isso de pensar, não deixam por isso de saber que têm de agir. Não vamos deixar que se repita a história e que acabemos entregues a regimes totalitários, reféns do ódio, da miséria, da guerra.
Por isso, a 2 de Março, unidos como nunca antes, com a força da revolta na voz e a solidariedade nos braços que entrelaçamos, sairemos de novo à rua, todos e todas, para dizer NÃO.
Apelamos a todos os cidadãos e a todas as cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, para que se juntem a nós. Como apelamos às organizações, aos movimentos cívicos, aos sindicatos, aos partidos políticos, às colectividades, aos grupos informais, de norte a sul, nas ilhas, no estrangeiro, para que saiam à rua e digam BASTA. Faremos de cada cidade, de cada aldeia, de cada povoação, um mar de força e gente, exigindo o fim definitivo da austeridade desumana, a queda do governo e o lançamento das bases para um novo pacto social. Sem troikas, sem políticas recessivas, sem inevitabilidades, sem despedimentos, sem sacrifícios irracionais que já todos percebemos aonde levam: à miséria total, ao fim de toda e qualquer esperança de uma vida digna, ao fim do Estado Social.
Usemos o tempo que nos separa desta data para construirmos um caminho, para alertarmos este, para esclarecermos aquela, sem perdermos de vista os nossos objectivos: o derrube total e inequívoco deste governo, o derrube da austeridade enquanto política que, ao contrário do que nos dizem, não funciona. Porque apenas funciona contra nós, contra o povo, contra os povos, quem quer que seja o seu intérprete - troika ou troikistas.
Concentremos energias e forças numa mobilização sem precedentes, sabendo que só juntos venceremos.
É preciso união.
Somos precisos - todos e todas nós.
Vamos manifestar-nos na tarde de 2 de Março!
A troika e o governo vão ouvir-nos gritar:
O POVO É QUEM MAIS ORDENA!
Álvaro Faria, Ana Nicolau, Bruno Cabral, Carlos Mendes, José Gema, Luisa Ortigoso, Myriam Zaluar, Sofia Nicholson
Adira a esta iniciativa em:

sábado, 19 de janeiro de 2013

0 PSP reprime protesto de estudantes em Braga

O protesto contra a agregação da Escola Secundária Alberto Sampaio num mega-agrupamento acabou com a PSP lançar gás pimenta sobre os estudantes. A repressão feriu seis estudantes, três dos quais receberam assistência hospitalar. O Bloco de Esquerda vai questionar o Governo sobre esta ação policial "absolutamente intolerável".


Na quinta-feira, o Ministério da Educação anunciou a agregação da Escola Secundária Alberto Sampaio com o agrupamento de Nogueira, com o novo mega-agrupamento a abranger 3500 alunos. O Conselho Municipal de Educação já tinha declarado a sua "frontal oposição" à criação de mega-agrupamentos no concelho de Braga. Na reunião realizada no final de dezembro, a Federação das Associações de Pais do Concelho de Braga ameaçou avançar para tribunal para contestar a intenção de Nuno Crato.
Esta sexta-feira, os alunos fecharam os portões da escola a cadeado e colocaram faixas pretas nas grades. O surgimento da patrulha da Escola Segura não fazia prever as cenas de violência que se seguiriam com a chegada de mais agentes da PSP. "Atiraram com gás pimenta para cima dos alunos, uns ficaram com os olhos inchados, outros com a boca a arder, houve agressões, não entendemos tanta violência quando a situação poderia ser resolvida com uma conversa", disse Pedro Martins, presidente da Associação de Estudantes, em declarações ao Jornal de Notícias.
Um dos alunos acabou por ser hospitalizado devido às lesões provocadas pelo gás lançado pelos agentes policiais aos alunos, muitos deles do 7º ano. Depois da violenta intervenção policial, os cadeados foram retirados pelos bombeiros, os portões abriram-se, mas os alunos recusaram-se a entrar na escola, prosseguindo o protesto.
Para o representante dos pais dos alunos no concelho de Braga, a criação de mega-agrupamentos no concelho é uma medida "puramente economicista", que "só tem como objetivo o corte na despesa da Educação" e que "até contraria" uma recomendação do Conselho Nacional de Educação, que pede "um inequívoco reforço da concentração das atividades de gestão pedagógica nas escolas, o mais perto possível dos alunos, aplicando um projeto educativo próprio".
"Será que isto se consegue criando mega-agrupamentos com 3000 ou mesmo 3500 alunos, com escolas que distam mais de 14 quilómetros da sede? Claro que não se consegue", acrescentou José Lopes, citado pela Lusa no fim da reunião de dezembro do Conselho Municipal de Educação de Braga.
Bloco vai questionar Governo sobre ação policial "absolutamente intolerável"
Em comunicado, o Bloco de Esquerda anunciou que irá questionar o ministro da Administração Interna sobre a atuação da PSP de Braga na manhã de sexta-feira. "O Bloco considera que esta atuação da PSP contra estudantes com idades entre os 12 e os 15 anos é absolutamente intolerável", diz a nota de imprensa que apelida ainda a ação policial como "despropositada e desproporcional".
 "O Bloco entregará no Parlamento uma pergunta por escrito ao Governo, dirigida ao ministro da Administração Interna, com a exigência de explicações sobre esta atuação da PSP em Braga e de apuramento de responsabilidades", conclui o comunicado em que os bloquists condenam a violência policial junto à Escola Secundária Alberto Sampaio.

Fonte

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

0 Ativista acusada de organizar uma “manifestação não autorizada” é julgada nesta quinta feira

Myriam Zaluar é acusada de “desobediência qualificada” e será julgada nesta quinta-feira no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa. A ativista considera “absolutamente ridículo” e no mínimo “estranho” que este caso seja levado à barra do tribunal.


A ativista foi identificada pela PSP numa tentativa de inscrição coletiva de desempregados no Centro de Emprego do Conde Redondo em Lisboa, em março de 2012, tendo sido identificada pela polícia e assumido a responsabilidade pela ação de protesto.
Em declarações à Lusa, Myriam Zaluar diz que nem sequer conseguiu entrar nas instalações do Centro de Emprego do Conde Redondo - apesar de alguns ativistas, munidos de panfletos, o terem feito. A ativista, que é defendida pelo advogado João Araújo, nega a prática do crime de desobediência qualificada, realçando que não recebeu nenhuma ordem direta da polícia quando se encontrava no exterior do Centro de Emprego.
A 25 de Maio último, a ativista foi notificada pelo Ministério Público (MP) da prática do crime de desobediência qualificada, com a informação de que se pagasse 125 euros para uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) beneficiaria da suspensão provisória do processo ou em alternativa poderia prestar 25 horas de serviço comunitário.
Como não aceitou o crime e os factos que lhe são imputados pela polícia e MP, Myriam Zaluar, será agora julgada pelo protesto, destinado a lutar contra o desemprego e a austeridade.
No facebook, existe um evento “Apoio à Myriam Zaluar no dia do julgamento”, que já tem mais de 1.800 adesões.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

0 Juiz afirma que recolha de imagens não editadas na RTP é uma “atividade ilegal e ilícita"

Juiz conselheiro do Tribunal Constitucional jubilado Guilherme da Fonseca defende que “a atuação policial na repressão da manifestação” de 14 de novembro foi “excessiva e desproporcionada” e adianta que a recolha de imagens não editadas na RTP pela PSP é “inconstitucional e ilegal” e que acarreta, “no mínimo, responsabilidade criminal, por ilícitos contra bens jurídicos pessoais”.

Num artigo de opinião intitulado “A manifestação de 14 de novembro e a indignidade da atuação policial”, publicado no jornal Público, o Juiz conselheiro do Tribunal Constitucional jubilado Guilherme da Fonseca defende que “a atuação policial na repressão da manifestação [de 14 de novembro], ainda que para pôr cobro às marginalidades ou ocorrências que aconteceram, após longo período de desafios dos manifestantes”, pode qualificar-se de “excessiva e desproporcionada, contrariando os limites constitucionalmente definidos (...), em especial e, pelo menos, relativamente às pessoas presentes no local ou passantes, que nada tiveram a ver com tais marginalidades ou ocorrências”.
Guilherme da Fonseca refere-se ainda ao “excesso de meios coercivos nas operações materiais da polícia, envolvendo o uso de bastões, que é constitucionalmente reprovado e sem cobertura na Lei de Segurança Interna, e que, no limite, poderia ter justificado o exercício do direito de resistência [constitucionalmente reconhecido] por parte dos manifestantes”.
No que respeita “ao pedido de cedência de imagens e de sons obtidos para fins jornalísticos e noticiosos, para serem gravados, feito pela autoridade policial à RTP, no dia seguinte, e que foi atendido”, o juiz conselheiro do Tribunal Constitucional jubilado conclui que se tratou de uma “atividade ilegal e ilícita da autoridade policial, com violação do direito ao sigilo profissional dos jornalistas”.
Além de “inconstitucional e ilegal” este procedimento “acarreta, no mínimo, responsabilidade criminal, por ilícitos contra bens jurídicos pessoais”, defende.
“Ainda que, por hipótese, a gravação do visionamento dos acontecimentos de 14 de novembro chegasse, como chegou, por via tortuosa, às mãos da autoridade policial, a prova assim obtida nunca poderia ser utilizada em processo penal, por não obedecer ao condicionamento legal e por faltar a autorização judicial prévia”, adianta ainda Guilherme da Fonseca.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

0 Apoio a ativista acusada de organizar uma “manifestação não autorizada”

Myriam Zaluar é acusada de “convocar uma manifestação sem a devida autorização” por ter distribuído panfletos e tentado efetuar, juntamente com mais três ativistas, uma inscrição coletiva no Centro de Emprego do Conde de Redondo, em Lisboa. Será julgada a 10 de janeiro, data para a qual foi marcada uma ação de apoio à ativista.


No dia 6 de março Myriam Zaluar dirigiu-se ao Centro de Emprego do Conde de Redondo, em Lisboa, onde, com mais três ativistas, planeava proceder a uma inscrição coletiva com o objetivo de passar a fazer parte das estatísticas que contabilizam o número total de desempregados em Portugal. Fazia-se acompanhar de alguns panfletos, com o intuito de distribuí-los durante a iniciativa.
À porta deste Centro de Emprego, Myriam foi abordada por alguns agentes da Polícia de Segurança Pública e, ainda que tenha imediatamente esclarecido que estava a participar num ato de inscrição simbólico, foi responsabilizada por convocar uma manifestação não autorizada, tendo sido identificada pelas autoridades no local.
No dia 26 de abril, a ativista foi constituída arguida na Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa pelo crime de desobediência, por ter alegadamente convocado “uma manifestação sem a devida autorização”. Foi-lhe aplicada uma medida de coação: Termo de Identidade e Residência, o que implica que não está autorizada a ausentar-se de casa durante mais de 5 dias sem dar conhecimento às autoridades.
No próximo dia 10 de janeiro, data em que Myriam Zaluar será julgada no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, será promovida uma ação de apoio à ativista. Na convocatória da iniciativa, publicada no facebook, o movimento 'Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas' apela a que “perante nova demonstração de repressão e violação dos direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa”, todos e todas “se juntem a nós no apoio a esta companheira”.
Num texto reproduzido no site do movimento Precários Inflexiveis, Myriam Zaluar relata os acontecimentos que deram origem ao processo no qual é arguida.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

0 14 de Novembro: manifestantes notificados por telefone para comparecerem no DIAP

O DIAP anda a notificar manifestantes por telefone, e-mail e carta. Após chegarem ao DIAP são constituídos como arguidos e… vão-se embora.
A tática é igual durante a última semana e durante esta próxima. O Notícia Tuga sabe de pelo menos dois casos onde certos manifestantes que estão também presentes noutras manifestações, foram chamados ao DIAP.
Após a sua chegada, são informados de que foram denunciados – mas não dizem por quem – e que estão acusados de ofensas à integridade física da PSP ou de participação em motim.

Notificação por telemóvel

Uma ativista, Paula Montez, recebeu a mais curiosa notificação que se pode ter recebido. Recebeu uma chamada de um número Vodafone a indicar que tinha que comparecer no DIAP. Nessa mesma chamada interroga a pessoa com quem fala sobre qual a acusação. A resposta foi “ofensas à integridade física da PSP”. Ainda nessa chamada foi solicitado o e-mail para envio de notificação. Além da notificação por telefone foi também enviad auma por e-mail e outra por carta, carta essa que chegou apenas um dia antes da “audiência”, se é que assim se pode chamar.
No DIAP foi apenas constituída arguida, assinou apenas documentação habitual. Não foi questionada sobre algo que pudesse dizer em sua defesa nem foi informada quando voltaria a ser notificada.


14 de Novembro: manifestantes notificados por telefone para comparecerem no DIAP
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Ação da polícia foi um fiasco

Desde o dia 14 de Novembro que as críticas feitas pelos vários grupos parlamentares e cidadãos sobre o comportamento da PSP têm circulado na esfera pública.
O caso das imagens da RTP e da aparente traição de Luís Castro (conhecido como o “repórter de guerra”) e outros membros da RTP na cedência de imagens está ainda a ser discutido e longe de terminar. No entanto, a opinião geral é que a RTP não procedeu da melhor forma e violou fontes de informação se for considerado que cada pessoa filmada é uma fonte de informação.


A Rede 14N, um grupo de pessoas que foi criado no “pós” 14 de Novembro e que era promissor no acompanhamento de todos os assuntos relacionados com os acontecimentos desse dia não emitiu qualquer comunicado ou informação na sua página de Facebook.

domingo, 16 de dezembro de 2012

0 Manifesto do "NÃO a ELEIÇÕES" até 2018!

DIZ NÃO A VOTOS ATÉ 2018!Os políticos portugueses são TODOS uns MENTIROSOS, ALDRABÕES E VIGARISTAS!Querem é CORRUPÇÃO, TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, TRÁFICO DE ARMAS, LAVAGEM DE DINHEIRO, TRÁFICO DE DROGAS, SÃO UMA MÁFIA, UMA CAMORRA, QUE VIVE À CUSTA DO ERÁRIO PÚBLICO!MAÇONARIA, BIDELBERG, TODOS UNS CHULOS!!!





Manifesto do NÃO a ELEIÇÕES; até 2018!

domingo, 23 de setembro de 2012

0 Utentes da A22 convocam manifestação para 1 de outubro

Marcha e vigília serão em Faro, a partir das 18h. Comissão exige a suspensão imediata das portagens na Via do Infante e a demissão do governo, e apela ao boicote em massa da antiga SCUT.



A Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) anunciou que vai promover uma manifestação e uma vigília, em Faro, a 1 de outubro, no primeiro dia em que deixam de existir isenções no pagamento de portagens na A22.
A iniciativa começa às 18h, junto ao Teatro Municipal de Faro. Daí sairá uma marcha até o Fórum Algarve, ambos à entrada da cidade, prevendo-se igualmente "algumas ações surpresa pela abolição das portagens nos próximos dias".
Quando introduziu portagens nas antigas SCUT, a 8 de dezembro de 2011, o governo criou um regime de isenções para residentes que deveria vigorar até 30 de junho, mas prorrogou a medida por mais três meses, prazo que termina a 30 de setembro.
A comissão exige a suspensão imediata das portagens na Via do Infante e a demissão do governo: "O primeiro-ministro, o ministro da Economia e todo o governo faziam um grande favor aos algarvios e ao Algarve se apresentassem a sua demissão imediatamente", pode ler-se no comunicado divulgado pela CUVI
Para a Comissão, o fim das portagens na Via do Infante "está mais próximo do que se espera" e depende de todos "acelerar o seu fim", pelo que a comissão apela aos cidadãos a boicotarem "em massa" a antiga SCUT.
O balanço dos nove meses de cobrança de portagens na A22 é devastador. Este verão houve uma quebra no turismo em mais de 10%, “com destaque na diminuição de cerca de 20% dos turistas espanhóis”. Socialmente, o Algarve vive “uma autêntica tragédia e que se vai agravar dramaticamente no Inverno – mais de 50 mil desempregados e precariedade e pobreza a alastrarem como bola de neve”, diz a comissão, que sublinha que “as portagens só irão agravar todo este panorama social e económico muito negro no Algarve”.
Por outro lado, assinala o comunicado, os acidentes de viação, os feridos e as mortes na EN 125 e estradas secundárias dispararam, registando-se nos meses de julho e agosto 254 acidentes rodoviários, contra 186 acidentes verificados no mesmo período do ano anterior. Para piorar, a paragem das obras de requalificação da EN 125 tem contribuído para o aumento dos acidentes já que a construtora Edifer, uma das empresas do consórcio que tem a seu cargo a requalificação, encontra-se num processo de insolvência e prepara-se para despedir 200 trabalhadores.

0 Quem mandou lixar a troika






Da Esquerda para a Direita: Frederico Aleixo, Ricardo Morte, Belandina Vaz, Paulo Raposo, Ana Carla Gonçalves, Marco Marques, Joana Manuel, Nuno Ramos de Almeida, Ana Nicolau, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Rita Veloso e João Camargo


Num final de uma tarde de Junho, três pessoas reuniram-se a beber um chá algures num quintal de Lisboa e pensaram em "fazer algo de extraordinário". Vieram outros amigos e conhecidos, de várias áreas profissionais e com outras experiências de vida e activismo, num total de 29 que, dois meses e meio depois, puseram na rua quase um milhão de pessoas em 40 cidades a gritar "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!".
Eles, os 29 autores e subscritores do texto ‘Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!" são jornalistas (Sandra Monteiro, Myriam Zaluar ou Nuno Ramos de Almeida), professores (Ana Gonçalves, Belandina Vaz ou Paulo Raposo), engenheiros (João Camargo), investigadores (Magda Alves), cineastas, músicos e actrizes (como Chullage, António Pinho Vargas, São José Lapa, Ana Nicolau, Tiago Rodrigues ou Joana Manuel), mas também empresários, desempregados, mães solteiras, estudantes e emigrantes. Dos 23 aos 61 anos. De vários berços, com "várias sensibilidades".
INDEPENDENTES
Não são filiados em nenhum partido, mas todos estiveram no passado envolvidos noutros movimentos de carácter social, cívico ou ambiental: reivindicações contra o aumento das propinas, igualdade do género, direitos dos homossexuais, despenalização do aborto, movimentos como os precários inflexíveis ou a plataforma 15 de Outubro.
Depois do tal chá que serviu de rastilho, a segunda reunião foi numa cervejaria, perto do largo da Trindade. Um antigo cinema da capital e até a redacção de um jornal já serviram de porto de abrigo a outros encontros físicos. Mas o maior fluxo de discussões, convergências e decisões foi obviamente através da internet (como se quer de uma mobilização que nasce nas redes sociais), da ideia à elaboração do texto final que serviria para a criação do evento no Facebook.
"Às vezes perguntam-me: é activista? Sim, penso que sempre fui. Ser activista político é estar atento, informado, informar os outros, fazer disso uma luta de todos os dias", confessa Ana Carla Gonçalves, professora de História da Cultura e das Artes no Liceu Passos Manuel, em Lisboa. Na sua vida pessoal nunca conheceu a precariedade ou o desemprego. Tem 60 anos, é efectiva há 35. Lamenta o rumo do país pelos filhos, de 35 e 24 anos, para quem o futuro se avizinha "muito mais difícil", pelos amigos deles, pelos alunos, a quem tantas vezes já disse: "Não sejam vocês a minha falta de esperança!".
Em 1974, quando começou a dar aulas, os estudantes tinham sede de ouvir. "Hoje, acham que há uns senhores lá em cima que mandam e que não vale a pena fazer nada", acrescenta. Especialmente para os que pensam assim, o 15 de Setembro foi "um acordar da democracia", diz Paulo Raposo, professor de antropologia no ISCTE e outro dos signatários do texto que deu origem às manifestações de 15 de Setembro.
DE OUTRAS CAUSAS
Para Paulo Raposo, a manifestação mostrou muita coisa: "Que as pessoas têm uma consciência de que há uma assimetria entre o que o poder decide e aquilo que as pessoas querem." Ou que "esta democracia está disfuncional e deformada, pois de outra forma não seria permitido que instituições como as agências de rating determinassem o destino de um país".
Paulo Raposo também deu aulas no ensino secundário, no Brasil e fundou um grupo de teatro. Na política, participou na fase inicial da campanha de Maria de Lurdes Pintassilgo, cuja sede ficava na sua rua, mas a ligação partidária ficou-se por aí. Mas seguiu sempre atento, sempre activo. Como independente organizou em Maio, em Lisboa, o encontro Primavera Global, entre activistas e movimentos sociais de vários países. "Os problemas são globais, por isso precisamos de uma solução global", justifica o professor universitário, de 49 anos, pai de um filho e à espera que o segundo chegue, em breve, ao mundo. Um mundo que encontrará diferente daquele em que o pai cresceu. Na infância de Paulo, era tão vulgar ir a uma RGA como hoje é jogar PlayStation.
DE TENRA IDADE
Um mundo parecido com aquele em que nasceu há 38 anos Mariana Avelãs, mais uma signatária. "Os meus pais combateram sempre o fascismo, eu cresci nesse ambiente. Juntei-me à JCP com 14 anos, depois envolvi-me nos movimentos estudantis contra a PGA e as propinas entre 1992 e 1997. Cresci com a consciência da exploração das forças do trabalho." Mas, actualmente, Mariana não quer saber de filiações para coisa nenhuma. Preocupam-na apenas as contas que têm de ser rigorosamente feitas para que o dinheiro, incerto e a recibos verdes, chegue para sustentá-la a ela e à filha até ao final de cada mês.
Tradutora, com mestrado e actualmente a fazer o doutoramento, Mariana teve durante alguns anos um contrato de trabalho sem termo, um vínculo efectivo e estável, que acabou com a extinção do seu posto de trabalho, após uma "briga que não foi bonita" por recusar-se a abdicar dos direitos de maternidade que a lei lhe concedia. Há muito que se deixou de partidos e chegou ao grupo "Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!" por convite de amigos.
No dia da manifestação emocionou-se por muitas razões. "Porque vieram para a rua pessoas que diziam que até concordavam comigo, mas que nunca alinhavam. Porque as pessoas falaram dos seus problemas, das suas vidas... nunca tinha visto gente - e tanta gente - de lágrimas nos olhos numa manifestação."
DAR VALOR À VOZ
Ana Nicolau, cineasta, 35 anos, é das que tem menos experiência como activista. Viveu em Inglaterra até 2009, e quando voltou a Lisboa pensava que "isto até nem devia ser tão mau como diziam". Mas era. Se calhar, pior ainda. Ana saiu à rua pela primeira vez na manifestação de 12 de Março de 2011. "Achei que a minha voz deveria ter mais valor do que aquele que eu lhe estava a dar", confessa. E por isso, depois, participou em mais algumas manifestações e também em conferências, para se "formar melhor" a nível político e activista. Agora tem um projecto na manga: fundar uma escola de activismo, com um centro de media independente, para que "as pessoas percebam que a cidadania activa é importante e deve ser usada". Democracia "não é só votar", resume, revelando um espírito que traduz o do grupo.
O grupo, que não pretende evoluir para uma plataforma, nem movimento, nem qualquer outra coisa que se formalize no futuro, tem plena consciência de que o que pôs as pessoas na rua foram "as medidas brutais e criminosas anunciadas este mês", conforme resume Ana.
No início de Agosto, o evento tinha no Facebook duas mil assinaturas. Na sexta-feira, dia 7 de Setembro, poucas horas depois de o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho ter anunciado um novo pacote de medidas de austeridade que incluíam uma subida da Taxa Social Única para todo e qualquer contribuinte de sete por cento, o número cresceu para as seis mil. No sábado já eram 15 mil e no domingo 20 mil. Depois, 50 mil. Um efeito de contágio sem precedentes. Pessoas de todo o País perguntavam se não aconteceria também na sua cidade. A todos, a organização respondeu: "Organizem-se!". E eles, outros cidadãos independentes, anónimos, organizaram-se. Uma semana depois, eram meio milhão de portugueses na rua.
O NÚMERO SURPREENDEU OS PRÓPRIOS ORGANIZADORES
Antes disso, porém, houve muito para debater e organizar. Primeiro o texto, que foi escrito, reescrito, pensado e discutido por todos, até se chegar à virtude do consenso. Depois, o dia. "Sabíamos que ia haver novas medidas na rentrée política, portanto teria de ser para aí", explica Ana. Myriam Zaluar, mais uma organizadora, explica: "Não poderia ser no fim-de-semana da festa do Avante, também não queríamos que fosse no da manifestação da CGTP, portanto acabou por recair no dia 15."
Finalmente o percurso, este sim mais complicado de traçar. "A praça José Fontana foi desde sempre o sítio marcado para o início da manifestação. Não queríamos percursos clássicos, como a Assembleia da República, porque sabíamos que dava (e deu) buraco. Como achávamos que seríamos poucos, também estava fora de questão descermos a avenida da Liberdade. Tínhamos pensado passar pela Maternidade Alfredo da Costa, onde ficaríamos aconchegadinhos e onde poderia ser feita alguma acção que lembrasse a privatização da saúde. Mas quando tudo isto começou a sair-nos das mãos, tivemos de repensar o trajecto. Como o País está a soldo da troika e, estando a soldo, o verdadeiro Governo reúne-se na sede do FMI, tornou-se natural passar por lá. Depois, a praça de Espanha, onde se poderiam dizer palavras de ordem, ler os textos dos grupos que se associaram ao nosso. Os únicos que não queríamos eram os neonazis", afirma Myriam, 42 anos, jornalista, precária há mais de uma década, mãe a ‘solo' de dois filhos.
Agora, e depois da concentração de sexta-feira junto ao Palácio de Belém, poderão haver outros eventos, "talvez uma maratona de música, visto que há vontade para isso, com muitos artistas a querer participar, mas fazem questão de não criar nenhum movimento, nenhuma plataforma", frisa Myriam: "O nosso papel não é esse, não é fazer um programa do Governo. A nossa intenção é apenas lembrar que o povo é soberano e que se o povo não quiser não acontece."
UMA IMAGEM QUE DIZ MUITAS PALAVRAS
Sem saber muito bem como nem porquê, Adriana Xavier viu-se no centro das atenções depositadas na manifestação de 15 de Setembro. Não porque seja activista. Não porque esteja ligada a causas. Nem sequer porque o desejasse. Adriana abraçou um polícia. Sérgio, de seu nome. Até poderia ser banal, não fosse ter acontecido numa manifestação que também se distinguiu pelo pacifismo e o facto desse momento ter sido captado pelo fotógrafo José Manuel Ribeiro e, depois, reproduzido em massa nas redes sociais e em jornais e sites do Mundo inteiro.
A história do momento é simples: "Perguntei-lhe porque é que ele estava ali, e ele respondeu-me que era apenas o seu trabalho. Depois, perguntei-lhe se não queria estar antes do nosso lado e ele não respondeu. Fiquei a matutar no seu silêncio e depois de pensar um bocado, resolvi abraçá-lo", relembra a jovem de 18 anos, estudante do 12º ano do ensino secundário, residente em Lagos, que faz também dança e teatro e gostava de um dia "ser alguma coisa" que tivesse a ver com as artes.
Tal como anuncia na sua página do Facebook, Adriana é um verdadeiro "espírito livre". Não tem partido, nem faz intenções de votar. Acredita que "recebemos aquilo que damos" e que o importante é estarmos em "harmonia com o que nos rodeia". Estava em Lisboa de férias e nem sequer planeara ir à manifestação.
"Quando o abracei, pensei: ele não é um monstro, não vou fazer mal a ninguém, ninguém me vai bater. O medo faz com que os seres humanos não se soltem, não dêem amor. Até o Passos Coelho tem medo e tem amor."
Filha de pais divorciados, com uma família numerosa - Adriana tem quatro irmãos - lida diariamente com a precariedade e a austeridade. "Nunca fui rica e agora ainda sou menos. Vivo só com a minha mãe, que trabalha a recibos verdes. O meu pai é funcionário público, mas a minha madrasta está desempregada"..
Quanto ao seu acto, desvaloriza a atenção dos media: "Foi simplesmente uma forma diferente de me manifestar."


 

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